Questões do ENEM: Linguagens e Interpretação de Textos

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9.017 questões encontradas. Mostrando a página 287 de 451.

  • 6B789008-24

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-GO · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 1

                                  Queimada

    À fúria da rubra língua

    do fogo

    na queimada

    envolve e lambe

    o campinzal

    estiolado em focos

    enos

    sinal.

    É um correr desesperado

    de animais silvestres

    o que vai, ali, pelo mundo

    incendiado e fundo,

    talvez,


    como o canto da araponga

    nos vãos da brisa!


    Tambores na tempestade


    [...]

    E os tambores

      e os tambores

        e os tambores

    soando na tempestade,

    ao efêmero de sua eterna idade.


    [...]

              Onde?

    Eu vos contemplo

         à inércia do que me leva

         ao movimento


    de naufragar-me

         eternamente

    na secura de suas águas

       mais à frente!


    Ó tambores

       ruflai

    sacudi suas dores!


    Eu

    que não me sei

    não me venho

       por ser

    busco apenas ser somenos

    no viver,

    nada mais que isso!

    (VIEIRA, Delermando. Os tambores da tempestade. Goiânia: Poligráfica, 2010. p. 164, 544, 552.)

    Sobre o poema “Queimada”, de Delermando Vieira, primeira parte do Texto 1, marque a alternativa correta quanto à sua linguagem e temática:
    Escolha uma alternativa para a questão 6b789008-24
  • 083DB546-1D

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - RS · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, leia o trecho abaixo e o comentário crítico sobre a obra do qual ele foi extraído, preenchendo as lacunas com o nome do autor e o título das obras.

    “Então, a Península Ibérica moveu-se um pouco mais, um metro, dois metros, a experimentar as forças. As cordas a que serviam de testemunhos, lançadas de bordo a bordo, tal qual os bombeiros fazem nas paredes que apresentam rachas e ameaçam desabar, rebentaram como simples cordéis, algumas mais sólidas arrancaram pela raiz as árvores e os postes a que estavam atadas. Houve depois uma pausa, sentiu-se passar nos ares um grande sopro, como a primeira respiração profunda de quem acorda, e a massa de pedra e terra, coberta de cidades, aldeias, rios, bosques e fábricas, matos bravios, campos cultivados, com a sua gente e os seus animais, começou a mover-se, barca que se afasta do porto e aponta ao mar outra vez desconhecido.”

    “Mas a ideologia e as preocupações humanitárias de _________ revelam-se, sobretudo, e numa primeira fase, ou ciclo de produção romanesca, a partir das revisitações que faz do passado histórico português. Revisitações de amplitude e de jaez diverso, como facilmente se constata a partir da leitura de romances como _________ e _________.”

    (Adaptado de texto de autoria de Ana Paula Arnaut)

    A alternativa que completa corretamente as lacunas da análise de Ana Paula Arnaut é:

    Escolha uma alternativa para a questão 083db546-1d
  • C06B7BB6-1C

    Português

    Gêneros Textuais
    PUC - SP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Figura 1 de 2 da questão de Português, PUC - SP 2015, Gêneros Textuais

    Figura 2 de 2 da questão de Português, PUC - SP 2015, Gêneros Textuais

    Para tratar da concepção de liberdade, Nadja Hermann retoma Stuart Mill para afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão c06b7bb6-1c
  • C0651A0B-1C

    Português

    Gêneros Textuais
    PUC - SP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Figura 1 de 2 da questão de Português, PUC - SP 2015, Gêneros Textuais

    Figura 2 de 2 da questão de Português, PUC - SP 2015, Gêneros Textuais

    Indique o princípio de Stuart Mill do qual tanto Hélio Schwartsman como Nadja Hermann se valem para sustentar suas ideias.
    Escolha uma alternativa para a questão c0651a0b-1c
  • C05E8532-1C

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - SP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, PUC - SP 2015, Interpretação de Textos

    Os parênteses empregados por Nadja Hermann, de acordo com a ordem em que aparecem do texto, têm a função de
    Escolha uma alternativa para a questão c05e8532-1c
  • C05A5879-1C

    Português

    Gêneros Textuais
    PUC - SP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Figura 1 de 2 da questão de Português, PUC - SP 2015, Gêneros Textuais

