Questões do ENEM: Linguagens e Interpretação de Textos

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9.017 questões encontradas. Mostrando a página 257 de 451.

  • 36770190-42

    Português

    Interpretação de Textos
    FGV · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

           Por que o senhor não escreve coisas poéticas, soltas, gostosas? As crônicas, antigamente, nos deixavam mais leves, de bem com a vida e o mundo. Agora, tudo o que a gente lê nos leva para baixo. Está difícil de suportar. Escrevo na manhã de um domingo. Sete horas. Aquele sol que nos tem castigado, começava a dar sinais de ardência profunda. Olhei pela porta de vidro do terraço e descobri, maravilhado e feliz, que a pitangueira plantada em vaso, que chegou há dois anos, estava repleta de frutos vermelhos, reluzentes, envernizados. Os primeiros. Fiquei admirado. Os pássaros não tinham descoberto? Aquelas frutinhas tinham se salvado? Chupei uma, duas três, queria todas, mas precisava guardar para a família, afinal, eram as primeiras. Pitanga, coisa de infância, do interior. Uma das frutas mais sofisticadas do Brasil, a meu ver. Antigamente, quando viajávamos pela Varig, ao sair do Recife, recebíamos um copo de suco fresco de pitanga, perfumado. Dia desses, Maria Eduarda, amiga pernambucana, me disse: “Você está chegando aqui, sabemos que gosta de vinhos. Que vinho prefere?”. E eu: “Nenhum! Quero suco de pitanga”. Maria Eduarda: “Pois vai tomar das pitangas do pomar de meu pai, Cornélio”. Foi uma celebração!

          Esta é a pitada de poesia que encontrei neste momento. Mas ficaram em minha mente essas perguntas cotidianas que todos estão fazendo. Ouço no dia a dia, pela manhã ao comprar o pão e o leite, no supermercado, no bar, numa escola, na livraria, ao entrar no cinema. Ouvi agora, ao percorrer cinco cidades do litoral (...). Jovens e mais velhos, acreditando que o escritor tem as respostas, me olhavam: “O senhor acha que a gente sai dessa?”. Só consegui dizer: “Não sei e acho que ninguém sabe”.

                                                         Ignácio de Loyola Brandão, O Estado de S. Paulo, 02/10/2015. 


    Está de acordo com o texto a seguinte afirmação:  
    Escolha uma alternativa para a questão 36770190-42
  • 36744D52-42

    Português

    Interpretação de Textos
    FGV · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

                                      Geração Z desafia mercado

          Eles já nasceram plugados e não conhecem a vida off-line. São generalistas, não gostam de hierarquia e querem fazer o próprio horário. Diferentes dos profissionais das gerações X e Y, valorizam mais a qualidade de vida ao poder aquisitivo. Empresas têm grande desafio para se adaptar e reter essa mão de obra.

          Esse é o perfil dos jovens que nasceram depois de 1995 e começam a entrar agora no mercado de trabalho.


                                                                                           Destak. 22.02.2016. Adaptado. 


    Pode-se corrigir o erro gramatical presente na frase “valorizam mais a qualidade de vida ao poder aquisitivo”, substituindo o verbo “valorizar” por “preferir” e fazendo as adaptações necessárias, como ocorre em: 

    Escolha uma alternativa para a questão 36744d52-42
  • 367192AA-42

    Português

    Interpretação de Textos
    FGV · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

                                      Geração Z desafia mercado

          Eles já nasceram plugados e não conhecem a vida off-line. São generalistas, não gostam de hierarquia e querem fazer o próprio horário. Diferentes dos profissionais das gerações X e Y, valorizam mais a qualidade de vida ao poder aquisitivo. Empresas têm grande desafio para se adaptar e reter essa mão de obra.

          Esse é o perfil dos jovens que nasceram depois de 1995 e começam a entrar agora no mercado de trabalho.


                                                                                           Destak. 22.02.2016. Adaptado. 


