Questões do ENEM: Linguagens e Interpretação de Textos

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9.017 questões encontradas. Mostrando a página 175 de 451.

  • FEB3B43B-1B

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESPAR · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UNESPAR 2018, Interpretação de Textos

    Em relação ao texto acima, é correto afirmar:


    I. Trata-se de notícia que relata resultados de uma pesquisa sobre acesso à internet e hábitos de navegação de empregadas domésticas mensalistas e diaristas da Grande São Paulo;

    II. “Auto censura” e “medo de pedir”, são apresentados como sinônimos dentre as principais razões apontadas pelas domésticas para não ter acesso à senha do Wi-Fi do local de trabalho;

    III. A pesquisa da InterLab mencionada na matéria constatou que a maioria das diaristas não adicionou os empregadores nas redes sociais.


    Estão CORRETAS:

    Escolha uma alternativa para a questão feb3b43b-1b
  • FEAC0CFF-1B

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESPAR · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos

    “D E C Ú B I T O: do latim decumbere, jazer. Uma linguagem jornalística anacrônica, encontrável sobretudo na crônica policial, insiste na substituição de termos mais simples por vocábulos de uso mais raro. Assim, mãe é genitora, hospital é nosocômio, e a vítima de acidente ou morte é encontrada em decúbito, e não deitada. Se estava de bruços, escrevem que estava em decúbito ventral; se estava deitada de lado, dizem que foi encontrada em decúbito lateral. Alguns, mais excêntricos, encontrando a suposta vítima em pé, dizem que a encontraram em posição ortostática. Uma das razões desta prática é o fato de historicamente o analfabetismo ser a maior reserva brasileira e o domínio da escrita servir não para esclarecer o público, mas para ostentar saber e confundir os leitores, em nome de uma suposta precisão de linguagem.”

    (Verbete retirado de SILVA, Deonísio da. A vida íntima das palavras: origens e curiosidades da língua portuguesa. São Paulo: Editora Arx, 2002, pg. 135)


    Em relação ao descrito no verbete acima, está INCORRETO afirmar que:

    Escolha uma alternativa para a questão feac0cff-1b
  • FEA8AD6F-1B

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESPAR · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Em 01/09/2016, o portal UOL fez uma publicação sobre o afastamento definitivo de Dilma Rousseff da Presidência da República do Brasil, com o título: “Sem Dilma, país deve melhorar, mas analistas preveem desemprego e impostos”. Alguns dias depois, a página do Facebook “Caneta Desmanipuladora” publicou uma captura de tela da manchete, retirando palavras com o intuito de dar outra perspectiva ao que estava escrito:


    Imagem da questão de Português, UNESPAR 2018, Interpretação de Textos


    Em relação ao post adaptado da página do Facebook “Caneta Desmanipuladora”, é correto afirmar que a “desmanipulação” (exclusão da sequencia “... país deve melhorar, mas...”) mostra que:


    I. Há uma inversão da informação pela opinião, especialmente com o uso da frase “deve melhorar”, o que pode transmitir uma sensação de amadorismo na coleta e divulgação da informação, demonstrando não só a opinião dos especialistas econômicos, mas também a opinião da jornalista e do meio de comunicação;

    II. Não se pode confirmar nenhuma manipulação na manchete reproduzida, visto que os autores da “Caneta Desmanipuladora” inserem, ao lado, um comentário assumindo que “Essa não conseguimos nem explicar...”;

    III. A manchete original do Portal UOL pode ser tomada como exemplo de que durante o processo de criação e desenvolvimento de uma notícia são levados em consideração os chamados valores/notícia, que dizem respeito ao conteúdo, ao produto informativo, ao público e à concorrência. Em consequência disso, a organização do trabalho determina a chamada “linha editorial” de como deve ser noticiado um determinado acontecimento para o seu público, o que nunca é feito de forma isenta e completamente imparcial.


    Estão CORRETAS:

    Escolha uma alternativa para a questão fea8ad6f-1b
  • B873D0ED-10

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-MT · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Texto VI: base para a questão.


    Que pode uma criatura senão,

    entre criaturas, amar?

    amar e esquecer,

    amar e malamar,

    amar, desamar, amar?

