Questões do ENEM: Linguagens e Interpretação de Textos

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Resultados

9.017 questões encontradas. Mostrando a página 204 de 451.

  • 450BBAFD-DF

    Português

    Fonologia
    Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri de Minas Gerais · 2017Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Texto 


    Este quadro, retirado do livro "A Língua de Eulália", de Marcos Bagno, apresenta uma comparação entre termos em Latim e suas formas correspondentes no Português-padrão moderno. Utilize-o como base para responder à questão.


    Imagem da questão de Português, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri de Minas Gerais 2017, Fonologia

    Fonte: Bagno, M. A língua de Eulália: novela sociolinguística. 9. ed. São Paulo: Contexto, 2001.

    ASSINALE a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 450bbafd-df
  • 21B20822-DF

    Português

    Coesão e coerência
    Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri de Minas Gerais · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto III

    Dependência Digital
    Por Gabriela Cabral

    A dependência digital é a busca incessante pela utilização da internet que age de forma semelhante à dependência química, pois ocorre como consequência do uso prolongado da internet que, por sua vez, proporciona prazer físico à pessoa. Tal prazer está relacionado a fatos e reações simples como downloads, interatividades, e-mails, que em contato direto com o organismo originam descargas elétricas entre os neurônios através da dopamina.
    A dopamina é um neurotransmissor que antecede naturalmente a adrenalina e a noradrenalina que atuam no organismo como estimulantes do sistema nervoso central. A dependência digital estimula a produção da dopamina e provoca uma grande sensação de prazer resultando na busca por tais momentos. Em pesquisa realizada no ano de 1997, pela pesquisadora Diane Wieland, dos Estados Unidos, foi afirmado que o uso prolongado desta ferramenta facilitadora de buscas e pesquisas promove além do estado vicioso de dependência, relacionamentos interpessoais baseados em fatores supérfluos e sem envolvimentos. Na pesquisa, foi comprovado que pessoas que utilizam a internet em grande escala se tornam virtuais, pois aderem a relacionamentos íntimos, de amizade e de competições virtuais transformando o próprio organismo num organismo virtual.
    A dependência digital provoca compulsão, depressão, TOC (transtorno obsessivo-compulsivo), agitação, irritabilidade, perda de sentimentos e perturbação. A perturbação está ligada às preocupações com a rede, com o tempo em que está on-line, com a percepção de sua necessidade de permanecer na internet, o distanciamento de amigos e familiares e ainda com o refúgio que a rede lhe proporciona diante de problemas.
    Do ponto de vista psicológico, a dependência digital é uma patologia e ocorre em alguns casos, não acometendo todos os usuários. Quando se transforma em patologia, deve ser percebida e encaminhada para um profissional competente para que esse auxilie o indivíduo na busca do autocontrole.

    Fonte: DANTAS, Gabriela Cabral da Silva. "Dependência Digital"; Brasil Escola.Disponível em <https://brasilescola.uol.com.br/psicologia/dependencia-digital.htm> .Acesso em 28 de julho de 2018.
    ASSINALE a alternativa em que o referente da palavra que, em destaque, está corretamente indicado.
    Escolha uma alternativa para a questão 21b20822-df
  • 21AF0360-DF

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri de Minas Gerais · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto II


    Imagem da questão de Português, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri de Minas Gerais 2017, Interpretação de Textos


    Fonte: https://istoe.com.br/326665_VITIMAS+DA+DEPENDENCIA+DIGITAL/ Acesso em 8 de maio de 2018. Adaptado.

    Leia estas passagens do texto II:

    ■ “Não use o Twitter como chat”.
    ■ “Nunca tuíte mais de 15 vezes ao dia”.
    ■ “Não retuíte exatamente tudo, mesmo que achar interessante”
    ■ “Compartilhe fatos de sua vida pessoal e também os links sobre outros assuntos que considerar interessantes”.


