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Questões do ENEM: Ciências Humanas e nível médio

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Resultados

5.433 questões encontradas. Mostrando a página 163 de 272.

  • 9412AB8C-7F

    História

    Brasil Monárquico – Segundo Reinado 1831- 1889
    ENEM · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO I

       Em todo o país a lei de 13 de maio de 1888 libertou poucos negros em relação à população de cor. A maioria já havia conquistado a alforria antes de 1888, por meio de estratégias possíveis. No entanto, a importância histórica da lei de 1888 não pode ser mensurada apenas em termos numéricos. O impacto que a extinção da escravidão causou numa sociedade constituída a partir da legitimidade da propriedade sobre a pessoa não cabe em cifras.

    ALBUQUERQUE, W. O jogo da dissimulação: Abolição e cidadania negra no Brasil. São Paulo: Cia. das Letras, 2009 (adaptado).

    TEXTO II

       Nos anos imediatamente anteriores à Abolição, a população livre do Rio de Janeiro se tornou mais numerosa e diversificada. Os escravos, bem menos numerosos que antes, e com os africanos mais aculturados, certamente não se distinguiam muito facilmente dos libertos e dos pretos e pardos livres habitantes da cidade. Também já não é razoável presumir que uma pessoa de cor seja provavelmente cativa, pois os negros libertos e livres poderiam ser encontrados em toda parte.

    CHALHOUB, S. Visões da liberdade: uma história das últimas décadas da escravidão na Corte. São Paulo: Cia. das Letras, 1990 (adaptado).

    Sobre o fim da escravidão no Brasil, o elemento destacado no Texto I que complementa os argumentos apresentados no Texto II é o(a)


    Escolha uma alternativa para a questão 9412ab8c-7f
  • 9402EA8E-7F

    História

    Era Vargas – 1930-1954
    ENEM · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
         Bandeira do Brasil, és hoje a única. Hasteada a esta hora em todo o território nacional, única e só, não há lugar no coração do Brasil para outras flâmulas, outras bandeiras, outros símbolos. Os brasileiros se reuniram em torno do Brasil e decretaram desta vez com determinação de não consentir que a discórdia volte novamente a dividi-lo!

    Discurso do Ministro da Justiça Francisco Campos na cerimônia da festa da bandeira, em novembro de 1937. Apud OLIVEN, G. R. A parte e o todo: a diversidade cultural do Brasil Nação. Petrópolis: Vozes, 1992.

    O discurso proferido em uma celebração em que as bandeiras estaduais eram queimadas diante da bandeira nacional revela o pacto nacional proposto pelo Estado Novo, que se associa à

    Escolha uma alternativa para a questão 9402ea8e-7f
  • 93EDFBF1-7F

    Filosofia

    O Sujeito Moderno
    ENEM · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
      Todo o poder criativo da mente se reduz a nada mais do que a faculdade de compor, transpor, aumentar ou diminuir os materiais que nos fornecem os sentidos e a experiência. Quando pensamos em uma montanha de ouro, não fazemos mais do que juntar duas ideias consistentes, ouro e montanha, que já conhecíamos. Podemos conceber um cavalo virtuoso, porque somos capazes de conceber a virtude a partir de nossos próprios sentimentos, e podemos unir a isso a figura e a forma de um cavalo, animal que nos é familiar.

    UME, D. Investigação sobre o entendimento humano. São Paulo: Abril Cultural, 1995.

    Hume estabelece um vínculo entre pensamento e impressão ao considerar que


    Escolha uma alternativa para a questão 93edfbf1-7f
  • 93D0214E-7F

    História

    História do Brasil
    ENEM · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
       Iniciou-se em 1903 a introdução de obras de arte com representações de bandeirantes no acervo do Museu Paulista, mediante a aquisição de uma tela que homenageava o sertanista que comandara a destruição do Quilombo de Palmares. Essa aquisição, viabilizada por verba estadual, foi simultânea à emergência de uma interpretação histórica que apontava o fenômeno do sertanismo paulista como o elo decisivo entre a trajetória territorial do Brasil e de São Paulo, concepção essa que se consolidaria entre os historiadores ligados ao Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo ao longo das três primeiras décadas do século XX.

