Questões do ENEM: Linguagens e Interpretação de Textos

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9.017 questões encontradas. Mostrando a página 374 de 451.

  • E78A34F8-94

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    UNESP · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
    Uma campanha alegre, IX
    Há muitos anos que a política em Portugal apresenta este
    singular estado:
    Doze ou quinze homens, sempre os mesmos, alternadamente
    possuem o Poder, perdem o Poder, reconquistam o Poder,
    trocam o Poder... O Poder não sai duns certos grupos,
    como uma pela* que quatro crianças, aos quatro cantos de
    uma sala, atiram umas às outras, pelo ar, num rumor de risos.
    Quando quatro ou cinco daqueles homens estão no Poder,
    esses homens são, segundo a opinião, e os dizeres de todos os
    outros que lá não estão — os corruptos, os esbanjadores da
    Fazenda, a ruína do País!
    Os outros, os que não estão no Poder, são, segundo a sua
    própria opinião e os seus jornais — os verdadeiros liberais, os
    salvadores da causa pública, os amigos do povo, e os interesses
    do País.
    Mas, coisa notável! — os cinco que estão no Poder fazem
    tudo o que podem para continuar a ser os esbanjadores da
    Fazenda e a ruína do País, durante o maior tempo possível! E
    os que não estão no Poder movem-se, conspiram, cansam-se,
    para deixar de ser o mais depressa que puderem — os verdadeiros
    liberais, e os interesses do País!
    Até que enfim caem os cinco do Poder, e os outros, os
    verdadeiros liberais, entram triunfantemente na designação
    herdada de esbanjadores da Fazenda e ruína do País; em tanto
    que os que caíram do Poder se resignam, cheios de fel e de tédio
    — a vir a ser os verdadeiros liberais e os interesses do País.
    Ora como todos os ministros são tirados deste grupo de
    doze ou quinze indivíduos, não há nenhum deles que não tenha
    sido por seu turno esbanjador da Fazenda e ruína do País...
    Não há nenhum que não tenha sido demitido, ou obrigado
    a pedir a demissão, pelas acusações mais graves e pelas votações
    mais hostis...
    Não há nenhum que não tenha sido julgado incapaz de
    dirigir as coisas públicas — pela Imprensa, pela palavra dos
    oradores, pelas incriminações da opinião, pela afirmativa
    constitucional do poder moderador...
    E todavia serão estes doze ou quinze indivíduos os que
    continuarão dirigindo o País, neste caminho em que ele vai,
    feliz, abundante, rico, forte, coroado de rosas, e num chouto**
    tão triunfante!
    (*) Pela: bola.
    (**) Chouto: trote miúdo.
                        (Eça de Queirós. Obras. Porto: Lello & Irmão-Editores, [s.d.].)
    Considerando que o último parágrafo do fragmento representa uma ironia do cronista, seu significado contextual é:
    Escolha uma alternativa para a questão e78a34f8-94
  • E784AC2E-94

    Português

    Figuras de Linguagem
    UNESP · 2011FácilEntre para guardar nos favoritos
    Uma campanha alegre, IX
    Há muitos anos que a política em Portugal apresenta este
    singular estado:
    Doze ou quinze homens, sempre os mesmos, alternadamente
    possuem o Poder, perdem o Poder, reconquistam o Poder,
    trocam o Poder... O Poder não sai duns certos grupos,
    como uma pela* que quatro crianças, aos quatro cantos de
    uma sala, atiram umas às outras, pelo ar, num rumor de risos.
    Quando quatro ou cinco daqueles homens estão no Poder,
    esses homens são, segundo a opinião, e os dizeres de todos os
    outros que lá não estão — os corruptos, os esbanjadores da
    Fazenda, a ruína do País!
    Os outros, os que não estão no Poder, são, segundo a sua
    própria opinião e os seus jornais — os verdadeiros liberais, os
    salvadores da causa pública, os amigos do povo, e os interesses
    do País.
    Mas, coisa notável! — os cinco que estão no Poder fazem
    tudo o que podem para continuar a ser os esbanjadores da
    Fazenda e a ruína do País, durante o maior tempo possível! E
    os que não estão no Poder movem-se, conspiram, cansam-se,
    para deixar de ser o mais depressa que puderem — os verdadeiros
    liberais, e os interesses do País!
    Até que enfim caem os cinco do Poder, e os outros, os
    verdadeiros liberais, entram triunfantemente na designação
    herdada de esbanjadores da Fazenda e ruína do País; em tanto
    que os que caíram do Poder se resignam, cheios de fel e de tédio
    — a vir a ser os verdadeiros liberais e os interesses do País.
    Ora como todos os ministros são tirados deste grupo de
    doze ou quinze indivíduos, não há nenhum deles que não tenha
    sido por seu turno esbanjador da Fazenda e ruína do País...
    Não há nenhum que não tenha sido demitido, ou obrigado
    a pedir a demissão, pelas acusações mais graves e pelas votações
    mais hostis...
    Não há nenhum que não tenha sido julgado incapaz de
    dirigir as coisas públicas — pela Imprensa, pela palavra dos
    oradores, pelas incriminações da opinião, pela afirmativa
    constitucional do poder moderador...
    E todavia serão estes doze ou quinze indivíduos os que
    continuarão dirigindo o País, neste caminho em que ele vai,
    feliz, abundante, rico, forte, coroado de rosas, e num chouto**
    tão triunfante!
    (*) Pela: bola.
    (**) Chouto: trote miúdo.
                        (Eça de Queirós. Obras. Porto: Lello & Irmão-Editores, [s.d.].)
    ... cheios de fel e de tédio...
    Nesta passagem do sexto parágrafo, o cronista se utiliza figuradamente da palavra fel para significar
    Escolha uma alternativa para a questão e784ac2e-94
  • E77F5F76-94

