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Prova

Prova de 2015: Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação — questões com gabarito

37 questões da prova de 2015 de Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação, em Português, Inglês. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 37 questões

Resultados: 37 questões

Página 2 de 2

  • Linguagens

    Português

    Texto para a questão:


    Penetra surdamente no reino das palavras.

    Lá estão os poemas que esperam ser escritos.

    Estão paralisados, mas não há desespero,

    há calma e frescura na superfície intata.

    Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.

    Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.

    Tem paciência se obscuros. Calma, se te provocam.

    Espera que cada um se realize e consume

    com seu poder de palavra

    e seu poder de silêncio.

    Não forces o poema a desprender-se do limbo.

    Não colhas no chão o poema que se perdeu.

    Não adules o poema. Aceita-o

    como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada

    no espaço.


    Chega mais perto e contempla as palavras.

    Cada uma

    tem mil faces secretas sob a face neutra

    e te pergunta, sem interesse pela resposta,

    pobre ou terrível, que lhe deres:

    Trouxeste a chave?

    (DRUMMOND DE ANDRADE, Carlos. A rosa do povo (1945). Rio de Janeiro: Record, 2006. pp. 25-6 (fragmento)

    NÃO corresponde à ideia de poemas em “estado de dicionário”:
    Escolha uma alternativa para a questão 50bf1359-df
  • Linguagens

    Português

    Texto para a questão:


    Penetra surdamente no reino das palavras.

    Lá estão os poemas que esperam ser escritos.

    Estão paralisados, mas não há desespero,

    há calma e frescura na superfície intata.

    Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.

    Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.

    Tem paciência se obscuros. Calma, se te provocam.

    Espera que cada um se realize e consume

    com seu poder de palavra

    e seu poder de silêncio.

    Não forces o poema a desprender-se do limbo.

    Não colhas no chão o poema que se perdeu.

    Não adules o poema. Aceita-o

    como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada

    no espaço.


    Chega mais perto e contempla as palavras.

    Cada uma

    tem mil faces secretas sob a face neutra

    e te pergunta, sem interesse pela resposta,

    pobre ou terrível, que lhe deres:

    Trouxeste a chave?

    (DRUMMOND DE ANDRADE, Carlos. A rosa do povo (1945). Rio de Janeiro: Record, 2006. pp. 25-6 (fragmento)

    Partindo de definições de dicionários, como o Aulete digital, estão, entre os sentidos de poética: “1. Arte de fazer poemas. 2. Ciência que estuda os recursos técnicos em poesia. 3. Obra didática sobre essa ciência”.
    (http://www.aulete.com.br/po%C3%A9tica#ixzz3kkCsExUq).


    Sob a perspectiva dessas definições, o poema de Drummond:
    Escolha uma alternativa para a questão 50bc10a2-df
  • Linguagens

    Português

    Texto para a questão:


         É uma das recordações mais desagradáveis que me fi caram: sujeito magro, de olho duro, aspecto tenebroso. Não me lembro de o ter visto sorrir. A voz áspera, modos sacudidos, ranzinza, impertinente, Fernando era assim. E junto a isso qualquer coisa de frio, úmido, viscoso, que me dava a absurda impressão de uma lesma vertebrada e muito rápida. [...]
         Essas noções me chegavam lentas e incompletas. Novo ainda, eu não entendia certas coisas. Entretanto, aquele indivíduo me causava arrepios. Sempre foi demasiado grosseiro comigo, e isto me levou a aceitar sem exame os boatos que circulavam a respeito dele. Acostumei-me a julgálo um bicho perigoso. E lendo no dicionário encarnado, onde existiam bandeiras de todos os países e retratos de personagens vultosas, que Nero tinha sido o maior dos monstros, duvidei. Maior que Fernando? A afirmação do livro me embaraçava. Como seria possível medir por dentro as pessoas? E senti pena de Nero, que nunca me havia feito mal. Fernando me atormentava e era péssimo. Talvez não fosse o pior monstro da Terra, mas era safadíssimo. O rosto de caneco amassado, a fala dura e impertinente, os resmungos, o olho oblíquo e cheio de fel, um jeito impudente e desgostoso, um ronco asmático findo em sopro, tudo me dava a certeza de que Fernando encerrava muito veneno. Se aquele sopro, rumor de caldeira, se transformava em palavras, saíam dali brutalidades. O sujeito se tornou para mim um símbolo — e pendurei nele todas as misérias.
    (RAMOS, Graciliano. Infância. Rio de Janeiro: Mediafashion, 2008. pp. 185-6.)
    Infância, de Graciliano Ramos, é considerado um livro de memórias, ou seja, o narrador conta, literariamente, ao leitor as recordações de um período de sua vida. Sabendo disso, assinale a alternativa que apresente todas as afirmações corretas:


    I. O texto pode ser considerado autobiográfico, o que pode ser verificado pelo uso de primeira pessoa do singular (“E senti pena de Nero”);
    II. Há, no texto, a convivência de dois tempos o do enunciador, ou seja, o momento em que o narrador conta a história aos leitores, e o do enunciado, o tempo em que os acontecimentos narrados ocorreram;
    III. A subjetividade do narrador impregna o texto a partir de imagens que simbolizam tal fato da infância: “qualquer coisa de frio, úmido, viscoso, que me dava a absurda impressão de uma lesma vertebrada e muito rápida”;
    IV. A variedade de características negativas ligadas ao personagem descrito amplifica o sentimento que o narrador parece ainda guardar por Fernando.
    Escolha uma alternativa para a questão 50b126f7-df
  • Linguagens

    Português

    Texto para a questão.


    Imagem da questão de Português, Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação 2015, Interpretação de Textos

    Relacionando a frase publicitária para o dicionário Aurélio (“Em 2009, aprenda um novo idioma. Português, por exemplo. ”) com a discussão levantada pelo artigo de Sírio Possenti, temos:


    I. A propaganda corresponde à noção de Ruy Castro, que é criticada por Possenti, de que dicionários possuem autoridade sobre a língua.
    II. Para Possenti, dicionários internacionais devem ser consultados para se obter o sentido de uma palavra; na publicidade, o Aurélio tem os sentidos novos de uma palavra.
    III. Para Ruy Castro e a publicidade, dicionários como o Aurélio trazem os sentidos corretos das palavras, os quais seriam desconhecidos da maior parte das pessoas.
    IV. Possenti e Castro demonstram a pouca relevância dos dicionários para a língua; já a publicidade quer vender a ideia de que o Aurélio tem o registro oficial da língua portuguesa.


    Estão corretas as frases:
    Escolha uma alternativa para a questão 50a9f730-df
  • Linguagens

