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Prova

Prova de 2011: Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) — questões com gabarito

50 questões da prova de 2011 de Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), em História, Português, Matemática, Geografia e mais matérias. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 50 questões

Resultados: 50 questões

Página 3 de 3

  • Ciências Humanas

    História

    Em meados do século XIX, o Brasil, juntamente com a Argentina e o Uruguai, envolveu-se em um conflito armado contra o Paraguai. A conhecida Guerra do Paraguai foi um acontecimento com profundas implicações para os estados que nela se envolveram militarmente. Sobre as implicações desse conflito, analise as afirmativas seguintes:
    I   -   A vitória brasileira possibilitou a reanexação da Cisplatina ao território do Império, repercutindo favoravelmente na opinião pública nacional e internacional.
    II   -   A vitória brasileira contribuiu para consolidar o fortalecimento e a imagem do Exército, a queda da monarquia, com a participação dos escravos na luta, o endividamento do Brasil e o desgaste da imagem do Imperador perante a opinião pública.
    III   -   A vitória brasileira não agradou à Inglaterra, que temia a afirmação do Brasil como uma grande potência econômica e militar na América do Sul.
    IV   -   A maior vitória do Império brasileiro marcou também o início da queda da monarquia e contribuiu para desarticular a base de sustentação, que era a manutenção da escravidão.

    Após a sua análise, assinale a alternativa correta:
    Escolha uma alternativa para a questão a3eeb2cd-af
  • Linguagens

    Português

    Segundo Ato

        Leléu, com apetrechos de limpeza, conversa na calçada da cadeia com o Cabo Heliodoro, que está armado de rifle.

        HELIODORO Você não sabe que eu sou sargento? Por que não chama Cabo Heliodoro? 
        LELÉU É porque o senhor tem toda a pinta de sargento.
        HELIODORO Conversa!

        LELÉU Esse mundo é assim. O sujeito nunca é o que nasceu pra ser. O senhor é cabo, mas nasceu pra sargento. 

       HELIODORO E você, Leléu? Você nasceu pra quê?

       LELÉU O senhor sabe o que eu queria ter, sargento? A força dos touros. O aprumo de um cavalo puro-sangue. Ser bom e doce para as mulherinhas, como as chuvas de caju que caem de repente, no calor mais duro de novembro. E livre, Sargento Heliodoro. Como o vento num pasto muito grande. 

       HELIODORO Você às vezes tem um jeito muito enfeitado de falar. Essa é a minha desgraça, não sei dizer uma coisa desse jeito. 

       LELÉU Livre... Você não queira saber como invejei Paraíba e Testa-Seca, essas duas semanas, quando um saía da cela para fazer faxina. Imagina você, Sargento Heliodoro, invejar duas pestes daquelas. Só porque podiam ver o céu em cima da cabeça deles. 

       HELIODORO Ora, isso não quer dizer nada. 

    Porque todo mundo tem inveja de você. Até o Tenente. Vou lhe dizer mais: até eu. 

       LELÉU Inveja de mim? Vocês?! Soltos?!

       HELIODORO Pra mim, pelo menos, isso de estar solto não adianta é nada.

       LELÉU Você está livre, senhor. Isso é pouco?

       HELIODORO Estou livre, mas sou um desgraçado, Leléu. Se você soubesse da minha vida, era capaz de chorar

        LELÉU Ah! Então não conte. Eu aqui já cheio de tristeza. Mas não será que se pode dar um jeito? Porque pra quase tudo neste mundo há jeito. 

       [...]

       LELÉU Mas Heliodoro, que tristeza! Eu fazia de você um homem bem casado!

       HELIODORO Ora, bem casado! A mulher parece um papagaio.

       LELÉU É verde?

       HELIODORO Quisera eu. Fala sem parar, é pior do que um rádio. De manhã à noite. 

    (LINS, Osman. Lisbela e o prisioneiro. São Paulo: Planeta, 2003. p. 37-39.)

    Com relação ao texto 07, assinale a alternativa correta:
    Escolha uma alternativa para a questão a3f3223b-af
  • Matemática

    Matemática

    Segundo Ato

        Leléu, com apetrechos de limpeza, conversa na calçada da cadeia com o Cabo Heliodoro, que está armado de rifle.

        HELIODORO Você não sabe que eu sou sargento? Por que não chama Cabo Heliodoro? 
        LELÉU É porque o senhor tem toda a pinta de sargento.
        HELIODORO Conversa!

