Questões do ENEM: Linguagens e Interpretação de Textos
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9.017 questões encontradas. Mostrando a página 164 de 451.
2408F8A6-B9 Considere o poema do livro A cinza das horas, de Manuel Bandeira.OceanoOlho a praia. A treva é densa.Ulula o mar, que não vejo,Naquela voz sem consolo,Naquela tristeza imensaQue há na voz do meu desejo.E nesse tom sem consoloOuço a voz do meu destino:Má sina que desconheço,Vem vindo desde eu menino,Cresce quanto em anos cresço.— Voz de oceano que não vejoDa praia do meu desejo...(Estrela da vida inteira. 20. ed. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1993)Acerca desse poema, está correto o que se afirma em:2404EC5F-B9 Português
Coesão e coerênciaUniversidade Virtual de São Paulo · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o trecho de São Bernardo, de Graciliano Ramos, para responder às questão.Conforme declarei, Madalena possuía um excelente coração. Descobri nela manifestações de ternura que me sensibilizaram. E, como sabem, não sou homem de sensibilidades. É certo que tenho experimentado mudanças nestes dois últimos anos. Mas isto passa.(S. Bernardo. 93. ed. Rio de Janeiro, Record, 2012)
“Descobri nela manifestações de ternura que me sensibilizaram.”Está escrito em consonância com o conteúdo dessa frase e com uma forma verbal na voz passiva o que se encontra em:24015FB2-B9 Português
Interpretação de TextosUniversidade Virtual de São Paulo · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o trecho de São Bernardo, de Graciliano Ramos, para responder às questão.Conforme declarei, Madalena possuía um excelente coração. Descobri nela manifestações de ternura que me sensibilizaram. E, como sabem, não sou homem de sensibilidades. É certo que tenho experimentado mudanças nestes dois últimos anos. Mas isto passa.(S. Bernardo. 93. ed. Rio de Janeiro, Record, 2012)
Em São Bernardo, o narrador, Paulo Honório, conta de seu relacionamento com a esposa, Madalena; relacionamento conflituoso, marcado pelo ciúme excessivo do marido, o que evidenciava o modo como ele23FE3C97-B9 Português
Interpretação de TextosUniversidade Virtual de São Paulo · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o trecho de Macunaíma, narrativa de Mário de Andrade.Nem bem pisou na praia e se ergueu na frente dele um monstro. Era o bicho Pondê um jurucutu do Solimões que virava gente de-noite e engolia os estradeiros. Porém Macunaíma pegou na flecha que tinha na ponta a cabeça chata da formiga santa chamada curupê e nem fez pontaria, acertou que foi uma beleza. O bicho Pondê estourou virando coruja.(Macunaíma – o herói sem nenhum caráter. Ed. crítica de Telê Porto Ancona Lopez, 1988)Esse trecho evidencia uma característica comum à composição de Macunaíma, que é23F731E9-B9 Português
Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)Universidade Virtual de São Paulo · 2018FácilEntre para guardar nos favoritosLeia o trecho de Til, romance de José de Alencar, para responder às questão.Era ela de pequena estatura e tão delgada e flexível no talhe, que dobrava-se como o junco da várzea. As formas da graciosa pubescência, que um corpinho justo debuxaria1 em doce e palpitante relevo, as dissimulava o frouxo corte de uma jaqueta de flanela escarlate com mangas compridas, e desabotoada sobre um camisote liso, cujos largos colarinhos se rebatiam sobre os ombros, à feição dos que usavam então os meninos de escola.Os grandes olhos, negros, claros e serenos, como um lago cristalino imerso na sombra, não podiam negar que fossem de mulher: tinham a diáfana2 profundidade do céu, cheia de enlevos e mistérios.A boca mimosa e breve, conhecia-se que fora vazada no molde do beijo e do sorriso. Mas quando o brinco iluminava essa fisionomia, e o capricho quebrava-lhe a harmonia das linhas do suave perfil, era cobrir-se com a máscara do rapazinho estouvado, que ela teria sido sem dúvida, se a natureza não lhe trocasse o destino.(Til. www.dominiopublico.gov.br)1 um corpinho justo debuxaria: um corpete justo mostraria;2 diáfana: que permite a passagem da luz; transparente, límpida.Constata-se a presença de uma construção hipotética em:23F44417-B9 Português
