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Prova de 2013: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MINAS) — questões com gabarito

111 questões da prova de 2013 de Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MINAS), em Biologia, Português. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

Matérias nesta prova

Resultados

111 questões encontradas. Mostrando a página 4 de 6.

  • 3FFD7EEF-B0

    Biologia

    Gimnospermas e Angiospermas
    PUC-MINAS · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos

    As figuras são estruturas vegetais exclusivas das angiospermas.


    Imagem da questão de Biologia, PUC-MINAS 2013, Gimnospermas e Angiospermas


    Sobre as estruturas representadas, é correto afirmar, EXCETO:

    Escolha uma alternativa para a questão 3ffd7eef-b0
  • 3FF8ED6B-B0

    Biologia

    Identidade dos seres vivos
    PUC-MINAS · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    PARECE MAS NÃO É. Apesar do aspecto serpentiforme, que faz lembrar um ofídio, o animal apresentado ao lado possui características que nos permitem afirmar que não se trata de uma serpente, e sim, um lagarto da ordem squamata. Esse animal pode se “quebrar”, especialmente na cauda para escapar de predadores, mas posteriormente a cauda perdida é regenerada, e foi essa característica que deu o nome popular de cobra-de-vidro à espécie Ophiodes striatus.

    Essa espécie de lagarto pode medir entre 20 e 26 cm de comprimento e se alimenta principalmente de ovo e larvas de artrópodes. Os filhotes se desenvolvem dentro de ovos no interior do ventre da mãe onde eclodem e os filhotes saem pela cloaca totalmente desenvolvidos. No Brasil essa espécie é encontrada no Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Espírito Santo e Ceará.


    Fonte: Extraído do PORTALBIOLOGIA http://www.portalbiologia.com/cobra-de-vidro.html de 26/11/2012


    Imagem da questão de Biologia, PUC-MINAS 2013, Identidade dos seres vivos

    Analisando as informações acima de acordo com seus conhecimentos sobre o assunto, é INCORRETO afirmar que esses animais:
    Escolha uma alternativa para a questão 3ff8ed6b-b0
  • 3FF466C7-B0

    Biologia

    Identidade dos seres vivos
    PUC-MINAS · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Biologia, PUC-MINAS 2013, Identidade dos seres vivos
    De acordo com o texto acima e seus conhecimentos sobre o assunto, é INCORRETO afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 3ff466c7-b0
  • 3FE8FDE1-B0

    Biologia

    Identidade dos seres vivos
    PUC-MINAS · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

    Muitas plantas, popularmente denominadas de leitosas, produzem substâncias brancas chamadas de látex que, em contato com ar, coagulam.


    São atributos de diferentes látex, EXCETO:

    Escolha uma alternativa para a questão 3fe8fde1-b0
  • 3FE46276-B0

    Biologia

    Identidade dos seres vivos
    PUC-MINAS · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    VACINA

         A varíola humana, causada por um Orthopoxvirus denominado "smallpox”, foi uma doença infecto-contagiosa, que até o final do século XVIII matava milhões de pessoas a cada década ou desfigurava o rosto dos sobreviventes com cicatrizes e perda de visão.
        Na Inglaterra, o gado era acometido com frequência de uma doença semelhante à varíola humana, causada por outro Orthopoxvirus denominado "cowpox", e as pessoas que as ordenhavam adquiriam a doença, manifestando lesões semelhantes nas mãos, lesões essas que desapareciam espontaneamente. Era observação corrente entre a população rural que as pessoas que adquiriam a varíola bovina ficavam protegidas da varíola humana.
          Em 1796 o médico Edward Jenner inoculou a linfa retirada de uma vesícula da mão direita de uma mulher, que havia adquirido a varíola bovina, no braço de um menino. Decorridas 6 semanas, Jenner inoculou o pus da varíola humana na criança, com resultado negativo. Estava descoberta a vacina antivariólica.
          A partir de então, o adjetivo latino vaccina (da vaca) passa a ser usado como substantivo e adaptado a vários idiomas: em português, vacina. Por analogia, passou a designar todo inóculo dotado de ação antigênica, independente de sua origem. 



    Sobre esse assunto foram feitas as seguintes afirmações:


    I. Os vírus smallpox e cowpox devem apresentar alguma semelhança antigênica e ancestralidade comum.

    II. A linfa retirada da vesícula da mão direita da referida mulher continha anticorpos que, inoculados no braço do menino, tornaram-no resistente à varíola.

