Questões do ENEM: Linguagens e Uso da Vírgula

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157 questões encontradas. Mostrando a página 1 de 8.

  • C184E52E-6F

    Português

    Pontuação
    UECE · 2026Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO I

    Profetas da Chuva: a sabedoria da natureza e a fé


    Imagem da questão de Português, da prova de 2026
     Imagem da questão de Português, da prova de 2026
    No trecho: “[...] uma coisa é certa: o sertanejo sempre olha para o céu na esperança de ver as nuvens carregadas de boas chuvas [...]” (linhas 82-84), a substituição dos dois-pontos ocorre, sem prejuízo semântico, em
    Escolha uma alternativa para a questão c184e52e-6f
  • F5F7B952-6E

    Português

    Análise sintática
    UFRGS · 2025Entre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.

    Q1_8.png (293×565)
    Q1_8_.png (292×224)
    Q1_8__.png (293×565)
    Q1_8___.png (296×209)


    Adaptado de KENEDY, E. Celulares não vão derreter o cérebro de seus filhosmas quase. Disponível em: <https://lefufrj.wordpress.com/2024/12/16/celulares-naovao-derreter-o-cerebro-de-seus-filhos-mas-quase/>.
    Acesso em: 25 ago. 2025.
    Considere as afirmações abaixo, sobre alternativas de reescrita de algumas frases do texto, fazendo-se os ajustes necessários dos sinais de pontuação e uso da letra maiúscula em cada caso.


    I - A oração Sempre que podíamos (l. 05) poderia ser deslocada para imediatamente depois da forma verbal jogar (l. 07).

    II - O advérbio Também (l. 16) poderia ser deslocado para imediatamente antes de era (l. 17).

    III- A oração é verdade (l. 88) poderia ser deslocada para imediatamente antes de Smartphones (l. 87).


    Quais dessas sugestões poderiam ser efetuadas sem alterar o sentido original da frase e mantendo-se sua correção gramatical?
    Escolha uma alternativa para a questão f5f7b952-6e
  • 056A6263-C4

    Português

    Coesão e coerência
    Centro Universitário das Faculdades Associadas de Ensino · 2025MédioEntre para guardar nos favoritos
    Se essa rua fosse minha...

        Era uma vez uma rua. As meninas brincavam de elástico e amarelinha. Os meninos, de gude e jogavam pelada. E todos, num pique, escondiam-se e pegavam bandeirinhas e colavam e subiam nos muros. Havia gente. O São João era uma festa. A alegria misturava-se aos mitos, aos medos, às amizades, aos namoros, às fofocas, às brigas, aos perdões.

        Então, deu na tevê que ninguém mais podia sair na rua, por causa de uma bactéria alienígena. Tudo arrefeceu, ao contrário do medo. As festas minguaram. O riso acabou. As ruas, vazias, atraíram a violência. Sem perceber, a geração seguinte passou a juventude inteira em casa, por medo da bactéria. E dizem que é assim até hoje.

    Disponível em <https://folhadabaixada.com.br/noticia/758/se-essa-ruafosse-minha>.
    Assinale a opção que apresenta uma declaração INCORRETA sobre o texto:
    Escolha uma alternativa para a questão 056a6263-c4
  • 1ED85065-E3

    Português

    Pontuação
    IF-PE · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    A questão refere-se ao texto a seguir.

    No dia em que o gato falou

          Era uma vez uma dama gentil e senil que tinha um gato siamês. Gato de raça, de bom-tom, de filiação, de ânimo cristão. Lindo gato, gato terno, amigo, pertencente a uma classe quase extinta de antigos deuses egípcios. Esse gato só faltava falar. Manso e inteligente, seu olhar era humano. Mas falar, não falava. E sua dona, triste, todo dia passava uma ou duas horas, repetindo sílabas e palavras para ele, na esperança de que um dia aquela inteligência que via em seu olhar explodisse em sons compreensivos e claros. Mas nada!

