Questões do ENEM: Linguagens e Interpretação de Textos

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9.017 questões encontradas. Mostrando a página 232 de 451.

  • 30E2C557-6A

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    A QUESTÃO REFERE-SE AO CONTO “O ESPELHO”, do livro PRIMEIRAS ESTÓRIAS, DE JOÃO GUIMARÃES ROSA.

    Solicito os reparos que se digne dar-me, a mim, servo do senhor, recente amigo, mas companheiro no amor da ciência, de seus transviados acertos e de seus esbarros titubeados. Sim?

    No trecho final do conto, observa-se a ênfase de um recurso utilizado em todo o texto.

    Esse recurso produz o seguinte efeito:

    Escolha uma alternativa para a questão 30e2c557-6a
  • 30E0160F-6A

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos
    A QUESTÃO REFERE-SE AO CONTO “O ESPELHO”, do livro PRIMEIRAS ESTÓRIAS, DE JOÃO GUIMARÃES ROSA.

    Que amedrontadora visão seria então aquela? Quem o Monstro?

    Com base na leitura do conto, a visão retratada na pergunta desencadeia o seguinte sentimento:

    Escolha uma alternativa para a questão 30e0160f-6a
  • 30DD7746-6A

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos
    A QUESTÃO REFERE-SE AO CONTO “O ESPELHO”, do livro PRIMEIRAS ESTÓRIAS, DE JOÃO GUIMARÃES ROSA.

    Marcelo Gleiser, em “O poder criativo da imperfeição”, formula uma tese a respeito da relação entre ciência e realidade. O narrador do conto estabelece reflexões acerca do conhecimento que dialogam com essa tese.

    O trecho do conto que melhor sintetiza esse diálogo é:

    Escolha uma alternativa para a questão 30dd7746-6a
  • 30DAE4E7-6A

    Português

    Gêneros Textuais
    UERJ · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    A QUESTÃO REFERE-SE AO CONTO “O ESPELHO”, do livro PRIMEIRAS ESTÓRIAS, DE JOÃO GUIMARÃES ROSA.

    − Se quer seguir-me, narro-lhe; não uma aventura, mas experiência, a que me induziram, alternadamente, séries de raciocínios e intuições.

    A fala inicial do conto anuncia que a história combina gêneros textuais distintos.

    Além da narrativa, o outro gênero que se realiza nesse conto é o da:

    Escolha uma alternativa para a questão 30dae4e7-6a
  • 30D824A1-6A

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2017Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    A QUESTÃO REFERE-SE AO CONTO “A TERCEIRA MARGEM DO RIO”, DO LIVRO PRIMEIRA ESTÓRIAS, DE JOÃO GUIMARÃES ROSA. 

    De dia e de noite, com sol ou aguaceiros, calor, sereno, e nas friagens terríveis de meio-do-ano, sem arrumo, só com o chapéu velho na cabeça, por todas as semanas, e meses, e os anos – sem fazer conta do se-ir do viver.

    A expressão sublinhada é um exemplo das recriações linguísticas do autor. Seu sentido, com base no trecho citado, pode ser definido como:

    Escolha uma alternativa para a questão 30d824a1-6a
  • 30D55F24-6A

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    A QUESTÃO REFERE-SE AO CONTO “A TERCEIRA MARGEM DO RIO”, DO LIVRO PRIMEIRA ESTÓRIAS, DE JOÃO GUIMARÃES ROSA. 

    Guimarães Rosa afirmou, em uma entrevista, que somente renovando a língua é que se pode renovar o mundo. Visando a essa renovação, recorria a neologismos e inversões pouco usuais de termos, explorando novos sentidos em seus textos.

    Um exemplo dessas inversões encontra-se em:

    Escolha uma alternativa para a questão 30d55f24-6a
  • 30D2B3B2-6A

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    A QUESTÃO REFERE-SE AO CONTO “A TERCEIRA MARGEM DO RIO”, DO LIVRO PRIMEIRA ESTÓRIAS, DE JOÃO GUIMARÃES ROSA. 

