[...] me fizeram pensar no que realmente significa inclusão digital. O mundo vive uma revolução sem sirene — nem passeata, nem…

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Enunciado

    [...] me fizeram pensar no que realmente significa inclusão digital. O mundo vive uma revolução sem sirene — nem passeata, nem panelaço —, mas que muda tudo, em silêncio, por meio de códigos e telas que reorganizam o trabalho, a comunicação e o poder. É a revolução da inteligência artificial. E, como toda revolução, ela também escolhe quem participa — e quem fica para trás. No Brasil, essa fronteira tem um nome antigo: o CEP.

     Enquanto as máquinas aprendem em velocidade exponencial, muita gente desaprende a sonhar. Discutimos automação de empregos, mas milhões ainda lutam por uma conexão que não caia, um celular que não trave e uma formação que vá além do “arrasta pra cima”. É o retrato de um país que importa chips de ponta, mas exporta gente desinformada. O risco é criar um novo apartheid: a favela digital, onde milhões se tornam invisíveis para os algoritmos que decidem o futuro.


Disponível em: https://oglobo.globo.com/opiniao/preto-zeze/coluna/2025/10/ia-tem-de-ser-democratizada.ghtml. Acesso em: 29 nov. 2025.


Considerando o trecho em negrito no texto, o recurso expressivo empregado corresponde a

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Resposta Cmetonímia, ao mobilizar uma expressão típica das plataformas digitais para identificar uma concepção de formação reduzida ao acesso rápido e superficial a conteúdos.

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