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2011FácilEntre para guardar nos favoritos
    Uma campanha alegre, IX
    Há muitos anos que a política em Portugal apresenta este
    singular estado:
    Doze ou quinze homens, sempre os mesmos, alternadamente
    possuem o Poder, perdem o Poder, reconquistam o Poder,
    trocam o Poder... O Poder não sai duns certos grupos,
    como uma pela* que quatro crianças, aos quatro cantos de
    uma sala, atiram umas às outras, pelo ar, num rumor de risos.
    Quando quatro ou cinco daqueles homens estão no Poder,
    esses homens são, segundo a opinião, e os dizeres de todos os
    outros que lá não estão — os corruptos, os esbanjadores da
    Fazenda, a ruína do País!
    Os outros, os que não estão no Poder, são, segundo a sua
    própria opinião e os seus jornais — os verdadeiros liberais, os
    salvadores da causa pública, os amigos do povo, e os interesses
    do País.
    Mas, coisa notável! — os cinco que estão no Poder fazem
    tudo o que podem para continuar a ser os esbanjadores da
    Fazenda e a ruína do País, durante o maior tempo possível! E
    os que não estão no Poder movem-se, conspiram, cansam-se,
    para deixar de ser o mais depressa que puderem — os verdadeiros
    liberais, e os interesses do País!
    Até que enfim caem os cinco do Poder, e os outros, os
    verdadeiros liberais, entram triunfantemente na designação
    herdada de esbanjadores da Fazenda e ruína do País; em tanto
    que os que caíram do Poder se resignam, cheios de fel e de tédio
    — a vir a ser os verdadeiros liberais e os interesses do País.
    Ora como todos os ministros são tirados deste grupo de
    doze ou quinze indivíduos, não há nenhum deles que não tenha
    sido por seu turno esbanjador da Fazenda e ruína do País...
    Não há nenhum que não tenha sido demitido, ou obrigado
    a pedir a demissão, pelas acusações mais graves e pelas votações
    mais hostis...
    Não há nenhum que não tenha sido julgado incapaz de
    dirigir as coisas públicas — pela Imprensa, pela palavra dos
    oradores, pelas incriminações da opinião, pela afirmativa
    constitucional do poder moderador...
    E todavia serão estes doze ou quinze indivíduos os que
    continuarão dirigindo o País, neste caminho em que ele vai,
    feliz, abundante, rico, forte, coroado de rosas, e num chouto**
    tão triunfante!
    (*) Pela: bola.
    (**) Chouto: trote miúdo.
                        (Eça de Queirós. Obras. Porto: Lello & Irmão-Editores, [s.d.].)
    Considere as frases com relação ao que se afirma na crônica de Eça de Queirós:

    I. Os que estão no poder não querem sair e os que não estão querem entrar.

    II. Quando um partido ético está no poder, tudo fica melhor.
    III. Os governantes são bons e éticos, mas vivem a trocar acusações infundadas.
    IV. Os políticos que estão fora do poder julgam-se os melhores eticamente para governar.


    As frases que representam a opinião do cronista estão contidas apenas em:


    Escolha uma alternativa para a questão e77f5f76-94
  • 3C2A7CAE-8D

    Português

    Fonologia
    UNESP · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: A questão toma por base a letra da toada Boiadeiro, de Armando Cavalcante (1914-1964) e Klecius Caldas (1919-2002):

                                  Imagem da questão de Português, UNESP 2011, Fonologia

    Mas não tem outras mais bonitas no lugar.

    O emprego da forma verbal tem em vez de há no verso mencionado se deve

    Escolha uma alternativa para a questão 3c2a7cae-8d
  • 3C25CDFD-8D

    Português

    Figuras de Linguagem
    UNESP · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: A questão toma por base a letra da toada Boiadeiro, de Armando Cavalcante (1914-1964) e Klecius Caldas (1919-2002):

                                  Imagem da questão de Português, UNESP 2011, Figuras de Linguagem

    São dez cabeças; é muito pouco, é quase nada – São dez filinho, é muito pouco, é quase nada – É pequenina, é miudinha, é quase nada.

    O efeito de anticlímax observável nos três versos é explicável pela

    Escolha uma alternativa para a questão 3c25cdfd-8d
  • 3C20B9C2-8D

    Português

    Figuras de Linguagem
    UNESP · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: A questão toma por base a letra da toada Boiadeiro, de Armando Cavalcante (1914-1964) e Klecius Caldas (1919-2002):

                                  Imagem da questão de Português, UNESP 2011, Figuras de Linguagem

    Um dos melhores recursos expressivos empregados na letra de Boiadeiro é o processo de repetição da mesma estrutura sintá- tica com a mudança de apenas um vocábulo, que faz progredir o sentido, tal como se verifica, por exemplo, entre os versos 5, 11 e 17. Tal recurso é conhecido como
    Escolha uma alternativa para a questão 3c20b9c2-8d
  • 3C0E373F-8D

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2011FácilEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: A questão toma por base uma crônica jornalística de Fernando Soléra.

