Questões do ENEM: Linguagens e Interpretação de Textos

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Resultados

9.017 questões encontradas. Mostrando a página 394 de 451.

  • 7B88EDB2-B6

    Português

    Coesão e coerência
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Goiás · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO 3

    Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Goiás 2010, Coesão e coerência
    Hitler vs. Chaplin
    “Hut Weber. É o chapéu”.

    (disponível em:
    designrn.files.wordpress.com/2008/12/hutweber_hitler_chaplin)
    A expressão “É o chapéu”, na propaganda, tem o mesmo efeito de sentido que a expressão sublinhada em
    Escolha uma alternativa para a questão 7b88edb2-b6
  • 7B84C774-B6

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Goiás · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO 3

    Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Goiás 2010, Interpretação de Textos
    Hitler vs. Chaplin
    “Hut Weber. É o chapéu”.
    (disponível em: designrn.files.wordpress.com/2008/12/hutweber_hitler_chaplin)

    O texto 3 é criação de uma agência publicitária alemã para a chapelaria Hut Weber. Para divulgar o produto, a propaganda vale-se de:
    Escolha uma alternativa para a questão 7b84c774-b6
  • 7B7FD2C8-B6

    Português

    Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Goiás · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto 2 a seguir para responder a questão.

    TEXTO 2

    Polivalência: do mito... para a realidade

       A modernidade, ao flexibilizar a divisão de tarefas no interior dos processos produtivos, estaria cumprindo com o papel de substituir o desqualificado e descomprometido “apertador de parafusos” por um funcionário que pensa e molda seu próprio emprego, à medida em que é chamado a experimentar novos métodos de trabalho capazes de garantir ao mesmo tempo a sua realização pessoal e o crescimento da empresa. Desta forma, graças à polivalência, o ser humano estaria deixando de ser um mero apêndice das máquinas para reencontrar no trabalho o caminho de sua própria humanização.  
         Mas será que é isso mesmo? Com a polivalência, o capital estaria mesmo abrindo mão da crescente submissão do homem à máquina que, aliás, é um dos elementos que lhe garantem a progressiva exploração da força de trabalho? A polivalência que tem sua origem na flexibilização e na automação dos processos produtivos estaria gerando uma maior qualificação do trabalhador coletivo? 
        O novo trabalhador, a ser moldado de acordo com as necessidades dos sistemas informatizados, teria que ser jovem, polivalente, sem tradição de luta, com estudos que lhe fornecessem conhecimentos gerais mais amplos (o segundo grau, por exemplo) ou, no limite, as noções técnicas básicas que podem ser assimiladas através dos cursos de SENAI. 
          Ou seja, o perfil da grande maioria dos trabalhadores, que do final da década de 80 até os nossos dias começam a compor o quadro de funcionários das grandes empresas, tem como traços fundamentais a ausência de uma militância política e de uma qualificação efetiva, ao lado de uma bagagem de conhecimentos que serve apenas para proporcionar-lhes uma leitura rápida e segura das informações que aparecem nos sistemas de controle dos equipamentos automatizados e para garantir uma rápida operacionalização das ordens recebidas.
          Se tivermos que descrever em poucas palavras o perfil de um trabalhador polivalente, diríamos que ele não passa de um “pau pra toda obra” que, diante do aumento do desemprego e da ameaça constante que isso traz à manutenção de suas condições de vida, percebe uma sensação de alívio ao aderir, ora ativa ora passivamente, aos objetivos e aos limites impostos pela lógica das mudanças no interior do sistema capitalista. Lógica que tem na polivalência e na flexibilização dos processos de trabalho dois importantes instrumentos para ocultar a continuidade histórica da necessidade da classe dominante ir adequando a organização do trabalho às exigências da acumulação do capital e para apagar nas classes trabalhadoras a memória coletiva de sua tradição de lutas e, com ela, a necessidade de construir uma nova ordem social.
    (GENNARI, Emílio. Automação, Terceirização e Programas de Qualidade Total: os fatos e a lógica das mudanças nos processos de trabalho. São Paulo: CPV, 1997. Adaptado)  
    Com relação ao sentido e às estruturas linguísticas do texto, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 7b7fd2c8-b6
  • 7B79CCD0-B6

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Goiás · 2010Muito difícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto 2 a seguir para responder a questão.

