Questões do ENEM: Linguagens e Interpretação de Textos

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9.017 questões encontradas. Mostrando a página 212 de 451.

  • 6B741CFB-B5

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade Federal de Juiz de Fora - MG 2017, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 2 da questão de Português, Universidade Federal de Juiz de Fora - MG 2017, Interpretação de Textos

    Releia a frase:

    Há também gírias características de uma geração, muitas vezes empregadas por adolescentes como uma forma de se distinguir dos mais jovens e dos mais velhos. Como observa o sociolinguista Anthony Julius Naro, gírias adquiridas nesse período continuam sendo empregadas ao longo da vida, como marca da juventude.


    Segundo Naro, é correto afirmar que a gíria:

    Escolha uma alternativa para a questão 6b741cfb-b5
  • 6B6F1A3F-B5

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade Federal de Juiz de Fora - MG 2017, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 2 da questão de Português, Universidade Federal de Juiz de Fora - MG 2017, Interpretação de Textos

    De acordo com o texto, é correto afirmar que as gírias são
    Escolha uma alternativa para a questão 6b6f1a3f-b5
  • 5F6C5EAC-B5

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-PR · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    O texto a seguir servirá de base para a questão.

        Os financiamentos imobiliários com recursos da poupança ([Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo] SBPE) totalizaram R$ 20,6 bilhões no primeiro semestre deste ano, montante 9,1% inferior ao registrado em igual intervalo de 2016, de acordo com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

        Foram financiadas, com recursos das cadernetas de poupança, 82,5 mil unidades entre aquisições e construções no período, recuo de 17,9% em relação à primeira metade de 2016, quando 100,5 mil imóveis foram financiados.

        Apenas em junho, conforme a Abecip, o montante de financiamento imobiliário alcançou R$ 3,8 bilhões, alta de 6,5% em relação a maio, mas retração de 11,1% no período de um ano. A quantidade de imóveis financiados no mês passado subiu 5,7% e recuou 22%, nas mesmas bases de comparações, para 15,4 mil unidades.

        “O primeiro semestre foi ruim. Esperamos decrescimento menor ou ao menos empate com o ano passado e isso não aconteceu, mas o patamar de empréstimos continuou interessante”, disse o presidente da Abecip, Gilberto Abreu, em coletiva de imprensa, lembrando que as empresas estão em um ritmo menor de construção de novos empreendimentos após um ciclo de elevados estoques (Estadão, 26/07/2017).

    Releia o trecho negritado no texto e transcrito a seguir: “A quantidade de imóveis financiados no mês passado subiu 5,7% e recuou 22%, nas mesmas bases de comparações, para 15,4 mil unidades”. O significado de “nas mesmas bases” está explicitado na alternativa:
    Escolha uma alternativa para a questão 5f6c5eac-b5
  • 5F686A3B-B5

    Português

    Conjunções: Relação de causa e consequência
    IF-PR · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    O texto a seguir servirá de base para a questão.

        Os financiamentos imobiliários com recursos da poupança ([Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo] SBPE) totalizaram R$ 20,6 bilhões no primeiro semestre deste ano, montante 9,1% inferior ao registrado em igual intervalo de 2016, de acordo com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

        Foram financiadas, com recursos das cadernetas de poupança, 82,5 mil unidades entre aquisições e construções no período, recuo de 17,9% em relação à primeira metade de 2016, quando 100,5 mil imóveis foram financiados.

        Apenas em junho, conforme a Abecip, o montante de financiamento imobiliário alcançou R$ 3,8 bilhões, alta de 6,5% em relação a maio, mas retração de 11,1% no período de um ano. A quantidade de imóveis financiados no mês passado subiu 5,7% e recuou 22%, nas mesmas bases de comparações, para 15,4 mil unidades.

        “O primeiro semestre foi ruim. Esperamos decrescimento menor ou ao menos empate com o ano passado e isso não aconteceu, mas o patamar de empréstimos continuou interessante”, disse o presidente da Abecip, Gilberto Abreu, em coletiva de imprensa, lembrando que as empresas estão em um ritmo menor de construção de novos empreendimentos após um ciclo de elevados estoques (Estadão, 26/07/2017).