    Sempre, e até de olhos vidrados, amar?

    [...]

    Amar solenemente as palmas do deserto,

    o que é entrega ou adoração expectante,

    e amar o inóspito, o áspero,

    um vaso sem flor um chão de ferro,

    e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.

    [...]

    Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa

    amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.

    (Carlos Drummond de Andrade)


    Considere as seguintes afirmações sobre esse texto:


    I - A leitura desses versos permite afirmar que, para o poeta, o homem não pode fugir ao amor, ainda que isto signifique sofrimento apenas.

    II - Os trechos "um vaso sem flor, um chão de ferro" e "amar o inóspito, o áspero" podem ser entendidos como possibilidade de se relativizar as expectativas habituais que temos em relação ao assunto tratado no poema.

    III - A presença de versos livres e de neologismos indica traços da poética modernista.


    Está(ao) correto(s) o(s) item(ns):

    Escolha uma alternativa para a questão b873d0ed-10
  • B8701FB4-10

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-MT · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto V: base para a questão.


                                  Epitáfio para um banqueiro

                                                NEGÓCIO

                                                  EGO 

                                                        ÓCIO

                                                           CIO

                                                             O

                                                                (José Paulo Paes)


    No texto há uma relação semântica (significado) do título com o conteúdo propriamente dito. Assim, da leitura do poema em destaque, podemos apreender que:


    I - O eu-lírico explora, ao máximo, a decomposição do significante da palavra negócio em ego, ócio, cio, 0 (zero), porém elas não se relacionam com a ideia de epitáfio.

    II - As palavras estão relacionadas com o epitáfio, ou seja, a homenagem post mortem dada a alguém, no caso o banqueiro, que sintetiza o seu estilo de vida passada.

    III - Podemos entender que, para o eu-lírico, os negócios de um banqueiro são formados pelo ego (individualismo do mundo dos negócios), ócio (típicos daqueles que especulam, não produzem e se fartam nas inutilidades), cio (libertinagem sexual) e o zero (o valor do capital do banqueiro após a morte), ou seja: negócios + individualismo + ociosidade + sexo = 0.


    Está(ão) correto(s) o(s) item(ns):

    Escolha uma alternativa para a questão b8701fb4-10
  • B86CE3A8-10

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-MT · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos

    Texto IV: base para a questão.


                              Um homem de consciência


          Chamava-se João Teodoro, só. O mais pacato e modesto dos homens. Honestíssimo e lealíssimo, com um defeito apenas: não dar o mínimo valor a si próprio. Para João Teodoro, a coisa de menos importância no mundo era João Teodoro.

          Nunca fora nada na vida, nem admitia a hipótese de vir a ser alguma coisa. E por muito tempo não quis nem sequer o que todos ali queriam: mudar-se para terra melhor.

          Mas João Teodoro acompanhava com aperto de coração o desaparecimento visível de sua Itaoca.

          — Isto já foi muito melhor, dizia consigo. Já teve três médicos bem bons - agora só um e bem ruinzote. Já teve seis advogados e hoje mal dá serviço para um rábula ordinário como o Tenório. Nem circo de cavalinhos bate mais por aqui. A gente que presta se muda. Fica o restolho. Decididamente, a minha Itaoca está acabando...

          João Teodoro entrou a incubar a ideia de também mudar-se, mas para isso necessitava dum fato qualquer que o convencesse de maneira absoluta de que Itaoca não tinha mesmo conserto ou arranjo possível.

          — É isso, deliberou lá por dentro. Quando eu verificar que tudo está perdido, que Itaoca não vale mais nada de nada de nada, então arrumo a trouxa e boto-me fora daqui.

          Um dia aconteceu a grande novidade: a nomeação de João Teodoro para delegado. Nosso homem recebeu a notícia como se fosse uma porretada no crânio. Delegado, ele! Ele que não era nada, nunca fora nada, não queria ser nada, não se julgava capaz de nada...

          Ser delegado numa cidadezinha daquelas é coisa seríssima. Não há cargo mais importante. É o homem que prende os outros, que solta, que manda dar sovas, que vai à capital falar com o governo. Uma coisa colossal ser delegado - e estava ele, João Teodoro, de-le-ga-do de Itaoca!...