    III. Alguns micro-organismos podem ter seu material genético alterado para tornarem-se menos patogênicos (atenuados) e serem usados como vacinas.

    IV. O uso continuado de vacinas tende a selecionar populações geneticamente mais resistentes aos patógenos.

    V. A seleção natural nas relações entre parasitas e hospedeiros podem, ao longo do tempo, produzir populações de hospedeiros mais resistentes e parasitas menos patogênicos.


    São afirmações cientificamente CORRETAS:  
    Escolha uma alternativa para a questão 3fe46276-b0
  • 3FD1BE82-B0

    Biologia

    Cadeias e teias alimentares
    PUC-MINAS · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

    A teia alimentar representada foi descrita por pesquisadores brasileiros no Mato Grosso do Sul.

    Imagem da questão de Biologia, PUC-MINAS 2013, Cadeias e teias alimentares


    Sobre essa teia, marque a afirmativa INCORRETA.

    Escolha uma alternativa para a questão 3fd1be82-b0
  • 3FC6F431-B0

    Biologia

    Briófitas e Pteridófitas
    PUC-MINAS · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Os quatro vegetais representados a seguir possuem características típicas selecionadas ao longo da evolução e também apresentam características comuns.

    Imagem da questão de Biologia, PUC-MINAS 2013, Briófitas e Pteridófitas

    Todos eles representam, EXCETO:
    Escolha uma alternativa para a questão 3fc6f431-b0
  • 3FC01DE0-B0

    Biologia

    Evolução biológica
    PUC-MINAS · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Ao final do revolucionário “A origem das espécies”, Charles Darwin afirma que existe uma grandeza na visão evolucionista da vida. O acesso a essa grandeza seria a contemplação das “infinitas formas de grande beleza” que evoluíram – e continuam a evoluir – a partir de um ancestral muito simples. O conceito da existência de uma linhagem – ou linhagens – de seres vivos transformando-se ao longo das gerações faz uma grande diferença na maneira de enxergar o mundo. A forma das espécies atuais reflete as mudanças sofridas ao longo de sua história evolutiva.

    Fonte: Extraído de Scientific American Brasil ... em www2.uol.com.br/sciam/.../o_admiravel_mundo_das_cobras-cegas.html


    Sobre esse assunto, é INCORRETO afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 3fc01de0-b0
  • 3FB6605E-B0

    Português

    Coesão e coerência
    PUC-MINAS · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    INSTRUÇÃO: A questão esta relacionada com a charge a seguir. Examine-a atentamente antes de responder a ela.  

    Imagem da questão de Português, PUC-MINAS 2013, Coesão e coerência
                    Disponível em: <http://www2.uol.com.br/angeli/chargeangeli/chargeangeli.htm>.
                     Acesso em: 29 ago. 2013. 
    Assinale a afirmativa INCORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 3fb6605e-b0
  • 3FB1F95F-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-MINAS · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    INSTRUÇÃO: A questão esta relacionada com a charge a seguir. Examine-a atentamente antes de responder a ela.  

    Imagem da questão de Português, PUC-MINAS 2013, Interpretação de Textos
                    Disponível em: <http://www2.uol.com.br/angeli/chargeangeli/chargeangeli.htm>.
                     Acesso em: 29 ago. 2013. 
    Assinale a afirmativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 3fb1f95f-b0
  • 3FAE117E-B0

    Português

    Conjunções: Relação de causa e consequência
    PUC-MINAS · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    Pneumotórax

    Manuel Bandeira
    Febre, hemoptise, dispneia e suores noturnos.
    A vida inteira que podia ter sido e que não foi.
    Tosse, tosse, tosse.

    Mandou chamar o médico:

    – Diga trinta e três.
    – Trinta e três... trinta e três... trinta e três...
    – Respire.

    ...............................................................................................................................

    – O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.
    – Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?
    – Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.

    BANDEIRA, Manuel. Libertinagem & Estrela da manhã. 4. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993, p. 30.
    I. O verbo “poder”, embora formalmente no imperfeito do indicativo, indica hipótese, possibilidade.
    II. O uso do discurso direto tem como efeito conferir ao poema um tom prosaico.
    III. A conjunção “e”, no segundo verso, tem valor adversativo.


