Questões do ENEM: Linguagens e Interpretação de Textos

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9.017 questões encontradas. Mostrando a página 369 de 451.

  • 382B90A1-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    UFPR · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos

    A sentença “Ele anda ouvindo música” pode ser interpretada de duas formas: a) ele ouve música enquanto caminha – neste caso, o verbo “andar” funciona como verbo pleno, significando “caminhar”; b) a atividade de ele ouvir música tem se repetido ultimamente – neste caso, o verbo “andar” se esvazia de seu sentido pleno e funciona como elemento gramatical, um auxiliar. Podemos identificar no português outros verbos que podem ter esses dois usos: um com seu sentido lexical pleno e outro funcionando como elemento gramatical. Tendo isso em vista, considere os conjuntos de sentenças abaixo:

    1. Ele chegou na festa e bagunçou o tempo todo.

        Ele chegou a interferir no processo, mas foi neutralizado.

    2. Ela está querendo comer camarão.

        Ela está querendo ficar doente.

    3. O que ela fez com a faca que estava no chão? Ela pegou e guardou na gaveta.

        Como ele agiu quando se deparou com o grupo? Ah, ele pegou e foi batendo em todo mundo.

    4. Todos trabalham pela causa.

        Eles trabalham vendendo computadores.


    Em qualquer caso, independente do contexto, o verbo grifado pode ser interpretado com sentido lexical pleno em ambas as ocorrências:  

    Escolha uma alternativa para a questão 382b90a1-b0
  • 381C1C7B-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    UFPR · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UFPR 2011, Interpretação de Textos

    (BENETT, Gazetadopovo.com.br, acesso em 09/08/2011.)


    Para entender a charge de Benett, são necessários alguns conhecimentos extras. O texto abaixo ajuda-nos nessa direção.


          O Flautista de Hamelin é um conto folclórico reescrito pela primeira vez pelos Irmãos Grimm e que narra um desastre incomum acontecido na cidade de Hamelin, na Alemanha, em 26 de junho de 1284.

          Em 1284, a cidade de Hamelin estava sofrendo com uma infestação de ratos. Um dia, chega à cidade um homem que reivindica ser um "caçador de ratos", dizendo ter a solução para o problema. Prometeram-lhe um bom pagamento em troca dos ratos – uma moeda pela cabeça de cada um. O homem aceitou o acordo, pegou uma flauta e hipnotizou os ratos, afogando-os no rio Weser.

          Apesar de obter sucesso, o povo da cidade abjurou a promessa feita, recusando-se a pagar o "caçador de ratos", afirmando que ele não havia apresentado as cabeças. O homem deixou a cidade, mas retornou várias semanas depois e, enquanto os habitantes estavam na igreja, tocou novamente sua flauta, atraindo dessa vez as crianças de Hamelin. Cento e trinta meninos e meninas seguiram-no para fora da cidade, onde foram enfeitiçados e trancados em uma caverna. Na cidade, só ficaram opulentos habitantes, repletos celeiros e bem cheias despensas, protegidas por sólidas muralhas e um imenso manto de silêncio e tristeza. 

          E foi isso que se sucedeu há muitos, muitos anos, na deserta e vazia cidade de Hamelin, onde, por mais que se procure, nunca se encontra nem um rato, nem uma criança.

    (http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Flautista_de_Hamelin, acesso em 10/08/2011.)

    O que “seria mais fácil se tivesse uma flauta”?
    Escolha uma alternativa para a questão 381c1c7b-b0
  • 380D74F0-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    UFPR · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UFPR 2011, Interpretação de Textos

    (BENETT, Gazetadopovo.com.br, acesso em 09/08/2011.)


    Para entender a charge de Benett, são necessários alguns conhecimentos extras. O texto abaixo ajuda-nos nessa direção.


          O Flautista de Hamelin é um conto folclórico reescrito pela primeira vez pelos Irmãos Grimm e que narra um desastre incomum acontecido na cidade de Hamelin, na Alemanha, em 26 de junho de 1284.

          Em 1284, a cidade de Hamelin estava sofrendo com uma infestação de ratos. Um dia, chega à cidade um homem que reivindica ser um "caçador de ratos", dizendo ter a solução para o problema. Prometeram-lhe um bom pagamento em troca dos ratos – uma moeda pela cabeça de cada um. O homem aceitou o acordo, pegou uma flauta e hipnotizou os ratos, afogando-os no rio Weser.

          Apesar de obter sucesso, o povo da cidade abjurou a promessa feita, recusando-se a pagar o "caçador de ratos", afirmando que ele não havia apresentado as cabeças. O homem deixou a cidade, mas retornou várias semanas depois e, enquanto os habitantes estavam na igreja, tocou novamente sua flauta, atraindo dessa vez as crianças de Hamelin. Cento e trinta meninos e meninas seguiram-no para fora da cidade, onde foram enfeitiçados e trancados em uma caverna. Na cidade, só ficaram opulentos habitantes, repletos celeiros e bem cheias despensas, protegidas por sólidas muralhas e um imenso manto de silêncio e tristeza. 

          E foi isso que se sucedeu há muitos, muitos anos, na deserta e vazia cidade de Hamelin, onde, por mais que se procure, nunca se encontra nem um rato, nem uma criança.

    (http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Flautista_de_Hamelin, acesso em 10/08/2011.)

    Observando que a personagem da charge representa a presidente Dilma Roussef, considere as seguintes afirmativas:


    1. Tanto na charge como no conto, os ratos constituem uma metáfora que deve ser interpretada da mesma maneira.

    2. A fala da presidente Dilma na charge retoma elementos apresentados no segundo parágrafo do conto.

    3. A cena critica a falta de ação da presidente do Brasil frente a problemas sociais de diferentes ordens.

    4. A intertextualidade da charge com o conto é confirmada principalmente pelos elementos verbais.


    Assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão 380d74f0-b0
  • 3801A9E5-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    UFPR · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos

          Qualquer livro intitulado Como a mente funciona deveria começar com uma nota de humildade; começarei com duas.