    Figura 2 de 2 da questão de Português, PUC - SP 2015, Gêneros Textuais

    Em relação aos dois textos, é correto afirmar que

    Escolha uma alternativa para a questão c05a5879-1c
  • C05236CA-1C

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - SP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, PUC - SP 2015, Interpretação de Textos

    No último parágrafo do texto Da soberania do indivíduo, o autor emprega a expressão corrente “trocando em miúdos”, cujo significado é
    Escolha uma alternativa para a questão c05236ca-1c
  • C03B62E8-1C

    Português

    Gêneros Textuais
    PUC - SP · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, PUC - SP 2015, Gêneros Textuais

    Considere a ordem em que são empregados os pronomes demonstrativos evidenciados no texto de Hélio Schwartsman e aponte a que se referem.
    Escolha uma alternativa para a questão c03b62e8-1c
  • C035E594-1C

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - SP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, PUC - SP 2015, Interpretação de Textos

    No texto de Hélio Schwartsman, as aspas sinalizam, respectivamente,
    Escolha uma alternativa para a questão c035e594-1c
  • C021E8FD-1C

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - SP · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, PUC - SP 2015, Interpretação de Textos

    No primeiro parágrafo do texto de Hélio Schwartsman, as duas visões de mundo às quais o autor se refere são
    Escolha uma alternativa para a questão c021e8fd-1c
  • 60EA3136-1B

    Português

    Gêneros Textuais
    FGV · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
    Não obstante as diferenças estéticas e cronológicas existentes entre Capitães da Areia (1937), São Bernardo (1934) e A rosa do povo (1945), determinadas características desses livros — tais como a ênfase na opressão, no medo, na crueldade etc. — indicam que eles compartilham, como contexto histórico nacional,
    Escolha uma alternativa para a questão 60ea3136-1b
  • 60D2F49E-1B

    Português

    Interpretação de Textos
    FGV · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

          (...) Um dia, passado muito tempo, Pedro Bala ia com o Sem-Pernas pelas ruas. Entraram numa igreja da Piedade, gostavam de ver as coisas de ouro, mesmo era fácil bater uma bolsa de uma senhora que rezasse. Mas não havia nenhuma senhora na igreja àquela hora. Somente um grupo de meninos pobres e um capuchinho que lhes ensinava catecismo.

          — É Pirulito... — disse Sem-Pernas.

          Pedro Bala ficou olhando. Encolheu os ombros:

          — Que adianta?

          Sem-Pernas olhou:

          — Não dá de comer...

          — Um dia vai ser padre também. Tem que ser é tudo junto.

          Sem-Pernas disse:

          — A bondade não basta.

          Completou:

          — Só o ódio...

          Pirulito não os via. Com uma paciência e uma bondade extremas ensinava às crianças buliçosas as lições de catecismo. Os dois Capitães da Areia saíram balançando a cabeça. Pedro Bala botou a mão no ombro do Sem-Pernas.

          — Nem o ódio, nem a bondade. Só a luta. A voz bondosa de Pirulito atravessa a igreja.

          A voz de ódio do Sem-Pernas estava junto de Pedro Bala. Mas ele não ouvia nenhuma. Ouvia era a voz de João de Adão, o doqueiro, a voz de seu pai morrendo na luta.

                                                           Jorge Amado, Capitães da Areia.

    Embora as atitudes assumidas por Pirulito, Sem-Pernas e Pedro Bala sejam bastante diferentes entre si, todas as três são reações a um estado de coisas cuja causa principal, tal como identificada no contexto de Capitães da Areia, é a
    Escolha uma alternativa para a questão 60d2f49e-1b
  • 60CD8ACC-1B

    Português

    Interpretação de Textos
    FGV · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos

          (...) Um dia, passado muito tempo, Pedro Bala ia com o Sem-Pernas pelas ruas. Entraram numa igreja da Piedade, gostavam de ver as coisas de ouro, mesmo era fácil bater uma bolsa de uma senhora que rezasse. Mas não havia nenhuma senhora na igreja àquela hora. Somente um grupo de meninos pobres e um capuchinho que lhes ensinava catecismo.