    Considerando as palavras sublinhadas, ASSINALE a alternativa que indica os processos de inserção dessas palavras na Língua Portuguesa, respectivamente:
    Escolha uma alternativa para a questão 21af0360-df
  • 21A5DAA8-DF

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri de Minas Gerais · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Analise esta charge para responder as questões de 1 a 3.


    Texto I


    Imagem da questão de Português, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri de Minas Gerais 2017, Interpretação de Textos


    Fonte: www.cartunista.com.br. Acesso em 8 de maio de 2018.

    Sobre o uso das variantes linguísticas no texto I, é CORRETO afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 21a5daa8-df
  • 21A078C7-DF

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri de Minas Gerais · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Analise esta charge para responder as questões de 1 a 3.


    Texto I


    Imagem da questão de Português, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri de Minas Gerais 2017, Interpretação de Textos


    Fonte: www.cartunista.com.br. Acesso em 8 de maio de 2018.

    O efeito de humor no texto I é produzido:
    Escolha uma alternativa para a questão 21a078c7-df
  • F3E13F38-DD

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos
    Texto para a questão

    01 No desequilíbrio dos mares,
    02 as proas giram sozinhas…
    03 Numa das naves que afundaram
    04 é que certamente tu vinhas.

    05 Eu te esperei todos os séculos
    06 sem desespero e sem desgosto,
    07 e morri de infinitas mortes
    08 guardando sempre o mesmo rosto

    09 Quando as ondas te carregaram
    10 meu olhos, entre águas e areias,
    11 cegaram como os das estátuas,
    12 a tudo quanto existe alheias.

    13 Minhas mãos pararam sobre o ar
    14 e endureceram junto ao vento,
    15 e perderam a cor que tinham
    16 e a lembrança do movimento.

    17 E o sorriso que eu te levava
    18 desprendeu-se e caiu de mim:
    19 e só talvez ele ainda viva
    20 dentro destas águas sem fim.
    Cecília Meireles, “Canção” 
    A partir do poema “Canção”, considere as seguintes afirmações:

    I. Os versos Eu te esperei todos os séculos (verso 05) e e morri de infinitas mortes (verso 07) lançam mão da figura de linguagem conhecida como hipérbole.
    II. Na última estrofe E o sorriso que eu te levava/desprendeu-se e caiu de mim:/e só talvez ele ainda viva/dentro destas águas sem fim, o eu lírico sinaliza uma superação das suas dores amorosas.
    III. A referência a “estátuas”, no poema, nos faz classificar “Canção” como um poema parnasiano tardio.

    Assinale a alternativa correta:
    Escolha uma alternativa para a questão f3e13f38-dd
  • F3DE081A-DD

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Texto para a questão

    01 No desequilíbrio dos mares,
    02 as proas giram sozinhas…
    03 Numa das naves que afundaram
    04 é que certamente tu vinhas.

    05 Eu te esperei todos os séculos
    06 sem desespero e sem desgosto,
    07 e morri de infinitas mortes
    08 guardando sempre o mesmo rosto

    09 Quando as ondas te carregaram
    10 meu olhos, entre águas e areias,
    11 cegaram como os das estátuas,
    12 a tudo quanto existe alheias.

    13 Minhas mãos pararam sobre o ar
    14 e endureceram junto ao vento,
    15 e perderam a cor que tinham
    16 e a lembrança do movimento.

    17 E o sorriso que eu te levava
    18 desprendeu-se e caiu de mim:
    19 e só talvez ele ainda viva
    20 dentro destas águas sem fim.
    Cecília Meireles, “Canção” 
    Assinale a alternativa correta sobre Cecília Meireles e o Modernismo brasileiro.
    Escolha uma alternativa para a questão f3de081a-dd
  • F3DB07E2-DD

    Português

    Denotação e Conotação
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    01 Acreditei que se amasse de novo

    02 esqueceria outros

    03 pelo menos três ou quatro rostos que amei

    04 Num delírio de arquivística

    05 organizei a memória em alfabetos

    06 como quem conta carneiros e amansa

    07 no entanto flanco aberto não esqueço

    08 e amo em ti os outros rostos


    09 Qual tarde de maio.

    10 Como um trunfo escondido na manga

    11 carrego comigo tua última carta

    12 cortada

    13 uma cartada.