    Tendo em conta as afirmativas acima, assinale a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 3fae117e-b0
  • 3FA8E1F4-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-MINAS · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Pneumotórax

    Manuel Bandeira
    Febre, hemoptise, dispneia e suores noturnos.
    A vida inteira que podia ter sido e que não foi.
    Tosse, tosse, tosse.

    Mandou chamar o médico:

    – Diga trinta e três.
    – Trinta e três... trinta e três... trinta e três...
    – Respire.

    ...............................................................................................................................

    – O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.
    – Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?
    – Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.

    BANDEIRA, Manuel. Libertinagem & Estrela da manhã. 4. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993, p. 30.
    I. A linha pontilhada pode ser lida como sinalizadora de tempo de espera, suspense.
    II. A resposta final do médico, enigmática, tenta encobrir sua impotência diante do mal.
    III. O paciente dá mostras de conviver com a doença há longo tempo.



    Tendo em conta as afirmativas acima, assinale a alternativa CORRETA.

    Escolha uma alternativa para a questão 3fa8e1f4-b0
  • 3FA412A5-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-MINAS · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    I. A mídia leva a transformações na sociedade tanto quanto a sociedade leva a transformações na mídia.

    II. “Tostines vende mais porque é fresquinho; ou é fresquinho porque vende mais?”

    III. As coisas não andam porque ninguém confia no governo. E porque ninguém confia no governo as coisas não andam.



    “Círculo vicioso é a sucessão de períodos em que a troca entre causa e consequência resulta em continuação ininterrupta do enunciado. Para que se efetive o círculo, é preciso que a causa de um período passe a ser a consequência no outro, e vice-versa.”

    (Revista Língua Portuguesa, n. 95, set. 2013, p. 65.)


    Tendo em conta as três frases acima e a descrição de círculo vicioso, pode-se dizer que tal situação está caracterizada em:
    Escolha uma alternativa para a questão 3fa412a5-b0
  • 3F976F1C-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-MINAS · 2013Muito difícilEntre para guardar nos favoritos
    INSTRUÇÃO: A questão esta relacionada com a tabela e o gráfico a seguir, que tratam dos óbitos, no Brasil, segundo as causas mais comuns. Examine-os atentamente antes de responder a elas. 

    Tabela 1 – Número absoluto (N) e proporção* (%) de óbitos segundo causas básicas – 2009  
    Figura 1 de 2 da questão de Português, PUC-MINAS 2013, Interpretação de Textos

    Gráfico 1 — Óbitos por 100.000 habitantes segundo causas básicas  
    Figura 2 de 2 da questão de Português, PUC-MINAS 2013, Interpretação de Textos
    Disponível em: <http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/noticia/2884/162/taxade-mortalidade-por-doencas-croni-cas-cai-26.html>. Acesso em: 28 ago. 2013. 
    I. A mortalidade por doenças cardiovasculares teve, no período total, uma redução de menos de 50%.

    II. Ao final da primeira década do século XXI, o diabetes e as doenças respiratórias têm a mesma letalidade.

    III. Em 2009, o número total de óbitos por doenças crônicas não transmissíveis e por outras causas situa-se próximo de um milhão.


    Tendo em conta as afirmativas acima, assinale a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 3f976f1c-b0
  • 3F8F8226-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-MINAS · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    INSTRUÇÃO: A questão esta relacionada com a tabela e o gráfico a seguir, que tratam dos óbitos, no Brasil, segundo as causas mais comuns. Examine-os atentamente antes de responder a elas. 

    Tabela 1 – Número absoluto (N) e proporção* (%) de óbitos segundo causas básicas – 2009  
    Figura 1 de 2 da questão de Português, PUC-MINAS 2013, Interpretação de Textos

    Gráfico 1 — Óbitos por 100.000 habitantes segundo causas básicas  
    Figura 2 de 2 da questão de Português, PUC-MINAS 2013, Interpretação de Textos
    Disponível em: <http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/noticia/2884/162/taxade-mortalidade-por-doencas-croni-cas-cai-26.html>. Acesso em: 28 ago. 2013. 
    I. No último ano do levantamento, diabetes e doenças respiratórias são responsáveis, em conjunto, por mais de cem mil óbitos.

