Questões do ENEM: Linguagens e Interpretação de Textos

Use os filtros para chegar às questões que interessam. Cada resultado abre em uma página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados

9.017 questões encontradas. Mostrando a página 190 de 451.

  • DBA66E68-83

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-PE · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o TEXTO 6 para responder à questão.


    TEXTO 6


    FOI-SE A COPA?


    Foi-se a Copa? Não faz mal.

    Adeus chutes e sistemas.

    A gente pode, afinal,

    Cuidar de nossos problemas.


    Faltou inflação de pontos?

    Perdura a inflação de fato.

    Deixaremos de ser tontos

    se chutarmos no alvo exato.


    O povo, noutro torneio,

    havendo tenacidade,

    ganhará, rijo, e de cheio,

    A Copa da Liberdade.


    ANDRADE, Carlos Drummond de. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2008, p. 1345.


    O poema “Foi-se a Copa”, de Carlos Drummond de Andrade,

    Escolha uma alternativa para a questão dba66e68-83
  • DBA2D680-83

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-PE · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o TEXTO 5 para responder à questão.


    TEXTO 5


    O ANJO DE PERNAS TORTAS


    A um passe de Didi, Garrincha avança

    Colado o couro aos pés, o olhar atento

    Dribla um, dribla dois, depois descansa

    Como a medir o lance do momento.


    Vem-lhe o pressentimento; ele se lança

    Mais rápido que o próprio pensamento,

    Dribla mais um, mais dois; a bola trança

    Feliz, entre seus pés – um pé de vento!


    Num só transporte, a multidão contrita

    Em ato de morte se levanta e grita

    Seu uníssono canto de esperança.


    Garrincha, o anjo, escuta e atende: Gooooool!

    É pura imagem: um G que chuta um O

    Dentro da meta, um L. É pura dança!


    MORAES, Vinícius. O anjo de Pernas Tortas. Disponível em < http://www.jornaldepoesia.jor.br/futebol.html#vinicius>. Acesso em: 5 maio 2018.

    Vinícius de Moraes escreveu “O anjo de pernas tortas” em homenagem a Garrincha, jogador de futebol contemporâneo de Pelé. Pode-se afirmar que esse texto foi escrito na segunda fase da produção literária do poeta, pois apresenta as seguintes características:
    Escolha uma alternativa para a questão dba2d680-83
  • DB9F95F5-83

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-PE · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o TEXTO 4 para responder à questão.


    TEXTO 4


    Imagem da questão de Português, IF-PE 2018, Interpretação de Textos

    Disponível em: <https://www.barrazine.com.br/2012/03/futebol-sem-violencia-novo-modelo-administrativ/>. Acesso em: 5 maio 2018.

    O TEXTO 4 faz parte de uma campanha contra a violência nos estádios de futebol. As principais estratégias utilizadas para conquistar a adesão do público alvo à campanha são

    I. a relação entre a palavra “guerra” e a imagem central da bola/bomba.
    II. o uso da negação antes dos verbos no indicativo, como em “não deixe” e “não leve”.
    III.o emprego de verbos no imperativo, como “deixe” e “leve”.
    IV.a oposição entre dois campos semânticos: o do futebol e o da paz.
    V. a sinonímia entre arma e guerra, futebol e paz.

    Estão CORRETAS, apenas, as afirmativas
    Escolha uma alternativa para a questão db9f95f5-83
  • DB9C6D37-83

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-PE · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o TEXTO 3 para responder a questão.


    TEXTO 3


    Imagem da questão de Português, IF-PE 2018, Interpretação de Textos

    SAMUCA – Diario de Pernambuco – 24 de maio de 2014. Disponível em: < http://blogs.diariodepernambuco.com.br/esportes/2014/05/16/ilustrando-em-charges-o-pais-da-copa/commentpage-1/>. Acesso em: 5 maio 2018.

    O TEXTO 3 é uma charge que foi publicada no dia 24 de maio de 2014, ano de Copa do Mundo no Brasil, e faz referência ao dia em que a taça da competição começou a ser exibida em Pernambuco. Ela foi levada a várias cidades do país e muitos torcedores foram vê-la de perto. Sabendo disso, conclui-se que, nessa charge, há uma
    Escolha uma alternativa para a questão db9c6d37-83
  • DB962879-83

    Português

    Gêneros Textuais
    IF-PE · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o TEXTO 2 para responder a questão.