    Considere as seguintes afirmações sobre o texto:

    I Ocorre oposição de sentido entre as expressões “plugados” e “off-line” bem como entre as palavras “generalistas” e “hierarquia”.

    II A ordem alfabética de que se vale o texto corresponde à ordem cronológica.

    III Para caracterizar sociologicamente a geração Y, o redator se vale de um subentendido.

    Está totalmente correto apenas o que se afirma em 

    Escolha uma alternativa para a questão 367192aa-42
  • 3497FBF9-3B

    Português

    Interpretação de Textos
    UFPR · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Livro e futebol
    O leitor a quem se dirige esse livro não é evidente: em geral, quem vive o futebol não está interessado em ler sobre ele mais do que a notícia de jornal ou revista, e quem se dedica a ler livros e especulações poucas vezes conhece o futebol por dentro. Pierre Bourdieu observa, por exemplo, que a sociologia esportiva é desdenhada pelos sociólogos e menosprezada pelos envolvidos com o esporte. A observação pode valer também para ensaios como este aqui, embora ele não seja do gênero sociológico. No limite, a onipresença do jogo de bola soa abusiva e irrelevante para quem acompanha a discussão cultural. Assim, mais do que um desconhecimento recíproco entre as partes, pode-se falar, de fato, de uma dupla resistência. Viver o futebol dispensa pensá-lo, e, em grande parte, é essa dispensa que se procura nele. Os pensadores, por sua vez, à esquerda ou à direita, na meia ou no centro, têm muitas vezes uma reserva contra os componentes anti-intelectuais e massivos do futebol, e temem ou se recusam a endossá- los, por um lado, e a se misturar com eles, por outro. Tudo isso, por si só, já daria um belo assunto: o futebol como o nó cego em que a cultura e a sociedade se expõem no seu ponto ao mesmo tempo mais visível e invisível. E esse não deixa de ser o tema deste livro, que talvez possa interessar a quem esteja disposto a lê-lo independentemente de conhecer o futebol ou de ser ou não “intelectual”.
    Não é incomum, também, que intelectuais vivam intensamente o futebol, sem pensá-lo, e que resistam, ao mesmo tempo, a admiti-lo na ordem do pensamento. Nesse caso, aqueles dois personagens a que nos referimos no começo podem se encontrar numa pessoa só. [...]
    (José Miguel Wisnik. Veneno Remédio: o Futebol e o Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.) 
    “Nesse caso, aqueles dois personagens a que nos referimos no começo podem se encontrar numa pessoa só”. Com isso, o autor reconhece que:

    1. é desejável pensar o esporte por outro viés que não seja aquele permeado por admiração e paixão.
    2. admitir o futebol na ordem do pensamento significa fazer do torcedor apaixonado uma pessoa capaz de refletir sobre seus pontos positivos e negativos.
    3. há intelectuais que, mesmo não admitindo que possam haver abordagens intelectualizadas do futebol, são torcedores fervorosos.
    4. o torcedor apaixonado é aquele que prefere pensar o futebol na sua expressão cultural e, portanto, é o que congrega as características de leitor preferencial do livro.

    Assinale a alternativa correta. 
    Escolha uma alternativa para a questão 3497fbf9-3b
  • 34921EAB-3B