    II. A tabela mostra que cerca de três em cada dez óbitos no Brasil em 2009 se deveram a doenças cardiovasculares.

    III. Durante a última década do século XX e a primeira do século XXI, o câncer matou quatro vezes mais que o diabetes.


    Tendo em conta as afirmativas acima, assinale a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 3f8f8226-b0
  • 3F8C5213-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-MINAS · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

    Tendo em conta a tirinha a seguir, assinale a afirmativa INCORRETA.


    Imagem da questão de Português, PUC-MINAS 2013, Interpretação de Textos

    Disponível em: <http://temtudobr.blogspot.com.br/2008/12/tirinhas-muito-engraadas.html>.

    Acesso em 12 set. 2013.

    Escolha uma alternativa para a questão 3f8c5213-b0
  • 3F8708CD-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-MINAS · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    O FASCÍNIO DO ÃO
    Roberto Pompeu de Toledo

    1º § O novo estádio do Corinthians, em São Paulo, em tese destinado à abertura da Copa do Mundo de 2014, é por enquanto um rasgo de imaginação sobre um terreno baldio, mas já tem nome de guerra. O leitor adivinha qual é? Aí vai uma pista: o local escolhido é o bairro de Itaquera. Agora ficou fácil. O nome é Itaquerão, claro. Antes, os estádios precisavam ao menos ser construídos, para receber o enobrecimento do “ão” na última sílaba do apelido. Não mais. Não se sabe sequer quem vai pagar a conta do estádio, ou suposto estádio, do Corinthians, nem existe projeto definido. Mas o nome já lhe foi pespegado.
    2º § O uso do aumentativo para designar estádios de futebol começou com a inauguração, em 1965, do Mineirão, em Belo Horizonte – oficialmente Estádio Magalhães Pinto, mas desde o primeiro momento, e para sempre, Mineirão. Fazia sentido. O majestoso Mineirão, com capacidade para 130000 pessoas, nascia como o segundo estádio brasileiro, só atrás do Maracanã, “o maior do mundo”. Dali em diante, a moda pegou, e a febre de construção de estádios que assolou o país, a partir do “milagre brasileiro” [...], espalhou ãos pelo país afora.
    3º § Era uma questão de honra, para os governadores, construir estádios na capital do estado. A exemplo do caso mineiro, o governador que iniciasse as obras ganhava, por direito divino, o mimo de ter o nome emprestado ao do colosso. Mas as homenagens devidas ao governador, à cidade, ao estado e ao estádio não estariam completas se ao nome não se juntasse um apelido em que se engatasse um ão. Seguiu-se uma floração da qual constaram, entre outros, o Batistão de Aracaju (Estádio Lourival Batista, 1969), o Castelão de Fortaleza (Estádio Plácido Castelo, 1973), o Albertão de Teresina (Estádio Alberto Silva, 1976) e o Castelão de São Luís (Estádio João Castelo, 1982). Os estádios, assim como o próprio campeonato brasileiro de futebol, que chegou a abrigar quarenta clubes, em 1973, para agradar ao maior número de praças possível, integravam a estratégia panem et circenses do regime. Sendo que, no caso dos estádios, o circenses incluía um ão que convenientemente espelhava a grandeza da Pátria Grande concebida para embalar a fantasia dos brasileiros.