    MARINS, P. C. G. Nas matas com pose de reis: a representação de bandeirantes e a tradição da retratística monárquica europeia. Revista do LEB, n. 44, fev. 2007.

    A prática governamental descrita no texto, com a escolha dos temas das obras, tinha como propósito a construção de uma memória que

    Escolha uma alternativa para a questão 93d0214e-7f
  • 7502B534-4C

    Geografia

    Geografia Econômica
    PUC - Campinas · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Considere os itens abaixo.

    I. Necessidade de aprofundar a internacionalização da economia brasileira.

    II. Preservação da estabilidade da moeda.

    III. Liberação dos mecanismos de mercado como forma de estímulo à competividade.

    IV. Abertura ao capital estrangeiro como meio potencial de financiar o crescimento.

    A análise dos itens permite afirmar que o modelo de desenvolvimento adotado, no Brasil, na década de 1990 pode ser identificado com uma política econômica que

    Escolha uma alternativa para a questão 7502b534-4c
  • 74EACC14-4C

    Geografia

    Agricultura brasileira
    PUC - Campinas · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    O pequeno lavrador, segundo lei federal de 2006, é aquele que, residindo na zona rural, detenha a posse de gleba rural não superior a 50 (cinquenta) hectares, explorando-a mediante o trabalho pessoal e de sua família, admitida a ajuda eventual de terceiros.

    Sobre o pequeno lavrador brasileiro é correto afirmar que

    Escolha uma alternativa para a questão 74eacc14-4c
  • 74CD0116-4C

    Filosofia

    Filosofia e a Grécia Antiga
    PUC - Campinas · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    A herança cultural deixada pelos gregos foi muito rica e influenciou toda a civilização ocidental. A alternativa cuja afirmação identifica aspectos da filosofia grega que guardam relação com questões atuais, é:
    Escolha uma alternativa para a questão 74cd0116-4c
  • 74BF8D31-4C

    Geografia

    Geografia Física
    PUC - Campinas · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Deve-se a Graciliano Ramos obras fundamentais para a literatura brasileira como Vidas secas.

    Encolhido no banto do copiar Fabiano espiava a caatinga amarela, onde as folhas secas se pulverizavam, torturadas pelos redemoinhos, e os garranchos se torciam, negros, torrados. No céu azul as últimas arribações tinham desaparecido. (http://www.passeiweb.com/estudos/livros/vidas_secas)

    Sobre a caatinga, que até os dias atuais ainda pode ser vista, é correto afirmar que

    Escolha uma alternativa para a questão 74bf8d31-4c
  • 74B423B2-4C

    Geografia

    Globalização
    PUC - Campinas · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Carlos Drummond de Andrade foi poeta e também escreveu crônicas, muitas delas retratando o cotidiano brasileiro. Eduardo Galeano, uruguaio morto em abril de 2015, também era cronista e escreveu sobre a realidade latino-americana e mundial. 


    Já não há sociedades, só sociedades anônimas.

    Empresas em lugar de nações.

    Consumidores em lugar de cidadãos.

    Aglomerações em lugar de cidades.

    Não há pessoas. Só públicos.

    Não há visões. Só televisões.

    Para elogiar uma flor, diz-se: "parece de plástico". 

    (fragmento retirado de sua obra: Livro dos abraços) 

    Sobre o texto é correto afirmar que Galeano 


    Escolha uma alternativa para a questão 74b423b2-4c
  • 74ACF9A7-4C

    História

    Brasil Monárquico – Primeiro Reinado 1822- 1831
    PUC - Campinas · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de História, PUC - Campinas 2015, Brasil Monárquico – Primeiro Reinado 1822- 1831

    Sobre o imperador brasileiro a que o texto de Adalberto Cruz e Silva faz referência, é correto afirmar que a monarquia consolidou-se como
    Escolha uma alternativa para a questão 74acf9a7-4c
  • 2A563140-36

    História

    Era Vargas – 1930-1954
    PUC - RS · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Sobre as políticas e medidas adotadas por Getúlio Vargas, durante o Estado Novo, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 2a563140-36
  • 2A5165A3-36

    História

    História do Brasil
    PUC - RS · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, considere as afirmações abaixo sobre a economia durante a República Velha (1889-1930).