Interpretação de TextosUniversidade Virtual de São Paulo · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o trecho de Til, romance de José de Alencar, para responder às questão.Era ela de pequena estatura e tão delgada e flexível no talhe, que dobrava-se como o junco da várzea. As formas da graciosa pubescência, que um corpinho justo debuxaria1 em doce e palpitante relevo, as dissimulava o frouxo corte de uma jaqueta de flanela escarlate com mangas compridas, e desabotoada sobre um camisote liso, cujos largos colarinhos se rebatiam sobre os ombros, à feição dos que usavam então os meninos de escola.Os grandes olhos, negros, claros e serenos, como um lago cristalino imerso na sombra, não podiam negar que fossem de mulher: tinham a diáfana2 profundidade do céu, cheia de enlevos e mistérios.A boca mimosa e breve, conhecia-se que fora vazada no molde do beijo e do sorriso. Mas quando o brinco iluminava essa fisionomia, e o capricho quebrava-lhe a harmonia das linhas do suave perfil, era cobrir-se com a máscara do rapazinho estouvado, que ela teria sido sem dúvida, se a natureza não lhe trocasse o destino.(Til. www.dominiopublico.gov.br)1 um corpinho justo debuxaria: um corpete justo mostraria;2 diáfana: que permite a passagem da luz; transparente, límpida.O trecho corresponde à apresentação de Berta, protagonista do romance. Ela é descrita como23EEACEA-B9 Português
Interpretação de TextosUniversidade Virtual de São Paulo · 2018FácilEntre para guardar nos favoritosLeia o parágrafo inicial do artigo de Washington Araujo, para responder às questão.A cultura de massa que temos está umbilicalmente conectada com a pauta apresentada instante a instante em algum dos veículos de comunicação em massa. Nada lhe escapa e, por isso mesmo, enorme é sua responsabilidade na criação da geração-consumo que temos “em nós” e também “diante de nós”. Tendo como cenário as mudanças climáticas, a degradação ambiental e os extremos corrosivos da riqueza e da pobreza, a transformação de uma cultura de consumismo irrestrito para uma cultura de sustentabilidade ganhou força em grande parte graças aos esforços das organizações da sociedade civil e agências governamentais no mundo inteiro. A par com essas forças, e mesmo permeando-as, temos o poder de influência e onipresença da mídia.(Observatório da imprensa. no 623. http://observatoriodaimprensa.com.br. 04.01.2011)Assinale a alternativa que apresenta uma palavra empregada no texto com sentido figurado, acompanhada, entre parênteses, de um sinônimo que se ajusta ao contexto.23EBCBDA-B9 Português
Interpretação de TextosUniversidade Virtual de São Paulo · 2018FácilEntre para guardar nos favoritosLeia o parágrafo inicial do artigo de Washington Araujo, para responder às questão.A cultura de massa que temos está umbilicalmente conectada com a pauta apresentada instante a instante em algum dos veículos de comunicação em massa. Nada lhe escapa e, por isso mesmo, enorme é sua responsabilidade na criação da geração-consumo que temos “em nós” e também “diante de nós”. Tendo como cenário as mudanças climáticas, a degradação ambiental e os extremos corrosivos da riqueza e da pobreza, a transformação de uma cultura de consumismo irrestrito para uma cultura de sustentabilidade ganhou força em grande parte graças aos esforços das organizações da sociedade civil e agências governamentais no mundo inteiro. A par com essas forças, e mesmo permeando-as, temos o poder de influência e onipresença da mídia.(Observatório da imprensa. no 623. http://observatoriodaimprensa.com.br. 04.01.2011)Opõem-se, no texto, os conceitos de23E90BBD-B9 Português
