Questões do ENEM: Ciências Humanas e Universidade Federal de Uberlândia (UFU-MG)
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0A528513-32 Não obstante, a indústria cultural permanece a indústria do divertimento. [...] A diversão é o prolongamento do trabalho sob o capitalismo tardio. Ela é procurada pelos que querem se subtrair aos processos de trabalho mecanizado, para que estejam de novo em condições de enfrentá‐lo. [...] O prazer congela‐se no enfado, pois que, para permanecer prazer, não deve exigir esforço algum, daí que deva caminhar estreitamente no âmbito das associações habituais. O espectador não deve trabalhar com a própria cabeça; o produto prescreve toda e qualquer reação: não pelo seu contexto objetivo — que desaparece tão logo se dirige à faculdade pensante — mas por meio de sinais. Toda conexão lógica que exija alento intelectual é escrupulosamente evitada. Os desenvolvimentos devem irromper em qualquer parte possível da situação precedente, e não da idéia do todo.ADORNO, Theodore. Indústria Cultural e Sociedade. São Paulo: Paz e Terra, 2002. p. 18-19.Sobre a noção de Indústria Cultural na Escola de Frankfurt, descrita acima por Adorno, assinale a alternativa correta.0A4FF4D6-32 Filosofia
Filosofia e a Grécia AntigaUFU-MG · 2024MédioEntre para guardar nos favoritosPois, sendo a natureza toda congênere e tendo a alma aprendido todas as coisas, nada impede que, tendo alguém rememorado uma só coisa – fato esse precisamente que os homens chamam aprendizado -, essa pessoa descubra todas as outras coisas, se for corajosa e não se cansar de procurar.PLATÃO. Mênon, São Paulo: Loyola, 2001. p.53.Considere o texto acima e assinale a alternativa INCORRETA sobre a teoria da reminiscência de Platão.0A4D22D9-32 Filosofia
A PolíticaUFU-MG · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos[...] Com isto torna-se manifesto que, durante o tempo em que os homens vivem sem um poder comum capaz de mantê-Ios todos em temor respeitoso, eles se encontram naquela condição a que se chama guerra; e uma guerra que é de todos os homens contra todos os homens. Pois a GUERRA não consiste apenas na batalha ou no ato de lutar, mas naquele lapso de tempo durante o qual a vontade de travar batalha é suficientemente conhecida. Portanto, a noção de tempo deve ser levada em conta na natureza da guerra, do mesmo modo que na natureza do clima. Porque tal como a natureza do mau tempo não consiste em dois ou três chuviscos, mas numa tendência para chover durante vários dias seguidos, também a natureza da guerra não consiste na luta real, mas na conhecida disposição para tal, durante todo o tempo em que não há garantia do contrário.THOMAS HOBBES. Leviatã ou matéria, forma e poder de uma República eclesiástica e civil. São Paulo: Martins Fontes, 2003, p.109.Sobre o estado de guerra de todos contra todos, segundo Hobbes, considere as asserções abaixo.I. Não há a possibilidade do desenvolvimento contínuo do trabalho e do cultivo da terra, das artes e das letras.II. Seres humanos são dotados muito desigualmente de forças e habilidades, razão pela qual os mais fortes se tornam mais poderosos.III. Seres humanos podem obter prazer apenas do convívio com seus amigos próximos.IV. Não há as noções de certo e de errado, de justo e de injusto e do que é meu e do que é teu.Assinale a alternativa que apresenta apenas asserções corretas.0A4AA39E-32 Filosofia
Conceitos FilosóficosUFU-MG · 2024MédioEntre para guardar nos favoritosMas há um [Deus] enganador, não sei quem, sumamente poderoso, sumamente astucioso que, por indústria, sempre me engana. Não há dúvida, portanto, de que eu, eu sou, também, se me engana: que me engane o quanto possa, nunca poderá fazer, porém, que eu nada seja, enquanto eu pensar que sou algo. De sorte que, depois de ponderar e examinar cuidadosamente todas as coisas, é preciso estabelecer finalmente que este enunciado eu, eu sou, eu, eu existo é necessariamente verdadeiro, todas as vezes que é por mim proferido ou concebido na mente.DESCARTES, R. Meditações sobre Filosofia Primeira. Campinas: Unicamp, 2004, p. 39.Sobre a trajetória meditativa de Descartes que o leva ao cogito, é INCORRETO afirmar que0A482485-32 Filosofia
