Questões do ENEM: Linguagens e Interpretação de Textos

Use os filtros para chegar às questões que interessam. Cada resultado abre em uma página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados

9.017 questões encontradas. Mostrando a página 54 de 451.

  • BFEE5524-68

    Português

    Figuras de Linguagem
    Ensino Einstein · 2022Entre para guardar nos favoritos

    Examine a tirinha de Fernando Gonsales, publicada na conta do Instagram “Depósito de Tirinhas”, em 23.04.2020.

    Imagem da questão de Português, Ensino Einstein 2022, Figuras de Linguagem


    Para obter seu efeito de humor, a tirinha explora o seguinte recurso expressivo:

    Escolha uma alternativa para a questão bfee5524-68
  • BFE6E4D0-68

    Português

    Coesão e coerência
    Ensino Einstein · 2022Entre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia um trecho do prefácio “Um gênero tipicamente brasileiro”, do escritor Humberto Werneck, publicado na antologia Boa companhia: crônicas.

        Fernando Sabino e Rubem Braga, por longos anos obrigados a desovar crônicas diárias, não se limitavam, nas horas de aperto, a requentar seus requintados escritos — chegaram a permutar, na moita, velhos recortes, na suposição de que os textos, de tão antigos, já se houvessem apagado da memória do leitor de jornal, recuperando assim a virgindade tipográfica. O troca-troca, contado por Fernando Sabino na crônica “O estranho ofício de escrever”, merece ser aqui reproduzido:

        Éramos três condenados à crônica diária: Rubem no Diário de Notícias, Paulo no Diário Carioca e eu no O Jornal. Não raro um caso ou uma ideia, surgidos na mesa do bar, servia de tema para mais de um de nós. Às vezes para os três. Quando caiu um edifício no bairro Peixoto, por exemplo, três crônicas foram por coincidência publicadas no dia seguinte, intituladas respectivamente: “Mas não cai?”, “Vai cair” e “Caiu”.
         Até que um dia, numa hora de aperto, Rubem perdeu a cerimônia: 
        — Será que você teria aí uma crônica pequenininha para me emprestar?
        Procurei nos meus guardados e encontrei uma que talvez servisse: sobre um menino que me pediu um cruzeiro para tomar uma sopa, foi seguido por mim até uma miserável casa de pasto da Lapa: a sopa existia mesmo, e por aquele preço. Chamava-se “O preço da sopa”. Rubem deu uma melhorada na história, trocou “casa de pasto” por “restaurante”, elevou o preço para cinco cruzeiros, pôs o título mais simples de “A sopa”.
        Tempos mais tarde chegou a minha vez — nada como se valer de um amigo nas horas difíceis:
         — Uma crônica usada, de que você não precisa mais, qualquer uma serve.     — Vou ver o que posso fazer
        — prometeu ele. Acabou me dando de volta a da sopa.
        — Logo esta? — protestei.    
        — As outras estão muito gastas.
        Sou pobre mas não sou soberbo. Ajeitei a crônica como pude, toquei-lhe uns remendos, atualizei o preço para dez cruzeiros e liquidei de vez com ela, sob o título: “Esta sopa vai acabar”.

        Eternamente deleitável ou imediatamente deletável — depende menos do tema do que das artes do autor —, a crônica pode não ser um “gênero de primeira necessidade, a não ser talvez para os escritores que a praticam”, como sustentava Luís Martins — um dos recordistas brasileiros nesse ramo de escreveção. Um subgênero, há quem desdenhe. “Literatura em mangas de camisa”, diz-se em Portugal. Mas, para o crítico Wilson Martins, trata-se de uma “espécie literária” que de jornalístico “só tem o fato todo circunstancial de aparecer em periódicos.”

    (Humberto Werneck (org.). Boa companhia: crônicas, 2005. Adaptado.)
    Para evitar sua repetição, omite-se um substantivo que pode ser facilmente identificado pelo contexto linguístico em:
    Escolha uma alternativa para a questão bfe6e4d0-68
  • BFE459F1-68

    Português

    Interpretação de Textos
    Ensino Einstein · 2022Entre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia um trecho do prefácio “Um gênero tipicamente brasileiro”, do escritor Humberto Werneck, publicado na antologia Boa companhia: crônicas.