Interpretação de TextosUniversidade Virtual de São Paulo · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o parágrafo inicial do artigo de Washington Araujo, para responder às questão.A cultura de massa que temos está umbilicalmente conectada com a pauta apresentada instante a instante em algum dos veículos de comunicação em massa. Nada lhe escapa e, por isso mesmo, enorme é sua responsabilidade na criação da geração-consumo que temos “em nós” e também “diante de nós”. Tendo como cenário as mudanças climáticas, a degradação ambiental e os extremos corrosivos da riqueza e da pobreza, a transformação de uma cultura de consumismo irrestrito para uma cultura de sustentabilidade ganhou força em grande parte graças aos esforços das organizações da sociedade civil e agências governamentais no mundo inteiro. A par com essas forças, e mesmo permeando-as, temos o poder de influência e onipresença da mídia.(Observatório da imprensa. no 623. http://observatoriodaimprensa.com.br. 04.01.2011)O tema central apresentado no parágrafo é:23DEFA80-B9 Português
Interpretação de TextosUniversidade Virtual de São Paulo · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o trecho da notícia publicada no site da Revista Galileu, em julho de 2017, para responder à questão.Marvel criará primeiro super-herói chinês protagonista em HQsA Marvel vai criar, em parceria com a chinesa NetEase, o primeiro super-herói chinês a estrelar nos quadrinhos. Até hoje a empresa que pertence à Disney só mostrou chineses em papéis secundários, como Benedict Wong, de Doutor Estranho, e o vilão Mandarim, em Homem de Ferro.A franquia criadora de Homem-Aranha e X-Men, porém, já arrecadou US$ 1,175 bilhão na China com suas adaptações para o cinema. Por esse e por outros motivos, a ideia é que a parceria das empresas não fique só nas HQs, mas futuramente se transforme em outros produtos, como livros e jogos.(https://revistagalileu.globo.com. 11.07.2017. Adaptado)A partir da leitura da notícia, pode-se concluir que23DAFFBA-B9 Português
Interpretação de TextosUniversidade Virtual de São Paulo · 2018Muito fácilEntre para guardar nos favoritosConsidere a charge, de autoria de Arionauro.

Assinale a alternativa que apresenta um título que sintetize a mensagem da charge.
3DFB29ED-B6 Português
Gêneros TextuaisUniversidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri de Minas Gerais · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosTexto III
Dependência Digital
Por Gabriela Cabral
A dependência digital é a busca incessante pela utilização da internet que age de forma semelhante à dependência química, pois ocorre como consequência do uso prolongado da internet que, por sua vez, proporciona prazer físico à pessoa. Tal prazer está relacionado a fatos e reações simples como downloads, interatividades, e-mails, que em contato direto com o organismo originam descargas elétricas entre os neurônios através da dopamina.
A dopamina é um neurotransmissor que antecede naturalmente a adrenalina e a noradrenalina que atuam no organismo como estimulantes do sistema nervoso central. A dependência digital estimula a produção da dopamina e provoca uma grande sensação de prazer resultando na busca por tais momentos.
Em pesquisa realizada no ano de 1997, pela pesquisadora Diane Wieland, dos Estados Unidos, foi afirmado que o uso prolongado desta ferramenta facilitadora de buscas e pesquisas promove além do estado vicioso de dependência, relacionamentos interpessoais baseados em fatores supérfluos e sem envolvimentos. Na pesquisa, foi comprovado que pessoas que utilizam a internet em grande escala se tornam virtuais, pois aderem a relacionamentos íntimos, de amizade e de competições virtuais transformando o próprio organismo num organismo virtual.
A dependência digital provoca compulsão, depressão, TOC (transtorno obsessivo-compulsivo), agitação, irritabilidade, perda de sentimentos e perturbação. A perturbação está ligada às preocupações com a rede, com o tempo em que está on-line, com a percepção de sua necessidade de permanecer na internet, o distanciamento de amigos e familiares e ainda com o refúgio que a rede lhe proporciona diante de problemas.
Do ponto de vista psicológico, a dependência digital é uma patologia e ocorre em alguns casos, não acometendo todos os usuários. Quando se transforma em patologia, deve ser percebida e encaminhada para um profissional competente para que esse auxilie o indivíduo na busca do autocontrole.
Fonte: DANTAS, Gabriela Cabral da Silva. "Dependência Digital"; Brasil Escola.Disponível em
<https://brasilescola.uol.com.br/psicologia/dependencia-digital.htm> .Acesso em 28 de julho de 2018.