          A dama gentil e senil era, naturalmente, incapaz de compreender o fenômeno. Tanto mais que ali mesmo à sua frente, preso a um poleiro de ferro, estava um outro ser, também animal, inferior até ao gato, pois era somente uma pobre ave, mas que falava! Falava mesmo, muito mais do que devia. Um papagaio, que falava pelas tripas do Judas. Curiosa natureza, pensava a mulher, que fazia um gato quase humano, sem fala, e um papagaio cretino mas parlapatão. E quanto mais meditava mais tempo gastava com o gato no colo, tentando métodos, repetindo sílabas, redobrando cuidados para ver se conseguia que seu miado virasse fala.

          Exatamente no dia 16 de maio de 1958 foi que teve a ideia genial. Quando a ideia iluminou seu cérebro, veio acompanhada da crítica, autocrítica: “Mas, como não me ocorreu isso antes?”, perguntou ela para si própria, muito gentil e senil como sempre, mas agora também autopunitiva. “Como não me ocorreu isso antes?” O papagaio viu no brilho do olhar da dona o seu (dele) terrível destino e tentou escapar. Mas estava preso. Foi morto, depenado e cozinhado em menos de uma hora. Pois o raciocínio da mulher era lógico e científico: se desse ao gato o papagaio como alimentação, não era evidente que o gato começaria a falar? Era? Não era? Veria. O gato, a princípio, não quis comer o companheiro. Temendo ver fracassado o seu intuito, a dama gentil e senil procurou forçá-lo. Não conseguindo que o gato comesse o papagaio, bateulhe mesmo — horror! — pela primeira vez. Mas o gato se recusou. Duas horas depois, porém, vencido pela fome, aproximou-se do prato e engoliu o papagaio todo. Imediatamente subiu-lhe uma ânsia no estômago, ele olhou para a dona e, enquanto esta chorava de alegria, começou a gritar (num tom meio currupaco, meio miau-miau-au, mas perfeitamente compreensível):

         — Madame, foge pelo amor de Deus! Foge, madame, que o prédio vai cair! Corre, madame, que o prédio vai cair!

        A mulher, tremendo de emoção e alegria, chorando e rindo, pôs-se a gritar por sua vez:
       
        — Vejam, vejam, meu gatinho fala! Milagre! Milagre! Fala o meu gatinho!

        Mas o gato, fugindo ao seu abraço, saltou para a janela e gritou de novo:

         — Foge, madame, que o prédio vai cair! Madame, foge! — e pulou para a rua.

         Nesse momento, com um estrondo monstruoso, o prédio inteiro veio abaixo, sepultando a dama gentil e senil em meio aos seus escombros.

        O gato, escondido melancolicamente num terreno baldio, ficou vendo o tumulto diante do desastre e comentou apenas, com um gato mais pobre que passava:

         — Veja só que cretina. Passou vida inteira para me fazer falar e, no momento em que falei, não me prestou a mínima atenção.


    Moral: O mal do artista é não acreditar na própria criação.


    FERNANDES, Millôr. In: Antologia do Pasquim, volume III: 1973-1974. Rio de Janeiro: Desiderata, 2009.
    Analise o uso das vírgulas no período a seguir.


    Mas o gato, fugindo ao seu abraço, saltou para a janela e gritou de novo: — Foge, madame, que o prédio vai cair! Madame, foge! — e pulou para a rua.


    Considerando o uso de vírgulas no português escrito padrão,
    Escolha uma alternativa para a questão 1ed85065-e3
  • D370B182-75

    Português

    Análise sintática
    Faculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo · 2024Entre para guardar nos favoritos

    Leia o trecho inicial do conto “Evolução”, de Machado de Assis, para responder à questão


        Chamo-me Inácio; ele, Benedito. Não digo o resto dos nossos nomes por um sentimento de compostura, que toda a gente discreta apreciará. Inácio basta. Contentem-se com Benedito. Não é muito, mas é alguma coisa, e está com a filosofia de Julieta: “Que valem nomes, perguntava ela ao namorado. A rosa, como quer que se lhe chame, terá sempre o mesmo cheiro.” Vamos ao cheiro do Benedito.



