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Prova

Prova de 2014: Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação — questões com gabarito

73 questões da prova de 2014 de Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação, em Português, Biologia, Geografia, História e mais matérias. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 73 questões

Resultados: 73 questões

Página 3 de 4

  • Linguagens

    Português

    Texto para a questão:


    Complexo de d. Sebastião

    Neymar expia a culpa pela derrota, mas as mudanças em

    nosso futebol não podem mais esperar, diz autor

    Entrevista de Ivan Marsiglia com José Miguel Wisnik



    ESTADÃO - A palavra mais usada nas avaliações da derrota da seleção brasileira para a alemã, por 7 a 1, na Copa de 2014, foi “apagão”. Concorda com ela?


    WISNIK - Prefiro “implosão”. “Apagão” sugere uma falha de energia, um acidente de percurso, um lapso momentâneo. A comissão técnica, que se especializou na negação da evidência e da amplitude dos fatos, apega-se a essa versão. Implosão, em vez disso, significa que uma estrutura cedeu a pressões que ela não pôde mais suportar. Acho que é claramente esse o caso. Ou, pelo menos, é esse o claro enigma.


    ESTADÃO - Outra palavra muito repetida foi 'vexame', e de tal proporção que teria redimido a histórica derrota na final de 1950 para o Uruguai.

    WISNIK - “Vexame” dá uma inflexão moral a essa catástrofe futebolística, e quem dirá que não se trata de uma tremenda humilhação esportiva? Mas martelar a palavra soa como uma atualização do gozo regressivo da eleição do bode expiatório. Não vejo mais essa necessidade de achar nos jogadores o novo Barbosa e o novo Bigode, [jogadores culpabilizados pela derrota da seleção na Copa de 1950] felizmente. O que não passou, no entanto, é a permanente espera mágica pela vitória por goleada, independente da existência do adversário, combinada com a precária análise dos dados de realidade. Esse desequilíbrio pesa sobre os jogadores. O grau da expectativa futebolístico-messiânica é altíssimo, e não é de se espantar que o time brasileiro entre em colapso em certas situações cruciais. Aliás, isso já aconceu pelo menos três vezes: lá no Maracanazo [Copa de 1950], agora no Mineiraço, e na final de 1998 na França, depois da convulsão de Ronaldo. Não me consta que outras seleções nacionais passem pela mesma síndrome. Uma vez é um acidente. Duas, uma coincidência. Mas três é uma estrutura.


    ESTADÃO - E de onde vem essa estrutura?

    WISNIK - Essas partidas fazem pensar na batalha de Alcácer Quibir, em 1578, durante a qual, segundo relatos, o jovem rei português d. Sebastião foi tomado por estranha catatonia, antes de desaparecer no deserto e ter a sua volta aguardada durante séculos pelos portugueses. [...] Em 1950, a equipe, encolhida na partida final ante a enormidade do sucesso ou do fracasso inéditos, esteve paralisada abaixo do seu tamanho. Em 2014, sucumbiu ante a expectativa maciça, projetada sobre ela, por algo maior do que seu tamanho. Nos dois casos, espelhados sintomaticamente em território brasileiro, há uma resistente dificuldade de dimensionar, isto é, de encarar o real, que se junta à euforização publicitária, à cobertura da Rede Globo, aos oportunismos políticos de todo tipo e ao baixo nível médio da cultura futebolística. Tudo continua muito parecido com o ambiente que cercou a final de 1950, embora sem a mesma inocência trágica.


    ESTADÃO - Você escreveu que 'a glorificação frenética de Neymar, justificada pela excepcionalidade do jogador, disfarça uma ansiedade compensatória de fundo'. Por quê?

    WISNIK - Sem querer me repetir, [a figura de Neymar] ferida encarnava d. Sebastião em batalha, desaparecido do campo, mas preservado misteriosamente da desgraça explícita e ocupando mais ainda o lugar mítico do Desejado.

