O escritor italiano Primo Levi, que durante a segunda Guerra mundial foi prisioneiro no campo de concentração Auschwitz…
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O escritor italiano Primo Levi, que durante a segunda Guerra mundial foi prisioneiro no campo de concentração
Auschwitz -Birkenau, escreveu:
“Nós, que sobrevivemos aos campos, não somos verdadeiras testemunhas. Esta é uma ideia incômoda que passei
aos poucos a aceitar, ao ler o que outros sobreviventes escreveram – inclusive eu mesmo, quando releio meus
textos após alguns anos. Nós, sobreviventes, somos uma minoria não só minúscula, como também anômala. Somos
aqueles que, por prevaricação, habilidade ou sorte, jamais tocaram o fundo. Os que tocaram, e que viram a face das
Górgonas, não voltaram, ou voltaram sem palavras” (Levi apud Hobsbawm, 1995, p. 11).
Fonte: HOBSBAWM, Eric. Era dos extremos. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. Adaptado.
Os campos de concentração, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), foram os lugares para onde eram
destinados os considerados inimigos do Regime Nazista. Nessa perspectiva, nos (aos) campos
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