    O conto constrói uma alegoria, ou seja, uma metáfora ampliada que o organiza.

    Esse aspecto alegórico é reforçado pelo modo de identificação dos personagens, o que se faz por meio de:

    Escolha uma alternativa para a questão 30d2b3b2-6a
  • 30D01123-6A

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos
    A QUESTÃO REFERE-SE AO CONTO “A TERCEIRA MARGEM DO RIO”, DO LIVRO PRIMEIRA ESTÓRIAS, DE JOÃO GUIMARÃES ROSA. 

    Considere a hipótese de que o título “A terceira margem do rio” se refere também à própria ficção, que se desenvolve entre duas margens: a da realidade e a da imaginação.

    O trecho do conto que melhor comprova essa hipótese de leitura é:

    Escolha uma alternativa para a questão 30d01123-6a
  • 30CD6ED6-6A

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UERJ 2017, Interpretação de Textos

    A literatura pode nos ajudar a amenizar o drama da paciente francesa. (l. 22)

    No penúltimo parágrafo, a história do personagem citado pela autora reforça a seguinte tese central do texto:

    Escolha uma alternativa para a questão 30cd6ed6-6a
  • 30CABE08-6A

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UERJ 2017, Interpretação de Textos

    É que o rosto não se reduz à dimensão da imagem: ele é a própria presentificação de um ser humano, em sua singularidade irrecusável. (l. 18-20)

    Em relação à declaração feita antes dos dois-pontos, o trecho sublinhado possui valor de:

    Escolha uma alternativa para a questão 30cabe08-6a
  • 30C270E5-6A

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UERJ 2017, Interpretação de Textos


    Na charge, o personagem formula uma pergunta cuja resposta está sugerida pela imagem refletida no espelho.

    A partir dos elementos contidos na imagem, trata-se de uma resposta que expressa o seguinte posicionamento:

    Escolha uma alternativa para a questão 30c270e5-6a
  • 30BFC5BF-6A

    Português

    Gêneros Textuais
    UERJ · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UERJ 2017, Gêneros Textuais

    Ao longo do texto, são mencionadas teorias que partem do princípio da unificação das forças da natureza.

    Em relação a essas teorias, Marcelo Gleiser apresenta, no último parágrafo, uma atitude de:

    Escolha uma alternativa para a questão 30bfc5bf-6a
  • 30AA1D1E-6A

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UERJ 2017, Interpretação de Textos

    O mapa milenar chinês “Yu Gong” fazia uma divisão esquemática de todo o mundo em cinco zonas retilíneas, organizadas de acordo com os quatro pontos cardeais baseados nos ventos. A civilização encontra-se no núcleo da imagem, destacando o domínio imperial. O grau de barbárie aumenta a cada quadrado que se afasta desse núcleo: governantes tributários, as regiões fronteiriças, os bárbaros “aliados” e, finalmente, a zona selvagem, sem cultura, que incluía a Europa.

    Adaptado de BROTTON, J. Uma história do mundo em doze mapas. Rio de Janeiro: Zahar, 2014.


    Tal como as teorias científicas, as concepções de mundo expressas através da cartografia também são aproximações passíveis de ajustes e revisões.

    No texto, a descrição do referencial utilizado para a criação de um mapa milenar chinês aponta para o seguinte aspecto, igualmente presente em documentos cartográficos de outras culturas:

    Escolha uma alternativa para a questão 30aa1d1e-6a
  • 30A75509-6A

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

    Figura 1 de 2 da questão de Português, UERJ 2017, Interpretação de Textos

                 Figura 2 de 2 da questão de Português, UERJ 2017, Interpretação de Textos


    Os zoólogos em seus museus de História Natural, sem se deslocarem mais do que poucos metros e abrindo apenas algumas gavetas, puderam viajar através de todos os continentes. Muitos aspectos comuns, que não podiam ser vistos em espécies perigosas distantes no tempo e no espaço, passaram a aparecer facilmente entre o conteúdo de uma vitrina e o da próxima.