Considerando as características do gênero do texto III, é correto afirmar que a principal intenção da autora é:3DEB28B1-B6 Português
Interpretação de TextosUniversidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri de Minas Gerais · 2018FácilEntre para guardar nos favoritosTexto II

Fonte: https://istoe.com.br/326665_VITIMAS+DA+DEPENDENCIA+DIGITAL/
Acesso em 8 de maio de 2018. Adaptado.
Identifica-se como função dos textos I e II, respectivamente:3DE7CF76-B6 Português
Interpretação de TextosUniversidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri de Minas Gerais · 2018FácilEntre para guardar nos favoritosTexto I

Fonte: www.cartunista.com.br. Acesso em 8 de maio de 2018.
Sobre o uso das variantes linguísticas no texto I, é CORRETO afirmar que:3DE17F83-B6 Português
Interpretação de TextosUniversidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri de Minas Gerais · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosTexto I

Fonte: www.cartunista.com.br. Acesso em 8 de maio de 2018.
O efeito de humor no texto I é produzido:C80AC1F6-B6 Português
Interpretação de TextosUniversidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri de Minas Gerais · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto II para responder a questão.
Texto IIMarketing sonháticoProdutos com ingredientes orgânicos e fabricados respeitando as tradições locais tendem a ganhar pontos. Por isso, um número crescente de empresas exagera um tantinho na hora de se "vender". A fabricante carioca de sucos Do Bem, criada em 2007, publica verdadeiros manifestos em suas caixinhas.A Do Bem não usa açúcar, corantes ou conservantes para fazer uma "bebida verdadeira". Um desses manifestos diz que suas laranjas, "colhidas fresquinhas todos os dias, vêm da fazenda do senhor Francesco do interior de São Paulo, um esconderijo tão secreto que nem o Capitão Nascimento poderia descobrir".Os sucos custam cerca de 10% mais do que os da concorrência. Mas as laranjas não são tão especiais assim. Na verdade, quem fornece o suco para a Do Bem não é seu Francesco, que jamais existiu, mas empresas como a Brasil Citrus, que vende o mesmo produto para as marcas próprias de supermercados.Em nota, a empresa disse que não comenta a política de fornecedores e que o personagem Francesco é "inspirado em pessoas reais". Até grandes empresas estão enveredando para esse marketing mais, digamos, sonhático. A Coca-Cola, por exemplo, lançou em 2011 no Brasil um suco chamado Limão & Nada.A promessa, a julgar pelo nome, era que aquele fosse um suco natural de limão. Mas a bebida tinha outros ingredientes na formulação, açúcar entre eles, e acabou saindo de linha no ano passado [2013]. A Coca-Cola diz, em nota, que os ingredientes eram informados na embalagem e que o nome não pretendia confundir o consumidor.Nos Estados Unidos, uma reportagem desmascarou dezenas de destilarias de uísque ditas artesanais. Algumas delas, criadas há poucos anos, vendiam bebidas envelhecidas 15 anos, o que chamou a atenção de consumidores mais desconfiados. Descobriu-se que mais de 40 marcas compravam uísque de um mesmo fornecedor, a fábrica MGP, uma das maiores do país, localizada no estado de Indiana.Entre as desmascaradas está a Breaker Bourbon, que afirmava produzir sua bebida numa destilaria nas montanhas douradas da costa californiana. "Todo mundo tem uma história boa e verdadeira para contar. As empresas não precisam ser desonestas com seus clientes", diz Mauricio Mota, sócio da agência de conteúdo The Alchemists.Para o publicitário Washington Olivetto, presidente da WMcCann, que ajudou na criação da Diletto, "um lindo produto merece uma linda história". Se a história for verdadeira, tanto melhor.O trecho "Entre as desmascaradas está a Breaker Bourboun" faz referência a:Fonte: Adaptado de: Leal, Ana Luiza. Toda empresa quer ter uma boa história. Algumas são mentira.Revista Exame, 23/10/14.Acesso em: 23/10/17.Disponível em: https://exame.abril.com.br/revista-exame/marketing-ou-mentira/C8071D3A-B6 Português
Interpretação de TextosUniversidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri de Minas Gerais · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o texto II para responder a questão.