          Primeiro, não entendemos como a mente funciona – nem de longe tão bem quanto compreendemos como funciona o corpo, e certamente não o suficiente para projetar utopias ou curar a infelicidade. Então, por que esse título audacioso? O linguista Noam Chomsky declarou certa vez que nossa ignorância pode ser dividida em problemas e mistérios. Quando estamos diante de um problema, podemos não saber a solução, mas temos insights, acumulamos um conhecimento crescente sobre ele e temos uma vaga ideia do que buscamos. Porém, quando defrontamos um mistério, ficamos entre maravilhados e perplexos, sem ao menos uma ideia de como seria a explicação. Escrevi este livro porque dezenas de mistérios da mente, das imagens mentais ao amor romântico, foram recentemente promovidos a problemas (embora ainda haja também alguns mistérios!). Cada ideia deste livro pode revelar-se errônea, mas isso seria um progresso, pois nossas velhas ideias eram muito sem graça para estar erradas.

          Em segundo lugar, eu não descobri o que de fato sabemos sobre o funcionamento da mente. Poucas das ideias apresentadas nas páginas seguintes são minhas. Selecionei, de muitas disciplinas, teorias que me parecem oferecer um insight especial a respeito dos nossos pensamentos e sentimentos, que se ajustam aos fatos, predizem fatos novos e são coerentes em seu conteúdo e estilo explicativo. Meu objetivo foi tecer essas ideias em um quadro coeso, usando duas ideias ainda maiores que não são minhas: a teoria computacional da mente e a teoria da seleção natural dos replicadores.

    (PINKER, Steven. Como a Mente Funciona. São Paulo: Companhia das Letras, 1998, p. 9.) 

    O autor apresenta convicções sobre seu objeto de estudos: a mente humana. Assinale a alternativa que apresenta uma delas.
    Escolha uma alternativa para a questão 3801a9e5-b0
  • 37F15818-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    UFPR · 2011FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UFPR 2011, Interpretação de Textos

    (SOUZA, Laura de Mello. Colombo, a América e o Conhecimento. Ciência Hoje, julho 2011, p. 83.)  

    Em relação ao texto, considere as seguintes afirmativas:


    1. A fim de opor Oriente e Ocidente, o texto contrapõe respectivos elementos da cultura como: seda, brocados e presas de elefantes versus máscaras estranhas, cintos feitos de ossos de peixe e papagaios verdes.

    2. A escola de Alexandria daria a Colombo melhores condições para o cálculo do caminho que desejava fazer, mas o acerto teria evitado uma grande descoberta.

    3. O feito inquestionável de Colombo foi ter colocado os europeus em contato com a cultura da Índia, fato que só foi reconhecido muito tempo depois.

    4. A declaração de Francisco Gómara comprova que no século 16 já havia sido desfeito o equívoco sobre a viagem de Colombo e sua impactante descoberta.


    Assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão 37f15818-b0
  • 37EBED24-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    UFPR · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UFPR 2011, Interpretação de Textos

    (SOUZA, Laura de Mello. Colombo, a América e o Conhecimento. Ciência Hoje, julho 2011, p. 83.)  

    Segundo o texto, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 37ebed24-b0
  • A404E854-AF

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-GO · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
        Fabiano curou no rasto a bicheira da novilha raposa. Levava no aió um frasco de creolina, e se houvesse achado o animal, teria feito o curativo ordinário. Não o encontrou, mas supôs distinguir as pisadas dele na areia, baixou-se, cruzou dois gravetos no chão e rezou. Se o bicho não estivesse morto, voltaria para o curral, que a oração era forte.
        Cumprida a obrigação, Fabiano levantou-se com a consciência tranqüila e marchou para casa. [...]
        Chape-chape. Os três pares de alpercatas batiam na lama rachada, seca e branca por cima, preta e mole por baixo. [...]
       A cachorra Baleia corria na frente, o focinho arregaçado, procurando na catinga a novilha raposa.
      Fabiano ia satisfeito. Sim senhor, arrumara-se. Chegara naquele estado, com a família morrendo de fome, comendo raízes. [...]
        Pisou com firmeza no chão gretado, puxou a faca de ponta, esgaravatou as unhas sujas. [...]
        – Fabiano, você é um homem, exclamou em voz alta. 
        Conteve-se, notou que os meninos estavam perto, com certeza iam admirar-se ouvindo-o falar só. E, pensando bem, ele não era homem: era apenas um cabra ocupado em guardar coisas dos outros. [...]
       Olhou em torno, com receio de que, fora os meninos, alguém tivesse percebido a frase imprudente. Corrigiu-a, murmurando:
       – Você é um bicho, Fabiano.
       Isto para ele era motivo de orgulho. Sim senhor, um bicho, capaz de vencer dificuldades.
        – Um bicho, Fabiano.
       Era. Apossara-se da casa porque não tinha onde cair morto, passara uns dias mastigando raiz de imbu e sementes de mucunã. Viera a trovoada. E, com ela, o fazendeiro, que o expulsara. Fabiano fizera-se desentendido e oferecera os seus préstimos [...].
    (RAMOS, Graciliano. Vidas secas. 100. ed. Rio de Janeiro: Record, 2006. p. 17-19.). 
    Com relação ao texto 08, assinale a alternativa correta:
    Escolha uma alternativa para a questão a404e854-af
  • A3F3223B-AF

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-GO · 2011Muito difícilEntre para guardar nos favoritos

    Segundo Ato

        Leléu, com apetrechos de limpeza, conversa na calçada da cadeia com o Cabo Heliodoro, que está armado de rifle.

        HELIODORO Você não sabe que eu sou sargento? Por que não chama Cabo Heliodoro? 
        LELÉU É porque o senhor tem toda a pinta de sargento.
        HELIODORO Conversa!