        João Teodoro caiu em meditação profunda. Passou a noite em claro, pensando e arrumando as malas. Pela madrugada, botou-as num burro, montou no seu cavalo magro e partiu.

         — Que é isso, João? Para onde se atira tão cedo, assim de armas e bagagens?

         — Vou-me embora, respondeu o retirante. Verifiquei que Itaoca chegou mesmo ao fim.

    — Mas, como? Agora que você está delegado?

    — Justamente por isso. Terra em que João Teodoro chega a delegado, eu não moro. Adeus. E sumiu."

    (Monteiro Lobato, CIDADES MORTAS. 12a Edição. São Paulo, Editora Brasiliense, 1965)

    O protagonista é convencido, de maneira absoluta, de que Itaoca não tinha mesmo conserto ou arranjo possível, quando:
    Escolha uma alternativa para a questão b86ce3a8-10
  • B8699E8F-10

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-MT · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Texto IV: base para a questão.


                              Um homem de consciência


          Chamava-se João Teodoro, só. O mais pacato e modesto dos homens. Honestíssimo e lealíssimo, com um defeito apenas: não dar o mínimo valor a si próprio. Para João Teodoro, a coisa de menos importância no mundo era João Teodoro.

          Nunca fora nada na vida, nem admitia a hipótese de vir a ser alguma coisa. E por muito tempo não quis nem sequer o que todos ali queriam: mudar-se para terra melhor.

          Mas João Teodoro acompanhava com aperto de coração o desaparecimento visível de sua Itaoca.

          — Isto já foi muito melhor, dizia consigo. Já teve três médicos bem bons - agora só um e bem ruinzote. Já teve seis advogados e hoje mal dá serviço para um rábula ordinário como o Tenório. Nem circo de cavalinhos bate mais por aqui. A gente que presta se muda. Fica o restolho. Decididamente, a minha Itaoca está acabando...

          João Teodoro entrou a incubar a ideia de também mudar-se, mas para isso necessitava dum fato qualquer que o convencesse de maneira absoluta de que Itaoca não tinha mesmo conserto ou arranjo possível.

          — É isso, deliberou lá por dentro. Quando eu verificar que tudo está perdido, que Itaoca não vale mais nada de nada de nada, então arrumo a trouxa e boto-me fora daqui.

          Um dia aconteceu a grande novidade: a nomeação de João Teodoro para delegado. Nosso homem recebeu a notícia como se fosse uma porretada no crânio. Delegado, ele! Ele que não era nada, nunca fora nada, não queria ser nada, não se julgava capaz de nada...

          Ser delegado numa cidadezinha daquelas é coisa seríssima. Não há cargo mais importante. É o homem que prende os outros, que solta, que manda dar sovas, que vai à capital falar com o governo. Uma coisa colossal ser delegado - e estava ele, João Teodoro, de-le-ga-do de Itaoca!...

        João Teodoro caiu em meditação profunda. Passou a noite em claro, pensando e arrumando as malas. Pela madrugada, botou-as num burro, montou no seu cavalo magro e partiu.

         — Que é isso, João? Para onde se atira tão cedo, assim de armas e bagagens?

         — Vou-me embora, respondeu o retirante. Verifiquei que Itaoca chegou mesmo ao fim.

    — Mas, como? Agora que você está delegado?

    — Justamente por isso. Terra em que João Teodoro chega a delegado, eu não moro. Adeus. E sumiu."

    (Monteiro Lobato, CIDADES MORTAS. 12a Edição. São Paulo, Editora Brasiliense, 1965)

    O excerto "Chamava-se João Teodoro, ." ratifica a característica principal do protagonista que é a de:
    Escolha uma alternativa para a questão b8699e8f-10
  • B8629012-10

    Português

    Interpretação de Textos
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    Texto IV: base para a questão.


                              Um homem de consciência


          Chamava-se João Teodoro, só. O mais pacato e modesto dos homens. Honestíssimo e lealíssimo, com um defeito apenas: não dar o mínimo valor a si próprio. Para João Teodoro, a coisa de menos importância no mundo era João Teodoro.

          Nunca fora nada na vida, nem admitia a hipótese de vir a ser alguma coisa. E por muito tempo não quis nem sequer o que todos ali queriam: mudar-se para terra melhor.

