Questões do ENEM: Linguagens e Análise sintática

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437 questões encontradas. Mostrando a página 14 de 22.

  • F5E0B493-D8

    Português

    Análise sintática
    Universidade Estadual de Roraima · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO III

    Ela se despiu como quem vestia a pele. 
    Yara saiu dos rios e seduziu o pescador. 
    Fizeram amor toda noite na areia, 
    na canoa, dentro do Uraricoera. 
    havia puçanga* em seu corpo, 
    havia urucum em seus lábios, jenipapo no corpo, 
    um redemoinho no ventre. 
    Ela o estrangulou ao amanhecer e 
    saiu com um filho no ventre.

    *Poção mágica utilizada pelos indígenas. (FIOROTTI, Devair. Livro dos amores. São Paulo: Patuá, 2014.)

    Assinale a alternativa FALSA, a partir do TEXTO III.
    Escolha uma alternativa para a questão f5e0b493-d8
  • F5D911E8-D8

    Português

    Análise sintática
    Universidade Estadual de Roraima · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO II

    Senhoras e senhores
     vão emboras
     por favores.
     A fera
     não tolera
     sofredores.
     (ANTUNES, Arnaldo. N. d. a. São Paulo: Iluminuras, 2010.)

    Assinale a alternativa VERDADEIRA, a partir do TEXTO II.
    Escolha uma alternativa para a questão f5d911e8-d8
  • 11BD461F-D8

    Português

    Análise sintática
    INSPER · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
    O FUNDO DO POÇO

        O primeiro sinal veio em 2004. Foi nesse ano que a Sabesp, empresa de abastecimento de São Paulo, renovou a autorização para administrar a água na cidade. Mastinha alguma coisa errada: a estrutura dos reservatórios parecia insuficiente para dar conta de tanta demanda e seria preciso realizar obras para aumentar a capacidade de armazenamento de água. De acordo com os planos da Sabesp, a cidade de São Paulo ficaria bastante dependente do Sistema Cantareira, o que era preocupante. Se a água dos tanques do sistema acabasse, seria o caos. E foi. Em julho de 2014, o volume útil da Cantareira, que atende 8,8 milhões de pessoas na Grande SP, esgotou. Com o esvaziamento do reservatório e as previsões pessimistas de falta de chuva, São Paulo se afogou na maior crise hídrica dos últimos 80 anos.
        (...) Para diminuir o problema, em maio, a Sabesp decidiu usar o volume morto, uma reserva de 400 bilhões de litros que fica abaixo das comportas que retiram água do Sistema Cantareira. Foram feitas obras para bombear mais de 180 bilhões de litros dessa reserva. (...)
    Imagem da questão de Português, da prova de 2015
    No período sublinhado, as ideias expressas foram articuladas por meio de relação de
    Escolha uma alternativa para a questão 11bd461f-d8
  • 3DB5514A-B8

    Português

    Análise sintática
    UECE · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Texto 
    A garagem de casa 
    Imagem da questão de Português, da prova de 2015
    (Chico Buarque. O irmão alemão. 1 ed. São Paulo. Companhia das letras. 2014. p. 60-61. Texto adaptado com o acréscimo do título.)

    A obra O irmão alemão, último livro de Chico Buarque de Holanda, tem como móvel da narrativa a existência de um desconhecido irmão alemão, fruto de uma aventura amorosa que o pai dele, Sérgio Buarque de Holanda, tivera com uma alemã, lá pelo final da década de 30 do século passado. Exatamente quando Hitler ascende ao poder na Alemanha. Esse fato é real: o jornalista, historiador e sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, na época, solteiro, deixou esse filho na Alemanha. Na família, no entanto, não se falava no assunto. Chico teve, por acaso, conhecimento dessa aventura do pai em uma reunião na casa de Manuel Bandeira, por comentário feito pelo próprio Bandeira.
    Foi em torno da pretensa busca desse pretenso irmão que Chico Buarque desenvolveu sua narrativa ficcional, o seu romance.
    Sobre a obra, diz Fernando de Barros e Silva: “o que o leitor tem em mãos [...] não é um relato histórico. Realidade e ficção estão aqui entranhadas numa narrativa que embaralha sem cessar memória biográfica e ficção”. 
    “Esses desocupados matam o tempo jogando porrinha, ou lendo os jornais velhos que mamãe amontoa num canto, sentados nos degraus do escadote com que ela alcança as prateleiras altas.” (linhas 7-11) Escreva V quando o que se disser do excerto for verdadeiro, e F quando for falso.