    Português

    Interpretação de Textos
    UFPR · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Por que a cultura do sul ficou de fora do retrato do Brasil nas olimpíadas?
    Depois de uma abertura que falou das etnias que formaram o povo brasileiro, a cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, realizada neste domingo (21), teve mais cara de carnaval. A ideia da diretora criativa da festa, Rosa Magalhães, era mostrar “o sentimento de brasilidade”, conforme ela explicou ao jornal “O Globo” dias antes da cerimônia.
    Carnavalesca da escola de samba carioca São Clemente, Rosa usou elementos alegóricos para mostrar a arte feita pelo povo do país – para ela, “marca da nossa identidade cultural”. Teve menção a choro, samba carioca, Carmem Miranda, mulheres rendeiras da Bahia, bonecos de cerâmica do pernambucano Vitalino, Heitor Villa-Lobos, carnaval.
    Entre as ausências, as expressões culturais do Sul do Brasil – o que alimentou algum debate em redes sociais: se a ideia era representar o país todo, por que ficamos de fora?
    Para a antropóloga Selma Baptista, professora-doutora aposentada da UFPR, a pergunta deveria ser outra: por que as expressões culturais do Sul participariam do recorte da carnavalesca carioca se elas não estão presentes nem em nossas próprias festas? “Essa questão da representação de identidades regionais se dá a partir da construção da identidade dentro de seus próprios redutos. Cabe perguntar até que ponto nossas representações da cultura popular têm expressividade entre nós mesmos para que alcancem uma representatividade nacional”, questiona.
    Patrícia Martins, antropóloga e docente do Instituto Federal do Paraná (IFPR) em Paranaguá, lembra que o Sul tende inclusive a negar o tipo de “brasilidade” representada na cerimônia de encerramento, mais ligada à cultura indígena e afro-brasileira. “Aqui há uma autorrepresentação que passa por uma cultura europeia”, diz. Para ela, o recorte mostrado na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos tem ligações com uma identidade brasileira que vem sendo construída desde o Estado Novo (1937-1945), que incorporou o samba carioca. “Existe um patrimônio rico no Sul – há os batuques do Rio Grande do Sul, o fandango caiçara. Teria muita coisa a mostrar, mas nem nós sabemos que existe isso em nossa região”.
    Na opinião de Tau Golin, jornalista, historiador e professor do curso de Pós-Graduação em História da Universidade de Passo Fundo (UPF), esse tipo de questionamento sobre representações regionais é uma “briga simbólica” já bem conhecida – principalmente dos gaúchos. “É uma briga de poder pela representatividade, por quem representa mais a nação”, diz. “Como é um país com regiões que se formaram antes da nação, as regionalidades querem estar presentes em tudo o que acontece no país. Se fosse insignificante, não brigariam. Mas, como é para se mostrar para o exterior, a briga é compreensível historicamente”. Para ele, o desejo do Sul de estar presente nesse tipo de representação, dada a relação difícil da região com a “brasilidade”, é um fator surpreendente. “É uma novidade, que merece estudos daqui para a frente”, diz. (Rafael Rodrigues Costa, Gazeta do Povo, Curitiba, 22/08/2016.) 
    Em relação à organização do texto de Rafael Rodrigues Costa, considere as seguintes afirmativas:

    1. O texto parte de uma tese que é endossada pelos entrevistados.
    2. A opinião do autor prevalece na conclusão do texto.
    3. O autor usa tanto discurso direto como indireto para relatar a opinião dos entrevistados.
    4. O autor redimensiona a abordagem da questão expressa no título a partir da opinião dos entrevistados.

    Assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão 34921eab-3b
  • 348F5626-3B

    Português

    Interpretação de Textos
    UFPR · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Por que a cultura do sul ficou de fora do retrato do Brasil nas olimpíadas?
    Depois de uma abertura que falou das etnias que formaram o povo brasileiro, a cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, realizada neste domingo (21), teve mais cara de carnaval. A ideia da diretora criativa da festa, Rosa Magalhães, era mostrar “o sentimento de brasilidade”, conforme ela explicou ao jornal “O Globo” dias antes da cerimônia.
    Carnavalesca da escola de samba carioca São Clemente, Rosa usou elementos alegóricos para mostrar a arte feita pelo povo do país – para ela, “marca da nossa identidade cultural”. Teve menção a choro, samba carioca, Carmem Miranda, mulheres rendeiras da Bahia, bonecos de cerâmica do pernambucano Vitalino, Heitor Villa-Lobos, carnaval.
    Entre as ausências, as expressões culturais do Sul do Brasil – o que alimentou algum debate em redes sociais: se a ideia era representar o país todo, por que ficamos de fora?
    Para a antropóloga Selma Baptista, professora-doutora aposentada da UFPR, a pergunta deveria ser outra: por que as expressões culturais do Sul participariam do recorte da carnavalesca carioca se elas não estão presentes nem em nossas próprias festas? “Essa questão da representação de identidades regionais se dá a partir da construção da identidade dentro de seus próprios redutos. Cabe perguntar até que ponto nossas representações da cultura popular têm expressividade entre nós mesmos para que alcancem uma representatividade nacional”, questiona.
    Patrícia Martins, antropóloga e docente do Instituto Federal do Paraná (IFPR) em Paranaguá, lembra que o Sul tende inclusive a negar o tipo de “brasilidade” representada na cerimônia de encerramento, mais ligada à cultura indígena e afro-brasileira. “Aqui há uma autorrepresentação que passa por uma cultura europeia”, diz. Para ela, o recorte mostrado na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos tem ligações com uma identidade brasileira que vem sendo construída desde o Estado Novo (1937-1945), que incorporou o samba carioca. “Existe um patrimônio rico no Sul – há os batuques do Rio Grande do Sul, o fandango caiçara. Teria muita coisa a mostrar, mas nem nós sabemos que existe isso em nossa região”.
    Na opinião de Tau Golin, jornalista, historiador e professor do curso de Pós-Graduação em História da Universidade de Passo Fundo (UPF), esse tipo de questionamento sobre representações regionais é uma “briga simbólica” já bem conhecida – principalmente dos gaúchos. “É uma briga de poder pela representatividade, por quem representa mais a nação”, diz. “Como é um país com regiões que se formaram antes da nação, as regionalidades querem estar presentes em tudo o que acontece no país. Se fosse insignificante, não brigariam. Mas, como é para se mostrar para o exterior, a briga é compreensível historicamente”. Para ele, o desejo do Sul de estar presente nesse tipo de representação, dada a relação difícil da região com a “brasilidade”, é um fator surpreendente. “É uma novidade, que merece estudos daqui para a frente”, diz. (Rafael Rodrigues Costa, Gazeta do Povo, Curitiba, 22/08/2016.) 
    O último entrevistado, Tau Golin, faz alusão a uma “briga simbólica”, que poderia ser resumida da seguinte maneira: 
    Escolha uma alternativa para a questão 348f5626-3b
  • 34899FA6-3B

    Português

    Colocação Pronominal
    UFPR · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Vós, diz Cristo, Senhor nosso, falando com os pregadores, sois o sal da terra: e chama-lhes sal da terra, porque quer que façam na terra o que faz o sal. O efeito do sal é impedir a corrupção; mas quando a terra se vê tão corrupta como está a nossa, havendo tantos nela que têm ofício de sal, qual será, ou qual pode ser a causa desta corrupção? Ou é porque o sal não salga, ou porque a terra se não deixa salgar. Ou é porque o sal não salga, e os pregadores não pregam a verdadeira doutrina; ou porque a terra se não deixa salgar e os ouvintes, sendo verdadeira a doutrina que lhes dão, a não querem receber. Ou é porque o sal não salga, e os pregadores dizem uma cousa e fazem outra; ou porque a terra se não deixa salgar, e os ouvintes querem antes imitar o que eles fazem, que fazer o que dizem. Ou é porque o sal não salga, e os pregadores se pregam a si e não a Cristo; ou porque a terra se não deixa salgar, e os ouvintes, em vez de servir a Cristo, servem a seus apetites. Não é tudo isto verdade? Ainda mal!
    (Antônio Vieira, Sermão de Santo Antônio, em: .)
    Vieira é um homem do século XVII. É possível detectar, no texto de Vieira, características da língua portuguesa que divergem de seu uso contemporâneo. Pensando nessa diferença entre o português atual e o português usado por Vieira, considere as seguintes afirmativas:

    1. Diferentemente de hoje, o pronome pessoal oblíquo átono antecedia a negação.
    2. O “porque” é empregado no texto como conjunção explicativa e sua grafia é a mesma usada atualmente.
    3. A conjunção “ou” tem no texto um uso que não é o de alternância.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 34899fa6-3b
  • 34870A98-3B

    Português

    Interpretação de Textos
    UFPR · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos
    Vós, diz Cristo, Senhor nosso, falando com os pregadores, sois o sal da terra: e chama-lhes sal da terra, porque quer que façam na terra o que faz o sal. O efeito do sal é impedir a corrupção; mas quando a terra se vê tão corrupta como está a nossa, havendo tantos nela que têm ofício de sal, qual será, ou qual pode ser a causa desta corrupção? Ou é porque o sal não salga, ou porque a terra se não deixa salgar. Ou é porque o sal não salga, e os pregadores não pregam a verdadeira doutrina; ou porque a terra se não deixa salgar e os ouvintes, sendo verdadeira a doutrina que lhes dão, a não querem receber. Ou é porque o sal não salga, e os pregadores dizem uma cousa e fazem outra; ou porque a terra se não deixa salgar, e os ouvintes querem antes imitar o que eles fazem, que fazer o que dizem. Ou é porque o sal não salga, e os pregadores se pregam a si e não a Cristo; ou porque a terra se não deixa salgar, e os ouvintes, em vez de servir a Cristo, servem a seus apetites. Não é tudo isto verdade? Ainda mal!
    (Antônio Vieira, Sermão de Santo Antônio, em: .)
    O texto trabalha fundamentalmente com duas metáforas: o sal e a terra, que representam, respectivamente, os pregadores (aqueles que deveriam propagar a palavra de Cristo) e os ouvintes (aqueles que deveriam ser convertidos). O tema central do texto é a reflexão sobre as possíveis causas da ineficiência dos pregadores. Para tanto, o autor levanta algumas hipóteses. Tendo isso em vista, considere as seguintes afirmativas:

    1. Os pregadores não pregam o que deveriam pregar.
    2. Os ouvintes se recusam a aceitar o que os pregadores pregam.
    3. Os pregadores não agem de acordo com os valores que pregam.
    4. Os ouvintes agem como os pregadores em vez de agir de acordo com o que eles pregam.
    5. Os pregadores promovem a si mesmos na pregação ao invés de promover as palavras de Cristo.

    Constituem hipóteses levantadas pelo autor do texto: 
    Escolha uma alternativa para a questão 34870a98-3b
  • 60F27B5C-30

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - RS · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, tenha como base o excerto da obra Quincas Borba, de Machado de Assis, e seu contexto. 

    Rubião achou um rival no coração de Quincas Borba, – um cão, um bonito cão, meio tamanho, pelo cor de chumbo, malhado de preto. Quincas Borba levava-o para toda parte, dormiam no mesmo quarto. De manhã, era o cão que acordava o senhor, trepando ao leito, onde trocavam as primeiras saudações. Uma das extravagâncias do dono foi dar-lhe o seu próprio nome; mas, explicava-o por dois motivos, um doutrinário, outro particular.

    – Desde que Humanitas, segundo a minha doutrina, é o princípio da vida e reside em toda a parte, existe também no cão, e este pode assim receber um nome de gente, seja cristão ou muçulmano...

    – Bem, mas por que não lhe deu antes o nome de Bernardo, disse Rubião com o pensamento em um rival político da localidade.

    – Esse agora é o motivo particular. Se eu morrer antes, como presumo, sobreviverei no nome do meu bom cachorro. Ris-te, não?

    Rubião fez um gesto negativo.

    – Pois devias rir, meu querido. Porque a imortalidade é o meu lote ou o meu dote, ou como melhor nome haja. Viverei perpetuamente no meu grande livro. Os que, porém, não souberem ler, chamarão Quincas Borba ao cachorro, e...

    O cão, ouvindo o nome, correu à cama. Quincas Borba, comovido, olhou para Quincas Borba: – Meu pobre amigo! meu bom amigo! meu único amigo!

    Com relação à biografia de Machado de Assis, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 60f27b5c-30
  • 60ECD449-30

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - RS · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, tenha como base a tirinha As cobras, de Luis Fernando Verissimo.

    Imagem da questão de Português, PUC - RS 2016, Interpretação de Textos

    Com base na tirinha e no contexto de seu autor, assinale a única alternativa INCORRETA:

    Escolha uma alternativa para a questão 60ecd449-30
  • 60E9F9AF-30

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - RS · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, leia o excerto do poema “Borboleta morta”, de Alberto de Oliveira, e preencha os parênteses com V para verdadeiro e F para falso.

    Abrindo as asas, – leve fantasia

    Da primavera quando despertava,

    Sonho dos campos, – ao nascer do dia

    De trecho em trecho a borboleta voava.

    (...)

    Ia e vinha, volteava no ar, arfando,

    Descia às flores e, num torvelinho

    De pétalas e pólen doidejando,

    Ruflava as asas como um passarinho.

    E voava. Os vossos olhos, entretanto,

    Viam-na, e quando junto da janela

    Passava acaso, enchendo-se de espanto:

    –“Lá vai!” – disseram, enlevados nela.

    “Lá vai! tão grande! tão azul! tão linda!

    Apanhemo-la” – Assim foi que a tivestes;

    E a esforçar por ser livre, vendo-a ainda,

    A sacudir as pequeninas vestes,

    Mão bárbara e cruel, mão feminina

    De atro estilete segurando na haste

    Como que vibra, lâmina assassina,

    O peito, sem piedade, lhe varaste” (...)

    ( ) O poeta utiliza-se de imagens que revelam a delicadeza do voo da borboleta.

    ( ) O uso de aliterações pode também ser encontrado no poema, recurso que auxilia na construção sonora do bater das asas da borboleta.

    ( ) O poeta humaniza, em diversos momentos, a borboleta.

    ( ) A fragilidade da borboleta é presa fácil à mão humana, e o inseto não oferece qualquer tipo de resistência.

    ( ) O poeta suaviza a morte da borboleta com a utilização de eufemismos, técnica comum no movimento simbolista.

    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

    Escolha uma alternativa para a questão 60e9f9af-30
  • 60E747E3-30

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - RS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, leia um trecho do poema “Um novo Jó”, de Manoel de Barros, e preencha os parênteses com V para verdadeiro e F para falso.

    Desfrutado entre bichos

    raízes, barro e água

    o homem habitava

    sobre um montão de pedras.

    (...)

    Convivência de murta

    e rãs... A boca de raiz

    e água escorria barro...

    Bom era

    sobre um pedregal frio

    e limoso dormir!

    Ao gume de uma adaga

    tudo dar.

    Bom era ser bicho

    que rasteja nas pedras;

    ser raiz de vegetal

    ser água.

    Bom era caminhar sem dono

    na tarde

    com pássaros em torno

    e os ventos nas vestes amarelas.

    Não ter nunca chegada

    nunca optar por nada

    Ir andando pequeno sob a chuva

    torto como um pé de maçãs (...)

    ( ) Ainda que valorize a simplicidade do meio rural, o poema manifesta a superioridade do homem frente à natureza.

    ( ) O poeta brinca com as palavras, dando-lhes novos sentidos e causando estranhezas no leitor.

    ( ) No poema, bichos, plantas e minerais convivem em harmonia e simbiose.

    ( ) O eu lírico destaca a necessidade de um destino, de um objetivo a ser traçado pelo homem.

    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

    Escolha uma alternativa para a questão 60e747e3-30
  • 60E4817F-30

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - RS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, leia a passagem a seguir, referente a uma marcante personagem da literatura brasileira, e preencha as lacunas do texto relacionado ao excerto.

