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Prova de 2016: Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) — questões com gabarito

6 questões da prova de 2016 de Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), em Geografia, História. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

Matérias nesta prova

Resultados

6 questões encontradas. Mostrando a página 1 de 1.

  • D1A57B41-E4

    Geografia

    Geografia Econômica
    PUC-GO · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 7

                       O mistério dos hippies desaparecidos

    Ide ao Mercadão da Travessa do Carmo. Que vereis? O alegre, o pitoresco, o colorido. Admirai a excelente organização: cada artesão em seu quadrado, exibindo belos trabalhos.

    Mas... Nada vos chama a atenção?

    Não? Neste caso, pergunto-vos: onde estão os hippies da Praça Dom Feliciano? Isso mesmo, aqueles que ficavam na frente da Santa Casa. Onde estão? Não sabeis?

    O homem de cinza sabe.

    O homem de cinza vinha todos os dias à Praça Dom Feliciano. Ficava muito tempo olhando os hippies, que não lhe davam maior atenção. O homem, ao contrário, parecia muito interessado neles: examinava os objetos expostos, indagava por preços, por detalhes da manufatura. E anotava tudo numa caderneta de capa preta. Um dia perguntou aos hippies onde moravam. Por aí, respondeu um rapaz. Numa comuna? — perguntou o homem. Não, não era em nenhuma comuna; na realidade, estavam ao relento. O homem então disse que eles deveriam morar juntos numa comuna. Ficaria mais fácil, mais prático. O rapaz concordou. Não estava com muita vontade de falar; contudo, acrescentou, depois de uma pausa, que o problema era encontrar o lugar para a comuna.

    Não é problema, disse o homem; eu tenho uma chácara lá na Vila Nova, com uma boa casa, gramados, árvores frutíferas. Se vocês quiserem, podem ficar lá. No amor? — perguntou o rapaz.

    — No amor, bicho — respondeu o homem, rindo. Só quero que vocês tomem conta da casa. Os hippies confabularam entre si e resolveram aceitar. O homem levou-os — eram doze, entre rapazes e moças — à chácara, numa camioneta Veraneio. Deixou-os lá.

    Durante algum tempo não apareceu. Mas, num domingo, deu as caras. Conversou com os jovens sobre a chácara, contou histórias interessantes. Finalmente, pediu para ver o que tinham feito de artesanato. Examinou as peças atentamente e disse:

    — Posso dar uma sugestão? Eles concordaram. Como não haveriam de concordar? Mas foi assim que começou. O homem organizou-os em equipes: a equipe dos cintos, a equipe das pulseiras, a equipe das bolsas.

    Ensinou-os a trabalhar pelo sistema de linha de montagem; racionalizou cada tarefa, cada atividade.

    Disciplinou a vida deles, também. Centralizou todo o consumo de tóxicos. Fornecia drogas mediante vales, resgatados ao fim do mês, conforme a produção. Permitiu que se vestissem como desejavam, mas era rígido na escala de trabalho. Seis dias por semana, folga às quartas — nos domingos tinham de trabalhar. Nestes dias, o homem de cinza admitia visitantes na chácara, mediante o pagamento de ingressos. Um guia especialmente treinado acompanhava-os, explicando todos os detalhes acerca dos hippies, estes seres curiosos.

    O homem de cinza já era muito rico, mas agora está multimilionário. É que organizou uma firma, e exporta para os Estados Unidos e para o Mercado Comum Europeu cintos, pulseiras e bolsas.

    Parece que, para esses artigos, não há sobretaxa de exportações. Escreveu um livro — Minha Vida Entre os Hippies — que tem se constituído em autêntico êxito de livraria; uma adaptação para a televisão, sob forma de novela, está quase pronta. E quem ouviu a trilha sonora, garante que é um estouro.

    Tem apenas um temor, este homem. É que um dos hippies, de uma hora para outra, cortou o cabelo, passou a tomar banho — e usa agora um decente terno cinza. Por enquanto ainda não se manifestou; mas trata-se — o homem de cinza está convencido disto — de um autêntico contestador.