          — É Pirulito... — disse Sem-Pernas.

          Pedro Bala ficou olhando. Encolheu os ombros:

          — Que adianta?

          Sem-Pernas olhou:

          — Não dá de comer...

          — Um dia vai ser padre também. Tem que ser é tudo junto.

          Sem-Pernas disse:

          — A bondade não basta.

          Completou:

          — Só o ódio...

          Pirulito não os via. Com uma paciência e uma bondade extremas ensinava às crianças buliçosas as lições de catecismo. Os dois Capitães da Areia saíram balançando a cabeça. Pedro Bala botou a mão no ombro do Sem-Pernas.

          — Nem o ódio, nem a bondade. Só a luta. A voz bondosa de Pirulito atravessa a igreja.

          A voz de ódio do Sem-Pernas estava junto de Pedro Bala. Mas ele não ouvia nenhuma. Ouvia era a voz de João de Adão, o doqueiro, a voz de seu pai morrendo na luta.

                                                           Jorge Amado, Capitães da Areia.

    Atente para as seguintes afirmações referentes ao excerto, considerado no contexto de Capitães da Areia:

    I Os termos “bondade”, “ódio” e “luta”, postos em questão no excerto, encontram-se objetivamente em relação dialética – na qual a contradição entre os dois primeiros é superada na síntese operada pelo termo “luta”, que os engloba e ultrapassa.

    II Vista no conjunto da trajetória da personagem, a cena registra um momento decisivo no processo de politização de Pedro Bala.

    III Para definir os perfis que as personagens Pirulito, Sem-Pernas e Pedro Bala assumem no excerto, as palavras-chave poderiam ser, respectivamente, ilusão, ressentimento e projeto.

    Está correto o que se afirma em

    Escolha uma alternativa para a questão 60cd8acc-1b
  • 60BB032F-1B

    Português

    Interpretação de Textos
    FGV · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

                     À margem de Memórias de um sargento de milícias

          É difícil associar à impressão deixada por essa obra divertida e leve a ideia de um destino trágico. Foi, entretanto, o que coube a Manuel Antônio de Almeida, nascido em 1831 e morto em 1861. A simples justaposição dessas duas datas é bastante reveladora: mais alguns dados, os poucos de que dispomos, apenas servem para carregar nas cores, para tornar a atmosfera do quadro mais deprimente. Que é que cabe num prazo tão curto?

          Uma vida toda em movimento, uma série tumultuosa de lutas, malogros e reerguimentos, as reações de uma vontade forte contra os golpes da fatalidade, os heroicos esforços de ascensão de um self-made man esmagado pelas circunstâncias. Ignoramos quase totalmente seus começos de menino pobre, mas talvez seja possível reconstruí-los em parte pelas cenas tão vivas em que apresenta o garoto Leonardo lançado de chofre nas ruas pitorescas da indolente cidadezinha que era o Rio daquela época. Basta enumerar todas as profissões que o escritor exerceu em seguida para adivinhar o ambiente. Estudante na Escola de Belas-Artes e na Faculdade de Medicina, jornalista e tradutor, membro fundador da Sociedade das Belas-Artes, administrador da Tipografia Nacional, diretor da Academia Imperial da Ópera Nacional, Manuel Antônio provavelmente não se teria candidatado ainda a uma cadeira da Assembleia Provincial se suas ocupações sucessivas lhe garantissem uma renda proporcional ao brilho de seus títulos. Achava-se justamente a caminho da “sua” circunscrição, quando, depois de tantos naufrágios no sentido figurado, pereceu num naufrágio concreto, deixando saudades a um reduzido círculo de amigos, um medíocre libreto de ópera e algumas traduções, do francês, de romances de cordel, aos pesquisadores de curiosidade, e as Memórias de um sargento de milícias ao seu país.

                                         Paulo Rónai, Encontros com o Brasil. Rio de Janeiro:

                                                                                       Edições de Janeiro, 2014. 

    Segundo o texto, a única informação sobre Manuel Antônio de Almeida que NÃO está correta é:
    Escolha uma alternativa para a questão 60bb032f-1b
  • 60B2FB5A-1B

    Português

    Interpretação de Textos
    FGV · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Para responder a questão, leia o seguinte texto, escrito poucos dias antes do início da última Copa do Mundo.