        LELÉU Esse mundo é assim. O sujeito nunca é o que nasceu pra ser. O senhor é cabo, mas nasceu pra sargento. 

       HELIODORO E você, Leléu? Você nasceu pra quê?

       LELÉU O senhor sabe o que eu queria ter, sargento? A força dos touros. O aprumo de um cavalo puro-sangue. Ser bom e doce para as mulherinhas, como as chuvas de caju que caem de repente, no calor mais duro de novembro. E livre, Sargento Heliodoro. Como o vento num pasto muito grande. 

       HELIODORO Você às vezes tem um jeito muito enfeitado de falar. Essa é a minha desgraça, não sei dizer uma coisa desse jeito. 

       LELÉU Livre... Você não queira saber como invejei Paraíba e Testa-Seca, essas duas semanas, quando um saía da cela para fazer faxina. Imagina você, Sargento Heliodoro, invejar duas pestes daquelas. Só porque podiam ver o céu em cima da cabeça deles. 

       HELIODORO Ora, isso não quer dizer nada. 

    Porque todo mundo tem inveja de você. Até o Tenente. Vou lhe dizer mais: até eu. 

       LELÉU Inveja de mim? Vocês?! Soltos?!

       HELIODORO Pra mim, pelo menos, isso de estar solto não adianta é nada.

       LELÉU Você está livre, senhor. Isso é pouco?

       HELIODORO Estou livre, mas sou um desgraçado, Leléu. Se você soubesse da minha vida, era capaz de chorar

        LELÉU Ah! Então não conte. Eu aqui já cheio de tristeza. Mas não será que se pode dar um jeito? Porque pra quase tudo neste mundo há jeito. 

       [...]

       LELÉU Mas Heliodoro, que tristeza! Eu fazia de você um homem bem casado!

       HELIODORO Ora, bem casado! A mulher parece um papagaio.

       LELÉU É verde?

       HELIODORO Quisera eu. Fala sem parar, é pior do que um rádio. De manhã à noite. 

    (LINS, Osman. Lisbela e o prisioneiro. São Paulo: Planeta, 2003. p. 37-39.)

    Com relação ao texto 07, assinale a alternativa correta:
    Escolha uma alternativa para a questão a3f3223b-af
  • A3E861F3-AF

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-GO · 2011Muito difícilEntre para guardar nos favoritos
        A morte de Roberto Mitry teve ampla cobertura dos jornais. Editoriais condenaram com energia a escalada da violência e a falta de segurança dos cidadãos. Os outros cento e cinqüenta homicídios ocorridos naquele mês no Grande Rio, a maioria das vítimas, negros e mulatos pobres, havia recebido apenas a atenção parca e rotineira da imprensa, mas o assassinato de Mitry era uma novidade atraente – um homem rico da sociedade morto na cama com duas ninfetas. Os jornais publicaram glamourosas fotos das duas irmãs, Titi e Tatá, de topless em Ipanema; de Mitry a bordo de seu iate em Angra dos Reis; do edifício da Vieira Souto onde o milionário residia; do interior do apartamento destacando as valiosas obras de arte nele existentes. [...]
        Encontrei-me com Raul no necrotério do Médico Legal. A morte de Mitry deixara-nos perplexos. [...]
        “Mitry foi morto enquanto dormia. A expressão de horror no rosto das meninas indica que tiveram consciência de que estavam sendo mortas. Acreditamos que houve apenas um assassino, usando a mão direita. Não há dúvida, pela natureza e disposição dos ferimentos, de que ele é destro, e muito, muito hábil. Havia sangue no box do chuveiro, provavelmente das vítimas. [...]”
        Um homem de avental aproximou-se. “O doutor Sette Neto está esperando.” 
        “Sette Neto?” 
        “Ele.”
         “Pensei que tinha morrido.”
        Atravessamos um largo e comprido salão de paredes de ladrilho branco, passando por mesas de aço sobre as quais cadáveres nus aguardavam autópsia. 
        “Alguém disse que ele havia morrido.”
        “Esse tipo de gente não morre nunca.”
        “Lembra do nosso tempo?” 
        “Como eu poderia esquecer reminiscências tão agradáveis?”, respondi.
    (FONSECA, Rubem. A grande arte. São Paulo: Companhia das Letras, 1990. p. 198-199)
    Com relação ao texto 06, assinale a afirmativa correta:
    Escolha uma alternativa para a questão a3e861f3-af
  • A3D51B2F-AF

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-GO · 2011Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
        A morte de Roberto Mitry teve ampla cobertura dos jornais. Editoriais condenaram com energia a escalada da violência e a falta de segurança dos cidadãos. Os outros cento e cinqüenta homicídios ocorridos naquele mês no Grande Rio, a maioria das vítimas, negros e mulatos pobres, havia recebido apenas a atenção parca e rotineira da imprensa, mas o assassinato de Mitry era uma novidade atraente – um homem rico da sociedade morto na cama com duas ninfetas. Os jornais publicaram glamourosas fotos das duas irmãs, Titi e Tatá, de topless em Ipanema; de Mitry a bordo de seu iate em Angra dos Reis; do edifício da Vieira Souto onde o milionário residia; do interior do apartamento destacando as valiosas obras de arte nele existentes. [...]
        Encontrei-me com Raul no necrotério do Médico Legal. A morte de Mitry deixara-nos perplexos. [...]
        “Mitry foi morto enquanto dormia. A expressão de horror no rosto das meninas indica que tiveram consciência de que estavam sendo mortas. Acreditamos que houve apenas um assassino, usando a mão direita. Não há dúvida, pela natureza e disposição dos ferimentos, de que ele é destro, e muito, muito hábil. Havia sangue no box do chuveiro, provavelmente das vítimas. [...]”
        Um homem de avental aproximou-se. “O doutor Sette Neto está esperando.” 
        “Sette Neto?” 
        “Ele.”
         “Pensei que tinha morrido.”
        Atravessamos um largo e comprido salão de paredes de ladrilho branco, passando por mesas de aço sobre as quais cadáveres nus aguardavam autópsia. 
        “Alguém disse que ele havia morrido.”
        “Esse tipo de gente não morre nunca.”
        “Lembra do nosso tempo?” 
        “Como eu poderia esquecer reminiscências tão agradáveis?”, respondi.
    (FONSECA, Rubem. A grande arte. São Paulo: Companhia das Letras, 1990. p. 198-199)
    Por meio da internet, jovens desequilibrados aprendem a usar armas, publicam fotos e vídeos com ameaças e copiam métodos de outros assassinos. Vimos, no início de abril, o massacre de doze crianças em uma escola do Rio de Janeiro, uma marca expressiva de violência urbana comentada e sendo interpretada pelos mais diferentes profissionais. As causas podem ser inúmeras, porém suas consequências deixaram o mundo estarrecido com mais uma atrocidade ocorrida em uma metrópole brasileira. Refletindo sobre a violência urbana, marque a alternativa correta:
    Escolha uma alternativa para a questão a3d51b2f-af
  • A3CF25AC-AF