    ( ) Quando se lê o enunciado transcrito, não fica bem clara a relação sintática da oração “sentados nos degraus do escadote...” com os outros termos do enunciado: se ela se liga a “esses desocupados”, ou a “os jornais velhos que mamãe amontoa num canto”. A esse tipo de relação, que confunde o leitor, chama-se ambiguidade semântica.
    ( ) A vírgula usada depois do substantivo “canto” não diminui a confusão que ocorre no trecho.
    ( ) Somente o conhecimento dos traços semânticos (ou de significação) dos substantivos “desocupados” e “jornais” pode esclarecer o verdadeiro sentido do enunciado.
    ( ) Poder-se-ia reestruturar o enunciado de modo a eliminar esse problema: Sentados nos degraus do escadote com que mamãe alcança as prateleiras altas, esses desocupados matam o tempo jogando porrinha, ou lendo os jornais velhos que ela amontoa num canto.

    Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:
    Escolha uma alternativa para a questão 3db5514a-b8
  • 355424CA-B2

    Português

    Análise sintática
    FATEC · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos

    Nova geração

    Ivan Angelo


          O rapaz chegou para a entrevista. O executivo de vendas on-line da grande empresa levantou-se para apertar sua mão (...) e aproveitou para dar uma geral no rapaz.

          Arrumado, mas nada formal, de sapato novo, jeans, camisa de manga comprida enrolada até a metade do antebraço. O detalhe que o incomodou um pouco foi um brinquinho prateado de argola mínima na orelha esquerda. “Nisso dá-se um jeito depois, se valer a pena”, pensou o executivo.

          Ele sabia que não estava fácil atrair novos talentos e reter os melhores. Empresas aparelhavam-se para o crescimento projetado do país, contratavam jovens promissores, mesmo os muito jovens, como era o caso do rapaz à sua frente, 21 anos. (...)

          Havia mais de duas horas que o rapaz estava em avaliação na empresa. Passara pela entrevista inicial com o chefe do setor, resolvera os probleminhas técnicos de internet e programação visual que lhe apresentaram, com rapidez e certa superioridade irônica, lera os princípios, valores e perfil da empresa (...). Alguns itens, como “comprometimento”, foram apresentados como pré-requisitos. Afinal o encaminharam para o diretor da área de e-comerce, vendas pela internet. O executivo tinha em mãos a avaliação do candidato: excelente.

          Descreveu o trabalho de que a empresa necessitava: desenvolvimento de um site interativo no qual o cliente internauta pudesse fazer simulações de medidas, cores, ajustes, acessórios, preços, formas de pagamento e programação de entrega de cerca de 200 produtos. Durante sua fala, o rapaz mexeu as pernas, levantou um pé, depois o outro, incomodado. O executivo perguntou se ele se sentia apto.

          — Dá para fazer — respondeu o rapaz, movendo a perna, como se buscasse alívio. 

          — Posso te ajudar em alguma coisa?

          — Vou te falar a verdade. Eu comprei este sapato para vir aqui e ele está me apertando e incomodando. Eu só uso tênis.

          O executivo sorriu e pensou: “Esses meninos...”.

          — Quem falou para eu vir fazer esta entrevista, e vir de sapato, foi minha namorada. Porque eu não vinha. Ela falou para eu comprar sapato, e o sapato está me apertando aqui, me atrapalhando.