    Analise o último parágrafo do texto, transcrito a seguir, e depois escolha a alternativa correta.
    O primeiro semestre foi ruim. Esperamos (1) decrescimento (2) menor ou ao menos empate (3) com o ano passado e (4) isso não aconteceu, mas o patamar de empréstimos continuou interessante”, disse o presidente da Abecip, Gilberto Abreu, em coletiva de imprensa, lembrando que as empresas estão em um ritmo menor de construção de novos empreendimentos após um ciclo de elevados estoques.
    Há uma inadequação:
    Escolha uma alternativa para a questão 5f686a3b-b5
  • 5F651E87-B5

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-PR · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    O texto a seguir servirá de base para a questão.

        Os financiamentos imobiliários com recursos da poupança ([Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo] SBPE) totalizaram R$ 20,6 bilhões no primeiro semestre deste ano, montante 9,1% inferior ao registrado em igual intervalo de 2016, de acordo com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

        Foram financiadas, com recursos das cadernetas de poupança, 82,5 mil unidades entre aquisições e construções no período, recuo de 17,9% em relação à primeira metade de 2016, quando 100,5 mil imóveis foram financiados.

        Apenas em junho, conforme a Abecip, o montante de financiamento imobiliário alcançou R$ 3,8 bilhões, alta de 6,5% em relação a maio, mas retração de 11,1% no período de um ano. A quantidade de imóveis financiados no mês passado subiu 5,7% e recuou 22%, nas mesmas bases de comparações, para 15,4 mil unidades.

        “O primeiro semestre foi ruim. Esperamos decrescimento menor ou ao menos empate com o ano passado e isso não aconteceu, mas o patamar de empréstimos continuou interessante”, disse o presidente da Abecip, Gilberto Abreu, em coletiva de imprensa, lembrando que as empresas estão em um ritmo menor de construção de novos empreendimentos após um ciclo de elevados estoques (Estadão, 26/07/2017).

    Estratégias argumentativas são mecanismos utilizados em um texto, com o objetivo de convencer o leitor a respeito do assunto que desenvolve. Elas podem ser de diversos tipos, entre os quais:
    I) apresentação de argumentos concretos, como dados estatísticos, por exemplo;
    II) utilização de raciocínio lógico, que apresente comparação, por exemplo;
    III) exemplificação, relacionada ao assunto que se desenvolve;
    IV) alusão histórica, em que se busca a intertextualidade;
    V) argumento de autoridade, com a opinião de especialistas, para dar credibilidade ao texto.

    Indique, pela numeração acima, as estratégias presentes no artigo do Estadão:
    Escolha uma alternativa para a questão 5f651e87-b5
  • 5F62327F-B5

    Português

    Adjetivos
    IF-PR · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, IF-PR 2017, Adjetivos

    Assinale a alternativa que condiz com a articulação entre texto e imagem nos dois anúncios.
    Escolha uma alternativa para a questão 5f62327f-b5
  • 5F5F378B-B5

    Português

    Denotação e Conotação
    IF-PR · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, IF-PR 2017, Denotação e Conotação

    A respeito dos anúncios, analise as afirmativas a seguir.

    I) Ambos os textos exploram o recurso da polissemia.

    II) Os textos são impróprios; utilizam palavras ofensivas ou da gíria.

    III) O primeiro texto utiliza o recurso da intertextualidade, remetendo a “pai dos burros”.

    IV) No segundo texto, “pública” e “privada” são antônimos.

    V) As palavras “burro” e “privada” foram usadas em seu sentido denotativo.

    Estão corretas apenas:

    Escolha uma alternativa para a questão 5f5f378b-b5
  • 5F5BFB28-B5

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-PR · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o poema Açúcar, de Ferreira Gullar, com atenção.


    Em lugares distantes, onde não há hospital

    nem escola homens que não sabem ler e morrem de fome

    aos 27 anos

    plantaram e colheram a cana

    que viraria açúcar.


    Em usinas escuras,

    homens de vida amarga

    e dura

    produziram este açúcar

    branco e puro

    com que adoço meu café esta manhã em Ipanema.