    14 Não, amor, isto não é literatura

    Ana Cristina Cesar, “Contagem regressiva”


    01 No desequilíbrio dos mares,
    02 as proas giram sozinhas…
    03 Numa das naves que afundaram
    04 é que certamente tu vinhas.

    05 Eu te esperei todos os séculos
    06 sem desespero e sem desgosto,
    07 e morri de infinitas mortes
    08 guardando sempre o mesmo rosto

    09 Quando as ondas te carregaram
    10 meu olhos, entre águas e areias,
    11 cegaram como os das estátuas,
    12 a tudo quanto existe alheias.

    13 Minhas mãos pararam sobre o ar
    14 e endureceram junto ao vento,
    15 e perderam a cor que tinham
    16 e a lembrança do movimento.

    17 E o sorriso que eu te levava
    18 desprendeu-se e caiu de mim:
    19 e só talvez ele ainda viva
    20 dentro destas águas sem fim.
    Cecília Meireles, “Canção” 
    Em relação aos poemas “Contagem regressiva”, de Ana Cristina Cesar, e “Canção”, de Cecília Meireles, considere a alternativa INCORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão f3db07e2-dd
  • F3D443A2-DD

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto para a questão

    01 Acreditei que se amasse de novo
    02 esqueceria outros
    03 pelo menos três ou quatro rostos que amei
    04 Num delírio de arquivística
    05 organizei a memória em alfabetos
    06 como quem conta carneiros e amansa
    07 no entanto flanco aberto não esqueço
    08 e amo em ti os outros rostos

    09 Qual tarde de maio.
    10 Como um trunfo escondido na manga
    11 carrego comigo tua última carta
    12 cortada
    13 uma cartada.
    14 Não, amor, isto não é literatura
    Ana Cristina Cesar, “Contagem regressiva”
    A partir do texto acima, um fragmento do poema “Contagem regressiva”, de Ana Cristina Cesar, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão f3d443a2-dd
  • F3CFEF26-DD

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão

    Imagem da questão de Português, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2017, Interpretação de Textos
    Esmeralda Vailati Negrão, “A cartografia sintática”, em Novos caminhos da linguística 
    Assinale a alternativa com relação correta entre sinônimos, tendo em vista o emprego das palavras no texto.
    Escolha uma alternativa para a questão f3cfef26-dd
  • F3CC79D7-DD

    Português

    Acentuação Gráfica: Proparoxítonas, Paroxítonas, Oxítonas e Hiatos
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão

    Imagem da questão de Português, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2017, Acentuação Gráfica: Proparoxítonas, Paroxítonas, Oxítonas e Hiatos
    Esmeralda Vailati Negrão, “A cartografia sintática”, em Novos caminhos da linguística 
    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão f3cc79d7-dd
  • F3C91161-DD

    Português

    Concordância verbal, Concordância nominal
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão

    Imagem da questão de Português, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2017, Concordância verbal, Concordância nominal
    Esmeralda Vailati Negrão, “A cartografia sintática”, em Novos caminhos da linguística 
    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão f3c91161-dd
  • F3C076F0-DD

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão

    Imagem da questão de Português, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2017, Interpretação de Textos
    Esmeralda Vailati Negrão, “A cartografia sintática”, em Novos caminhos da linguística 
    Observe as afirmações.