          Nos últimos anos, o executivo vinha percebendo que os desafios pessoais para a novíssima geração eram diferentes, e que havia limites para o que eles estavam dispostos a ceder antes de se comprometer com um trabalho formal.

          — Não tem problema. Pode vir de tênis. O emprego é seu. 

          — Não, obrigado. Eu não quero emprego.

          O executivo parou estupefato. O menino continuou:

          — Todo mundo foi muito gentil, mas não vai dar. Esta camisa é do meu pai, eu tenho tatuagem, trabalho ouvindo música.

          — Então por que se candidatou, se não queria trabalhar?

          — Desculpe, eu não falei que não queria trabalhar.

          Novo espanto do executivo. Sentia nas falas dele e do rapaz uma dissintonia curiosa. Como ficou calado, esperando, o rapaz prosseguiu:

          — É muito arrumado aqui. E eu não quero ficar ouvindo falar de identidade corporativa, marco regulatório, desenvolvimento organizacional, demanda de mercado, sinergia, estratégia, parâmetros, metas, foco, valores... Desculpe, eu não sabia que era assim. Achava que era só fazer o trabalho direito e ver funcionar legal.

          O executivo ficou olhando a figura, contando até dez, olhos fixados naquele brinco. O garoto queria ter a liberdade dele, a camiseta colorida dele, o tênis furado dele, ouvir a música dele nos fones de ouvido, talvez trabalhar de madrugada e dormir de manhã. Não queria aquele mundo em que ele mesmo estava metido havia vinte anos. Conferiu de novo as qualificações do rapaz, aquele “excelente”. Ousou:

          — Trabalhar em casa você aceita?

          — Aceito.

          Queria o trabalho, não o emprego. Acertaram os detalhes. Assim caminha a humanidade.

    <http://tinyurl.com/n66pnvs>Acesso em: 15.03.2015. Adaptado.

    “E eu não quero ficar ouvindo falar de identidade corporativa, marco regulatório, desenvolvimento organizacional, demanda de mercado, sinergia, estratégia, parâmetros, metas, foco, valores...”


    A organização sintática, na construção desse período, foi possível porque as vírgulas empregadas separam

    Escolha uma alternativa para a questão 355424ca-b2
  • F72D9AB1-4A

    Português

    Análise sintática
    ENEM · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    E: Diva ... tem algumas ... alguma experiência pessoal que você passou e que você poderia me contar ... alguma coisa que marcou você? Uma experiência ... você poderia contar agora...


    I: É ... tem uma que eu vivi quando eu estudava o terceiro ano científico lá no Atheneu...né... é:: eu gostava muito do laboratório de química ... eu ... eu ia ajudar os professores a limpar aquele material todo ... aqueles vidros ... eu achava aquilo fantástico ... aquele monte de coisa ... né ... então ... todos os dias eu ia ... quando terminavam as aulas eu ajudava o professor a limpar o laboratório ... nesse dia não houve aula e o professor me chamou pra fazer uma limpeza geral no laboratório ... chegando lá ... ele me fez uma experiência ... ele me mostrou uma coisa bem interessante que ... pegou um béquer com meio d’água e colocou um pouquinho de cloreto de sódio pastoso... então foi aquele fogaréu desfilando... aquele fogaréu ... quando o professor saiu ... eu chamei umas duas colegas minhas pra mostrar a experiência que eu tinha achado fantástico ... só que ... eu achei o seguinte ... se o professor colocou um pouquinho... foi aquele desfile... imagine se eu colocasse mais ... peguei o mesmo béquer ... coloquei uma colher ... uma colher de cloreto de sódio ... foi um fogaréu tão grande ... foi uma explosão ... quebrou todo o material que estava exposto em cima da mesa eu branca... eu fiquei...olha..eu pensei que fosse morrer sabe ... quando ... o colégio inteiro correu pro laboratório pra ver o que tinha sido ...

    CUNHA, M. A. F. (Org.) . Corpus discurso & gramática: a língua falada e escrita na cidade de Natal. Natal: EdUFRN, 1998.