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-GO · 2011Muito difícilEntre para guardar nos favoritos

    IX. Ascensão de Vasco da Gama 

    Os deuses da tormenta e os gigantes da terra Suspendem de repente o ódio da sua guerra E pasmam. Pelo vale onde se ascende aos céus Surge um silêncio, e vai, da névoa ondeando os véus, Primeiro um movimento e depois um assombro. Ladeiam-no, ao durar, os medos, ombro a ombro, E ao longe o rastro ruge em nuvens e clarões 

    Embaixo, onde a terra é, o pastor gela, e a flauta Cai-lhe, e em êxtase vê, à luz de mil trovões, O céu abrir o abismo à alma do Argonauta. 

    (PESSOA, Fernando. Mensagem. 2. ed. 1. reim. São Paulo: Martin Claret, 2009. p. 47.)

    Considerando o texto 05, indique a alternativa correta:
    Escolha uma alternativa para a questão a3cf25ac-af
  • A3CA9D06-AF

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-GO · 2011Muito difícilEntre para guardar nos favoritos

    IX. Ascensão de Vasco da Gama 

    Os deuses da tormenta e os gigantes da terra Suspendem de repente o ódio da sua guerra E pasmam. Pelo vale onde se ascende aos céus Surge um silêncio, e vai, da névoa ondeando os véus, Primeiro um movimento e depois um assombro. Ladeiam-no, ao durar, os medos, ombro a ombro, E ao longe o rastro ruge em nuvens e clarões 

    Embaixo, onde a terra é, o pastor gela, e a flauta Cai-lhe, e em êxtase vê, à luz de mil trovões, O céu abrir o abismo à alma do Argonauta. 

    (PESSOA, Fernando. Mensagem. 2. ed. 1. reim. São Paulo: Martin Claret, 2009. p. 47.)

    Assinale a alternativa que contém a correspondência adequada para o termo argonauta, em “Cai-lhe, e em êxtase vê, à luz de mil trovões,/O céu abrir o abismo à alma do Argonauta.”:
    Escolha uma alternativa para a questão a3ca9d06-af
  • A3B42C7B-AF

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-GO · 2011Muito difícilEntre para guardar nos favoritos
       - Amanhã cedo a senhora volte aqui, em jejum. É necessário o exame de Galli Mainini. Antes disso, posso adiantar-lhe que todos os sintomas levam à gravidez. 
         - Gravidez? O senhor está achando que eu sou o quê?
         - Achando que a senhora é uma mulher feliz, como toda mulher que vai ser mãe.
        - O senhor está muito enganado. Saiba que sou uma viúva honesta, respeitada, e que vivo exclusivamente para meu filho. E saiba mais, há dezoito anos que enviuvei, dezoito anos de castidade, de respeito à memória de meu saudoso marido, viu?
         [...]
        - Ora essa! Grávida, grávida é a m... E saiu deitando palavrões pelo corredor do consultório.
         [...]
       Um cheiro de carne assada parece sair da cozinha, misturando-se com os pensamentos medrosos de Amélia. Julinho levanta-se, beija carinhosamente a face da mãe e vai para a mesa aguardar a refeição. Horas depois, sai para o seu habitual encontro com a jovem guarda. O local é a rua Oito, no trecho que se estende da Anhanguera à rua Três, passarela dos sonhos fantásticos e dos desejos exóticos, mini-Augusta, pasto dos desocupados, dos cabeludos, recanto dos “papos-firmes” e dos “brasas-mora!”.
         [...]
        Acorda tarde no outro dia, sente-se mais ainda indisposta, com os vômitos aumentando cada vez mais. Levanta-se, vai à cozinha, passa pela porta do quarto de Julinho que ainda dorme, profundo. Contempla o rosto do filho, acha-o bonito: os mesmos traços do pai. E uma clara sensação maternal revolve as suas entranhas, como se uma estranha felicidade duplamente a sacudisse entre o céu e o inferno, terrivelmente.
        ***
        Os tocos de cigarros abandonados no cinzeiro parecem paralisados sob o peso de um enorme silêncio que se mistura com o cheiro enjoativo e traiçoeiro da maconha.