        Fernando Sabino e Rubem Braga, por longos anos obrigados a desovar crônicas diárias, não se limitavam, nas horas de aperto, a requentar seus requintados escritos — chegaram a permutar, na moita, velhos recortes, na suposição de que os textos, de tão antigos, já se houvessem apagado da memória do leitor de jornal, recuperando assim a virgindade tipográfica. O troca-troca, contado por Fernando Sabino na crônica “O estranho ofício de escrever”, merece ser aqui reproduzido:

        Éramos três condenados à crônica diária: Rubem no Diário de Notícias, Paulo no Diário Carioca e eu no O Jornal. Não raro um caso ou uma ideia, surgidos na mesa do bar, servia de tema para mais de um de nós. Às vezes para os três. Quando caiu um edifício no bairro Peixoto, por exemplo, três crônicas foram por coincidência publicadas no dia seguinte, intituladas respectivamente: “Mas não cai?”, “Vai cair” e “Caiu”.
         Até que um dia, numa hora de aperto, Rubem perdeu a cerimônia: 
        — Será que você teria aí uma crônica pequenininha para me emprestar?
        Procurei nos meus guardados e encontrei uma que talvez servisse: sobre um menino que me pediu um cruzeiro para tomar uma sopa, foi seguido por mim até uma miserável casa de pasto da Lapa: a sopa existia mesmo, e por aquele preço. Chamava-se “O preço da sopa”. Rubem deu uma melhorada na história, trocou “casa de pasto” por “restaurante”, elevou o preço para cinco cruzeiros, pôs o título mais simples de “A sopa”.
        Tempos mais tarde chegou a minha vez — nada como se valer de um amigo nas horas difíceis:
         — Uma crônica usada, de que você não precisa mais, qualquer uma serve.     — Vou ver o que posso fazer
        — prometeu ele. Acabou me dando de volta a da sopa.
        — Logo esta? — protestei.    
        — As outras estão muito gastas.
        Sou pobre mas não sou soberbo. Ajeitei a crônica como pude, toquei-lhe uns remendos, atualizei o preço para dez cruzeiros e liquidei de vez com ela, sob o título: “Esta sopa vai acabar”.

        Eternamente deleitável ou imediatamente deletável — depende menos do tema do que das artes do autor —, a crônica pode não ser um “gênero de primeira necessidade, a não ser talvez para os escritores que a praticam”, como sustentava Luís Martins — um dos recordistas brasileiros nesse ramo de escreveção. Um subgênero, há quem desdenhe. “Literatura em mangas de camisa”, diz-se em Portugal. Mas, para o crítico Wilson Martins, trata-se de uma “espécie literária” que de jornalístico “só tem o fato todo circunstancial de aparecer em periódicos.”

    (Humberto Werneck (org.). Boa companhia: crônicas, 2005. Adaptado.)
    Em “Até que um dia, numa hora de aperto, Rubem perdeu a cerimônia” (3º parágrafo), a expressão sublinhada tem o sentido de
    Escolha uma alternativa para a questão bfe459f1-68
  • BFE1C79B-68

    Português

    Interpretação de Textos
    Ensino Einstein · 2022Entre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia um trecho do prefácio “Um gênero tipicamente brasileiro”, do escritor Humberto Werneck, publicado na antologia Boa companhia: crônicas.

        Fernando Sabino e Rubem Braga, por longos anos obrigados a desovar crônicas diárias, não se limitavam, nas horas de aperto, a requentar seus requintados escritos — chegaram a permutar, na moita, velhos recortes, na suposição de que os textos, de tão antigos, já se houvessem apagado da memória do leitor de jornal, recuperando assim a virgindade tipográfica. O troca-troca, contado por Fernando Sabino na crônica “O estranho ofício de escrever”, merece ser aqui reproduzido:

        Éramos três condenados à crônica diária: Rubem no Diário de Notícias, Paulo no Diário Carioca e eu no O Jornal. Não raro um caso ou uma ideia, surgidos na mesa do bar, servia de tema para mais de um de nós. Às vezes para os três. Quando caiu um edifício no bairro Peixoto, por exemplo, três crônicas foram por coincidência publicadas no dia seguinte, intituladas respectivamente: “Mas não cai?”, “Vai cair” e “Caiu”.
         Até que um dia, numa hora de aperto, Rubem perdeu a cerimônia: 
        — Será que você teria aí uma crônica pequenininha para me emprestar?
        Procurei nos meus guardados e encontrei uma que talvez servisse: sobre um menino que me pediu um cruzeiro para tomar uma sopa, foi seguido por mim até uma miserável casa de pasto da Lapa: a sopa existia mesmo, e por aquele preço. Chamava-se “O preço da sopa”. Rubem deu uma melhorada na história, trocou “casa de pasto” por “restaurante”, elevou o preço para cinco cruzeiros, pôs o título mais simples de “A sopa”.
        Tempos mais tarde chegou a minha vez — nada como se valer de um amigo nas horas difíceis:
         — Uma crônica usada, de que você não precisa mais, qualquer uma serve.     — Vou ver o que posso fazer
        — prometeu ele. Acabou me dando de volta a da sopa.
        — Logo esta? — protestei.    
        — As outras estão muito gastas.
        Sou pobre mas não sou soberbo. Ajeitei a crônica como pude, toquei-lhe uns remendos, atualizei o preço para dez cruzeiros e liquidei de vez com ela, sob o título: “Esta sopa vai acabar”.

        Eternamente deleitável ou imediatamente deletável — depende menos do tema do que das artes do autor —, a crônica pode não ser um “gênero de primeira necessidade, a não ser talvez para os escritores que a praticam”, como sustentava Luís Martins — um dos recordistas brasileiros nesse ramo de escreveção. Um subgênero, há quem desdenhe. “Literatura em mangas de camisa”, diz-se em Portugal. Mas, para o crítico Wilson Martins, trata-se de uma “espécie literária” que de jornalístico “só tem o fato todo circunstancial de aparecer em periódicos.”

    (Humberto Werneck (org.). Boa companhia: crônicas, 2005. Adaptado.)
    “a crônica pode não ser um ‘gênero de primeira necessidade, a não ser talvez para os escritores que a praticam’” (13º parágrafo)

    A expressão sublinhada pode ser substituída, sem prejuízo para o sentido do texto, por:
    Escolha uma alternativa para a questão bfe1c79b-68
  • BFDF4CC6-68

    Português

    Denotação e Conotação
    Ensino Einstein · 2022Entre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia um trecho do prefácio “Um gênero tipicamente brasileiro”, do escritor Humberto Werneck, publicado na antologia Boa companhia: crônicas.

        Fernando Sabino e Rubem Braga, por longos anos obrigados a desovar crônicas diárias, não se limitavam, nas horas de aperto, a requentar seus requintados escritos — chegaram a permutar, na moita, velhos recortes, na suposição de que os textos, de tão antigos, já se houvessem apagado da memória do leitor de jornal, recuperando assim a virgindade tipográfica. O troca-troca, contado por Fernando Sabino na crônica “O estranho ofício de escrever”, merece ser aqui reproduzido:

        Éramos três condenados à crônica diária: Rubem no Diário de Notícias, Paulo no Diário Carioca e eu no O Jornal. Não raro um caso ou uma ideia, surgidos na mesa do bar, servia de tema para mais de um de nós. Às vezes para os três. Quando caiu um edifício no bairro Peixoto, por exemplo, três crônicas foram por coincidência publicadas no dia seguinte, intituladas respectivamente: “Mas não cai?”, “Vai cair” e “Caiu”.
         Até que um dia, numa hora de aperto, Rubem perdeu a cerimônia: 
        — Será que você teria aí uma crônica pequenininha para me emprestar?
        Procurei nos meus guardados e encontrei uma que talvez servisse: sobre um menino que me pediu um cruzeiro para tomar uma sopa, foi seguido por mim até uma miserável casa de pasto da Lapa: a sopa existia mesmo, e por aquele preço. Chamava-se “O preço da sopa”. Rubem deu uma melhorada na história, trocou “casa de pasto” por “restaurante”, elevou o preço para cinco cruzeiros, pôs o título mais simples de “A sopa”.
        Tempos mais tarde chegou a minha vez — nada como se valer de um amigo nas horas difíceis:
         — Uma crônica usada, de que você não precisa mais, qualquer uma serve.     — Vou ver o que posso fazer
        — prometeu ele. Acabou me dando de volta a da sopa.
        — Logo esta? — protestei.    
        — As outras estão muito gastas.
        Sou pobre mas não sou soberbo. Ajeitei a crônica como pude, toquei-lhe uns remendos, atualizei o preço para dez cruzeiros e liquidei de vez com ela, sob o título: “Esta sopa vai acabar”.