                                            Um gênio chamado Marílson

          Diz o ditado que “chegar é fácil; passar é que são elas!”. Pois, lá, no final do Elevado, ele chegou junto ao líder daquele instante, ultrapassou e saiu iniciando um show de resistência, em passadas vigorosas e perfeitas no seu balé de viver para correr e correr para viver. Atuação linda de se ver a sua contínua busca da vantagem, a partir da metade do percurso, alargando a cada quilômetro, uma superioridade impressionante.

          Marílson Gomes dos Santos voltou para encantar. Cinco anos depois de ter sido bi, retornou para ser, mais que um ganhador, um tricampeão único entre os brasileiros, numa deliciosa emoção esportiva que encerra com pompa o ano de 2010. Pisou de novo o asfalto paulistano no momento em que sentiu que estava pronto para deslumbrar.

          Subiu de novo ao degrau mais alto daquele pódio que lhe é tão familiar, lugar exato que ocupou em 2005. Foi como se o topo reservado ao melhor entre os melhores estivesse esperando por ele durante esse tempo todo em que não disputou.

          Campeão de tantas e tantas provas, recordista da série completa de corridas de fundo sul-americanas, o homem que deixou, por duas vezes, os norte-americanos fascinados ao voar baixo pelas ruas de New York chegou à Avenida Paulista com o plano pronto para maravilhar todo este país. Ele sabia (porque ele sempre sabe que vai levantar o troféu de vencedor) que nos daria um Feliz Ano Novo saído do fundo de seu coração.

          O mundo testemunhou pelas imagens de televisão, ao vivo, um novo registro espetacular desse brasileiro brasiliense, um fenômeno que sabe vencer na hora que quer, na competição que escolhe para, como na maioria absoluta das vezes, passear isolado, lá na frente, deixando atrás de si uma esteira de coadjuvantes que o seguem com admiração e respeito.

          Esse talento inigualável vai legar às gerações futuras muitas lições de sua arte. E como vai! De hoje em diante, garotos e meninas desta terra terão muitos motivos para se dedicar à prática esportiva. Quem viver verá quantos competidores surgirão com a mesma ânsia de chegar primeiro e experimentar como é delicioso viver para correr e correr para viver. Tomara que com a mesma simplicidade desse verdadeiro gênio.

                                                                                                 (Fernando Soléra: www.gazetaesportiva.net)

    Considere as seguintes frases do texto:

    I. ... em passadas vigorosas e perfeitas no seu balé de viver para correr e correr para viver.

    II. ... vai legar às gerações futuras muitas lições de sua arte.

    III. ... quantos competidores surgirão com a mesma ânsia de chegar primeiro...

    IV. ... sabe vencer na hora que quer, na competição que escolhe...

    As frases em que o esporte da corrida é associado à ideia de outra atividade são apenas:

    Escolha uma alternativa para a questão 3c0e373f-8d
  • 3C093791-8D

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: A questão toma por base uma crônica jornalística de Fernando Soléra.

                                            Um gênio chamado Marílson

          Diz o ditado que “chegar é fácil; passar é que são elas!”. Pois, lá, no final do Elevado, ele chegou junto ao líder daquele instante, ultrapassou e saiu iniciando um show de resistência, em passadas vigorosas e perfeitas no seu balé de viver para correr e correr para viver. Atuação linda de se ver a sua contínua busca da vantagem, a partir da metade do percurso, alargando a cada quilômetro, uma superioridade impressionante.

          Marílson Gomes dos Santos voltou para encantar. Cinco anos depois de ter sido bi, retornou para ser, mais que um ganhador, um tricampeão único entre os brasileiros, numa deliciosa emoção esportiva que encerra com pompa o ano de 2010. Pisou de novo o asfalto paulistano no momento em que sentiu que estava pronto para deslumbrar.

          Subiu de novo ao degrau mais alto daquele pódio que lhe é tão familiar, lugar exato que ocupou em 2005. Foi como se o topo reservado ao melhor entre os melhores estivesse esperando por ele durante esse tempo todo em que não disputou.

          Campeão de tantas e tantas provas, recordista da série completa de corridas de fundo sul-americanas, o homem que deixou, por duas vezes, os norte-americanos fascinados ao voar baixo pelas ruas de New York chegou à Avenida Paulista com o plano pronto para maravilhar todo este país. Ele sabia (porque ele sempre sabe que vai levantar o troféu de vencedor) que nos daria um Feliz Ano Novo saído do fundo de seu coração.

          O mundo testemunhou pelas imagens de televisão, ao vivo, um novo registro espetacular desse brasileiro brasiliense, um fenômeno que sabe vencer na hora que quer, na competição que escolhe para, como na maioria absoluta das vezes, passear isolado, lá na frente, deixando atrás de si uma esteira de coadjuvantes que o seguem com admiração e respeito.

          Esse talento inigualável vai legar às gerações futuras muitas lições de sua arte. E como vai! De hoje em diante, garotos e meninas desta terra terão muitos motivos para se dedicar à prática esportiva. Quem viver verá quantos competidores surgirão com a mesma ânsia de chegar primeiro e experimentar como é delicioso viver para correr e correr para viver. Tomara que com a mesma simplicidade desse verdadeiro gênio.

