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Prova de 2024: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) — questões com gabarito

34 questões da prova de 2024 de Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), em Português. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

Matérias nesta prova

Resultados

34 questões encontradas. Mostrando a página 1 de 2.

  • 69FE8056-5E

    Português

    Interpretação de Textos
    UNICAMP · 2024Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Desde o início de sua série histórica “Conflitos no Campo Brasil”, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) registrou 56 massacres no campo, ocorridos em todas as regiões do Brasil. De acordo com sua metodologia, a CPT reconhece como “massacre” os casos nos quais três pessoas ou mais são mortas na mesma data e em uma mesma localidade, numa mesma ocorrência de conflitos pela terra, portanto. Durante esta série histórica, foram registrados diversos “ciclos de violência”. O primeiro, entre 1985 e 1988, fez 112 vítimas fatais. O segundo, entre os anos de 1993 e 1996, teve 56 mortes e se caracterizou por massacres emblemáticos como os de Corumbiara/RO, Haximu/RR e Eldorado dos Carajás/PA.


    De 2017 aos dias de hoje, o relatório tem registrado uma nova onda de massacres: neste período, mais de 50 pessoas foram fatalmente vitimadas. (Adaptado de “Massacres no Campo voltam a crescer durante atual crise da democracia no Brasil”. CPT/Massacres no Campo, 14/12/2021; fonte: Centro de Documentação Dom Tomás Balduino - CEDOC/CPT.) 


    O texto apresentado faz parte do relatório de 2021 sobre violências no campo, elaborado pela Comissão Pastoral da Terra. Há, nesse excerto, três ideias importantes. Assinale a alternativa que apresenta essas ideias.

    Escolha uma alternativa para a questão 69fe8056-5e
  • 69AA700B-5E

    Português

    Interpretação de Textos
    UNICAMP · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos

    Em evento histórico realizado em São Gabriel da Cachoeira, no dia 19 de julho de 2023, houve o Lançamento da Constituição Federal traduzida, pela primeira vez, para uma língua indígena: o Nheengatu. A Rede Wayuri traduziu o Artigo 231 do capítulo VIII da Constituição Federal, em mais três línguas, além do Nheengatu: Baniwa, Yanomami e Tukano.


    O Capítulo VIII – Dos Índios. Art. 231. São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens. (Adaptado de SERRA, P. Constituição Federal ganha versão em nheengatu. EXTRA, 17/07/2023.)


    A seguir, há declarações de pessoas entrevistadas para a reportagem. Assinale a alternativa que diz respeito à vitalidade das línguas indígenas.

    Escolha uma alternativa para a questão 69aa700b-5e
  • 69A7BADC-5E

    Português

    Interpretação de Textos
    UNICAMP · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UNICAMP 2024, Interpretação de Textos


    Araetá – A Literatura dos Povos Originários é uma experiência de exuberante diversidade manifestada por escritoras e escritores que propiciam um rico diálogo intercultural. O curador Ademario Ribeiro Payayá explica a gênese do nome da exposição. “Ara e etá são termos da língua Tupi. Ara é o dia, o que está no alto, o fruto, o mundo. Etá é o plural dessa língua. Araetá, assim, nos remete aos frutos, aos dias, aos mundos da literatura dos povos originários que, nessa exposição, são percorríveis através das histórias criadas por 114 autores. Como numa espécie de Caminho de Peabiru – antiga rota que conectava diferentes povos indígenas do continente SulAmericano –, Araetá traça um percurso que abrange a diversidade étnica, geográfica e temática de escritoras e escritores indígenas. Nas bordas desse percurso, há o convite para um diálogo intercultural”. (Adaptado de Exposição “Araetá: A Literatura Dos Povos Originários”. 24/08/2023. Sesc Ipiranga. Sesc Ipiranga.) 