        Eternamente deleitável ou imediatamente deletável — depende menos do tema do que das artes do autor —, a crônica pode não ser um “gênero de primeira necessidade, a não ser talvez para os escritores que a praticam”, como sustentava Luís Martins — um dos recordistas brasileiros nesse ramo de escreveção. Um subgênero, há quem desdenhe. “Literatura em mangas de camisa”, diz-se em Portugal. Mas, para o crítico Wilson Martins, trata-se de uma “espécie literária” que de jornalístico “só tem o fato todo circunstancial de aparecer em periódicos.”

    (Humberto Werneck (org.). Boa companhia: crônicas, 2005. Adaptado.)
    Está empregado em sentido figurado o termo sublinhado em:
    Escolha uma alternativa para a questão bfdf4cc6-68
  • BFDCD4BF-68

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    Ensino Einstein · 2022Entre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia um trecho do prefácio “Um gênero tipicamente brasileiro”, do escritor Humberto Werneck, publicado na antologia Boa companhia: crônicas.

        Fernando Sabino e Rubem Braga, por longos anos obrigados a desovar crônicas diárias, não se limitavam, nas horas de aperto, a requentar seus requintados escritos — chegaram a permutar, na moita, velhos recortes, na suposição de que os textos, de tão antigos, já se houvessem apagado da memória do leitor de jornal, recuperando assim a virgindade tipográfica. O troca-troca, contado por Fernando Sabino na crônica “O estranho ofício de escrever”, merece ser aqui reproduzido:

        Éramos três condenados à crônica diária: Rubem no Diário de Notícias, Paulo no Diário Carioca e eu no O Jornal. Não raro um caso ou uma ideia, surgidos na mesa do bar, servia de tema para mais de um de nós. Às vezes para os três. Quando caiu um edifício no bairro Peixoto, por exemplo, três crônicas foram por coincidência publicadas no dia seguinte, intituladas respectivamente: “Mas não cai?”, “Vai cair” e “Caiu”.
         Até que um dia, numa hora de aperto, Rubem perdeu a cerimônia: 
        — Será que você teria aí uma crônica pequenininha para me emprestar?
        Procurei nos meus guardados e encontrei uma que talvez servisse: sobre um menino que me pediu um cruzeiro para tomar uma sopa, foi seguido por mim até uma miserável casa de pasto da Lapa: a sopa existia mesmo, e por aquele preço. Chamava-se “O preço da sopa”. Rubem deu uma melhorada na história, trocou “casa de pasto” por “restaurante”, elevou o preço para cinco cruzeiros, pôs o título mais simples de “A sopa”.
        Tempos mais tarde chegou a minha vez — nada como se valer de um amigo nas horas difíceis:
         — Uma crônica usada, de que você não precisa mais, qualquer uma serve.     — Vou ver o que posso fazer
        — prometeu ele. Acabou me dando de volta a da sopa.
        — Logo esta? — protestei.    
        — As outras estão muito gastas.
        Sou pobre mas não sou soberbo. Ajeitei a crônica como pude, toquei-lhe uns remendos, atualizei o preço para dez cruzeiros e liquidei de vez com ela, sob o título: “Esta sopa vai acabar”.

        Eternamente deleitável ou imediatamente deletável — depende menos do tema do que das artes do autor —, a crônica pode não ser um “gênero de primeira necessidade, a não ser talvez para os escritores que a praticam”, como sustentava Luís Martins — um dos recordistas brasileiros nesse ramo de escreveção. Um subgênero, há quem desdenhe. “Literatura em mangas de camisa”, diz-se em Portugal. Mas, para o crítico Wilson Martins, trata-se de uma “espécie literária” que de jornalístico “só tem o fato todo circunstancial de aparecer em periódicos.”

    (Humberto Werneck (org.). Boa companhia: crônicas, 2005. Adaptado.)
    Uma característica presente no prefácio de Humberto Werneck e bastante recorrente no gênero crônica é:
    Escolha uma alternativa para a questão bfdcd4bf-68
  • BFD9FAE2-68

    Português

    Interpretação de Textos
    Ensino Einstein · 2022Entre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia um trecho do prefácio “Um gênero tipicamente brasileiro”, do escritor Humberto Werneck, publicado na antologia Boa companhia: crônicas.