          Mas João Teodoro acompanhava com aperto de coração o desaparecimento visível de sua Itaoca.

          — Isto já foi muito melhor, dizia consigo. Já teve três médicos bem bons - agora só um e bem ruinzote. Já teve seis advogados e hoje mal dá serviço para um rábula ordinário como o Tenório. Nem circo de cavalinhos bate mais por aqui. A gente que presta se muda. Fica o restolho. Decididamente, a minha Itaoca está acabando...

          João Teodoro entrou a incubar a ideia de também mudar-se, mas para isso necessitava dum fato qualquer que o convencesse de maneira absoluta de que Itaoca não tinha mesmo conserto ou arranjo possível.

          — É isso, deliberou lá por dentro. Quando eu verificar que tudo está perdido, que Itaoca não vale mais nada de nada de nada, então arrumo a trouxa e boto-me fora daqui.

          Um dia aconteceu a grande novidade: a nomeação de João Teodoro para delegado. Nosso homem recebeu a notícia como se fosse uma porretada no crânio. Delegado, ele! Ele que não era nada, nunca fora nada, não queria ser nada, não se julgava capaz de nada...

          Ser delegado numa cidadezinha daquelas é coisa seríssima. Não há cargo mais importante. É o homem que prende os outros, que solta, que manda dar sovas, que vai à capital falar com o governo. Uma coisa colossal ser delegado - e estava ele, João Teodoro, de-le-ga-do de Itaoca!...

        João Teodoro caiu em meditação profunda. Passou a noite em claro, pensando e arrumando as malas. Pela madrugada, botou-as num burro, montou no seu cavalo magro e partiu.

         — Que é isso, João? Para onde se atira tão cedo, assim de armas e bagagens?

         — Vou-me embora, respondeu o retirante. Verifiquei que Itaoca chegou mesmo ao fim.

    — Mas, como? Agora que você está delegado?

    — Justamente por isso. Terra em que João Teodoro chega a delegado, eu não moro. Adeus. E sumiu."

    (Monteiro Lobato, CIDADES MORTAS. 12a Edição. São Paulo, Editora Brasiliense, 1965)

    As marcas narrativas presentes no texto são características da preponderância do discurso:
    Escolha uma alternativa para a questão b8629012-10
  • 5A3EDC07-0E

    Português

    Interpretação de Textos
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    Frevo Nino Pernambuquinho


    É o frevo

    Arrastando a multidão, fervendo.

    É na ponta do pé e no calcanhar

    É no calcanhar e na ponta do pé com a direita

    É na ponta do pé e no calcanhar com a esquerda

    Saci-pererê, saci-pererê com a direita

    Saci-pererê com a esquerda

    Girando, girando, girando no girassol

    É o frevo no pé e a sombrinha no ar.

    É na ponta do pé e no calcanhar

    Pisando em brasa

    Pisando em brasa porque o chão está pegando fogo

    Na Avenida Guararapes

    Arrastando o Galo da Madrugada

    Olha a tesoura, para cortar todos os males.

    É o frevo no pé e a sombrinha no ar.

    DUDA. Perré-bumbá. Recife: Gravadora Independente, 1998 (fragmento).


    A letra da canção apresenta o frevo como uma expressão da cultura corporal que pode ser reconhecida por meio da descrição de

    Escolha uma alternativa para a questão 5a3edc07-0e
  • 5A3B9200-0E

    Português

    Interpretação de Textos
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    O lazer é um fenômeno mundial, fruto da modernidade e das relações que se estabelecem entre o tempo de trabalho e o tempo do não trabalho. Os efeitos da industrialização e da globalização foram percebidos pela velocidade das mensagens veiculadas pela mídia, pela explosão das novas tecnologias da informação e comunicação, pela exacerbação do individualismo e competitividade, pelas mudanças no contexto social e também por uma crise nas relações de trabalho. Em meio a todas essas mudanças, o lazer apresenta-se como um conjunto de elementos culturais que podem ser vivenciados no tempo disponível, seja como atividade prática ou contemplativa.

    SECRETARIA DA EDUCAÇÃO. Proposta curricular do estado de Minas Gerais, 6º ao 9º ano. Disponível em: http://crv.educacao.mg.gov.br. Acesso em: 31 jul. 2012.