    Português

    Da arte de citar
    SÍRIO POSSENTI


         No texto, chamado ‘Com o sentido que você quiser’, publicado na Folha de S. Paulo de 25/04/2012, Ruy Castro estranha o emprego de ‘dérbi’ para designar embates como Guarani X Ponte Preta e cita uma série de dicionários que não anotam a acepção relativa a confrontos futebolísticos.
         Cita o Aurélio, que informa que dérbi é a “mais importante e tradicional carreira inglesa, disputada em Epsom pela primeira vez no século 18, e que veio a dar o nome ao primeiro clube de corrida de cavalos do Brasil, no RJ, depois incorporado ao Jóquei Clube”. Não há referências ao futebol, o que o deixou tranquilo.
         Para mostrar que aqueles jornalistas estão mesmo errados, consultou também o Webster’s Dictionary, cujas informações traduz: “1. Corrida de cavalos em Epsom, Inglaterra, patrocinada pelo 12º conde de Derby em 1780, daí o nome. Por extensão, corrida de cachorros (sic). 2. Chapéu-coco. 3. Um certo tipo de sapato com fivela para homens”. Ruy não lamenta os sentidos 2 e 3, nem explica suas razões.
         O final da coluna dele é irônico: “Ora, que besteira. Por que não fui logo ao Google ou à Wikipédia? Neles tem ‘dérbi’ à vontade, e com o sentido que você quiser” (anote-se a ocorrência de ‘tem’, embora a questão seja outra).
         O brilhante Ruy Castro erra pelo menos três vezes (imaginem os outros!): a) não se chateia com o fato de ‘dérbi’ signifi car chapéu-coco ou um tipo de sapato, mas acha estapafúrdio que designe uma partida de futebol; b) diz que se pode atribuir à palavra o sentido que se quiser; c) não consultou outros dicionários (ou não contou ao leitor o que eles dizem).
         Começo pelo final, que cobre as outras questões. Consultar outras fontes pode ser revelador. Vamos lá.
         O Houaiss informa que dérbi é um “jogo, partida ou competição esportiva de grande destaque (como o Derby de Epsom, na Inglaterra)”. Como se vê, ele não o restringe ao turfe; só menciona o evento ‘original’ entre parênteses.
         O Petit Larousse (traduzo) diz que é um “encontro esportivo entre equipes vizinhas” (como Ponte e Guarani, portanto). Segundo o Petit Robert, é um “encontro de futebol entre duas cidades vizinhas”.
         O McMillan anota: “um jogo entre dois times da mesma cidade” (nada de cavalos, como se vê) e o YOURDictionary repete a mesma informação (ou será o contrário?).
         Finalmente, o Diccionario de La Lengua Española (da Real Academia) informa que dérby é um “encontro, geralmente futebolístico, entre duas equipes cujos torcedores mantêm permanente rivalidade”. De novo, nada de cavalos. E prioriza claramente o futebol!
         Gostaria muito de conseguir entender outras coisas (que dérbi não significa só corridas de cavalos está mais do que claro; já entendi). Uma: por que será que dérbi significa chapéu-coco e um tipo de sapato com fivela para homens? Meu faro diz que eram peças usadas para ir aos dérbis.
        Pergunta: por que Ruy Castro teve a má sorte de só conhecer dicionários que, casualmente, não citam o sentido relativo a encontros futebolísticos?
         Outra pergunta: por que Ruy Castro estranha os sentidos analógicos (no caso, a extensão de uma disputa turfística para uma futebolística), que são uma das principais características das línguas humanas? Será que ele pensa, por exemplo, que uma pessoa doce vem coberta de açúcar?
        Finalmente, queria entender como Ruy Castro consegue não entender que, se todo mundo emprega ‘dérbi’ para falar de certos jogos de futebol e os dicionários que ele consultou não registram o fato, o problema deve ser dos dicionários.
    (Ciência Hoje, 24/04/2015. Disponível em http://cienciahoje.uol.com.br/ colunas/palavreado/da-arte-de-citar, acesso em 02/09/2015. Adaptado.)
    O título do artigo, “Da arte de citar”, sugere um texto que tratará:
    Escolha uma alternativa para a questão 50a34cb7-df
  • Linguagens