    (O Estado de S. Paulo, 12/07/2014. Disponível em http://m.estadao.com.br/ O Estado de S. Paulo noticias/ali%C3%A1s,complexo-de-d-sebastiao,1527395,0.htm, acesso em 01/09/2014)

    Em ’’Essas partidas fazem pensar na batalha de Alcácer Quibir, em 1578, durante a qual, segundo relatos, o jovem rei português d. Sebastião foi tomado por estranha catatonia’’, a palavra “catatonia” poderia ser substituída, sem prejuízo de sentido, por:
    Escolha uma alternativa para a questão 296a2b0b-de
  • Linguagens

    Português

    Texto para a questão:


    Complexo de d. Sebastião

    Neymar expia a culpa pela derrota, mas as mudanças em

    nosso futebol não podem mais esperar, diz autor

    Entrevista de Ivan Marsiglia com José Miguel Wisnik



    ESTADÃO - A palavra mais usada nas avaliações da derrota da seleção brasileira para a alemã, por 7 a 1, na Copa de 2014, foi “apagão”. Concorda com ela?


    WISNIK - Prefiro “implosão”. “Apagão” sugere uma falha de energia, um acidente de percurso, um lapso momentâneo. A comissão técnica, que se especializou na negação da evidência e da amplitude dos fatos, apega-se a essa versão. Implosão, em vez disso, significa que uma estrutura cedeu a pressões que ela não pôde mais suportar. Acho que é claramente esse o caso. Ou, pelo menos, é esse o claro enigma.


    ESTADÃO - Outra palavra muito repetida foi 'vexame', e de tal proporção que teria redimido a histórica derrota na final de 1950 para o Uruguai.

    WISNIK - “Vexame” dá uma inflexão moral a essa catástrofe futebolística, e quem dirá que não se trata de uma tremenda humilhação esportiva? Mas martelar a palavra soa como uma atualização do gozo regressivo da eleição do bode expiatório. Não vejo mais essa necessidade de achar nos jogadores o novo Barbosa e o novo Bigode, [jogadores culpabilizados pela derrota da seleção na Copa de 1950] felizmente. O que não passou, no entanto, é a permanente espera mágica pela vitória por goleada, independente da existência do adversário, combinada com a precária análise dos dados de realidade. Esse desequilíbrio pesa sobre os jogadores. O grau da expectativa futebolístico-messiânica é altíssimo, e não é de se espantar que o time brasileiro entre em colapso em certas situações cruciais. Aliás, isso já aconceu pelo menos três vezes: lá no Maracanazo [Copa de 1950], agora no Mineiraço, e na final de 1998 na França, depois da convulsão de Ronaldo. Não me consta que outras seleções nacionais passem pela mesma síndrome. Uma vez é um acidente. Duas, uma coincidência. Mas três é uma estrutura.


    ESTADÃO - E de onde vem essa estrutura?

    WISNIK - Essas partidas fazem pensar na batalha de Alcácer Quibir, em 1578, durante a qual, segundo relatos, o jovem rei português d. Sebastião foi tomado por estranha catatonia, antes de desaparecer no deserto e ter a sua volta aguardada durante séculos pelos portugueses. [...] Em 1950, a equipe, encolhida na partida final ante a enormidade do sucesso ou do fracasso inéditos, esteve paralisada abaixo do seu tamanho. Em 2014, sucumbiu ante a expectativa maciça, projetada sobre ela, por algo maior do que seu tamanho. Nos dois casos, espelhados sintomaticamente em território brasileiro, há uma resistente dificuldade de dimensionar, isto é, de encarar o real, que se junta à euforização publicitária, à cobertura da Rede Globo, aos oportunismos políticos de todo tipo e ao baixo nível médio da cultura futebolística. Tudo continua muito parecido com o ambiente que cercou a final de 1950, embora sem a mesma inocência trágica.


    ESTADÃO - Você escreveu que 'a glorificação frenética de Neymar, justificada pela excepcionalidade do jogador, disfarça uma ansiedade compensatória de fundo'. Por quê?

    WISNIK - Sem querer me repetir, [a figura de Neymar] ferida encarnava d. Sebastião em batalha, desaparecido do campo, mas preservado misteriosamente da desgraça explícita e ocupando mais ainda o lugar mítico do Desejado.