    Os recursos expressivos e o enfoque do tema, oferecem ao texto um caráter:

    Escolha uma alternativa para a questão 5f5bfb28-b5
  • 5F569655-B5

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-PR · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto a seguir.

    E se o oceano incendiar

    E se cair neve no sertão

    E se o urubu cocorocar

    E se o botafogo for campeão

    E se o meu dinheiro não faltar

    E se o delegado for gentil

    E se tiver bife no jantar

    E se o carnaval cair em abril

    E se o telefone funcionar

    (...)

    E se tiver sopa pro peão (Francis Hime)


    Assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão 5f569655-b5
  • 5F520589-B5

    Português

    Coesão e coerência
    IF-PR · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Assinale a alternativa em que o texto está redigido corretamente, do ponto de vista da coesão textual.
    Escolha uma alternativa para a questão 5f520589-b5
  • 5F4F139C-B5

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-PR · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, IF-PR 2017, Interpretação de Textos

    Sobre a tirinha, é possível afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 5f4f139c-b5
  • 5F48DFD0-B5

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-PR · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, IF-PR 2017, Interpretação de Textos

    Assinale a alternativa que melhor registra a mensagem que a tirinha pretende veicular.
    Escolha uma alternativa para a questão 5f48dfd0-b5
  • 3C646179-B5

    Português

    Interpretação de Textos
    IF Sul - MG · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Sobre o romance “Capitães da Areia”, de Jorge Amado, é INCORRETO afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 3c646179-b5
  • 3C61085C-B5

    Português

    Interpretação de Textos
    IF Sul - MG · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Assinale a alternativa INCORRETA sobre a obra “Dois Irmãos” de Miltom Hatoum.
    Escolha uma alternativa para a questão 3c61085c-b5
  • 3C5DECB3-B5

    Português

    Interpretação de Textos
    IF Sul - MG · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos
    Sobre a obra “Dois Irmãos” de Milton Hatoum, considere as seguintes afirmativas:

    I – O título faz referência a dois irmãos que, supostamente, têm pais diferentes, nascendo daí uma rivalidade que destrói vidas e famílias.
    II – O cenário principal da obra é a cidade de Manaus, valorizando o porto, as ruas do centro, as praças e os bairros mais antigos.
    III – Rânia casou-se com o primeiro pretendente que apareceu para tentar esquecer o amor que sentia por Omar.
    IV – Omar envolveu-se seriamente com duas mulheres: Dália e Pau-Mulato; porém nos dois casos a mãe dele interveio, provocando a separação.
    V – Antes de morrer, Yaqub confessou que era o pai de Nael.

    Assinale a alternativa que contém as afirmativas CORRETAS:
    Escolha uma alternativa para a questão 3c5decb3-b5
  • 3C5AEDBF-B5

    Português

    Denotação e Conotação
    IF Sul - MG · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    O texto abaixo é poético. Leia-o com atenção e resolva as questões.

    “A lua,
    tal qual a dona de um bordel,
    pedia a cada estrela fria
    um brilho de aluguel.
    E nuvens,
    lá no mata-borrão do céu
    chupavam manchas torturadas
    – que sufoco!”

    (João Bosco e Aldir Blanc, “O bêbado e a equilibrista”)

    I – No fragmento há predomínio da linguagem denotativa, característica máxima do texto literário.
    II – A função referencial, presente no texto, transmite dados da realidade de forma subjetiva.
    III – Nos textos literários, o autor explora determinadas construções com a intenção deliberada de reforçar a mensagem.
    IV – No fragmento a figura de linguagem evidente é a prosopopeia.

    Assinale a alternativa correta após análise completa.
    Escolha uma alternativa para a questão 3c5aedbf-b5
  • 3C52B4C2-B5

    Português

    Análise sintática
    IF Sul - MG · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Nós, os brasileiros

    Uma editora europeia me pede que traduza poemas de autores estrangeiros sobre o Brasil. Como sempre, eles falam da Floresta Amazônica, uma floresta muito pouco real, aliás. Um bosque poético, com “mulheres de corpos alvíssimos espreitando entre os troncos das árvores, [...]”. Não faltam flores azuis, rios cristalinos e tigres mágicos.