    TEXTO 2

    Polivalência: do mito... para a realidade

       A modernidade, ao flexibilizar a divisão de tarefas no interior dos processos produtivos, estaria cumprindo com o papel de substituir o desqualificado e descomprometido “apertador de parafusos” por um funcionário que pensa e molda seu próprio emprego, à medida em que é chamado a experimentar novos métodos de trabalho capazes de garantir ao mesmo tempo a sua realização pessoal e o crescimento da empresa. Desta forma, graças à polivalência, o ser humano estaria deixando de ser um mero apêndice das máquinas para reencontrar no trabalho o caminho de sua própria humanização.  
         Mas será que é isso mesmo? Com a polivalência, o capital estaria mesmo abrindo mão da crescente submissão do homem à máquina que, aliás, é um dos elementos que lhe garantem a progressiva exploração da força de trabalho? A polivalência que tem sua origem na flexibilização e na automação dos processos produtivos estaria gerando uma maior qualificação do trabalhador coletivo? 
        O novo trabalhador, a ser moldado de acordo com as necessidades dos sistemas informatizados, teria que ser jovem, polivalente, sem tradição de luta, com estudos que lhe fornecessem conhecimentos gerais mais amplos (o segundo grau, por exemplo) ou, no limite, as noções técnicas básicas que podem ser assimiladas através dos cursos de SENAI. 
          Ou seja, o perfil da grande maioria dos trabalhadores, que do final da década de 80 até os nossos dias começam a compor o quadro de funcionários das grandes empresas, tem como traços fundamentais a ausência de uma militância política e de uma qualificação efetiva, ao lado de uma bagagem de conhecimentos que serve apenas para proporcionar-lhes uma leitura rápida e segura das informações que aparecem nos sistemas de controle dos equipamentos automatizados e para garantir uma rápida operacionalização das ordens recebidas.
          Se tivermos que descrever em poucas palavras o perfil de um trabalhador polivalente, diríamos que ele não passa de um “pau pra toda obra” que, diante do aumento do desemprego e da ameaça constante que isso traz à manutenção de suas condições de vida, percebe uma sensação de alívio ao aderir, ora ativa ora passivamente, aos objetivos e aos limites impostos pela lógica das mudanças no interior do sistema capitalista. Lógica que tem na polivalência e na flexibilização dos processos de trabalho dois importantes instrumentos para ocultar a continuidade histórica da necessidade da classe dominante ir adequando a organização do trabalho às exigências da acumulação do capital e para apagar nas classes trabalhadoras a memória coletiva de sua tradição de lutas e, com ela, a necessidade de construir uma nova ordem social.
    (GENNARI, Emílio. Automação, Terceirização e Programas de Qualidade Total: os fatos e a lógica das mudanças nos processos de trabalho. São Paulo: CPV, 1997. Adaptado)  
    No texto, o autor afirma que a imagem do novo trabalhador:
    Escolha uma alternativa para a questão 7b79ccd0-b6
  • 7B74FA65-B6

    Português

    Coesão e coerência
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Goiás · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto 2 a seguir para responder a questão.