    Na perspectiva conceitual assumida pelo texto, o lazer constitui-se por atividades que

    Escolha uma alternativa para a questão 5a3b9200-0e
  • 5A384736-0E

    Português

    Interpretação de Textos
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    O processo de leitura da informação vinda do companheiro e do adversário é fundamental nos esportes coletivos. O participante de modalidades com essas características deverá, a todo momento, ler e interpretar as informações gestuais de seu companheiro e adversário que, por outra via, também é portador de informações. Estas deverão ser claras e legíveis para seu companheiro e totalmente obscuras para o adversário. Na interpretação praxiológica, seria aquele jogador que consegue ler as informações do adversário e posicionar-se da melhor forma possível, antecipando-se a seus adversários e ocupando os melhores espaços.

    RIBAS, J. F. M. Praxiologia motriz: construção de um novo olhar dos esportes e jogos na escola. Motriz, n. 2, 2005 (adaptado).


    De acordo com a ideia de processamento de informação nas modalidades esportivas coletivas, para ser bem-sucedido em suas ações no jogo, o jogador deve

    Escolha uma alternativa para a questão 5a384736-0e
  • 5A31B493-0E

    Português

    Interpretação de Textos
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    Muitos trabalhos recentes de arte digital não consistem mais em objetos puros e simples, que se devem admirar ou analisar, mas em campos de possibilidades, programas geradores de experiências estéticas potenciais. Se já era difícil decidir sobre a paternidade de um produto da cultura técnica, visto que ela oscilava entre a máquina e os vários sujeitos que a manipulam, a tarefa agora torna-se ainda mais complexa.

    Se quisermos complicar ainda mais o esquema da criação nos objetos artísticos produzidos com meios tecnológicos, poderíamos incluir também aquele que está na ponta final do processo e que foi conhecido pelos nomes (hoje inteiramente inapropriados) de espectadores, ouvintes ou leitores: numa palavra, os receptores de produtos culturais.

    MACHADO, A. Máquina e imaginário: o desafio das poéticas tecnológicas. São Paulo: Edusp, 1993 (adaptado).


    O autor demonstra a crise que os meios digitais trazem para questões tradicionais da criação artística, particularmente, para a autoria. Essa crise acontece porque, atualmente, além de clicar e navegar, o público

    Escolha uma alternativa para a questão 5a31b493-0e
  • 5A2E0E60-0E

    Português

    Interpretação de Textos
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    Talvez julguem que isto são voos de imaginação: é possível. Como não dar largas à imaginação, quando a realidade vai tomando proporções quase fantásticas, quando a civilização faz prodígios, quando no nosso próprio país a inteligência, o talento, as artes, o comércio, as grandes ideias, tudo pulula, tudo cresce e se desenvolve?

    Na ordem dos melhoramentos materiais, sobretudo, cada dia fazemos um passo, e em cada passo realizamos uma coisa útil para o engrandecimento do país.

    ALENCAR, J. Ao correr da pena. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br. Acesso em: 12 ago. 2013.


    No fragmento da crônica de José de Alencar, publicada em 1854, a temática nacionalista constrói-se pelo elogio ao(à)

    Escolha uma alternativa para a questão 5a2e0e60-0e
  • 5A2AE488-0E

    Português

    Interpretação de Textos
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    Ela parecia pedir socorro contra o que de algum modo involuntariamente dissera. E ele com os olhos miúdos quis que ela não fugisse e falou:

    — Repita o que você disse, Lóri.

    — Não sei mais.

    — Mas eu sei, eu vou saber sempre. Você literalmente disse: um dia será o mundo com sua impersonalidade soberba versus a minha extrema individualidade de pessoa, mas seremos um só.

    — Sim.

    Lóri estava suavemente espantada. Então isso era a felicidade. De início se sentiu vazia. Depois seus olhos ficaram úmidos: era felicidade, mas como sou mortal, como o amor pelo mundo me transcende. O amor pela vida mortal a assassinava docemente, aos poucos. E o que é que eu faço? Que faço da felicidade? Que faço dessa paz estranha e aguda, que já está começando a me doer como uma angústia, como um grande silêncio de espaços? A quem dou minha felicidade, que já está começando a me rasgar um pouco e me assusta? Não, não quero ser feliz. Prefiro a mediocridade. Ah, milhares de pessoas não têm coragem de pelo menos prolongar-se um pouco mais nessa coisa desconhecida que é sentir-se feliz e preferem a mediocridade. Ela se despediu de Ulisses quase correndo: ele era o perigo.