    Traduzo os poemas por dever de ofício, mas com uma secreta – e nunca realizada – vontade de inserir ali um grãozinho de realidade. Nas minhas idas (nem tantas) ao exterior, onde convivi, sobretudo, com escritores ou professores e estudantes universitários – portanto, gente razoavelmente culta – eu fui invariavelmente surpreendida com a profunda ignorância a respeito de quem, como e o que somos. – A senhora é brasileira? Comentaram espantados alunos de uma universidade americana famosa. – Mas a senhora é loira!

    Depois de ler, num congresso de escritores em Amsterdã, um trecho de um dos meus romances traduzido em inglês, ouvi de um senhor elegante, dono de um antiquário famoso, que segurou comovido minhas duas mãos: – Que maravilha! Nunca imaginei que no Brasil houvesse pessoas cultas! Pior ainda, no Canadá alguém exclamou incrédulo: – Escritora brasileira? Ué, mas no Brasil existem editoras? A culminância foi a observação de uma crítica berlinense, num artigo sobre um romance meu editado por lá, acrescentando, a alguns elogios, a grave restrição: “porém não parece um livro brasileiro, pois não fala nem de plantas nem de índios nem de bichos”. 

    Diante dos três poemas sobre o Brasil, esquisitos para qualquer brasileiro, pensei mais uma vez que esse desconhecimento não se deve apenas à natural (ou inatural) alienação estrangeira quanto ao geograficamente fora de seus interesses, mas também a culpa é nossa. Pois o que mais exportamos de nós é o exótico e o folclórico. 

    Em uma feira do livro de Frankfurt, no espaço brasileiro, o que se via eram livros (não muito bem arrumados), muita caipirinha na mesa e televisões mostrando carnaval, futebol, praia e mato. E eu, mulher essencialmente urbana, escritora das geografias interiores de meus personagens eróticos, senti-me tão deslocada quanto um macaco em uma loja de cristais. Mesmo que tentasse explicar, ninguém acreditaria que eu era tão brasileira quanto qualquer negra de origem africana vendendo acarajé nas ruas de Salvador. Porque o Brasil é tudo isso. E nem a cor de meu cabelo e olhos, nem meu sobrenome, nem os livros que li na infância, nem o idioma que falei naquele tempo, além do português, fazem-me menos nascida e vivida nesta terra de tão surpreendentes misturas: imensa, desaproveitada, instigante e (por que ter medo da palavra?) maravilhosa.

    (Luft, Lya. Pensar e transgredir. Rio de Janeiro: Record, 2005, pág. 49 – 51) 
    Analise as passagens extraídas do texto e as afirmações feitas sobre cada uma delas e, em seguida, assinale a alternativa que contém a afirmação INCORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 3c52b4c2-b5
  • 3C4BFDAE-B5

    Português

    Interpretação de Textos
    IF Sul - MG · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos
    Nós, os brasileiros

    Uma editora europeia me pede que traduza poemas de autores estrangeiros sobre o Brasil. Como sempre, eles falam da Floresta Amazônica, uma floresta muito pouco real, aliás. Um bosque poético, com “mulheres de corpos alvíssimos espreitando entre os troncos das árvores, [...]”. Não faltam flores azuis, rios cristalinos e tigres mágicos.

    Traduzo os poemas por dever de ofício, mas com uma secreta – e nunca realizada – vontade de inserir ali um grãozinho de realidade. Nas minhas idas (nem tantas) ao exterior, onde convivi, sobretudo, com escritores ou professores e estudantes universitários – portanto, gente razoavelmente culta – eu fui invariavelmente surpreendida com a profunda ignorância a respeito de quem, como e o que somos. – A senhora é brasileira? Comentaram espantados alunos de uma universidade americana famosa. – Mas a senhora é loira!

    Depois de ler, num congresso de escritores em Amsterdã, um trecho de um dos meus romances traduzido em inglês, ouvi de um senhor elegante, dono de um antiquário famoso, que segurou comovido minhas duas mãos: – Que maravilha! Nunca imaginei que no Brasil houvesse pessoas cultas! Pior ainda, no Canadá alguém exclamou incrédulo: – Escritora brasileira? Ué, mas no Brasil existem editoras? A culminância foi a observação de uma crítica berlinense, num artigo sobre um romance meu editado por lá, acrescentando, a alguns elogios, a grave restrição: “porém não parece um livro brasileiro, pois não fala nem de plantas nem de índios nem de bichos”. 