Filosofia e a Grécia AntigaUFU-MG · 2024MédioEntre para guardar nos favoritosVernant, ao descrever uma das teorias que explicam o surgimento da filosofia grega antiga, diz: “Na terra jônica, o logos ter-se-ia desprendido bruscamente do mito, como as escamas caem dos olhos do cego. E à luz desta razão, uma vez por todas revelada, não teria mais deixado de iluminar os progressos do espírito humano. "Os filósofos jônios, escreve Burnet, abriram o caminho que a ciência depois só teve que seguir." E precisa, em outra passagem: "Seria inteiramente falso procurar as origens da ciência jônica numa concepção mítica qualquer."”VERNANT, J. P. As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002, p.71Considerando as principais teorias sobre o surgimento da filosofia, o texto acima se refere à teoria0A4577F1-32 Filosofia
A Experiência do SagradoUFU-MG · 2024MédioEntre para guardar nos favoritosSobre as verdades que são preâmbulos da fé e sobre a relação entre fé e razão, Tomás de Aquino afirma[...] portanto, deve-se dizer que a existência de Deus e as outras verdades referentes a Deus, acessíveis à razão natural, como diz o Apóstolo, não são artigos de fé, mas preâmbulos dos artigos. A fé pressupõe o conhecimento natural, como a graça pressupõe a natureza, e a perfeição o que é perfectível. No entanto, nada impede que aquilo que, por si, é demonstrável e compreensível, seja recebido como objeto de fé por aquele que não consegue apreender a demonstração.TOMÁS DE AQUINO, Suma Teológica. São Paulo: Loyola, 2009, p.165. V.1.Tomando como referência o excerto acima, assinale a alternativa correta.0A42EC06-32 Filosofia
Conceitos FilosóficosUFU-MG · 2024MédioEntre para guardar nos favoritosEfetivamente, em qualquer lugar onde olhares, a sabedoria te fala pelos vestígios que imprimiu em todas as suas obras. E quando recais de novo no amor às coisas exteriores, é valendo-se da própria beleza dos seres exteriores que ela te chama a teu interior. E isso a fim de que, vendo tudo quanto te encanta nos corpos e te seduz, através dos sentidos corporais, reconheças que está repleto de números. Ao indagares de onde vem isso, entra em ti mesmo e compreende tua impotência de julgar para o bem ou para o mal os objetos percebidos por teus sentidos. Pois não poderias aprovar ou desaprová-los, se não tivesses dentro de ti certas leis estéticas, às quais confrontas todas as belezas sensíveis do mundo exterior.SANTO AGOSTINHO, O Livre Arbítrio. São Paulo: Paulus, 1995, p.128.O acesso perceptivo à realidade exterior e sensível oferece um obstáculo ao conhecimento do que é inteligível, pois o inteligível tem natureza distinta do sensível. Marque a alternativa correta acerca da resposta de Santo Agostinho a esse problema. Para ele, a realidade exterior contém em sua natureza a beleza da criação e, ao ser percebida pela alma, favorece a possibilidade do reconhecimento das verdades inteligíveis0A406CB5-32 Filosofia
Conceitos FilosóficosUFU-MG · 2024MédioEntre para guardar nos favoritosSobre a revolução copernicana na filosofia de Immanuel Kant, é correto afirmar que o objeto do conhecimento96AAC028-C3 Geografia
Geografia EconômicaUFU-MG · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos“O capitalismo é uma religião de mero culto, sem dogma. O capitalismo desenvolveu-se no Ocidente como um parasita no cristianismo – não apenas no calvinismo, mas também como deve ser mostrado, nas várias correntes cristãs ortodoxas – de tal maneira que, no final, a história do cristianismo é essencialmente a de seu parasita, o capitalismo”.BENJAMIN, Walter. O capitalismo como religião. Adaptado de uma conferência de Michael Löwy na USP no dia 29 de setembro. Trad. GONÇALVES L. R. M. In: Folha de S.Paulo, Caderno Mais, domingo, 18 de setembro de 2005.Segundo Walter Benjamin, o capitalismo não representa apenas, como propõe Max Weber, uma forma de secularização da fé protestante, mas também seria ele próprio uma espécie de culto religioso, que se desenvolve de modo parasitário a partir do cristianismo e acaba por substituí-lo.