    Português

    Da arte de citar
    SÍRIO POSSENTI


         No texto, chamado ‘Com o sentido que você quiser’, publicado na Folha de S. Paulo de 25/04/2012, Ruy Castro estranha o emprego de ‘dérbi’ para designar embates como Guarani X Ponte Preta e cita uma série de dicionários que não anotam a acepção relativa a confrontos futebolísticos.
         Cita o Aurélio, que informa que dérbi é a “mais importante e tradicional carreira inglesa, disputada em Epsom pela primeira vez no século 18, e que veio a dar o nome ao primeiro clube de corrida de cavalos do Brasil, no RJ, depois incorporado ao Jóquei Clube”. Não há referências ao futebol, o que o deixou tranquilo.
         Para mostrar que aqueles jornalistas estão mesmo errados, consultou também o Webster’s Dictionary, cujas informações traduz: “1. Corrida de cavalos em Epsom, Inglaterra, patrocinada pelo 12º conde de Derby em 1780, daí o nome. Por extensão, corrida de cachorros (sic). 2. Chapéu-coco. 3. Um certo tipo de sapato com fivela para homens”. Ruy não lamenta os sentidos 2 e 3, nem explica suas razões.
         O final da coluna dele é irônico: “Ora, que besteira. Por que não fui logo ao Google ou à Wikipédia? Neles tem ‘dérbi’ à vontade, e com o sentido que você quiser” (anote-se a ocorrência de ‘tem’, embora a questão seja outra).
         O brilhante Ruy Castro erra pelo menos três vezes (imaginem os outros!): a) não se chateia com o fato de ‘dérbi’ signifi car chapéu-coco ou um tipo de sapato, mas acha estapafúrdio que designe uma partida de futebol; b) diz que se pode atribuir à palavra o sentido que se quiser; c) não consultou outros dicionários (ou não contou ao leitor o que eles dizem).
         Começo pelo final, que cobre as outras questões. Consultar outras fontes pode ser revelador. Vamos lá.
         O Houaiss informa que dérbi é um “jogo, partida ou competição esportiva de grande destaque (como o Derby de Epsom, na Inglaterra)”. Como se vê, ele não o restringe ao turfe; só menciona o evento ‘original’ entre parênteses.
         O Petit Larousse (traduzo) diz que é um “encontro esportivo entre equipes vizinhas” (como Ponte e Guarani, portanto). Segundo o Petit Robert, é um “encontro de futebol entre duas cidades vizinhas”.
         O McMillan anota: “um jogo entre dois times da mesma cidade” (nada de cavalos, como se vê) e o YOURDictionary repete a mesma informação (ou será o contrário?).
         Finalmente, o Diccionario de La Lengua Española (da Real Academia) informa que dérby é um “encontro, geralmente futebolístico, entre duas equipes cujos torcedores mantêm permanente rivalidade”. De novo, nada de cavalos. E prioriza claramente o futebol!
         Gostaria muito de conseguir entender outras coisas (que dérbi não significa só corridas de cavalos está mais do que claro; já entendi). Uma: por que será que dérbi significa chapéu-coco e um tipo de sapato com fivela para homens? Meu faro diz que eram peças usadas para ir aos dérbis.
        Pergunta: por que Ruy Castro teve a má sorte de só conhecer dicionários que, casualmente, não citam o sentido relativo a encontros futebolísticos?
         Outra pergunta: por que Ruy Castro estranha os sentidos analógicos (no caso, a extensão de uma disputa turfística para uma futebolística), que são uma das principais características das línguas humanas? Será que ele pensa, por exemplo, que uma pessoa doce vem coberta de açúcar?
        Finalmente, queria entender como Ruy Castro consegue não entender que, se todo mundo emprega ‘dérbi’ para falar de certos jogos de futebol e os dicionários que ele consultou não registram o fato, o problema deve ser dos dicionários.
    (Ciência Hoje, 24/04/2015. Disponível em http://cienciahoje.uol.com.br/ colunas/palavreado/da-arte-de-citar, acesso em 02/09/2015. Adaptado.)
    Finalmente, queria entender como Ruy Castro consegue não entender que, se todo mundo emprega ‘dérbi’ para falar de certos jogos de futebol e os dicionários que ele consultou não registram o fato, o problema deve ser dos dicionários.


    A partir da conclusão de Sírio Possenti, pode-se inferir que os dicionários:
    Escolha uma alternativa para a questão 509fea69-df
  • Linguagens