    (TELES, José Mendonça. A Cidade do Ócio. 4. ed. Goiânia: Kelps, 2011. p. 69-70 e 72.)
    Com relação ao trecho do texto 04, destacado do livro de contos A Cidade do Ócio, de José Mendonça Teles, assinale a alternativa correta:
    Escolha uma alternativa para a questão a3b42c7b-af
  • A39A130E-AF

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-GO · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
    Sinestesia é uma figura de estilo resultante da fusão de sensações percebidas por diferentes órgãos dos sentidos. Em “Os tocos de cigarros abandonados no cinzeiro parecem paralisados sob o peso de um enorme silêncio que se mistura com o cheiro enjoativo e traiçoeiro da maconha.” tem-se a interpenetração de campos sensoriais por meio de palavras que exprimem sensações (marque a alternativa correta)
    Escolha uma alternativa para a questão a39a130e-af
  • A3934786-AF

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-GO · 2011Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Texto 2

     Firme vontade de viver, de navegar na transparência da verdade, na criação do instante presente. Sentir a força dos segundos transformados em horas, meses, em eternidade histórica do ser. Viver, sentir o presente como verdade, como instante único e imponderável é recuperar na irrecuperabilidade do rio que passa, a força das águas, a memória que jamais deixa de ser ela mesma – é o recomeço dos tempos a cada minuto corporificado, vivido intensamente com sua energia, sem voltar-se lacrimosamente ao passado; sem projetar-se também para o futuro, esquecendo o agora. Sintonizar-se no presente, recuperar sua força, não deixá-lo esvair-se, escorrer em vãs suposições é marca original do homem que se faz e se reconhece historicamente nos passos da humanidade, no correr do rio, no vôo das aves; ouvir sua voz no ciciar dos ramos, na sinfonia do amanhecer primeiro: virginal manhã de sua criação e do recomeço do universo.
        [...]
       Traço letras, as histórias se embaralham nas páginas soltas, as personagens cruzam-se nos enredos diversos misturando seus papéis. Penélope e Páris. Helena e Ulisses. José, esposo de Maria, impulsivamente não quer representar o marido exemplar. Olhos, braços e devaneios deslocam-no para outros amores. A troca é nítida, as personagens esfumaçam-se na trama existencial. A vida não é tida como absolutamente irremediável. A leveza nos atos das trocas não altera o valor do câmbio. Na roda viva nem sempre o balé é sutil, há também marchas militares e nupciais. Há o desencontro harmonioso na dança da capoeira, os corpos não se tocam. Os parceiros se avaliam, espreitam-se e batem em retirada. O duelo corporal e verbal é abandonado. Dos corpos sensíveis e expressivos ficam ecos e imagens fugidias nas lembranças que se esvaem ao menor aceno do presente. O passado não possui consistência, não houve emoção no ato vivido, só a gratuidade do descompromisso, do non-sense tacitamente aceito por todos... 

    (MARTINS, Maria Teresinha. Rapto de memória. 2. ed. Goiânia: Ed. da PUC Goiás, 2010. p. 18 e 40.)

    Texto 3

        Urbano adorava sanduíches do MacDonald, pizza calabresa, hot-dog, lasanha e de sobremesa uma torta alemã bem grande.

         Ricardo beliscava um pouco disto tudo, mas adorava mesmo era comer batata frita.

         Urbano era fã de videogames, de filmes na tv.

         Ricardo também, mas preferia jogos de rede e de estar conectado o tempo todo na internet.

      Urbano e Ricardo eram vizinhos, estudavam na mesma escola, moravam no mesmo condomínio.

        Urbano excedia no peso, por isso era chacoteado pelos colegas de sala, pelo pai, pelo irmão, pelo condomínio, pelos transeuntes todos: ó, seu gordo!

       Ricardo faltava peso e era indiferente aos colegas de sala, ao pai, à mãe, à prima, à empregada e ao condomínio todo.

       [...]

       Ricardo e Urbano eram bons amigos.

       Urbano tinha a mesma idade: 10 anos. Faziam mesma série.

       Ricardo nunca ia à casa de Urbano, mas Urbano nunca saía da casa de Ricardo, da casa não, do quarto.

       Urbano ia à escola no carro da mãe.

       Ricardo tinha motorista particular e raramente encontrava os pais.

       Urbano almoçava com a mãe, no shopping, algumas vezes todos (pai, mãe, irmão) se reuniam e almoçavam em casa, com mesa posta e tudo.

       Ricardo beliscava no quarto a comida que a empregada trazia. Raras vezes almoçava na sala de jantar com a mãe. Com o pai e mãe juntos, só nos raros finais de semana. Muitas destas vezes em restaurantes requintados.

       Urbano era carente, Ricardo indiferente.

       O mundo perfeito de Urbano era o quarto do amigo Ricardo: uma cama grande, um conjunto de sofá confortável, tv de plasma, computador de última geração, videogames sofisticados com todos os tipos de jogos, atendimento vip da empregada e câmeras por todos os lados.

        O mundo preferido de Ricardo era o virtual: email, blogs, messanger, ícones, internautas...

       Ricardo e Urbano nunca jogavam bola, não conheciam as ruas das favelas nem o centro da cidade. Tinham piscinas, mas nunca nelas nadavam. Tinham jardins, mas nunca tocavam uma rosa. Tinham parquinhos, mas nunca neles brincavam.

       Urbano só tinha Ricardo como amigo.

       Ricardo estava conectado a mais de 40.000 amigos internautas. Fazia compras eletrônicas via Web. Conectava-se com sites de vendas de ingressos de cinema, teatro e show. Sabia tudo. Um viajante do e no  mundo virtual:

       [...]

       Ricardo foi assediado por um amigo pedófilo na internet. O pai acusou a mãe de não cuidar bem do menino. A mãe denunciou o pai de abandono. Os dois se divorciaram. Ricardo não sofreu com a separação. Nem a mãe. Eram indiferentes. O menino sofreu ferimentos. Ficou um pouco assustado. Meses depois, a mãe arrumou amantes que entravam e saíam da casa sem, com ele, nunca falarem. Um oi, talvez! O pai desapareceu de vez. Mandava mesada gorda. A mãe parecia feliz.

       Urbano e Ricardo sempre amigos, também amantes.

      Urbano casou-se e tornou-se executivo e investidor n. 1 da bolsa de ações na internet. Criou uma empresa virtual. Faturou 1 milhão de dólares em 1 só ano.

