Penha a nau, ferro a planta, tarde a rosa?
GuardarEnunciado
É a vaidade, Fábio, nesta vida,
Rosa, que da manhã lisonjeada,
Púrpuras mil, com ambição dourada,
Airosa rompe, arrasta presumida.
É planta, que de abril favorecida,
Por mares de soberba desatada,
Florida galeota empavesada,
Sulca ufana, navega destemida.
É nau enfim, que em breve ligeireza
Com presunção de Fênix generosa,
Galhardias apresta, alentos preza:
Mas ser planta, ser rosa, nau vistosa
De que importa, se aguarda sem defesa
Penha a nau, ferro a planta, tarde a rosa?
Gregório de Matos. Desenganos da vida humana
metaforicamente. In: Poemas escolhidos. Seleção, prefácio, notas:
José Miguel Wisnik. São Paulo: Companhia das Letras, 2010
(composto no século XVII).
Além da metáfora, aludida no título do texto, outras
figuras de linguagem estão presentes no poema de
Gregório de Matos. A respeito disso, assinale a
alternativa que contém a correta correspondência
entre um verso e uma figura de linguagem que nele
ocorre.
Alternativas
Comentários0
Entre na sua conta para comentar esta questão, salvar favoritos e somar pontos.
Nenhum comentário ainda. O primeiro pode ser o seu: conte como você resolveu.
Questões relacionadas
- [...] me fizeram pensar no que realmente significa inclusão digital. O mundo vive uma revolução sem sirene —…Português · Prova de 2026
- O texto, a seguir, é parte da obra Os sertões, de Euclides da Cunha, publicado em 1902, intitulada “A terra”…Português · Prova de 2026
- TEXTO I O padeiro Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e…Português · Prova de 2026
- Leia o trecho do romance Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, para responder a questão Ricardo…Português · Prova de 2025
- Para responder à questão, leia o soneto do poeta português Manuel Maria Barbosa du Bocage. (Manuel Maria…Português · Prova de 2025