                                                                                                 (Fernando Soléra: www.gazetaesportiva.net)

    Na crônica de Fernando Soléra, é informado ao leitor que
    Escolha uma alternativa para a questão 3c093791-8d
  • 3C044D86-8D

    Português

    Interpretação de Textos
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    Instrução: A questão toma por base uma crônica jornalística de Fernando Soléra.

                                            Um gênio chamado Marílson

          Diz o ditado que “chegar é fácil; passar é que são elas!”. Pois, lá, no final do Elevado, ele chegou junto ao líder daquele instante, ultrapassou e saiu iniciando um show de resistência, em passadas vigorosas e perfeitas no seu balé de viver para correr e correr para viver. Atuação linda de se ver a sua contínua busca da vantagem, a partir da metade do percurso, alargando a cada quilômetro, uma superioridade impressionante.

          Marílson Gomes dos Santos voltou para encantar. Cinco anos depois de ter sido bi, retornou para ser, mais que um ganhador, um tricampeão único entre os brasileiros, numa deliciosa emoção esportiva que encerra com pompa o ano de 2010. Pisou de novo o asfalto paulistano no momento em que sentiu que estava pronto para deslumbrar.

          Subiu de novo ao degrau mais alto daquele pódio que lhe é tão familiar, lugar exato que ocupou em 2005. Foi como se o topo reservado ao melhor entre os melhores estivesse esperando por ele durante esse tempo todo em que não disputou.

          Campeão de tantas e tantas provas, recordista da série completa de corridas de fundo sul-americanas, o homem que deixou, por duas vezes, os norte-americanos fascinados ao voar baixo pelas ruas de New York chegou à Avenida Paulista com o plano pronto para maravilhar todo este país. Ele sabia (porque ele sempre sabe que vai levantar o troféu de vencedor) que nos daria um Feliz Ano Novo saído do fundo de seu coração.

          O mundo testemunhou pelas imagens de televisão, ao vivo, um novo registro espetacular desse brasileiro brasiliense, um fenômeno que sabe vencer na hora que quer, na competição que escolhe para, como na maioria absoluta das vezes, passear isolado, lá na frente, deixando atrás de si uma esteira de coadjuvantes que o seguem com admiração e respeito.

          Esse talento inigualável vai legar às gerações futuras muitas lições de sua arte. E como vai! De hoje em diante, garotos e meninas desta terra terão muitos motivos para se dedicar à prática esportiva. Quem viver verá quantos competidores surgirão com a mesma ânsia de chegar primeiro e experimentar como é delicioso viver para correr e correr para viver. Tomara que com a mesma simplicidade desse verdadeiro gênio.

                                                                                                 (Fernando Soléra: www.gazetaesportiva.net)

    ... deixou, por duas vezes, os norte-americanos fascinados ao voar baixo pelas ruas de New York...

    Com esta frase, o cronista esportivo quer significar que Marílson

    Escolha uma alternativa para a questão 3c044d86-8d
  • 3BEC5A9E-8D

    Português

    Interpretação de Textos
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    Instrução: A questão toma por base uma passagem do romance O sertanejo, do romântico brasileiro José de Alencar (1829-1877).

                                                          O sertanejo

          O moço sertanejo bateu o isqueiro e acendeu fogo num toro carcomido, que lhe serviu de braseiro para aquentar o ferro; e enquanto esperava, dirigiu-se ao boi nestes termos e com um modo afável:

          – Fique descansado, camarada, que não o envergonharei levando-o à ponta de laço para mostrá-lo a toda aquela gente! Não; ninguém há de rir-se de sua desgraça. Você é um boi valente e destemido; vou dar-lhe a liberdade. Quero que viva muitos anos, senhor de si, zombando de todos os vaqueiros do mundo, para um dia, quando morrer de velhice, contar que só temeu a um homem, e esse foi Arnaldo Louredo.

          O sertanejo parou para observar o boi, como se esperasse mostra de o ter ele entendido, e continuou:

          – Mas o ferro da sua senhora, que também é a minha, tenha paciência, meu Dourado, esse há de levar; que é o sinal de o ter rendido o meu braço. Ser dela, não é ser escravo; mas servir a Deus, que a fez um anjo. Eu também trago o seu ferro aqui, no meu peito. Olhe, meu Dourado. O mancebo abriu a camisa, e mostrou ao boi o emblema que ele havia picado na pele, sobre o seio esquerdo, por meio do processo bem conhecido da inoculação de uma matéria colorante na epiderme. O debuxo de Arnaldo fora estresido com o suco do coipuna, que dá uma bela tinta escarlate, com que os índios outrora e atualmente os sertanejos tingem suas redes de algodão.

          Depois de ter assim falado ao animal, como a um homem que o entendesse, o sertanejo tomou o cabo de ferro, que já estava em brasa, e marcou o Dourado sobre a pá esquerda.

          – Agora, camarada, pertence a D. Flor, e portanto quem o ofender tem de haver-se comigo, Arnaldo Louredo. Tem entendido?... Pode voltar aos seus pastos; quando eu quiser, sei onde achá-lo. Já lhe conheço o rasto.

          O Dourado dirigiu-se com o passo moroso para o mato; chegado à beira, voltou a cabeça para olhar o sertanejo, soltou um mugido saudoso e desapareceu.