    Na transcrição de fala, especialmente, no trecho “eu branca...eu fiquei...olha...eu pensei que fosse morrer sabe...", há um estrutura sintática fragmentada, embora facilmente interpretável. Sua presença na fala revela

    Escolha uma alternativa para a questão f72d9ab1-4a
  • 81131ECE-31

    Português

    Análise sintática
    PUC - Campinas · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Atenção: Para responder à questão, considere o trecho abaixo, do romance Dois irmãos, do escritor amazonense Milton Hatoum. 

    Imagem da questão de Português, da prova de 2015

    É correta a seguinte afirmação:
    Escolha uma alternativa para a questão 81131ece-31
  • 80FA40DD-31

    Português

    Análise sintática
    PUC - Campinas · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Atenção: A questão refere-se a A e B, trechos de capítulos da obra Ginástica doce e yoga para crianças: método La Douce. 

    A.

    CAPÍTULO 2

    O CORPO

    Conhecer bem o corpo para fazê-lo trabalhar melhor

    Cinco extremidades: a cabeça, as mãos, os pés

    Para comunicar-se com tudo que a cerca, a criança usa a cabeça, as duas mãos e os dois pés.

    A cabeça permite-lhe ter acesso a todas as informações disponíveis. Sede do cérebro, ela fornece os recursos necessários para bem compreender seu ambiente. É igualmente através desta parte do corpo que penetram duas fontes de energia: o ar e o alimento.

    A cabeça se articula através do pescoço. Corredor estreito entre o cérebro e a parte inferior do corpo, o pescoço deve ser flexível para facilitar a qualidade das trocas.

    As mãos e os pés são verdadeiras antenas. Sua riqueza em terminações nervosas e vasos sanguíneos, assim como a possibilidade das inúmeras articulações, fazem deles instrumentos de extraordinária precisão. 


    B.

    CAPÍTULO 8

    AS EXTREMIDADES

    8.4 OS PÉS

    2. O limpador de para-brisas

    Posição: sentada com os braços atrás do corpo e as mãos apoiadas no chão

    − Gire os tornozelos para dentro e para fora;

    − Levante e abaixe os calcanhares mantendo as barrigas das pernas no chão (os dois juntos; depois um de cada vez). 

         Imagem da questão de Português, da prova de 2015

    Comenta-se corretamente sobre o que se tem no trecho B.
    Escolha uma alternativa para a questão 80fa40dd-31
  • 76BE6BDD-AD

    Português

    Análise sintática
    FGV · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
                       
              O velho Lima

          O velho Lima, que era empregado – empregado antigo – numa das nossas repartições públicas, e morava no Engenho de Dentro, caiu de cama, seriamente enfermo, no dia 14 de novembro de 1889, isto é, na véspera da Proclamação da República dos Estados Unidos do Brasil.
          O doente não considerou a moléstia coisa de cuidado, e tanto assim foi que não quis médico. Entretanto, o velho Lima esteve de molho oito dias.
          O nosso homem tinha o hábito de não ler jornais e, como em casa nada lhe dissessem (porque nada sabiam), ele ignorava completamente que o Império se transformara em República.
          No dia 23, restabelecido e pronto para outra, comprou um bilhete, segundo o seu costume, e tomou lugar no trem, ao lado do comendador Vidal, que o recebeu com estas palavras:
          – Bom dia, cidadão.
          O velho Lima estranhou o cidadão, mas de si para si pensou que o comendador dissera aquilo como poderia ter dito ilustre, e não deu maior importância ao cumprimento, limitando-se a responder:
          – Bom dia, comendador.
          – Qual comendador! Chama-me Vidal! Já não há mais comendadores!
          – Ora essa! Então por quê?
          – A República deu cabo de todas as comendas! Acabaram-se!
          O velho Lima encarou o comendador e calou-se, receoso de não ter compreendido a pilhéria.
          Ao entrar na sua seção, o velho Lima sentou-se e viu que tinham tirado da parede uma velha litografia representando D. Pedro de Alcântara. Como na ocasião passasse um contínuo, perguntou-lhe:
          – Por que tiraram da parede o retrato de Sua Majestade?
          O contínuo respondeu num tom lentamente desdenhoso:
          – Ora, cidadão, que fazia ali a figura do Pedro Banana?
          – Pedro Banana! – repetiu raivoso o velho Lima.
          – Não dou três anos para que isso seja República!