    4º § Tal era sua força que o ão se disseminou por cidades do interior. Em Presidente Prudente, interior de São Paulo, surgiu o Prudentão (1982), um entre muitos exemplos. Com o fim do regime militar, ou, antes, com o fim do milagre econômico e de sua contrapartida de Pátria Grande, transcorreram mais de duas décadas de seca na construção de estádios. Mesmo porque, nos centros mais óbvios, ou mais vistosos, sob o ponto de vista político, já tinham sido todos construídos. Mas não desapareceu a memória do ão. Quando, para os Jogos Pan-Americanos, em 2007, foi inaugurado no Rio de Janeiro o Estádio João Havelange, que apelido ganhou? O leitor não adivinha? Pista: fica no bairro de Engenho de Dentro. Claro: é Engenhão. No caso do eventual e futuro estádio do Corinthians, o apelido de ltaquerão prova que o ão sobrevive mesmo à moda recente de chamar estádio de “arena” (Arena da Baixada, Arena Barueri). E no entanto...
    5º § No entanto, o inho é que melhor caracterizaria o brasileiro. Sérgio Buarque de Holanda escreveu, no clássico Raízes do Brasil (um pouco de erudição faz bem, especialmente ao autor, que se convence de estar falando coisa séria): “A terminação inho, aposta às palavras, serve para nos familiarizar mais com as pessoas ou os objetos e, ao mesmo tempo, para lhes dar relevo. É a maneira de fazê-los mais acessíveis aos sentidos e também de aproximá-los do coração”. A passagem está no famoso capítulo do “homem cordial”, isto é, o homem regido pelo coração, que seria o brasileiro.
    6º § [...] Somos a terra do jeitinho, do favorzinho e do probleminha, invocados sobretudo quando o jeito é complicado, o favor é grande e o problema insolúvel. Por esse caminho, para melhor se aninhar no coração dos brasileiros, o Mineirão deveria ser Mineirinho, o Castelão, Castelinho e o Batistão, Batistinha. Ocorre que estádios pertencem a outra esfera. Não foram feitos para cativar, mas para impressionar. Não pedem carinho, mas reverência, a si mesmos e a seus criadores. Cumprem no Brasil o que há de mais próximo ao papel das catedrais e das pirâmides, em outras épocas e lugares. Mesmo no caso de uma entidade que é puro espírito, como o propalado estádio do Corinthians, o brasileiro é levado a considerar uma indelicadeza não chamá-lo de ão.
    (Veja, 9 mar. 2011, p. 102.)
    I. O emprego do itálico no texto atende a finalidades distintas.
    II. Os parênteses são usados pelo autor com funções diversas.
    III. As aspas são sistematicamente utilizadas pelo autor para indicar menções.


