Questões do ENEM: Linguagens e Interpretação de Textos

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9.017 questões encontradas. Mostrando a página 248 de 451.

  • 710F10F3-B6

    Português

    Coesão e coerência
    FGV · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto para responder a questão.

        A notícia da morte de Domingos Montagner, o protagonista de Velho Chico, pegou todos de surpresa. Em um de seus melhores trabalhos na televisão, o ator encerrou uma carreira curta, porém com êxito no veículo.
        Tão logo surgiu em seu primeiro papel de destaque, Capitão Herculano, de Cordel Encantado (2011), Montagner foi alçado ao posto de galã.
         Em 2015, Montagner viveu um de seus principais papéis nas telenovelas. Mais uma vez, não decepcionou. Cativou o público e foi um dos pontos de destaque do sucesso de Sete Vidas.
        Montagner foi escalado para o principal papel da história Velho Chico, de Benedito Ruy Barbosa. Como Santo, vivia seu melhor momento na carreira: bem dirigida, sua interpretação estava irretocável. O nordestino era a alma da novela, que perde completamente o sentido com a morte do ator.
        A estupidez da morte de Domingos Montagner abrevia uma carreira no auge e que tinha tudo para seguir em crescimento. Sem dúvida alguma, as artes brasileiras perdem um magnífico ator. Velho Chico, a razão de ser.
    (Raphael Scire. Notícias da TV. http://bit.ly/2eQMcW3, 15.09.2016. Adaptado)
    Assinale a alternativa em que uma das vírgulas está sinalizando a elipse de um termo da frase.
    Escolha uma alternativa para a questão 710f10f3-b6
  • 70F07910-B6

    Português

    Interpretação de Textos
    FGV · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto para responder a questão.

    O país tenta se recompor

    No Brasil, que enfrenta uma das piores recessões de sua história, a cada novo dado econômico que é divulgado, a questão que se coloca é a mesma: melhoramos ou continuamos a piorar? No final de agosto, os indicadores de desempenho do produto interno bruto do segundo trimestre apontaram uma retração de 0,6%, totalizando assim seis semestres consecutivos no vermelho. Da mesma forma, o último balanço do mercado de trabalho mostrou que o desemprego continua a se encorpar. Conclusão: pioramos. Já o índice que mede a produção industrial registrou em julho a quinta alta consecutiva. Para quem observa o mercado financeiro, com a recente sequência de altas da Bovespa e a valorização do real, a mensagem é de volta da confiança. Nova conclusão: estamos melhorando. A profusão de dados pintando um cenário contraditório apenas confirma que a retomada – por mais que seja desejada – tende a ser difícil e lenta. O que vai ficando claro é que, enquanto grande parte da economia brasileira ainda contabiliza seus mortos, outra parcela – menor, é verdade – começa a se recompor. Trata-se de uma reorganização que, motivada pela crise, deverá redesenhar setores inteiros, determinar novos líderes de mercado e, no longo prazo, tornar a economia brasileira mais competitiva.
    (Fabiane Stefano e Flávia Furlan. Exame, 14.09.2016. Adaptado)
    O texto trata da recessão vivida pelo Brasil. Nele, as autoras destacam a existência de informações que
    Escolha uma alternativa para a questão 70f07910-b6
  • 70EAD340-B6

    Português

    Coesão e coerência
    FGV · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto.

    Imagem da questão de Português, FGV 2016, Coesão e coerência


    Mil dias após seu lançamento, em 19 de dezembro de 2013, o telescópio espacial europeu Gaia revelou nesta quarta-feira [14.09.2016] o resultado de suas buscas no espaço, observando a passagem de 60 milhões de estrelas por dia em nossa galáxia, que tem 100 mil anos-luz de diâmetro.

    O resultado é o mapa 3D mais detalhado já produzido da Via Láctea, um catálogo de 1 bilhão de estrelas.

    (Uol Notícias.http://bit.ly/2ev0ikx, 14.09.2016. Adaptado)

    Em conformidade com a norma-padrão e com o sentido das informações apresentadas, um título coerente para o texto é:

    Escolha uma alternativa para a questão 70ead340-b6
  • 9DDD5237-B5

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia com atenção o fragmento do artigo “A rebelião, a cidade e a consciência”, de Mauro Luis Iasi, e responda à questão.

    Figura 1 de 2 da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais 2016, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 2 da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais 2016, Interpretação de Textos

    IASI, Mauro Luis. A rebelião, a cidade e a consciência. In: MARICATO, Ermínia et al. (Orgs.). Cidades rebeldes: Passe Livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil. São Paulo: Boitempo: Carta Maior, 2013. Adaptado

    No quarto parágrafo, o autor apresenta o princípio da “serialidade”. Conforme esse conceito,

    I – cada pessoa vive isoladamente, não constituindo, portanto, uma consciência coletiva.

    II – os indivíduos deslocam-se como seres coisificados, produtos do capitalismo.

    III – não existe identificação social, mas sim realidades fragmentadas e desconexas.

    IV – os indivíduos serializados formam a base de um grupo social coeso e integrativo.

    Assinale a alternativa CORRETA

    Escolha uma alternativa para a questão 9ddd5237-b5
  • 9DD9DF38-B5

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais · 2016Muito difícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia com atenção o fragmento do artigo “A rebelião, a cidade e a consciência”, de Mauro Luis Iasi, e responda à questão.

    Figura 1 de 2 da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais 2016, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 2 da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais 2016, Interpretação de Textos

    IASI, Mauro Luis. A rebelião, a cidade e a consciência. In: MARICATO, Ermínia et al. (Orgs.). Cidades rebeldes: Passe Livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil. São Paulo: Boitempo: Carta Maior, 2013. Adaptado

    De acordo com o texto “A rebelião, a cidade e a consciência”, pode-se concluir que nas cidades:

    ( ) sobressaem as individualidades em detrimento de uma coletividade consciente e proativa.

    ( ) os indivíduos retêm, subjugados pela ordem vigente, a sua lógica social como inalterável.

    ( ) as contrariedades fundem-se em redes simbólicas de ordem e repressão, mas também de desassossego e luta.

    Analise as proposições acima, coloque V para as verdadeiras e F para as falsas e marque a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.

    Escolha uma alternativa para a questão 9dd9df38-b5
  • 9DD5BAA4-B5

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia com atenção o fragmento do artigo “A rebelião, a cidade e a consciência”, de Mauro Luis Iasi, e responda à questão.

    Figura 1 de 2 da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais 2016, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 2 da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais 2016, Interpretação de Textos

    IASI, Mauro Luis. A rebelião, a cidade e a consciência. In: MARICATO, Ermínia et al. (Orgs.). Cidades rebeldes: Passe Livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil. São Paulo: Boitempo: Carta Maior, 2013. Adaptado

    Conforme o artigo de Mauro Luis Iasi, divulgado pela Carta Maior, podemos afirmar que o seu conceito de cidade compreende:

    I – a constituição operacionalizada e transformadora do espaço geográfico.

    II – um espaço no qual predominam forças homogeneizadoras e inclusivas.

    III – a ressignificação e apropriação do território físico pelas relações sociais.

    IV – um lugar em que coexistem forças antagônicas invisíveis e pungentes.

    Assinale a alternativa CORRETA.

    Escolha uma alternativa para a questão 9dd5baa4-b5
  • 9DD1AAFB-B5

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o conto “No Retiro da Figueira”, do escritor Moacyr Scliar, e responda à questão

    Figura 1 de 2 da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais 2016, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 2 da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais 2016, Interpretação de Textos

    SCLIAR, Moacyr. No Retiro da Figueira. Contos contemporâneos. São Paulo: Moderna, 2005. p. 76. Adaptado. 

    No conto de Moacyr Scliar, a omissão e a passividade do cidadão diante da desordem social que lhe rodeia e a imobilidade que lhe aprisiona sintetizam-se nas seguintes características textuais:
    Escolha uma alternativa para a questão 9dd1aafb-b5
  • 9DCE5806-B5

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o conto “No Retiro da Figueira”, do escritor Moacyr Scliar, e responda à questão

    Figura 1 de 2 da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais 2016, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 2 da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais 2016, Interpretação de Textos

    SCLIAR, Moacyr. No Retiro da Figueira. Contos contemporâneos. São Paulo: Moderna, 2005. p. 76. Adaptado. 

    Sabe-se que o mal-estar desencadeado pela criminalidade e a sensação de caos gerada nos centros urbanos levam muitas pessoas a almejarem a segurança dos condomínios fechados. A respeito disso, é CORRETO afirmar que Moacyr Scliar critica:
    Escolha uma alternativa para a questão 9dce5806-b5
  • 9DCA78A1-B5

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o conto “No Retiro da Figueira”, do escritor Moacyr Scliar, e responda à questão

    Figura 1 de 2 da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais 2016, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 2 da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais 2016, Interpretação de Textos

    SCLIAR, Moacyr. No Retiro da Figueira. Contos contemporâneos. São Paulo: Moderna, 2005. p. 76. Adaptado. 

    A respeito do conto “No Retiro da Figueira”, marque a resposta CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 9dca78a1-b5
  • 4036C71E-B5

    Português

    Figuras de Linguagem
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul 2016, Figuras de Linguagem

    No estudo das figuras de linguagem encontra-se a antonomásia. Embora o nome pareça complicado, trata-se apenas do recurso de substituir um nome por outro (ou expressão), que facilmente o identifique. Assinale a alternativa em que se encontra uma antonomásia, retirada do texto.
    Escolha uma alternativa para a questão 4036c71e-b5
  • 403391E5-B5

    Português

    Coesão e coerência
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul 2016, Coesão e coerência

    Os pronomes “àquela” (l. 02), “ela” (l. 03) e “eles” (l. 03) estão resgatando quais palavras anteriormente citadas, na ordem em que aparecem no texto?
    Escolha uma alternativa para a questão 403391e5-b5
  • 402ECCD7-B5

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul 2016, Interpretação de Textos

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 402eccd7-b5
  • 402631FD-B5

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul 2016, Interpretação de Textos

    Assinale a alternativa em que a palavra (ou expressão) tenha o mesmo sentido que o vocábulo “mas” (l. 06) tem no texto.
    Escolha uma alternativa para a questão 402631fd-b5
  • 57667577-B5

    Português

    Interpretação de Textos
    IF Sul - MG · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    A narrativa de Dois irmãos, de Milton Hatoum, gira em torno da história de rivalidade entre os gêmeos Yakub e Omar. Como desdobramento disso, outras subtemáticas encontram-se presentes no enredo e abordam aspectos da vida familiar.

    Julgue como VERDADEIRA (V) ou FALSA (F) a existência das seguintes subtemáticas familiares no romance em questão:

    ( ) a sugestão de relações incestuosas entre Omar e Rânia.
    ( ) a indicação do amor materno, marcado pela superproteção de Zana em relação ao caçula.
    ( ) o desejo de Yakub de conquistar a simpatia do irmão e o amor de Zana, como forma de pertencimento familiar.
    ( ) a busca da identidade pessoal por meio do conhecimento e compreensão dos fatos familiares do passado, realizada por Nael.
    ( ) a sugestão de que os conflitos familiares vividos por Omar promovem seu autoconhecimento e amadurecimento pessoal.

    Assinale a alternativa correspondente:
    Escolha uma alternativa para a questão 57667577-b5
  • 576389E5-B5

    Português

    Interpretação de Textos
    IF Sul - MG · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Ao longo da história de “Teoria do medalhão”, o pai enumera algumas ações e certos comportamentos que devem ser adotados pelo filho a fim de que este se torne um medalhão:
    I - adotar um regime debilitante que consiste em “ler compêndios de retórica”, a fim de que o discurso de Janjão seja persuasivo.
    II - realizar atividades físicas para “repousar o cérebro” e restituir à mente “as atividades perdidas”
    III - fazer uso da publicidade dos jornais, divulgando nesses as descobertas científicas que o filho realizar, para apresentar-se aos “olhos do mundo”.
    IV - utilizar “brocados jurídicos” e “máximas”, para que Janjão consiga expressar-se de modo convincente.
    V - frequentar livrarias, entrar por elas “não às escuras, mas às escancaras” para falar de assuntos do cotidiano, tais como “o boato do dia”, “a anedota da semana”.
    VI - fazer uso da ironia – “feição própria dos céticos e desabusados” – a fim de atribuir confiabilidade às opiniões que expressar.

    São sugestões apresentadas pelo pai ao filho:
    Escolha uma alternativa para a questão 576389e5-b5
  • 575FF122-B5

    Português

    Interpretação de Textos
    IF Sul - MG · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Levando-se em consideração o texto “Teoria do medalhão”, de Machado de Assis, quanto à estrutura e sua funcionalidade, NÃO se pode afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 575ff122-b5
  • 574FB905-B5

    Português

    Coesão e coerência
    IF Sul - MG · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO I
    ‘Educação: reprovada’, um artigo de Lya Luft
    Há quem diga que sou otimista demais. Há quem diga que sou pessimista. Talvez eu tente apenas ser uma pessoa observadora habitante deste planeta, deste país. Uma colunista com temas repetidos, ah, sim, os que me impactam mais, os que me preocupam mais, às vezes os que me encantam particularmente. Uma das grandes preocupações de qualquer ser pensante por aqui é a educação. Fala-se muito, grita-se muito, escreve-se, haja teorias e reclamações. Ação? Muito pouca, que eu perceba. Os males foram-se acumulando de tal jeito que é difícil reorganizar o caos.
    Há coisa de trinta anos, eu ainda professora universitária, recebíamos as primeiras levas de alunos saídos de escolas enfraquecidas pelas providências negativas: tiraram um ano de estudo da meninada, tiraram latim, tiraram francês, foram tirando a seriedade, o trabalho: era a moda do “aprender brincando”. Nada de esforço, punição nem pensar, portanto recompensas perderam o sentido. Contaram-me recentemente que em muitas escolas não se deve mais falar em “reprovação, reprovado”, pois isso pode traumatizar o aluno, marcá-lo desfavoravelmente. Então, por que estudar, por que lutar, por que tentar?
    De todos os modos facilitamos a vida dos estudantes, deixando-os cada vez mais despreparados para a vida e o mercado de trabalho. Empresas reclamam da dificuldade de encontrar mão de obra qualificada, médicos e advogados quase não sabem escrever, alunos de universidades têm problemas para articular o pensamento, para argumentar, para escrever o que pensam. São, de certa forma, analfabetos. Aliás, o analfabetismo devasta este país. Não é alfabetizado quem sabe assinar o nome, mas quem o sabe assinar embaixo de um texto que leu e entendeu. Portanto, a porcentagem de alfabetizados é incrivelmente baixa.
    Agora sai na imprensa um relatório alarmante. Metade das crianças brasileiras na terceira série do elementar não sabe ler nem escrever. Não entende para o que serve a pontuação num texto. Não sabe ler horas e minutos num relógio, não sabe que centímetro é uma medida de comprimento. Quase a metade dos mais adiantados escreve mal, lê mal, quase 60% têm dificuldades graves com números. Grande contingente de jovens chega às universidades sem saber redigir um texto simples, pois não sabem pensar, muito menos expressar-se por escrito. Parafraseando um especialista, estamos produzindo estudantes analfabetos.
    Naturalmente, a boa ou razoável escolarização é muito maior em escolas particulares: professores menos mal pagos, instalações melhores, algum livro na biblioteca, crianças mais bem alimentadas e saudáveis – pois o estado não cumpre o seu papel de garantir a todo cidadão (especialmente a criança) a necessária condição de saúde, moradia e alimentação.
    Faxinar a miséria, louvável desejo da nossa presidenta, é essencial para nossa dignidade. Faxinar a ignorância – que é uma outra forma de miséria – exigiria que nos orçamentos da União e dos estados a educação, como a saúde, tivesse uma posição privilegiada. Não há dinheiro, dizem. Mas políticos aumentam seus salários de maneira vergonhosa, a coisa pública gasta nem se sabe direito onde, enquanto preparamos gerações de ignorantes, criados sem limites, nada lhes é exigido, devem aprender brincando. Não lhes impuseram a mais elementar disciplina, como se não soubéssemos que escola, família, a vida sobretudo, se constroem em parte de erro e acerto, e esforço. Mas, se não podemos reprovar os alunos, se não temos mesas e cadeiras confortáveis e teto sólido sobre nossa cabeça nas salas de aula, como exigir aplicação, esforço, disciplina e limites, para o natural crescimento de cada um?
    Cansei de falas grandiloquentes sobre educação, enquanto não se faz quase nada. Falar já gastou, já cansou, já desiludiu, já perdeu a graça. Precisamos de atos e fatos, orçamentos em que educação e saúde (para poder ir à escola, prestar atenção, estudar, render e crescer) tenham um peso considerável: fora isso, não haverá solução. A educação brasileira continuará, como agora, escandalosamente reprovada.
    http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/feira-livre/educacao-reprovada-um-artigo-de-lya-luft/
    Observe o período abaixo, retirado do 4º parágrafo do texto de Lya Luft.

    “Grande contingente de jovens chega às universidades sem saber redigir um texto simples, pois não sabem pensar, muito menos expressar-se por escrito.”


    Assinale a alternativa em que a reescritura do período não comprometa a ideia pretendida pela autora: 
    Escolha uma alternativa para a questão 574fb905-b5
  • 57488F59-B5

    Português

    Interpretação de Textos
    IF Sul - MG · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO I
    ‘Educação: reprovada’, um artigo de Lya Luft
    Há quem diga que sou otimista demais. Há quem diga que sou pessimista. Talvez eu tente apenas ser uma pessoa observadora habitante deste planeta, deste país. Uma colunista com temas repetidos, ah, sim, os que me impactam mais, os que me preocupam mais, às vezes os que me encantam particularmente. Uma das grandes preocupações de qualquer ser pensante por aqui é a educação. Fala-se muito, grita-se muito, escreve-se, haja teorias e reclamações. Ação? Muito pouca, que eu perceba. Os males foram-se acumulando de tal jeito que é difícil reorganizar o caos.
    Há coisa de trinta anos, eu ainda professora universitária, recebíamos as primeiras levas de alunos saídos de escolas enfraquecidas pelas providências negativas: tiraram um ano de estudo da meninada, tiraram latim, tiraram francês, foram tirando a seriedade, o trabalho: era a moda do “aprender brincando”. Nada de esforço, punição nem pensar, portanto recompensas perderam o sentido. Contaram-me recentemente que em muitas escolas não se deve mais falar em “reprovação, reprovado”, pois isso pode traumatizar o aluno, marcá-lo desfavoravelmente. Então, por que estudar, por que lutar, por que tentar?
    De todos os modos facilitamos a vida dos estudantes, deixando-os cada vez mais despreparados para a vida e o mercado de trabalho. Empresas reclamam da dificuldade de encontrar mão de obra qualificada, médicos e advogados quase não sabem escrever, alunos de universidades têm problemas para articular o pensamento, para argumentar, para escrever o que pensam. São, de certa forma, analfabetos. Aliás, o analfabetismo devasta este país. Não é alfabetizado quem sabe assinar o nome, mas quem o sabe assinar embaixo de um texto que leu e entendeu. Portanto, a porcentagem de alfabetizados é incrivelmente baixa.
    Agora sai na imprensa um relatório alarmante. Metade das crianças brasileiras na terceira série do elementar não sabe ler nem escrever. Não entende para o que serve a pontuação num texto. Não sabe ler horas e minutos num relógio, não sabe que centímetro é uma medida de comprimento. Quase a metade dos mais adiantados escreve mal, lê mal, quase 60% têm dificuldades graves com números. Grande contingente de jovens chega às universidades sem saber redigir um texto simples, pois não sabem pensar, muito menos expressar-se por escrito. Parafraseando um especialista, estamos produzindo estudantes analfabetos.
    Naturalmente, a boa ou razoável escolarização é muito maior em escolas particulares: professores menos mal pagos, instalações melhores, algum livro na biblioteca, crianças mais bem alimentadas e saudáveis – pois o estado não cumpre o seu papel de garantir a todo cidadão (especialmente a criança) a necessária condição de saúde, moradia e alimentação.
    Faxinar a miséria, louvável desejo da nossa presidenta, é essencial para nossa dignidade. Faxinar a ignorância – que é uma outra forma de miséria – exigiria que nos orçamentos da União e dos estados a educação, como a saúde, tivesse uma posição privilegiada. Não há dinheiro, dizem. Mas políticos aumentam seus salários de maneira vergonhosa, a coisa pública gasta nem se sabe direito onde, enquanto preparamos gerações de ignorantes, criados sem limites, nada lhes é exigido, devem aprender brincando. Não lhes impuseram a mais elementar disciplina, como se não soubéssemos que escola, família, a vida sobretudo, se constroem em parte de erro e acerto, e esforço. Mas, se não podemos reprovar os alunos, se não temos mesas e cadeiras confortáveis e teto sólido sobre nossa cabeça nas salas de aula, como exigir aplicação, esforço, disciplina e limites, para o natural crescimento de cada um?
    Cansei de falas grandiloquentes sobre educação, enquanto não se faz quase nada. Falar já gastou, já cansou, já desiludiu, já perdeu a graça. Precisamos de atos e fatos, orçamentos em que educação e saúde (para poder ir à escola, prestar atenção, estudar, render e crescer) tenham um peso considerável: fora isso, não haverá solução. A educação brasileira continuará, como agora, escandalosamente reprovada.
    http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/feira-livre/educacao-reprovada-um-artigo-de-lya-luft/
    Segundo o texto de Lya Luft, a porcentagem de analfabetos é extremamente alta porque:
    Escolha uma alternativa para a questão 57488f59-b5
  • B18FA803-B4

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO I



    A televisão

    (Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Tony Belloto)



    A televisão

    Me deixou burro

    Muito burro demais

    Oh! Oh! Oh!

    Agora todas coisas

    Que eu penso

    Me parecem iguais

    Oh! Oh! Oh!



    O sorvete me deixou gripado

    Pelo resto da vida

    E agora toda noite

    Quando deito

    É boa noite, querida



    Oh! Cride, fala pra mãe

    Que eu nunca li num livro

    Que o espirro

    Fosse um vírus sem cura

    Vê se me entende

    Pelo menos uma vez

    Criatura!

    Oh! Cride, fala pra mãe!

    A mãe diz pra eu fazer

    Alguma coisa

    Mas eu não faço nada

    Oh! Oh! Oh!

    A luz do sol me incomoda

    Então deixa

    A cortina fechada

    Oh! Oh! Oh!



    É que a televisão

    Me deixou burro

    Muito burro demais

    E agora eu vivo

    Dentro dessa jaula

    Junto dos animais



    Oh! Cride, fala pra mãe

    Que tudo que a antena captar

    Meu coração captura

    Vê se me entende

    Pelo menos uma vez

    Criatura!

    Oh! Cride, fala pra mãe!

    Titãs. Televisão. Lp. Gravadora WEA, 1985.




    TEXTO II



    Estorvo (fragmento)



    Vejo tumulto defronte ao edifício do meu amigo. Aglomeração, um camburão, duas joaninhas, um rabecão, vários carros de reportagem, guardas desviando o trânsito. No meio do povo, compreendo que houve um crime, alguém morreu esfaqueado e estrangulado. Vem chegando a sirene de um segundo camburão, e o empurra-empurra acaba por me levar ao miolo do acontecimento. Uma corda vermelha isola a calçada do velho prédio, formando uma espécie de ringue. A televisão entrevista o zelador sob a marquise da portaria. Deve estar ruim de filmar, pois o zelador olha para o chão e não fala direito, parece um condenado. Penso que é ele o criminoso, mas em seguida me convenço de que está somente muito envergonhado pelo seu edifício. O repórter pergunta se a vítima costumava receber rapazes, e o zelador faz sim com a cabeça, mais confessando que assentindo. A entrevista é prejudicada por uma baixinha com cara de índia e lenço na cabeça, que se desvencilha de um policial e investe contra o zelador, gritando "diga que conhece meu filho, miserável!". O policial levanta a índia baixinha e deposita-a fora do cordão de isolamento. Ela passa outra vez sob o cordão e agora se dirige ao público. Diz "não tem televisão aí?" e diz "ninguém vai me entrevistar?". Um rapaz que se apresenta como repórter do Diário Vigilante pergunta o que fazia o suspeito no local do crime. Ela diz "que suspeito o quê" e "que local do crime o quê", e diz "meu filho veio me ver, foi detido entrando no prédio, se fosse suspeito estaria fugindo", e diz "onde é que já se viu suspeito fugir para dentro?". Sem mais nem mais, começo a ficar a favor da mãe índia. O do Diário Vigilante vai fazer outra pergunta, mas ela o interrompe e diz que trabalha no 204 há quinze anos, que todo mundo sabe quem ela é, que aquele miserável ali conhece o filho dela e não o defende porque tem preconceito de cor. Vai atacar de novo o zelador, mas é suspensa pelo policial. Outro repórter de tevê indaga do zelador se a vítima era homossexual. O zelador resmunga "isso aí eu não sei porque nunca vi". A índia responde à Rádio Primazia que prenderam o filho porque ele estava sem documento. Diz "meu filho estava voltando da praia, não é crime ir na praia, ninguém vai na praia com carteira de trabalho metida no calção". Um sujeito atrás de mim diz que também é de jornal e pergunta “afinal a bichona era artista ou o quê?''. Ela responde "a bichona sei lá, parece que era professor de ginástica". Aproxima-se o repórter da TV Promontório dizendo "ouvimos também a mãe do principal suspeito". Aí a índia perde a razão, agarra as lapelas do repórter e desata a chorar no microfone e berrar "ele não é criminoso!, meu filho é um moço decente!", mas o cameraman, que está trepado no capô da camionete, grita "não valeu, não gravou nada, troca a bateria!". A índia para de chorar, olha para o setor da imprensa e diz "imagine meu filho, que até é doente, estrangulando um professor de ginástica". Volta o repórter da TV Promontório e pede-lhe para repetir a fala anterior, que ele achou bem forte.


    BUARQUE, Chico. Estorvo. São Paulo: Cia. das Letras, 1991.

    Leia o texto abaixo e responda:

    O mito ou “Alegoria” da caverna é uma das passagens mais clássicas da história da Filosofia, sendo parte constituinte do livro VI de “A República” onde Platão discute sobre teoria do conhecimento, linguagem e educação na formação do Estado ideal. A narrativa expressa dramaticamente a imagem de prisioneiros que desde o nascimento são acorrentados no interior de uma caverna de modo que olhem somente para uma parede iluminada por uma fogueira. Essa ilumina um palco onde estátuas dos seres como homem, planta, animais etc. são manipuladas, como que representando o cotidiano desses seres. No entanto, as sombras das estátuas são projetadas na parede, sendo a única imagem que aqueles prisioneiros conseguem enxergar. Com o correr do tempo, os homens dão nomes a essas sombras (tal como nós damos às coisas) e também à regularidade de aparições destas.

    Fonte: Disponível em http://brasilescola.uol.com.br/filosofia/mito-caverna-platao.htm. Acessado em 18/10/2016.

    A passagem do texto I que melhor se articula com a ideia central do “mito da caverna” é:

    Escolha uma alternativa para a questão b18fa803-b4
  • B18CED44-B4

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO I



    A televisão

    (Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Tony Belloto)



    A televisão

    Me deixou burro

    Muito burro demais

    Oh! Oh! Oh!

    Agora todas coisas

    Que eu penso

    Me parecem iguais

    Oh! Oh! Oh!



    O sorvete me deixou gripado

    Pelo resto da vida

    E agora toda noite

    Quando deito

    É boa noite, querida



    Oh! Cride, fala pra mãe

    Que eu nunca li num livro

    Que o espirro

    Fosse um vírus sem cura

    Vê se me entende

    Pelo menos uma vez

    Criatura!

    Oh! Cride, fala pra mãe!

    A mãe diz pra eu fazer

    Alguma coisa

    Mas eu não faço nada

    Oh! Oh! Oh!