                                                      (Arthur Azevedo. Seleção de contos, 2014)

    Observe os trechos do texto:

    •  ... no dia 14 de novembro de 1889, isto é, na véspera da Proclamação da República dos Estados Unidos do Brasil. (1° parágrafo);

    •  – Ora, cidadão, que fazia ali a figura do Pedro Banana? (15° parágrafo)

    Usam-se as vírgulas nos dois trechos para separar, respectivamente:

    Escolha uma alternativa para a questão 76be6bdd-ad
  • 48C6FE57-A4

    Português

    Análise sintática
    UNESP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    A questão abordam um poema do português Eugênio de Castro (1869-1944).


    Imagem da questão de Português, da prova de 2015

    Na última estrofe do poema, os termos “Afilhadas do luar”, “mãos de rainha” e “Mãos que sois um perpétuo amanhecer” funcionam, no período de que fazem parte, como
    Escolha uma alternativa para a questão 48c6fe57-a4
  • 4868FF6E-A4

    Português

    Análise sintática
    UNESP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    A questão toma por base uma crônica de Luís Fernando Veríssimo.

                                                     A invasão

          A divisão ciência/humanismo se reflete na maneira como as pessoas, hoje, encaram o computador. Resiste-se ao computador, e a toda a cultura cibernética, como uma forma de ser fiel ao livro e à palavra impressa. Mas o computador não eliminará o papel. Ao contrário do que se pensava há alguns anos, o computador não salvará as florestas. Aumentou o uso do papel em todo o mundo, e não apenas porque a cada novidade eletrônica lançada no mercado corresponde um manual de instrução, sem falar numa embalagem de papelão e num embrulho para presente. O computador estimula as pessoas a escreverem e imprimirem o que escrevem. Como hoje qualquer um pode ser seu próprio editor, paginador e ilustrador sem largar o mouse, a tentação de passar sua obra para o papel é quase irresistível.

          Desconfio que o que salvará o livro será o supérfluo, o que não tem nada a ver com conteúdo ou conveniência. Até que lancem computadores com cheiro sintetizado, nada substituirá o cheiro de papel e tinta nas suas duas categorias inimitáveis, livro novo e livro velho. E nenhuma coleção de gravações ornamentará uma sala com o calor e a dignidade de uma estante de livros. A tudo que falta ao admirável mundo da informática, da cibernética, do virtual e do instantâneo acrescente-se isso: falta lombada. No fim, o livro deverá sua sobrevida à decoração de interiores.

                                                                                                     (O Estado de S.Paulo, 31.05.2015.)

    Os termos “o uso do papel” e “um manual de instrução” (1° parágrafo) se identificam sintaticamente por exercerem nas respectivas orações a função de
    Escolha uma alternativa para a questão 4868ff6e-a4
  • C170017D-9A

    Português

    Análise sintática
    PUC-GO · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 4

          A dúvida, continuou Laura, maldita dúvida. Essa é minha companheira, a sombra inconveniente que me segura pelos calcanhares, que há de seguir comigo até o túmulo. A morte de Tomázia, será que ela me convinha? Talvez me conviesse. Essa hipótese, eu não tenho como descartar. Seu desaparecimento anularia a prova de meu crime? Teria poder para apaziguar a culpa que continuava latejando mesmo depois de meu rompimento definitivo com Vítor? A dúvida acabou se revelando muito superior à certeza. Mil, um milhão de vezes mais forte. Talvez se eu tivesse sido obrigada a confessar meu crime aos pés de um juiz, se tivesse sido enjaulada entre mulheres que me odiavam, que me submetessem ao horror do estupro, que atentassem contra minha pessoa, a sensação de culpa tivesse sido atenuada. Juro que cheguei a sentir inveja do destino reservado às muçulmanas que cometem o pecado do adultério. Desejei, sim, ser publicamente difamada, arrastada pelos cabelos, enterrada até o pescoço, e, finalmente, ter a cabeça esfacelada a pedradas. Qualquer coisa, qualquer situação limite teria sido menos penosa do que seguir carregando a culpa, enquanto simulava a mais absoluta indiferença. Não tenho vocação para o disfarce, a simulação. Ah, como eu lamentei a perda de meu direito de exibir minha fraqueza como outras mulheres faziam! Mas não, eu tinha a permanente obrigação de ser forte, de estar preparada para o momento em que meu mundo viesse abaixo, como veio.