    Português

    Da arte de citar
    SÍRIO POSSENTI


         No texto, chamado ‘Com o sentido que você quiser’, publicado na Folha de S. Paulo de 25/04/2012, Ruy Castro estranha o emprego de ‘dérbi’ para designar embates como Guarani X Ponte Preta e cita uma série de dicionários que não anotam a acepção relativa a confrontos futebolísticos.
         Cita o Aurélio, que informa que dérbi é a “mais importante e tradicional carreira inglesa, disputada em Epsom pela primeira vez no século 18, e que veio a dar o nome ao primeiro clube de corrida de cavalos do Brasil, no RJ, depois incorporado ao Jóquei Clube”. Não há referências ao futebol, o que o deixou tranquilo.
         Para mostrar que aqueles jornalistas estão mesmo errados, consultou também o Webster’s Dictionary, cujas informações traduz: “1. Corrida de cavalos em Epsom, Inglaterra, patrocinada pelo 12º conde de Derby em 1780, daí o nome. Por extensão, corrida de cachorros (sic). 2. Chapéu-coco. 3. Um certo tipo de sapato com fivela para homens”. Ruy não lamenta os sentidos 2 e 3, nem explica suas razões.
         O final da coluna dele é irônico: “Ora, que besteira. Por que não fui logo ao Google ou à Wikipédia? Neles tem ‘dérbi’ à vontade, e com o sentido que você quiser” (anote-se a ocorrência de ‘tem’, embora a questão seja outra).
         O brilhante Ruy Castro erra pelo menos três vezes (imaginem os outros!): a) não se chateia com o fato de ‘dérbi’ signifi car chapéu-coco ou um tipo de sapato, mas acha estapafúrdio que designe uma partida de futebol; b) diz que se pode atribuir à palavra o sentido que se quiser; c) não consultou outros dicionários (ou não contou ao leitor o que eles dizem).
         Começo pelo final, que cobre as outras questões. Consultar outras fontes pode ser revelador. Vamos lá.
         O Houaiss informa que dérbi é um “jogo, partida ou competição esportiva de grande destaque (como o Derby de Epsom, na Inglaterra)”. Como se vê, ele não o restringe ao turfe; só menciona o evento ‘original’ entre parênteses.
         O Petit Larousse (traduzo) diz que é um “encontro esportivo entre equipes vizinhas” (como Ponte e Guarani, portanto). Segundo o Petit Robert, é um “encontro de futebol entre duas cidades vizinhas”.
         O McMillan anota: “um jogo entre dois times da mesma cidade” (nada de cavalos, como se vê) e o YOURDictionary repete a mesma informação (ou será o contrário?).
         Finalmente, o Diccionario de La Lengua Española (da Real Academia) informa que dérby é um “encontro, geralmente futebolístico, entre duas equipes cujos torcedores mantêm permanente rivalidade”. De novo, nada de cavalos. E prioriza claramente o futebol!
         Gostaria muito de conseguir entender outras coisas (que dérbi não significa só corridas de cavalos está mais do que claro; já entendi). Uma: por que será que dérbi significa chapéu-coco e um tipo de sapato com fivela para homens? Meu faro diz que eram peças usadas para ir aos dérbis.
        Pergunta: por que Ruy Castro teve a má sorte de só conhecer dicionários que, casualmente, não citam o sentido relativo a encontros futebolísticos?
         Outra pergunta: por que Ruy Castro estranha os sentidos analógicos (no caso, a extensão de uma disputa turfística para uma futebolística), que são uma das principais características das línguas humanas? Será que ele pensa, por exemplo, que uma pessoa doce vem coberta de açúcar?
        Finalmente, queria entender como Ruy Castro consegue não entender que, se todo mundo emprega ‘dérbi’ para falar de certos jogos de futebol e os dicionários que ele consultou não registram o fato, o problema deve ser dos dicionários.
    (Ciência Hoje, 24/04/2015. Disponível em http://cienciahoje.uol.com.br/ colunas/palavreado/da-arte-de-citar, acesso em 02/09/2015. Adaptado.)
    “Neles tem ‘dérbi’ à vontade, e com o sentido que você quiser” (anote-se a ocorrência de ‘tem’, embora a questão seja outra). Assinale a alternativa que complete corretamente a afi rmação sobre o trecho do texto de Sírio Possenti:


    O uso de __(1)__ tem como função marcar um comentário de Sírio Possenti. Este sugere que haveria __(2)__ em Ruy Castro devido ao uso __(3)__ do verbo “ter” no mesmo texto em que critica o uso corriqueiro da expressão “dérbi”.
    Escolha uma alternativa para a questão 5096d843-df
  • Linguagens

    Inglês

    Considere a tabela a seguir para responder a questão.