    TEXTO 2 


    FUTEBOL DE RUA



    (1) Pelada é o futebol de campinho, de terreno baldio. Mas existe um tipo de futebol ainda mais rudimentar do que a pelada. É o futebol de rua. Perto do futebol de rua qualquer pelada é luxo e qualquer terreno baldio é o Maracanã em jogo noturno. Futebol de rua é tão humilde que chama pelada de senhora. Não sei se alguém, algum dia, por farra ou nostalgia, botou num papel as regras do futebol de rua. Elas seriam mais ou menos assim:
    (2) DA BOLA – A bola pode ser qualquer coisa remotamente esférica. Até uma bola de futebol serve. No desespero, usa-se qualquer coisa que role, como uma pedra, uma lata vazia ou a merendeira do seu irmão menor, que sairá correndo para se queixar em casa. No caso de se usar uma pedra, lata ou outro objeto contundente, recomenda-se jogar de sapatos. De preferência os novos, do colégio. Quem jogar descalço deve cuidar para chutar sempre com aquela unha do dedão que estava precisando ser aparada mesmo.

    (3) DA DURAÇÃO DO JOGO – Até a mãe chamar ou escurecer, o que vier primeiro. Nos jogos noturnos, até alguém da vizinhança ameaçar chamar a polícia.

    (4) DA FORMAÇÃO DOS TIMES – O número de jogadores em cada equipe varia, de um a 70 para cada lado. Algumas convenções devem ser respeitadas. Ruim vai para o gol. De óculos é meia-armador, para evitar os choques.

    (5) DO JUIZ – Não tem juiz.

    (6) DAS INTERRUPÇÕES – No futebol de rua, a partida só pode ser paralisada numa destas eventualidades:

    (7) a) Se a bola for para baixo de um carro estacionado e ninguém conseguir tirá-la, mande o seu irmão menor.

    (8) b) Se a bola entrar por uma janela. Neste caso os jogadores devem esperar não mais de 10 minutos pela devolução voluntária da bola. Se isto não ocorrer, os jogadores devem designar voluntários para bater na porta da casa ou apartamento e solicitar a devolução, primeiro com bons modos e depois com ameaças de depredação. Se o apartamento ou casa for de militar reformado com cachorro, deve-se providenciar outra bola. Se a janela atravessada pela bola estiver com o vidro fechado na ocasião, os dois times devem reunir-se rapidamente para deliberar o que fazer. A alguns quarteirões de distância.

    (9) c) Quando passarem veículos pesados pela rua. De ônibus para cima. Bicicletas e Volkswagen, por exemplo, podem ser chutados junto com a bola e se entrar é gol.

    (10) DO INTERVALO PARA DESCANSO – Você deve estar brincando!

    (11) DA TÁTICA – Joga-se o futebol de rua mais ou menos como o futebol de verdade (que é como, na rua, com reverência, chamam a pelada), mas com algumas importantes variações. O goleiro só é intocável dentro da sua casa, para onde fugiu gritando por socorro. É permitido entrar na área adversária tabelando com uma Kombi. Se a bola dobrar a esquina é córner.


    VERÍSSIMO, Luís Fernando. Futebol de rua. Disponível em: < http://contobrasileiro.com.br/futebol-de-ruacronica-de-luis-fernando-verissimo/>. Acesso em: 05 maio 2018 (adaptado).

    Com relação à estrutura e à função do TEXTO 2, afirma-se que
    Escolha uma alternativa para a questão db962879-83
  • DB92F4C8-83

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-PE · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o TEXTO 2 para responder a questão.


    TEXTO 2 


    FUTEBOL DE RUA



    (1) Pelada é o futebol de campinho, de terreno baldio. Mas existe um tipo de futebol ainda mais rudimentar do que a pelada. É o futebol de rua. Perto do futebol de rua qualquer pelada é luxo e qualquer terreno baldio é o Maracanã em jogo noturno. Futebol de rua é tão humilde que chama pelada de senhora. Não sei se alguém, algum dia, por farra ou nostalgia, botou num papel as regras do futebol de rua. Elas seriam mais ou menos assim:
    (2) DA BOLA – A bola pode ser qualquer coisa remotamente esférica. Até uma bola de futebol serve. No desespero, usa-se qualquer coisa que role, como uma pedra, uma lata vazia ou a merendeira do seu irmão menor, que sairá correndo para se queixar em casa. No caso de se usar uma pedra, lata ou outro objeto contundente, recomenda-se jogar de sapatos. De preferência os novos, do colégio. Quem jogar descalço deve cuidar para chutar sempre com aquela unha do dedão que estava precisando ser aparada mesmo.