    I. A linguagem humana nem sempre foi, ao longo da história, tratada de modo a considerá-la como um objeto científico.
    II. A linguagem humana pode ser compreendida por uma perspectiva científica, que efetua recortes de observação, geradores, por sua vez, de diferentes modos de observação e análise.
    III. A natureza humana é muito complexa, o que exige que se façam abstrações científicas que implicam desconsiderar a linguagem como um elemento possível de observação e análise.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão f3c076f0-dd
  • F3B9F30F-DD

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão

    Imagem da questão de Português, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2017, Interpretação de Textos
    Esmeralda Vailati Negrão, “A cartografia sintática”, em Novos caminhos da linguística 
    Observe as afirmações.

    I. Pela existência de apenas uma teoria única e singular será possível compreender a natureza multifacetada da linguagem na vida dos seres humanos.
    II. A complexidade da linguagem humana demanda a necessidade de diferentes perspectivas científicas, que procurarão, cada uma a seu modo, explicar características diversas de uma realidade multifacetada.
    III. A natureza multifacetada da linguagem humana se deve ao fato de que existem diferentes recortes científicos e abstrações que procuram compreender as línguas e seus usos.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão f3b9f30f-dd
  • EBA8AF47-DC

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade de Medicina de Marília · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

            Em 2010, cientistas realizaram um experimento especialmente tocante com ratos. Eles trancaram um rato numa gaiola minúscula, colocaram-na dentro de um compartimento maior e deixaram que outro rato vagasse livremente por esse compartimento. O rato engaiolado demonstrou sinais de estresse, o que fez com que o rato solto também demonstrasse sinais de ansiedade e estresse. Na maioria dos casos, o rato solto tentava ajudar seu companheiro aprisionado e, depois de várias tentativas, conseguia abrir a gaiola e libertar o prisioneiro. Os pesquisadores repetiram o experimento, dessa vez pondo um chocolate no compartimento. O rato livre tinha de escolher entre libertar o prisioneiro e ficar com o chocolate só para ele. Muitos ratos preferiram primeiro soltar o companheiro e dividir o chocolate (embora uns poucos tenham mostrado mais egoísmo, provando com isso que alguns ratos são mais maldosos que outros).

          Os céticos descartaram essas conclusões, alegando que o rato livre liberta o prisioneiro não por ser movido por empatia, mas simplesmente para parar com os incomodativos sinais de estresse apresentados pelo companheiro. Os ratos seriam motivados pelas sensações desagradáveis que sentem e não buscam nada além de exterminá-las. Pode ser. Mas poderíamos dizer o mesmo sobre nós, humanos. Quando dou dinheiro a um mendigo, estou reagindo às sensações desagradáveis que sua visão provoca em mim? Realmente me importo com ele, ou só quero me sentir melhor?

        Na essência, nós humanos não somos diferentes de ratos, golfinhos ou chimpanzés. Como eles, tampouco temos alma. Como nós, eles também têm consciência e um complexo mundo de sensações e emoções. É claro que todo animal tem traços e talentos exclusivos. Os humanos têm suas aptidões especiais. Não deveríamos humanizar os animais desnecessariamente, imaginando que são apenas uma versão mais peluda de nós mesmos. Isso não só configura uma ciência ruim, como igualmente nos impede de compreender e valorizar outros animais em seus próprios termos. (Homo Deus, 2016.)

    Segundo os céticos, os ratos
    Escolha uma alternativa para a questão eba8af47-dc
  • EB9CD2D5-DC

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade de Medicina de Marília · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o trecho inicial do livro Corações sujos, de Fernando Morais, para responder à questão.