    (O Estado de S. Paulo, 12/07/2014. Disponível em http://m.estadao.com.br/ O Estado de S. Paulo noticias/ali%C3%A1s,complexo-de-d-sebastiao,1527395,0.htm, acesso em 01/09/2014)

    Sendo um exemplo de entrevista, o texto tem como principal marca do gênero:
    Escolha uma alternativa para a questão 2966d27e-de
  • Linguagens

    Português

    Texto para a questão:


    Complexo de d. Sebastião

    Neymar expia a culpa pela derrota, mas as mudanças em

    nosso futebol não podem mais esperar, diz autor

    Entrevista de Ivan Marsiglia com José Miguel Wisnik



    ESTADÃO - A palavra mais usada nas avaliações da derrota da seleção brasileira para a alemã, por 7 a 1, na Copa de 2014, foi “apagão”. Concorda com ela?


    WISNIK - Prefiro “implosão”. “Apagão” sugere uma falha de energia, um acidente de percurso, um lapso momentâneo. A comissão técnica, que se especializou na negação da evidência e da amplitude dos fatos, apega-se a essa versão. Implosão, em vez disso, significa que uma estrutura cedeu a pressões que ela não pôde mais suportar. Acho que é claramente esse o caso. Ou, pelo menos, é esse o claro enigma.


    ESTADÃO - Outra palavra muito repetida foi 'vexame', e de tal proporção que teria redimido a histórica derrota na final de 1950 para o Uruguai.

    WISNIK - “Vexame” dá uma inflexão moral a essa catástrofe futebolística, e quem dirá que não se trata de uma tremenda humilhação esportiva? Mas martelar a palavra soa como uma atualização do gozo regressivo da eleição do bode expiatório. Não vejo mais essa necessidade de achar nos jogadores o novo Barbosa e o novo Bigode, [jogadores culpabilizados pela derrota da seleção na Copa de 1950] felizmente. O que não passou, no entanto, é a permanente espera mágica pela vitória por goleada, independente da existência do adversário, combinada com a precária análise dos dados de realidade. Esse desequilíbrio pesa sobre os jogadores. O grau da expectativa futebolístico-messiânica é altíssimo, e não é de se espantar que o time brasileiro entre em colapso em certas situações cruciais. Aliás, isso já aconceu pelo menos três vezes: lá no Maracanazo [Copa de 1950], agora no Mineiraço, e na final de 1998 na França, depois da convulsão de Ronaldo. Não me consta que outras seleções nacionais passem pela mesma síndrome. Uma vez é um acidente. Duas, uma coincidência. Mas três é uma estrutura.


    ESTADÃO - E de onde vem essa estrutura?

    WISNIK - Essas partidas fazem pensar na batalha de Alcácer Quibir, em 1578, durante a qual, segundo relatos, o jovem rei português d. Sebastião foi tomado por estranha catatonia, antes de desaparecer no deserto e ter a sua volta aguardada durante séculos pelos portugueses. [...] Em 1950, a equipe, encolhida na partida final ante a enormidade do sucesso ou do fracasso inéditos, esteve paralisada abaixo do seu tamanho. Em 2014, sucumbiu ante a expectativa maciça, projetada sobre ela, por algo maior do que seu tamanho. Nos dois casos, espelhados sintomaticamente em território brasileiro, há uma resistente dificuldade de dimensionar, isto é, de encarar o real, que se junta à euforização publicitária, à cobertura da Rede Globo, aos oportunismos políticos de todo tipo e ao baixo nível médio da cultura futebolística. Tudo continua muito parecido com o ambiente que cercou a final de 1950, embora sem a mesma inocência trágica.


    ESTADÃO - Você escreveu que 'a glorificação frenética de Neymar, justificada pela excepcionalidade do jogador, disfarça uma ansiedade compensatória de fundo'. Por quê?

    WISNIK - Sem querer me repetir, [a figura de Neymar] ferida encarnava d. Sebastião em batalha, desaparecido do campo, mas preservado misteriosamente da desgraça explícita e ocupando mais ainda o lugar mítico do Desejado.

    (O Estado de S. Paulo, 12/07/2014. Disponível em http://m.estadao.com.br/ O Estado de S. Paulo noticias/ali%C3%A1s,complexo-de-d-sebastiao,1527395,0.htm, acesso em 01/09/2014)

    Wisnik rejeita o termo utilizado pela comissão técnica, “apagão”, preferindo “implosão” para caracterizar a derrota para a Alemanha. Tal escolha:
    Escolha uma alternativa para a questão 295fbac9-de
  • Linguagens

    Português

    Texto para a questão:


    Complexo de d. Sebastião

    Neymar expia a culpa pela derrota, mas as mudanças em

    nosso futebol não podem mais esperar, diz autor

    Entrevista de Ivan Marsiglia com José Miguel Wisnik



    ESTADÃO - A palavra mais usada nas avaliações da derrota da seleção brasileira para a alemã, por 7 a 1, na Copa de 2014, foi “apagão”. Concorda com ela?