    (SCLIAR, Moacyr. Melhores contos. São Paulo: Global, 2003. p. 130-132.)

    O Texto 7, faz menção a hippies, pessoas que, em geral, vivem do trabalho informal, comercializam produtos artesanais, especialmente em ambiente urbano. Acerca da estrutura e do funcionamento do mercado de trabalho, analise as afirmativas a seguir:

    I - As taxas de desemprego eventualmente divulgadas pelo IBGE incluem também pessoas que trabalham na economia informal.

    II - O aumento do desemprego tem impacto direto no poder de consumo da população, ainda que os demitidos possam contar com o Seguro Desemprego.

    III - O Seguro Desemprego funciona como uma zona de transição entre a situação da pessoa como empregada até que ela consiga outra colocação.

    IV - Ao longo da história, uma das grandes causas para o aumento do desemprego tem sido o processo de substituição da mão de obra operária pelos inventos tecnológicos.

    Em relação às proposições analisadas, assinale a única alternativa cujos itens estão todos corretos:

    Escolha uma alternativa para a questão d1a57b41-e4
  • D17C42A0-E4

    História

    História do Brasil
    PUC-GO · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 5

    É com certa sabedoria que se diz: pelos olhos se conhece uma pessoa. Bem, há olhares de todos os tipos — dos dissimulados aos da cobiça, seja pelo vil metal ou pelo sexo.

    Garimpeiro se conhece pelos olhos. Olhos de febre, que flamejam e reluzem. Há, em suas pupilas, o ouro. O brilho dourado tatua a íris. Trata-se apenas de um reflexo de sua alma e daquilo que corre em suas veias. É um vírus. A princípio, um sonho distante, mas, ao correr dos dias, torna-se uma angustiante busca. Na primeira vez que o ouro fagulha na sua frente, na bateia, toda a alma se contamina e o vírus se transforma em doença incurável.

    Todos, no garimpo, têm histórias semelhantes. Têm família, filhos, empregos em suas cidades, nos distantes estados, mas, de repente, espalha-se a notícia do ouro. Então, largam tudo, vendem a roupa do corpo e lá se vão. Caçar o rastro do ouro é a sina. Nos olhos, a febre — um brilho dourado doentio. Sim, é fácil conhecer um garimpeiro.

    Todos sabem que, no garimpo, não é lugar para se viver. Mas ninguém abandona o seu posto. Suor, lama, pedregulhos, pepitas douradas, cansaço — é a vida que até o diabo rejeita.

    Por onde passam, o rastro da destruição. A  Amazônia é nossa. Tratores e retroescavadeiras derrubam e limpam a floresta; as dragas chegam, os rios se contaminam rapidamente de mercúrio. Quem pode mais chora menos. Na trilha do brilho dourado, nada se preserva. Ai daqueles que levantarem alguma voz... No dia seguinte, o corpo é encontrado no meio da selva, um bom prato aos bichos.

    (GONÇALVES, David. Sangue verde. Joinville: Sucesso Pocket, 2014. p. 5-6. Adaptado.)

    “A Amazônia é nossa”, diz o Texto 5. Esse slogan é repetido sempre que o imperialismo ameaça a soberania dos países que possuem territórios nesse rico ecossistema. Um fato importante para o Brasil foram as negociações da Bolívia com um truste anglo-americano denominado Bolivian Syndicate, que iria adquirir uma vasta parcela das terras amazônicas, com amplos poderes administrativos. Esforços dos brasileiros, sedimentados no Tratado de Petrópolis, de 1903, impediram essa transação comercial. Assinale a alternativa que indica corretamente a motivação econômica do Brasil na ocupação daquela região:
    Escolha uma alternativa para a questão d17c42a0-e4
  • D1600D19-E4

    Geografia

    Geografia Física
    PUC-GO · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 4