          Arnaldo acreditou que o boi tinha-lhe dito um afetuoso adeus.

          E o narrador deste conto sertanejo não se anima a afirmar que ele se iludisse em sua ingênua superstição.

                                                                                               (José de Alencar. O sertanejo. Rio de Janeiro:

                                                                                      Livraria Garnier, [s.d.]. tomo II, p. 79-80. Adaptado.)

    O emprego da palavra camarada pelo vaqueiro, com relação ao boi, caracteriza:

    I. Uma expressão de fadiga.

    II. Uma atitude amistosa para com o boi.

    III. O tratamento do animal como um companheiro.

    IV. O desprezo pelo boi como um inimigo.

    É correto o que se afirma apenas em:

    Escolha uma alternativa para a questão 3bec5a9e-8d
  • 3BE1B514-8D

    Português

    Interpretação de Textos
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    Instrução: A questão toma por base uma passagem do romance O sertanejo, do romântico brasileiro José de Alencar (1829-1877).

                                                          O sertanejo

          O moço sertanejo bateu o isqueiro e acendeu fogo num toro carcomido, que lhe serviu de braseiro para aquentar o ferro; e enquanto esperava, dirigiu-se ao boi nestes termos e com um modo afável:

          – Fique descansado, camarada, que não o envergonharei levando-o à ponta de laço para mostrá-lo a toda aquela gente! Não; ninguém há de rir-se de sua desgraça. Você é um boi valente e destemido; vou dar-lhe a liberdade. Quero que viva muitos anos, senhor de si, zombando de todos os vaqueiros do mundo, para um dia, quando morrer de velhice, contar que só temeu a um homem, e esse foi Arnaldo Louredo.

          O sertanejo parou para observar o boi, como se esperasse mostra de o ter ele entendido, e continuou:

          – Mas o ferro da sua senhora, que também é a minha, tenha paciência, meu Dourado, esse há de levar; que é o sinal de o ter rendido o meu braço. Ser dela, não é ser escravo; mas servir a Deus, que a fez um anjo. Eu também trago o seu ferro aqui, no meu peito. Olhe, meu Dourado. O mancebo abriu a camisa, e mostrou ao boi o emblema que ele havia picado na pele, sobre o seio esquerdo, por meio do processo bem conhecido da inoculação de uma matéria colorante na epiderme. O debuxo de Arnaldo fora estresido com o suco do coipuna, que dá uma bela tinta escarlate, com que os índios outrora e atualmente os sertanejos tingem suas redes de algodão.

          Depois de ter assim falado ao animal, como a um homem que o entendesse, o sertanejo tomou o cabo de ferro, que já estava em brasa, e marcou o Dourado sobre a pá esquerda.

          – Agora, camarada, pertence a D. Flor, e portanto quem o ofender tem de haver-se comigo, Arnaldo Louredo. Tem entendido?... Pode voltar aos seus pastos; quando eu quiser, sei onde achá-lo. Já lhe conheço o rasto.

          O Dourado dirigiu-se com o passo moroso para o mato; chegado à beira, voltou a cabeça para olhar o sertanejo, soltou um mugido saudoso e desapareceu.

          Arnaldo acreditou que o boi tinha-lhe dito um afetuoso adeus.

          E o narrador deste conto sertanejo não se anima a afirmar que ele se iludisse em sua ingênua superstição.

                                                                                               (José de Alencar. O sertanejo. Rio de Janeiro:

                                                                                      Livraria Garnier, [s.d.]. tomo II, p. 79-80. Adaptado.)

    Considere as seguintes palavras do texto:

    I. Moço.

    II. Mancebo.

    III. Sertanejo.

    IV. Valente.

    As palavras utilizadas pelo narrador para referir-se a Arnaldo Louredo estão contidas apenas em:

    Escolha uma alternativa para a questão 3be1b514-8d
  • 3BDB7B87-8D

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2011FácilEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: A questão toma por base uma passagem do romance O sertanejo, do romântico brasileiro José de Alencar (1829-1877).

                                                          O sertanejo

          O moço sertanejo bateu o isqueiro e acendeu fogo num toro carcomido, que lhe serviu de braseiro para aquentar o ferro; e enquanto esperava, dirigiu-se ao boi nestes termos e com um modo afável:

          – Fique descansado, camarada, que não o envergonharei levando-o à ponta de laço para mostrá-lo a toda aquela gente! Não; ninguém há de rir-se de sua desgraça. Você é um boi valente e destemido; vou dar-lhe a liberdade. Quero que viva muitos anos, senhor de si, zombando de todos os vaqueiros do mundo, para um dia, quando morrer de velhice, contar que só temeu a um homem, e esse foi Arnaldo Louredo.

          O sertanejo parou para observar o boi, como se esperasse mostra de o ter ele entendido, e continuou:

          – Mas o ferro da sua senhora, que também é a minha, tenha paciência, meu Dourado, esse há de levar; que é o sinal de o ter rendido o meu braço. Ser dela, não é ser escravo; mas servir a Deus, que a fez um anjo. Eu também trago o seu ferro aqui, no meu peito. Olhe, meu Dourado. O mancebo abriu a camisa, e mostrou ao boi o emblema que ele havia picado na pele, sobre o seio esquerdo, por meio do processo bem conhecido da inoculação de uma matéria colorante na epiderme. O debuxo de Arnaldo fora estresido com o suco do coipuna, que dá uma bela tinta escarlate, com que os índios outrora e atualmente os sertanejos tingem suas redes de algodão.