    TEXTO 2

    Polivalência: do mito... para a realidade

       A modernidade, ao flexibilizar a divisão de tarefas no interior dos processos produtivos, estaria cumprindo com o papel de substituir o desqualificado e descomprometido “apertador de parafusos” por um funcionário que pensa e molda seu próprio emprego, à medida em que é chamado a experimentar novos métodos de trabalho capazes de garantir ao mesmo tempo a sua realização pessoal e o crescimento da empresa. Desta forma, graças à polivalência, o ser humano estaria deixando de ser um mero apêndice das máquinas para reencontrar no trabalho o caminho de sua própria humanização.  
         Mas será que é isso mesmo? Com a polivalência, o capital estaria mesmo abrindo mão da crescente submissão do homem à máquina que, aliás, é um dos elementos que lhe garantem a progressiva exploração da força de trabalho? A polivalência que tem sua origem na flexibilização e na automação dos processos produtivos estaria gerando uma maior qualificação do trabalhador coletivo? 
        O novo trabalhador, a ser moldado de acordo com as necessidades dos sistemas informatizados, teria que ser jovem, polivalente, sem tradição de luta, com estudos que lhe fornecessem conhecimentos gerais mais amplos (o segundo grau, por exemplo) ou, no limite, as noções técnicas básicas que podem ser assimiladas através dos cursos de SENAI. 
          Ou seja, o perfil da grande maioria dos trabalhadores, que do final da década de 80 até os nossos dias começam a compor o quadro de funcionários das grandes empresas, tem como traços fundamentais a ausência de uma militância política e de uma qualificação efetiva, ao lado de uma bagagem de conhecimentos que serve apenas para proporcionar-lhes uma leitura rápida e segura das informações que aparecem nos sistemas de controle dos equipamentos automatizados e para garantir uma rápida operacionalização das ordens recebidas.
          Se tivermos que descrever em poucas palavras o perfil de um trabalhador polivalente, diríamos que ele não passa de um “pau pra toda obra” que, diante do aumento do desemprego e da ameaça constante que isso traz à manutenção de suas condições de vida, percebe uma sensação de alívio ao aderir, ora ativa ora passivamente, aos objetivos e aos limites impostos pela lógica das mudanças no interior do sistema capitalista. Lógica que tem na polivalência e na flexibilização dos processos de trabalho dois importantes instrumentos para ocultar a continuidade histórica da necessidade da classe dominante ir adequando a organização do trabalho às exigências da acumulação do capital e para apagar nas classes trabalhadoras a memória coletiva de sua tradição de lutas e, com ela, a necessidade de construir uma nova ordem social.
    (GENNARI, Emílio. Automação, Terceirização e Programas de Qualidade Total: os fatos e a lógica das mudanças nos processos de trabalho. São Paulo: CPV, 1997. Adaptado)  
    O tema básico do texto, em torno do qual o autor organiza seus argumentos, pode ser expresso pelas seguintes proposições, exceto uma. Assinale-a.
    Escolha uma alternativa para a questão 7b74fa65-b6
  • F995320B-B6

    Português

    Análise sintática
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Goiás · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto 4
    Subsídio para debate sobre cultura

         Na realidade, não existe filosofia em geral: existem diversas filosofias ou concepções do mundo e sempre se faz uma escolha entre elas. Como ocorre essa escolha? É esta escolha um fato puramente intelectual, ou é um fato mais complexo? E não ocorre frequentemente que entre o fato intelectual e a norma de conduta exista uma contradição? Qual será, então, a verdadeira concepção do mundo: a que é logicamente afirmada como fato intelectual, ou que resulta da atividade real de cada um, que está implícita na sua ação? E, já que a ação é sempre uma ação política, não se pode dizer que a verdadeira filosofia de cada um se acha inteiramente contida na sua política? Este contraste entre o pensar e o agir, isto é, a coexistência de duas concepções do mundo, uma afirmada por palavras e a outra manifestando-se na ação efetiva, nem sempre se deve à má-fé. A má-fé pode ser uma explicação satisfatória para alguns indivíduos considerados isoladamente, ou até mesmo para grupos mais ou menos numerosos, mas não é satisfatória quando o contraste se verifica nas manifestações vitais de grandes massas: neste caso, ele não pode deixar de ser a expressão de contrastes mais profundos de natureza histórico-social.  
    Gramsci, Antônio. Concepção Dialética da História. São Paulo:
    Civilização Brasileira, s/d. 
    Sobre as relações morfossintáticas, analise as seguintes proposições:


    I. Em “Na realidade, não existe filosofia em geral: existem diversas filosofias ou concepções...”, as formas verbais destacadas podem ser substituídas pela forma verbal “” preservando-se a correção gramatical.

    II. O pronome “esta” em “É esta escolha um fato puramente intelectual, ou é um fato mais complexo?” exerce a função de termo que retoma uma ideia já enunciada.

