Questões do ENEM: Linguagens e Interpretação de Textos

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9.017 questões encontradas. Mostrando a página 233 de 451.

  • C5DF4CD0-3B

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o soneto “Alma minha gentil, que te partiste”, do poeta português Luís de Camões (1525?-1580), para responder à questão.

                                Alma minha gentil, que te partiste

                                tão cedo desta vida descontente,

                                repousa lá no Céu eternamente,

                                e viva eu cá na terra sempre triste.

                                Se lá no assento etéreo, onde subiste,

                                memória desta vida se consente,

                                não te esqueças daquele amor ardente

                                que já nos olhos meus tão puro viste.

                                E se vires que pode merecer-te

                                alguma coisa a dor que me ficou

                                da mágoa, sem remédio, de perder-te,

                                roga a Deus, que teus anos encurtou,

                                que tão cedo de cá me leve a ver-te,

                                quão cedo de meus olhos te levou.

                                                                         (Sonetos, 2001.)

    De modo indireto, o soneto camoniano acaba também por explorar o tema da
    Escolha uma alternativa para a questão c5df4cd0-3b
  • C5D0A44B-3B

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Para responder à questão, leia a crônica “Seu ‘Afredo’”, de Vinicius de Moraes (1913-1980), publicada originalmente em setembro de 1953.

          Seu Afredo (ele sempre subtraía o “l” do nome, ao se apresentar com uma ligeira curvatura: “Afredo Paiva, um seu criado...”) tornou-se inesquecível à minha infância porque tratava-se muito mais de um linguista que de um encerador. Como encerador, não ia muito lá das pernas. Lembro-me que, sempre depois de seu trabalho, minha mãe ficava passeando pela sala com uma flanelinha debaixo de cada pé, para melhorar o lustro. Mas, como linguista, cultor do vernáculo¹e aplicador de sutilezas gramaticais, seu Afredo estava sozinho.

          Tratava-se de um mulato quarentão, ultrarrespeitador, mas em quem a preocupação linguística perturbava às vezes a colocação pronominal. Um dia, numa fila de ônibus, minha mãe ficou ligeiramente ressabiada2 quando seu Afredo, casualmente de passagem, parou junto a ela e perguntou-lhe à queima-roupa, na segunda do singular:

          – Onde vais assim tão elegante?

          Nós lhe dávamos uma bruta corda. Ele falava horas a fio, no ritmo do trabalho, fazendo os mais deliciosos pedantismos que já me foi dado ouvir. Uma vez, minha mãe, em meio à lide3 caseira, queixou-se do fatigante ramerrão4 do trabalho doméstico. Seu Afredo virou-se para ela e disse:

          – Dona Lídia, o que a senhora precisa fazer é ir a um médico e tomar a sua quilometragem. Diz que é muito bão.

          De outra feita, minha tia Graziela, recém-chegada de fora, cantarolava ao piano enquanto seu Afredo, acocorado perto dela, esfregava cera no soalho. Seu Afredo nunca tinha visto minha tia mais gorda. Pois bem: chegou-se a ela e perguntou-lhe:

          – Cantas? Minha tia, meio surpresa, respondeu com um riso amarelo:

          – É, canto às vezes, de brincadeira...

          Mas, um tanto formalizada, foi queixar-se a minha mãe, que lhe explicou o temperamento do nosso encerador:

           – Não, ele é assim mesmo. Isso não é falta de respeito, não. É excesso de... gramática.

          Conta ela que seu Afredo, mal viu minha tia sair, chegou-se a ela com ar disfarçado e falou:

          – Olhe aqui, dona Lídia, não leve a mal, mas essa menina, sua irmã, se ela pensa que pode cantar no rádio com essa voz, ‘tá redondamente enganada. Nem em programa de calouro!

          E, a seguir, ponderou:

          – Agora, piano é diferente. Pianista ela é!

          E acrescentou:

          – Eximinista pianista!

                                                                               (Para uma menina com uma flor, 2009.)