    I. A monocultura de produtos agrícolas destinados à exportação continuou na base da economia brasileira, sendo o café o principal produto, o qual atingiu o seu auge e, ainda nesse período, a sua decadência.

    II. O primeiro ministro da Fazenda do novo governo Republicano foi Rui Barbosa (1889-1891). Preocupado com o déficit público e com a alta inflação deixados pela monarquia, Barbosa levou adiante uma política de controle das emissões monetárias e do crédito bancário, que ficou conhecida como “encilhamento".

    III. Para garantir um alto preço nas exportações do café, o Brasil adotou uma política de intervenção econômica,através do Convênio de Taubaté (1906), cuja principal medida era proibir o aumento da produção para não desvalorizar o produto.

    IV.  O Brasil passou por um pequeno processo de industrialização durante a Primeira Guerra Mundial,denominado “industrialização por substituição de importações", na medida em que, estando impedido de comprar produtos europeus devido à guerra, o país passou a substituir os importados por produtos nacionais.
    Estão corretas apenas as afirmativas:
    Escolha uma alternativa para a questão 2a5165a3-36
  • 2A4D22EF-36

    História

    História do Brasil
    PUC - RS · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    O período que antecedeu à Independência do Brasil foi marcado pela presença da Coroa Portuguesa em sua colônia americana. Sobre esse processo, é INCORRETO afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 2a4d22ef-36
  • 2A3BB570-36

    História

    História Geral
    PUC - RS · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    INSTRUÇÃO: Para responder à questão , considere o texto abaixo, de G. F. de Oviedo, que relata o estabelecimento do império espanhol na América, no livro L’ Histoire des Indies, publicado no ano de 1555.

    “O almirante Colombo encontrou, quando descobriu esta ilha Hispaniola, um milhão de índios e índias (...) dos quais, e dos que nasceram desde então, não creio que estejam vivos, no presente ano de 1535, quinhentos, incluindo tanto crianças como adultos (...). Alguns fizeram esses índios trabalhar excessivamente. Outros não lhes deram nada para comer como bem lhes convinha. Além disso, as pessoas dessa região são naturalmente tão inúteis, corruptas, de pouco trabalho, melancólicas, covardes, sujas, de má condição, mentirosas, sem constância e firmeza(...). Vários índios, por prazer e passa-tempo, deixaram-se morrer com veneno para não trabalhar. Outros se enforcaram pelas próprias mãos. E quanto aos outros, tais doenças os atingiram que em pouco tempo morreram (...). Quanto a mim, eu acreditaria antes que Nosso Senhor permitiu, devido aos grandes, enormes e abomináveis pecados dessas pessoas selvagens, rústicas e animalescas, que fossem eliminadas e banidas da superfície terrestre.

    (Apud ROMANO, Ruggiero. Mecanismos da Conquista Colonial. São Paulo: Perspectiva, 1973, p. 76)
    Considerando o contexto histórico, pode-se afirmar que o texto de Oviedo representa,
    Escolha uma alternativa para a questão 2a3bb570-36
  • 2A2B9938-36

    Geografia

    Geografia Econômica
    PUC - RS · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    INSTRUÇÃO: Para responder à questão , analise as afirmações referentes à situação socioeconômica do Iêmen preenchendo os parênteses com C (certo) ou E (errado).

    O Iêmen, país localizado ao sul do Oriente Médio, vem obtendo destaque na mídia internacional devido a conflitos civis intensos na disputa pelo controle do território.