    (3) DA DURAÇÃO DO JOGO – Até a mãe chamar ou escurecer, o que vier primeiro. Nos jogos noturnos, até alguém da vizinhança ameaçar chamar a polícia.

    (4) DA FORMAÇÃO DOS TIMES – O número de jogadores em cada equipe varia, de um a 70 para cada lado. Algumas convenções devem ser respeitadas. Ruim vai para o gol. De óculos é meia-armador, para evitar os choques.

    (5) DO JUIZ – Não tem juiz.

    (6) DAS INTERRUPÇÕES – No futebol de rua, a partida só pode ser paralisada numa destas eventualidades:

    (7) a) Se a bola for para baixo de um carro estacionado e ninguém conseguir tirá-la, mande o seu irmão menor.

    (8) b) Se a bola entrar por uma janela. Neste caso os jogadores devem esperar não mais de 10 minutos pela devolução voluntária da bola. Se isto não ocorrer, os jogadores devem designar voluntários para bater na porta da casa ou apartamento e solicitar a devolução, primeiro com bons modos e depois com ameaças de depredação. Se o apartamento ou casa for de militar reformado com cachorro, deve-se providenciar outra bola. Se a janela atravessada pela bola estiver com o vidro fechado na ocasião, os dois times devem reunir-se rapidamente para deliberar o que fazer. A alguns quarteirões de distância.

    (9) c) Quando passarem veículos pesados pela rua. De ônibus para cima. Bicicletas e Volkswagen, por exemplo, podem ser chutados junto com a bola e se entrar é gol.

    (10) DO INTERVALO PARA DESCANSO – Você deve estar brincando!

    (11) DA TÁTICA – Joga-se o futebol de rua mais ou menos como o futebol de verdade (que é como, na rua, com reverência, chamam a pelada), mas com algumas importantes variações. O goleiro só é intocável dentro da sua casa, para onde fugiu gritando por socorro. É permitido entrar na área adversária tabelando com uma Kombi. Se a bola dobrar a esquina é córner.


    VERÍSSIMO, Luís Fernando. Futebol de rua. Disponível em: < http://contobrasileiro.com.br/futebol-de-ruacronica-de-luis-fernando-verissimo/>. Acesso em: 05 maio 2018 (adaptado).

    O efeito de humor, no TEXTO 2, decorre, principalmente,
    Escolha uma alternativa para a questão db92f4c8-83
  • DB8CAE8C-83

    Português

    Coesão e coerência
    IF-PE · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o TEXTO 1 para responder a questão.


    A COPA DO MUNDO NA RÚSSIA PODE SER A ÚLTIMA TENTATIVA DE UNIÃO NACIONAL


    (1) Mais do que a principal competição do maior esporte no planeta, a Copa do Mundo deve ser considerada um evento político. Futebol é política, e vice-versa. Como instituição, é parte estrutural da formação de diversos povos e sua cultura, contribuindo para a formatação de seus costumes, de suas marcas, hábitos, vocabulário. Quem ignora o papel do futebol, na formação histórica de algumas nações, pouco entende da antropologia social e cultural delas -  e nisso estamos inclusos. As seleções nacionais são representantes de seus países muito mais importantes e reconhecidas do que o melhor dos embaixadores. E a Copa, o único espaço pelo qual países frágeis na economia e geopolítica mundial podem derrotar países muito à frente nesses aspectos.

    (2) Como Diego Maradona sempre gosta de lembrar, a seleção argentina, na Copa de 1986, entrou em campo contra a Inglaterra, pelas quartas de finais, para jogar pelos mortos na Guerra das Malvinas, e não simplesmente para ganhar um jogo. Isso não era restrito apenas aos jogadores: era o sentimento nacional de todos os argentinos. E, quando questionado sobre o gol de mão que abriu o placar na partida, El Pibe não teve dúvidas sobre a sensação: “Foi como bater a carteira de um inglês”.