    1 vernáculo: a língua própria de um país; língua nacional.

    2 ressabiado: desconfiado.

    3 lide: trabalho penoso, labuta.

    4 ramerrão: rotina.

    “[Seu Afredo] perguntou-lhe à queima-roupa, na segunda do singular:

    – Onde vais assim tão elegante?” (2° parágrafo/3° parágrafo)

    Ao se adaptar este trecho para o discurso indireto, o verbo “vais” assume a seguinte forma:

    Escolha uma alternativa para a questão c5d0a44b-3b
  • C5CDA618-3B

    Português

    Gêneros Textuais
    UNESP · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Para responder à questão, leia a crônica “Seu ‘Afredo’”, de Vinicius de Moraes (1913-1980), publicada originalmente em setembro de 1953.

          Seu Afredo (ele sempre subtraía o “l” do nome, ao se apresentar com uma ligeira curvatura: “Afredo Paiva, um seu criado...”) tornou-se inesquecível à minha infância porque tratava-se muito mais de um linguista que de um encerador. Como encerador, não ia muito lá das pernas. Lembro-me que, sempre depois de seu trabalho, minha mãe ficava passeando pela sala com uma flanelinha debaixo de cada pé, para melhorar o lustro. Mas, como linguista, cultor do vernáculo¹e aplicador de sutilezas gramaticais, seu Afredo estava sozinho.

          Tratava-se de um mulato quarentão, ultrarrespeitador, mas em quem a preocupação linguística perturbava às vezes a colocação pronominal. Um dia, numa fila de ônibus, minha mãe ficou ligeiramente ressabiada2 quando seu Afredo, casualmente de passagem, parou junto a ela e perguntou-lhe à queima-roupa, na segunda do singular:

          – Onde vais assim tão elegante?

          Nós lhe dávamos uma bruta corda. Ele falava horas a fio, no ritmo do trabalho, fazendo os mais deliciosos pedantismos que já me foi dado ouvir. Uma vez, minha mãe, em meio à lide3 caseira, queixou-se do fatigante ramerrão4 do trabalho doméstico. Seu Afredo virou-se para ela e disse:

          – Dona Lídia, o que a senhora precisa fazer é ir a um médico e tomar a sua quilometragem. Diz que é muito bão.

          De outra feita, minha tia Graziela, recém-chegada de fora, cantarolava ao piano enquanto seu Afredo, acocorado perto dela, esfregava cera no soalho. Seu Afredo nunca tinha visto minha tia mais gorda. Pois bem: chegou-se a ela e perguntou-lhe:

          – Cantas? Minha tia, meio surpresa, respondeu com um riso amarelo:

          – É, canto às vezes, de brincadeira...

          Mas, um tanto formalizada, foi queixar-se a minha mãe, que lhe explicou o temperamento do nosso encerador:

           – Não, ele é assim mesmo. Isso não é falta de respeito, não. É excesso de... gramática.

          Conta ela que seu Afredo, mal viu minha tia sair, chegou-se a ela com ar disfarçado e falou:

          – Olhe aqui, dona Lídia, não leve a mal, mas essa menina, sua irmã, se ela pensa que pode cantar no rádio com essa voz, ‘tá redondamente enganada. Nem em programa de calouro!

          E, a seguir, ponderou:

          – Agora, piano é diferente. Pianista ela é!

          E acrescentou:

          – Eximinista pianista!

                                                                               (Para uma menina com uma flor, 2009.)


    1 vernáculo: a língua própria de um país; língua nacional.

    2 ressabiado: desconfiado.

    3 lide: trabalho penoso, labuta.

    4 ramerrão: rotina.

    Um traço característico do gênero crônica, visível no texto de Vinicius de Moraes, é
    Escolha uma alternativa para a questão c5cda618-3b
  • C5CAC997-3B

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Para responder à questão, leia a crônica “Seu ‘Afredo’”, de Vinicius de Moraes (1913-1980), publicada originalmente em setembro de 1953.