    ( ) O Iêmen e a Arábia Saudita são os países com a maior renda per capita do Oriente Médio.

    ( ) As disputas pelo poder têm como atores os muçulmanos xiitas e sunitas.

    ( ) Grupos terroristas como o Al Qaeda e o Estado Islâmico não demonstram interesse nos conflitos, devido a ações em outras áreas do Oriente Médio, com maior visibilidade mundial.

    ( ) Entre os aliados dos grupos radicais muçulmanos, encontra-se a Arábia Saudita, defendendo os grupos sunitas, e o Irã, apoiando os rivais xiitas.

    ( ) Os conflitos ocorrem em um país de posição estratégica, tendo em vista sua localização entre o Mar Vermelho eo Golfo de Áden, única via marítima entre o Mar Mediterrâneo e o Oceano Índico.
    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
    Escolha uma alternativa para a questão 2a2b9938-36
  • 2A1566C0-36

    Geografia

    Geografia Econômica
    PUC - RS · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    INSTRUÇÃO: Para responder à questão , leia o texto e considere as afirmativas a seguir.

    Até a década de 1940, havia uma rígida divisão no comércio internacional. As nações desenvolvidas exportavam produtos industrializados para os países não desenvolvidos, os quais, em contrapartida, exportavam produtos agrícolas e matérias-primas em geral. Essa situação, apesar de continuar valendo para alguns países, começou a mudar depois que algumas nações em desenvolvimento fortaleceram o setor industrial. Tais mudanças aumentaram o grau de complexidade das relações comerciais internacionais, tendo em vista que

    I. o comércio entre os países que se destacam pela produção de produtos manufaturados de alta tecnologia e os que se distinguem pela produção agrícola foi ampliado.

    II. os países emergentes são presença cada vez mais efetiva no mercado mundial, sendo que, entre os trinta maiores exportadores dos últimos três anos, estão nações tais como a China, o Brasil, a Coreia do Sul, a Índia e a Malásia.

    III. a OMC – Organização Mundial do Comércio – tem por objetivo a regulamentação do comércio de bens e serviços, buscando a redução da intervenção dos governos nacionais no fluxo do capital estrangeiro.

    IV. os países em desenvolvimento e exportadores de produtos agrícolas, como o Brasil, atuam junto à OMC, apoiando uma postura protecionista frente aos Estados Unidos e à União Europeia.
    Estão corretas apenas as afirmativas:
    Escolha uma alternativa para a questão 2a1566c0-36
  • 6EE3E371-34

    Filosofia

    Filosofia e a Grécia Antiga
    PUC-GO · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO 6

    [...]
    Arandir (numa alucinação) – Dália, faz o seguinte. Olha o seguinte: diz à Selminha. (violento) Diz que, em toda minha vida, a única coisa que salva é o beijo no asfalto. Pela primeira vez. Dália, escuta! Pela primeira vez, na vida! Por um momento, eu me senti bom! (furioso) Eu me senti quase, nem sei! Escuta, escuta! Quando eu te vi no banheiro, eu não fui bom, entende? Desejei você. Naquele momento, você devia ser a irmã nua. E eu desejei. Saí logo, mas desejei a cunhada. Na praça da Bandeira, não. Lá, eu fui bom. É lindo! É lindo, eles não entendem. Lindo beijar quem está morrendo! (grita) Eu não me arrependo! Eu não me arrependo!

    Dália – Selminha te odeia! (Arandir volta para a cunhada, cambaleante. Passa a mão na boca encharcada.)

    Arandir (com voz estrangulada) – Odeia. (muda de tom) Por isso é que recusou. Recusou o meu beijo. Eu quis beijar e ela negou. Negou a boca. Não quis o meu beijo.

    Dália – Eu quero!

    Arandir (atônito) – Você?Dália (sofrida) – Selminha não te beija, mas eu.

    Arandir (contido) – Você é uma criança. (Dália aperta entre as mãos o rosto de Arandir.)

    Arandir – Dália. (Dália beija-o, de leve, nos lábios.)