          A visão de mulheres com as cabeças esfaceladas, transformadas em um bolo de carne sangrento e disforme, partículas de cérebro espatifadas pra tudo que é lado, arrepiou meu corpo dolorido. Sentindo um princípio de náusea, comecei a fungar uma emoçãozinha desconfiada. Essa bruxa tá me embromando, penso, daqui a pouco eu entro na dela, caio em prantos e, alagada de piedade, abraço a velha, aliso seus cabelos grisalhos, cubro-lhe a face enrugada com beijinhos consoladores. Calma, tia, calma! Cuidado com a pressão. Tem aí algum tranquilizante que eu possa lhe dar?

                                       (BARROS, Adelice da Silveira. A mesa dos inocentes. Goiânia: Kelps, 2010. p. 23.)

    Assinale a alternativa que apresenta a mesma função sintática grifada no seguinte trecho retirado do Texto 4: “Ah, como eu lamentei a perda de meu direito de exibir minha fraqueza como outras mulheres faziam":
    Escolha uma alternativa para a questão c170017d-9a
  • 7404C3F5-4C

    Português

    Análise sintática
    PUC - Campinas · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2015

    Segmentos do parágrafo 2 apresentam-se, abaixo, associados a comentários. Levando em conta o contexto e a norma-padrão escrita, o comentário adequado ao trecho transcrito é:
    Escolha uma alternativa para a questão 7404c3f5-4c
  • DC89F743-FA

    Português

    Análise sintática
    Universidade Federal do Ceará · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2014

    COLASANTI, Marina. Eu sei, mas não devia. Rio de Janeiro: Rocco, 1996, p. 130-132. 

    Assinale a alternativa em que a expressão destacada tem a mesma função sintática da grifada na oração: Os fragmentos das muralhas não parecem impostos à terra, mas emergentes dela.
    Escolha uma alternativa para a questão dc89f743-fa
  • C184872A-F9

    Português

    Análise sintática
    Universidade Federal do Ceará · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2014

    TURKLE, Sherry. Mensagens de texto deixam você solitário. Superinteressante. Disponível em: . Acesso em 11 jan. 2014.


    Com base no texto 2, responda à questão.

    No trecho “Ao enviar nossas imagens editadas, nós trapaceamos uns aos outros.” (linhas 17-18), além de tempo, infere-se a noção de:
    Escolha uma alternativa para a questão c184872a-f9
  • E2A3F81C-E6

    Português

    Análise sintática
    IF-BA · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, da prova de 2014
    Imagem da questão de Português, da prova de 2014
    Sobre os termos coesivos que compõem esse texto, identifique com V as afirmativas verdadeiras e com F, as falsas.


    ( ) “que” (l. 04) retoma o termo “plêiade” (l.1) e, além de exercer a função sintática de sujeito, introduz uma oração de caráter restritivo.

    ( ) “embora” (l. 08) inicia uma oração subordinada de valor adverbial, que denota a ideia de concessão.

    ( ) “que” (l. 11) é um pronome relativo que retoma a expressão “cirurgião plástico” (l.10), e, além de exercer a função sintática de sujeito, introduz uma oração de valor de adjetivo.

