Questões do ENEM: Figuras de Linguagem
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1FA89FDD-89 [...] me fizeram pensar no que realmente significa inclusão digital. O mundo vive uma revolução sem sirene — nem passeata, nem panelaço —, mas que muda tudo, em silêncio, por meio de códigos e telas que reorganizam o trabalho, a comunicação e o poder. É a revolução da inteligência artificial. E, como toda revolução, ela também escolhe quem participa — e quem fica para trás. No Brasil, essa fronteira tem um nome antigo: o CEP.Enquanto as máquinas aprendem em velocidade exponencial, muita gente desaprende a sonhar. Discutimos automação de empregos, mas milhões ainda lutam por uma conexão que não caia, um celular que não trave e uma formação que vá além do “arrasta pra cima”. É o retrato de um país que importa chips de ponta, mas exporta gente desinformada. O risco é criar um novo apartheid: a favela digital, onde milhões se tornam invisíveis para os algoritmos que decidem o futuro.Disponível em: https://oglobo.globo.com/opiniao/preto-zeze/coluna/2025/10/ia-tem-de-ser-democratizada.ghtml. Acesso em: 29 nov. 2025.Considerando o trecho em negrito no texto, o recurso expressivo empregado corresponde aB83072B3-7B Português
Figuras de LinguagemCentro Universitário UNICEPLAC · 2026DifícilEntre para guardar nos favoritosÉ a vaidade, Fábio, nesta vida,Rosa, que da manhã lisonjeada,Púrpuras mil, com ambição dourada,Airosa rompe, arrasta presumida.É planta, que de abril favorecida,Por mares de soberba desatada,Florida galeota empavesada,Sulca ufana, navega destemida.É nau enfim, que em breve ligeirezaCom presunção de Fênix generosa,Galhardias apresta, alentos preza:Mas ser planta, ser rosa, nau vistosaDe que importa, se aguarda sem defesaPenha a nau, ferro a planta, tarde a rosa?Gregório de Matos. Desenganos da vida humanametaforicamente. In: Poemas escolhidos. Seleção, prefácio, notas:José Miguel Wisnik. São Paulo: Companhia das Letras, 2010(composto no século XVII).Além da metáfora, aludida no título do texto, outras figuras de linguagem estão presentes no poema de Gregório de Matos. A respeito disso, assinale a alternativa que contém a correta correspondência entre um verso e uma figura de linguagem que nele ocorre.C197A5F7-6F Português
Figuras de LinguagemUECE · 2026Entre para guardar nos favoritosO texto, a seguir, é parte da obra Os sertões, de Euclides da Cunha, publicado em 1902, intitulada “A terra”. A obra é resultado da cobertura jornalística da Guerra de Canudos, realizada entre agosto e outubro de 1897, para o jornal O Estado de S.Paulo.TEXTO IIA terra
CUNHA, Euclides da. Os Sertões. Rio de Janeiro: Ediouro, 2003.No trecho: “Era um aparelho revelando de modo absoluto, mas sugestivo, a secura extrema dos ares” (linhas 123-124), a figura de linguagem construída pela expressão destacada éE29336B4-64 Português
Figuras de LinguagemInstituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas · 2026MédioEntre para guardar nos favoritosTEXTO IO padeiroLevanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abroaportadoapartamento - mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lidoalgumacoisa nos jornais da véspera sobre a "greve do pão dormido". De resto não é bemuma greve, éumlockout, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando opovoatomarseu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o que do governo.Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquantotomocafévou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar opãoàportado apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:- Não é ninguém, é o padeiro!Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?"Então você não é ninguém?"Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lheacontecerabater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, eouvirumavoz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: "nãoé ninguém, não senhora, é o padeiro". Assim ficara sabendo que não era ninguém...Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-loparaexplicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempoeutambém,como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quasesempre depois de uma passagem pela oficina - e muitas vezes saía já levando na mão umdos primeirosexemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porquenojornalque levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônicaouartigocom o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro domeucoraçãoeu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; "não é ninguém, éopadeiro!"E assobiava pelas escadas.Fonte: BRAGA, Rubem. O padeiro. In: ANDRADE, Carlos Drummond de et al. Crônicas I. 27. ed. São Paulo: Ática, 2006, p.61-62.Recursos estilísticos são frequentemente utilizados por escritores para aprimorar o ritmodeumtexto,tornar a comunicação mais expressiva ou persuasiva, além de transmitir significado e provocarumaresposta emocional do leitor. Essas ferramentas linguísticas e semióticas alteramo sentido literal dotextoe o levam para além do óbvio. Considerando isso, identifique o trecho em que o autor faz usodessetipode recurso.1F656905-76 Português
Figuras de LinguagemUEA · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritosLeia o trecho do romance Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, para responder a questão
Ricardo agarrou o cálice com delicadeza e respeito, levou-o aos lábios e foi como se todo ele bebesse o licor nacional.