        E desde logo assentemos que ele era o menos Romeu deste mundo. Tinha quarenta e cinco anos, quando o conheci; não declaro em que tempo, porque tudo neste conto há de ser misterioso e truncado. Quarenta e cinco anos, e muitos cabelos pretos; para os que o não eram, usava um processo químico, tão eficaz que não se lhe distinguiam os pretos dos outros — salvo ao levantar da cama; mas ao levantar da cama não aparecia a ninguém. Tudo mais era natural, pernas, braços, cabeça, olhos, roupa, sapatos, corrente do relógio e bengala. O próprio alfinete de diamante, que trazia na gravata, um dos mais lindos que tenho visto, era natural e legítimo; custou-lhe bom dinheiro; eu mesmo o vi comprar na casa do... lá me ia escapando o nome do joalheiro; — fiquemos na rua do Ouvidor.



        Moralmente, era ele mesmo. Ninguém muda de caráter, e o do Benedito era bom, — ou para melhor dizer, pacato. Mas, intelectualmente, é que ele era menos original. Podemos compará-lo a uma hospedaria bem afreguesada, aonde iam ter ideias de toda parte e de toda sorte, que se sentavam à mesa com a família da casa. Às vezes, acontecia acharem--se ali duas pessoas inimigas, ou simplesmente antipáticas; ninguém brigava, o dono da casa impunha aos hóspedes a indulgência recíproca. Era assim que ele conseguia ajustar uma espécie de ateísmo vago com duas irmandades que fundou, não sei se na Gávea, na Tijuca ou no Engenho Velho. Usava assim, promiscuamente, a devoção, a irreligião e as meias de seda. Nunca lhe vi as meias, note-se; mas ele não tinha segredos para os amigos.


    (Machado de Assis. Contos: uma antologia, 1998.)


    A vírgula marca uma pausa de pequena duração e é empregada, entre outras possibilidades, para indicar a supressão de uma palavra. Verifica-se o emprego de vírgula para assinalar a supressão de um verbo em:
    Escolha uma alternativa para a questão d370b182-75
  • 39044921-03

    Português

    Interpretação de Textos
    UECE · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos
    Texto II

    Ismália


    Quando Ismália enlouqueceu,
    Pôs-se na torre a sonhar...
    Viu uma lua no céu,
    Viu outra lua no mar.


    No sonho em que se perdeu,
    Banhou-se toda em luar...
    Queria subir ao céu,
    Queria descer ao mar...


    E, no desvario seu,
    Na torre pôs-se a cantar...
    Estava perto do céu,
    Estava longe do mar...


    E como um anjo pendeu
    As asas para voar...
    Queria a lua do céu,
    Queria a lua do mar...


    As asas que Deus lhe deu
    Ruflaram de par em par...
    Sua alma subiu ao céu,
    Seu corpo desceu ao mar...


    GUIMARAENS, Alphonsus de. Ismália. In: MOISÉS, Massaud. A literatura Brasileira através dos Textos. 2.ed. São Paulo: Cultrix, 1973. p.318-324.
    Considerando a pontuação do texto II, assinale a afirmação verdadeira.
    Escolha uma alternativa para a questão 39044921-03
  • 38F9E564-03

    Português

    Pontuação
    UECE · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO 1


    81% dos adolescentes têm dois ou mais fatores de risco para saúde, aponta pesquisa da UFMG e Unifesp


    Q1_8.png (328×433)
    Q_1_8.png (325×392)
    Q__1_8.png (320×121)


    Do HOJE EM DIA - portal@hojeemdia.com.br em 18/07/2024 . Adaptado.
    A vírgula em “Segundo os pesquisadores, o comportamento que mais preocupa é a falta de atividade física [...].” é empregada pelo mesmo motivo da utilizada no trecho
    Escolha uma alternativa para a questão 38f9e564-03
  • EE32D040-7B

    Português

    Coesão e coerência
    UFRGS · 2023Entre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2023

    Imagem da questão de Português, da prova de 2023

    Imagem da questão de Português, da prova de 2023

    Imagem da questão de Português, da prova de 2023


    Considere as afirmações abaixo, sobre alternativas de reescrita de algumas frases do texto, fazendo os ajustes necessários dos sinais de pontuação em cada caso.