    WISNIK - Prefiro “implosão”. “Apagão” sugere uma falha de energia, um acidente de percurso, um lapso momentâneo. A comissão técnica, que se especializou na negação da evidência e da amplitude dos fatos, apega-se a essa versão. Implosão, em vez disso, significa que uma estrutura cedeu a pressões que ela não pôde mais suportar. Acho que é claramente esse o caso. Ou, pelo menos, é esse o claro enigma.


    ESTADÃO - Outra palavra muito repetida foi 'vexame', e de tal proporção que teria redimido a histórica derrota na final de 1950 para o Uruguai.

    WISNIK - “Vexame” dá uma inflexão moral a essa catástrofe futebolística, e quem dirá que não se trata de uma tremenda humilhação esportiva? Mas martelar a palavra soa como uma atualização do gozo regressivo da eleição do bode expiatório. Não vejo mais essa necessidade de achar nos jogadores o novo Barbosa e o novo Bigode, [jogadores culpabilizados pela derrota da seleção na Copa de 1950] felizmente. O que não passou, no entanto, é a permanente espera mágica pela vitória por goleada, independente da existência do adversário, combinada com a precária análise dos dados de realidade. Esse desequilíbrio pesa sobre os jogadores. O grau da expectativa futebolístico-messiânica é altíssimo, e não é de se espantar que o time brasileiro entre em colapso em certas situações cruciais. Aliás, isso já aconceu pelo menos três vezes: lá no Maracanazo [Copa de 1950], agora no Mineiraço, e na final de 1998 na França, depois da convulsão de Ronaldo. Não me consta que outras seleções nacionais passem pela mesma síndrome. Uma vez é um acidente. Duas, uma coincidência. Mas três é uma estrutura.


    ESTADÃO - E de onde vem essa estrutura?

    WISNIK - Essas partidas fazem pensar na batalha de Alcácer Quibir, em 1578, durante a qual, segundo relatos, o jovem rei português d. Sebastião foi tomado por estranha catatonia, antes de desaparecer no deserto e ter a sua volta aguardada durante séculos pelos portugueses. [...] Em 1950, a equipe, encolhida na partida final ante a enormidade do sucesso ou do fracasso inéditos, esteve paralisada abaixo do seu tamanho. Em 2014, sucumbiu ante a expectativa maciça, projetada sobre ela, por algo maior do que seu tamanho. Nos dois casos, espelhados sintomaticamente em território brasileiro, há uma resistente dificuldade de dimensionar, isto é, de encarar o real, que se junta à euforização publicitária, à cobertura da Rede Globo, aos oportunismos políticos de todo tipo e ao baixo nível médio da cultura futebolística. Tudo continua muito parecido com o ambiente que cercou a final de 1950, embora sem a mesma inocência trágica.


    ESTADÃO - Você escreveu que 'a glorificação frenética de Neymar, justificada pela excepcionalidade do jogador, disfarça uma ansiedade compensatória de fundo'. Por quê?

    WISNIK - Sem querer me repetir, [a figura de Neymar] ferida encarnava d. Sebastião em batalha, desaparecido do campo, mas preservado misteriosamente da desgraça explícita e ocupando mais ainda o lugar mítico do Desejado.

    (O Estado de S. Paulo, 12/07/2014. Disponível em http://m.estadao.com.br/ O Estado de S. Paulo noticias/ali%C3%A1s,complexo-de-d-sebastiao,1527395,0.htm, acesso em 01/09/2014)

    De acordo com a análise de Wisnik, o grau altíssimo de “expectativa futebolístico-messiânica” deve-se à incapacidade de o torcedor brasileiro:
    Escolha uma alternativa para a questão 295bc2d7-de
  • Linguagens

    Português

    Texto para a questão:


    Complexo de d. Sebastião

    Neymar expia a culpa pela derrota, mas as mudanças em

    nosso futebol não podem mais esperar, diz autor

    Entrevista de Ivan Marsiglia com José Miguel Wisnik



    ESTADÃO - A palavra mais usada nas avaliações da derrota da seleção brasileira para a alemã, por 7 a 1, na Copa de 2014, foi “apagão”. Concorda com ela?