    Dália – Te beijei.

    Arandir (maravilhado) – Menina!

    Dália (quase sem voz) – Agora me beija. Você. Beija.

    Arandir (desprende-se com violência) – Eu amo Selminha!

    Dália (desesperada) – Eu me ofereço e. Selminha não veio e eu vim.

    Arandir – Dália, eu mato tua irmã. Amo tanto que. (muda de tom) Eu ia pedir. Pedir à Selminha para morrer comigo.

    Dália – Morrer?

    Arandir (desesperado) – Eu e Selminha! Mas ela não veio!

    Dália (agarra o cunhado. Quase boca com boca, sôfrega) – Eu morreria.

    Arandir – Comigo?

    Dália (selvagem) – Contigo! Nós dois! Contigo! Eu te amo!

    [...]

    (RODRIGUES, Nelson. O beijo no asfalto. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1995. p. 98-100.)


       O Texto 6 faz menção a desejo. É curioso observar como o ato de desejar está sempre presente na vida humana desde o nascimento. O desejo de se descobrir, o desejo de viver, o desejo de passar no vestibular, o desejo de ser feliz e o desejo de ter. O desejo é força propulsora que nos move. Nada nos empurra mais à ação que a vontade de possuir. O capitalismo, sabendo dessa nossa fraqueza de querer possuir, acabou por se apoderar dela. Ele lucra cada dia mais com o consumismo dos indivíduos. Esse consumo alicerçado numa fome insaciável de comprar nasce muitas vezes no subconsciente do homem, com a alienação imposta pela chamada “indústria cultural". A ideia de que o consumo não é desejo natural, mas antinatural, está alicerçada na filosofia de um filósofo grego da antiguidade. Ele defende que o maior prazer só é alcançável por meio do conhecimento, da amizade e de uma vida moderada, livre do medo e da dor. E que o homem sábio busca a realização dos desejos naturais e necessários, combate os desejos antinaturais e artificiais e evita com todas as suas forças os desejos dispensáveis.


    Marque a alternativa que apresenta o autor desse pensamento:

    Escolha uma alternativa para a questão 6ee3e371-34
  • 6ECE4A1E-34

    História

    Brasil Monárquico – Segundo Reinado 1831- 1889
    PUC-GO · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO 5

        TODO PIONEIRO É UM FORTE, pensava Bambico. Acredita nos sonhos. Se não fosse por ele, o mundo ainda estaria no tempo das cavernas... Quanto mais pensava nisso, mais se fortalecia. 

         Bambico chegara à Amazônia com as mãos vazias, vindo do Sul. Mas tinha na cabeça projetos grandiosos. Queria extrair da natureza toda a riqueza intacta, como o garimpeiro faz. Não desejava, entretanto, cavar rio e terra para achar pepitas de ouro. Não tinha vocação para tatu. Não faria como os garimpeiros: quando não havia mais nada, eles se mudavam, atrás de outros garimpos.

        — Garimpeiro vive de ilusões. Eu gosto de projetos! 

        Que projetos grandiosos eram? Cortar árvores, exportar madeiras preciosas para a casa e a mobília dos ricos. Em seguida, semear capim, povoando os campos com as boiadas de nelore brilhando de tanta saúde. A riqueza estava acima do chão. A imensidão verde desaparecia no horizonte. Só de olhar para uma árvore, sabia quantos dólares cairia em seus bolsos. Quando ouvia os roncos das motosserras, costumava dizer, orgulhoso: 

        — Eis o barulho da fortuna! 

        Montes de serragem eram avistados de longe quando o visitante chegava às pequenas comunidades. Os caminhões de toras gemiam nas estradas esburacadas. Índios e caboclos eram afugentados à bala. A floresta se transformava num pó fino, que logo apodrecia. Quando os montes de serragem não apodreciam, eram queimados, sempre apressadamente. Por dias, os canudos negros de fumaça subindo pesadamente ao céu. Havia o medo dos fiscais. Quando apareciam, quase nunca eram vistos, era conveniente que houvesse pouca serragem...