                                      A tão falada lição

          Passam os anos menos depressa do que dizem, quando dizem que o tempo corre. Passam mais depressa do que se pensa, quando se trata de vivê-los. São 64 anos. Por exemplo, entre este e 1950, ano de muitas agitações.

          Na política, pela volta de Getúlio, se não para redimir-se da ditadura encerrada cinco anos antes, porque ditadura nenhuma tem redenção, para um governo que, mesmo inconcluído, legou ao Brasil os instrumentos que permitiriam fazer o grande país que não foi feito – Petrobras, BNDE, uma infinidade de outros.

          Entre tantas agitações mais, lá estava a Copa do Mundo, a primeira depois da Segunda Guerra Mundial, no maior estádio do mundo, para fazer dos brasileiros os campeões mundiais.

          Nos 64 anos seguintes, Getúlio e seu governo desapareceram sob a dureza das versões degradantes e do getulismo mitológico. A Copa e seu final desastroso satisfizeram-se com explicação única e simples: fora do campo, os excessos da autoglorificação antecipada, com louvações e festejos movidos a políticos, artistas, jornalistas, a publicidade comercial; e, no campo, uma (inexistente) falha do goleiro das cores pátrias.

          Há 64 anos se repete essa ladainha de 50, como símbolo e como advertência. Quem quiser uma ideia melhor da explicação dada a 50, é fácil. Basta uma olhadela nos jornais e na TV, a gente da TV e outras gentes em visita à "concentração", a caçada a jogadores, convidados VIP para ver treinos, lá vai a estatueta ao palácio presidencial, os comandantes Felipão e Parreira são claros: "Nós já estamos com uma mão na taça". Igualzinho. Está nos genes.

                            Janio de Freitas, Folha de S. Paulo, 03/06/2014. Adaptado. 

    Analise as seguintes afirmações sobre o texto:

    I Segundo o autor, tempo psicológico e tempo cronológico nem sempre coincidem.

    II O contexto histórico em que se deu a Copa do Mundo de 1950 é abordado com neutralidade pelo autor.

    III O autor conclui o texto por meio de uma assertiva em tom premonitório.

    Está correto apenas o que se afirma em

    Escolha uma alternativa para a questão 60b2fb5a-1b
  • 60AE8DB3-1B

    Português

    Interpretação de Textos
    FGV · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Para responder a questão, leia o seguinte texto, escrito poucos dias antes do início da última Copa do Mundo.

                                      A tão falada lição

          Passam os anos menos depressa do que dizem, quando dizem que o tempo corre. Passam mais depressa do que se pensa, quando se trata de vivê-los. São 64 anos. Por exemplo, entre este e 1950, ano de muitas agitações.

          Na política, pela volta de Getúlio, se não para redimir-se da ditadura encerrada cinco anos antes, porque ditadura nenhuma tem redenção, para um governo que, mesmo inconcluído, legou ao Brasil os instrumentos que permitiriam fazer o grande país que não foi feito – Petrobras, BNDE, uma infinidade de outros.

          Entre tantas agitações mais, lá estava a Copa do Mundo, a primeira depois da Segunda Guerra Mundial, no maior estádio do mundo, para fazer dos brasileiros os campeões mundiais.

          Nos 64 anos seguintes, Getúlio e seu governo desapareceram sob a dureza das versões degradantes e do getulismo mitológico. A Copa e seu final desastroso satisfizeram-se com explicação única e simples: fora do campo, os excessos da autoglorificação antecipada, com louvações e festejos movidos a políticos, artistas, jornalistas, a publicidade comercial; e, no campo, uma (inexistente) falha do goleiro das cores pátrias.

          Há 64 anos se repete essa ladainha de 50, como símbolo e como advertência. Quem quiser uma ideia melhor da explicação dada a 50, é fácil. Basta uma olhadela nos jornais e na TV, a gente da TV e outras gentes em visita à "concentração", a caçada a jogadores, convidados VIP para ver treinos, lá vai a estatueta ao palácio presidencial, os comandantes Felipão e Parreira são claros: "Nós já estamos com uma mão na taça". Igualzinho. Está nos genes.