          Seu Afredo (ele sempre subtraía o “l” do nome, ao se apresentar com uma ligeira curvatura: “Afredo Paiva, um seu criado...”) tornou-se inesquecível à minha infância porque tratava-se muito mais de um linguista que de um encerador. Como encerador, não ia muito lá das pernas. Lembro-me que, sempre depois de seu trabalho, minha mãe ficava passeando pela sala com uma flanelinha debaixo de cada pé, para melhorar o lustro. Mas, como linguista, cultor do vernáculo¹e aplicador de sutilezas gramaticais, seu Afredo estava sozinho.

          Tratava-se de um mulato quarentão, ultrarrespeitador, mas em quem a preocupação linguística perturbava às vezes a colocação pronominal. Um dia, numa fila de ônibus, minha mãe ficou ligeiramente ressabiada2 quando seu Afredo, casualmente de passagem, parou junto a ela e perguntou-lhe à queima-roupa, na segunda do singular:

          – Onde vais assim tão elegante?

          Nós lhe dávamos uma bruta corda. Ele falava horas a fio, no ritmo do trabalho, fazendo os mais deliciosos pedantismos que já me foi dado ouvir. Uma vez, minha mãe, em meio à lide3 caseira, queixou-se do fatigante ramerrão4 do trabalho doméstico. Seu Afredo virou-se para ela e disse:

          – Dona Lídia, o que a senhora precisa fazer é ir a um médico e tomar a sua quilometragem. Diz que é muito bão.

          De outra feita, minha tia Graziela, recém-chegada de fora, cantarolava ao piano enquanto seu Afredo, acocorado perto dela, esfregava cera no soalho. Seu Afredo nunca tinha visto minha tia mais gorda. Pois bem: chegou-se a ela e perguntou-lhe:

          – Cantas? Minha tia, meio surpresa, respondeu com um riso amarelo:

          – É, canto às vezes, de brincadeira...

          Mas, um tanto formalizada, foi queixar-se a minha mãe, que lhe explicou o temperamento do nosso encerador:

           – Não, ele é assim mesmo. Isso não é falta de respeito, não. É excesso de... gramática.

          Conta ela que seu Afredo, mal viu minha tia sair, chegou-se a ela com ar disfarçado e falou:

          – Olhe aqui, dona Lídia, não leve a mal, mas essa menina, sua irmã, se ela pensa que pode cantar no rádio com essa voz, ‘tá redondamente enganada. Nem em programa de calouro!

          E, a seguir, ponderou:

          – Agora, piano é diferente. Pianista ela é!

          E acrescentou:

          – Eximinista pianista!

                                                                               (Para uma menina com uma flor, 2009.)


    1 vernáculo: a língua própria de um país; língua nacional.

    2 ressabiado: desconfiado.

    3 lide: trabalho penoso, labuta.

    4 ramerrão: rotina.

    Em “Mas, como linguista, cultor do vernáculo e aplicador de sutilezas gramaticais, seu Afredo estava sozinho.” (1° parágrafo), o cronista sugere que seu Afredo
    Escolha uma alternativa para a questão c5cac997-3b
  • C5C82ADA-3B

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Para responder à questão, leia a crônica “Seu ‘Afredo’”, de Vinicius de Moraes (1913-1980), publicada originalmente em setembro de 1953.

          Seu Afredo (ele sempre subtraía o “l” do nome, ao se apresentar com uma ligeira curvatura: “Afredo Paiva, um seu criado...”) tornou-se inesquecível à minha infância porque tratava-se muito mais de um linguista que de um encerador. Como encerador, não ia muito lá das pernas. Lembro-me que, sempre depois de seu trabalho, minha mãe ficava passeando pela sala com uma flanelinha debaixo de cada pé, para melhorar o lustro. Mas, como linguista, cultor do vernáculo¹e aplicador de sutilezas gramaticais, seu Afredo estava sozinho.