    WISNIK - Prefiro “implosão”. “Apagão” sugere uma falha de energia, um acidente de percurso, um lapso momentâneo. A comissão técnica, que se especializou na negação da evidência e da amplitude dos fatos, apega-se a essa versão. Implosão, em vez disso, significa que uma estrutura cedeu a pressões que ela não pôde mais suportar. Acho que é claramente esse o caso. Ou, pelo menos, é esse o claro enigma.


    ESTADÃO - Outra palavra muito repetida foi 'vexame', e de tal proporção que teria redimido a histórica derrota na final de 1950 para o Uruguai.

    WISNIK - “Vexame” dá uma inflexão moral a essa catástrofe futebolística, e quem dirá que não se trata de uma tremenda humilhação esportiva? Mas martelar a palavra soa como uma atualização do gozo regressivo da eleição do bode expiatório. Não vejo mais essa necessidade de achar nos jogadores o novo Barbosa e o novo Bigode, [jogadores culpabilizados pela derrota da seleção na Copa de 1950] felizmente. O que não passou, no entanto, é a permanente espera mágica pela vitória por goleada, independente da existência do adversário, combinada com a precária análise dos dados de realidade. Esse desequilíbrio pesa sobre os jogadores. O grau da expectativa futebolístico-messiânica é altíssimo, e não é de se espantar que o time brasileiro entre em colapso em certas situações cruciais. Aliás, isso já aconceu pelo menos três vezes: lá no Maracanazo [Copa de 1950], agora no Mineiraço, e na final de 1998 na França, depois da convulsão de Ronaldo. Não me consta que outras seleções nacionais passem pela mesma síndrome. Uma vez é um acidente. Duas, uma coincidência. Mas três é uma estrutura.


    ESTADÃO - E de onde vem essa estrutura?

    WISNIK - Essas partidas fazem pensar na batalha de Alcácer Quibir, em 1578, durante a qual, segundo relatos, o jovem rei português d. Sebastião foi tomado por estranha catatonia, antes de desaparecer no deserto e ter a sua volta aguardada durante séculos pelos portugueses. [...] Em 1950, a equipe, encolhida na partida final ante a enormidade do sucesso ou do fracasso inéditos, esteve paralisada abaixo do seu tamanho. Em 2014, sucumbiu ante a expectativa maciça, projetada sobre ela, por algo maior do que seu tamanho. Nos dois casos, espelhados sintomaticamente em território brasileiro, há uma resistente dificuldade de dimensionar, isto é, de encarar o real, que se junta à euforização publicitária, à cobertura da Rede Globo, aos oportunismos políticos de todo tipo e ao baixo nível médio da cultura futebolística. Tudo continua muito parecido com o ambiente que cercou a final de 1950, embora sem a mesma inocência trágica.


    ESTADÃO - Você escreveu que 'a glorificação frenética de Neymar, justificada pela excepcionalidade do jogador, disfarça uma ansiedade compensatória de fundo'. Por quê?

    WISNIK - Sem querer me repetir, [a figura de Neymar] ferida encarnava d. Sebastião em batalha, desaparecido do campo, mas preservado misteriosamente da desgraça explícita e ocupando mais ainda o lugar mítico do Desejado.

    (O Estado de S. Paulo, 12/07/2014. Disponível em http://m.estadao.com.br/ O Estado de S. Paulo noticias/ali%C3%A1s,complexo-de-d-sebastiao,1527395,0.htm, acesso em 01/09/2014)

    De acordo com o texto, é correto:
    Escolha uma alternativa para a questão 2957d329-de
  • Ciências da Natureza

    Biologia

    O esquema abaixo mostra o aparelho reprodutor feminino, com os principais órgãos indicados pelos números I, II, III e IV:

    Imagem da questão de Biologia, Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação 2014, Identidade dos seres vivos

    Observando o esquema e utilizando-se dos seus conhecimensobre o tema, assinale a alternativa correta:
    Escolha uma alternativa para a questão 2a67f8f2-de
  • Ciências Humanas