De acordo com os posicionamentos acima, o capitalismo apresenta as seguintes características, EXCETO,96A71FCE-C3 História
História GeralUFU-MG · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos“Quase toda a soma de nosso conhecimento, que de fato se deva julgar como verdadeiro e sólido conhecimento, consta de duas partes: o conhecimento de Deus e o conhecimento de nós mesmos. Como, porém, se entrelaçam com muitos elos, não é fácil, entretanto, discernir qual deles precede ao outro, e ao outro origina. [...] Por outro lado, é notório que o homem jamais chegue ao puro conhecimento de si mesmo até que haja antes contemplado a face de Deus, e da visão dele desça a examinar-se a si próprio [...].
CALVINO, João. As Institutas ou Tratado da Religião Cristã. São Paulo: Cultura Cristã. p. 47-48. (Adaptado)
A Reforma Protestante pode ser definida como um movimento de caráter essencialmente teológico com inúmeras consequências políticas e religiosas. Uma de suas causas foi a inquietação espiritual de parte do clero frente a crise clerical verificada em fins da Idade Média.
Em relação à Reforma Protestante, é correto afirmar que96A31C2B-C3 História
História GeralUFU-MG · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritos“A não violência é a maior força e a mais ativa do mundo [...] Uma pessoa que sabe expressar a não violência em sua vida exerce força superior a todas as forças da brutalidade [...]”Revista Paz e Terra, n. 6, ano II, p. 283. (Adaptado)Mahatma Gandhi destacou-se como um líder pacifista que acreditava que a independência indiana da Inglaterra seria conquistada a partir da não violência e da mobilização espiritual. Primeiro país a conseguir a independência após a Segunda Guerra Mundial, a Índia não conseguiu manter a sua unidade territorial.
Em relação a esse processo, é INCORRETO afirmar que969F5690-C3 História
Construção do Estado Liberal: Independência das Treze Colônias (EUA)UFU-MG · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritosDe acordo com Bernard Baylin, em seu livro As Origens Ideológicas da Revolução Americana, depois da promulgação da Lei do Selo, os colonos americanos começaram a pensar que havia uma conspiração inglesa para cercear as liberdades na América do Norte. E essa crença transformou o sentido da luta dos colonos e acelerou o movimento de oposição, que posteriormente acabou levando à independência e à criação dos Estado Unidos da América.Em relação à Lei do Selo, é correto afirmar que96953102-C3 História
Brasil Monárquico – Segundo Reinado 1831- 1889UFU-MG · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos“[...] foi o mais notável movimento popular do Brasil. O único em que as camadas mais inferiores da população conseguiram ocupar o poder de toda uma província com certa estabilidade. [...] primeira insurreição popular que passou da simples agitação para uma tomada efetiva de poder.”PRADO JÚNIOR, Caio. Evolução Política do Brasil e outros estudos. São Paulo: Brasiliense, 1975. p. 69. (Adaptado)A citação acima diz respeito à Cabanagem, uma das principais revoltas ocorridas no chamado Período Regencial Brasileiro. Acerca desse movimento, é correto afirmar que96928879-C3 História
História do BrasilUFU-MG · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos“A colonização brasileira tomou o aspecto de uma vasta empresa comercial que, apesar de ser mais complexa que o sistema de feitorias, manteve o mesmo caráter que essa, explorando os recursos naturais em proveito do comércio europeu. [...] Esse sentido da colonização explicará a formação e a evolução histórica dos trópicos americanos”.PRADO Júnior, Caio. História Econômica do Brasil. São Paulo: Brasiliense, 1962. p. 22-23. (Adaptado)De acordo com a teoria apresentada, o modelo colonizador implementado no Brasil apresentava as seguintes características, EXCETO,968FC9A3-C3 História
História GeralUFU-MG · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosA partir do século XI, observa-se em várias localidades da Europa Ocidental uma intensificação das atividades comerciais. Dentre os fatores que explicariam esse “renascimento comercial”, analise as informações abaixo.I. Uma forte diminuição demográfica, causada pela chamada peste negra e pelas chamadas invasões bárbaras.II. O aumento do número de cidades e da intensificação da divisão social do trabalho que ajudou no desenvolvimento do artesanato.III. O aumento da atividade bancária como atividade cada vez mais significativa para expansão do comércio.Em relação a essas informações, assinale a alternativa que apresenta as afirmativas corretas.968CEE22-C3 História