    Diante dos três poemas sobre o Brasil, esquisitos para qualquer brasileiro, pensei mais uma vez que esse desconhecimento não se deve apenas à natural (ou inatural) alienação estrangeira quanto ao geograficamente fora de seus interesses, mas também a culpa é nossa. Pois o que mais exportamos de nós é o exótico e o folclórico. 

    Em uma feira do livro de Frankfurt, no espaço brasileiro, o que se via eram livros (não muito bem arrumados), muita caipirinha na mesa e televisões mostrando carnaval, futebol, praia e mato. E eu, mulher essencialmente urbana, escritora das geografias interiores de meus personagens eróticos, senti-me tão deslocada quanto um macaco em uma loja de cristais. Mesmo que tentasse explicar, ninguém acreditaria que eu era tão brasileira quanto qualquer negra de origem africana vendendo acarajé nas ruas de Salvador. Porque o Brasil é tudo isso. E nem a cor de meu cabelo e olhos, nem meu sobrenome, nem os livros que li na infância, nem o idioma que falei naquele tempo, além do português, fazem-me menos nascida e vivida nesta terra de tão surpreendentes misturas: imensa, desaproveitada, instigante e (por que ter medo da palavra?) maravilhosa.

    (Luft, Lya. Pensar e transgredir. Rio de Janeiro: Record, 2005, pág. 49 – 51) 
    (...) porém não parece um livro brasileiro, pois não fala nem de plantas (...)

    Os articuladores destacados podem ser substituídos, sem prejuízo do significado original no texto, por:
    Escolha uma alternativa para a questão 3c4bfdae-b5
  • 3C4938A3-B5

    Português

    Interpretação de Textos
    IF Sul - MG · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Nós, os brasileiros

    Uma editora europeia me pede que traduza poemas de autores estrangeiros sobre o Brasil. Como sempre, eles falam da Floresta Amazônica, uma floresta muito pouco real, aliás. Um bosque poético, com “mulheres de corpos alvíssimos espreitando entre os troncos das árvores, [...]”. Não faltam flores azuis, rios cristalinos e tigres mágicos.

    Traduzo os poemas por dever de ofício, mas com uma secreta – e nunca realizada – vontade de inserir ali um grãozinho de realidade. Nas minhas idas (nem tantas) ao exterior, onde convivi, sobretudo, com escritores ou professores e estudantes universitários – portanto, gente razoavelmente culta – eu fui invariavelmente surpreendida com a profunda ignorância a respeito de quem, como e o que somos. – A senhora é brasileira? Comentaram espantados alunos de uma universidade americana famosa. – Mas a senhora é loira!

    Depois de ler, num congresso de escritores em Amsterdã, um trecho de um dos meus romances traduzido em inglês, ouvi de um senhor elegante, dono de um antiquário famoso, que segurou comovido minhas duas mãos: – Que maravilha! Nunca imaginei que no Brasil houvesse pessoas cultas! Pior ainda, no Canadá alguém exclamou incrédulo: – Escritora brasileira? Ué, mas no Brasil existem editoras? A culminância foi a observação de uma crítica berlinense, num artigo sobre um romance meu editado por lá, acrescentando, a alguns elogios, a grave restrição: “porém não parece um livro brasileiro, pois não fala nem de plantas nem de índios nem de bichos”. 

    Diante dos três poemas sobre o Brasil, esquisitos para qualquer brasileiro, pensei mais uma vez que esse desconhecimento não se deve apenas à natural (ou inatural) alienação estrangeira quanto ao geograficamente fora de seus interesses, mas também a culpa é nossa. Pois o que mais exportamos de nós é o exótico e o folclórico. 

