“O medo é a causa que origina, conserva e alimenta a superstição. Poderíamos acrescentar muitos exemplos que provam com toda a…
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“O medo é a causa que origina, conserva e alimenta a
superstição. Poderíamos acrescentar muitos exemplos que provam
com toda a clareza o seguinte: os homens só se deixam dominar
pela superstição enquanto têm medo; todas essas coisas que
alguma vez foram inutilmente objeto de culto religioso não são
mais do que fantasmas e delírios de um ânimo triste e
amedrontado; finalmente, é quando o Estado se encontra em
maiores dificuldades que os adivinhos detêm o maior poder sobre
a plebe e são mais temidos pelos seus reis”.
SPINOZA, B. Tratado teológico-político. Tradução de Diogo Pires Aurélio.
Lisboa: Casa da moeda, 2004, p. 126. (Texto adaptado)
Conforme Spinoza, o sentimento de medo conduz o homem à
superstição. Por isso, os momentos em que os adivinhos têm
grande influência sobre a população e os governos são aqueles de
grandes dificuldades. A superstição é uma incerteza dos bens
desejados, e se desenvolve na
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