            A voz rouca e arrastada parecia vir de outro mundo. Eram pontualmente nove horas da manhã do dia 1º de janeiro de 1946 quando ela soou nos alto-falantes dos rádios de todo o Japão. A pronúncia das primeiras sílabas foi suficiente para que 100 milhões de pessoas identificassem quem falava. Era a mesma voz que quatro meses antes se dirigira aos japoneses, pela primeira vez em 5 mil anos de história do país, para anunciar que havia chegado o momento de “suportar o insuportável”: a rendição do Japão às forças aliadas na Segunda Guerra Mundial. Mas agora o dono da voz, Sua Majestade o imperador Hiroíto, tinha revelações ainda mais espantosas a fazer a seus súditos. Embora ele falasse em keigo − uma forma arcaica do idioma, reservada aos Filhos dos Céus e repleta de expressões chinesas que nem todos compreendiam bem −, todos entenderam o que Hiroíto dizia: ao contrário do que os japoneses acreditavam desde tempos imemoriais, ele não era uma divindade. O imperador leu uma declaração de poucas linhas, escrita de próprio punho. Aquela era mais uma imposição dos vencedores da guerra. Entre as exigências feitas pelos Aliados para que ele permanecesse no trono, estava a “Declaração da Condição Humana”. Ou seja, a renúncia pública à divindade, que naquele momento Hiroíto cumpria resignado:

           “Os laços que nos unem a vós, nossos súditos, não são o resultado da mitologia ou de lendas. Não se baseiam jamais no falso conceito de que o imperador é deus ou qualquer outra divindade viva.”

          Petrificados, milhões de japoneses tomaram consciência da verdade que ninguém jamais imaginara ouvir: diferentemente do que lhes fora ensinado nas escolas e nos templos xintoístas, Hiroíto reconhecia que era filho de dois seres humanos, o imperador Taisho e a imperatriz Sadako, e não um descendente de Amaterasu Omikami, a deusa do Sol. Foi como se tivessem jogado sal na ferida que a rendição, ocorrida em agosto do ano anterior, havia aberto na alma dos japoneses. O temido Exército Imperial do Japão, que em inacreditáveis 2600 anos de guerras jamais sofrera uma única derrota, tinha sido aniquilado pelos Aliados. O novo xogum, o chefe supremo de todos os japoneses, agora era um gaijin, um estrangeiro, o general americano Douglas MacArthur, a quem eram obrigados a se referir, respeitosamente, como Maca-san, o “senhor Mac”. Como se não bastasse tamanho padecimento, o Japão descobria que o imperador Hiroíto era apenas um mortal, como qualquer um dos demais 100 milhões de cidadãos japoneses.


    (Corações sujos, 2000.)

    A ideia de “suportar o insuportável” (1o parágrafo) está presente também
    Escolha uma alternativa para a questão eb9cd2d5-dc
  • EB98B67D-DC

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade de Medicina de Marília · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o trecho inicial do livro Corações sujos, de Fernando Morais, para responder à questão.


            A voz rouca e arrastada parecia vir de outro mundo. Eram pontualmente nove horas da manhã do dia 1º de janeiro de 1946 quando ela soou nos alto-falantes dos rádios de todo o Japão. A pronúncia das primeiras sílabas foi suficiente para que 100 milhões de pessoas identificassem quem falava. Era a mesma voz que quatro meses antes se dirigira aos japoneses, pela primeira vez em 5 mil anos de história do país, para anunciar que havia chegado o momento de “suportar o insuportável”: a rendição do Japão às forças aliadas na Segunda Guerra Mundial. Mas agora o dono da voz, Sua Majestade o imperador Hiroíto, tinha revelações ainda mais espantosas a fazer a seus súditos. Embora ele falasse em keigo − uma forma arcaica do idioma, reservada aos Filhos dos Céus e repleta de expressões chinesas que nem todos compreendiam bem −, todos entenderam o que Hiroíto dizia: ao contrário do que os japoneses acreditavam desde tempos imemoriais, ele não era uma divindade. O imperador leu uma declaração de poucas linhas, escrita de próprio punho. Aquela era mais uma imposição dos vencedores da guerra. Entre as exigências feitas pelos Aliados para que ele permanecesse no trono, estava a “Declaração da Condição Humana”. Ou seja, a renúncia pública à divindade, que naquele momento Hiroíto cumpria resignado:

           “Os laços que nos unem a vós, nossos súditos, não são o resultado da mitologia ou de lendas. Não se baseiam jamais no falso conceito de que o imperador é deus ou qualquer outra divindade viva.”