    Não desejei a morte de minha filha. Ou desejei? Aí é que reside a dúvida, é onde habita o nó que nada nem ninguém no mundo tem o poder de desatar. O inconsciente, desculpe-me a vulgaridade do termo, minha filha, é uma merda. Sendo autônomo, o inconsciente age por si, sem pedir licença nem se revelar. Desejei ou não a morte de minha filha, hein? Você pode responder a essa pergunta? Alguém pode? Eu não posso. Busquei na fonte a resposta e ela não veio. Como minha filha havia feito, busquei nas águas do Cristal a cura imediata para uma dor que parecia infinda. A ferida tinha sido cavada pelas águas, então elas que tratassem de cicatrizá-la. O rio recusou meu corpo, mas não a dor. Nem o aconselhamento. Pediu tempo, apenas. Permaneci plantada no barranco, juntando ao seu caudal minhas lágrimas secas. Disseram que eu tinha enlouquecido, talvez tivesse mesmo. Em diálogo profundo, as águas me fizeram compreender verdades para as quais eu nunca havia me atinado. Todo rio tem seu leito, suas margens, seu limite, toda vez que ele avança além de seu leito original provoca estragos, descalabros. O rio de nossa vida não é diferente. Ele também está sujeito a limitações intransponíveis. Existe você e você; seu campo de visão, a capacidade de administrar o próprio caudal. Tem a hora de abrir e a hora de fechar as comportas. Felicidade ou dor, a escolha é sua, depende do grau de intensidade que você der a cada coisa. Hoje posso dizer que me conheço um pouquinho, mesmo assim, perguntas continuam sem resposta.

    (BARROS, Adelice da Silveira. Mesa dos inocentes. Goiânia: Kelps, 2010. p. 23.)

    No Texto 4, em “todo rio tem seu leito, suas margens, seu limite, toda vez que ele avança além do seu leito original provoca estragos, descalabros” o enunciador faz, metaforicamente, referência ao curso de rios, para falar da vida, do nosso desejo de administrá-la. Em relação aos rios, seu comportamento, seus condicionantes, bem como suas implicações, analise as afirmativas a seguir:
    I - Enchentes compreendem um efeito direto do avanço das margens do rio para além do seu leito original e consistem no aumento temporário do nível da água para além da planície de inundação.
    II - Inundações compreendem o transbordamento das águas de um canal de drenagem, chegando a atingir áreas marginais como a planície de inundação.
    III - As enchentes tendem a atingir as populações que habitam áreas sujeitas às inundações, que comportam, na maioria das vezes, moradias de baixo custo.
    IV - As planícies de inundação compreendem áreas outrora totalmente ocupadas pelo respectivo rio e, por esse motivo, são ambientes impróprios para a construção de moradias.

    Em relação às proposições apresentadas, assinale a única alternativa que contém todos os itens corretos:
    Escolha uma alternativa para a questão d1600d19-e4
  • D12FF9A5-E4

    Geografia

    Geografia Política
    PUC-GO · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 1

    Democracia

    Punhos de redes embalaram o meu canto

    para adoçar o meu país, ó Whitman.

    Jenipapo coloriu o meu corpo contra os maus-                                                                                

                                                         [olhados,

    catecismo me ensinou a abraçar os hóspedes,

    carumã me alimentou quando eu era criança,

    Mãe-negra me contou histórias de bicho,

    moleque me ensinou safadezas,

    massoca, tapioca, pipoca, tudo comi,

    bebi cachaça com caju para limpar-me,

    tive maleita, catapora e ínguas,

    bicho-de-pé, saudade, poesia;

    fiquei aluado, mal-assombrado, tocando maracá,

    dizendo coisas, brincando com as crioulas,

    vendo espíritos, abusões, mães-d’água,

    conversando com os malucos, conversando sozinho,

    emprenhando tudo que encontrava,

    abraçando as cobras pelos matos,

    me misturando, me sumindo, me acabando,

    para salvar a minha alma benzida

    e meu corpo pintado de urucu,

    tatuado de cruzes de corações, de mãos-ligadas,

    de nomes de amor em todas as línguas de branco, de                                                          

                                                     [mouro ou de pagão.

    (LIMA, Jorge de. Melhores poemas. São Paulo: Global, 2006. p. 74.)

    No segundo verso do Texto 1, lê-se: “para adoçar o meu país” em uma referência ao poeta norte-americano Walt Whitman. Nos últimos três anos, foi grande o número de pessoas que deixaram seus países em decorrência de guerras civis ou da ação de grupos paramilitares. Acerca desse assunto, assinale a alternativa que contém, respectivamente, os nomes dos dois países de origem da maioria das solicitações de refúgio e dos dois que mais receberam solicitações, com seus respectivos continentes:
    Escolha uma alternativa para a questão d12ff9a5-e4
  • D1289BD5-E4

    História

    História do Brasil
    PUC-GO · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 1

    Democracia

    Punhos de redes embalaram o meu canto

    para adoçar o meu país, ó Whitman.

    Jenipapo coloriu o meu corpo contra os maus-                                                                                

                                                         [olhados,

    catecismo me ensinou a abraçar os hóspedes,

    carumã me alimentou quando eu era criança,

    Mãe-negra me contou histórias de bicho,

    moleque me ensinou safadezas,

    massoca, tapioca, pipoca, tudo comi,

    bebi cachaça com caju para limpar-me,

    tive maleita, catapora e ínguas,

    bicho-de-pé, saudade, poesia;

    fiquei aluado, mal-assombrado, tocando maracá,

    dizendo coisas, brincando com as crioulas,

    vendo espíritos, abusões, mães-d’água,

    conversando com os malucos, conversando sozinho,

    emprenhando tudo que encontrava,

    abraçando as cobras pelos matos,

    me misturando, me sumindo, me acabando,

    para salvar a minha alma benzida

    e meu corpo pintado de urucu,

    tatuado de cruzes de corações, de mãos-ligadas,

    de nomes de amor em todas as línguas de branco, de                                                          

                                                     [mouro ou de pagão.

    (LIMA, Jorge de. Melhores poemas. São Paulo: Global, 2006. p. 74.)

    Sobre o poema de Jorge de Lima (Texto 1), é correto afirmar que (assinale a alternativa correta):
    Escolha uma alternativa para a questão d1289bd5-e4
  • D11DC710-E4

    História

    História do Brasil
    PUC-GO · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 1

    Democracia

    Punhos de redes embalaram o meu canto

    para adoçar o meu país, ó Whitman.

    Jenipapo coloriu o meu corpo contra os maus-                                                                                

                                                         [olhados,

    catecismo me ensinou a abraçar os hóspedes,

    carumã me alimentou quando eu era criança,

    Mãe-negra me contou histórias de bicho,

    moleque me ensinou safadezas,

    massoca, tapioca, pipoca, tudo comi,

    bebi cachaça com caju para limpar-me,

    tive maleita, catapora e ínguas,

    bicho-de-pé, saudade, poesia;

    fiquei aluado, mal-assombrado, tocando maracá,

    dizendo coisas, brincando com as crioulas,

    vendo espíritos, abusões, mães-d’água,

    conversando com os malucos, conversando sozinho,

    emprenhando tudo que encontrava,

    abraçando as cobras pelos matos,

    me misturando, me sumindo, me acabando,

    para salvar a minha alma benzida

    e meu corpo pintado de urucu,

    tatuado de cruzes de corações, de mãos-ligadas,

    de nomes de amor em todas as línguas de branco, de                                                          

                                                     [mouro ou de pagão.

    (LIMA, Jorge de. Melhores poemas. São Paulo: Global, 2006. p. 74.)

    Além de ensinar o catecismo e transmitir as regras da hospitalidade, os missionários doutrinavam os indí- genas na ética da submissão às autoridades constituídas pelo Deus cristão. Levando avante sua missão, os religiosos acompanharam a expansão da colonização pelo território da América, batizando e incorporando aos reinos europeus as populações nativas. Acerca desse trabalho missionário, está correto afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão d11dc710-e4