    Dentre as afirmativas acima, são VERDADEIRAS:

    Escolha uma alternativa para a questão 3f8708cd-b0
  • 3F829C38-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-MINAS · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    O FASCÍNIO DO ÃO
    Roberto Pompeu de Toledo

    1º § O novo estádio do Corinthians, em São Paulo, em tese destinado à abertura da Copa do Mundo de 2014, é por enquanto um rasgo de imaginação sobre um terreno baldio, mas já tem nome de guerra. O leitor adivinha qual é? Aí vai uma pista: o local escolhido é o bairro de Itaquera. Agora ficou fácil. O nome é Itaquerão, claro. Antes, os estádios precisavam ao menos ser construídos, para receber o enobrecimento do “ão” na última sílaba do apelido. Não mais. Não se sabe sequer quem vai pagar a conta do estádio, ou suposto estádio, do Corinthians, nem existe projeto definido. Mas o nome já lhe foi pespegado.
    2º § O uso do aumentativo para designar estádios de futebol começou com a inauguração, em 1965, do Mineirão, em Belo Horizonte – oficialmente Estádio Magalhães Pinto, mas desde o primeiro momento, e para sempre, Mineirão. Fazia sentido. O majestoso Mineirão, com capacidade para 130000 pessoas, nascia como o segundo estádio brasileiro, só atrás do Maracanã, “o maior do mundo”. Dali em diante, a moda pegou, e a febre de construção de estádios que assolou o país, a partir do “milagre brasileiro” [...], espalhou ãos pelo país afora.
    3º § Era uma questão de honra, para os governadores, construir estádios na capital do estado. A exemplo do caso mineiro, o governador que iniciasse as obras ganhava, por direito divino, o mimo de ter o nome emprestado ao do colosso. Mas as homenagens devidas ao governador, à cidade, ao estado e ao estádio não estariam completas se ao nome não se juntasse um apelido em que se engatasse um ão. Seguiu-se uma floração da qual constaram, entre outros, o Batistão de Aracaju (Estádio Lourival Batista, 1969), o Castelão de Fortaleza (Estádio Plácido Castelo, 1973), o Albertão de Teresina (Estádio Alberto Silva, 1976) e o Castelão de São Luís (Estádio João Castelo, 1982). Os estádios, assim como o próprio campeonato brasileiro de futebol, que chegou a abrigar quarenta clubes, em 1973, para agradar ao maior número de praças possível, integravam a estratégia panem et circenses do regime. Sendo que, no caso dos estádios, o circenses incluía um ão que convenientemente espelhava a grandeza da Pátria Grande concebida para embalar a fantasia dos brasileiros.
    4º § Tal era sua força que o ão se disseminou por cidades do interior. Em Presidente Prudente, interior de São Paulo, surgiu o Prudentão (1982), um entre muitos exemplos. Com o fim do regime militar, ou, antes, com o fim do milagre econômico e de sua contrapartida de Pátria Grande, transcorreram mais de duas décadas de seca na construção de estádios. Mesmo porque, nos centros mais óbvios, ou mais vistosos, sob o ponto de vista político, já tinham sido todos construídos. Mas não desapareceu a memória do ão. Quando, para os Jogos Pan-Americanos, em 2007, foi inaugurado no Rio de Janeiro o Estádio João Havelange, que apelido ganhou? O leitor não adivinha? Pista: fica no bairro de Engenho de Dentro. Claro: é Engenhão. No caso do eventual e futuro estádio do Corinthians, o apelido de ltaquerão prova que o ão sobrevive mesmo à moda recente de chamar estádio de “arena” (Arena da Baixada, Arena Barueri). E no entanto...
    5º § No entanto, o inho é que melhor caracterizaria o brasileiro. Sérgio Buarque de Holanda escreveu, no clássico Raízes do Brasil (um pouco de erudição faz bem, especialmente ao autor, que se convence de estar falando coisa séria): “A terminação inho, aposta às palavras, serve para nos familiarizar mais com as pessoas ou os objetos e, ao mesmo tempo, para lhes dar relevo. É a maneira de fazê-los mais acessíveis aos sentidos e também de aproximá-los do coração”. A passagem está no famoso capítulo do “homem cordial”, isto é, o homem regido pelo coração, que seria o brasileiro.
    6º § [...] Somos a terra do jeitinho, do favorzinho e do probleminha, invocados sobretudo quando o jeito é complicado, o favor é grande e o problema insolúvel. Por esse caminho, para melhor se aninhar no coração dos brasileiros, o Mineirão deveria ser Mineirinho, o Castelão, Castelinho e o Batistão, Batistinha. Ocorre que estádios pertencem a outra esfera. Não foram feitos para cativar, mas para impressionar. Não pedem carinho, mas reverência, a si mesmos e a seus criadores. Cumprem no Brasil o que há de mais próximo ao papel das catedrais e das pirâmides, em outras épocas e lugares. Mesmo no caso de uma entidade que é puro espírito, como o propalado estádio do Corinthians, o brasileiro é levado a considerar uma indelicadeza não chamá-lo de ão.
    (Veja, 9 mar. 2011, p. 102.)
    I. pespegado (1º §): aplicado
    II. emprestado (3º §): atribuído
    III. engatasse (3º §): acoplasse
    IV. propalado (6º §): propagado