          Tratava-se de um mulato quarentão, ultrarrespeitador, mas em quem a preocupação linguística perturbava às vezes a colocação pronominal. Um dia, numa fila de ônibus, minha mãe ficou ligeiramente ressabiada2 quando seu Afredo, casualmente de passagem, parou junto a ela e perguntou-lhe à queima-roupa, na segunda do singular:

          – Onde vais assim tão elegante?

          Nós lhe dávamos uma bruta corda. Ele falava horas a fio, no ritmo do trabalho, fazendo os mais deliciosos pedantismos que já me foi dado ouvir. Uma vez, minha mãe, em meio à lide3 caseira, queixou-se do fatigante ramerrão4 do trabalho doméstico. Seu Afredo virou-se para ela e disse:

          – Dona Lídia, o que a senhora precisa fazer é ir a um médico e tomar a sua quilometragem. Diz que é muito bão.

          De outra feita, minha tia Graziela, recém-chegada de fora, cantarolava ao piano enquanto seu Afredo, acocorado perto dela, esfregava cera no soalho. Seu Afredo nunca tinha visto minha tia mais gorda. Pois bem: chegou-se a ela e perguntou-lhe:

          – Cantas? Minha tia, meio surpresa, respondeu com um riso amarelo:

          – É, canto às vezes, de brincadeira...

          Mas, um tanto formalizada, foi queixar-se a minha mãe, que lhe explicou o temperamento do nosso encerador:

           – Não, ele é assim mesmo. Isso não é falta de respeito, não. É excesso de... gramática.

          Conta ela que seu Afredo, mal viu minha tia sair, chegou-se a ela com ar disfarçado e falou:

          – Olhe aqui, dona Lídia, não leve a mal, mas essa menina, sua irmã, se ela pensa que pode cantar no rádio com essa voz, ‘tá redondamente enganada. Nem em programa de calouro!

          E, a seguir, ponderou:

          – Agora, piano é diferente. Pianista ela é!

          E acrescentou:

          – Eximinista pianista!

                                                                               (Para uma menina com uma flor, 2009.)


    1 vernáculo: a língua própria de um país; língua nacional.

    2 ressabiado: desconfiado.

    3 lide: trabalho penoso, labuta.

    4 ramerrão: rotina.

    Na crônica, o personagem seu Afredo é descrito como uma pessoa
    Escolha uma alternativa para a questão c5c82ada-3b
  • BF49B0D6-07

    Português

    Interpretação de Textos
    UNICENTRO · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Figura 1 de 2 da questão de Português, UNICENTRO 2016, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 2 da questão de Português, UNICENTRO 2016, Interpretação de Textos


    GONZAGA, Tomás Antônio. Marília de Dirceu. In: Sérgio Buarque de Hollanda (Org.) Antologia dos poetas brasileiros da fase colonial. São Paulo, Perspectiva.1979. p.301. 

    Pode-se observar, na obra de Tomás A. Gonzaga, uma constante contradição entre a sua postura de pastor e a sua realidade de burguês.
    Os versos que melhor expressam essa contradição são
    Escolha uma alternativa para a questão bf49b0d6-07
  • BF3F6B89-07

    Português

    Interpretação de Textos
    UNICENTRO · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UNICENTRO 2016, Interpretação de Textos


    MATOS, Gregório. Disponível em: http://poesiascolecionadas. blogspot.com.br/2010/05/desenganos-da-vida-metaforicamente.html. Acesso em: 21 set. 2016.

    A primeira estrofe constrói-se a partir da comparação entre os elementos
    Escolha uma alternativa para a questão bf3f6b89-07
  • BF3B63FE-07

    Português

    Acentuação Gráfica: Proparoxítonas, Paroxítonas, Oxítonas e Hiatos
    UNICENTRO · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UNICENTRO 2016, Acentuação Gráfica: Proparoxítonas, Paroxítonas, Oxítonas e Hiatos

    UNGUER, Roberto Mangabeira. Uma vida Humana. Folha de São Paulo, São Paulo, 11 setembro [2001?]. Opinião, Tendências/Debates.

    Marque V ou F, conforme sejam as afirmativas verdadeiras ou falsas.