    I - O advérbio banalmente (l. 45) poderia ser deslocado para imediatamente depois de Homero (l. 46).

    II - O advérbio hoje (l. 45) poderia ser deslocado para imediatamente depois de chegam (l. 46).

    III- A expressão com certeza (l. 48) poderia ser deslocada para imediatamente depois de que (l. 51).


    Quais alterações poderiam ser efetuadas sem acarretar mudança de sentido na frase original?

    Escolha uma alternativa para a questão ee32d040-7b
  • EE2DC217-7B

    Português

    Coesão e coerência
    UFRGS · 2023Entre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2023

    Imagem da questão de Português, da prova de 2023

    Imagem da questão de Português, da prova de 2023

    Imagem da questão de Português, da prova de 2023


    Considere as seguintes sugestões de alterações na pontuação do texto.

    I - Inserção de uma vírgula antes de ressalta (l. 20).
    II - Substituição dos travessões das linhas 24 e 25 por parênteses.
    III- Eliminação das vírgulas depois de Homero (l. 39) e depois de cantados (l. 40).


    Quais dessas sugestões poderiam ser efetuadas sem alterar o sentido original da frase e mantendose sua correção gramatical?
    Escolha uma alternativa para a questão ee2dc217-7b
  • 296D8212-7A

    Português

    Análise sintática
    UFRGS · 2023Entre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão refere-se ao Texto 2.


    Texto 2

    Q9_15.png (308×632)
    Q9_15_.png (301×177)
    Q9_15__.png (304×389)



    Adaptado de: OLIVEIRA JR., M. O que é entonação? In: OTHERO, G. A.; FLORES, V. N. O que sabemos sobre a linguagem? São Paulo: Parábola, 2022.
    Considere as afirmações abaixo, sobre alternativas de reescrita de algumas frases do texto, fazendo os ajustes necessários de letras maiúsculas e minúsculas.


    I - Deslocamento de Também (l. 30) para imediatamente depois de possível (l. 30).

    II - Deslocamento de por exemplo (l. 57-58) para imediatamente depois de pontuação (l. 58).

    III- Deslocamento de expressamente (l. 70) para imediatamente depois de sendo (l. 70).


    Quais dessas alterações acarretam mudança de sentido na frase original?
    Escolha uma alternativa para a questão 296d8212-7a
  • 2959F7B0-7A

    Português

    Pontuação
    UFRGS · 2023Entre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão está relacionada ao texto 1.


    Q1_8.png (312×528)
    Q1_8_.png (309×289)
    Q__8__.png (308×73)


    Adaptado de: ASSIS BRASIL, L. A. O pintor de retratos. Porto Alegre: L&PM, 2002.
    Considere as afirmações abaixo.


    I - A inserção de uma vírgula depois de vagava (l. 08) não altera o sentido original da frase e mantém sua correção gramatical.

    II - Todos os travessões do sexto parágrafo são usados para marcarem falas dos personagens.

    III- A substituição da vírgula antes de entretanto (l. 39) por um ponto e vírgula não altera o sentido original da frase e mantém sua correção gramatical.