Texto IIMarketing sonháticoProdutos com ingredientes orgânicos e fabricados respeitando as tradições locais tendem a ganhar pontos. Por isso, um número crescente de empresas exagera um tantinho na hora de se "vender". A fabricante carioca de sucos Do Bem, criada em 2007, publica verdadeiros manifestos em suas caixinhas.A Do Bem não usa açúcar, corantes ou conservantes para fazer uma "bebida verdadeira". Um desses manifestos diz que suas laranjas, "colhidas fresquinhas todos os dias, vêm da fazenda do senhor Francesco do interior de São Paulo, um esconderijo tão secreto que nem o Capitão Nascimento poderia descobrir".Os sucos custam cerca de 10% mais do que os da concorrência. Mas as laranjas não são tão especiais assim. Na verdade, quem fornece o suco para a Do Bem não é seu Francesco, que jamais existiu, mas empresas como a Brasil Citrus, que vende o mesmo produto para as marcas próprias de supermercados.Em nota, a empresa disse que não comenta a política de fornecedores e que o personagem Francesco é "inspirado em pessoas reais". Até grandes empresas estão enveredando para esse marketing mais, digamos, sonhático. A Coca-Cola, por exemplo, lançou em 2011 no Brasil um suco chamado Limão & Nada.A promessa, a julgar pelo nome, era que aquele fosse um suco natural de limão. Mas a bebida tinha outros ingredientes na formulação, açúcar entre eles, e acabou saindo de linha no ano passado [2013]. A Coca-Cola diz, em nota, que os ingredientes eram informados na embalagem e que o nome não pretendia confundir o consumidor.Nos Estados Unidos, uma reportagem desmascarou dezenas de destilarias de uísque ditas artesanais. Algumas delas, criadas há poucos anos, vendiam bebidas envelhecidas 15 anos, o que chamou a atenção de consumidores mais desconfiados. Descobriu-se que mais de 40 marcas compravam uísque de um mesmo fornecedor, a fábrica MGP, uma das maiores do país, localizada no estado de Indiana.Entre as desmascaradas está a Breaker Bourbon, que afirmava produzir sua bebida numa destilaria nas montanhas douradas da costa californiana. "Todo mundo tem uma história boa e verdadeira para contar. As empresas não precisam ser desonestas com seus clientes", diz Mauricio Mota, sócio da agência de conteúdo The Alchemists.Para o publicitário Washington Olivetto, presidente da WMcCann, que ajudou na criação da Diletto, "um lindo produto merece uma linda história". Se a história for verdadeira, tanto melhor.Fonte: Adaptado de: Leal, Ana Luiza. Toda empresa quer ter uma boa história. Algumas são mentira.Revista Exame, 23/10/14.Acesso em: 23/10/17.Disponível em: https://exame.abril.com.br/revista-exame/marketing-ou-mentira/Em relação ao termo sonhático, utilizado na frase "Até grandes empresas estão enveredando para esse marketing mais, digamos, sonhático", é correto afirmar que:
C80343CA-B6 Português
Interpretação de TextosUniversidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri de Minas Gerais · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o texto II para responder a questão.
Texto IIMarketing sonháticoProdutos com ingredientes orgânicos e fabricados respeitando as tradições locais tendem a ganhar pontos. Por isso, um número crescente de empresas exagera um tantinho na hora de se "vender". A fabricante carioca de sucos Do Bem, criada em 2007, publica verdadeiros manifestos em suas caixinhas.A Do Bem não usa açúcar, corantes ou conservantes para fazer uma "bebida verdadeira". Um desses manifestos diz que suas laranjas, "colhidas fresquinhas todos os dias, vêm da fazenda do senhor Francesco do interior de São Paulo, um esconderijo tão secreto que nem o Capitão Nascimento poderia descobrir".Os sucos custam cerca de 10% mais do que os da concorrência. Mas as laranjas não são tão especiais assim. Na verdade, quem fornece o suco para a Do Bem não é seu Francesco, que jamais existiu, mas empresas como a Brasil Citrus, que vende o mesmo produto para as marcas próprias de supermercados.Em nota, a empresa disse que não comenta a política de fornecedores e que o personagem Francesco é "inspirado em pessoas reais". Até grandes empresas estão enveredando para esse