        LELÉU Esse mundo é assim. O sujeito nunca é o que nasceu pra ser. O senhor é cabo, mas nasceu pra sargento. 

       HELIODORO E você, Leléu? Você nasceu pra quê?

       LELÉU O senhor sabe o que eu queria ter, sargento? A força dos touros. O aprumo de um cavalo puro-sangue. Ser bom e doce para as mulherinhas, como as chuvas de caju que caem de repente, no calor mais duro de novembro. E livre, Sargento Heliodoro. Como o vento num pasto muito grande. 

       HELIODORO Você às vezes tem um jeito muito enfeitado de falar. Essa é a minha desgraça, não sei dizer uma coisa desse jeito. 

       LELÉU Livre... Você não queira saber como invejei Paraíba e Testa-Seca, essas duas semanas, quando um saía da cela para fazer faxina. Imagina você, Sargento Heliodoro, invejar duas pestes daquelas. Só porque podiam ver o céu em cima da cabeça deles. 

       HELIODORO Ora, isso não quer dizer nada. 

    Porque todo mundo tem inveja de você. Até o Tenente. Vou lhe dizer mais: até eu. 

       LELÉU Inveja de mim? Vocês?! Soltos?!

       HELIODORO Pra mim, pelo menos, isso de estar solto não adianta é nada.

       LELÉU Você está livre, senhor. Isso é pouco?

       HELIODORO Estou livre, mas sou um desgraçado, Leléu. Se você soubesse da minha vida, era capaz de chorar

        LELÉU Ah! Então não conte. Eu aqui já cheio de tristeza. Mas não será que se pode dar um jeito? Porque pra quase tudo neste mundo há jeito. 

       [...]

       LELÉU Mas Heliodoro, que tristeza! Eu fazia de você um homem bem casado!

       HELIODORO Ora, bem casado! A mulher parece um papagaio.

       LELÉU É verde?

       HELIODORO Quisera eu. Fala sem parar, é pior do que um rádio. De manhã à noite. 

    (LINS, Osman. Lisbela e o prisioneiro. São Paulo: Planeta, 2003. p. 37-39.)

    Assinale a alternativa que corresponde corretamente ao número de permutações distintas usando-se o nome HELIODORO:
    Escolha uma alternativa para a questão a3f68be6-af
  • Ciências Humanas

    Geografia

        Fabiano curou no rasto a bicheira da novilha raposa. Levava no aió um frasco de creolina, e se houvesse achado o animal, teria feito o curativo ordinário. Não o encontrou, mas supôs distinguir as pisadas dele na areia, baixou-se, cruzou dois gravetos no chão e rezou. Se o bicho não estivesse morto, voltaria para o curral, que a oração era forte.
        Cumprida a obrigação, Fabiano levantou-se com a consciência tranqüila e marchou para casa. [...]
        Chape-chape. Os três pares de alpercatas batiam na lama rachada, seca e branca por cima, preta e mole por baixo. [...]
       A cachorra Baleia corria na frente, o focinho arregaçado, procurando na catinga a novilha raposa.
      Fabiano ia satisfeito. Sim senhor, arrumara-se. Chegara naquele estado, com a família morrendo de fome, comendo raízes. [...]
        Pisou com firmeza no chão gretado, puxou a faca de ponta, esgaravatou as unhas sujas. [...]
        – Fabiano, você é um homem, exclamou em voz alta. 
        Conteve-se, notou que os meninos estavam perto, com certeza iam admirar-se ouvindo-o falar só. E, pensando bem, ele não era homem: era apenas um cabra ocupado em guardar coisas dos outros. [...]
       Olhou em torno, com receio de que, fora os meninos, alguém tivesse percebido a frase imprudente. Corrigiu-a, murmurando:
       – Você é um bicho, Fabiano.
       Isto para ele era motivo de orgulho. Sim senhor, um bicho, capaz de vencer dificuldades.
        – Um bicho, Fabiano.
       Era. Apossara-se da casa porque não tinha onde cair morto, passara uns dias mastigando raiz de imbu e sementes de mucunã. Viera a trovoada. E, com ela, o fazendeiro, que o expulsara. Fabiano fizera-se desentendido e oferecera os seus préstimos [...].
    (RAMOS, Graciliano. Vidas secas. 100. ed. Rio de Janeiro: Record, 2006. p. 17-19.). 
    O texto 08, trecho do livro de Graciliano Ramos, retrata a dificuldade que Fabiano enfrenta com relação à sua sobrevivência no sertão nordestino. Refletindo sobre esse tema, marque a alternativa correta:
    Escolha uma alternativa para a questão a3fac1d0-af
  • Ciências Humanas

    Sociologia

        Fabiano curou no rasto a bicheira da novilha raposa. Levava no aió um frasco de creolina, e se houvesse achado o animal, teria feito o curativo ordinário. Não o encontrou, mas supôs distinguir as pisadas dele na areia, baixou-se, cruzou dois gravetos no chão e rezou. Se o bicho não estivesse morto, voltaria para o curral, que a oração era forte.
        Cumprida a obrigação, Fabiano levantou-se com a consciência tranqüila e marchou para casa. [...]
        Chape-chape. Os três pares de alpercatas batiam na lama rachada, seca e branca por cima, preta e mole por baixo. [...]
       A cachorra Baleia corria na frente, o focinho arregaçado, procurando na catinga a novilha raposa.
      Fabiano ia satisfeito. Sim senhor, arrumara-se. Chegara naquele estado, com a família morrendo de fome, comendo raízes. [...]
        Pisou com firmeza no chão gretado, puxou a faca de ponta, esgaravatou as unhas sujas. [...]
        – Fabiano, você é um homem, exclamou em voz alta. 
        Conteve-se, notou que os meninos estavam perto, com certeza iam admirar-se ouvindo-o falar só. E, pensando bem, ele não era homem: era apenas um cabra ocupado em guardar coisas dos outros. [...]
       Olhou em torno, com receio de que, fora os meninos, alguém tivesse percebido a frase imprudente. Corrigiu-a, murmurando:
       – Você é um bicho, Fabiano.
       Isto para ele era motivo de orgulho. Sim senhor, um bicho, capaz de vencer dificuldades.
        – Um bicho, Fabiano.
       Era. Apossara-se da casa porque não tinha onde cair morto, passara uns dias mastigando raiz de imbu e sementes de mucunã. Viera a trovoada. E, com ela, o fazendeiro, que o expulsara. Fabiano fizera-se desentendido e oferecera os seus préstimos [...].
    (RAMOS, Graciliano. Vidas secas. 100. ed. Rio de Janeiro: Record, 2006. p. 17-19.). 
    Considere o recorte do texto 08: “Apossara-se da casa porque não tinha onde cair morto, passara uns dias mastigando raiz de imbu e sementes de mucunã. Viera a trovoada. E, com ela, o fazendeiro, que o expulsara.”
    A injusta situação fundiária, marcada pela concentração de terras nas mãos de poucos, pelo predomínio do latifúndio, acrescido ao total descaso das elites e do governo para com uma parcela da população tão grande quanto carente, perpassa a história brasileira em diferentes momentos históricos. Em relação a esse tema, assinale a alternativa correta:
    Escolha uma alternativa para a questão a3fe5f28-af
  • Ciências da Natureza

    Física

        Fabiano curou no rasto a bicheira da novilha raposa. Levava no aió um frasco de creolina, e se houvesse achado o animal, teria feito o curativo ordinário. Não o encontrou, mas supôs distinguir as pisadas dele na areia, baixou-se, cruzou dois gravetos no chão e rezou. Se o bicho não estivesse morto, voltaria para o curral, que a oração era forte.
        Cumprida a obrigação, Fabiano levantou-se com a consciência tranqüila e marchou para casa. [...]
        Chape-chape. Os três pares de alpercatas batiam na lama rachada, seca e branca por cima, preta e mole por baixo. [...]
       A cachorra Baleia corria na frente, o focinho arregaçado, procurando na catinga a novilha raposa.
      Fabiano ia satisfeito. Sim senhor, arrumara-se. Chegara naquele estado, com a família morrendo de fome, comendo raízes. [...]
        Pisou com firmeza no chão gretado, puxou a faca de ponta, esgaravatou as unhas sujas. [...]
        – Fabiano, você é um homem, exclamou em voz alta. 
        Conteve-se, notou que os meninos estavam perto, com certeza iam admirar-se ouvindo-o falar só. E, pensando bem, ele não era homem: era apenas um cabra ocupado em guardar coisas dos outros. [...]
       Olhou em torno, com receio de que, fora os meninos, alguém tivesse percebido a frase imprudente. Corrigiu-a, murmurando:
       – Você é um bicho, Fabiano.
       Isto para ele era motivo de orgulho. Sim senhor, um bicho, capaz de vencer dificuldades.
        – Um bicho, Fabiano.
       Era. Apossara-se da casa porque não tinha onde cair morto, passara uns dias mastigando raiz de imbu e sementes de mucunã. Viera a trovoada. E, com ela, o fazendeiro, que o expulsara. Fabiano fizera-se desentendido e oferecera os seus préstimos [...].
    (RAMOS, Graciliano. Vidas secas. 100. ed. Rio de Janeiro: Record, 2006. p. 17-19.). 
    “[...] Fabiano levantou-se com a consciência tranquila e marchou para casa [...].” Nessa marcha, Fabiano parte do repouso e acelera em linha reta a uma taxa de 0,2 m/s2 até atingir a velocidade de 10 m/s. Em seguida, Fabiano desacelera a uma taxa constante de 0,1 m/s2 até parar. Assinale a alternativa que corresponda corretamente ao tempo que transcorre entre a partida e a parada dele:
    Escolha uma alternativa para a questão a401d0a6-af
  • Linguagens

    Português

        Fabiano curou no rasto a bicheira da novilha raposa. Levava no aió um frasco de creolina, e se houvesse achado o animal, teria feito o curativo ordinário. Não o encontrou, mas supôs distinguir as pisadas dele na areia, baixou-se, cruzou dois gravetos no chão e rezou. Se o bicho não estivesse morto, voltaria para o curral, que a oração era forte.
        Cumprida a obrigação, Fabiano levantou-se com a consciência tranqüila e marchou para casa. [...]
        Chape-chape. Os três pares de alpercatas batiam na lama rachada, seca e branca por cima, preta e mole por baixo. [...]
       A cachorra Baleia corria na frente, o focinho arregaçado, procurando na catinga a novilha raposa.
      Fabiano ia satisfeito. Sim senhor, arrumara-se. Chegara naquele estado, com a família morrendo de fome, comendo raízes. [...]
        Pisou com firmeza no chão gretado, puxou a faca de ponta, esgaravatou as unhas sujas. [...]
        – Fabiano, você é um homem, exclamou em voz alta. 
        Conteve-se, notou que os meninos estavam perto, com certeza iam admirar-se ouvindo-o falar só. E, pensando bem, ele não era homem: era apenas um cabra ocupado em guardar coisas dos outros. [...]
       Olhou em torno, com receio de que, fora os meninos, alguém tivesse percebido a frase imprudente. Corrigiu-a, murmurando:
       – Você é um bicho, Fabiano.
       Isto para ele era motivo de orgulho. Sim senhor, um bicho, capaz de vencer dificuldades.
        – Um bicho, Fabiano.
       Era. Apossara-se da casa porque não tinha onde cair morto, passara uns dias mastigando raiz de imbu e sementes de mucunã. Viera a trovoada. E, com ela, o fazendeiro, que o expulsara. Fabiano fizera-se desentendido e oferecera os seus préstimos [...].
    (RAMOS, Graciliano. Vidas secas. 100. ed. Rio de Janeiro: Record, 2006. p. 17-19.). 
    Com relação ao texto 08, assinale a alternativa correta:
    Escolha uma alternativa para a questão a404e854-af
  • Ciências da Natureza

    Biologia

    Em uma determinada raça canina, a coloração dos pelos é condicionada por um par de genes. A cor negra é definida pelo alelo dominante CN e a cor vermelha pelo duplo recessivo Cn , enquanto o padrão de uniformidade de cor é dependente de outro par de genes. O padrão uniforme é definido pelo alelo PM e o malhado pelo alelo recessivo Pm. O cruzamento de um macho de pelagem negra uniforme e uma fêmea com pelos negros e malhados resultou em uma ninhada de oito filhotes, sendo três negros e uniformes, três negros e malhados, um vermelho e uniforme e um vermelho e malhado. Assinale abaixo o item correspondente ao genótipo do pai:
    Escolha uma alternativa para a questão a407cafa-af
  • Matemática

    Matemática

    Suponha que um engenheiro, ao fazer o cálculo da área do terreno (plano) indicado pela figura abaixo, cometeu um pequeno erro, superestimando a medida da área em 25%. Assinale a alternativa que contenha o resultado a que chegou o engenheiro distraído:
    Imagem da questão de Matemática, PUC-GO 2011, Aritmética e Problemas
    Escolha uma alternativa para a questão a40bf68c-af
  • Ciências da Natureza

    Física

    Num circuito de malha única, com uma resistência R, a corrente é I. Quando uma nova resistência r é colocada em série no circuito, a corrente passa a ser i. Assinale a alternativa que corresponda ao valor de R:
    Escolha uma alternativa para a questão a40f86f8-af