    ( ) “que” (l. 20) resgata a expressão “rapaz de Caxias (RJ)” (l.19) e a oração que inicia exerce função subjetiva.

    ( ) “que” (l. 38) é um pronome relativo que inicia uma oração adjetiva restritiva, relacionada com o termo “planeta” (l.38) e exerce a função de adjunto adverbial.



    A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é:
    Escolha uma alternativa para a questão e2a3f81c-e6
  • E29FB697-E6

    Português

    Análise sintática
    IF-BA · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, da prova de 2014
    Imagem da questão de Português, da prova de 2014
    Do ponto de vista sintático-semântico, a única afirmativa que faz uma análise em desacordo com as relações estabelecidas entre as palavras e/ou expressões destacadas é a explicitada na alternativa
    Escolha uma alternativa para a questão e29fb697-e6
  • 4F0FB95F-E5

    Português

    Análise sintática
    FMP · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO 2


        São muitos e variados os analistas do mundo virtual. Gente que lida com tecnologia acaba por tentar entender também de comportamentos. Explicam quase tudo o que você deve saber das redes sociais, do perfil de quem está no Facebook e do público que vai consumir a novidade do ...... que vem.

        Mas estão escassos os que vão além do chute e oferecem a compreensão de coisas do mundo real com a mesma capacidade de convencimento dos analistas do mundo virtual. Sei, você vai dizer que é tudo a mesma coisa, porque são as pessoas que fazem o mundo virtual. Pois então ...... os rolezinhos causam tanto estranhamento?

        Os jovens das periferias invadem shoppings para zoar. Circulam pelos corredores, se beijam, cantam, revoam. Inquietam, assustam, constrangem e também, claro, entusiasmam quem ...... o início de um fenômeno social com potencial transformador.


    (Extraído do artigo intitulado “As nossas bolhas”, de Moisés Mendes, publicado no jornal Zero Hora de 19.1.2014, p.14.) 
    Atente para as afirmativas a seguir a respeito do texto 2:


    I – O primeiro período do segundo parágrafo é composto por subordinação.

    II – O termo “tanto estranhamento”, no último período do segundo parágrafo, tem função de objeto direto.

    III – O termo “Os jovens das periferias”, no primeiro período do último parágrafo, tem função de sujeito subentendido de todos os verbos do período subsequente.



    Está(ão) correta(s):
    Escolha uma alternativa para a questão 4f0fb95f-e5
  • 4EFEF731-E5

    Português

    Adjetivos
    FMP · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO 1

        No filme Precisamos Falar sobre o Kevin, os pais ignoram por anos os sinais de sérios distúrbios psicológicos que o filho apresenta. Até o dia em que o monstrinho em gestação se encorpa ...... ponto de destroçar vidas inocentes e a própria família. O silêncio é cúmplice da desgraça. Os gastos sociais do governo são o nosso Kevin.

         Em um país com tanta pobreza, deixar o governo gastar ...... vontade parece ser a coisa certa a fazer – e, no campo das boas intenções, é mesmo. Como condenar um modelo de bem-estar social quando tantas crianças ainda passam fome? Como criticar maiores gastos com saúde e educação em um país com população tão carente?

         O problema é que as leis econômicas não distinguem ...... boas das más intenções. O resultado é que criamos um monstrengo estatal, inchado, corrupto e incompetente, incapaz de resolver ...... questões sociais apesar de já arrecadar quase 40% do PIB em impostos.


    (Extraído do artigo “Precisamos Falar sobre Kevin”, de Rodrigo Constantino, publicado na revista Veja de 19.3.2014, p.29.)
    Considere as afirmativas a seguir relativamente ao texto 1:


    I – Na primeira frase do último parágrafo, utilizam-se três adjetivos.

    II – O termo “Em um país com tanta pobreza”, no primeiro período do segundo parágrafo, tem função de adjunto adverbial.

    III – O termo “leis econômicas”, no primeiro período do último parágrafo, tem função de objeto direto.


    Está(ao) correta(s):
    Escolha uma alternativa para a questão 4efef731-e5