marketing mais, digamos, sonhático. A Coca-Cola, por exemplo, lançou em 2011 no Brasil um suco chamado Limão & Nada.A promessa, a julgar pelo nome, era que aquele fosse um suco natural de limão. Mas a bebida tinha outros ingredientes na formulação, açúcar entre eles, e acabou saindo de linha no ano passado [2013]. A Coca-Cola diz, em nota, que os ingredientes eram informados na embalagem e que o nome não pretendia confundir o consumidor.Nos Estados Unidos, uma reportagem desmascarou dezenas de destilarias de uísque ditas artesanais. Algumas delas, criadas há poucos anos, vendiam bebidas envelhecidas 15 anos, o que chamou a atenção de consumidores mais desconfiados. Descobriu-se que mais de 40 marcas compravam uísque de um mesmo fornecedor, a fábrica MGP, uma das maiores do país, localizada no estado de Indiana.Entre as desmascaradas está a Breaker Bourbon, que afirmava produzir sua bebida numa destilaria nas montanhas douradas da costa californiana. "Todo mundo tem uma história boa e verdadeira para contar. As empresas não precisam ser desonestas com seus clientes", diz Mauricio Mota, sócio da agência de conteúdo The Alchemists.Para o publicitário Washington Olivetto, presidente da WMcCann, que ajudou na criação da Diletto, "um lindo produto merece uma linda história". Se a história for verdadeira, tanto melhor.Com base na leitura do texto II, é correto concluir que:Fonte: Adaptado de: Leal, Ana Luiza. Toda empresa quer ter uma boa história. Algumas são mentira.Revista Exame, 23/10/14.Acesso em: 23/10/17.Disponível em: https://exame.abril.com.br/revista-exame/marketing-ou-mentira/A7EBB650-B6 Português
Interpretação de TextosInstituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais · 2018Muito difícilEntre para guardar nos favoritosLeia o seguinte fragmento de O filho eterno, de Cristovão Tezza:É, talvez, ele refletirá logo depois, ainda em pânico, dando corda à sua rara vocação dramática, que agora lhe toma por inteiro, a pior sensação imaginável na vida – quase a mesma sensação terrível do momento em que o filho se revelou ao mundo, da qual ele jamais se recuperará completamente, repete-se agora ao espelho, com intensidade semelhante, mas não se trata mais do acaso.TEZZA, Cristovão. O filho eterno. Rio de Janeiro: Record, 2007, p. 94.Marque a alternativa CORRETA que expressa o momento no qual o narrador descobre a dependência que sentia pelo filho.A7E809BB-B6 Português
Interpretação de TextosInstituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia o poema e as afirmativas a seguir.
O filho do século
Nunca mais andarei de bicicleta
Nem conversarei no portão
Com meninas de cabelos cacheados
Adeus valsa "Danúbio Azul"
Adeus tardes preguiçosas
Adeus cheiros do mundo sambas
Adeus puro amor
Atirei ao fogo a medalhinha da Virgem
Não tenho forças para gritar um grande grito
Cairei no chão do século vinte
Aguardem-me lá fora
As multidões famintas justiceiras
Sujeitos com gases venenosos
É a hora das barricadas
É a hora da fuzilamento, da raiva maior
Os vivos pedem vingança
Os mortos minerais vegetais pedem vingança
É a hora do protesto geral
É a hora dos vôos destruidores
É a hora das barricadas, dos fuzilamentos
Fomes desejos ânsias sonhos perdidos, M
Misérias de todos os países uni-vos
Fogem a galope os anjos-aviões
Carregando o cálice da esperança
Tempo espaço firmes porque me abandonastes.
MENDES, Murilo. O Visionário. In: Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994, p. 239-240.
I. Pode-se dizer que o poema apresenta dois momentos distintos: o primeiro se refere à época anterior à chegada do novo século e o segundo, ao século XX.
II. Todas as situações mencionadas no poema evocam um mundo em que a vida é simples e prazerosa, parecendo ser proveniente da inocência e da ingenuidade.
III. O novo século é caracterizado ao longo do poema pela dor, pelo sofrimento, pela violência e pela morte e desmonta-se em cenas de desesperança.
IV. No verso “Atirei ao fogo a medalhinha da Virgem” representa-se a descrença espiritual ou o abandono da religião, já que a fé de nada adianta, considerando a realidade que se impõe.
Marque a alternativa CORRETA: