Questões do ENEM: Linguagens e Interpretação de Textos

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9.017 questões encontradas. Mostrando a página 208 de 451.

  • F9CCF75D-CC

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-PE · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    TRABALHO ESCRAVO É AINDA UMA REALIDADE NO BRASIL

    Esse tipo de violação não prende mais o indivíduo a correntes, mas acomete a liberdade do trabalhador e o mantém submisso a uma situação de exploração.

    (1) O trabalho escravo ainda é uma violação de direitos humanos que persiste no Brasil. A sua existência foi assumida pelo governo federal perante o país e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 1995, o que fez com que se tornasse uma das primeiras nações do mundo a reconhecer oficialmente a escravidão contemporânea em seu território. Daquele ano até 2016, mais de 50 mil trabalhadores foram libertados de situações análogas à de escravidão em atividades econômicas nas zonas rural e urbana.
    (2) Mas o que é trabalho escravo contemporâneo? O trabalho escravo não é somente uma violação trabalhista, tampouco se trata daquela escravidão dos períodos colonial e imperial do Brasil. Essa violação de direitos humanos não prende mais o indivíduo a correntes, mas compreende outros mecanismos, que acometem a dignidade e a liberdade do trabalhador e o mantêm submisso a uma situação extrema de exploração.
    (3) Qualquer um dos quatro elementos abaixo é suficiente para configurar uma situação de trabalho escravo: TRABALHO FORÇADO: o indivíduo é obrigado a se submeter a condições de trabalho em que é explorado, sem possibilidade de deixar o local seja por causa de dívidas, seja por ameaça e violências física ou psicológica. JORNADA EXAUSTIVA: expediente penoso que vai além de horas extras e coloca em risco a integridade física do trabalhador, já que o intervalo entre as jornadas é insuficiente para a reposição de energia. Há casos em que o descanso semanal não é respeitado. Assim, o trabalhador também fica impedido de manter vida social e familiar.
    SERVIDÃO POR DÍVIDA: fabricação de dívidas ilegais referentes a gastos com transporte, alimentação, aluguel e ferramentas de trabalho. Esses itens são cobrados de forma abusiva e descontados do salário do trabalhador, que permanece sempre devendo ao empregador.
    CONDIÇÕES DEGRADANTES: um conjunto de elementos irregulares que caracterizam a precariedade do trabalho e das condições de vida sob a qual o trabalhador é submetido, atentando contra a sua dignidade.
    (4) Quem são os trabalhadores escravos? Em geral, são migrantes que deixaram suas casas em busca de melhores condições de vida e de sustento para as suas famílias. Saem de suas cidades atraídos por falsas promessas de aliciadores ou migram forçadamente por uma série de motivos, que podem incluir a falta de opção econômica, guerras e até perseguições políticas. No Brasil, os trabalhadores provêm de diversos estados das regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte, mas também podem ser migrantes internacionais de países latino-americanos – como a Bolívia, Paraguai e Peru –, africanos, além do Haiti e do Oriente Médio. Essas pessoas podem se destinar à região de expansão agrícola ou aos centros urbanos à procura de oportunidades de trabalho.
    (5) Tradicionalmente, o trabalho escravo é empregado em atividades econômicas na zona rural, como a pecuária, a produção de carvão e os cultivos de cana-de-açúcar, soja e algodão. Nos últimos anos, essa situação também é verificada em centros urbanos, principalmente na construção civil e na confecção têxtil.
    (6) No Brasil, 95% das pessoas submetidas ao trabalho escravo rural são homens. Em geral, as atividades para as quais esse tipo de mão de obra é utilizado exigem força física, por isso os aliciadores buscam principalmente homens e jovens. Os dados oficiais do Programa Seguro-Desemprego de 2003 a 2014 indicam que, entre os trabalhadores libertados, 72,1% são analfabetos ou não concluíram o quinto ano do Ensino Fundamental.
    (7) Muitas vezes, o trabalhador submetido ao trabalho escravo consegue fugir da situação de exploração, colocando a sua vida em risco. Quando tem sucesso em sua empreitada, recorre a órgãos governamentais ou organizações da sociedade civil para denunciar a violação que sofreu. Diante disso, o governo brasileiro tem centrado seus esforços para o combate desse crime, especialmente na fiscalização de propriedades e na repressão por meio da punição administrativa e econômica de empregadores flagrados utilizando mão de obra escrava.
    (8) Enquanto isso, o trabalhador libertado tende a retornar à sua cidade de origem, onde as condições que o levaram a migrar permanecem as mesmas. Diante dessa situação, o indivíduo pode novamente ser aliciado para outro trabalho em que será explorado, perpetuando uma dinâmica que chamamos de “Ciclo do Trabalho Escravo”.
    (9) Para que esse ciclo vicioso seja rompido, são necessárias ações que incidam na vida do trabalhador para além do âmbito da repressão do crime. Por isso, a erradicação do problema passa também pela adoção de políticas públicas de assistência à vítima e prevenção para reverter a situação de pobreza e de vulnerabilidade de comunidades.

    Adaptado.SUZUKI, Natalia; CASTELI, Thiago. Trabalho escravo é ainda uma realidade no Brasil.
    Disponível em:<http://www.cartaeducacao.com.br/aulas/fundamental-2/trabalho-escravo-e-ainda-uma-realidade-no-brasil/> .
    Acesso:19 mar. 2017.
    Em relação às impressões transmitidas pelo TEXTO, é CORRETO afirmar que ele
    Escolha uma alternativa para a questão f9ccf75d-cc
  • F9C6AE4D-CC

    Português

    Gêneros Textuais
    IF-PE · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    TRABALHO ESCRAVO É AINDA UMA REALIDADE NO BRASIL

    Esse tipo de violação não prende mais o indivíduo a correntes, mas acomete a liberdade do trabalhador e o mantém submisso a uma situação de exploração.

    (1) O trabalho escravo ainda é uma violação de direitos humanos que persiste no Brasil. A sua existência foi assumida pelo governo federal perante o país e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 1995, o que fez com que se tornasse uma das primeiras nações do mundo a reconhecer oficialmente a escravidão contemporânea em seu território. Daquele ano até 2016, mais de 50 mil trabalhadores foram libertados de situações análogas à de escravidão em atividades econômicas nas zonas rural e urbana.
    (2) Mas o que é trabalho escravo contemporâneo? O trabalho escravo não é somente uma violação trabalhista, tampouco se trata daquela escravidão dos períodos colonial e imperial do Brasil. Essa violação de direitos humanos não prende mais o indivíduo a correntes, mas compreende outros mecanismos, que acometem a dignidade e a liberdade do trabalhador e o mantêm submisso a uma situação extrema de exploração.
    (3) Qualquer um dos quatro elementos abaixo é suficiente para configurar uma situação de trabalho escravo: TRABALHO FORÇADO: o indivíduo é obrigado a se submeter a condições de trabalho em que é explorado, sem possibilidade de deixar o local seja por causa de dívidas, seja por ameaça e violências física ou psicológica. JORNADA EXAUSTIVA: expediente penoso que vai além de horas extras e coloca em risco a integridade física do trabalhador, já que o intervalo entre as jornadas é insuficiente para a reposição de energia. Há casos em que o descanso semanal não é respeitado. Assim, o trabalhador também fica impedido de manter vida social e familiar.
    SERVIDÃO POR DÍVIDA: fabricação de dívidas ilegais referentes a gastos com transporte, alimentação, aluguel e ferramentas de trabalho. Esses itens são cobrados de forma abusiva e descontados do salário do trabalhador, que permanece sempre devendo ao empregador.
    CONDIÇÕES DEGRADANTES: um conjunto de elementos irregulares que caracterizam a precariedade do trabalho e das condições de vida sob a qual o trabalhador é submetido, atentando contra a sua dignidade.
    (4) Quem são os trabalhadores escravos? Em geral, são migrantes que deixaram suas casas em busca de melhores condições de vida e de sustento para as suas famílias. Saem de suas cidades atraídos por falsas promessas de aliciadores ou migram forçadamente por uma série de motivos, que podem incluir a falta de opção econômica, guerras e até perseguições políticas. No Brasil, os trabalhadores provêm de diversos estados das regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte, mas também podem ser migrantes internacionais de países latino-americanos – como a Bolívia, Paraguai e Peru –, africanos, além do Haiti e do Oriente Médio. Essas pessoas podem se destinar à região de expansão agrícola ou aos centros urbanos à procura de oportunidades de trabalho.
    (5) Tradicionalmente, o trabalho escravo é empregado em atividades econômicas na zona rural, como a pecuária, a produção de carvão e os cultivos de cana-de-açúcar, soja e algodão. Nos últimos anos, essa situação também é verificada em centros urbanos, principalmente na construção civil e na confecção têxtil.
    (6) No Brasil, 95% das pessoas submetidas ao trabalho escravo rural são homens. Em geral, as atividades para as quais esse tipo de mão de obra é utilizado exigem força física, por isso os aliciadores buscam principalmente homens e jovens. Os dados oficiais do Programa Seguro-Desemprego de 2003 a 2014 indicam que, entre os trabalhadores libertados, 72,1% são analfabetos ou não concluíram o quinto ano do Ensino Fundamental.
    (7) Muitas vezes, o trabalhador submetido ao trabalho escravo consegue fugir da situação de exploração, colocando a sua vida em risco. Quando tem sucesso em sua empreitada, recorre a órgãos governamentais ou organizações da sociedade civil para denunciar a violação que sofreu. Diante disso, o governo brasileiro tem centrado seus esforços para o combate desse crime, especialmente na fiscalização de propriedades e na repressão por meio da punição administrativa e econômica de empregadores flagrados utilizando mão de obra escrava.
    (8) Enquanto isso, o trabalhador libertado tende a retornar à sua cidade de origem, onde as condições que o levaram a migrar permanecem as mesmas. Diante dessa situação, o indivíduo pode novamente ser aliciado para outro trabalho em que será explorado, perpetuando uma dinâmica que chamamos de “Ciclo do Trabalho Escravo”.
    (9) Para que esse ciclo vicioso seja rompido, são necessárias ações que incidam na vida do trabalhador para além do âmbito da repressão do crime. Por isso, a erradicação do problema passa também pela adoção de políticas públicas de assistência à vítima e prevenção para reverter a situação de pobreza e de vulnerabilidade de comunidades.

    Adaptado.SUZUKI, Natalia; CASTELI, Thiago. Trabalho escravo é ainda uma realidade no Brasil.
    Disponível em:<http://www.cartaeducacao.com.br/aulas/fundamental-2/trabalho-escravo-e-ainda-uma-realidade-no-brasil/> .
    Acesso:19 mar. 2017.
    Em relação ao gênero textual, é CORRETO afirmar que o TEXTO é
    Escolha uma alternativa para a questão f9c6ae4d-cc
  • 87EBE9D9-CB

    Português

    Coesão e coerência
    IF-PR · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
         Geralmente, há mais homens que mulheres na academia, cada um “sabendo” mais do que o outro sobre como cuidar melhor do corpo, ficar mais definido, conseguir um tanquinho permanente. (..) Nessa disputa cega, os homens começam a aumentar o tempo de academia. Junto a isso, fazem dietas para ganhar massa muscular sem acompanhamento profissional. Por fim, acabam tomando anabolizantes. Tudo isso, no curto prazo, tem resultados excelentes para o corpo. No longo prazo, a história é outra: insuficiência renal, câncer, tumores, necrose da pele. Acredite ou não, a não ser que você tenha uma genética muito favorável, só tem tanquinho e corpo definido quem usa anabolizantes ou vive pra isso. Se você estiver fora desses dois exemplos, terá que criar uma autoimagem diferente para não viver frustrado e não ter que apelar para recursos nada saudáveis
    (www.belezamasculina.com.br).
    Analise os segmentos negritados no texto e transcritos abaixo. Identifique em qual deles a resposta à pergunta feita entre parênteses, está no próprio texto, demonstrando correta estruturação.

    I) “Nessa disputa cega” (que disputa?).
    II) “... ou vive pra isso...” (isso o quê?).
    III) “... criar uma autoimagem diferente” (diferente do quê?).
    IV) “... e não ter que apelar para recursos nada saudáveis” (quais recursos?).

    Está(ão) correta(s) apenas:
    Escolha uma alternativa para a questão 87ebe9d9-cb
  • 87E845FD-CB

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-PR · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
         Geralmente, há mais homens que mulheres na academia, cada um “sabendo” mais do que o outro sobre como cuidar melhor do corpo, ficar mais definido, conseguir um tanquinho permanente. (..) Nessa disputa cega, os homens começam a aumentar o tempo de academia. Junto a isso, fazem dietas para ganhar massa muscular sem acompanhamento profissional. Por fim, acabam tomando anabolizantes. Tudo isso, no curto prazo, tem resultados excelentes para o corpo. No longo prazo, a história é outra: insuficiência renal, câncer, tumores, necrose da pele. Acredite ou não, a não ser que você tenha uma genética muito favorável, só tem tanquinho e corpo definido quem usa anabolizantes ou vive pra isso. Se você estiver fora desses dois exemplos, terá que criar uma autoimagem diferente para não viver frustrado e não ter que apelar para recursos nada saudáveis
    (www.belezamasculina.com.br).
    Assinale a alternativa que apresenta o melhor título para o texto base.
    Escolha uma alternativa para a questão 87e845fd-cb
  • 87D7B74E-CB

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-PR · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    O texto a seguir, um excerto do conto As Cerejas, de Lygia Fagundes Telles, servirá de base para a questão. 

         Aquela gente teria mesmo existido? Madrinha tecendo a cortina de crochê com um anjinho a esvoaçar por entre rosas, a pobre Madrinha sempre afobada, piscando os olhinhos estrábicos, vocês não viram onde deixei meus óculos? A preta Dionísia a bater as claras de ovos em ponto de neve, a voz ácida contrastando com a doçura dos cremes, esta receita é nova... Tia Olívia enfastiada e lânguida, abanando-se com uma ventarola chinesa, a voz pesada indo e vindo ao embalo da rede, fico exausta no calor... (...)
         A casa em meio do arvoredo, o rio, as tardes como que suspensas na poeira do ar - desapareceu tudo sem deixar vestígios. Ficaram as cerejas, só elas resistiram com sua vermelhidão de loucura. Basta abrir a gaveta: algumas foram roídas por alguma barata e nessas o algodão estoura, empelotado, não, tia Olívia, não eram de cera, eram de algodão suas cerejas vermelhas.
         Ela chegou inesperadamente. Um cavaleiro trouxe o recado do chefe da estação pedindo a charrete para a visita que acabara de desembarcar.
         – É Olívia! – exclamou Madrinha. – É a prima! Alberto escreveu dizendo que ela viria, mas não disse quando, ficou de avisar. (...)
         – Como se já não bastasse esse menino que também chegou sem aviso...
         O menino era Marcelo. Tinha apenas dois anos mais do que eu mas era tão alto e parecia tão adulto com suas belas roupas de montaria, que tive vontade de entrar debaixo do armário quando o vi pela primeira vez. 
          – Um calor na viagem! – gemeu tia Olívia em meio de uma onda de perfumes e malas. – E quem é este rapazinho?
        – Pois este é o Marcelo, filho do Romeu – disse Madrinha. – Você não se lembra do Romeu? Primo-irmão do Alberto...
         Tia Olívia desprendeu do chapeuzinho preto dois grandes alfinetes de pérola em formato de pera. O galho de cerejas estremeceu no vértice do decote da blusa transparente. Desabotoou o casaco. (...)
         Tia Olívia ajeitou com as mãos em concha o farto coque preso na nuca. Umedeceu os lábios com a ponta da língua. (...)
          Aproximei-me fascinada. Nunca tinha visto ninguém como tia Olívia, ninguém com aqueles olhos pintados de verde e com aquele decote assim fundo.
           – É de cera? – perguntei tocando-lhe uma das cerejas.
          Ela acariciou-me a cabeça com um gesto distraído. Senti bem de perto seu perfume.
          – Acho que sim, querida. Por quê? Você nunca viu cerejas?
         – Só na folhinha.
        Ela teve um risinho cascateante. No rosto muito branco a boca parecia um largo talho aberto, com o mesmo brilho das cerejas.
         – Na Europa são tão carnudas, tão frescas. (...)
    Sobre os elementos narrativos do excerto do conto As Cerejas de Lygia Fagundes Telles, é correto afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 87d7b74e-cb
  • 87D50694-CB

    Português

    Gêneros Textuais
    IF-PR · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia os dois textos a seguir.

    Texto I

    Uns nasceram para cantar, outros para dançar, outros nasceram simplesmente para serem outros. Eu nasci para estar calado. Minha única vocação é o silencio. Foi meu pai que me explicou: tenho inclinação para não falar, um talento para apurar silêncios. Escrevo bem, silêncios, no plural. Sim, porque não há um único silêncio. E todo o silêncio é música em estado de gravidez. (Mia Couto)

    Texto II

    Não te abras com teu amigo
    Que ele um outro amigo tem
    E o amigo do teu amigo
    Possui amigos também... (Mário Quintana)

    Analise as afirmações:

    I) Os textos I e II são poesias.
    II) Os textos I e II estão escritos, respectivamente, em prosa e em verso.
    III) A poesia, necessariamente, tem rima e ritmo, o que só se vê no texto II.
    IV) Apenas o texto I pertence ao gênero lírico, pois a linguagem é marcada pela subjetividade.
    V) O texto II é um poema.

    A alternativa que reúne apenas itens corretos é:
    Escolha uma alternativa para a questão 87d50694-cb
  • 87D212FE-CB

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-PR · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Analise os textos (itens) abaixo, considerando os conhecimentos sobre variação linguística e norma padrão.

    I) Aqui em Minas os pobres não vão badaponti, nem pro meidaprass.
    II) O Arnesto nos convidô prum samba, ele mora no Brás nóis fumo e não encontremos ninguém... (Adoniram Barbosa).
    III) Toma aí, chê, uma guampa de canha.
    IV) V.Exª, data vênia, não adentrou às entranhas meritórias doutrinárias e jurisprudenciais acopladas na inicial, que caracterizam, hialinamente, o dano sofrido.

    Identifique a alternativa correta, quanto ao uso da língua, nos textos acima.
    Escolha uma alternativa para a questão 87d212fe-cb
  • 87CC695E-CB

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-PR · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Com base na charge abaixo, assinale a alternativa correta na questão.

    Imagem da questão de Português, IF-PR 2017, Interpretação de Textos

    Em relação aos elementos constitutivos da charge:
    Escolha uma alternativa para a questão 87cc695e-cb
  • 87C9767B-CB

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-PR · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Com base na charge abaixo, assinale a alternativa correta na questão.

    Imagem da questão de Português, IF-PR 2017, Interpretação de Textos

    O que confere humor ao texto?
    Escolha uma alternativa para a questão 87c9767b-cb
  • 4994BF2D-CA

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO:

    Auto da Barca do Inferno

    (Aproxima-se um corregedor com uma vara na mão

    e diz chegando à Barca do Inferno:)

    Corregedor – Hou da barca?

    Diabo – Que quereis?

    Corregedor – Está aqui o senhor juiz.

    Diabo – Oh amador de perdiz* / quantos processos

    trazeis?

    Corregedor – Por trazê-los, bem vereis, / venho muito

    contrafeito.

    Diabo – Como anda lá o Direito?

    Corregedor – Nos autos constatareis.

    Diabo – Ora, pois, entrai, vejamos / o que dizem tais

    Corregedor – Para onde vai o batel?

    Diabo – No inferno nós ancoramos.

    Corregedor – Como? À terra dos demônios / há de ir um

    corregedor? [...]

    Diabo – Ora, entrai nos negros fados. / Ireis ao lago dos

    cães / e vereis os escrivães / como estão bem

    prosperados.

    Corregedor – Vão à terra dos danados / os novos

    evangelistas?

    Diabo – Os mestres das fraudes vistas / lá estão bem

    atormentados [...]

    *“amador de perdiz” – referência ao fato de os juízes aceitarem,

    como agrado, a doação de coelhos e perdizes.

    VICENTE, GIL. Três autos: da alma; da barca do inferno; de Mofina Mendes. Livre adaptação de Walmir Ayala. Rio de Janeiro: Ediouro; São Paulo: Publifolha, 1997. p. 145 -153.


    Sobre o trecho da cena transcrito e a obra de onde foi extraído, é correto afirmar:

    I. A cena se inicia com a chegada do corregedor, que é representante do judiciário, à Barca do Inferno, quando o Diabo lhe dirige a primeira acusação: a de corrupção, por manipular a justiça em benefício próprio, com a aceitação de suborno sob a forma de presentes ou doações.

    II. Na obra, através de farta argumentação e de provas forjadas, o corregedor consegue convencer o Diabo e o Anjo de sua inocência. Por isso, após ser perdoado, aceita o pedido de desculpas de ambos e se encaminha para a Barca do Paraíso, onde é recebido com muitos festejos e intensa louvação.

    III. Na obra, o autor, para relativizar os conceitos de bem e mal, de certo e errado, evitando uma perspectiva maniqueísta, coloca circunstâncias em que o Anjo e o Diabo trocam de papéis e passam a dirigir, respectivamente, a Barca do Inferno e a Barca da Glória. Com isso, o julgamento se torna mais preciso e a punição mais justa.

    IV. O cenário da obra é um porto onde se encontram ancoradas duas barcas: uma, guiada pelo Diabo, tem como destino o inferno; outra, guiada por um Anjo, leva ao paraíso. Nelas são acomodadas as pessoas que se aproximam e que já morreram, selecionadas pelo Diabo ou pelo Anjo, segundo sua conduta quando estavam vivas.

    V. A obra é uma sátira social e moral, pois veicula criticas aos costumes impróprios ou pecados de figuras poderosas da época, que são julgadas e punidas com a condenação ao inferno. Trata-se de uma temática que, embora contextualizada no século XVI, em Portugal, guarda certa atualidade e pertinência com questões contemporâneas.

    A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a

    Escolha uma alternativa para a questão 4994bf2d-ca
  • 4948175C-CA

    Português

    Coesão e coerência
    Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO:

    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia 2017, Coesão e coerência

    Figura 2 de 2 da questão de Português, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia 2017, Coesão e coerência

    De acordo com uma associação de ideias ensejada pelo texto, “esclarecimento” e “discernimento” (l. 45) se relacionam com
    Escolha uma alternativa para a questão 4948175c-ca
  • C60AF496-CA

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Figura 1 de 3 da questão de Português, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia 2017, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 3 da questão de Português, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia 2017, Interpretação de Textos

    Figura 3 de 3 da questão de Português, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia 2017, Interpretação de Textos


    TIBURI, Marcia e CASARA, Rubens. Ódio à inteligência: sobre o antiintelectualismo. Disponível em: . Acesso em: 08 nov. 2016. 

    Caracteriza o “anti-intelectualismo” (l. 43)
    Escolha uma alternativa para a questão c60af496-ca
  • 47B4F13F-CA

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia 2017, Interpretação de Textos


    LISPECTOR, Clarice. Viagem a Petrópolis. A Legião Estrangeira. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. p. 63-71.

    Sobre o trecho transcrito e a obra de onde foi extraído, é correto afirmar:

    I. Viagem a Petrópolis é um dos últimos contos escritos pela autora, no qual a protagonista Mocinha, cujo nome verdadeiro é Margarida, foge de casa dos filhos onde vivia de favores e vai para a casa de parentes, onde também é rejeitada e torna a fugir, morrendo de desgosto numa estrada, por se sentir abandonada pela família.
    II. No primeiro parágrafo (l. 1-12), na apresentação de características físicas e psicológicas da personagem, a afetividade sugerida pelo diminutivo “sequinha” (l. 1) e pelo adjetivo “doce” (l. 1) revela empatia do narrador em relação à personagem, cuja saga é apresentada metaforicamente através das características de seu vestido, como “velho documento de sua vida.” (l. 4).
    III. No terceiro parágrafo (l. 14-18), na fala de Arnaldo, a entonação é agressiva e emblemática da rejeição e exclusão da personagem, uma pessoa idosa que é tratada como estorvo. Estabelece-se, aí, um contraste, entre o discurso de poder e de opressão que se volta contra Mocinha e sua atitude de submissão e silenciamento evidenciada ao longo de todo o conto.
    IV. A expressão “em lembrança do berço” (l. 7) é uma referencia ao fato de que, no conto, a personagem Mocinha frequentemente se refugiava nas memórias agradáveis do tempo da infância e da juventude, como forma de fugir da realidade e, já no final da vida, em seu delírio de morte, pensa poder voltar a viver naquele tempo, para superar os traumas vividos na idade adulta e na velhice.
    V. No último parágrafo, céu estrada e tronco de árvore são os elementos da paisagem que, finalmente, acolhem a personagem em seus últimos momentos. Sua morte se dá do mesmo modo em que viveu: anônima, resignada, sem vínculos afetivos, em condições de desamparo e solidão, embora pareça desconhecer as condições subumanas em que viveu e a forma como foi tratada.


    A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a
    Escolha uma alternativa para a questão 47b4f13f-ca
  • 47B20434-CA

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    A voz o chama. Uma voz que o alegra, que faz bater seu coração. Ajudar a mudar o destino de todos os pobres. Uma voz que atravessa a cidade, que parece vir dos atabaques que ressoam nas macumbas da religião ilegal dos negros. Uma voz que vem com o ruído dos bondes onde vão os condutores e motorneiros grevistas. Uma voz que vem do cais, do peito dos estivadores, de João de Adão, de seu pai morrendo num comício, dos marinheiros dos navios, dos saveiristas e dos canoeiros. Uma voz que vem do grupo que joga a luta da capoeira, que vem dos golpes que o Querido-de-Deus aplica. Uma voz que vem mesmo do padre José Pedro, padre pobre de olhos espantados diante do destino terrível dos Capitães da Areia. Uma voz que vem das filhas-de-santo do candomblé de Don’Aninha, na noite que a polícia levou Ogum. [...] Uma voz que convida para a festa da luta. Que é como um samba alegre de negro, como o ressoar dos atabaques nas macumbas. Voz que vem da lembrança de Dora, valente lutadora. Voz que chama Pedro Bala. Como a voz de Deus chamava Pirulito, a voz do ódio o Sem-Pernas, como a voz dos sertanejos chamava Volta Seca para o grupo de Lampião. Voz poderosa como nenhuma outra. Porque é uma voz que chama para lutar por todos, pelo destino de todos, sem exceção. [...] Dentro de Pedro Bala uma voz o chama: voz que traz para a canção da Bahia, a canção da liberdade. Voz poderosa que o chama. Voz de toda a cidade pobre da Bahia, voz da liberdade. [...]

    AMADO, Jorge. Capitães da Areia. 3 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. p. 266-267.
    Sobre o trecho transcrito e a obra de onde foi extraído, é correto afirmar:

    I. Diferentemente das outras obras de ficção de Jorge Amado, essa obra é não ficcional, pois tem um caráter essencialmente documental. Nela, histórias sobre personagens reais, recolhidas pelo autor em suas vivências na cidade de Salvador, constituem um mosaico de situações vivenciadas por meninos de rua.
    II. Nessa obra, o autor consegue agregar seu posicionamento crítico em relação à injustiça, bem como sua crença na possibilidade de uma revolução social, com uma visão e uma linguagem poéticas, evidentes, principalmente, nas referências e louvores ao sincretismo religioso, à cidade de Salvador, sua paisagem e sua gente sofredora.
    III. O personagem Pedro Bala é um negro que, quando adolescente, em Salvador, foi líder de um grupo de meninos de rua, vítimas da exclusão, da opressão e da injustiça social. O trecho transcrito expressa a convocação emocionada que ele, já adulto e sindicalista, faz a seus antigos companheiros para aderirem à revolução socialista.
    IV. Nesse trecho, o autor expressa os apelos de uma voz interior de Pedro Bala, como um chamamento íntimo de todos os oprimidos com quem conviveu em Salvador, que o convocam a aderir à utopia de criação de uma sociedade justa, pluralista, democrática e inclusiva, capaz de garantir a todos os necessários espaços de liberdade.
    V. Pedro Bala, já adulto, tem surtos de loucura, nos quais ouve vozes vinculadas a todas as suas vivências passadas, em Salvador. O trecho retrata um desses surtos em que, num delírio épico, ele retoma seus vínculos identitários e se considera capaz de liderar um processo revolucionário para resgatar a liberdade dos oprimidos socialmente e dos discriminados pela opção de fé.


    A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a
    Escolha uma alternativa para a questão 47b20434-ca
  • 47AF4A5A-CA

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Auto da Barca do Inferno

    (Aproxima-se um corregedor com uma vara na mão e diz chegando à Barca do Inferno:)
    Corregedor – Hou da barca?
    Diabo – Que quereis?
    Corregedor – Está aqui o senhor juiz.
    Diabo – Oh amador de perdiz* / quantos processos trazeis?
    Corregedor – Por trazê-los, bem vereis, / venho muito contrafeito.
    Diabo – Como anda lá o Direito?
    Corregedor – Nos autos constatareis.
    Diabo – Ora, pois, entrai, vejamos / o que dizem tais papéis.
    Corregedor – Para onde vai o batel?
    Diabo – No inferno nós ancoramos.
    Corregedor – Como? À terra dos demônios / há de ir um corregedor? [...]
    Diabo – Ora, entrai nos negros fados. / Ireis ao lago dos cães / e vereis os escrivães / como estão bem prosperados.
    Corregedor – Vão à terra dos danados / os novos evangelistas?
    Diabo – Os mestres das fraudes vistas / lá estão bem atormentados [...]


    *“amador de perdiz” – referência ao fato de os juízes aceitarem, como agrado, a doação de coelhos e perdizes.
    VICENTE, GIL. Três autos: da alma; da barca do inferno; de Mofina Mendes. Livre adaptação de Walmir Ayala. Rio de Janeiro: Ediouro; São Paulo: Publifolha, 1997. p. 145 -153. 
    Sobre o trecho da cena transcrito e a obra de onde foi extraído, é correto afirmar:

    I. A cena se inicia com a chegada do corregedor, que é representante do judiciário, à Barca do Inferno, quando o Diabo lhe dirige a primeira acusação: a de corrupção, por manipular a justiça em benefício próprio, com a aceitação de suborno sob a forma de presentes ou doações.
    II. Na obra, através de farta argumentação e de provas forjadas, o corregedor consegue convencer o Diabo e o Anjo de sua inocência. Por isso, após ser perdoado, aceita o pedido de desculpas de ambos e se encaminha para a Barca do Paraíso, onde é recebido com muitos festejos e intensa louvação.
    III. Na obra, o autor, para relativizar os conceitos de bem e mal, de certo e errado, evitando uma perspectiva maniqueísta, coloca circunstâncias em que o Anjo e o Diabo trocam de papéis e passam a dirigir, respectivamente, a Barca do Inferno e a Barca da Glória. Com isso, o julgamento se torna mais preciso e a punição mais justa.
    IV. O cenário da obra é um porto onde se encontram ancoradas duas barcas: uma, guiada pelo Diabo, tem como destino o inferno; outra, guiada por um Anjo, leva ao paraíso. Nelas são acomodadas as pessoas que se aproximam e que já morreram, selecionadas pelo Diabo ou pelo Anjo, segundo sua conduta quando estavam vivas.
    V. A obra é uma sátira social e moral, pois veicula criticas aos costumes impróprios ou pecados de figuras poderosas da época, que são julgadas e punidas com a condenação ao inferno. Trata-se de uma temática que, embora contextualizada no século XVI, em Portugal, guarda certa atualidade e pertinência com questões contemporâneas.


    A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a
    Escolha uma alternativa para a questão 47af4a5a-ca
  • 47A6BA19-CA

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO:

    Imagem da questão de Português, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia 2017, Interpretação de Textos

    Transcrição de diálogo do filme ELE ESTÁ DE VOLTA, entre Hitler (H) e Sawatzki (S). Sawatzki mantém Hitler sob a mira de um revólver e o ameaça, dirigindo-o para a beirada do pátio de um edifício alto.

    H – Sawatzki? [vira-se para trás e vê Sawatzki que lhe aponta um revólver]. Você demorou de responder...

    S – É você... Você é ele!...

    H – Nunca disse o contrário. Acho que meu destino é me despedir de meus leais companheiros de trabalho.

    S – Por ali [indica uma porta que dá acesso ao pátio superior de um edifício]. A história está se repetindo. Está enganando as pessoas com seus discursos.

    H – Ah, Sawatzki, você não entende. Em 1933, ninguém precisou de discurso nenhum. O povo elegeu um líder que deixou claro para todos quais eram seus planos. Os alemães me elegeram...

    S – [Encaminha-o, apontando o revólver, para a beirada do prédio]. Continue... Você é um monstro! H – Sou? Então é melhor culpar também aqueles que elegeram esse monstro. Eles todos eram monstros? Não, eram pessoas normais... Que escolheram eleger alguém diferente dos outros, para confiarem o destino de seu país. O que vai fazer, Sawatzki? Impedir as eleições?

    S – Não, mas vou impedir você...

    H– Nunca se perguntou por que as pessoas me seguem? Porque, no fundo, elas são como eu. Têm os mesmos princípios. E é por isso que você não vai atirar...

    [Sawatzki atira]


    ELE ESTÁ DE VOLTA. Direção de David Wnendt. Intérpretes: Oliver Masucci, Fabian Busch, Thomas Köppl e outros. Alemanha, 2015. Baseado no livro Er Ist Wieder Da, de Timur Vermes.

    Na cena transcrita, frente ao julgamento que dele faz o personagem Sawatzki, o personagem Hitler reage do seguinte modo:
    Escolha uma alternativa para a questão 47a6ba19-ca
  • 479EBC2A-CA

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Ódio à inteligência: sobre o
    anti-intelectualismo

    Figura 1 de 4 da questão de Português, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia 2017, Interpretação de Textos
    Figura 2 de 4 da questão de Português, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia 2017, Interpretação de Textos
    Figura 3 de 4 da questão de Português, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia 2017, Interpretação de Textos

    TIBURI, Marcia e CASARA, Rubens. Ódio à inteligência: sobre o antiintelectualismo.
    Disponível em:<http://revistacult.uol.com.br/home/2016/> . Acesso em: 08 nov. 2016.

    Figura 4 de 4 da questão de Português, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia 2017, Interpretação de Textos

    Dahmer, André. https://66.media.tumblr.com/29b78461327db2f95 1c7c08fd84a9388/tumblr_mnkcw5fMPV1qmggloo1_500.jpg Acesso em: 15 nov. 2016.


    São trechos do texto que podem ser associados à narrativa da tirinha acima:


    I. “Os preconceitos não são inúteis. Eles têm uma função importantíssima na economia psíquica do preconceituoso.” (l. 1-3).

    II. “Vivemos tempos de descompensação emocional profunda, em uma espécie de vazio afetivo” (l. 22-23).

    III. “Há um ódio que se dirige atualmente à inteligência, ao conhecimento, à ciência, ao esclarecimento, ao discernimento.” (l. 43-45).

    IV. “Há, dividindo espaço com opressões próprias ao campo do saber, um estranho ódio ao saber em sua forma crítica e desconstrutiva.” (l. 53-55).

    V. “O pensamento e a ousadia intelectual tornaram-se insuportáveis para muitas pessoas” (l. 59-60).



    A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a

    Escolha uma alternativa para a questão 479ebc2a-ca
  • 479C340F-CA

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Ódio à inteligência: sobre o
    anti-intelectualismo

    Figura 1 de 3 da questão de Português, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia 2017, Interpretação de Textos
    Figura 2 de 3 da questão de Português, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia 2017, Interpretação de Textos
    Figura 3 de 3 da questão de Português, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia 2017, Interpretação de Textos

    TIBURI, Marcia e CASARA, Rubens. Ódio à inteligência: sobre o antiintelectualismo.
    Disponível em:<http://revistacult.uol.com.br/home/2016/> . Acesso em: 08 nov. 2016.

    O “messianismo” e a “peste” são categorias corretamente explicitadas, de acordo com o texto, em


    I. O messianismo faz crer que coragem, populismo e performance são os requisitos do sucesso político e qualidades para dirigir os destinos da pátria. A peste é uma categoria que transfigura os problemas brasileiros como males cuja solução depende da intercessão divina ou de líderes iluminados.

    II. A peste constitui uma referência ao passado, quando os problemas do país eram decorrentes de um sistema político retrógrado ou ultrapassado. Já o messianismo abarca os líderes que foram responsáveis pela superação desses problemas, a partir da valoração da ciência, do conhecimento e da educação.

    III. O messianismo supõe a necessidade, na direção política do país, de líderes heroicos, salvadores da pátria, mesmo que não disponham de preparo, cultura ou inteligência. Já a peste constitui uma concepção que atribui causa desconhecida e extensão indeterminada às dificuldades reais e mais graves do país.

    IV. A peste representa o perigo atual de disseminação de um ódio irracional dirigido para o conhecimento, o saber, a inteligência. Já o messianismo constitui uma crença de que existem indivíduos predestinados para as funções públicas por sua capacidade de resolver os problemas do país a partir de suas qualidades intelectuais e morais.

    V. Ambos, a peste e o messianismo são categorias vinculadas a uma lógica superada de pensamento, e estão presentes numa onda atual e crescente de conservadorismo, caracterizada pela rejeição a uma educação e um conhecimento capazes de estimular o senso crítico e a reflexão, atitudes indesejadas e combatidas.



    A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a

    Escolha uma alternativa para a questão 479c340f-ca
  • 6A3F8F0C-C4

    Português

    Figuras de Linguagem
    UEG · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Observe a imagem e leia o poema a seguir para responder à questão.

    Imagem da questão de Português, UEG 2017, Figuras de Linguagem
    O poema apresenta uma linguagem permeada de aliterações e assonâncias, o que lhe confere mais musicalidade, ao passo que a pintura apresenta traços de uma estética
    Escolha uma alternativa para a questão 6a3f8f0c-c4
  • 6A3CCEE9-C4

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Observe a imagem e leia o poema a seguir para responder à questão.

    Imagem da questão de Português, UEG 2017, Interpretação de Textos
    A leitura da pintura e do poema permite que se entreveja a importância da
    Escolha uma alternativa para a questão 6a3ccee9-c4