— Está bom, hein?— indagou o major.
— Magnífico — fez Ricardo, estalando os lábios.
— É de Angra. Agora tu vais ver que magnífico vinho do Rio Grande temos… Qual Borgonha! Qual Bordeaux! Temos no Sul muito melhores…
E o jantar correu assim, nesse tom. Quaresma exaltando os produtos nacionais: a banha, o toucinho e o arroz; a irmã fazia pequenas objeções e Ricardo dizia: “É, é, não há dúvida” — rolando nas órbitas os olhos pequenos, franzindo a testa diminuta que se sumia no cabelo áspero, forçando muito a sua fisionomia miúda e dura a adquirir uma expressão sincera de delicadeza e satisfação.
Acabado o jantar foram ver o jardim. Era uma maravilha; não tinha nem uma flor… Certamente não se podia tomar por tal míseros beijos-de-frade, palmas-de-santa-rita, quaresmas lutulentas1 , manacás melancólicos e outros belos exemplares dos nossos campos e prados. Como em tudo o mais, o major era em jardinagem essencialmente nacional. Nada de rosas, de crisântemos, de magnólias — flores exóticas; as nossas terras tinham outras mais belas, mais expressivas, mais olentes2 , como aquelas que ele tinha ali.
Ricardo ainda uma vez concordou e os dois entraram na sala, quando o crepúsculo vinha devagar, muito vagaroso e lento, como se fosse um longo adeus saudoso do sol ao deixar a terra, pondo nas coisas a sua poesia dolente3 e a sua deliquescência4 .
Mal foi aceso o gás, o mestre de violão empunhou o instrumento, apertou as cravelhas, correu a escala, abaixando-se sobre ele como se o quisesse beijar. Tirou alguns acordes, para experimentar; e dirigiu-se ao discípulo, que já tinha o seu em posição:
— Vamos ver. Tire a escala, major.
(Triste fim de Policarpo Quaresma, 2010.)
1 lutulento: lamacento, lodoso.
2 olente: cheiroso, perfumado.
3 dolente: lamentosa, queixosa.
4 deliquescência: propriedade que certas substâncias têm de extrair água.
O narrador do romance manifesta-se ironicamente, em tom jocoso, em:8E46AF43-75 Português
Figuras de LinguagemFaculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo · 2025Entre para guardar nos favoritosPara responder à questão, leia o soneto do poeta português Manuel Maria Barbosa du Bocage.
(Manuel Maria Barbosa du Bocage. Poemas escolhidos, 1974.)Antítese é a figura de linguagem pela qual se opõem duas palavras de sentido contrário em um mesmo enunciado. O eu lírico lança mão dessa figura de linguagem no seguinte trecho:8E39296D-75 Português
Figuras de LinguagemFaculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo · 2025Entre para guardar nos favoritosExamine o meme publicado pelo perfil @ancientcringe no Instagram em 25.06.2025.