          Depois de ter assim falado ao animal, como a um homem que o entendesse, o sertanejo tomou o cabo de ferro, que já estava em brasa, e marcou o Dourado sobre a pá esquerda.

          – Agora, camarada, pertence a D. Flor, e portanto quem o ofender tem de haver-se comigo, Arnaldo Louredo. Tem entendido?... Pode voltar aos seus pastos; quando eu quiser, sei onde achá-lo. Já lhe conheço o rasto.

          O Dourado dirigiu-se com o passo moroso para o mato; chegado à beira, voltou a cabeça para olhar o sertanejo, soltou um mugido saudoso e desapareceu.

          Arnaldo acreditou que o boi tinha-lhe dito um afetuoso adeus.

          E o narrador deste conto sertanejo não se anima a afirmar que ele se iludisse em sua ingênua superstição.

                                                                                               (José de Alencar. O sertanejo. Rio de Janeiro:

                                                                                      Livraria Garnier, [s.d.]. tomo II, p. 79-80. Adaptado.)

    Numa leitura atenta do trecho apresentado, verifica-se que o último parágrafo contém
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    Instrução: A questão toma por base uma passagem da Proposta Curricular do Estado de São Paulo (2008).

                                   Prioridade para a competência da leitura e da escrita

          A humanidade criou a palavra, que é constitutiva do humano, seu traço distintivo. O ser humano constitui-se assim um ser de linguagem e disso decorre todo o restante, tudo o que transformou a humanidade naquilo que é. Ao associar palavras e sinais, criando a escrita, o homem construiu um instrumental que ampliou exponencialmente sua capacidade de comunicar-se, incluindo pessoas que estão longe no tempo e no espaço.

          Representar, comunicar e expressar são atividades de construção de significado relacionadas a vivências que se incorporam ao repertório de saberes de cada indivíduo. Os sentidos são construídos na relação entre a linguagem e o universo natural e cultural em que nos situamos. E é na adolescência, como vimos, que a linguagem adquire essa qualidade de instrumento para compreender e agir sobre o mundo real.

          A ampliação das capacidades de representação, comunicação e expressão está articulada ao domínio não apenas da língua mas de todas as outras linguagens e, principalmente, ao repertório cultural de cada indivíduo e de seu grupo social, que a elas dá sentido. A escola é o espaço em que ocorre a transmissão, entre as gerações, do ativo cultural da humanidade, seja artístico e literário, histórico e social, seja científico e tecnológico. Em cada uma dessas áreas, as linguagens são essenciais.

          As linguagens são sistemas simbólicos, com os quais recortamos e representamos o que está em nosso exterior, em nosso interior e na relação entre esses âmbitos; é com eles também que nos comunicamos com os nossos iguais e expressamos nossa articulação com o mundo.

          Em nossa sociedade, as linguagens e os códigos se multiplicam: os meios de comunicação estão repletos de gráficos, esquemas, diagramas, infográficos, fotografias e desenhos. O design diferencia produtos equivalentes quanto ao desempenho ou à qualidade. A publicidade circunda nossas vidas, exigindo permanentes tomadas de decisão e fazendo uso de linguagens sedutoras e até enigmáticas. Códigos sonoros e visuais estabelecem a comunicação nos diferentes espaços. As ciências construíram suas próprias linguagens, plenas de símbolos e códigos. A produção de bens e serviços foi em grande parte automatizada e cabe a nós programar as máquinas, utilizando linguagens específicas. As manifestações artísticas e de entretenimento utilizam, cada vez mais, diversas linguagens que se articulam.

          Para acompanhar tal contexto, a competência de leitura e de escrita vai além da linguagem verbal, vernácula – ainda que esta tenha papel fundamental – e refere-se a sistemas simbólicos como os citados, pois essas múltiplas linguagens estão presentes no mundo contemporâneo, na vida cultural e política, bem como nas designações e nos conceitos científicos e tecnológicos usados atualmente.

                                                    (Proposta Curricular do Estado de São Paulo: Língua Portuguesa / Coord.

                                                                              Maria Inês Fini. São Paulo: SEE, 2008. p. 16. Adaptado.)

    A mensagem principal do texto consiste em enfatizar que
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    Instrução: A questão toma por base uma passagem da Proposta Curricular do Estado de São Paulo (2008).

                                   Prioridade para a competência da leitura e da escrita

          A humanidade criou a palavra, que é constitutiva do humano, seu traço distintivo. O ser humano constitui-se assim um ser de linguagem e disso decorre todo o restante, tudo o que transformou a humanidade naquilo que é. Ao associar palavras e sinais, criando a escrita, o homem construiu um instrumental que ampliou exponencialmente sua capacidade de comunicar-se, incluindo pessoas que estão longe no tempo e no espaço.

          Representar, comunicar e expressar são atividades de construção de significado relacionadas a vivências que se incorporam ao repertório de saberes de cada indivíduo. Os sentidos são construídos na relação entre a linguagem e o universo natural e cultural em que nos situamos. E é na adolescência, como vimos, que a linguagem adquire essa qualidade de instrumento para compreender e agir sobre o mundo real.