        Fernando Sabino e Rubem Braga, por longos anos obrigados a desovar crônicas diárias, não se limitavam, nas horas de aperto, a requentar seus requintados escritos — chegaram a permutar, na moita, velhos recortes, na suposição de que os textos, de tão antigos, já se houvessem apagado da memória do leitor de jornal, recuperando assim a virgindade tipográfica. O troca-troca, contado por Fernando Sabino na crônica “O estranho ofício de escrever”, merece ser aqui reproduzido:

        Éramos três condenados à crônica diária: Rubem no Diário de Notícias, Paulo no Diário Carioca e eu no O Jornal. Não raro um caso ou uma ideia, surgidos na mesa do bar, servia de tema para mais de um de nós. Às vezes para os três. Quando caiu um edifício no bairro Peixoto, por exemplo, três crônicas foram por coincidência publicadas no dia seguinte, intituladas respectivamente: “Mas não cai?”, “Vai cair” e “Caiu”.
         Até que um dia, numa hora de aperto, Rubem perdeu a cerimônia: 
        — Será que você teria aí uma crônica pequenininha para me emprestar?
        Procurei nos meus guardados e encontrei uma que talvez servisse: sobre um menino que me pediu um cruzeiro para tomar uma sopa, foi seguido por mim até uma miserável casa de pasto da Lapa: a sopa existia mesmo, e por aquele preço. Chamava-se “O preço da sopa”. Rubem deu uma melhorada na história, trocou “casa de pasto” por “restaurante”, elevou o preço para cinco cruzeiros, pôs o título mais simples de “A sopa”.
        Tempos mais tarde chegou a minha vez — nada como se valer de um amigo nas horas difíceis:
         — Uma crônica usada, de que você não precisa mais, qualquer uma serve.     — Vou ver o que posso fazer
        — prometeu ele. Acabou me dando de volta a da sopa.
        — Logo esta? — protestei.    
        — As outras estão muito gastas.
        Sou pobre mas não sou soberbo. Ajeitei a crônica como pude, toquei-lhe uns remendos, atualizei o preço para dez cruzeiros e liquidei de vez com ela, sob o título: “Esta sopa vai acabar”.

        Eternamente deleitável ou imediatamente deletável — depende menos do tema do que das artes do autor —, a crônica pode não ser um “gênero de primeira necessidade, a não ser talvez para os escritores que a praticam”, como sustentava Luís Martins — um dos recordistas brasileiros nesse ramo de escreveção. Um subgênero, há quem desdenhe. “Literatura em mangas de camisa”, diz-se em Portugal. Mas, para o crítico Wilson Martins, trata-se de uma “espécie literária” que de jornalístico “só tem o fato todo circunstancial de aparecer em periódicos.”

    (Humberto Werneck (org.). Boa companhia: crônicas, 2005. Adaptado.)
    As alterações sofridas pela crônica na permuta entre Rubem Braga e Fernando Sabino (e explicitamente referidas no texto) levam em consideração o seguinte fenômeno:
    Escolha uma alternativa para a questão bfd9fae2-68
  • A19A0883-DF

    Português

    Interpretação de Textos
    CEDERJ · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos
    Considere o texto sobre a migração na Europa.


    A Europa é um destino migratório por várias razões. As causas da migração resultam de uma mistura de fatores de pressão e de atração que vão desde a segurança, a demografia e os direitos humanos à pobreza, passando pelas alterações climáticas. Nos últimos anos, a Europa teve de fazer um esforço maior face ao desafio migratório mais grave desde a Segunda Guerra Mundial. Em 2015, foram registados, na UE, 1,25 milhões de requerentes de asilo (primeiros pedidos); um número que diminuiu para 537 345 requerentes em 2021. No entanto, 73 850 requerentes de asilo (pela sua primeira vez) solicitaram proteção internacional em março de 2022, o que significa um aumento de 115% em comparação com o mês de março de 2021.


    Disponível em: https://www.europarl.europa.eu/news/pt/headlines/ society/ 20170629STO78632/a-migracao-na-europa. Acesso em: 05 out. 2022. Adaptado.