Para obter seu efeito de humor, o meme explora, sobretudo, o seguinte recurso expressivo:
E54DCEB1-74 Português
Figuras de LinguagemUEA · 2025Entre para guardar nos favoritosConsidere a tirinha a seguir, publicada no perfil @devaneioshq do Instagram em 11.06.2025, para responder à questão.
Para a produção do efeito humorístico, o autor recorre, no quarto quadrinho,D19DB6B2-74 Português
Figuras de LinguagemUEA · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritosLeia o trecho do romance Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, para responder a questão
Ricardo agarrou o cálice com delicadeza e respeito, levou-o aos lábios e foi como se todo ele bebesse o licor nacional.
— Está bom, hein?— indagou o major.
— Magnífico — fez Ricardo, estalando os lábios.
— É de Angra. Agora tu vais ver que magnífico vinho do Rio Grande temos… Qual Borgonha! Qual Bordeaux! Temos no Sul muito melhores…
E o jantar correu assim, nesse tom. Quaresma exaltando os produtos nacionais: a banha, o toucinho e o arroz; a irmã fazia pequenas objeções e Ricardo dizia: “É, é, não há dúvida” — rolando nas órbitas os olhos pequenos, franzindo a testa diminuta que se sumia no cabelo áspero, forçando muito a sua fisionomia miúda e dura a adquirir uma expressão sincera de delicadeza e satisfação.
Acabado o jantar foram ver o jardim. Era uma maravilha; não tinha nem uma flor… Certamente não se podia tomar por tal míseros beijos-de-frade, palmas-de-santa-rita, quaresmas lutulentas1 , manacás melancólicos e outros belos exemplares dos nossos campos e prados. Como em tudo o mais, o major era em jardinagem essencialmente nacional. Nada de rosas, de crisântemos, de magnólias — flores exóticas; as nossas terras tinham outras mais belas, mais expressivas, mais olentes2 , como aquelas que ele tinha ali.
Ricardo ainda uma vez concordou e os dois entraram na sala, quando o crepúsculo vinha devagar, muito vagaroso e lento, como se fosse um longo adeus saudoso do sol ao deixar a terra, pondo nas coisas a sua poesia dolente3 e a sua deliquescência4 .
Mal foi aceso o gás, o mestre de violão empunhou o instrumento, apertou as cravelhas, correu a escala, abaixando-se sobre ele como se o quisesse beijar. Tirou alguns acordes, para experimentar; e dirigiu-se ao discípulo, que já tinha o seu em posição:
— Vamos ver. Tire a escala, major.
(Triste fim de Policarpo Quaresma, 2010.)
O narrador do romance manifesta-se ironicamente, em tom jocoso, em:FD3A856F-74 Português
Figuras de LinguagemFaculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, leia o ensaio “Mercúrio” do neurologista inglês Oliver Sacks (1933-2015), cuja morte completou 10 anos em 30 de agosto deste ano.1 Noite passada sonhei com o mercúrio: glóbulos enormes, brilhantes, ora subindo, ora descendo. O mercúrio é o elemento número 80, e meu sonho é um lembrete de que na terça-feira farei oitenta anos. Elementos químicos e aniversários andam ligados para mim desde menino, quando aprendi sobre os números atômicos. Com onze anos eu podia dizer “sou sódio” (elemento 11), e agora, aos 79, sou ouro. Alguns anos atrás, quando dei um frasco de mercúrio de presente a um amigo pelo seu octogésimo aniversário — um recipiente especial que não vaza nem se quebra —, ele me olhou de um jeito esquisito, mas depois me enviou uma cartinha simpática, gracejando: “Tomo um pouco toda manhã, para a saúde”.Oitenta! É difícil de acreditar. Muitas vezes sinto que a vida está prestes a começar, e percebo que está quase no fim. Beirando os oitenta, com esparsos problemas de saúde e cirurgias, nenhum deles incapacitante, me sinto feliz por estar vivo — “Estou feliz por não estar morto!” é uma frase que às vezes irrompe lá dentro de mim quando o tempo está perfeito. Sou grato por ter vivenciado muitas coisas — algumas fascinantes, outras horríveis — e por ter sido capaz de escrever uma dúzia de livros, de receber incontáveis cartas de amigos, colegas e leitores e de desfrutar do que Nathaniel Hawthorne chamou de “um intercurso