    Tendo em conta as equivalências propostas para os termos acima, consideradas as circunstâncias em que são utilizados no texto, pode-se dizer que são VERDADEIRAS:
    Escolha uma alternativa para a questão 3f829c38-b0
  • 3F7D6DEF-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-MINAS · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    O FASCÍNIO DO ÃO
    Roberto Pompeu de Toledo

    1º § O novo estádio do Corinthians, em São Paulo, em tese destinado à abertura da Copa do Mundo de 2014, é por enquanto um rasgo de imaginação sobre um terreno baldio, mas já tem nome de guerra. O leitor adivinha qual é? Aí vai uma pista: o local escolhido é o bairro de Itaquera. Agora ficou fácil. O nome é Itaquerão, claro. Antes, os estádios precisavam ao menos ser construídos, para receber o enobrecimento do “ão” na última sílaba do apelido. Não mais. Não se sabe sequer quem vai pagar a conta do estádio, ou suposto estádio, do Corinthians, nem existe projeto definido. Mas o nome já lhe foi pespegado.
    2º § O uso do aumentativo para designar estádios de futebol começou com a inauguração, em 1965, do Mineirão, em Belo Horizonte – oficialmente Estádio Magalhães Pinto, mas desde o primeiro momento, e para sempre, Mineirão. Fazia sentido. O majestoso Mineirão, com capacidade para 130000 pessoas, nascia como o segundo estádio brasileiro, só atrás do Maracanã, “o maior do mundo”. Dali em diante, a moda pegou, e a febre de construção de estádios que assolou o país, a partir do “milagre brasileiro” [...], espalhou ãos pelo país afora.
    3º § Era uma questão de honra, para os governadores, construir estádios na capital do estado. A exemplo do caso mineiro, o governador que iniciasse as obras ganhava, por direito divino, o mimo de ter o nome emprestado ao do colosso. Mas as homenagens devidas ao governador, à cidade, ao estado e ao estádio não estariam completas se ao nome não se juntasse um apelido em que se engatasse um ão. Seguiu-se uma floração da qual constaram, entre outros, o Batistão de Aracaju (Estádio Lourival Batista, 1969), o Castelão de Fortaleza (Estádio Plácido Castelo, 1973), o Albertão de Teresina (Estádio Alberto Silva, 1976) e o Castelão de São Luís (Estádio João Castelo, 1982). Os estádios, assim como o próprio campeonato brasileiro de futebol, que chegou a abrigar quarenta clubes, em 1973, para agradar ao maior número de praças possível, integravam a estratégia panem et circenses do regime. Sendo que, no caso dos estádios, o circenses incluía um ão que convenientemente espelhava a grandeza da Pátria Grande concebida para embalar a fantasia dos brasileiros.
    4º § Tal era sua força que o ão se disseminou por cidades do interior. Em Presidente Prudente, interior de São Paulo, surgiu o Prudentão (1982), um entre muitos exemplos. Com o fim do regime militar, ou, antes, com o fim do milagre econômico e de sua contrapartida de Pátria Grande, transcorreram mais de duas décadas de seca na construção de estádios. Mesmo porque, nos centros mais óbvios, ou mais vistosos, sob o ponto de vista político, já tinham sido todos construídos. Mas não desapareceu a memória do ão. Quando, para os Jogos Pan-Americanos, em 2007, foi inaugurado no Rio de Janeiro o Estádio João Havelange, que apelido ganhou? O leitor não adivinha? Pista: fica no bairro de Engenho de Dentro. Claro: é Engenhão. No caso do eventual e futuro estádio do Corinthians, o apelido de ltaquerão prova que o ão sobrevive mesmo à moda recente de chamar estádio de “arena” (Arena da Baixada, Arena Barueri). E no entanto...
    5º § No entanto, o inho é que melhor caracterizaria o brasileiro. Sérgio Buarque de Holanda escreveu, no clássico Raízes do Brasil (um pouco de erudição faz bem, especialmente ao autor, que se convence de estar falando coisa séria): “A terminação inho, aposta às palavras, serve para nos familiarizar mais com as pessoas ou os objetos e, ao mesmo tempo, para lhes dar relevo. É a maneira de fazê-los mais acessíveis aos sentidos e também de aproximá-los do coração”. A passagem está no famoso capítulo do “homem cordial”, isto é, o homem regido pelo coração, que seria o brasileiro.
    6º § [...] Somos a terra do jeitinho, do favorzinho e do probleminha, invocados sobretudo quando o jeito é complicado, o favor é grande e o problema insolúvel. Por esse caminho, para melhor se aninhar no coração dos brasileiros, o Mineirão deveria ser Mineirinho, o Castelão, Castelinho e o Batistão, Batistinha. Ocorre que estádios pertencem a outra esfera. Não foram feitos para cativar, mas para impressionar. Não pedem carinho, mas reverência, a si mesmos e a seus criadores. Cumprem no Brasil o que há de mais próximo ao papel das catedrais e das pirâmides, em outras épocas e lugares. Mesmo no caso de uma entidade que é puro espírito, como o propalado estádio do Corinthians, o brasileiro é levado a considerar uma indelicadeza não chamá-lo de ão.
    (Veja, 9 mar. 2011, p. 102.)
    Assinale a alternativa em que a reformulação do trecho transcrito entre parênteses implique erro linguístico ou mudança de sentido.
    Escolha uma alternativa para a questão 3f7d6def-b0
  • 3F749861-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-MINAS · 2013Muito difícilEntre para guardar nos favoritos
    O FASCÍNIO DO ÃO
    Roberto Pompeu de Toledo