    Adaptado de LOPES, M. O Brasil descobre a pesquisa científica:os museus e as ciências naturais no século XIX.

                                                                                             São Paulo: HUCITEC; Brasília: UnB, 2009.


    No decorrer dos séculos XIX e XX, museus de História Natural foram criados em diversos países. Esses espaços buscavam não só expor curiosidades, como também promover, em novas bases, o conhecimento científico de fenômenos e seres vivos.

    A promoção dessa forma de conhecimento sobre a natureza se relacionava com a seguinte sequência de procedimentos:

    Escolha uma alternativa para a questão 30a75509-6a
  • 30A49CA7-6A

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UERJ 2017, Interpretação de Textos

    Marcelo Gleiser sustenta que a ciência descreve a realidade por meio de uma série de aproximações.

    Desse modo, ele recusa a compreensão de que o objetivo da ciência seja estabelecer:

    Escolha uma alternativa para a questão 30a49ca7-6a
  • 30A08488-6A

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Figura 1 de 2 da questão de Português, UERJ 2017, Interpretação de Textos

                                Figura 2 de 2 da questão de Português, UERJ 2017, Interpretação de Textos

    Star Trek ou “Jornada nas Estrelas”, um clássico da ficção científica, completou 50 anos de existência em 2016. A série mostrava as aventuras da tripulação da nave USS Enterprise no século XXIII, com mundos e raças alienígenas convivendo. Ao fazer analogias com situações da época, abordava questões sociais contemporâneas em um contexto futurista. O elenco era bem diferenciado, apresentando uma mulher negra, um asiático e um russo, que trabalhavam juntos e com papéis de destaque. O monólogo de introdução em cada episódio afirmava: “Estas são as viagens da nave estelar Enterprise. Em sua missão de cinco anos, para explorar novos mundos, para pesquisar novas vidas, novas civilizações, audaciosamente indo aonde nenhum homem jamais esteve”.

                                                                                                             Adaptado de gamehall.uol.com.br.


    O desenvolvimento dos conhecimentos no campo da astronomia amplia a visão cósmica, como lembra o texto do físico Marcelo Gleiser, e as novas possibilidades de intervenção humana repercutem na produção de textos e filmes de ficção científica, a exemplo da série televisiva “Jornada nas Estrelas”.

    De acordo com a reportagem, os episódios da série fizeram analogias com situações das décadas de 1960 e 1970 ao tematizar os seguintes tópicos:

    Escolha uma alternativa para a questão 30a08488-6a
  • C66A3AC2-3B

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Folha – Qual é a sua maior preocupação com o DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, conhecido como a “bíblia da psiquiatria”)? Corremos o risco de todos sermos considerados doentes mentais?

    Allen Frances – O DSM-5 expandiu ainda mais o que já era um sistema de diagnóstico muito vagamente definido. Tristeza normal, como o luto, por exemplo, torna-se transtorno depressivo maior; comer em excesso, torna-se transtorno da compulsão alimentar; ataques de birras de crianças podem se tornar “transtorno do temperamento irregular”; o esquecimento na velhice passa a ser transtorno neurocognitivo leve; e as crianças normais são diagnosticadas com déficit de atenção e hiperatividade.

    Folha – Qual a influência que as grandes farmacêuticas exercem nessa tendência?

    Allen Frances – As multinacionais farmacêuticas não têm qualquer influência direta sobre as decisões do DSM, mas aproveitam qualquer oportunidade para criar novas desordens psiquiátricas. Eu acredito, por exemplo, que as farmacêuticas sejam as responsáveis por essas falsas epidemias de TDAH (transtorno do déficit de atenção e hiperatividade) e transtorno bipolar.

    (Cláudia Colucci. “Gastamos muito dinheiro para tratar pessoas normais, diz psiquiatra”. www.folha.uol.com.br, 11.09.2016.)