    III. Em “logicamente afirmada como fato intelectual” – os termos grifados participam da mesma classe gramatical.

    IV. No período “A má-fé pode ser uma explicação satisfatória para alguns indivíduos considerados isoladamente, ou até mesmo para grupos mais ou menos numerosos...”, estalece-se uma relação de oposição entre as duas orações.


    Estão corretas:

    Escolha uma alternativa para a questão f995320b-b6
  • F990D446-B6

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Goiás · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Texto 4
    Subsídio para debate sobre cultura

         Na realidade, não existe filosofia em geral: existem diversas filosofias ou concepções do mundo e sempre se faz uma escolha entre elas. Como ocorre essa escolha? É esta escolha um fato puramente intelectual, ou é um fato mais complexo? E não ocorre frequentemente que entre o fato intelectual e a norma de conduta exista uma contradição? Qual será, então, a verdadeira concepção do mundo: a que é logicamente afirmada como fato intelectual, ou que resulta da atividade real de cada um, que está implícita na sua ação? E, já que a ação é sempre uma ação política, não se pode dizer que a verdadeira filosofia de cada um se acha inteiramente contida na sua política? Este contraste entre o pensar e o agir, isto é, a coexistência de duas concepções do mundo, uma afirmada por palavras e a outra manifestando-se na ação efetiva, nem sempre se deve à má-fé. A má-fé pode ser uma explicação satisfatória para alguns indivíduos considerados isoladamente, ou até mesmo para grupos mais ou menos numerosos, mas não é satisfatória quando o contraste se verifica nas manifestações vitais de grandes massas: neste caso, ele não pode deixar de ser a expressão de contrastes mais profundos de natureza histórico-social.  
    Gramsci, Antônio. Concepção Dialética da História. São Paulo:
    Civilização Brasileira, s/d. 
    De acordo com o texto, assinale a alternativa incorreta.
    Escolha uma alternativa para a questão f990d446-b6
  • F98D8F54-B6

    Português

    Formação das Palavras: Composição, Derivação, Hibridismo, Onomatopeia e Abreviação
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Goiás · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto 3


           Muitas coisas nos diferenciam dos outros animais, mas nada é mais marcante do que a nossa capacidade de trabalhar, de transformar o mundo segundo nossa qualificação, nossa energia, nossa imaginação. Ainda assim, para a grande maioria dos homens, o trabalho nada mais é do que puro desgaste da vida. Na sociedade capitalista, a produtividade do trabalho aumentou simultaneamente a tão forte rotinização, apequenamento e embrutecimento do processo de trabalho de forma que já não há nada que mais nos desagrade do que trabalhar. Preferimos, a grande maioria, fazer o que temos em comum com os outros animais: comer, dormir, descansar, acasalar.

         Nossa capacidade de trabalho, a potência humana de transformação e emancipação de todos, ficou limitada a ser apenas o nosso meio de ganhar pão. Capacidade, potência, criação, o trabalho foi transformado pelo capital no seu contrário. Tornou-se o instrumento de alienação no sentido clássico da palavra: o ato de entregar ao outro o que é nosso, nosso tempo de vida.


    Sader, Emir. Trabalhemos menos, trabalhemos todos.

    In Correio Braziliense, 18/11/2007(adaptado).

    As palavras “rotinização”, “apequenamento” e “embrutecimento”, destacadas no texto:
    Escolha uma alternativa para a questão f98d8f54-b6
  • F9873553-B6

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Goiás · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Texto 2
                       Homem Comum
    Sou um homem comum
    de carne e de memória
    de osso e esquecimento
    e a vida sopra dentro de mim
    pânica
    feito a chama de um maçarico
    e pode
    subitamente
    cessar.