      Ricardo foi engolido pela internet. Virou estrela virtual. Continua sendo vigiado por uma multidão de câmeras.

    (RODRIGUES, Maria Aparecida. Cinzas da paixão e outras estórias. Goiânia: Ed. da UCG, 2007. p. 75-76 e 80.)

    A respeito dos livros Cinzas da Paixão e Outras Estórias (texto 02), de Maria Aparecida Rodrigues, e Rapto de Memória (texto 03), de Maria Teresinha Martins, assinale a alternativa correta:
    Escolha uma alternativa para a questão a3934786-af
  • A3744BBC-AF

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-GO · 2011Muito difícilEntre para guardar nos favoritos
       Firme vontade de viver, de navegar na transparência da verdade, na criação do instante presente. Sentir a força dos segundos transformados em horas, meses, em eternidade histórica do ser. Viver, sentir o presente como verdade, como instante único e imponderável é recuperar na irrecuperabilidade do rio que passa, a força das águas, a memória que jamais deixa de ser ela mesma – é o recomeço dos tempos a cada minuto corporificado, vivido intensamente com sua energia, sem voltar-se lacrimosamente ao passado; sem projetar-se também para o futuro, esquecendo o agora. Sintonizar-se no presente, recuperar sua força, não deixá-lo esvair-se, escorrer em vãs suposições é marca original do homem que se faz e se reconhece historicamente nos passos da humanidade, no correr do rio, no vôo das aves; ouvir sua voz no ciciar dos ramos, na sinfonia do amanhecer primeiro: virginal manhã de sua criação e do recomeço do universo.
        [...]
       Traço letras, as histórias se embaralham nas páginas soltas, as personagens cruzam-se nos enredos diversos misturando seus papéis. Penélope e Páris. Helena e Ulisses. José, esposo de Maria, impulsivamente não quer representar o marido exemplar. Olhos, braços e devaneios deslocam-no para outros amores. A troca é nítida, as personagens esfumaçam-se na trama existencial. A vida não é tida como absolutamente irremediável. A leveza nos atos das trocas não altera o valor do câmbio. Na roda viva nem sempre o balé é sutil, há também marchas militares e nupciais. Há o desencontro harmonioso na dança da capoeira, os corpos não se tocam. Os parceiros se avaliam, espreitam-se e batem em retirada. O duelo corporal e verbal é abandonado. Dos corpos sensíveis e expressivos ficam ecos e imagens fugidias nas lembranças que se esvaem ao menor aceno do presente. O passado não possui consistência, não houve emoção no ato vivido, só a gratuidade do descompromisso, do non-sense tacitamente aceito por todos... 

    (MARTINS, Maria Teresinha. Rapto de memória. 2. ed. Goiânia: Ed. da PUC Goiás, 2010. p. 18 e 40.)
    Angústia, verdade e possibilidade de redenção do homem que entra em contato com seu eu profundo por meio da linguagem, são traços encontrados no fragmento do livro Rapto de Memória (texto 02), de Maria Teresinha Martins. Tais características devem-se (marque a alternativa correta)
    Escolha uma alternativa para a questão a3744bbc-af
  • A3702172-AF

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-GO · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
       Firme vontade de viver, de navegar na transparência da verdade, na criação do instante presente. Sentir a força dos segundos transformados em horas, meses, em eternidade histórica do ser. Viver, sentir o presente como verdade, como instante único e imponderável é recuperar na irrecuperabilidade do rio que passa, a força das águas, a memória que jamais deixa de ser ela mesma – é o recomeço dos tempos a cada minuto corporificado, vivido intensamente com sua energia, sem voltar-se lacrimosamente ao passado; sem projetar-se também para o futuro, esquecendo o agora. Sintonizar-se no presente, recuperar sua força, não deixá-lo esvair-se, escorrer em vãs suposições é marca original do homem que se faz e se reconhece historicamente nos passos da humanidade, no correr do rio, no vôo das aves; ouvir sua voz no ciciar dos ramos, na sinfonia do amanhecer primeiro: virginal manhã de sua criação e do recomeço do universo.
        [...]
       Traço letras, as histórias se embaralham nas páginas soltas, as personagens cruzam-se nos enredos diversos misturando seus papéis. Penélope e Páris. Helena e Ulisses. José, esposo de Maria, impulsivamente não quer representar o marido exemplar. Olhos, braços e devaneios deslocam-no para outros amores. A troca é nítida, as personagens esfumaçam-se na trama existencial. A vida não é tida como absolutamente irremediável. A leveza nos atos das trocas não altera o valor do câmbio. Na roda viva nem sempre o balé é sutil, há também marchas militares e nupciais. Há o desencontro harmonioso na dança da capoeira, os corpos não se tocam. Os parceiros se avaliam, espreitam-se e batem em retirada. O duelo corporal e verbal é abandonado. Dos corpos sensíveis e expressivos ficam ecos e imagens fugidias nas lembranças que se esvaem ao menor aceno do presente. O passado não possui consistência, não houve emoção no ato vivido, só a gratuidade do descompromisso, do non-sense tacitamente aceito por todos... 