    Quais palavras melhor sintetizam o conteúdo da exposição?
    Escolha uma alternativa para a questão 69a7badc-5e
  • 69A4FE27-5E

    Português

    Interpretação de Textos
    UNICAMP · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UNICAMP 2024, Interpretação de Textos


    Araetá – A Literatura dos Povos Originários é uma experiência de exuberante diversidade manifestada por escritoras e escritores que propiciam um rico diálogo intercultural. O curador Ademario Ribeiro Payayá explica a gênese do nome da exposição. “Ara e etá são termos da língua Tupi. Ara é o dia, o que está no alto, o fruto, o mundo. Etá é o plural dessa língua. Araetá, assim, nos remete aos frutos, aos dias, aos mundos da literatura dos povos originários que, nessa exposição, são percorríveis através das histórias criadas por 114 autores. Como numa espécie de Caminho de Peabiru – antiga rota que conectava diferentes povos indígenas do continente SulAmericano –, Araetá traça um percurso que abrange a diversidade étnica, geográfica e temática de escritoras e escritores indígenas. Nas bordas desse percurso, há o convite para um diálogo intercultural”. (Adaptado de Exposição “Araetá: A Literatura Dos Povos Originários”. 24/08/2023. Sesc Ipiranga. Sesc Ipiranga.) 

    O nome da exposição é
    Escolha uma alternativa para a questão 69a4fe27-5e
  • 69A1FF3A-5E

    Português

    Morfologia
    UNICAMP · 2024Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Para comemorar o Dia Internacional dos Povos Indígenas, o artista Adilson Dias, de ascendência Tupinambá, lançou nos serviços de streaming o clipe “A Nossa Casa em Jogo”. O projeto “Okaeté”, que em Tupi-Guarani significa “a verdadeira casa”, é um emocionante jogo de futebol em campo redondo com jogadores indígenas, batizado pelo artista de Futeoka, com 4 traves e duas bolas. No videoarte, a preservação do Planeta Terra é o grande grito de gol, ressaltando a união e a criatividade dos povos originários na proteção de seus territórios. (Adaptado de von BORELL, G. Projeto OKAETÉ mostra em clipe futebol jogado por indígenas em campo redondo. 05/08/2023. Cansei de Ser Pop – CSP, cultura, arte e entretenimento.) 


    Imagem da questão de Português, UNICAMP 2024, Morfologia


    O nome futeoka é

    Escolha uma alternativa para a questão 69a1ff3a-5e
  • 699F5E6D-5E

    Português

    Interpretação de Textos
    UNICAMP · 2024Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    O Assojaba Tupinambá (Manto Tupinambá) é uma vestimenta sagrada, utilizada em rituais e feita com penas de aves nativas. Os mantos foram levados do Brasil no período colonial. O Museu Nacional da Dinamarca anunciou a doação do manto tupinambá ao Museu Nacional no Rio de Janeiro até o final de 2023.


    Imagem da questão de Português, UNICAMP 2024, Interpretação de Textos

    Glicéria Tupinambá com o manto que recriou.


    Glicéria (ou Célia) Tupinambá, artista e professora da aldeia Serra do Padeiro, na Terra Indígena Tupinambá de Olivença (BA), conta que o manto recriado por ela também era usado por mulheres “que faziam os partos, que faziam a iniciação da menina moça pra virar mulher e, em vez de ser pajé, elas eram as majés”. E explica: “Esse manto traz a linguagem do despertar da mulher indígena. Eu vou trazer a majé porque ela foi invisibilizada, foi apagada da história”. (Adaptado de GONÇALVES, A.C. O Manto Tupinambá. Espaço do Conhecimento. UFMG. Acesso em: 08/08/2023.)


    Indo além do valor histórico do manto, o objetivo da recriação artística de Glicéria Tupinambá é 

    Escolha uma alternativa para a questão 699f5e6d-5e
  • 699CB0B1-5E

    Português

    Interpretação de Textos
    UNICAMP · 2024DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Este livro, composto de poemas em diferentes línguas indígenas, convidanos a refletir sobre os pronomes pessoais oré e îandé da primeira pessoa do plural das línguas Guarani e Tupi/Tupinambá. O pronome oré é usado quando se exclui o ouvinte e o pronome îandé quando se inclui o ouvinte. Exemplo para oré: “Eu e ele” (exclui o ouvinte). Exemplo para îandé: “Eu e você” (inclui o ouvinte). (Adaptado de Oré-Îandé: Nós sem vocês, nós com vocês – Ademario Ribeiro, 2020. Sinopse. Site da Livraria Maracá.)


    Imagem da questão de Português, UNICAMP 2024, Interpretação de Textos


    A partir de dois pronomes pessoais das línguas Guarani e Tupi/Tupinambá, Ademario Ribeiro convida-nos a uma reflexão sobre o funcionamento dos pronomes. Considerando seus conhecimentos sobre o português e tendo em vista o texto acima, assinale a alternativa correta. 

    Escolha uma alternativa para a questão 699cb0b1-5e
  • 699A6134-5E

    Português

    Interpretação de Textos
    UNICAMP · 2024Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Dá para falar em feminismo indígena? É preciso lembrar que os povos indígenas são mais de 300 – um grupo com diferentes culturas, línguas, costumes, origens e características. Pensar essas populações, sem reconhecer essa diversidade, é reproduzir um olhar colonizador e violento. E é justamente por isso que a ativista indígena Taily Terena discorda de um possível conceito de feminismo indígena, porque esse feminismo partiria da ideia de que todas as mulheres indígenas enfrentam as mesmas dificuldades e lutam por pautas iguais. Entre as principais reivindicações das Mulheres Indígenas está a demarcação de Terras. No lugar de “feminismo indígena”, Taily Terena prefere “Luta das Mulheres Indígenas” – bastante difundido entre mulheres indígenas de diferentes culturas. É a mulher indígena que assume o papel de guardiã do território e passa a ser responsável não só pela defesa de seus povos, mas também pelo funcionamento de toda a comunidade. (Adaptado de SOUZA, N. Por que feminismo não é suficiente pra luta das mulheres indígenas? Revista AzMina, 24/10/2022.) 
    Entre as reivindicações das mulheres indígenas, destaca-se
    Escolha uma alternativa para a questão 699a6134-5e
  • 6997F84F-5E

    Português

    Interpretação de Textos
    UNICAMP · 2024Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Dá para falar em feminismo indígena? É preciso lembrar que os povos indígenas são mais de 300 – um grupo com diferentes culturas, línguas, costumes, origens e características. Pensar essas populações, sem reconhecer essa diversidade, é reproduzir um olhar colonizador e violento. E é justamente por isso que a ativista indígena Taily Terena discorda de um possível conceito de feminismo indígena, porque esse feminismo partiria da ideia de que todas as mulheres indígenas enfrentam as mesmas dificuldades e lutam por pautas iguais. Entre as principais reivindicações das Mulheres Indígenas está a demarcação de Terras. No lugar de “feminismo indígena”, Taily Terena prefere “Luta das Mulheres Indígenas” – bastante difundido entre mulheres indígenas de diferentes culturas. É a mulher indígena que assume o papel de guardiã do território e passa a ser responsável não só pela defesa de seus povos, mas também pelo funcionamento de toda a comunidade. (Adaptado de SOUZA, N. Por que feminismo não é suficiente pra luta das mulheres indígenas? Revista AzMina, 24/10/2022.) 
    De acordo com a ativista indígena Taily Terena, não há um feminismo indígena porque
    Escolha uma alternativa para a questão 6997f84f-5e
  • 69951795-5E

    Português

    Interpretação de Textos
    UNICAMP · 2024Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Em seu discurso de posse, a Ministra Sônia Guajajara afirma: "Eu não estou aqui sozinha, eu estou aqui com a força da nossa ancestralidade". A ativista indígena Jamille Anahata destaca o fato de que a Ministra lembra, com sabedoria, que não chegou ali sozinha e não está ali sozinha. Está ali com a força dos encantados e de todos aqueles que vieram antes:


    Imagem da questão de Português, UNICAMP 2024, Interpretação de Textos

    Constituição Federal ganha versão em nheengatu. Foto de Brenno Carvalho. EXTRA, 17/07/2023.)