    (3) Na França, a vitória na Copa de 1998 ajudou a amenizar o conflito racial que pairava na nação - entre brancos, negros e árabes - e a derrota nas duas Copas seguintes o acirrou novamente. A Copa do Mundo também foi capaz de colocar no mesmo espaço de disputa o que um dos muros mais implacáveis da história separava: em 1974, Alemanha Ocidental e Alemanha Oriental se enfrentaram pela primeira fase, com vitória da ala soviética (que muitos afirmam ter sido entregue pela parte capitalista para evitar adversário mais forte na fase seguinte). Momento épico.

    (4) Copa traz integração. A última vez que a Champs-Élysées tinha enchido tanto quanto na final da Copa de 98 foi na Queda da Bastilha. Na Copa de 2014, o esboço que vimos disso não aconteceu nos estádios, elitizados, mas sim nas fan-fests, que, como o próprio nome diz, foram espaços de festa, miscelânea, diversidade. Mas é muito maior do que isso: Copa traz a união comunitária. A gente não trabalha, a gente pinta a rua de casa, a gente compra camisa do Neymar ou do Ronaldinho ou do Ronaldo ou do Romário. Na hora do gol ou da vitória, a gente abraça até quem não conhece. Muitas vezes, uma televisãozinha é o suficiente para que toda a vizinhança se amontoe e torça pela sua representante internacional naquele momento. O País se volta, inteirinho, para um momento em que 11 homens são capazes de mudar, a qualquer instante, todo o seu sistema nervoso. E quem sequer reconhece isso tem que revisar seu próprio elitismo e sair da bolha.


    PROIETE, Gabriel. A Copa do Mundo na Rússia pode ser a última tentativa de união nacional. Disponível em: < https://medium.com/@gabriel_proiete/a-copa-do-mundo-da-r%C3%BAssia-pode-ser-a- %C3%BAltima-tentativa-de-uni%C3%A3o-nacional-8aa3a939ed53 >. Acesso em: 07 maio 2018 (adaptado).

    Através de recursos linguísticos, os textos apresentam estratégias para introduzir um assunto e mantê-lo por meio de retomadas, o que promove a progressão textual. Sabendo disso, marque a única alternativa que analisa CORRETAMENTE os elementos coesivos e a progressão do TEXTO 1.
    Escolha uma alternativa para a questão db8cae8c-83
  • DB883143-83

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-PE · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o TEXTO 1 para responder a questão.


    A COPA DO MUNDO NA RÚSSIA PODE SER A ÚLTIMA TENTATIVA DE UNIÃO NACIONAL


    (1) Mais do que a principal competição do maior esporte no planeta, a Copa do Mundo deve ser considerada um evento político. Futebol é política, e vice-versa. Como instituição, é parte estrutural da formação de diversos povos e sua cultura, contribuindo para a formatação de seus costumes, de suas marcas, hábitos, vocabulário. Quem ignora o papel do futebol, na formação histórica de algumas nações, pouco entende da antropologia social e cultural delas -  e nisso estamos inclusos. As seleções nacionais são representantes de seus países muito mais importantes e reconhecidas do que o melhor dos embaixadores. E a Copa, o único espaço pelo qual países frágeis na economia e geopolítica mundial podem derrotar países muito à frente nesses aspectos.

    (2) Como Diego Maradona sempre gosta de lembrar, a seleção argentina, na Copa de 1986, entrou em campo contra a Inglaterra, pelas quartas de finais, para jogar pelos mortos na Guerra das Malvinas, e não simplesmente para ganhar um jogo. Isso não era restrito apenas aos jogadores: era o sentimento nacional de todos os argentinos. E, quando questionado sobre o gol de mão que abriu o placar na partida, El Pibe não teve dúvidas sobre a sensação: “Foi como bater a carteira de um inglês”.

    (3) Na França, a vitória na Copa de 1998 ajudou a amenizar o conflito racial que pairava na nação - entre brancos, negros e árabes - e a derrota nas duas Copas seguintes o acirrou novamente. A Copa do Mundo também foi capaz de colocar no mesmo espaço de disputa o que um dos muros mais implacáveis da história separava: em 1974, Alemanha Ocidental e Alemanha Oriental se enfrentaram pela primeira fase, com vitória da ala soviética (que muitos afirmam ter sido entregue pela parte capitalista para evitar adversário mais forte na fase seguinte). Momento épico.