                            Janio de Freitas, Folha de S. Paulo, 03/06/2014. Adaptado. 

    A frase que expressa corretamente a opinião do autor sobre os acontecimentos que marcaram o ano de 1950 é:
    Escolha uma alternativa para a questão 60ae8db3-1b
  • 69D9F4D6-19

    Português

    Coesão e coerência
    UNICAMP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o seguinte trecho da obra Terra Sonâmbula, de Mia Couto, extraído do Sexto caderno de Kindzu, subintitulado O regresso a Matimati.

    Lembrei meu pai, sua palavra sempre azeda: agora, somos um povo de mendigos, nem temos onde cair vivos. Era como se ainda escutasse:

    - Mas você, meu filho, não se meta a mudar os destinos.

    Afinal, eu contrariava suas mandanças. Fossem os naparamas, fosse o filho de Farida: eu não estava a deixar o tempo quieto. Talvez, quem sabe, cumprisse o que sempre fora: sonhador de lembranças, inventor de verdades. Um sonâmbulo passeando entre o fogo. Um sonâmbulo como a terra em que nascera. Ou como aquelas fogueiras por entre as quais eu abria caminho no areal.

    (Mia Couto, Terra Sonâmbula. São Paulo: Companhia de Bolso, 2015, p. 104.)

    Na passagem citada, a personagem Kindzu recorda os ensinamentos de seu pai diante do estado desolador em que se encontrava sua terra, assolada pela guerra, e reflete sobre a coerência de suas ações em relação a tais ensinamentos. Levando em consideração o contexto da narrativa do romance de Mia Couto, é correto afirmar que:

    Escolha uma alternativa para a questão 69d9f4d6-19
  • 69D435DF-19

    Português

    Figuras de Linguagem
    UNICAMP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Morro da Babilônia


    À noite, do morro

    descem vozes que criam o terror

    (terror urbano, cinquenta por cento de cinema,

    e o resto que veio de Luanda ou se perdeu na língua

    Geral).


    Quando houve revolução, os soldados

    espalharam no morro,

    o quartel pegou fogo, eles não voltaram.

    Alguns, chumbados, morreram.

    O morro ficou mais encantado.


    Mas as vozes do morro

    não são propriamente lúgubres.

    Há mesmo um cavaquinho bem afinado

    que domina os ruídos da pedra e da folhagem

    e desce até nós, modesto e recreativo,

    como uma gentileza do morro.

    (Carlos Drummond de Andrade, Sentimento do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2012, p.19.)


    No poema “Morro da Babilônia”, de Carlos Drummond de Andrade, 

    Escolha uma alternativa para a questão 69d435df-19
  • 69CF124A-19

    Português

    Interpretação de Textos
    UNICAMP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Quanto ao conto Negrinha, de Monteiro Lobato, é correto afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 69cf124a-19
  • 69C15F84-19

    Português

    Interpretação de Textos
    UNICAMP · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos

    (...) plantai batatas, ó geração de vapor e de pó de pedra, *macadamizai estradas, fazei caminhos de ferro, construí passarolas de Ícaro, para andar a qual mais depressa, estas horas contadas de uma vida toda material, maçuda e grossa como tendes feito esta que Deus nos deu tão diferente do que a que hoje vivemos. Andai, ganha-pães, andai: reduzi tudo a cifras, todas as considerações deste mundo a equações de interesse corporal, comprai, vendei, agiotai. – No fim de tudo isto, o que lucrou a espécie humana? Que há mais umas poucas dúzias de homens ricos. E eu pergunto aos economistas políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico?

    *Macadamizar: pavimentar.

    (Almeida Garrett, Viagens na minha terra. São Paulo: Ateliê Editorial, 2012, p.77.)

    Formou Deus o homem, e o pôs num paraíso de delícias; tornou a formá-lo a sociedade, e o pôs num inferno de tolices.

    (Almeida Garrett, Viagens na minha terra. São Paulo: Ateliê Editorial, 2012, p.190.)

    Vários discursos organizam a estrutura narrativa do romance Viagens na minha terra, de Almeida Garrett. Isso permite afirmar que a visão de mundo dessa narrativa

    Escolha uma alternativa para a questão 69c15f84-19