    O incremento no número de requerentes de asilo em 2022 foi provocado majoritariamente pelo seguinte fator:
    Escolha uma alternativa para a questão a19a0883-df
  • A167D326-DF

    Português

    Interpretação de Textos
    CEDERJ · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, CEDERJ 2022, Interpretação de Textos


    Disponível em: https://www.google.com/search?q=emicida+letra+ amarelo&rlz=1C1ISCS_pt PTBR978BR978&oq=emicida+letra+amarelo &aqs=chrome. 69i57j0i22i30l4j69i64l2.4123j0j7&sourceid = chrome&ie=UTF-8. Acesso em: 06 out. 2022. 

    Num deixo quieto, num tem como deixar quieto/A meta é deixar sem chão quem riu de nóis sem teto, vai ...” (versos 8-9)


    As formas sublinhadas no segmento em análise são características da variante:
    Escolha uma alternativa para a questão a167d326-df
  • A1645F7B-DF

    Português

    Interpretação de Textos
    CEDERJ · 2022Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, CEDERJ 2022, Interpretação de Textos


    Disponível em: https://www.google.com/search?q=emicida+letra+ amarelo&rlz=1C1ISCS_pt PTBR978BR978&oq=emicida+letra+amarelo &aqs=chrome. 69i57j0i22i30l4j69i64l2.4123j0j7&sourceid = chrome&ie=UTF-8. Acesso em: 06 out. 2022. 

    Leandro Roque de Oliveira, o Emicida, é rapper, poeta, escritor de livro infantil, cantor, apresentador e um dos maiores nomes do hip-hop nacional. Ganhou destaque este ano em um dos festivais de música mais conhecidos mundialmente.


    Os versos “Permite que eu fale/Não as minhas cicatrizes/Tanta dor rouba a nossa voz” (versos 10-12) resumem o seguinte propósito da canção AmarElo:
    Escolha uma alternativa para a questão a1645f7b-df
  • 44FF945C-DF

    Português

    Interpretação de Textos
    CEDERJ · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, CEDERJ 2022, Interpretação de Textos


    Disponível em: https://lunetas.com.br/tirinhas-o-mundode-tayo/. Acesso em 13 abr. 2022.

    “Mãe, a professora disse que nós negros descendemos de escravos.”(1º quadrinho)


    A estrutura sublinhada corresponde a um caso de: 
    Escolha uma alternativa para a questão 44ff945c-df
  • 44F55120-DF

    Português

    Interpretação de Textos
    CEDERJ · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos

     Imagem da questão de Português, CEDERJ 2022, Interpretação de Textos

    O romance “Torto arado”, do baiano Itamar Vieira Júnior, recebeu o Prêmio LeYa (2018), o Prêmio Jabuti (2020) e o Prêmio Oceanos (2020). No fragmento em destaque, narrado em 1ª pessoa, infere-se que a história está centrada:
    Escolha uma alternativa para a questão 44f55120-df
  • 88155788-0B

    Português

    Interpretação de Textos
    UFPR · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o poema a seguir.


    Imagem da questão de Português, UFPR 2022, Interpretação de Textos


    Considerando esse poema e a integralidade da obra de que foi retirado, assinale a alternativa correta. 

    Escolha uma alternativa para a questão 88155788-0b
  • 88050395-0B

    Português

    Interpretação de Textos
    UFPR · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos
    A fronteira tênue entre heróis e vilões


           O conceito de herói está profundamente ligado à cultura que o criou e a quando foi criado, o que significa que ele varia muito de lugar para lugar e de época para época. Mesmo assim, a figura do herói aparece nas mais diversas sociedades e eras, sempre atendendo a critérios morais e desejos em comum de determinado povo.

          Apesar do protagonismo do herói, o que seria dele se não houvesse um vilão? Nas narrativas, o vilão costuma ser o antagonista. Os vilões representam aquilo que é errado, injusto, que foge à moral defendida pelo herói. Por não carregar o protagonismo das histórias, o vilão costuma ser um personagem sem profundidade, sem dilemas, sem uma história que nos explique o porquê de suas ações. E isso reforça sua vilania.

          Conhecer a história de alguém é um processo humanizador, capaz até de revogar a alcunha de vilão e conferir ao personagem o título de herói, ou só de uma pessoa comum que tem seus defeitos e qualidades. Assim, uma maneira de fabricar vilões é não deixar suas histórias serem contadas, é criar uma imagem sobre esses personagens e mantê-los em silêncio.