    (4) Copa traz integração. A última vez que a Champs-Élysées tinha enchido tanto quanto na final da Copa de 98 foi na Queda da Bastilha. Na Copa de 2014, o esboço que vimos disso não aconteceu nos estádios, elitizados, mas sim nas fan-fests, que, como o próprio nome diz, foram espaços de festa, miscelânea, diversidade. Mas é muito maior do que isso: Copa traz a união comunitária. A gente não trabalha, a gente pinta a rua de casa, a gente compra camisa do Neymar ou do Ronaldinho ou do Ronaldo ou do Romário. Na hora do gol ou da vitória, a gente abraça até quem não conhece. Muitas vezes, uma televisãozinha é o suficiente para que toda a vizinhança se amontoe e torça pela sua representante internacional naquele momento. O País se volta, inteirinho, para um momento em que 11 homens são capazes de mudar, a qualquer instante, todo o seu sistema nervoso. E quem sequer reconhece isso tem que revisar seu próprio elitismo e sair da bolha.


    PROIETE, Gabriel. A Copa do Mundo na Rússia pode ser a última tentativa de união nacional. Disponível em: < https://medium.com/@gabriel_proiete/a-copa-do-mundo-da-r%C3%BAssia-pode-ser-a- %C3%BAltima-tentativa-de-uni%C3%A3o-nacional-8aa3a939ed53 >. Acesso em: 07 maio 2018 (adaptado).

    A partir da leitura atenta do TEXTO 1, infere-se que
    Escolha uma alternativa para a questão db883143-83
  • 8187530C-74

    Português

    Interpretação de Textos
    CEDERJ · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Texto 2


    Campeonato de peão


    Bota parafuso no bico do peão

    Bota prego limado, bota tudo

    pra rachar o pião competidor.

    Roda, pião!

    Racha, pião!

    Se você não pode rachar este colégio

    nem o mundo nem a vida,

    racha pelo menos o pião!

    (Mas eu não sei, nunca aprendi

    rachar pião. Imobilizo-me.)

    (Carlos Drummond de Andrade. Nova reunião: 23 livros de poesia. Vol. III. Rio de Janeiro, Bestbolso, 2009. p.267) 

    Uma das principais características do texto poético é a plurissignificação de palavras e expressões, como ocorre com o emprego do verbo “rachar” em “Campeonato de pião”. Em “não pode rachar este colégio/nem o mundo nem a vida” (versos 6 e 7), “rachar” significa
    Escolha uma alternativa para a questão 8187530c-74
  • 8183F9A6-74

    Português

    Interpretação de Textos
    CEDERJ · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto 2


    Campeonato de peão


    Bota parafuso no bico do peão

    Bota prego limado, bota tudo

    pra rachar o pião competidor.

    Roda, pião!

    Racha, pião!

    Se você não pode rachar este colégio

    nem o mundo nem a vida,

    racha pelo menos o pião!

    (Mas eu não sei, nunca aprendi

    rachar pião. Imobilizo-me.)

    (Carlos Drummond de Andrade. Nova reunião: 23 livros de poesia. Vol. III. Rio de Janeiro, Bestbolso, 2009. p.267) 

    A repetição de sons consonantais em “Roda, pião!/ Racha, pião!” (versos 4 e 5 ) constitui um caso de
    Escolha uma alternativa para a questão 8183f9a6-74
  • 81806D63-74

    Português

    Interpretação de Textos
    CEDERJ · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto 2


    Campeonato de peão


    Bota parafuso no bico do peão

    Bota prego limado, bota tudo

    pra rachar o pião competidor.

    Roda, pião!

    Racha, pião!

    Se você não pode rachar este colégio

    nem o mundo nem a vida,

    racha pelo menos o pião!

    (Mas eu não sei, nunca aprendi

    rachar pião. Imobilizo-me.)