    De acordo com o texto,

    Escolha uma alternativa para a questão c66a3ac2-3b
  • C5F123FA-3B

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o trecho extraído do artigo “Cosmologia, 100”, de Antonio Augusto Passos Videira e Cássio Leite Vieira, para responder à questão.

          “Vou conduzir o leitor por uma estrada que eu mesmo percorri, árdua e sinuosa.” A frase – que tem algo da essência do hoje clássico A estrada não percorrida (1916), do poeta norte-americano Robert Frost (1874-1963) – está em um artigo científico publicado há cem anos, cujo teor constitui um marco histórico da civilização.

          Pela primeira vez, cerca de 50 mil anos depois de o Homo sapiens deixar uma mão com tinta estampada em uma pedra, a humanidade era capaz de descrever matematicamente a maior estrutura conhecida: o Universo. A façanha intelectual levava as digitais de Albert Einstein (1879-1955).

          Ao terminar aquele artigo de 1917, o físico de origem alemã escreveu a um colega dizendo que o que produzira o habilitaria a ser “internado em um hospício”. Mais tarde, referiu-se ao arcabouço teórico que havia construído como um “castelo alto no ar”.

          O Universo que saltou dos cálculos de Einstein tinha três características básicas: era finito, sem fronteiras e estático – o derradeiro traço alimentaria debates e traria arrependimento a Einstein nas décadas seguintes.

    Em “Considerações Cosmológicas na Teoria da Relatividade Geral”, publicado em fevereiro de 1917 nos Anais da Academia Real Prussiana de Ciências, o cientista construiu (de modo muito visual) seu castelo usando as ferramentas que ele havia forjado pouco antes: a teoria da relatividade geral, finalizada em 1915, esquema teórico já classificado como a maior contribuição intelectual de uma só pessoa à cultura humana.

          Esse bloco matemático impenetrável (mesmo para físicos) nada mais é do que uma teoria que explica os fenômenos gravitacionais. Por exemplo, por que a Terra gira em torno do Sol ou por que um buraco negro devora avidamente luz e matéria.

          Com a introdução da relatividade geral, a teoria da gravitação do físico britânico Isaac Newton (1642-1727) passou a ser um caso específico da primeira, para situações em que massas são bem menores do que as das estrelas e em que a velocidade dos corpos é muito inferior à da luz no vácuo (300 mil km/s).

          Entre essas duas obras de respeito (de 1915 e de 1917), impressiona o fato de Einstein ter achado tempo para escrever uma pequena joia, “Teoria da Relatividade Especial e Geral”, na qual populariza suas duas teorias, incluindo a de 1905 (especial), na qual mostrara que, em certas condições, o espaço pode encurtar, e o tempo, dilatar.

          Tamanho esforço intelectual e total entrega ao raciocínio cobraram seu pedágio: Einstein adoeceu, com problemas no fígado, icterícia e úlcera. Seguiu debilitado até o final daquela década.

          Se deslocados de sua época, Einstein e sua cosmologia podem ser facilmente vistos como um ponto fora da reta. Porém, a historiadora da ciência britânica Patricia Fara lembra que aqueles eram tempos de “cosmologias”, de visões globais sobre temas científicos. Ela cita, por exemplo, a teoria da deriva dos continentes, do geólogo alemão Alfred Wegener (1880-1930), marcada por uma visão cosmológica da Terra.

          Fara dá a entender que várias áreas da ciência, naquele início de século, passaram a olhar seus objetos de pesquisa por meio de um prisma mais amplo, buscando dados e hipóteses em outros campos do conhecimento.

                                                                     (Folha de S.Paulo, 01.01.2017. Adaptado.)

    Em “A façanha intelectual levava as digitais de Albert Einstein (1879-1955).” (2°parágrafo), o termo destacado pode ser substituído de modo mais adequado, tendo em vista o contexto, por:
    Escolha uma alternativa para a questão c5f123fa-3b
  • C5EB6D6A-3B

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o trecho extraído do artigo “Cosmologia, 100”, de Antonio Augusto Passos Videira e Cássio Leite Vieira, para responder à questão.

