No período histórico atual, as grandes corporações e
os investidores financeiros dispõem de meios mais eficazes
e abrangentes para conhecer e intervir em cada porção da
superfície da Terra, em decorrência da gigantesca concentração e centralização do capital em diversos ramos produtivos. Contam, além disso, com a unicidade das técnicas e
a produção de conhecimento do planeta que caracterizam a
globalização, em conjunto com a mobilidade geográfica do
capital e as práticas neoliberais. Assim, é muito contundente
o uso seletivo e corporativo do território, no qual as regiões,
territórios e lugares são selecionados para serem usados
eficazmente nos diversos circuitos espaciais produtivos, disponibilizando vantagens geográficas fundamentais à competitividade dos agentes econômicos.
(Ricardo Castillo e Henrique Faria dos Santos. “Globalização, Neoliberalismo e competitividade regional: notas para discussão”. Revista Brasileira de
Estudos Urbanos e Regionais, vol. 27, 2025. Adaptado.)
A distribuição da atividade produtiva no mundo globalizado,
retratada no excerto, está relacionada