    LISPECTOR, C. Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1990.


    A obra de Clarice Lispector alcança forte expressividade em razão de determinadas soluções narrativas. No fragmento, o processo que leva a essa expressividade fundamenta-se no

    Escolha uma alternativa para a questão 5a2ae488-0e
  • 5A27895F-0E

    Português

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    O Ultimate Frisbee é um jogo competitivo praticado com um disco. Essa modalidade esportiva tem como característica mais interessante o fato de não contar com um árbitro. Apesar de ter regras preestabelecidas, estas são aplicadas conforme o consenso entre os praticantes.

    GUTIERREZ, G. L. et. al. A construção de consensos numa prática esportiva competitiva: uma análise habermasiana do Ultimate Frisbee. Disponível em: www.efdeportes.com. Acesso em: 19 jun. 2012 (adaptado).


    Em relação à aplicação das regras, o Ultimate Frisbee prevê

    Escolha uma alternativa para a questão 5a27895f-0e
  • 5A241FDF-0E

    Português

    Interpretação de Textos
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    Quanto às mulheres de vida alegre, detestava-as; tinha gasto muito dinheiro, precisava casar, mas casar com uma menina ingênua e pobre, porque é nas classes pobres que se encontra mais vergonha e menos bandalheira. Ora, Maria do Carmo parecia-lhe uma criatura simples, sem essa tendência fatal das mulheres modernas para o adultério, uma menina que até chorava na aula simplesmente por não ter respondido a uma pergunta do professor! Uma rapariga assim era um caso esporádico, uma verdadeira exceção no meio de uma sociedade roída por quanto vício há no mundo. Ia concluir o curso, e, quando voltasse ao Ceará, pensaria seriamente no caso. A Maria do Carmo estava mesmo a calhar: pobrezinha, mas inocente...

    CAMINHA, A. A normalista. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br. Acesso em: 16 maio 2016.


    Alinhado às concepções do Naturalismo, o fragmento do romance de Adolfo Caminha, de 1893, identifica e destaca nos personagens um(a)

    Escolha uma alternativa para a questão 5a241fdf-0e
  • 5A20F612-0E

    Português

    Interpretação de Textos
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    Vez por outra, indo devolver um filme na locadora ou almoçar no árabe da rua de baixo, dobro uma esquina e tomo um susto. Ué, cadê o quarteirão que estava aqui? Onde na véspera havia casinhas geminadas, roseiras cuidadas por velhotas e janelas de adolescentes, cheias de adesivos, há apenas uma imensa cratera, cercada de tapumes. [...]

    Em breve, do buraco brotará um prédio, com grandes garagens e minúsculas varandas, e será batizado de Arizona Hills, ou Maison Lacroix, ou Plaza de Marbella, e isso me entristece. Não só porque ficará mais feio meu caminho até a locadora, ou até o árabe na rua de baixo, mas porque é meu bairro que morre, devagarinho. Os bairros, como os homens, também têm um espírito. [...]

    Às vezes, no fim da tarde, quando ouço o sino da igreja da Caiubi badalar seis vezes, quase acredito que estou numa cidade do interior. Aí saio para devolver os vídeos, olho para o lado, percebo que o quarteirão desapareceu e me dou conta de que estou em São Paulo, e que eu mesmo tenho minha cota de responsabilidade: moro no segundo andar de um prédio. [...] Ali embaixo, onde agora fica a garagem, já houve uma cratera, e antes dela o jardim de uma velhota e a janela de um adolescente, cheia de adesivos.

    PRATA, A. Perdizes. In: Meio intelectual, meio de esquerda. São Paulo: Editora 34, 2010.