    1º § O novo estádio do Corinthians, em São Paulo, em tese destinado à abertura da Copa do Mundo de 2014, é por enquanto um rasgo de imaginação sobre um terreno baldio, mas já tem nome de guerra. O leitor adivinha qual é? Aí vai uma pista: o local escolhido é o bairro de Itaquera. Agora ficou fácil. O nome é Itaquerão, claro. Antes, os estádios precisavam ao menos ser construídos, para receber o enobrecimento do “ão” na última sílaba do apelido. Não mais. Não se sabe sequer quem vai pagar a conta do estádio, ou suposto estádio, do Corinthians, nem existe projeto definido. Mas o nome já lhe foi pespegado.
    2º § O uso do aumentativo para designar estádios de futebol começou com a inauguração, em 1965, do Mineirão, em Belo Horizonte – oficialmente Estádio Magalhães Pinto, mas desde o primeiro momento, e para sempre, Mineirão. Fazia sentido. O majestoso Mineirão, com capacidade para 130000 pessoas, nascia como o segundo estádio brasileiro, só atrás do Maracanã, “o maior do mundo”. Dali em diante, a moda pegou, e a febre de construção de estádios que assolou o país, a partir do “milagre brasileiro” [...], espalhou ãos pelo país afora.
    3º § Era uma questão de honra, para os governadores, construir estádios na capital do estado. A exemplo do caso mineiro, o governador que iniciasse as obras ganhava, por direito divino, o mimo de ter o nome emprestado ao do colosso. Mas as homenagens devidas ao governador, à cidade, ao estado e ao estádio não estariam completas se ao nome não se juntasse um apelido em que se engatasse um ão. Seguiu-se uma floração da qual constaram, entre outros, o Batistão de Aracaju (Estádio Lourival Batista, 1969), o Castelão de Fortaleza (Estádio Plácido Castelo, 1973), o Albertão de Teresina (Estádio Alberto Silva, 1976) e o Castelão de São Luís (Estádio João Castelo, 1982). Os estádios, assim como o próprio campeonato brasileiro de futebol, que chegou a abrigar quarenta clubes, em 1973, para agradar ao maior número de praças possível, integravam a estratégia panem et circenses do regime. Sendo que, no caso dos estádios, o circenses incluía um ão que convenientemente espelhava a grandeza da Pátria Grande concebida para embalar a fantasia dos brasileiros.
    4º § Tal era sua força que o ão se disseminou por cidades do interior. Em Presidente Prudente, interior de São Paulo, surgiu o Prudentão (1982), um entre muitos exemplos. Com o fim do regime militar, ou, antes, com o fim do milagre econômico e de sua contrapartida de Pátria Grande, transcorreram mais de duas décadas de seca na construção de estádios. Mesmo porque, nos centros mais óbvios, ou mais vistosos, sob o ponto de vista político, já tinham sido todos construídos. Mas não desapareceu a memória do ão. Quando, para os Jogos Pan-Americanos, em 2007, foi inaugurado no Rio de Janeiro o Estádio João Havelange, que apelido ganhou? O leitor não adivinha? Pista: fica no bairro de Engenho de Dentro. Claro: é Engenhão. No caso do eventual e futuro estádio do Corinthians, o apelido de ltaquerão prova que o ão sobrevive mesmo à moda recente de chamar estádio de “arena” (Arena da Baixada, Arena Barueri). E no entanto...
    5º § No entanto, o inho é que melhor caracterizaria o brasileiro. Sérgio Buarque de Holanda escreveu, no clássico Raízes do Brasil (um pouco de erudição faz bem, especialmente ao autor, que se convence de estar falando coisa séria): “A terminação inho, aposta às palavras, serve para nos familiarizar mais com as pessoas ou os objetos e, ao mesmo tempo, para lhes dar relevo. É a maneira de fazê-los mais acessíveis aos sentidos e também de aproximá-los do coração”. A passagem está no famoso capítulo do “homem cordial”, isto é, o homem regido pelo coração, que seria o brasileiro.
    6º § [...] Somos a terra do jeitinho, do favorzinho e do probleminha, invocados sobretudo quando o jeito é complicado, o favor é grande e o problema insolúvel. Por esse caminho, para melhor se aninhar no coração dos brasileiros, o Mineirão deveria ser Mineirinho, o Castelão, Castelinho e o Batistão, Batistinha. Ocorre que estádios pertencem a outra esfera. Não foram feitos para cativar, mas para impressionar. Não pedem carinho, mas reverência, a si mesmos e a seus criadores. Cumprem no Brasil o que há de mais próximo ao papel das catedrais e das pirâmides, em outras épocas e lugares. Mesmo no caso de uma entidade que é puro espírito, como o propalado estádio do Corinthians, o brasileiro é levado a considerar uma indelicadeza não chamá-lo de ão.
    (Veja, 9 mar. 2011, p. 102.)
    Assinale a alternativa que traz consideração analítica adequada sobre o texto.
    Escolha uma alternativa para a questão 3f749861-b0