          A ampliação das capacidades de representação, comunicação e expressão está articulada ao domínio não apenas da língua mas de todas as outras linguagens e, principalmente, ao repertório cultural de cada indivíduo e de seu grupo social, que a elas dá sentido. A escola é o espaço em que ocorre a transmissão, entre as gerações, do ativo cultural da humanidade, seja artístico e literário, histórico e social, seja científico e tecnológico. Em cada uma dessas áreas, as linguagens são essenciais.

          As linguagens são sistemas simbólicos, com os quais recortamos e representamos o que está em nosso exterior, em nosso interior e na relação entre esses âmbitos; é com eles também que nos comunicamos com os nossos iguais e expressamos nossa articulação com o mundo.

          Em nossa sociedade, as linguagens e os códigos se multiplicam: os meios de comunicação estão repletos de gráficos, esquemas, diagramas, infográficos, fotografias e desenhos. O design diferencia produtos equivalentes quanto ao desempenho ou à qualidade. A publicidade circunda nossas vidas, exigindo permanentes tomadas de decisão e fazendo uso de linguagens sedutoras e até enigmáticas. Códigos sonoros e visuais estabelecem a comunicação nos diferentes espaços. As ciências construíram suas próprias linguagens, plenas de símbolos e códigos. A produção de bens e serviços foi em grande parte automatizada e cabe a nós programar as máquinas, utilizando linguagens específicas. As manifestações artísticas e de entretenimento utilizam, cada vez mais, diversas linguagens que se articulam.

          Para acompanhar tal contexto, a competência de leitura e de escrita vai além da linguagem verbal, vernácula – ainda que esta tenha papel fundamental – e refere-se a sistemas simbólicos como os citados, pois essas múltiplas linguagens estão presentes no mundo contemporâneo, na vida cultural e política, bem como nas designações e nos conceitos científicos e tecnológicos usados atualmente.

                                                    (Proposta Curricular do Estado de São Paulo: Língua Portuguesa / Coord.

                                                                              Maria Inês Fini. São Paulo: SEE, 2008. p. 16. Adaptado.)

    E é na adolescência, como vimos, que a linguagem adquire essa qualidade de instrumento para compreender e agir sobre o mundo real.

    Neste período do texto, considerando que o verbo compreender não pede a preposição sobre, como ocorre com agir, a construção ficaria sintaticamente mais adequada com a substituição da sequência “para compreender e agir sobre o mundo real” por:

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    Instrução: A questão toma por base uma passagem da Proposta Curricular do Estado de São Paulo (2008).

                                   Prioridade para a competência da leitura e da escrita

          A humanidade criou a palavra, que é constitutiva do humano, seu traço distintivo. O ser humano constitui-se assim um ser de linguagem e disso decorre todo o restante, tudo o que transformou a humanidade naquilo que é. Ao associar palavras e sinais, criando a escrita, o homem construiu um instrumental que ampliou exponencialmente sua capacidade de comunicar-se, incluindo pessoas que estão longe no tempo e no espaço.

          Representar, comunicar e expressar são atividades de construção de significado relacionadas a vivências que se incorporam ao repertório de saberes de cada indivíduo. Os sentidos são construídos na relação entre a linguagem e o universo natural e cultural em que nos situamos. E é na adolescência, como vimos, que a linguagem adquire essa qualidade de instrumento para compreender e agir sobre o mundo real.

          A ampliação das capacidades de representação, comunicação e expressão está articulada ao domínio não apenas da língua mas de todas as outras linguagens e, principalmente, ao repertório cultural de cada indivíduo e de seu grupo social, que a elas dá sentido. A escola é o espaço em que ocorre a transmissão, entre as gerações, do ativo cultural da humanidade, seja artístico e literário, histórico e social, seja científico e tecnológico. Em cada uma dessas áreas, as linguagens são essenciais.

          As linguagens são sistemas simbólicos, com os quais recortamos e representamos o que está em nosso exterior, em nosso interior e na relação entre esses âmbitos; é com eles também que nos comunicamos com os nossos iguais e expressamos nossa articulação com o mundo.

          Em nossa sociedade, as linguagens e os códigos se multiplicam: os meios de comunicação estão repletos de gráficos, esquemas, diagramas, infográficos, fotografias e desenhos. O design diferencia produtos equivalentes quanto ao desempenho ou à qualidade. A publicidade circunda nossas vidas, exigindo permanentes tomadas de decisão e fazendo uso de linguagens sedutoras e até enigmáticas. Códigos sonoros e visuais estabelecem a comunicação nos diferentes espaços. As ciências construíram suas próprias linguagens, plenas de símbolos e códigos. A produção de bens e serviços foi em grande parte automatizada e cabe a nós programar as máquinas, utilizando linguagens específicas. As manifestações artísticas e de entretenimento utilizam, cada vez mais, diversas linguagens que se articulam.

          Para acompanhar tal contexto, a competência de leitura e de escrita vai além da linguagem verbal, vernácula – ainda que esta tenha papel fundamental – e refere-se a sistemas simbólicos como os citados, pois essas múltiplas linguagens estão presentes no mundo contemporâneo, na vida cultural e política, bem como nas designações e nos conceitos científicos e tecnológicos usados atualmente.

                                                    (Proposta Curricular do Estado de São Paulo: Língua Portuguesa / Coord.

                                                                              Maria Inês Fini. São Paulo: SEE, 2008. p. 16. Adaptado.)