    Quitéria Binga (Povo Pankararu, final de 1970), liderança na Assembleia Constituinte de 1988.


    Maninha Xukuru Kariri (Etelvina Santana da Silva), uma das criadoras da Articulação dos Povos do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (Apoinme).


    Tuyra Kayapó, desde os anos 1980, contra a hidrelétrica de Belo Monte e uma das lideranças da Marcha das Mulheres Indígenas.


    Sineia Wapichana, liderança do Conselho Indígena de Roraima – pelo enfrentamento das mudanças climáticas.


    Cacique Pequena (Povo Jenipapo-Kanindé, Ceará), promoveu o reconhecimento de seu povo e a delimitação da terra (ainda não homologada). (Adaptado de Jamille Anahata, manauara, ativista indígena, poeta, pesquisadora de Relações Raciais. O futuro é ancestral: às que vieram antes de nós. Revista AzMina. 06/02/2023.)



    Considerando o que disse Sônia Guajajara na posse, Jamille Anahata expõe suas ideias sobre

    Escolha uma alternativa para a questão 69951795-5e
  • 6992BD56-5E

    Português

    Interpretação de Textos
    UNICAMP · 2024Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Meu primeiro contato com fotografia foi com uma máquina Love, com filme acoplado e descartável. Foi amor à primeira vista, com quem pude assassinar toda a comunidade, clique após clique, até acabar a munição. Foi um amigo da família em viagem para Manaus que a levou para revelar e ampliar as fotografias; meses depois chegaram as tão esperadas fotos e todos os fotografados estavam com suas cabeças cortadas na fotografia. Erro engraçado e tétrico. Motivo de risos dos mais jovens e de ira dos mais velhos. Uma parte deles havia sido roubada: decapitação fotográfica. Registros descartáveis, como a Love. (Adaptado de Denilson Baniwa, Ficções coloniais (ou finjam que não estou aqui). Assessoria de Comunicação. Ministério dos Povos Indígenas. FUNAI, 31/05/2023.)  


    Em seu depoimento sobre sua primeira experiência como fotógrafo, o autor se apoia em

    Escolha uma alternativa para a questão 6992bd56-5e
  • 69902C1B-5E

    Português

    Pontuação
    UNICAMP · 2024Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Observe a imagem a seguir.


    Imagem da questão de Português, UNICAMP 2024, Pontuação

    (Disponível em: https://instagram.com/filosofia_arte_literatura. Acesso em: 08/08/2023.)


    Considere a frase “Ficar sem arte sufoca”. O uso dos parênteses na frase escrita no cartaz tem o efeito de  

    Escolha uma alternativa para a questão 69902c1b-5e
  • 698DB98F-5E

    Português

    Interpretação de Textos
    UNICAMP · 2024Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Apresenta-se, a seguir, um trecho de um artigo acadêmico que analisa a obra “Ajuricaba”, uma história em quadrinhos (HQ) criada por Ademar Vieira.


    “O protagonista da história, Ajuricaba, da etnia Manao, é apresentado como um herói destemido, valente, justo e defensor incansável das liberdades e prerrogativas dos ameríndios do Rio Negro frente às arbitrariedades lusitanas. Um dos episódios emblemáticos em que se pode observar as qualidades mencionadas acima se dá nas primeiras páginas da HQ: o protagonista liberta uma anta das garras de uma sucuri (...). A facilidade com que realiza a ação é comparável aos atos dos grandes heróis das epopeias clássicas. A força e bravura do Manao dialogam, ainda, com outro personagem indígena, idealizado no romantismo nacional: Peri, protagonista do romance O Guarani (1857), de José de Alencar. No entanto, é importante ressaltar que, embora haja algumas semelhanças valorativas comprováveis entre Ajuricaba e Peri, outras qualidades os diferenciam muito.” (Adaptado de DIAZ, R. Q. Fórum Lit. Bras. Contemporânea, Rio de Janeiro, 14(28), p. 138-158, dez. 2022.) 