História GeralUFU-MG · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos“A apaixonada crença no progresso que professava o típico pensador iluminista refletia os aumentos visíveis no conhecimento e na técnica, na riqueza, no bem-estar e na civilização que podia ver em toda a sua volta e que, com certa justiça, atribuía ao avanço de suas ideias. No começo do século, as bruxas ainda eram queimadas; no final, os governos do Iluminismo, como o austríaco, já tinham abolido não só a tortura judicial, mas também a servidão”HOBSBAWN, Eric. A Era das Revoluções: 1789-1848. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982. p. 38.Considerando-se o Movimento Iluminista, são características desse movimento, EXCETO,9689D143-C3 História
História GeralUFU-MG · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosAs revoluções que abalaram a Inglaterra no século XVII caracterizaram a superação tanto do modo de produção feudal quanto do Antigo Regime e de suas instituições. Isso possibilitou o surgimento e o desenvolvimento de uma sociedade burguesa e a futura emergência da produção capitalista no país. Um dos principais nomes desse processo revolucionário foi o de Oliver Cromwell que, após um período de guerra civil, instaurou uma República que durou entre os anos 1649 e 1658.Considera-se como alguns dos principais feitos do período Cromwell, EXCETO,9687384E-C3 Filosofia
Conceitos FilosóficosUFU-MG · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritos[...] a palavra “bom”, de antemão, não se prende necessariamente a ações “não-egoístas”; como é a superstição daqueles genealogistas da moral. Em vez disso, somente com um declínio de juízos de valor aristocráticos acontece que essa oposição “egoísta” – “não-egoísta” se imponha mais e mais à consciência humana – é, para me servir de minha linguagem, o instinto de rebanho que, com ela, afinal, toma a palavra (e também as palavras).
NIETZSCHE, Friedrich. Para a genealogia da moral. Os Pensadores. Trad. LEBRUN, G. São Paulo: Nova Cultural, 1999. p. 342.De acordo com o conteúdo da citação, assinale a alternativa que nomeia um dos conceitos mais importantes da filosofia nietzschiana.96844424-C3 Filosofia
A PolíticaUFU-MG · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosPara a economia política, o salário corresponde aos custos e ao preço da produção de uma mercadoria. Na realidade, porém, não é o que ocorre. Para produzir uma determinada mercadoria, um trabalhador precisa de um certo número de horas (suponhamos, por exemplo, quatro horas) e seu salário será calculado a partir desse tempo; entretanto o trabalhador trabalha durante muito mais tempo (suponhamos, por exemplo, oito horas) e, consequentemente, produz muito mais mercadorias; estas, porém, não são computadas para o cálculo do salário, de modo que há um trabalho excedente não pago, isto é, não coberto pelo salário.CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Editora Ática, 2000. p. 545. (Adaptado)
O excerto acima sintetiza um dos mais importantes temas do pensamento marxista, o qual é definido como9680B91A-C3 Filosofia
A PolíticaUFU-MG · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos“Deveis saber, portanto, que existem duas formas de se combater: uma, pelas leis, outra, pela força. A primeira é própria do homem; a segunda, dos animais. Como, porém, muitas vezes a primeira não é suficiente, é preciso recorrer à segunda. [...] um príncipe obrigado a bem servir-se da natureza dos animais deve dela tirar as qualidades da raposa e do leão, pois este não tem defesa alguma contra laços, e a raposa, contra os lobos. Precisa, pois, ser raposa para conhecer os laços e leão para aterrorizar os lobos. Os que se fizeram unicamente leões não serão bem sucedidos”.
MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe. Trad. XAVIER, L. Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1973.Conforme o excerto acima, conclui-se que, para Maquiavel,