          “Vou conduzir o leitor por uma estrada que eu mesmo percorri, árdua e sinuosa.” A frase – que tem algo da essência do hoje clássico A estrada não percorrida (1916), do poeta norte-americano Robert Frost (1874-1963) – está em um artigo científico publicado há cem anos, cujo teor constitui um marco histórico da civilização.

          Pela primeira vez, cerca de 50 mil anos depois de o Homo sapiens deixar uma mão com tinta estampada em uma pedra, a humanidade era capaz de descrever matematicamente a maior estrutura conhecida: o Universo. A façanha intelectual levava as digitais de Albert Einstein (1879-1955).

          Ao terminar aquele artigo de 1917, o físico de origem alemã escreveu a um colega dizendo que o que produzira o habilitaria a ser “internado em um hospício”. Mais tarde, referiu-se ao arcabouço teórico que havia construído como um “castelo alto no ar”.

          O Universo que saltou dos cálculos de Einstein tinha três características básicas: era finito, sem fronteiras e estático – o derradeiro traço alimentaria debates e traria arrependimento a Einstein nas décadas seguintes.

    Em “Considerações Cosmológicas na Teoria da Relatividade Geral”, publicado em fevereiro de 1917 nos Anais da Academia Real Prussiana de Ciências, o cientista construiu (de modo muito visual) seu castelo usando as ferramentas que ele havia forjado pouco antes: a teoria da relatividade geral, finalizada em 1915, esquema teórico já classificado como a maior contribuição intelectual de uma só pessoa à cultura humana.

          Esse bloco matemático impenetrável (mesmo para físicos) nada mais é do que uma teoria que explica os fenômenos gravitacionais. Por exemplo, por que a Terra gira em torno do Sol ou por que um buraco negro devora avidamente luz e matéria.

          Com a introdução da relatividade geral, a teoria da gravitação do físico britânico Isaac Newton (1642-1727) passou a ser um caso específico da primeira, para situações em que massas são bem menores do que as das estrelas e em que a velocidade dos corpos é muito inferior à da luz no vácuo (300 mil km/s).

          Entre essas duas obras de respeito (de 1915 e de 1917), impressiona o fato de Einstein ter achado tempo para escrever uma pequena joia, “Teoria da Relatividade Especial e Geral”, na qual populariza suas duas teorias, incluindo a de 1905 (especial), na qual mostrara que, em certas condições, o espaço pode encurtar, e o tempo, dilatar.

          Tamanho esforço intelectual e total entrega ao raciocínio cobraram seu pedágio: Einstein adoeceu, com problemas no fígado, icterícia e úlcera. Seguiu debilitado até o final daquela década.

          Se deslocados de sua época, Einstein e sua cosmologia podem ser facilmente vistos como um ponto fora da reta. Porém, a historiadora da ciência britânica Patricia Fara lembra que aqueles eram tempos de “cosmologias”, de visões globais sobre temas científicos. Ela cita, por exemplo, a teoria da deriva dos continentes, do geólogo alemão Alfred Wegener (1880-1930), marcada por uma visão cosmológica da Terra.

          Fara dá a entender que várias áreas da ciência, naquele início de século, passaram a olhar seus objetos de pesquisa por meio de um prisma mais amplo, buscando dados e hipóteses em outros campos do conhecimento.

                                                                     (Folha de S.Paulo, 01.01.2017. Adaptado.)

    Ao escrever a seu colega dizendo que “o que produzira o habilitaria a ser ‘internado em um hospício’” (3° parágrafo), Einstein reconhece, em relação ao artigo de 1917, seu caráter
    Escolha uma alternativa para a questão c5eb6d6a-3b
  • C5E57417-3B

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    A veia satírica do poeta português Manuel Maria de Barbosa du Bocage (1765-1805) está bem exemplificada nos seguintes versos:
    Escolha uma alternativa para a questão c5e57417-3b