    Geografia

    Em menos de 40 anos, entre as décadas de 1940 e 1980, a população brasileira passou de predominantemente rural para majoritariamente urbana. Impulsionado pela migração de um vasto contingente de pobres, esse movimento socioterritorial, um dos mais rápidos e intensos de que se tem notícia, ocorreu sob a égide de um modelo de desenvolvimento urbano que privou as faixas de menor renda de condições básicas de urbanidade e inserção efetiva à cidade. Além de excludente, tal modelo mostrou-se também altamente concentrador: 60% da população urbana vivem hoje em em 224 municípios com mais de 100 mil habitantes, dos quais 94 pertencem a aglomerados urbanos e regiões metropolitanas com mais de 1 milhão de habitantes.

    (ROLNIK, Raquel. Disponível em: A lógica da desordem. http://www.diplomatique.org.br/artigo.php?id=220. Acesso em: 31 ago. 2014, às 17h00.)


    Em relação aos problemas e características da urbanização brasileira, julgue as afirmativas abaixo:

    I. A urbanização é acelerada e caótica, assim como em outros países emergentes, que apresentam elevado crescimento urbano desde 1920.
    II. Há no Brasil quatro metrópoles globais (de acordo com a hierarquia urbana). São elas: Brasília, Manaus, Rio de Janeiro e São Paulo.
    III. Há no país grande ocorrência de favelas, as quais passam por intenso processo de verticalização, ocasionado pela falta de espaço combinada ao aumento populacional.


    Está (ão) correta (s):
    Escolha uma alternativa para a questão 2a475cf0-de
  • Ciências Humanas

    História

    Leia as informações para responder a questão:

    Imagem da questão de História, Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação 2014, História do Brasil

    Após assinar no Palácio das Laranjeiras, no Rio de Janeiro, o decreto da SUPRA, que seria o passo inicial para a reforma agrária no Brasil, e o decreto da encampação das refinarias particulares de petróleo, o então presidente João Goulart anunciou o tabelamento dos aluguéis, e prometeu lutar pela reforma da Constituição, em um comício na Central do Brasil que ficou conhecido como Comício da Central.

    (MANO, Lucyanne. 13 de março de 1964 – João Goulart e o comício das reformas Disponível em: http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=26143. Acesso em: 17 ago. 2014, às 10h00.)


    Em 31 de março de 1964, as tropas do general Olímpio Mourão Filho saíram de Juiz de Fora, em Minas Gerais, em direção à capital do estado da Guanabara, para depor o presidente em exercício, João Goulart, e destruir o “demônio comunista”. Uma reação dramática e precipitada ao discurso de Jango na Central do Brasil em favor das reformas de base.

    (PRIMI, Lilian. . In____Revista , ano 17, nº 67. O dia do golpe Caros Amigos Especial “Golpe, 50 anos”, abril de 2014, p. 4.)


    Sobre os acontecimentos retratados nas informações, julgue os itens:

    I. As propostas de Reforma de Base, entre elas a de reforma agrária, podem ser apontadas como justificativas para o golpe que depôs o presidente João Goulart em 1964.

    II. O apoio do presidente João Goulart a movimentos comunistas, notadamente aos movimentos camponeses, foi uma das maiores justificativas para sua deposição pelo Congresso, com o apoio dos militares, em 1964.

    III. A nacionalização de todas as refinarias e bancos estrangeiros foi a grande responsável pelo rompimento da elite com o presidente Jango e pela sua consequente deposição em 1964.



    Está (ão) correto (s):

    Escolha uma alternativa para a questão 2a2f197a-de
  • Ciências Humanas

    História

    Os animais da Itália possuem cada um sua toca, seu abrigo, seu refúgio. No entanto, os homens que combatem e morrem pela Itália estão à mercê do ar e da luz e nada mais: sem lar, sem casa, erram com suas mulheres e crianças. Os generais mentem aos soldados quando, na hora do combate, os exortam a defender contra o inimigo suas tumbas e seus lugares de culto, pois nenhum destes romanos possui nem altar de família, nem sepultura de ancestral. É para o luxo e enriquecimento de outrem que combatem e morrem tais pretensos senhores do mundo, que não possuem sequer um torrão de terra.

    (PLUTARCO DE QUERONEIA.Tibério Graco. In____PINSKY, Jaime.100 textos de História Antiga. SP: Contexto, 1991, p.20.)