    Sou como você
    feito de coisas lembradas
    e esquecidas
    rostos e
    mãos, o guarda-sol vermelho ao meio-dia
    em Pastos-Bons
    defuntas alegrias flores passarinhos
    facho de tarde luminosa
    nomes que já nem sei
    bandejas bandeiras bananeiras
    tudo
    misturado
    essa lenha perfumada
    que se acende
    e me faz caminhar
    Sou um homem comum
    brasileiro, maior, casado, reservista,
    e não vejo na vida, amigo, 
    nenhum sentido, senão
    lutarmos juntos por um mundo melhor.
    Poeta fui de rápido destino.
    Mas a poesia é rara e não comove
    nem move o pau-de-arara.
    Quero, por isso, falar com você,
    de homem para homem,
    apoiar-me em você
    oferecer-lhe o meu braço
    que o tempo é pouco
    e o latifúndio está aí, matando.

    Que o tempo é pouco
    e aí estão o Chase Bank,
    a IT & T, a Bond and Share,
    a Wilson, a Hanna, a Anderson Clayton,
    e sabe-se lá quantos outros
    braços do polvo a nos sugar a vida
    e a bolsa
    Homem comum, igual
    a você,
    cruzo a Avenida sob a pressão do imperialismo.
    A sombra do latifúndio
    mancha a paisagem
    turva as águas do mar
    e a infância nos volta
    à boca, amarga,
    suja de lama e de fome.

    Mas somos muitos milhões de homens
    comuns
    e podemos formar uma muralha
    com nossos corpos de sonho e margaridas.
    Gullar, F. Dentro da noite veloz. Civilização Brasileira, 1975; 3ª ed.,
    José Olympio, 1998. In: Toda poesia. José Olympio, 12ª ed., 2002.
    A metáfora transfigura o sentido das palavras expandindo a possibilidade de associações entre signos diferentes. Nos versos “e sabe-se lá quantos/outros/braços do polvo a nos sugar a vida/e a bolsa”, o poeta estruturou seu pensamento metaforicamente para:
    Escolha uma alternativa para a questão f9873553-b6
  • F983A1BE-B6

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Goiás · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto 2
                       Homem Comum
    Sou um homem comum
    de carne e de memória
    de osso e esquecimento
    e a vida sopra dentro de mim
    pânica
    feito a chama de um maçarico
    e pode
    subitamente
    cessar.

    Sou como você
    feito de coisas lembradas
    e esquecidas
    rostos e
    mãos, o guarda-sol vermelho ao meio-dia
    em Pastos-Bons
    defuntas alegrias flores passarinhos
    facho de tarde luminosa
    nomes que já nem sei
    bandejas bandeiras bananeiras
    tudo
    misturado
    essa lenha perfumada
    que se acende
    e me faz caminhar
    Sou um homem comum
    brasileiro, maior, casado, reservista,
    e não vejo na vida, amigo, 
    nenhum sentido, senão
    lutarmos juntos por um mundo melhor.
    Poeta fui de rápido destino.
    Mas a poesia é rara e não comove
    nem move o pau-de-arara.
    Quero, por isso, falar com você,
    de homem para homem,
    apoiar-me em você
    oferecer-lhe o meu braço
    que o tempo é pouco
    e o latifúndio está aí, matando.

    Que o tempo é pouco
    e aí estão o Chase Bank,
    a IT & T, a Bond and Share,
    a Wilson, a Hanna, a Anderson Clayton,
    e sabe-se lá quantos outros
    braços do polvo a nos sugar a vida
    e a bolsa
    Homem comum, igual
    a você,
    cruzo a Avenida sob a pressão do imperialismo.
    A sombra do latifúndio
    mancha a paisagem
    turva as águas do mar
    e a infância nos volta
    à boca, amarga,
    suja de lama e de fome.

    Mas somos muitos milhões de homens
    comuns
    e podemos formar uma muralha
    com nossos corpos de sonho e margaridas.
    Gullar, F. Dentro da noite veloz. Civilização Brasileira, 1975; 3ª ed.,
    José Olympio, 1998. In: Toda poesia. José Olympio, 12ª ed., 2002.
    Quanto à construção de sentidos, podemos afirmar que, no poema:
    Escolha uma alternativa para a questão f983a1be-b6
  • F9809F0C-B6

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Goiás · 2010FácilEntre para guardar nos favoritos

    Texto 1

    Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Goiás 2010, Interpretação de Textos