    Na crônica, a incidência do contexto social sobre a voz narrativa manifesta-se no(a)

    Escolha uma alternativa para a questão 5a20f612-0e
  • 5A1D65B2-0E

    Português

    Interpretação de Textos
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    Gaetaninho


    Ali na Rua do Oriente a ralé quando muito andava de bonde. De automóvel ou de carro só mesmo em dia de enterro. De enterro ou de casamento. Por isso mesmo o sonho de Gaetaninho era de realização muito difícil. Um sonho. [...]

    — Traga a bola! Gaetaninho saiu correndo.

    Antes de alcançar a bola um bonde o pegou. Pegou e matou.

    No bonde vinha o pai do Gaetaninho.

    A gurizada assustada espalhou a notícia na noite.

    — Sabe o Gaetaninho?

    — Que é que tem?

    — Amassou o bonde!

    A vizinhança limpou com benzina suas roupas domingueiras.

    Às dezesseis horas do dia seguinte saiu um enterro da Rua do Oriente e Gaetaninho não ia na boleia de nenhum dos carros do acompanhamento. Ia no da frente dentro de um caixão fechado com flores pobres por cima. Vestia a roupa marinheira, tinha as ligas, mas não levava a palhetinha.

    Quem na boleia de um dos carros do cortejo mirim exibia soberbo terno vermelho que feria a vista da gente era o Beppino.

    MACHADO, A. A. Brás, Bexiga e Barra Funda: notícias de São Paulo. Belo Horizonte; Rio de Janeiro: Vila Rica, 1994.


    Situada no contexto da modernização da cidade de São Paulo na década de 1920, a narrativa utiliza recursos expressivos inovadores, como

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    TEXTO II


    Manuel da Costa Ataíde (Mariana, MG, 1762-1830), assim como os demais artistas do seu tempo, recorria a bíblias e a missais impressos na Europa como ponto de partida para a seleção iconográfica das suas composições, que então recriava com inventiva liberdade.

    Se Mário de Andrade houvesse conseguido a oportunidade de acesso aos meios de aproximação ótica da pintura dos forros de Manuel da Costa Ataíde, imaginamos como não teria vibrado com o mulatismo das figuras do mestre marianense, ratificando, ao lado de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, a sua percepção pioneira de um surto de racialidade brasileira em nossa terra, em pleno século XVIII.

    FROTA, L. C. Ataíde: vida e obra de Manuel da Costa Ataíde. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982.


    O Texto II destaca a inovação na representação artística setecentista, expressa no Texto I pela

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    A orquestra atacou o tema que tantas vezes ouvi na vitrola de Matilde. Le maxixe!, exclamou o francês [...] e nos pediu que dançássemos para ele ver. Mas eu só sabia dançar a valsa, e respondi que ele me honraria tirando minha mulher. No meio do salão os dois se abraçaram e assim permaneceram, a se encarar. Súbito ele a girou em meia-volta, depois recuou o pé esquerdo, enquanto com o direito Matilde dava um longo passo adiante, e os dois estacaram mais um tempo, ela arqueada sobre o corpo dele. Era uma coreografia precisa, e me admirou que minha mulher conhecesse aqueles passos. O casal se entendia à perfeição, mas logo distingui o que nele foi ensinado do que era nela natural. O francês, muito alto, era um boneco de varas, jogando com uma boneca de pano. Talvez pelo contraste, ela brilhava entre dezenas de dançarinos, e notei que todo o cabaré se extasiava com a sua exibição. Todavia, olhando bem, eram pessoas vestidas, ornadas, pintadas com deselegância, e foi me parecendo que também em Matilde, em seus movimentos de ombros e quadris, havia excesso. A orquestra não dava pausa, a música era repetitiva, a dança se revelou vulgar, pela primeira vez julguei meio vulgar a mulher com quem eu tinha me casado. Depois de meia hora eles voltaram se abanando, e escorria suor pelo colo de Matilde decote abaixo. Bravô, eu gritei, bravô, e ainda os estimulei a dançar o próximo tango, mas Dubosc disse que já era tarde, e que eu tinha um ar fatigado.

    CHICO BUARQUE. Leite derramado. São Paulo: Cia. das Letras, 2009.


    Os recursos expressivos de um texto literário fornecem pistas aos leitores sobre a percepção dos personagens em relação aos eventos da narrativa. No fragmento, constitui um aspecto relevante para a compreensão das intenções do narrador a

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