    Durante a República Romana, os irmãos Tibério e, seu sucessor como Tribuno, Caio Graco elaboraram propostas que visavam reduzir a crise social de Roma.


    Tomando por base as informações acima e o trecho retirado do discurso do Tribuno da Plebe, Tibério Graco, assinale a alternativa na qual aparecem algumas das propostas dos irmãos.
    Escolha uma alternativa para a questão 2a0e2759-de
  • Linguagens

    Inglês

    Considere a tirinha abaixo para responder a questão.

    Imagem da questão de Inglês, Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação 2014, Interpretação de texto | Reading comprehension

    (www.phdcomics.com - 19/08/2014)

    Apoiado nos elementos da tirinha, pode-se concluir mais coerentemente que o professor:
    Escolha uma alternativa para a questão 2a09bf86-de
  • Linguagens

    Inglês

    Considere a tirinha abaixo para responder a questão.

    Imagem da questão de Inglês, Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação 2014, Interpretação de texto | Reading comprehension

    (www.phdcomics.com - 19/08/2014)

    Indique a alternativa que justifique o nervosismo do estudante que aparece na tirinha.
    Escolha uma alternativa para a questão 2a06423c-de
  • Linguagens

    Inglês

    Considere o texto abaixo para responder à questão.


        THE euro-zone's feeble recovery since the spring of 2013 came to a halt in the second quarter of 2014, when GDP stagnated. There were some bright spots. Spanish growth quickened from 0.4% in the first three months of the year to 0.6%. And both Dutch and Portuguese GDP, which had contracted in the first quarter, rebounded, with growth of 0.5% and 0.6% respectively. But the euro area was held back by poor performances in its three biggest economies. GDP fell in Germany, the biggest, and Italy, the third largest, by 0.2%; France, the second largest economy, stagnated.

    (http://www.economist.com - acesso em 19/08/2014)

    GDP: Gross Domestic Product
    De acordo com o texto, o PIB
    Escolha uma alternativa para a questão 29ff35b3-de
  • Linguagens

    Inglês

    Considere o excerto abaixo, adaptado de uma página da internet com dicas para se destacar em uma empresa, para responder à questão.


        Excelling at an assigned project is expected. Excelling at a side project -- especially one you created -- helps you stand out.

        For example, years ago I decided to create a Web-based employee handbook my then-employer could put on the company Intranet. I worked on it at home on my own time. Some managers liked it but the HR manager didn't, so it died an inglorious death.

        I was disappointed but the company wasn't "out" anything, and soon after I was selected for a high visibility company-wide process improvement team because my little project had made me "that guy.”

    (www.linkedin.com - acesso em 26/08/2014)


    HR: Human Resources

    As palavras e no trecho but so Some managers liked it ... an inglorious death., no texto, apresentam respectivamente os sentidos de
    Escolha uma alternativa para a questão 29f1db19-de
  • Linguagens

    Inglês

    Considere o excerto abaixo, adaptado de uma página da internet com dicas para se destacar em uma empresa, para responder à questão.


        Excelling at an assigned project is expected. Excelling at a side project -- especially one you created -- helps you stand out.

        For example, years ago I decided to create a Web-based employee handbook my then-employer could put on the company Intranet. I worked on it at home on my own time. Some managers liked it but the HR manager didn't, so it died an inglorious death.

        I was disappointed but the company wasn't "out" anything, and soon after I was selected for a high visibility company-wide process improvement team because my little project had made me "that guy.”

    (www.linkedin.com - acesso em 26/08/2014)


    HR: Human Resources

    O projeto citado no texto:
    Escolha uma alternativa para a questão 29eec139-de
  • Linguagens

    Inglês

    Considere o excerto abaixo, adaptado de uma página da internet com dicas para se destacar em uma empresa, para responder à questão.


        Excelling at an assigned project is expected. Excelling at a side project -- especially one you created -- helps you stand out.

        For example, years ago I decided to create a Web-based employee handbook my then-employer could put on the company Intranet. I worked on it at home on my own time. Some managers liked it but the HR manager didn't, so it died an inglorious death.

        I was disappointed but the company wasn't "out" anything, and soon after I was selected for a high visibility company-wide process improvement team because my little project had made me "that guy.”