    ( ) Em “Cada um de nós nasce enquadrado.” (l. 1), o termo qualificador “enquadrado” poderia ser usado no plural concordando com o pronome “nós”.

    ( ) As palavras “época” (l. 4), “indivíduo” (l. 7), “espírito” (l. 11) e “raízes” (l. 15) são acentuadas pela mesma razão.

    ( ) Em “Para que ela não nos desumanize, temos de continuar a senti-la” (l. 23-24), o pronome”ela” e a contração “la” são termos anafóricos que retomam a palavra “mutilação” (l. 22).

    ( ) As vírgulas em “Depois, já mutilados e lutando, vemo-nos novamente presos” (l. 28-29) são aplicadas pelo mesmo motivo que em “Rendemo-nos, por descrença e desesperança, a essa circunstância” (l. 32-33).


    A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a

    Escolha uma alternativa para a questão bf3b63fe-07
  • BF36F745-07

    Português

    Interpretação de Textos
    UNICENTRO · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UNICENTRO 2016, Interpretação de Textos

    UNGUER, Roberto Mangabeira. Uma vida Humana. Folha de São Paulo, São Paulo, 11 setembro [2001?]. Opinião, Tendências/Debates.

    Segundo o articulista,
    Escolha uma alternativa para a questão bf36f745-07
  • 849F815A-06

    Português

    Coesão e coerência
    UFRGS · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos
    Figura 1 de 3 da questão de Português, UFRGS 2016, Coesão e coerência
    Figura 2 de 3 da questão de Português, UFRGS 2016, Coesão e coerência
    Figura 3 de 3 da questão de Português, UFRGS 2016, Coesão e coerência
    Considere as afirmações abaixo, acerca das relações referenciais no texto.

    I - dessas variedades (l. 30-31) retoma as variedades escritas e faladas constitutivas da chamada norma culta (l. 24-26).
    II - la (l. 42) retoma toda uma cultura escolar (l. 39-40).
    III- Essa compreensão (l. 45) retoma uma adequada compreensão da heterogeneidade linguística do país, sua história social e suas características atuais (l. 42-45).

    Quais estão corretas?
    Escolha uma alternativa para a questão 849f815a-06
  • 849C847D-06

    Português

    Interpretação de Textos
    UFRGS · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos
    Figura 1 de 3 da questão de Português, UFRGS 2016, Interpretação de Textos
    Figura 2 de 3 da questão de Português, UFRGS 2016, Interpretação de Textos
    Figura 3 de 3 da questão de Português, UFRGS 2016, Interpretação de Textos
    Assinale a alternativa em que a substituição proposta acarretaria mudança significativa de sentido no texto, considerando o contexto em que cada palavra é empregada.
    Escolha uma alternativa para a questão 849c847d-06
  • 84832131-06

    Português

    Interpretação de Textos
    UFRGS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Figura 1 de 2 da questão de Português, UFRGS 2016, Interpretação de Textos
    Figura 2 de 2 da questão de Português, UFRGS 2016, Interpretação de Textos
    Considere as seguintes propostas de reescrita de segmentos do texto, envolvendo transposição de discurso direto para indireto.

    I - – Filha, não fique aí no sol (l. 19):
    Devinne pediu à filha que não fique no sol.
    II - – Você vai pra praia hoje? (l. 22):
    A filha de Devinne lhe pergunta se ia pra praia hoje.
    III- – Não sei. Falou com a mãe? (l. 25):
    Devine respondeu à filha que não sabia e perguntou-lhe se ela tinha falado com sua mãe.

    Quais estão corretas?
    Escolha uma alternativa para a questão 84832131-06
  • 847F76BC-06

    Português

    Coesão e coerência
    UFRGS · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Figura 1 de 2 da questão de Português, UFRGS 2016, Coesão e coerência
    Figura 2 de 2 da questão de Português, UFRGS 2016, Coesão e coerência
    Considere as seguintes sugestões de substituição de nexos.