    (Carlos Drummond de Andrade. Nova reunião: 23 livros de poesia. Vol. III. Rio de Janeiro, Bestbolso, 2009. p.267) 

    Por inferência, quem “ Bota parafuso no bico do pião/ Bota prego limado, bota tudo” (versos 1 e 2 ) é
    Escolha uma alternativa para a questão 81806d63-74
  • 81752887-74

    Português

    Figuras de Linguagem
    CEDERJ · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, CEDERJ 2018, Figuras de Linguagem

    O tom sensível do texto é obtido por meio do emprego de metáforas, como em
    Escolha uma alternativa para a questão 81752887-74
  • 8171F029-74

    Português

    Interpretação de Textos
    CEDERJ · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, CEDERJ 2018, Interpretação de Textos

    “Em alguns desenhos não há sol. As árvores aparecem desertas de frutos e sem raiz, com a casa a poucos milímetros do chão.” (linhas 4-6)


    A construção do enunciado acima configura uma estrutura de

    Escolha uma alternativa para a questão 8171f029-74
  • 816E772F-74

    Português

    Interpretação de Textos
    CEDERJ · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, CEDERJ 2018, Interpretação de Textos

    O título “Os indiferentes” se refere aos
    Escolha uma alternativa para a questão 816e772f-74
  • 90C4BDDC-6E

    Português

    Interpretação de Textos
    INSPER · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto.


    A entrevista com a jornalista Joyce Ribeiro, apresentadora do Jornal da Cultura, trouxe mais uma vez ao blog um tipo bem conhecido de leitor. É aquele que não suporta determinadas discussões e berra: “Chega de mimimi!” O termo, popularizado inicialmente no desenho animado adulto Fudêncio e seus Amigos, exibido pela MTV entre 2005 e 2011, se popularizou na internet de uma forma deturpada. Não é mais um protesto contra quem reclama em excesso, mas uma forma de impedir debates de temas polêmicos. O racismo, por exemplo.

    A entrevista com Joyce tratou deste tema, por motivos óbvios. A apresentadora milita contra o racismo e luta por mais oportunidades para negros em todas as áreas. Ela não reclamou de nada durante a conversa comigo. Apenas lembrou que há enorme desigualdade no país.

    “Mimimi”, apontaram vários leitores. “Mais uma vez o mimimi que o negro é discriminado”, protestou outro. “Chega de mimimi. Já cansou”, disse mais de um.

    Não há nada parecido com lamúria, choro ou ladainha na entrevista de Joyce Ribeiro. Lendo estes comentários, fica claro que eles expressam muito mais uma vontade de não querer conversar ou debater do que, de fato, um incômodo com a reclamação.


    (https://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br. Adaptado)


    De acordo com o texto, nas redes sociais, o emprego do termo “mimimi” é uma estratégia discursiva empregada para

    Escolha uma alternativa para a questão 90c4bddc-6e
  • 90C190D6-6E

    Português

    Interpretação de Textos
    INSPER · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o poema de João Cabral de Melo Neto.


             A Educação pela Pedra


    Uma educação pela pedra: por lições;

    para aprender da pedra, frequentá-la;

    captar sua voz inenfática, impessoal

    (pela dicção ela começa as aulas).

    A lição de moral, sua resistência fria

    ao que flui e a fluir, a ser maleada;

    a de poética, sua carnadura concreta;

    a de economia, seu adensar-se compacta:

    lições de pedra (de fora para dentro,

    cartilha muda), para quem soletrá-la.


    Outra educação pela pedra: no Sertão

    (de dentro para fora, e pré-didática).

    No Sertão a pedra não sabe lecionar,

    e se lecionasse, não ensinaria nada;

    lá não se aprende a pedra: lá a pedra,

    uma pedra de nascença, entranha a alma.


    (João Cabral de Melo Neto, Poesias Completas)


    Massaud Moisés, em A literatura brasileira através dos textos (2004), afirma que há na poesia de João Cabral de Melo Neto uma ideia geral de despoetização do poema. Essa afirmação se justifica com o poema lido na medida em que nele se identifica

    Escolha uma alternativa para a questão 90c190d6-6e
  • 90BE185B-6E

    Português

    Interpretação de Textos
    INSPER · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia os fragmentos de entrevista realizada com pais de crianças que participaram do trabalho da professora Eglê Franchi, relatado no livro de sua autoria A redação na escola (1984).