    (www.linkedin.com - acesso em 26/08/2014)


    HR: Human Resources

    O enunciador do texto afirma que:
    Escolha uma alternativa para a questão 29eb8c41-de
  • Leia:


    A CBF entrou em conluio com a FIFA. O Brasil entregou a semifinal para a Alemanha, em troca do título olímpico de 2016, o único que a seleção ainda não tem. [...]Essa denúncia tornou-se viral dias depois dos 7 a 1 [...]. Diante de uma boa fofoca, não estaríamos tão preocupados com sua veracidade, e sim com os sentidos pregnantes que ela carrega [...]. [...] Os protestos de rua ao longo da Copa, apesar de pequenos e dispersos, foram importantes ao expor as vísceras de instituições surdamente autoritárias. E as vaias à presidente, se pouco representativas perante o povão, tiveram o mérito pelo menos de gritar uma contradição de seu governo: construir estádios para um específico segmento social poder vaiá-la.

    (CAVA, Bruno e ALBUQUERQUE, Hugo. . Como o Brasil vendeu a Copa In____Jornal . Ano 8, nº 85, agosto de 2014, p. 38 Le Monde Diplomatique Brasil .)



    Sobre o tema, podemos identificar o conceito expresso pelo autor do fragmento na seguinte alternativa:
    Escolha uma alternativa para a questão 29d98e15-de
  • Instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1992, o dia 22 de março ficou registrado como o Dia Mundial da Água. Anualmente, o Dia Mundial da Água gira em torno de um tema também definido pela ONU. Para 2014 as discussões e reflexões tiveram como pauta “Água e Energia”.


    O tema escolhido para este ano tem grande relevância em cenário mundial. Das alternativas abaixo, assinale a única que não apresenta informações corretas sobre essa temática:
    Escolha uma alternativa para a questão 29d6533e-de
  • A Argentina, o Brasil, o Paraguai e o Uruguai assinaram, em 26 de março de 1991, o Tratado de Assunção, com vistas a criar o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL). O objetivo primordial do Tratado de Assunção é a integração dos quatro Estados Partes por meio da livre circulação de bens, serviços e fatores produtivos, do estabelecimento de uma Tarifa Externa Comum (TEC), da adoção de uma política comercial comum, da coordenação de políticas macroeconômicas e setoriais, e da harmonização de legislações nas nas áreas pertinentes.
    (Disponível em: O Mercosul. http://www.mercosul.gov.br/ saiba-mais-sobre-o-mercosul. Acesso em: 22 ago. 2014, às 11h50.)


    Sobre o assunto, analise os itens a seguir:

    I. O Mercosul, fundado por Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina teve como novo membro oficial a Venezuela, que entrou em 2012 para o bloco.
    II. Bolívia, Chile, Peru e México são países associados, ou seja, estão em processo de entrada para o bloco.
    III.A instabilidade política que atingiu o Mercosul nos últimos anos foi motivada pela suspensão do Uruguai por um ano do bloco.


    Está (ão) correta (s):
    Escolha uma alternativa para a questão 29cea9da-de
  • .Leia as informações para responder a questão:

    Imagem da questão de Atualidades, Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação 2014, Atualidades do ano de 2014

    [Os] movimentos de imigração para o Brasil se intensificaram em 2012. Segundo dados do , Ministério da Justiça em seis meses, a imigração cresceu 50%, em comparação com o total de entradas verificado no final do ano de 2010. Atualmente, o país conta com 1,5 milhão de imigrantes legalizados.

    (Imigração: cresce número de estrangeiros no Brasil; há menos brasileiros no exterior. Disponível em: http://www.ebc.com.br/ noticias. Acesso em: 22ago. 2014, às 14h20.)


    Um dos principais grupos de estrangeiros que estão entrando no Brasil é procedente do Haiti. Sobre a entrada dos haitianos no Brasil podemos afirmar que: 
    Escolha uma alternativa para a questão 29cb1839-de
  • Matemática

    Matemática

    Para decidir sobre a permanência ou não da atual diretoria, reuniram-se os 31 integrantes de um grêmio estudantil. Dentre os que defendiam a permanência da diretoria, 2/5 eram homens e, dentre os que defendiam a renovação do quadro diretivo, 3/7 eram mulheres. Ao todo, quantas mulheres estavam reunidas?
    Escolha uma alternativa para a questão 29b62ffa-de