    I - Substituição de Talvez (l. 18) por Pode ser que.
    II - Substituição de quando (l. 28) por no momento em que.
    III- Substituição de e (l. 52) por mas precedido de vírgula.

    Quais preservariam o sentido e a correção do segmento do texto em que ocorrem?
    Escolha uma alternativa para a questão 847f76bc-06
  • 84796344-06

    Português

    Coesão e coerência
    UFRGS · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Figura 1 de 2 da questão de Português, UFRGS 2016, Coesão e coerência
    Figura 2 de 2 da questão de Português, UFRGS 2016, Coesão e coerência
    Considere o trecho abaixo, extraído e adaptado do texto (l. 03-09).

    Pressente: há alguma coisa irresolvida que não está em parte alguma, mas que os nervos sentem. Quem sabe seja uma espécie de vergonha. Quem sabe seja o medo enigmático dos quarenta anos. Certamente não é a angústia de se ver lavando o carro numa tarde de sábado.

    Suponha que o segmento Pressente: fosse substituído por Estava lavando o carro quando pressentiu que. Quantas formas verbais teriam de ser alteradas no restante do trecho para garantir a correção das relações temporais?
    Escolha uma alternativa para a questão 84796344-06
  • 8475A10C-06

    Português

    Coesão e coerência
    UFRGS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Figura 1 de 2 da questão de Português, UFRGS 2016, Coesão e coerência
    Figura 2 de 2 da questão de Português, UFRGS 2016, Coesão e coerência
    Considere as seguintes afirmações sobre propostas de alteração de frases do texto.

    I - Se não entende (l. 03) fosse substituído por desconfia, seria necessário substituir o que (l. 02) por que.
    II - Se está (l. 04) fosse substituído por ele não localiza, nenhuma outra alteração seria necessária à frase.
    III- Se se agarra (l. 16) fosse substituído por ele se protege, seria necessário substituir à qual (l. 16) por com a qual.

    Sem considerar alterações de sentido, quais afirmações mantêm a correção da frase?
    Escolha uma alternativa para a questão 8475a10c-06
  • 84655267-06

    Português

    Interpretação de Textos
    UFRGS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Assinale a alternativa que contém substituições adequadas para as expressões de longe (l. 19), dinamismo (l. 27), a evolução (l. 41), considerando o sentido dessas expressões no texto.
    Escolha uma alternativa para a questão 84655267-06
  • 845330B8-06

    Português

    Interpretação de Textos
    UFRGS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Figura 1 de 3 da questão de Português, UFRGS 2016, Interpretação de Textos
    Figura 2 de 3 da questão de Português, UFRGS 2016, Interpretação de Textos
    Figura 3 de 3 da questão de Português, UFRGS 2016, Interpretação de Textos
    Considere as afirmações abaixo.

    I - As transformações radicais que entraram em curso ao final do século XVIII e início do século XIX foram propelidas pelo crescimento demográfico sustentado, pelo início do êxodo rural e da Revolução Industrial.
    II - Toda assistência aos pobres deveria ser suspensa e a taxa de natalidade deveria ser severamente controlada, a fim de evitar que torvelinho similar ao da Revolução Francesa vitimasse o Reino Unido.
    III - O progresso tecnológico e o crescimento industrial tiveram importância para a evolução da distribuição da renda ao longo das décadas que se seguiram a 1810.

    Quais dessas afirmações devem ser atribuídas ao autor do texto, T. Piketty?
    Escolha uma alternativa para a questão 845330b8-06
  • D548A79A-05

    Português

    Gêneros Textuais
    UFRGS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia a crônica O apagar da velha chama, de Luis Fernando Verissimo.