    Quais estão corretas?
    Escolha uma alternativa para a questão 2959f7b0-7a
  • 4AC9B1EE-75

    Português

    Coesão e coerência
    Faculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo · 2023Entre para guardar nos favoritos
        O dentista me passou a receita de remédio para ajudar a cicatrizar melhor uma pequena cirurgia. Parei na primeira farmácia. Aliás, uma grande farmácia, pertencente a uma dessas redes. Farmácia se tornou supermercado. A gente entra, recebe cestinha, procura os remédios nas gôndolas. E importamos o costume norte-americano de drugstore. Tem de tudo, de remédios a bolachas, leite em pó, calcinha e sutiãs, refrigerantes. Aguardem: cachorro-quente!
        Pois o jovem que me serviu apanhou a receita, olhou, reolhou e perguntou:

       — O que está escrito aqui?
       — O nome do remédio.
       — Sei, mas qual é o remédio?
       — Você é quem tem de saber.
       — Mas como vou saber, se não entendo a letra?
       — Acho que deve ser... Periogard... Isto? Existe um remédio com esse nome?
       — Vou ver.
       Ele foi. Olhou o que foi possível no P. E voltou.
       — Não temos.
       — Acabou ou está em falta?
       — Está em falta.
       Deixei por isso mesmo e continuei. Parei na próxima. Também o jovem olhou, reolhou, cochichou com outro que deu uma vista na receita.
        — Não temos.
        — Que remédio mesmo é? — É esse que está escrito aí. — Sei. Mas não entendo letra de médico.     — Nem eu. Por que não escreveu à máquina?
      Continuei mais um pouco, mas desisti. E fui para casa, pensando naqueles tempos em que o farmacêutico lia qualquer letra. E os médicos pareciam fazer de propósito aqueles garranchos, para colocar à prova o pobre boticário. Que, por sua vez, não dava o braço a torcer. Olhava, e sabia o medicamento. Pode ser que muita gente tenha tomado aquilo que o farmacêutico entendeu e que nem sempre correspondia ao prescrito. Mas, era batata, não falhava. Em Araraquara, de vez em quando, a professora apanhava a prova de um aluno:
          — Que letrinha, hein? Vai ser médico? O que pensa? Que o professor é farmacêutico?
        Eram duas castas bem estabelecidas. Os médicos com as letras ruins e os farmacêuticos que decifravam tudo, champolions1 dedicados. Muitas vezes imaginei que houvesse um conluio, principalmente quando se deixava a receita para aviar2 . Na calada da noite, o farmacêutico batendo à porta do médico e pedindo: “Socorro, doutor. Pode me decifrar as receitas de hoje?” E lá ficavam os dois, labutando.
       Hoje, médicos usam computadores. E as farmácias têm tantos, mas tantos remédios, que é impossível se guardar o nome de todos. Há pilhas de listas, grossíssimas. Ou o povo anda muito doente ou o melhor negócio do mundo é montar um laboratório e em seguida uma farmácia.

    (Ignácio de Loyola Brandão. Crônicas para ler na escola, 2010.)

    1     champolion: Jean-François Champollion, principal responsável pela decifração dos hieróglifos egípcios.

    2    aviar: preparar um medicamento segundo uma prescrição.
    “Parei na primeira farmácia. Aliás, uma grande farmácia, pertencente a uma dessas redes. Farmácia se tornou supermercado.” (1o parágrafo)

    No contexto em que se insere, o termo sublinhado expressa ideia de
    Escolha uma alternativa para a questão 4ac9b1ee-75
  • 4AC72C37-75

    Português

    Pontuação
    Faculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo · 2023Entre para guardar nos favoritos
        O dentista me passou a receita de remédio para ajudar a cicatrizar melhor uma pequena cirurgia. Parei na primeira farmácia. Aliás, uma grande farmácia, pertencente a uma dessas redes. Farmácia se tornou supermercado. A gente entra, recebe cestinha, procura os remédios nas gôndolas. E importamos o costume norte-americano de drugstore. Tem de tudo, de remédios a bolachas, leite em pó, calcinha e sutiãs, refrigerantes. Aguardem: cachorro-quente!
        Pois o jovem que me serviu apanhou a receita, olhou, reolhou e perguntou:

       — O que está escrito aqui?
       — O nome do remédio.
       — Sei, mas qual é o remédio?
       — Você é quem tem de saber.
       — Mas como vou saber, se não entendo a letra?
       — Acho que deve ser... Periogard... Isto? Existe um remédio com esse nome?
       — Vou ver.
       Ele foi. Olhou o que foi possível no P. E voltou.
       — Não temos.
       — Acabou ou está em falta?
       — Está em falta.
       Deixei por isso mesmo e continuei. Parei na próxima. Também o jovem olhou, reolhou, cochichou com outro que deu uma vista na receita.
        — Não temos.
        — Que remédio mesmo é? — É esse que está escrito aí. — Sei. Mas não entendo letra de médico.     — Nem eu. Por que não escreveu à máquina?
      Continuei mais um pouco, mas desisti. E fui para casa, pensando naqueles tempos em que o farmacêutico lia qualquer letra. E os médicos pareciam fazer de propósito aqueles garranchos, para colocar à prova o pobre boticário. Que, por sua vez, não dava o braço a torcer. Olhava, e sabia o medicamento. Pode ser que muita gente tenha tomado aquilo que o farmacêutico entendeu e que nem sempre correspondia ao prescrito. Mas, era batata, não falhava. Em Araraquara, de vez em quando, a professora apanhava a prova de um aluno:
          — Que letrinha, hein? Vai ser médico? O que pensa? Que o professor é farmacêutico?
        Eram duas castas bem estabelecidas. Os médicos com as letras ruins e os farmacêuticos que decifravam tudo, champolions1 dedicados. Muitas vezes imaginei que houvesse um conluio, principalmente quando se deixava a receita para aviar2 . Na calada da noite, o farmacêutico batendo à porta do médico e pedindo: “Socorro, doutor. Pode me decifrar as receitas de hoje?” E lá ficavam os dois, labutando.
       Hoje, médicos usam computadores. E as farmácias têm tantos, mas tantos remédios, que é impossível se guardar o nome de todos. Há pilhas de listas, grossíssimas. Ou o povo anda muito doente ou o melhor negócio do mundo é montar um laboratório e em seguida uma farmácia.

    (Ignácio de Loyola Brandão. Crônicas para ler na escola, 2010.)

    1     champolion: Jean-François Champollion, principal responsável pela decifração dos hieróglifos egípcios.

    2    aviar: preparar um medicamento segundo uma prescrição.
    Verifica-se o emprego de vírgula para separar elementos de uma enumeração em:
    Escolha uma alternativa para a questão 4ac72c37-75
  • D319A894-74

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2023Entre para guardar nos favoritos
    Leia o artigo “Sobre homens e ratos”, do médico Drauzio Varella, para responder à questão.

            Mulheres e homens têm apenas 30 mil genes! A divulgação desse dado pelo Projeto Genoma foi um balde de água fria no orgulho humano: imaginávamos que fossem pelo menos 100 mil. Se as moscas têm 13 mil genes, qualquer verme, 20 mil, um abacateiro, 25 mil, e os camundongos que caçamos nas ratoeiras têm 30 mil, 100 mil para nós parecia uma estimativa razoável. Afinal, não foi culpa nossa havermos sido criados à imagem e semelhança de Deus. A bem da verdade, já sabíamos que cerca de 98% de nossas sequências de DNA são idênticas às dos chimpanzés. Mas chimpanzés são animais políticos que formam comunidades com culturas próprias, uti lizam instrumentos rudimentares e matam seus semelhantes premeditadamente. São, por assim dizer, seres mais humanos. Admitir, no entanto, que nosso genoma é formado pelo mesmo número de genes dos ratos, e que somente 300 genes são responsáveis pelas diferenças entre nós e eles, constitui humilhação inaceitável.