    Imagem da questão de Inglês, Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação 2015, Interpretação de texto | Reading comprehension

    (www.globaledge.msu.edu - acesso em 10/02/2015)

    Considerando somente os dados da tabela, uma possível relação entre o preço da gasolina e o consumo ou produção de energia está corretamente representada na alternativa
    Escolha uma alternativa para a questão 776f094c-de
  • Linguagens

    Inglês

    Considere o excerto a seguir, retirado do site do jornal britânico The Guardian, para responder à questão.


        Homeopaths believe that illness-causing substances can, in minute doses, treat people who are unwell. By diluting these substances in water or alcohol, homeopaths claim the resulting mixture retains a “memory” of the original substance that triggers a healing response in the body.

        These claims have been widely disproven by multiple studies, but the National Health and Medical Research Council (NHMRC) has for the first time thoroughly reviewed 225 research papers on homeopathy to come up with its position statement, released on Wednesday: Homeopathy is not effective for treating any health condition.

    (Adaptado de www.theguardian.com - acesso em 12/03/2015)

    De acordo com o segundo parágrafo do texto,
    Escolha uma alternativa para a questão 776446ee-de
  • Linguagens

    Inglês

    Considere o excerto a seguir, retirado do site do jornal britânico The Guardian, para responder à questão.


        Homeopaths believe that illness-causing substances can, in minute doses, treat people who are unwell. By diluting these substances in water or alcohol, homeopaths claim the resulting mixture retains a “memory” of the original substance that triggers a healing response in the body.

        These claims have been widely disproven by multiple studies, but the National Health and Medical Research Council (NHMRC) has for the first time thoroughly reviewed 225 research papers on homeopathy to come up with its position statement, released on Wednesday: Homeopathy is not effective for treating any health condition.

    (Adaptado de www.theguardian.com - acesso em 12/03/2015)

    De acordo com o texto, homeopatas acreditam que:
    Escolha uma alternativa para a questão 7760f001-de
  • Linguagens

    Inglês

    Considere o texto adaptado a seguir para responder à questão.



    The First Solar-Powered Round-the-World Flight Has Begun


        The world's first round-the-world trip on a solar-powered plane got under way Monday with the initial leg from Abu Dhabi to the Omani capital, Muscat.
         Swiss pilots Bertrand Piccard and André Borschberg will pursue a recordshattering five-month journey, spanning 21,750 miles across several continents and two oceans, while using zero conventional fuel.
         The Solar Impulse-2's lightweight construction — weighing a mere 4,600 lb. — combined with its 236-ft. wingspan lined with 17,000 solar cells, makes it the first solar-powered aircraft capable of flying during both day and night. [...]
         The pilots have undergone rigorous preparation drills, and will forgo all sleep longer than 20 minutes while airborne, practicing yoga and selfhypnosis to cope with their airborne ordeal. (Some stints will involve flying continuously for five days.) Rest stops will be spent advocating for their cleantechnology campaign.
    (www.time.com - acesso em 09/03/2015)
    Ainda segundo o texto, os pilotos:
    Escolha uma alternativa para a questão 775aabf2-de
  • Linguagens

    Português

    Texto para a questão.


    Moça linda bem tratada,

    Três séculos de família,

    Burra como uma porta:

    Um amor.


    Grã-fino do despudor,

    Esporte, ignorância e sexo,

    Burro como uma porta:

    Um coió. 


    Mulher gordaça, filó *,

    De ouro por todos os poros

    Burra como uma porta:

    Paciência...


    Plutocrata sem consciência,

    Nada porta, terremoto

    Que a porta do pobre arromba:

    Uma bomba.

    (ANDRADE, Mário de. Poesias Completas. São Paulo: Círculo do Livro. p. 304.)


    *filó: Tecido fino e transparente, em forma de rede (www.aulete.com.br)

    Em relação à forma, o poema apresenta:
    Escolha uma alternativa para a questão 76fb7da6-de
  • Linguagens

    Português

    Analise a charge abaixo para responder à questão.


    Imagem da questão de Português, Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação 2015, Interpretação de Textos

    - Veja, papai! O elevador vai subindo e

    os pobres vão ficando pequenininhos!