        Que história, a de Bambico! Teria muita coisa a contar para os netos que haveriam de chegar. 

        Em seu escritório, fumando um Havana, que um importador americano lhe presenteara, estufou o peito, vaidoso. 

        — Sim, muitas coisas! Quem te viu, quem te vê!

        [...]

        Sentia prazer com seus projetos grandiosos. Toda manhã se levantava para conquistar o mundo. Vereança era merreca. Não se rastejava em pequenos projetos. Muito menos desejava ser deputado... Ambicionava altos voos. Todo deputado era pau-mandado dos ricos. O Senado, sim, era o grande alvo. Lá, ele poderia afrontar esses “falsos profetas protetores da natureza". Essas ONGs de fachada... Lá, o seu cajado cairia sem dó, como um verdugo, sobre o costado dessa gente tola. Enquanto isso, ele poderia continuar seus projetos grandiosos. Cortar árvores, exportar madeiras preciosas para a casa e a mobília dos ricos, e semear capim. 

        Sonhara em ter uma dúzia de filhos, mas o destino lhe dera apenas dois. Sua mulher, após o segundo parto, ficara impossibilitada de procriar. Não queria fêmea entre os seus descendentes, mas logo no primeiro parto veio a decepção. Uma menina. Decepcionado, nada comentou com a esposa. No segundo, depois de uma gravidez tumultuada, veio o varão. Encheu-se de alegria. Com certeza, mais varões estavam para vir... [...]

                                   (GONÇALVES, David. Sangue verde. São Paulo: Sucesso Pocket, 2014. p. 114-115.)


    Pioneirismo, empreendedorismo e busca de fortunas fizeram parte do projeto de vida de alguns homens de negócio no Brasil imperial. Em meados do século XIX, com a proibição do tráfico de escravos, configurou- se um novo cenário para a economia do Império brasileiro. Vislumbrou-se a uma elite mercantil capitalizada a possiblidade de grandes negócios e lucros fáceis que, além de multiplicar suas riquezas, permitia-lhe ascender na restrita escala social brasileira. Assinale a alternativa correta sobre os projetos econômicos desse momento histórico:
    Escolha uma alternativa para a questão 6ece4a1e-34
  • 6EA660B0-34

    Geografia

    Migrações
    PUC-GO · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO 5

        TODO PIONEIRO É UM FORTE, pensava Bambico. Acredita nos sonhos. Se não fosse por ele, o mundo ainda estaria no tempo das cavernas... Quanto mais pensava nisso, mais se fortalecia. 

         Bambico chegara à Amazônia com as mãos vazias, vindo do Sul. Mas tinha na cabeça projetos grandiosos. Queria extrair da natureza toda a riqueza intacta, como o garimpeiro faz. Não desejava, entretanto, cavar rio e terra para achar pepitas de ouro. Não tinha vocação para tatu. Não faria como os garimpeiros: quando não havia mais nada, eles se mudavam, atrás de outros garimpos.

        — Garimpeiro vive de ilusões. Eu gosto de projetos! 

        Que projetos grandiosos eram? Cortar árvores, exportar madeiras preciosas para a casa e a mobília dos ricos. Em seguida, semear capim, povoando os campos com as boiadas de nelore brilhando de tanta saúde. A riqueza estava acima do chão. A imensidão verde desaparecia no horizonte. Só de olhar para uma árvore, sabia quantos dólares cairia em seus bolsos. Quando ouvia os roncos das motosserras, costumava dizer, orgulhoso: 

        — Eis o barulho da fortuna! 

        Montes de serragem eram avistados de longe quando o visitante chegava às pequenas comunidades. Os caminhões de toras gemiam nas estradas esburacadas. Índios e caboclos eram afugentados à bala. A floresta se transformava num pó fino, que logo apodrecia. Quando os montes de serragem não apodreciam, eram queimados, sempre apressadamente. Por dias, os canudos negros de fumaça subindo pesadamente ao céu. Havia o medo dos fiscais. Quando apareciam, quase nunca eram vistos, era conveniente que houvesse pouca serragem...