    Em uma feira do livro de Frankfurt, no espaço brasileiro, o que se via eram livros (não muito bem arrumados), muita caipirinha na mesa e televisões mostrando carnaval, futebol, praia e mato. E eu, mulher essencialmente urbana, escritora das geografias interiores de meus personagens eróticos, senti-me tão deslocada quanto um macaco em uma loja de cristais. Mesmo que tentasse explicar, ninguém acreditaria que eu era tão brasileira quanto qualquer negra de origem africana vendendo acarajé nas ruas de Salvador. Porque o Brasil é tudo isso. E nem a cor de meu cabelo e olhos, nem meu sobrenome, nem os livros que li na infância, nem o idioma que falei naquele tempo, além do português, fazem-me menos nascida e vivida nesta terra de tão surpreendentes misturas: imensa, desaproveitada, instigante e (por que ter medo da palavra?) maravilhosa.

    (Luft, Lya. Pensar e transgredir. Rio de Janeiro: Record, 2005, pág. 49 – 51) 
    Assinale a alternativa em que o significado da palavra em destaque está INCORRETAMENTE interpretado.
    Escolha uma alternativa para a questão 3c4938a3-b5
  • 3C461657-B5

    Português

    Interpretação de Textos
    IF Sul - MG · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Nós, os brasileiros

    Uma editora europeia me pede que traduza poemas de autores estrangeiros sobre o Brasil. Como sempre, eles falam da Floresta Amazônica, uma floresta muito pouco real, aliás. Um bosque poético, com “mulheres de corpos alvíssimos espreitando entre os troncos das árvores, [...]”. Não faltam flores azuis, rios cristalinos e tigres mágicos.

    Traduzo os poemas por dever de ofício, mas com uma secreta – e nunca realizada – vontade de inserir ali um grãozinho de realidade. Nas minhas idas (nem tantas) ao exterior, onde convivi, sobretudo, com escritores ou professores e estudantes universitários – portanto, gente razoavelmente culta – eu fui invariavelmente surpreendida com a profunda ignorância a respeito de quem, como e o que somos. – A senhora é brasileira? Comentaram espantados alunos de uma universidade americana famosa. – Mas a senhora é loira!

    Depois de ler, num congresso de escritores em Amsterdã, um trecho de um dos meus romances traduzido em inglês, ouvi de um senhor elegante, dono de um antiquário famoso, que segurou comovido minhas duas mãos: – Que maravilha! Nunca imaginei que no Brasil houvesse pessoas cultas! Pior ainda, no Canadá alguém exclamou incrédulo: – Escritora brasileira? Ué, mas no Brasil existem editoras? A culminância foi a observação de uma crítica berlinense, num artigo sobre um romance meu editado por lá, acrescentando, a alguns elogios, a grave restrição: “porém não parece um livro brasileiro, pois não fala nem de plantas nem de índios nem de bichos”. 

    Diante dos três poemas sobre o Brasil, esquisitos para qualquer brasileiro, pensei mais uma vez que esse desconhecimento não se deve apenas à natural (ou inatural) alienação estrangeira quanto ao geograficamente fora de seus interesses, mas também a culpa é nossa. Pois o que mais exportamos de nós é o exótico e o folclórico. 

    Em uma feira do livro de Frankfurt, no espaço brasileiro, o que se via eram livros (não muito bem arrumados), muita caipirinha na mesa e televisões mostrando carnaval, futebol, praia e mato. E eu, mulher essencialmente urbana, escritora das geografias interiores de meus personagens eróticos, senti-me tão deslocada quanto um macaco em uma loja de cristais. Mesmo que tentasse explicar, ninguém acreditaria que eu era tão brasileira quanto qualquer negra de origem africana vendendo acarajé nas ruas de Salvador. Porque o Brasil é tudo isso. E nem a cor de meu cabelo e olhos, nem meu sobrenome, nem os livros que li na infância, nem o idioma que falei naquele tempo, além do português, fazem-me menos nascida e vivida nesta terra de tão surpreendentes misturas: imensa, desaproveitada, instigante e (por que ter medo da palavra?) maravilhosa.

    (Luft, Lya. Pensar e transgredir. Rio de Janeiro: Record, 2005, pág. 49 – 51) 
    “Pois o que mais exportamos de nós é o exótico e o folclórico.” Assinale a alternativa que confirma essa afirmação da autora.
    Escolha uma alternativa para a questão 3c461657-b5