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O número de famílias que não autorizam a doação de órgãos e tecidos de parentes com diagnóstico de morte encefálica aumentou significativamente no Brasil. Em sete anos, a taxa de recusa familiar dobrou, saltando de 22%, em 2008, para 44%, em 2015, segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos. Países como Austrália e Reino Unido enfrentam situação semelhante, que, aliada a falhas na identificação e notificação de potenciais doadores, dificulta a realização de transplantes. Um estudo conduzido por pesquisadores da Escola Paulista de Enfermagem da Universidade Federal de São Paulo buscou mapear as razões da recusa familiar. O principal motivo identificado pela pesquisa é que boa parte das famílias (21%) não compreendeu o conceito de morte encefálica. Já 19% atribuíram a decisão a crenças religiosas e outros 19% responsabilizaram a falta de competência técnica da equipe hospitalar. 


PIERRO, Bruno de. Doação de órgãos: a arte de dar más notícias. Revista
Pesquisa FAPESP. Edição 237, nov. 2015. Disponível em:
http://revistapesquisa.fapesp.br. Acesso em: nov. 2016. 


O texto precedente traz os resultados de uma pesquisa conduzida por uma universidade brasileira. Infere-se desse texto que a finalidade comunicativa do seu autor é 

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Resposta Dinformar que, em sete anos, houve um aumento expressivo da taxa de famílias brasileiras que se recusam a doar órgãos e tecidos de parentes com diagnóstico de morte cerebral.

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