com o mundo”.Lamento ter perdido (e ainda perder) tanto tempo; lamento ser tão angustiantemente tímido aos oitenta quanto era aos vinte; lamento não falar outra língua além da materna e não ter viajado ou vivenciado outras culturas de modo tão produtivo quanto deveria. Sinto que precisaria tentar concluir minha vida, seja o que for “concluir uma vida”. Quanto a mim, não creio em (nem desejo) uma existência após a morte, exceto na memória dos amigos e na esperança de que alguns dos meus livros ainda possam “falar” às pessoas depois que eu morrer.Quando chegar a minha hora, espero que eu possa morrer na ativa, como o biólogo molecular Francis Crick. Quando lhe informaram que seu câncer de cólon tinha voltado, de início ele não disse nada; simplesmente olhou ao longe por um minuto, depois retomou o que vinha pensando. Ao lhe perguntarem sobre seu diagnóstico algumas semanas depois, ele respondeu: “Tudo o que tem um começo deve ter um fim”. Morreu aos 88 anos, ainda totalmente comprometido com seu trabalho mais criativo.5 Meu pai, que viveu até os 94 anos, costumava dizer que seus oitenta anos tinham sido uma das décadas mais agradáveis de sua vida. Ele sentiu, como começo a sentir, não um encolhimento, e sim uma expansão da vida mental e da perspectiva. Nesta altura já tivemos uma longa experiência de vida, não só da nossa, mas também da de outros. Já vimos triunfos e tragédias, altos e baixos, revoluções e guerras, grandes realizações e profundas ambiguidades também. Já assistimos notáveis teorias ascenderem e acabarem derrubadas por fatos teimosos. Somos mais conscientes da transitoriedade e, talvez, da beleza. Aos oitenta podemos relembrar um vasto panorama e ter um senso claro de história vivida impossível aos mais novos. Posso imaginar, sentir nos ossos, o que é um século, coisa que não podia fazer aos quarenta ou sessenta. Não penso na velhice como uma fase cada vez mais penosa que é preciso suportar e levar o melhor possível, mas como um período de liberdade e tempo descomprometido, sem as infundadas urgências de outrora, livre para explorar o que eu quiser e para amarrar os pensamentos e sentimentos de toda uma vida. Não vejo a hora de fazer oitenta anos.(Oliver Sacks. Gratidão, 2015. Adaptado.)No último parágrafo, a seguinte expressão pode ser vista como exemplo de personificação:39CF21AA-69 Português
Figuras de LinguagemEnsino Einstein · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, leia a tirinha de Fernando Gonsales, publicada pelo perfil @niquel.nausea no Instagram, em 23.05.2025.
No comentário “Até as árvores ficam ansiosas com tanta propaganda”, foram empregadas duas figuras de linguagem, fundamentais para a construção do efeito de humor da tirinha. São elas:14269991-69 Português
Denotação e ConotaçãoEnsino Einstein · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritosLeia o poema de José Carlos Capinan (1941-) para responder à questão.o rebanho e o homemO rebanho trafega com tranquilidade o caminho:é sempre uma surpresa ao rebanho que ele chegueao campo ou ao matadouro.Nenhuma raivanenhuma esperança o rebanho leva,pouco importa que a flor sucumba aos cascosou ainda que sobreviva.Nenhuma pergunta o rebanho não diz:até na sede ele é tranquiloaté na guerra ele é mudo —o rebanho não pronuncia,usa a luz mas nunca explica a sua faltausa o alimento sem nunca se perguntar.Sobre o rebanho o sexoque ele nunca explicavae as fêmeas cobertasrecebem a fecundidade sem admiração.A morte ele desconhece, e a sua vida,no rebanho não há companheiroshá cada corpo em si sem lucidez alguma.O rebanho não vê a cara dos homensaceita o caminho e vai escorrendonum andar pesado sobre os campos.(Heloisa Buarque de Hollanda (org.). 26 poetas hoje: antologia, 2021.)No poema, caso entendida como uma metáfora, a palavra “rebanho” descreveria7DDAEF25-68 Português
Figuras de LinguagemEnsino Einstein · 2025Entre para guardar nos favoritosExamine a tirinha de Rafa Figueiredo, publicada em 27.01.2023, para responder à questão.