    A presença de um tubarão prestes a devorar o personagem, no último quadrinho:
    Escolha uma alternativa para a questão f9809f0c-b6
  • F97CD750-B6

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Goiás · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Texto 1

    Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Goiás 2010, Interpretação de Textos

    Nos quadrinhos acima, a interação dos elementos verbais e não verbais permite:
    Escolha uma alternativa para a questão f97cd750-b6
  • 4E377E7C-B6

    Português

    Interpretação de Textos
    UECE · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UECE 2010, Interpretação de Textos

    Assinale a única afirmação FALSA sobre a escritora Rachel de Queiroz.
    Escolha uma alternativa para a questão 4e377e7c-b6
  • 4E31D4F8-B6

    Português

    Interpretação de Textos
    UECE · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UECE 2010, Interpretação de Textos

    Assinale a alternativa que justifica, textualmente, o emprego da expressão ''Outro sujeito'' (na linha 85), sem que haja, antes, uma expressão que lhe faça contraponto, como um sujeito, por exemplo.
    Escolha uma alternativa para a questão 4e31d4f8-b6
  • 4E2F15C5-B6

    Português

    Coesão e coerência
    UECE · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UECE 2010, Coesão e coerência

    Considere o que se diz sobre a partícula ''lá'', no seguinte enunciado: ''Depois, quando a coisa virou, é que o livro começou a pegar por lá.'' (linhas 109-110)
    I - Tem a função de apontar para um elemento textual, substituindo-o anaforicamente.
    II - Indica que a escritora não escreveu o texto em estudo (o texto 2) no Ceará.
    III - Informa que a escritora não morava no Ceará quando da publicação de O Quinze.

    É correto o que se afirma
    Escolha uma alternativa para a questão 4e2f15c5-b6
  • 4E2C1D1C-B6

    Português

    Interpretação de Textos
    UECE · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UECE 2010, Interpretação de Textos

    Sabe-se que os textos se servem de outros textos, citando-os direta ou indiretamente, num processo a que se dá o nome de intertextualidade.
    No último parágrafo da crônica, há um caso de intertextualidade com um dos episódios do Êxodo: Como os israelitas, na caminhada pelo deserto, reclamavam da falta de água, dirige-se Deus a Moisés:' ''[...] toma na mão tua vara, com que feriste o Nilo e vai. Eis que estarei ali diante de ti, sobre o rochedo do monte Horeb; ferirás o rochedo e a água jorrará dele''. Esse trabalho intertextual feito pela cronista tem o propósito textual de
    Escolha uma alternativa para a questão 4e2c1d1c-b6
  • 4E24B65D-B6

    Português

    Coesão e coerência
    UECE · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UECE 2010, Coesão e coerência

    Sobre o emprego do vocábulo ''assim'' nas linhas 19 e 34, considere as seguintes afirmações:

    I - Os dois funcionam como elementos de coesão entre parágrafos.

    II - O da linha 19 aponta para o que foi dito anteriormente.

    III - O da linha 34 tem valor de conclusão.

    Está correto o que se afirma

    Escolha uma alternativa para a questão 4e24b65d-b6
  • 4E2152FF-B6

    Português

    Coesão e coerência
    UECE · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UECE 2010, Coesão e coerência

    Considere as proposições abaixo sobre o uso do elemento ''pois'' na linha 19.
    I - Mesmo sem desempenhar função definida pela gramática, produz efeito de sentido, se considerado no plano textual-discursivo.
    II - Tem como uma de suas funções convocar o leitor para seguir o raciocínio que se inicia no primeiro parágrafo e continua no segundo.
    III - Introduz no segundo parágrafo uma relação de conclusão para o que foi informado no parágrafo anterior.

    Está correto o que se afirma
    Escolha uma alternativa para a questão 4e2152ff-b6
  • 4E1DB368-B6

    Português

    Coesão e coerência
    UECE · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UECE 2010, Coesão e coerência

    Marque a opção em que o elemento aquele remete para a memória do leitor, além de apontar para informações que vêm posteriormente no texto.
    Escolha uma alternativa para a questão 4e1db368-b6