    “A sinhora como que bateu nas costas dela, feiz ela sortá as palavra não só da boca, mas na mão tamém.” (Mãe da Clarice)
    “Essa língua que nóis fala num é assim errada, nóis num precisa tê vergonha dela.” (Mãe da Evanil)
    “Esse jeito de ponhá grandeza na fala da criança levô ela longe.” (Mãe da Eliane)

    Analisando as falas das mães, identifica-se como marca recorrente da variedade linguística que utilizam
    Escolha uma alternativa para a questão 90be185b-6e
  • 90BA3DE7-6E

    Português

    Interpretação de Textos
    INSPER · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos
    No início da Gramática Pedagógica, seu autor, Marcos Bagno, cita alguns pressupostos que a fundamentam. Entre eles, o fato de que ela “é pedagógica, porque foi pensada para colaborar com a formação docente que, no Brasil, é reconhecidamente falha e precária. Nossos cursos de Letras (a começar pelo nome) se vinculam a um ideário cultural obsoleto, enraizado na sociedade burguesa do século XIX. Por isso, eles deixam de oferecer aos estudantes uma série de conhecimentos fundamentais enquanto, por outro lado, desperdiçam tempo com a transmissão de conteúdos irrelevantes para quem vai exercer a profissão docente. Basta perguntar a professoras e professores na ativa ou em formação se sabem, por exemplo, o que é gramaticalização ou se ao menos já ouviram falar disso.” (Marcos Bagno, Gramática Pedagógica do Português Brasileiro, 2011).

    Com as informações apresentadas, o autor tem o propósito de
    Escolha uma alternativa para a questão 90ba3de7-6e
  • 90B6E3BA-6E

    Português

    Interpretação de Textos
    INSPER · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Analise a capa da revista Época, de 13.11.2017.


    Imagem da questão de Português, INSPER 2018, Interpretação de Textos

    As informações verbais e não verbais presentes na capa permitem concluir que
    Escolha uma alternativa para a questão 90b6e3ba-6e
  • 90B33D7A-6E

    Português

    Coesão e coerência
    INSPER · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto para responder a questão.


        A disciplina militar, com todos os seus excessos, não se comparava ao penoso trabalho da fazenda, ao regímen terrível do tronco e do chicote. Havia muita diferença... Ali ao menos, na fortaleza, ele tinha sua maca, seu travesseiro, sua roupa limpa, e comia bem, a fartar, como qualquer pessoa, hoje boa carne cozida, amanhã suculenta feijoada, e, às sextas-feiras, um bacalhauzinho com pimenta e “sangue de Cristo”... Para que vida melhor? Depois, a liberdade, minha gente, só a liberdade valia por tudo! Ali não se olhava a cor ou a raça do marinheiro: todos eram iguais, tinham as mesmas regalias – o mesmo serviço, a mesma folga. – “E quando a gente se faz estimar pelos superiores, quando não se tem inimigos, então é um viver abençoado esse: ninguém pensa no dia d’amanhã!”

        Amaro soube ganhar logo a afeição dos oficiais. Não podiam eles, a princípio, conter o riso diante daquela figura de recruta alheio às praxes militares, rude como um selvagem, provocando a cada passo gargalhadas irresistíveis com seus modos ingênuos de tabaréu; mas, no fim de alguns meses, todos eram de parecer que “o negro dava para gente”. Amaro já sabia manejar uma espingarda segundo as regras do ofício, e não era lá nenhum botocudo em artilharia; criara fama de “patesca”.

        Nunca, durante esse primeiro ano de aprendizagem, merecera a pena de um castigo disciplinar: seu caráter era tão meigo que os próprios oficiais começaram a tratá-lo por Bom-Crioulo.


    (Adolfo Caminha, Bom-Crioulo)


    Vocabulário:

    Tabaréu: soldado inexperiente, ingênuo

    •  Botocudo: rude, de modos simples

    •  Patesca: marinheiro que vive à bordo, é eficiente e tem grande amor à profissão

    Considere as passagens:


    •  Não podiam eles, a princípio, conter o riso diante daquela figura de recruta alheio às praxes militares... (2o parágrafo);

    •  Nunca, durante esse primeiro ano de aprendizagem, merecera a pena de um castigo disciplinar... (3o parágrafo).


    Analisando as passagens, conclui-se que elas remetem, correta e respectivamente, aos sentidos:

    Escolha uma alternativa para a questão 90b33d7a-6e