O humor da tirinha decorre do recurso expressivo denominado
AFC5936E-00 Português
Figuras de LinguagemUNESP · 2025FácilEntre para guardar nos favoritosPara responder a questão, leia o primeiro poema da seção intitulada “Homenagem a Ricardo Reis”, da poeta portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004), publicado originalmente em 1972 no livro Dual.Não creias, Lídia, que nenhum estio1Por nós perdido possa regressarOferecendo a florQue adiamos colher.Cada dia te é dado uma só vezE no redondo círculo da noiteNão existe piedadePara aquele que hesita.Mais tarde será tarde e já é tarde.O tempo apaga tudo menos esseLongo indelével rasto2Que o não-vivido deixa.Não creias na demora em que te medes.Jamais se detém Kronos3 cujo passoVai sempre mais à frenteDo que o teu próprio passo.(Sophia de Mello Breyner Andresen. Coral e outros poemas, 2018.)1 estio: verão.2 rasto: rastro.3Kronos: do grego khrónos, “tempo”. Na mitologia grega, titã do tempo.Com a intenção de obter maior expressividade, o eu lírico lança mão de uma construção pleonástica no seguinte verso:78D98F1E-DF Português
Figuras de LinguagemCEDERJ · 2025FácilEntre para guardar nos favoritosTexto 1Antes que seja tardeSérgio Vaz
Fragmento adaptado. VAZ, Sérgio. Flores de alvenaria. 2.ed. São Paulo: Global Editora, 2021. p. 71-73.A prosa de Sérgio Vaz, caracteristicamente poética, apresenta várias figuras de linguagem. Marque a opção em que os elementos sublinhados NÃO CORRESPONDEM à figura apontada:C17E1AEB-8D Português
Figuras de LinguagemUSP · 2024Entre para guardar nos favoritosBem-vinda!“Eram faíscas suas palavras que me queimavam emdoses homeopáticasdurante todas as noites…Foram longos anos, dia após dia perdendo um poucomais minha autoestima,abrindo mão das roupas que gostava, dos estudos, dotrabalho e das amigasfazendo de tudo pra evitar brigas,mas ele sempre dizia que a culpa era minha.Até que um dia, me empurrou, me acuoucomo se eu pudesse caber em qualquer fresta,encurralada,me mandou ficar calada e, com medo, obedeci.Eu pedia desculpa toda vez depois de falarcomo se fosse um defeito de nascença querer mecolocar.A minha casa se tornou um ambiente tão hostil e eu,prisioneira das minhas próprias ideias,acreditando que o amor era isso, esse abismo, onde sóum fala e o outro, fica omisso.Precisei tirar forças de lugares sagradospra me afastar e reagir, recolher meus pedaços.Meus olhos encheram de mar, eu desaguei,decidi não mais me calar, denunciei!E depois do silêncio quebrado, meus pensamentos emguerra cessaram,recuperei o fôlego e ouvi meu coração sendo grato.Encontrei em mim um porto seguro, entendi que meucorpo é meu lare, no caminho até ele, escolho quem anda comigo equem convido pra entrar.Hoje, quando olho pra dentro, vejo uma nova mulherrenascendo,eu celebro sua chegada e contemplo essa nova vida.Sem medo, abro a janela de casae, com olhar de quem há tanto tempo esperava,te pego pela mão e digo:Seja bem-vinda!”Mel Duarte. Colmeia - Poemas Reunidos.Assinale a alternativa que apresenta uma correspondência correta entre os versos destacados e os recursos utilizados para evidenciar a dor expressa no poema.D332EDAC-75 Português
Denotação e ConotaçãoFaculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo · 2024Entre para guardar nos favoritosLeia o trecho inicial do conto “Evolução”, de Machado de Assis, para responder à questão
Chamo-me Inácio; ele, Benedito. Não digo o resto dos nossos nomes por um sentimento de compostura, que toda a gente discreta apreciará. Inácio basta. Contentem-se com Benedito. Não é muito, mas é alguma coisa, e está com a filosofia de Julieta: “Que valem nomes, perguntava ela ao namorado. A rosa, como quer que se lhe chame, terá sempre o mesmo cheiro.” Vamos ao cheiro do Benedito.