    (MARTINS, Maria Teresinha. Rapto de memória. 2. ed. Goiânia: Ed. da PUC Goiás, 2010. p. 18 e 40.)
    Releia o trecho “Viver, sentir o presente como verdade [...] esquecendo o agora.”, retirado do texto 02, e examine cada assertiva a seguir, a fim de verificar se a seleção de ideias e palavras traduz a relação correta entre forma e conteúdo do trecho destacado. Depois, marque a alternativa verdadeira:
    I  -  As orações “Viver, sentir o presente” foram elaboradas com o recurso sintático de justaposição, característica da coordenação. A falta do conectivo entre as orações obriga o leitor a construir a coerência textual, estabelecendo, mentalmente, as relações de sentido.
    II  -  O adjetivo “imponderável” foi utilizado como sinônimo de único, caracterizando a palavra “instante”. Dessa forma, criou-se um efeito de sentido ambíguo, ferindo a construção do texto.
    III  -  A passagem “é recuperar na irrecuperabilidade do rio” constitui um recurso avaliativo da autora, expressando seu sentimento desolador e desesperançoso.
    IV  -  As expressões “a força das águas” e “a memória” são complementos da forma verbal “recuperar”, que é um verbo transitivo. Os complementos distanciados produzem no leitor a sensação de que esses fatos representam elementos de uma sequência argumentativa em desenvolvimento.
    Escolha uma alternativa para a questão a3702172-af
  • A366579B-AF

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-GO · 2011Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
       Firme vontade de viver, de navegar na transparência da verdade, na criação do instante presente. Sentir a força dos segundos transformados em horas, meses, em eternidade histórica do ser. Viver, sentir o presente como verdade, como instante único e imponderável é recuperar na irrecuperabilidade do rio que passa, a força das águas, a memória que jamais deixa de ser ela mesma – é o recomeço dos tempos a cada minuto corporificado, vivido intensamente com sua energia, sem voltar-se lacrimosamente ao passado; sem projetar-se também para o futuro, esquecendo o agora. Sintonizar-se no presente, recuperar sua força, não deixá-lo esvair-se, escorrer em vãs suposições é marca original do homem que se faz e se reconhece historicamente nos passos da humanidade, no correr do rio, no vôo das aves; ouvir sua voz no ciciar dos ramos, na sinfonia do amanhecer primeiro: virginal manhã de sua criação e do recomeço do universo.
        [...]
       Traço letras, as histórias se embaralham nas páginas soltas, as personagens cruzam-se nos enredos diversos misturando seus papéis. Penélope e Páris. Helena e Ulisses. José, esposo de Maria, impulsivamente não quer representar o marido exemplar. Olhos, braços e devaneios deslocam-no para outros amores. A troca é nítida, as personagens esfumaçam-se na trama existencial. A vida não é tida como absolutamente irremediável. A leveza nos atos das trocas não altera o valor do câmbio. Na roda viva nem sempre o balé é sutil, há também marchas militares e nupciais. Há o desencontro harmonioso na dança da capoeira, os corpos não se tocam. Os parceiros se avaliam, espreitam-se e batem em retirada. O duelo corporal e verbal é abandonado. Dos corpos sensíveis e expressivos ficam ecos e imagens fugidias nas lembranças que se esvaem ao menor aceno do presente. O passado não possui consistência, não houve emoção no ato vivido, só a gratuidade do descompromisso, do non-sense tacitamente aceito por todos... 

    (MARTINS, Maria Teresinha. Rapto de memória. 2. ed. Goiânia: Ed. da PUC Goiás, 2010. p. 18 e 40.)
    A intertextualidade é uma forma de diálogo estabelecido entre textos. Essa interação pode aparecer explicitamente para o leitor ou pode estar subentendida. No texto 02, tem-se intertextualidade no fragmento (assinale a alternativa correta):
    Escolha uma alternativa para a questão a366579b-af
  • A350A4B1-AF

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-GO · 2011Muito difícilEntre para guardar nos favoritos
    Considerando o tecido estrutural linguístico dos níveis frásicos e discursivos que interferem no sentido do texto, marque a alternativa que expresse, corretamente, a relação entre estruturas gramaticais e efeitos de sentido:
    Escolha uma alternativa para a questão a350a4b1-af
  • A3492A6F-AF

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-GO · 2011Muito difícilEntre para guardar nos favoritos
       Alguém ainda duvida de que vivemos na era da informação? Exemplo: estou em Lisboa, publicando isto num site americano que pode ter o seu servidor colocado em qualquer parte do mundo e, a partir do momento em que o texto é publicado, fica acessível a qualquer pessoa em praticamente qualquer parte do mundo.
       Esta facilidade na divulgação da informação, esta democratização da informação acarreta e acarretará muitas mudanças no cenário mundial onde entra também a tão falada globalização. O comentarista de política internacional, Thomas L. Friedman, no seu livro mais recente, O Mundo é Plano, mostra os indícios que provam que o nosso mundo está a tornar-se mais plano a cada dia e menciona dez acontecimentos que contribuíram para que o mundo se tornasse plano. Eles são:

    1 - 9/11/1989 - Quando se derrubaram muros e edificaram janelas Cai o muro de Berlim e aumenta a distribuição de informação. Começa uma uniformização corporativa, a partir da democratização da informação. Logo depois surge o Windows, permitindo que as pessoas interajam melhor com o PC, aumentando o número de aplicações criadas e aumentando a produtividade empresarial e pessoal.

    2 - 9/9/1995 - Quando a Netscape se torna pública Abrem-se as portas para a massificação da Internet. O Netscape torna a Internet acessível a todos e ajuda a garantir que os protocolos já existentes (HTTP, FTP, TCP/IP, POP e outros) não sejam monopolizados pela Microsoft ou por outra grande corporação. Surgiu também a bolha das dotcom quando muitas empresas começaram a explorar a necessidade de comunicação e distribuir quilômetros de fibra ótica pelo mundo. Depois do estouro da bolha estas fibras foram vendidas muito barato o que facilitou e barateou a comunicação mundial.

    3 - Software de sistematização dos fluxos de trabalho - Vamos almoçar: faça com que a sua aplicação “fale” com a minha aplicação
    É uma revolução silenciosa que permite que as aplicações se comuniquem entre si contribuindo ainda mais para que o mundo se torne plano. Uma plataforma global foi criada, em vez de tentar-se manipular o formato das aplicações acabou-se por permitir que elas se entendessem entre si.
    Estes três primeiros acontecimentos criaram uma plataforma poderosa que planificou o mundo, permitindo que todos se comunicassem. Os seis acontecimentos seguintes representam novas formas de colaboração que fazem uso desta plataforma.

