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Penha a nau, ferro a planta, tarde a rosa?

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Enunciado

É a vaidade, Fábio, nesta vida,
Rosa, que da manhã lisonjeada,
Púrpuras mil, com ambição dourada,
Airosa rompe, arrasta presumida.

É planta, que de abril favorecida,
Por mares de soberba desatada,
Florida galeota empavesada,
Sulca ufana, navega destemida.

É nau enfim, que em breve ligeireza
Com presunção de Fênix generosa,
Galhardias apresta, alentos preza:

Mas ser planta, ser rosa, nau vistosa
De que importa, se aguarda sem defesa
Penha a nau, ferro a planta, tarde a rosa?


Gregório de Matos. Desenganos da vida humana
metaforicamente. In: Poemas escolhidos. Seleção, prefácio, notas:
José Miguel Wisnik. São Paulo: Companhia das Letras, 2010
(composto no século XVII).
Além da metáfora, aludida no título do texto, outras figuras de linguagem estão presentes no poema de Gregório de Matos. A respeito disso, assinale a alternativa que contém a correta correspondência entre um verso e uma figura de linguagem que nele ocorre. 

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Resposta E“Penha a nau, ferro a planta, tarde a rosa?” — metonímia

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