          Petrificados, milhões de japoneses tomaram consciência da verdade que ninguém jamais imaginara ouvir: diferentemente do que lhes fora ensinado nas escolas e nos templos xintoístas, Hiroíto reconhecia que era filho de dois seres humanos, o imperador Taisho e a imperatriz Sadako, e não um descendente de Amaterasu Omikami, a deusa do Sol. Foi como se tivessem jogado sal na ferida que a rendição, ocorrida em agosto do ano anterior, havia aberto na alma dos japoneses. O temido Exército Imperial do Japão, que em inacreditáveis 2600 anos de guerras jamais sofrera uma única derrota, tinha sido aniquilado pelos Aliados. O novo xogum, o chefe supremo de todos os japoneses, agora era um gaijin, um estrangeiro, o general americano Douglas MacArthur, a quem eram obrigados a se referir, respeitosamente, como Maca-san, o “senhor Mac”. Como se não bastasse tamanho padecimento, o Japão descobria que o imperador Hiroíto era apenas um mortal, como qualquer um dos demais 100 milhões de cidadãos japoneses.


    (Corações sujos, 2000.)

    Segundo o texto,
    Escolha uma alternativa para a questão eb98b67d-dc
  • EB9503AA-DC

    Português

    Figuras de Linguagem
    Faculdade de Medicina de Marília · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

    Ao coração que sofre, separado

    Do teu, no exílio em que a chorar me vejo,

    Não basta o afeto simples e sagrado

    Com que das desventuras me protejo.


    Não me basta saber que sou amado,

    Nem só desejo o teu amor: desejo

    Ter nos braços teu corpo delicado,

    Ter na boca a doçura de teu beijo.


    E as justas ambições que me consomem

    Não me envergonham: pois maior baixeza

    Não há que a terra pelo céu trocar;


    E mais eleva o coração de um homem

    Ser de homem sempre e, na maior pureza,

    Ficar na terra e humanamente amar.


    (Melhores poemas, 2000.)

    A preocupação formal com a musicalidade dos versos é confirmada pelo emprego da
    Escolha uma alternativa para a questão eb9503aa-dc
  • EB91F537-DC

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade de Medicina de Marília · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Ao coração que sofre, separado

    Do teu, no exílio em que a chorar me vejo,

    Não basta o afeto simples e sagrado

    Com que das desventuras me protejo.


    Não me basta saber que sou amado,

    Nem só desejo o teu amor: desejo

    Ter nos braços teu corpo delicado,

    Ter na boca a doçura de teu beijo.


    E as justas ambições que me consomem

    Não me envergonham: pois maior baixeza

    Não há que a terra pelo céu trocar;


    E mais eleva o coração de um homem

    Ser de homem sempre e, na maior pureza,

    Ficar na terra e humanamente amar.


    (Melhores poemas, 2000.)

    A alternativa que reescreve a primeira estrofe em ordem direta, mantendo a correção gramatical e o sentido original, é:
    Escolha uma alternativa para a questão eb91f537-dc
  • EB8DCD38-DC

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade de Medicina de Marília · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Ao coração que sofre, separado

    Do teu, no exílio em que a chorar me vejo,

    Não basta o afeto simples e sagrado

    Com que das desventuras me protejo.


    Não me basta saber que sou amado,

    Nem só desejo o teu amor: desejo

    Ter nos braços teu corpo delicado,

    Ter na boca a doçura de teu beijo.


    E as justas ambições que me consomem

    Não me envergonham: pois maior baixeza

    Não há que a terra pelo céu trocar;


    E mais eleva o coração de um homem

    Ser de homem sempre e, na maior pureza,

    Ficar na terra e humanamente amar.


    (Melhores poemas, 2000.)

    No poema, o eu lírico defende um amor
    Escolha uma alternativa para a questão eb8dcd38-dc