    Eu, você, nós dois, um cantinho, um violão... Da janela, mesmo em Porto Alegre, via-se o Corcovado, o Redentor (que lindo!) e um barquinho a deslizar no macio azul do mar. Tinha-se, geralmente, de vinte anos para menos quando, em 1958, chegou a Elizete com abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim e João Gilberto com o amor, o sorriso, a flor e aquela batida diferente, mas que era bossa-nova e era muito natural, mesmo que você não pudesse acompanhar e ficasse numa nota só, porque no peito dos desafinados também batia um coração, lembra? Na vida, uma nova canção, um doce balanço. Era carioca, era carioca, certo, mas a juventude que aquela brisa trazia também trazia pra cá e daqui se via a mesma luz, o mesmo céu, o mesmo mar, milhões de festas ao luar, e sempre se podia pegar um Electra e mandar descer no Beco das Garrafas, olha que coisa mais linda. Queríamos a vida sempre assim, si, dó, ré, mi, fá, sol, muito sol, e lá. Mas era preciso ficar e trabalhar, envelhecer, acabar com esse negócio de Rio, céu tão azul, ilhas do sul, muita calma pra pensar e ter tempo pra sonhar, onde já se viu? Até um dia, até talvez, até quem sabe. O amor, o sorriso e a flor se transformavam depressa demais. Quem no coração abrigou a tristeza de ver tudo isso se perder, para não falar nos seus vinte anos, nos seus desenganos e no seu violão, nem pode dizer ó brisa fica, porque nem mais se entende, nem mais pretende seguir fingindo e seguir seguindo. A realidade é que sem ela não há paz, não há beleza, é só a melancolia que não sai de mim, não sai de mim, não sai. E dê-lhe rock.


    Sobre a crônica, considere as seguintes afirmações.


    I - O autor, partindo de sua experiência pessoal, como é próprio da crônica, recupera o momento histórico de uma geração, através da música brasileira.

    II - O autor constrói a crônica a partir de diversas letras de músicas, mostrando como elas fazem parte de sua vivência de juventude.

    III- A melancolia, ao final da crônica, está ligada ao envelhecimento e à percepção de que aquele momento não volta mais.


    Quais estão corretas?

    Escolha uma alternativa para a questão d548a79a-05
  • D53AA593-05

    Português

    Interpretação de Textos
    UFRGS · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia os trechos abaixo, retirados do capítulo Ana Terra, de O continente, da trilogia O tempo e o vento, de Erico Verissimo.

    Maneco Terra era um homem que falava pouco e trabalhava demais. Severo e sério, exigia dos outros muito respeito e obediência, e não admitia que ninguém em casa discutisse com ele. (...)

    D. Henriqueta respeitava o marido, nunca ousava contrariá-lo. A verdade era que, afora aquela coisa de terem vindo para o Rio Grande e umas certas casmurrices, não tinha queixa dele. Maneco era um homem direito, um homem de bem, e nunca a tratara com brutalidade. (...)
    Mas havia épocas em que não aparecia ninguém. E Ana só via a seu redor quatro pessoas: o pai, a mãe e os irmãos. Quanto ao resto, eram sempre aqueles coxilhões a perder de vista, a solidão e o vento. Não havia outro remédio — achava ela — senão trabalhar para esquecer o medo, a tristeza, a aflição... Acordava e pulava da cama, mal raiava o dia. Ia aquentar a água para o chimarrão dos homens, depois começava a faina diária: ajudar a mãe na cozinha, fazer pão, cuidar dos bichos do quintal, lavar a roupa. Por ocasião das colheitas ia com o resto da família para a lavoura e lá ficava mourejando de sol a sol.

    Comparando os trechos acima com o conto Dois guaxos, de Sergio Faraco, considere as seguintes afirmações.

    I - Há confluências entre os dois textos, como as condições precárias de vida em um rancho isolado no interior do Rio Grande do Sul, o nome da irmã de Maninho e seu envolvimento com um agregado da família.
    II - Há semelhanças nas considerações sobre os maridos, feitas pela mãe de Maninho e por D. Henriqueta, mãe de Ana Terra.
    III- Há o contraste em relação à estrutura familiar: no romance, pai, mãe e filhos; no conto, uma família marcada pela ausência da mãe e pela figura paterna degradada.

    Quais estão corretas?
    Escolha uma alternativa para a questão d53aa593-05