    4 -  Open-Sourcing - Comunidades cooperantes auto-organizadas No open-sourcing ferramentas são desenvolvidas por várias pessoas e ninguém é proprietário da ferramenta. Temos como exemplo o Apache, que é usado por dois terços dos servidores de Internet actualmente e está em constante evolução por ser open source. Enquanto nos softwares comerciais o código fonte é guardado a sete chaves, nos softwares open source o código está à disponibilidade de quem quiser, permitindo que erros sejam detectados e corrigidos rapidamente e permitindo que o software seja melhorado por qualquer um. O open source disponibiliza gratuitamente muitas ferramentas e desafia as estruturas hierárquicas com um modelo horizontal de inovação. Outros exemplos, além do Apache, são o Linux, o Gimp, a Wikipédia, o Mozilla, entre outros.

    5 -  Outsourcing - Y2K
    Com o famoso bug do milênio, muitas empresas americanas contrataram mão de obra mais barata, na Índia, para fazer o trabalho aborrecido de melhor alterar o ano nas datas de dois dígitos para quatro. Graças aos três primeiros acontecimentos mencionados, era possível enviar os programas para serem alterados na própria Índia, o que tornava o processo mais barato. Depois de resolvido o problema, o barateamento das comunicações permitiu que esta solução fosse adotada em outras situações, o que tornou a Índia, por exemplo, um grande celeiro de massa cinzenta para os EUA.

    6 -  Offshoring - Correndo com as gazelas, comendo com os leões A entrada da China na OMC permitiu que muitas empresas tivessem produtos fabricados lá por um preço baixíssimo, barateando os custos de produção e consequentemente aumentando lucros empresariais e reduzindo preços.

    7 -  Encadeamento de Abastecimento - Comer Sushi no Arkansas A automação da comunicação entre as empresas foi facilitada quando o mundo começou a tornar-se plano, o que possibilita que as empresas se comuniquem entre si, aumentando a qualidade do serviço oferecido, diminuindo preços e facilitando a distribuição das mercadorias. Temos como exemplo a empresa americana Wal-Mart que controla o seu estoque diretamente com o fornecedor, conforme as mercadorias vão sendo vendidas o fornecedor vai adaptando a sua produção e distribuição.

    8 - Insourcing - o que andam a fazer, na realidade, aqueles indivíduos de calções castanhos engraçados
    Insourcing é quando uma empresa contrata outra, melhor capacitada, para prestar um serviço necessário. Por exemplo, se você tem um portátil Toshiba, dentro do prazo de garantia, que se avariou, a Toshiba lhe dará instruções para deixar o mesmo numa loja da UPS para que seja reparado. Antigamente a UPS transportava o portátil até uma autorizada da Toshiba para que o mesmo fosse reparado para acelerar o processo; atualmente é a própria UPS que conserta o portátil e o devolve. Outro exemplo, a Nike prefere investir na concepção de tênis, não em cadeias de abastecimento, então melhorou o seu serviço ao contratar alguém com o know-how e a estrutura necessária para fazer a distribuição. Outro detalhe, a UPS fornece serviço para todo tipo de empresa e tenta adequar os preços permitindo que empresas menores tenham a mesma qualidade de serviço das grandes, favorecendo ainda mais a planificação do mundo ao democratizar as oportunidades.

    9 - In-Forming - Motores de busca Google, Yahoo! e MSN.
    A informação ao alcance de todo o mundo, basta pesquisar na rede. Tente lembrar como era antigamente, quando não existia a Internet, por exemplo, era preciso ir-se às bibliotecas a procura de informações e, às vezes, era preciso um pouco de sorte para se encontrar rapidamente o que desejava, ou ter a sorte de a publicação pretendida estar disponível.

    10 -  Os Esteróides - Digitais, Móveis, Pessoais e Virtuais.
    As comunicações sem fios, os telefones celulares, iPods, PDAs e outras ferramentas do mesmo estilo nos mantêm em contato com o mundo e com todos o tempo inteiro. O celular deixa de ser, a cada, um simples telefone para incorporar novas funções e características. No Japão, os jovens utilizam o PC no escritório e os celulares e apóiam o estilo de vida pessoal no celular. A informação disponível aos jovens japoneses, através da Internet nos celulares, é tão grande que mal tenham uma dúvida, a primeira coisa que fazem é buscar a resposta pelo telefone. Imagine a seguinte situação, o telefone tem um scan de códigos de barra e você está andando pela rua e vê um pôster anunciando um show da Madonna, você passa o scan pelo código e o bilhete é comprado. Outro pôster anuncia o novo CD da Madonna, você passa o scan e recebe no telefone amostras das músicas do CD, se gostar, passa o scan de novo e compra o CD que será entrega na sua casa, ou terá as músicas disponibilizadas para o telefone.
        Enfim, muitas alterações já ocorreram e ainda há muitas para ocorrer. Há muito espaço para a criatividade porque ainda há muita inovação a ser explorada. 
       Apresentei um resumo muito resumido das ideias todas só para dar uma noção das ideias principais.
       Continuo a ler o livro, agora ele analisa as alterações no mercado de trabalho já que não estaremos mais restritos a barreiras físicas e geográficas, permitindo que os empregos se tornem mais concorridos.

    (FRIEDMAN, Thomas L. O mundo é plano: uma breve história do século XXI. Comentário inicial e postagem: Cícero A. T. Disponível em: stcn.blogspot.com/2006/01/omundo-plano.html. Acesso em: 08 mar. 2011.)
    Há controvérsias a respeito do efeito globalização, no que se refere aos seus supostos objetivos: dirigir todos os povos, com suas características étnicas e seus paradigmas culturais, para um mesmo ponto e promover a ascensão coletiva da humanidade, que continua dividida em “mundos”. Assim, pode-se afirmar que, segundo o texto 01, Thomas L. Friedman preconiza que (marque a alternativa correta)
    Escolha uma alternativa para a questão a3492a6f-af