    A escola é o espaço em que ocorre a transmissão, entre as gerações, do ativo cultural da humanidade, seja artístico e literário, histórico e social, seja científico e tecnológico.

    Considerando o período transcrito, analise as seguintes palavras:

    I. risco.

    II. legado.

    III. patrimônio.

    IV. déficit.

    As palavras que poderiam substituir, sem perda relevante de sentido, a palavra “ativo" no período transcrito estão contidas, apenas, em:


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    Instrução: A questão toma por base uma passagem da Proposta Curricular do Estado de São Paulo (2008).

                                   Prioridade para a competência da leitura e da escrita

          A humanidade criou a palavra, que é constitutiva do humano, seu traço distintivo. O ser humano constitui-se assim um ser de linguagem e disso decorre todo o restante, tudo o que transformou a humanidade naquilo que é. Ao associar palavras e sinais, criando a escrita, o homem construiu um instrumental que ampliou exponencialmente sua capacidade de comunicar-se, incluindo pessoas que estão longe no tempo e no espaço.

          Representar, comunicar e expressar são atividades de construção de significado relacionadas a vivências que se incorporam ao repertório de saberes de cada indivíduo. Os sentidos são construídos na relação entre a linguagem e o universo natural e cultural em que nos situamos. E é na adolescência, como vimos, que a linguagem adquire essa qualidade de instrumento para compreender e agir sobre o mundo real.

          A ampliação das capacidades de representação, comunicação e expressão está articulada ao domínio não apenas da língua mas de todas as outras linguagens e, principalmente, ao repertório cultural de cada indivíduo e de seu grupo social, que a elas dá sentido. A escola é o espaço em que ocorre a transmissão, entre as gerações, do ativo cultural da humanidade, seja artístico e literário, histórico e social, seja científico e tecnológico. Em cada uma dessas áreas, as linguagens são essenciais.

          As linguagens são sistemas simbólicos, com os quais recortamos e representamos o que está em nosso exterior, em nosso interior e na relação entre esses âmbitos; é com eles também que nos comunicamos com os nossos iguais e expressamos nossa articulação com o mundo.

          Em nossa sociedade, as linguagens e os códigos se multiplicam: os meios de comunicação estão repletos de gráficos, esquemas, diagramas, infográficos, fotografias e desenhos. O design diferencia produtos equivalentes quanto ao desempenho ou à qualidade. A publicidade circunda nossas vidas, exigindo permanentes tomadas de decisão e fazendo uso de linguagens sedutoras e até enigmáticas. Códigos sonoros e visuais estabelecem a comunicação nos diferentes espaços. As ciências construíram suas próprias linguagens, plenas de símbolos e códigos. A produção de bens e serviços foi em grande parte automatizada e cabe a nós programar as máquinas, utilizando linguagens específicas. As manifestações artísticas e de entretenimento utilizam, cada vez mais, diversas linguagens que se articulam.

          Para acompanhar tal contexto, a competência de leitura e de escrita vai além da linguagem verbal, vernácula – ainda que esta tenha papel fundamental – e refere-se a sistemas simbólicos como os citados, pois essas múltiplas linguagens estão presentes no mundo contemporâneo, na vida cultural e política, bem como nas designações e nos conceitos científicos e tecnológicos usados atualmente.

                                                    (Proposta Curricular do Estado de São Paulo: Língua Portuguesa / Coord.

                                                                              Maria Inês Fini. São Paulo: SEE, 2008. p. 16. Adaptado.)

    Segundo o que é afirmado no primeiro parágrafo do texto, a criação da escrita
    Escolha uma alternativa para a questão 3bbbdf5b-8d
  • D6C05573-3B

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    PUC - RS · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, PUC - RS 2011, Interpretação de Textos
    Para responder à questão, analise as afirmativas sobre o sentido ou a função de certas palavras ou expressões no texto.

    1. “Tão paradoxal quanto" (linha 01) expressa a ideia de comparação.

    2. As expressões destacadas em “nada pagam pelo acesso" (linha 06) e “Pesquisa divulgada pelo Datafolha" (linha 16) desempenham o mesmo papel nas estruturas em que se encontram.

    3. “Então" (linha 26) poderia ser substituída por “Nesse contexto", sem prejuízo para a coerência do texto.

    4. “Ainda assim" (linha 27) expressa a ideia de concessão, de oposição ao que foi dito anteriormente.

    As afirmativas corretas são, apenas,


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  • D6B68AB3-3B

    Português

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    PUC - RS · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, PUC - RS 2011, Interpretação de Textos
    Em sua forma original, o editorial referido apresenta um pequeno trecho em destaque, copiado do próprio texto, para ressaltar uma ideia especialmente importante para a posição defendida. O fragmento que tem essas características é
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  • D6B1E391-3B

    Português

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    PUC - RS · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, PUC - RS 2011, Interpretação de Textos
    Analisando-se o gênero, o conteúdo e o processo de composição do texto 2, conclui-se que a única afirmação FALSA é:
    Escolha uma alternativa para a questão d6b1e391-3b
  • D6AD77DB-3B

    Português

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    PUC - RS · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, PUC - RS 2011, Interpretação de Textos
    Segundo as informações contidas no editorial acima, pode-se concluir que o título que sintetiza seu tema, qualificado de “paradoxal” (linha 01) pelo autor, é
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