        Que história, a de Bambico! Teria muita coisa a contar para os netos que haveriam de chegar. 

        Em seu escritório, fumando um Havana, que um importador americano lhe presenteara, estufou o peito, vaidoso. 

        — Sim, muitas coisas! Quem te viu, quem te vê!

        [...]

        Sentia prazer com seus projetos grandiosos. Toda manhã se levantava para conquistar o mundo. Vereança era merreca. Não se rastejava em pequenos projetos. Muito menos desejava ser deputado... Ambicionava altos voos. Todo deputado era pau-mandado dos ricos. O Senado, sim, era o grande alvo. Lá, ele poderia afrontar esses “falsos profetas protetores da natureza". Essas ONGs de fachada... Lá, o seu cajado cairia sem dó, como um verdugo, sobre o costado dessa gente tola. Enquanto isso, ele poderia continuar seus projetos grandiosos. Cortar árvores, exportar madeiras preciosas para a casa e a mobília dos ricos, e semear capim. 

        Sonhara em ter uma dúzia de filhos, mas o destino lhe dera apenas dois. Sua mulher, após o segundo parto, ficara impossibilitada de procriar. Não queria fêmea entre os seus descendentes, mas logo no primeiro parto veio a decepção. Uma menina. Decepcionado, nada comentou com a esposa. No segundo, depois de uma gravidez tumultuada, veio o varão. Encheu-se de alegria. Com certeza, mais varões estavam para vir... [...]

                                   (GONÇALVES, David. Sangue verde. São Paulo: Sucesso Pocket, 2014. p. 114-115.)


    O Texto 5 tematiza a exploração e a ocupação da Amazônia. Uma experiência importante na colonização da Amazônia, envolvendo sonhos e projetos, foi a exploração do látex extraído do seringal. O chamado “Ciclo da Borracha”, no final do século XIX e início do século XX, atraiu muitos trabalhadores para aquela região, gerando enriquecimento rápido. Marque a alternativa que apresenta corretamente uma consequência dessa atividade econômica:
    Escolha uma alternativa para a questão 6ea660b0-34
  • 6E826CED-34

    História

    Expansão Comercial a Marítima: a busca de novos mundos
    PUC-GO · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO 3  

                                           O outro

         Ele me olhou como se estivesse descobrindo o mundo. Me olhou e reolhou em fração de segundo. Só vi isso porque estava olhando-o na mesma sintonia. A singularização do olhar. Tentei disfarçar virando o pescoço para a direita e para a esquerda, como se estivesse fazendo um exercício, e numa dessas viradas olhei rapidamente para ele no volante. Ele me olhava e volveu rapidamente os olhos, fingindo estar tirando um cisco da camisa. Era um ser de meia idade, os cabelos com alguns fios grisalhos, postura de gente séria, camisa branca, um cidadão comum que jamais flertaria com outra pessoa no trânsito. E assim, enquanto o semáforo estava no vermelho para nós, ficou esse jogo de olhares que não queriam se fixar, mas observar o outro espécime que nada tinha de diferente e ao mesmo tempo tinha tudo de diferente. Ele era o outro e isso era tudo. É como se, na igualdade de milhares de humanos, de repente, o ser se redescobrisse num outro espécime. Quando o semáforo ficou verde, nós nos olhamos e acionamos os motores. 

                                                  (GONÇALVES, Aguinaldo. Das estampas. São Paulo: Nankin, 2013. p. 130.)

    O Texto 3 se refere a olhar “como se estivesse descobrindo o mundo”. Essa forma de ver as coisas, realmente, ocorreu nas primeiras navegações às terras encontradas por Cristóvão Colombo que, inclusive, receberam a denominação de Novo Mundo. Assinale a alternativa correta acerca das transformações históricas que possibilitaram tais expedições:
    Escolha uma alternativa para a questão 6e826ced-34