            A visão antropocêntrica, segundo a qual a vida na Terra teria evoluído dos seres unicelulares para indivíduos cada vez mais complexos até chegar ao homem, é um mau entendi mento das leis da natureza. No “ranking” evolutivo, não existe primeira posição. A prova é que as bactérias foram os primeiros habitantes do planeta e não só ainda estão por aí como representam mais da metade da biomassa terrestre, isto é, se somarmos o peso de cada uma, obteremos mais da metade da massa de todos os demais seres vivos somados, incluindo árvores, elefantes e baleias. O Homo sapiens é simplesmente uma entre milhões de espécies. Nascemos há 5 milhões de anos, um segundo evolutivo comparado aos 4 bilhões de anos das bactérias. Não fizemos nenhuma falta à vida na Terra durante praticamente toda a existência dela e, se um dia formos extintos, nenhuma formiga, cigarra ou besouro chorará a nossa ausência. A evolução continuará seu caminho inexorável de competição e seleção natural, como ensinaram Charles Darwin e Alfred Wallace.

            Na verdade, os números do Projeto Genoma são lógicos. Os seres vivos mantêm a quase totalidade de seus genes ocupados na execução das tarefas do dia a dia: respiração, circulação, movimentação, digestão, excreção e produção de energia, entre outras. Muitos desses genes são tão essenciais ao trabalho doméstico que a evolução os preservou praticamente intactos de um ser vivo para outro. Entender a razão pela qual temos 30 mil genes como os ratos é fácil: eles são mamíferos como nós e apresentam fisiologia tão semelhante à nossa que podem ser utilizados em experiências para entender a fisiologia humana. O que intriga na evolução não é a proximidade genética entre as espécies, mas os genes responsáveis pelas diferenças.

    (Drauzio Varella. Borboletas da alma: escritos sobre ciência e saúde, 2006. Adaptado.)
    Verifica-se o emprego de vírgula para assinalar a elipse de um verbo em:
    Escolha uma alternativa para a questão d319a894-74
  • A8F1C18D-03

    Português

    Pontuação
    UERJ · 2023MédioEntre para guardar nos favoritos

    A QUESTÃO REFERE-SE AO ROMANCE O MEU AMIGO PINTOR, DE LYGIA BOJUNGA (Rio de Janeiro: Casa Lygia Bojunga, 2015).

    Gente, casa, livro, é sempre igual: primeiro eu fico olhando pra cor do olho, da porta, da capa; (p. 10)

    Olhei, olhei, toca a olhar. E de repente eu entendi direitinho o que ele tinha falado! (p. 11)

    Considerando a organização das palavras nos trechos sublinhados, o emprego das vírgulas indica as funções, respectivamente, de:
    Escolha uma alternativa para a questão a8f1c18d-03
  • D6EC3C00-C0

    Português

    Pontuação
    PUC - RS · 2023MédioEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO 1

    1_- 22 1.png (375×750)

    Adaptado de: LUC, Mauren
    Após AVC, médica se forma usando comunicação
    por piscadas em aula e estágio.
    Disponível em: https://bit.ly/3F6WLQu.
    Acesso em: 03 maio 2022.
    Sobre o emprego de vírgulas no texto 1, assinale a alternativa correta: 
    Escolha uma alternativa para a questão d6ec3c00-c0
  • DBD53E17-8B

    Português

    Análise sintática
    UNESP · 2022Entre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia o trecho de um ensaio de Michel de Montaigne (1533-1592).


        Há alguma razão em fazer o julgamento de um homem pelos aspectos mais comuns de sua vida; mas, tendo em vista a natural instabilidade de nossos costumes e opiniões, muitas vezes me pareceu que mesmo os bons autores estão errados em se obstinarem em formar de nós uma ideia constante e sólida. Escolhem um caráter universal e, seguindo essa imagem, vão arrumando e interpretando todas as ações de um personagem, e, se não conseguem torcê-las o suficiente, atribuem-nas à dissimulação. Creio mais dificilmente na constância dos homens do que em qualquer outra coisa, e em nada mais facilmente do que na inconstância. Quem os julgasse nos pormenores e separadamente, peça por peça, teria mais ocasiões de dizer a verdade.