    Assinale a alternativa que mantém o mesmo sentido desta frase: “No entanto, é importante ressaltar que, embora haja algumas semelhanças valorativas comprováveis entre Ajuricaba e Peri, outras qualidades os diferenciam muito.” 
    Escolha uma alternativa para a questão 698db98f-5e
  • 698B0F8B-5E

    Português

    Interpretação de Textos
    UNICAMP · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos

    Apresenta-se, a seguir, um trecho de um artigo acadêmico que analisa a obra “Ajuricaba”, uma história em quadrinhos (HQ) criada por Ademar Vieira.


    “O protagonista da história, Ajuricaba, da etnia Manao, é apresentado como um herói destemido, valente, justo e defensor incansável das liberdades e prerrogativas dos ameríndios do Rio Negro frente às arbitrariedades lusitanas. Um dos episódios emblemáticos em que se pode observar as qualidades mencionadas acima se dá nas primeiras páginas da HQ: o protagonista liberta uma anta das garras de uma sucuri (...). A facilidade com que realiza a ação é comparável aos atos dos grandes heróis das epopeias clássicas. A força e bravura do Manao dialogam, ainda, com outro personagem indígena, idealizado no romantismo nacional: Peri, protagonista do romance O Guarani (1857), de José de Alencar. No entanto, é importante ressaltar que, embora haja algumas semelhanças valorativas comprováveis entre Ajuricaba e Peri, outras qualidades os diferenciam muito.” (Adaptado de DIAZ, R. Q. Fórum Lit. Bras. Contemporânea, Rio de Janeiro, 14(28), p. 138-158, dez. 2022.) 

    Para o autor do artigo, “Ajuricaba” se destaca pela
    Escolha uma alternativa para a questão 698b0f8b-5e
  • 6987ACE3-5E

    Português

    Interpretação de Textos
    UNICAMP · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos

    “Palavras são estradas. É com elas que conectamos os pontos entre o presente e um passado que não podemos mais acessar. (...) Palavras eram o presente que meu pai trazia de caminhão em minha infância. Elas ressoavam isoladas – boleia, transamazônica, carreta, rodovia, pororoca, Belém, saudades –, ou então formavam narrativas sobre um mundo que parecia grande demais. Eu tinha que imaginá-las com todas as cores, gravá-las na memória, me agarrar a elas, pois logo meu pai iria embora para voltar só dali a quarenta, cinquenta dias.” (BORTOLUCI, J. H. O que é meu. São Paulo: Fósforo, p. 10, 2023.) 




    No excerto apresentado, o autor explora os múltiplos sentidos dos termos 

    Escolha uma alternativa para a questão 6987ace3-5e
  • 2091B028-B7

    Português

    Interpretação de Textos
    UNICAMP · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia os versos da canção “Silêncio de um cipreste” – composição de Cartola e Carlos Cachaça.


    Todo mundo tem o direito

    De viver cantando.

    O meu único defeito

    É viver pensando

    Em que não realizei

    E é difícil realizar.

    Se eu pudesse dar um jeito

    Mudaria o meu pensar.

    O pensamento é uma folha desprendida

    Do galho de nossas vidas

    Que o vento leva e conduz,

    É uma luz vacilante e cega,

    É o silêncio do cipreste

    Escoltado pela cruz.



    Nesta canção, é possível afirmar que o eu-lírico

    Escolha uma alternativa para a questão 2091b028-b7
  • 208F8500-B7

    Português

    Interpretação de Textos
    UNICAMP · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos
    Em “Sonhos para adiar o fim do mundo”, o pensador Ailton Krenak conta-nos que um pajé Xavante sonhou que a terra ficaria desolada diante da ação predatória dos homens brancos. Escreve Krenak no livro:

    “Foi ali que eu atinei que tinha algo na perspectiva dos povos indígenas, em nosso jeito de observar e pensar, que poderia abrir uma fresta de entendimento nesse entorno que é o mundo do conhecimento. Naquele tempo eu comecei a visitar as florestas (...) e, por todos os lados, os pajés diziam: ‘vocês precisam tomar cuidado porque o mundo dos brancos está invadindo a nossa existência.’ Invadindo.”.