    A luz do sol me incomoda

    Então deixa

    A cortina fechada

    Oh! Oh! Oh!



    É que a televisão

    Me deixou burro

    Muito burro demais

    E agora eu vivo

    Dentro dessa jaula

    Junto dos animais



    Oh! Cride, fala pra mãe

    Que tudo que a antena captar

    Meu coração captura

    Vê se me entende

    Pelo menos uma vez

    Criatura!

    Oh! Cride, fala pra mãe!

    Titãs. Televisão. Lp. Gravadora WEA, 1985.




    TEXTO II



    Estorvo (fragmento)



    Vejo tumulto defronte ao edifício do meu amigo. Aglomeração, um camburão, duas joaninhas, um rabecão, vários carros de reportagem, guardas desviando o trânsito. No meio do povo, compreendo que houve um crime, alguém morreu esfaqueado e estrangulado. Vem chegando a sirene de um segundo camburão, e o empurra-empurra acaba por me levar ao miolo do acontecimento. Uma corda vermelha isola a calçada do velho prédio, formando uma espécie de ringue. A televisão entrevista o zelador sob a marquise da portaria. Deve estar ruim de filmar, pois o zelador olha para o chão e não fala direito, parece um condenado. Penso que é ele o criminoso, mas em seguida me convenço de que está somente muito envergonhado pelo seu edifício. O repórter pergunta se a vítima costumava receber rapazes, e o zelador faz sim com a cabeça, mais confessando que assentindo. A entrevista é prejudicada por uma baixinha com cara de índia e lenço na cabeça, que se desvencilha de um policial e investe contra o zelador, gritando "diga que conhece meu filho, miserável!". O policial levanta a índia baixinha e deposita-a fora do cordão de isolamento. Ela passa outra vez sob o cordão e agora se dirige ao público. Diz "não tem televisão aí?" e diz "ninguém vai me entrevistar?". Um rapaz que se apresenta como repórter do Diário Vigilante pergunta o que fazia o suspeito no local do crime. Ela diz "que suspeito o quê" e "que local do crime o quê", e diz "meu filho veio me ver, foi detido entrando no prédio, se fosse suspeito estaria fugindo", e diz "onde é que já se viu suspeito fugir para dentro?". Sem mais nem mais, começo a ficar a favor da mãe índia. O do Diário Vigilante vai fazer outra pergunta, mas ela o interrompe e diz que trabalha no 204 há quinze anos, que todo mundo sabe quem ela é, que aquele miserável ali conhece o filho dela e não o defende porque tem preconceito de cor. Vai atacar de novo o zelador, mas é suspensa pelo policial. Outro repórter de tevê indaga do zelador se a vítima era homossexual. O zelador resmunga "isso aí eu não sei porque nunca vi". A índia responde à Rádio Primazia que prenderam o filho porque ele estava sem documento. Diz "meu filho estava voltando da praia, não é crime ir na praia, ninguém vai na praia com carteira de trabalho metida no calção". Um sujeito atrás de mim diz que também é de jornal e pergunta “afinal a bichona era artista ou o quê?''. Ela responde "a bichona sei lá, parece que era professor de ginástica". Aproxima-se o repórter da TV Promontório dizendo "ouvimos também a mãe do principal suspeito". Aí a índia perde a razão, agarra as lapelas do repórter e desata a chorar no microfone e berrar "ele não é criminoso!, meu filho é um moço decente!", mas o cameraman, que está trepado no capô da camionete, grita "não valeu, não gravou nada, troca a bateria!". A índia para de chorar, olha para o setor da imprensa e diz "imagine meu filho, que até é doente, estrangulando um professor de ginástica". Volta o repórter da TV Promontório e pede-lhe para repetir a fala anterior, que ele achou bem forte.


    BUARQUE, Chico. Estorvo. São Paulo: Cia. das Letras, 1991.

    A realização de uma entrevista narrada no texto II relativiza a ideia de não ficção que há no texto jornalístico. Identifique a passagem que melhor permite essa afirmação.
    Escolha uma alternativa para a questão b18ced44-b4