    Examinou o terreiro, viu Baleia coçando-se a esfregar as peladuras no pé de turco, levou a espingarda ao rosto. A cachorra espiou o dono desconfiada, enroscou-se no tronco e foi-se desviando, até ficar no outro lado da árvore, agachada e arisca, mostrando apenas as pupilas negras. Aborrecido com esta manobra, Fabiano saltou a janela, esgueirou-se ao longo da cerca do curral, deteve-se no mourão do canto e levou de novo a arma ao rosto. Como o animal estivesse de frente e não apresentasse bom alvo, adiantou-se mais alguns passos. Ao chegar às catingueiras, modificou a pontaria e puxou o gatilho. A carga alcançou os quartos traseiros e inutilizou uma perna de Baleia, que se pôs a latir desesperadamente. (...) Dirigiu-se ao copiar, mas temeu encontrar Fabiano e afastou-se para o chiqueiro das cabras. Demorou-se aí um instante, meio desorientada, saiu depois sem destino, aos pulos.

    Na famosa cena da morte de Baleia, personagem do romance _________, de _________, é nítida a _________ da cadela numa cena extremamente _________.

    Escolha uma alternativa para a questão 60e4817f-30
  • 227B61BE-30

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - Campinas · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    A linguagem e o universo de Guimarães Rosa na obra prima que é o romance Grande sertão: veredas estão em parte caracterizados no seguinte segmento do texto:
    Escolha uma alternativa para a questão 227b61be-30
  • 227895C8-30

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - Campinas · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    A vida mundana dos cafés comparece nestes versos de um poema de Manuel Bandeira:  
    Quando o enterro passou
    Os homens que se achavam no café
    Tiraram o chapéu maquinalmente
    Saudavam o morto distraídos
    Estavam todos voltados para a vida 
    Depreende-se da leitura desses versos que o poeta Manuel Bandeira
    I. empenha-se em pintar com cores fortes a reação contristada de um grupo de homens diante da evidência de que alguém havia morrido.
    II. registra o protocolo mecânico de um gesto da saudação que os homens num café, inteiramente devotados à vida, dedicam ao enterro que passa.
    III. faz contrastar a fatalidade da morte com o cotidiano vivo, razão pela qual o aspecto mundano da conversa num café dá lugar a tocantes reverências.
    Atende ao enunciado o que está APENAS em 
    Escolha uma alternativa para a questão 227895c8-30
  • 2275D21C-30

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - Campinas · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    No período modernista, representam-se novas criações da tecnologia humana, testemunhando o progresso e as novidades da época. Há comprovação disso no tema e no estilo dos seguintes versos:
    Escolha uma alternativa para a questão 2275d21c-30
  • 226A1393-30

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - Campinas · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

                 História da pintura, história do mundo 

    Imagem da questão de Português, PUC - Campinas 2016, Interpretação de Textos

                                                                                                                    (BATISTA, Domenico, inédito)                                                                                   

    A afirmação correta sobre o que se encontra nos parágrafos 7 e 8 é: 
    Escolha uma alternativa para a questão 226a1393-30
  • 225EDD94-30

    Português

    Advérbios
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                 História da pintura, história do mundo 

    Imagem da questão de Português, PUC - Campinas 2016, Advérbios

                                                                                                                    (BATISTA, Domenico, inédito)                                                                                   

    Em passos assim instrutivos, o livro da irmã Wendy vai nos conduzindo por um roteiro histórico da arte da pintura e dos sucessivos feitos humanos. Desde um jogo de boliche numa estalagem até figuras femininas em atividades domésticas, de um ateliê de ourives até um campo de batalha, tudo vai se oferecendo a novas técnicas, como a da “câmara escura”, explorada pelo holandês Vermeer, pela qual se obtinha melhor controle da luminosidade adequada e do ângulo de visão. Entram em cena as novas criações da tecnologia humana: os navios a vapor, os trens, as máquinas e as indústrias podem estar no centro das telas, falando do progresso.
    Considerado o acima transcrito, em seu contexto, é apropriado afirmar: 
    Escolha uma alternativa para a questão 225edd94-30
  • 225C0F7B-30

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    Interpretação de Textos
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    Sobre o parágrafo 3, em seu contexto, entende-se com correção:
    Escolha uma alternativa para a questão 225c0f7b-30
  • 225919AC-30

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    A frase que mantém fidelidade ao que se tem no parágrafo 2 é:
    Escolha uma alternativa para a questão 225919ac-30