    (MIRANDA, Lucas Mascarenhas de. A fronteira tênue entre heróis e vilões. Ciência hoje, Rio de Janeiro, 21 nov. 2021. Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/a-fronteira-tenue-entre-herois-e-viloes/. Adaptado.)
    Considere o primeiro parágrafo do texto:


    O conceito de herói está profundamente ligado à cultura que o criou e a quando foi criado, o que significa que ele varia muito de lugar para lugar e de época para época. Mesmo assim, a figura do herói aparece nas mais diversas sociedades e eras, sempre atendendo a critérios morais e desejos em comum de determinado povo.


    Assinale, dentre as alternativas abaixo, aquela que caracteriza a relação semântica que a conjunção sublinhada estabelece entre as orações conectadas. 
    Escolha uma alternativa para a questão 88050395-0b
  • 87FF78FF-0B

    Português

    Interpretação de Textos
    UFPR · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos
    A fronteira tênue entre heróis e vilões


           O conceito de herói está profundamente ligado à cultura que o criou e a quando foi criado, o que significa que ele varia muito de lugar para lugar e de época para época. Mesmo assim, a figura do herói aparece nas mais diversas sociedades e eras, sempre atendendo a critérios morais e desejos em comum de determinado povo.

          Apesar do protagonismo do herói, o que seria dele se não houvesse um vilão? Nas narrativas, o vilão costuma ser o antagonista. Os vilões representam aquilo que é errado, injusto, que foge à moral defendida pelo herói. Por não carregar o protagonismo das histórias, o vilão costuma ser um personagem sem profundidade, sem dilemas, sem uma história que nos explique o porquê de suas ações. E isso reforça sua vilania.

          Conhecer a história de alguém é um processo humanizador, capaz até de revogar a alcunha de vilão e conferir ao personagem o título de herói, ou só de uma pessoa comum que tem seus defeitos e qualidades. Assim, uma maneira de fabricar vilões é não deixar suas histórias serem contadas, é criar uma imagem sobre esses personagens e mantê-los em silêncio.


    (MIRANDA, Lucas Mascarenhas de. A fronteira tênue entre heróis e vilões. Ciência hoje, Rio de Janeiro, 21 nov. 2021. Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/a-fronteira-tenue-entre-herois-e-viloes/. Adaptado.)
    Os termos sublinhados no texto – “antagonista”, “revogar” e “alcunha” – podem ser respectivamente substituídos, sem prejuízo de sentido, por: 
    Escolha uma alternativa para a questão 87ff78ff-0b
  • 87F1A3C9-0B

    Português

    Interpretação de Textos
    UFPR · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UFPR 2022, Interpretação de Textos

    Considere as seguintes sequências extraídas do texto:


    O excesso de positividade se manifesta também como excesso de estímulos [...];
    A multitarefa está amplamente disseminada entre os animais em estado selvagem.


    Assinale a alternativa cujos termos podem substituir, respectivamente, os vocábulos grifados, na acepção que lhes confere o texto. 
    Escolha uma alternativa para a questão 87f1a3c9-0b
  • 87EED074-0B

    Português

    Interpretação de Textos
    UFPR · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UFPR 2022, Interpretação de Textos

    Assinale a alternativa que recupera a tese central do texto de Byung-Chul Han.
    Escolha uma alternativa para a questão 87eed074-0b
  • 87EBF7D4-0B

    Português

    Interpretação de Textos
    UFPR · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UFPR 2022, Interpretação de Textos

    Para a adequada interpretação do texto, é necessário identificar a que informações, apresentadas previamente, correspondem algumas expressões de sentido vago e empregadas pelo autor. Isso posto, considere as seguintes afirmativas:


    1. Na expressão “para que”, linha 9, “que” é pronome relativo cujo referente é “ele próprio”.

    2. O termo destacado na expressão “trata-se”, linha 6, refere-se a “técnica de atenção”.

    3. O termo grifado na expressão “que se assemelha”, linha 12, é marca de indeterminação.

    4. “Por isso”, linha 10, estabelece relação conclusiva com o período imediatamente anterior.


    Assinale a alternativa correta. 
    Escolha uma alternativa para a questão 87ebf7d4-0b