    (KRENAK, A. A vida não é útil. São Paulo: Companhia das Letras, p. 35-36, 2020.)


    No trecho, as preocupações dos pajés evocam 
    Escolha uma alternativa para a questão 208f8500-b7
  • 208D1FE3-B7

    Português

    Classificação dos verbos (Regulares, Irregulares, Defectivos, Abundantes, Unipessoais, Pronominais)
    UNICAMP · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos
    “(...) Tão geladas as pernas e os braços e a cara que pensei em abrir a garrafa [de conhaque] para beber um gole, mas não queria chegar na casa dele meio bêbado, hálito fedendo, não queria que ele pensasse que eu andava bebendo, e eu andava, todo dia um bom pretexto, e fui pensando também que ele ia pensar que eu andava sem dinheiro, chegando a pé naquela chuva toda, e eu andava, estômago dolorido de fome, e eu não queria que ele pensasse que eu andava insone, e eu andava, roxas olheiras (...)”.

    (ABREU, Caio Fernando. Além do ponto. Morangos Mofados. São Paulo: Companhia das Letras, p. 42, 2019.)


    No conto “Além do ponto”, observa-se que o contraste entre o “eu”, personagem que deseja, e o “ele”, personagem imaginado,
    Escolha uma alternativa para a questão 208d1fe3-b7
  • 208A83B8-B7

    Português

    Interpretação de Textos
    UNICAMP · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos
    “Vou ao espelho tentar descobrir o que há de errado em mim. Vejo olheiras negras no meu rosto, meu Deus, grandes olheiras! Tendo andado a chorar muito por estes dias, choro até de mais”. (CHIZIANE, Paulina. Niketche. Uma história de Poligamia. São Paulo: Companhia das Letras [Companhia de Bolso], p. 14, 2021.)

    “Lembro-me ainda do temor de minha mãe nos dias de fortes chuvas. Em cima da cama (...) ela nos protegia com seu abraço (...). Nesses momentos os olhos de minha mãe se confundiam com os olhos da natureza. Chovia, chorava! Chorava, chovia! Então, por que eu não conseguia lembrar a cor dos olhos dela?” (EVARISTO, Conceição. Olhos D’água. Rio de Janeiro: Pallas; Fundação Biblioteca Nacional, p. 17-18, 2016.)



    A partir da leitura dos trechos e da compreensão do todo da narrativa, podemos afirmar que, comparativamente, os textos exprimem,
    Escolha uma alternativa para a questão 208a83b8-b7
  • 20880B75-B7

    Português

    Interpretação de Textos
    UNICAMP · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos
    A citação a seguir, de Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá, de Lima Barreto, apresenta como o narrador conheceu o protagonista.

    Num país em que, com tanta facilidade, se fabricam manipansos milagrosos, ídolos aterradores e deuses onipotentes, causa pasmo que a Secretaria dos Cultos não seja tão conhecida como a da Viação. Há, entretanto, nela, no seu Museu e nos seus registros, muita cousa interessante e digna de exame.

    Foi, por ocasião de desempenhar-me da incumbência do meu diretor, que vim a conhecer Gonzaga de Sá, afogado num mar de papeis, na seção de “alfaias, paramentos e imagens”, informando muito seriamente a consulta do vigário de Sumaré, versando sobre o número de setas que devia ter a imagem de S. Sebastião.

    (BARRETO, Lima. Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá. São Paulo: Edição da Revista do Brasil, p. 17, 1919.)



    A partir dessa citação e da leitura do romance, é correto afirmar que Lima Barreto usa a personagem Gonzaga de Sá para
    Escolha uma alternativa para a questão 20880b75-b7