        Em toda a Antiguidade é difícil escolher uma dúzia de homens que tenham ordenado sua vida num projeto definido e seguro, que é o principal objetivo da sabedoria. Pois para resumi-la por inteiro numa só palavra e abranger em uma só todas as regras de nossa vida, “a sabedoria”, diz um antigo, “é sempre querer a mesma coisa, é sempre não querer a mesma coisa”, “eu não me dignaria”, diz ele, “a acrescentar ‘contanto que a tua vontade esteja certa’, pois se não está certa, é impossível que sempre seja uma só e a mesma.” Na verdade, aprendi outrora que o vício é apenas o desregramento e a falta de moderação; e, por conseguinte, é impossível o imaginarmos constante. É uma frase de Demóstenes, dizem, que “o começo de toda virtude são a reflexão e a deliberação, e seu fim e sua perfeição, a constância”. Se, guiados pela reflexão, pegássemos certa via, pegaríamos a mais bela, mas ninguém pensa antes de agir: “O que ele pediu, desdenha; exige o que acaba de abandonar; agita-se e sua vida não se dobra a nenhuma ordem.”


    (Michel de Montaigne. Os ensaios: uma seleção, 2010. Adaptado.)
    “o começo de toda virtude são a reflexão e a deliberação, e seu fim e sua perfeição, a constância” (2° parágrafo)


    Nesse trecho, a segunda vírgula é empregada com a finalidade de
    Escolha uma alternativa para a questão dbd53e17-8b
  • 7279C281-7B

    Português

    Pontuação
    UFRGS · 2022Entre para guardar nos favoritos

    Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.



    Imagem da questão de Português, da prova de 2022

    Imagem da questão de Português, da prova de 2022


    Observe as seguintes afirmações sobre o emprego de sinais de pontuação, considerando o sentido original da frase e sua correção gramatical.



    I - Substituição dos dois pontos da linha 29 por um ponto final.


    II - Substituição dos dois pontos da linha 38 por uma vírgula.


    III- Supressão da vírgula imediatamente depois de diz (l. 44).



    Quais estão corretas?

    Escolha uma alternativa para a questão 7279c281-7b
  • 7261D95C-7B

    Português

    Coesão e coerência
    UFRGS · 2022Entre para guardar nos favoritos

    Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. 



    Imagem da questão de Português, da prova de 2022

    O deslocamento de segmentos de um texto pode ou não afetar as relações de sentido estabelecidas. Assinale a alternativa em que o deslocamento de segmentos, considerando os ajustes com maiúscula, minúscula e pontuação, mantém as relações de sentido no contexto em que ocorrem.
    Escolha uma alternativa para a questão 7261d95c-7b
  • B2F7BFE3-75

    Português

    Pontuação
    Faculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo · 2022Entre para guardar nos favoritos
    Leia a fábula “O cão convidado para jantar”, de Esopo, para responder à questão.


       Um homem preparava um jantar para receber à mesa um amigo íntimo. E o cão dele chamou outro cão, dizendo: “Amigo, vem jantar aqui comigo.” Ele foi e, enquanto contemplava feliz o grande jantar, exclamava intimamente: “Uau!, que alegria inesperada me apareceu bem agora! Vou me banquetear à farta e comer tanto que amanhã não terei fome nenhuma!” O cão dizia isso para si e, ao mesmo tempo, abanava o rabo, confiante no amigo. Mas o cozinheiro, quando viu aquele rabo se movimentando para lá e para cá, agarrou o cão pelas patas e, num átimo, o arremessou para fora, pela janela. Após o baque, ele foi embora, ganindo muito. Então um dos cães que toparam com ele no caminho perguntou: “Como foi o jantar, amigo?” Ele respondeu: “Exagerei na bebida e fiquei tão bêbado que nem mesmo sei por onde foi que eu saí.”


    (Fábulas completas, 2013.)
    Verifica-se o emprego de vírgula para separar um vocativo no seguinte trecho:
    Escolha uma alternativa para a questão b2f7bfe3-75