    Fonte: Vermelho

    (Angeli. Folha de São Paulo. s/d) 


    A crítica presente na charge pode ser resumida como:

    Escolha uma alternativa para a questão 76f50541-de
  • Linguagens

    Inglês

    Considere a introdução de uma crítica a filmes de animação para responder à questão.


    Agitating With Animation

         No one, post-Charlie Hebdo, can doubt a cartoon’s capacity to change the world - R. Crumb’s breezy remonstrance “It’s only lines on paper, folks!” notwithstanding. Animated cartoons are generally more circumspect than static drawings, but some have been agitators as well. [...]

    (www.nytimes.com - acesso em 19/08/2015)
    Segundo o texto:
    Escolha uma alternativa para a questão 51147581-df
  • Linguagens

    Português

    Texto para a questão:


         É uma das recordações mais desagradáveis que me fi caram: sujeito magro, de olho duro, aspecto tenebroso. Não me lembro de o ter visto sorrir. A voz áspera, modos sacudidos, ranzinza, impertinente, Fernando era assim. E junto a isso qualquer coisa de frio, úmido, viscoso, que me dava a absurda impressão de uma lesma vertebrada e muito rápida. [...]
         Essas noções me chegavam lentas e incompletas. Novo ainda, eu não entendia certas coisas. Entretanto, aquele indivíduo me causava arrepios. Sempre foi demasiado grosseiro comigo, e isto me levou a aceitar sem exame os boatos que circulavam a respeito dele. Acostumei-me a julgálo um bicho perigoso. E lendo no dicionário encarnado, onde existiam bandeiras de todos os países e retratos de personagens vultosas, que Nero tinha sido o maior dos monstros, duvidei. Maior que Fernando? A afirmação do livro me embaraçava. Como seria possível medir por dentro as pessoas? E senti pena de Nero, que nunca me havia feito mal. Fernando me atormentava e era péssimo. Talvez não fosse o pior monstro da Terra, mas era safadíssimo. O rosto de caneco amassado, a fala dura e impertinente, os resmungos, o olho oblíquo e cheio de fel, um jeito impudente e desgostoso, um ronco asmático findo em sopro, tudo me dava a certeza de que Fernando encerrava muito veneno. Se aquele sopro, rumor de caldeira, se transformava em palavras, saíam dali brutalidades. O sujeito se tornou para mim um símbolo — e pendurei nele todas as misérias.
    (RAMOS, Graciliano. Infância. Rio de Janeiro: Mediafashion, 2008. pp. 185-6.)
    Uma das características de uma narrativa de memória é a constante avaliação que o narrador realiza a partir das lembranças evocadas do passado. Tal característica se verifica em:
    Escolha uma alternativa para a questão 50b89730-df
  • Linguagens

    Inglês

    Considere a tabela a seguir para responder a questão.


    Imagem da questão de Inglês, Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação 2015, Interpretação de texto | Reading comprehension

    (www.globaledge.msu.edu - acesso em 10/02/2015)

    De acordo com os dados da tabela,
    Escolha uma alternativa para a questão 776abb2a-de
  • Linguagens

    Inglês

    Considere o texto adaptado a seguir para responder à questão.



    The First Solar-Powered Round-the-World Flight Has Begun


        The world's first round-the-world trip on a solar-powered plane got under way Monday with the initial leg from Abu Dhabi to the Omani capital, Muscat.
         Swiss pilots Bertrand Piccard and André Borschberg will pursue a recordshattering five-month journey, spanning 21,750 miles across several continents and two oceans, while using zero conventional fuel.
         The Solar Impulse-2's lightweight construction — weighing a mere 4,600 lb. — combined with its 236-ft. wingspan lined with 17,000 solar cells, makes it the first solar-powered aircraft capable of flying during both day and night. [...]
         The pilots have undergone rigorous preparation drills, and will forgo all sleep longer than 20 minutes while airborne, practicing yoga and selfhypnosis to cope with their airborne ordeal. (Some stints will involve flying continuously for five days.) Rest stops will be spent advocating for their cleantechnology campaign.
    (www.time.com - acesso em 09/03/2015)
    Segundo as informações do texto, a primeira viagem ao redor do mundo em um avião movido à energia solar:
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