E desde logo assentemos que ele era o menos Romeu deste mundo. Tinha quarenta e cinco anos, quando o conheci; não declaro em que tempo, porque tudo neste conto há de ser misterioso e truncado. Quarenta e cinco anos, e muitos cabelos pretos; para os que o não eram, usava um processo químico, tão eficaz que não se lhe distinguiam os pretos dos outros — salvo ao levantar da cama; mas ao levantar da cama não aparecia a ninguém. Tudo mais era natural, pernas, braços, cabeça, olhos, roupa, sapatos, corrente do relógio e bengala. O próprio alfinete de diamante, que trazia na gravata, um dos mais lindos que tenho visto, era natural e legítimo; custou-lhe bom dinheiro; eu mesmo o vi comprar na casa do... lá me ia escapando o nome do joalheiro; — fiquemos na rua do Ouvidor.
Moralmente, era ele mesmo. Ninguém muda de caráter, e o do Benedito era bom, — ou para melhor dizer, pacato. Mas, intelectualmente, é que ele era menos original. Podemos compará-lo a uma hospedaria bem afreguesada, aonde iam ter ideias de toda parte e de toda sorte, que se sentavam à mesa com a família da casa. Às vezes, acontecia acharem--se ali duas pessoas inimigas, ou simplesmente antipáticas; ninguém brigava, o dono da casa impunha aos hóspedes a indulgência recíproca. Era assim que ele conseguia ajustar uma espécie de ateísmo vago com duas irmandades que fundou, não sei se na Gávea, na Tijuca ou no Engenho Velho. Usava assim, promiscuamente, a devoção, a irreligião e as meias de seda. Nunca lhe vi as meias, note-se; mas ele não tinha segredos para os amigos.
(Machado de Assis. Contos: uma antologia, 1998.)
Está empregado em sentido figurado o termo sublinhado em:D2DF79CB-75 Português
Figuras de LinguagemFaculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo · 2024Entre para guardar nos favoritosExamine o cartum de Will Leite, publicado no perfil “dona.anesia” no Instagram, em 27.03.2023.

Na construção de seu sentido, o cartum mobiliza fundamentalmente o seguinte recurso expressivo:
1AA9EF8B-71 Português
Denotação e ConotaçãoFaculdade Evangélica Mackenzie do Paraná · 2024Entre para guardar nos favoritosAs frases a seguir, estão construídas com sentido figurado. Assinale a opção que mostra, de forma inadequada, a mesma frase em linguagem lógica.1AA1C93A-71 Português
Figuras de LinguagemFaculdade Evangélica Mackenzie do Paraná · 2024Entre para guardar nos favoritosA afirmação a seguir é de um escritor humorista:“O aborto é perigoso, porque, se malogra, pode produzir uma criança.”Sobre a estrutura e a significação desse pequeno texto, assinale a afirmativa correta