Questões do ENEM: Linguagens e Gêneros Textuais

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274 questões encontradas. Mostrando a página 2 de 14.

  • D72B29C4-C0

    Português

    Gêneros Textuais
    PUC - RS · 2023MédioEntre para guardar nos favoritos
    O poema a seguir integra o livro Primeiro caderno do aluno de poesia Oswald de Andrade (1927), de Oswald de Andrade (1890-1954). 

    Meus oito anos

    Oh que saudades que eu tenho
    Da aurora de minha vida
    Das horas
    De minha infância
    Que os anos não trazem mais
    Naquele quintal de terra
    Da Rua de Santo Antônio
    Debaixo da bananeira
    Sem nenhum laranjais

    Eu tinha doces visões
    Da cocaína da infância
    Nos banhos de astro-rei
    Do quintal de minha ânsia
    A cidade progredia
    Em roda de minha casa
    Que os anos não trazem mais
    Debaixo da bananeira
    Sem nenhum laranjais

    ANDRADE, Oswald de. Caderno de poesia do aluno Oswald
    (Poesias reunidas). São Paulo: Círculo do Livro, 1985. p. 158-159.

    Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) para as afirmações a respeito do poema e de seu autor.

    ( ) O poema de Oswald de Andrade faz uma releitura, em tom de paródia, do poema homônimo de Casimiro de Abreu, poeta romântico.
    ( ) A agramaticalidade do verso “Sem nenhum laranjais” relaciona-se com o projeto modernista brasileiro, que considerava o coloquialismo e a fala popular, entre outros elementos, como contribuições importantes para a construção de uma língua e uma literatura genuinamente brasileiras.
    ( ) A oposição entre o “quintal de terra/ Da Rua de Santo Antônio” e a cidade que “progredia/ Em roda de minha casa” assinala o processo de migração do campo para a cidade, antecipando uma temática que será recorrente no Romance de 30.

    O correto preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
    Escolha uma alternativa para a questão d72b29c4-c0
  • 20A82D06-AE

    Português

    Gêneros Textuais
    UNICAMP · 2023MédioEntre para guardar nos favoritos
    O indigenista Bruno Pereira e o jornalista inglês Dom Phillips foram assassinados numa emboscada na região do Vale do Javari, em Atalaia do Norte, no Estado do Amazonas, em 5 de junho de 2022. Ambos investigavam atividades ilegais e predatórias na região e empenharam suas vidas na defesa dos povos indígenas.

    A crônica de Bessa Freire (texto I) e a tira de Laerte (texto II) fazem uma homenagem a Bruno Pereira e Dom Phillips.

    TEXTO I

    Cercado por árvores no meio da floresta, Bruno Pereira entoa um canto em katukina, língua dos Kanamari:
    – Wahanararai wahanararai, marinawah kinadik marinawah kinadik; tabarinih hidya hidyanih, hidja hidjanih.
    As palavras falam literalmente sobre o modo como a arara alimenta seus filhotes e é um hino em defesa da floresta e dos povos originários. A risada gostosa de Bruno exibe seu jeito de mostrar que a vida pode ser maravilhosa, mas foi interrompida tão cedo, provocando o sentimento ambíguo de desespero e esperança. 

    (Adaptado de BESSA FREIRE, J. R. Dom e Bruno: Amazônia, sua linda! Disponível em https://www.taquiprati.com.br/cronica/1645-dom-e-bruno-amazonia-sua-linda. Acesso em 20/06/2022.)

    TEXTO II 

    11_2 .png (404×296) 

    (Tweet de @LaerteCoutinho1. Disponível em https://mobile.twitter.com/Laerte Coutinho1/status/1538487867600687105. Acesso em 24/06/2022.)

    Considerando a cena relatada nos textos I e II e os diferentes gêneros de texto, é correto afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão 20a82d06-ae
  • 20995071-AE

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    UNICAMP · 2023FácilEntre para guardar nos favoritos
    Árvore ameaçada de extinção é sagrada para o povo xokleng; iniciativa calcula já ter produzido 50 mil mudas.

    Reflorestar a Terra Indígena Laklãnõ Xokleng com sua árvore sagrada, a araucária, é o objetivo de um projeto criado no oeste de Santa Catarina. O trabalho, segundo os indígenas que participam da iniciativa, já resultou em 50 mil mudas.

    A população de xoklengs em Santa Catarina está estimada em 2.200 pessoas. A área, reivindicada para demarcação, é a base para o julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a tese do marco temporal – critério segundo o qual indígenas só poderiam requerer terras já ocupadas por eles antes da promulgação da Constituição de 1988.

    “A araucária representa nossa vida, o ar que a gente respira, a árvore sagrada que nossos ancestrais deixaram para nós há mais de 2.000 anos”, diz Isabel Gakran, que ocupa o cargo de kujá, uma jovem xamã. Ela e o marido, Carl Gakran, são os idealizadores do Instituto Zág (araucária, na língua xokleng). 

    (Adaptado de LUC, M. Projeto de indígenas planta araucárias em Santa Catarina. Folha de São Paulo, 16/07/2022.)

    No gênero notícia, predomina a função referencial da linguagem. No texto, o que evidencia essa predominância é a
    Escolha uma alternativa para a questão 20995071-ae
  • BFDCD4BF-68

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    Ensino Einstein · 2022Entre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia um trecho do prefácio “Um gênero tipicamente brasileiro”, do escritor Humberto Werneck, publicado na antologia Boa companhia: crônicas.

        Fernando Sabino e Rubem Braga, por longos anos obrigados a desovar crônicas diárias, não se limitavam, nas horas de aperto, a requentar seus requintados escritos — chegaram a permutar, na moita, velhos recortes, na suposição de que os textos, de tão antigos, já se houvessem apagado da memória do leitor de jornal, recuperando assim a virgindade tipográfica. O troca-troca, contado por Fernando Sabino na crônica “O estranho ofício de escrever”, merece ser aqui reproduzido:

        Éramos três condenados à crônica diária: Rubem no Diário de Notícias, Paulo no Diário Carioca e eu no O Jornal. Não raro um caso ou uma ideia, surgidos na mesa do bar, servia de tema para mais de um de nós. Às vezes para os três. Quando caiu um edifício no bairro Peixoto, por exemplo, três crônicas foram por coincidência publicadas no dia seguinte, intituladas respectivamente: “Mas não cai?”, “Vai cair” e “Caiu”.
         Até que um dia, numa hora de aperto, Rubem perdeu a cerimônia: 
        — Será que você teria aí uma crônica pequenininha para me emprestar?
        Procurei nos meus guardados e encontrei uma que talvez servisse: sobre um menino que me pediu um cruzeiro para tomar uma sopa, foi seguido por mim até uma miserável casa de pasto da Lapa: a sopa existia mesmo, e por aquele preço. Chamava-se “O preço da sopa”. Rubem deu uma melhorada na história, trocou “casa de pasto” por “restaurante”, elevou o preço para cinco cruzeiros, pôs o título mais simples de “A sopa”.
        Tempos mais tarde chegou a minha vez — nada como se valer de um amigo nas horas difíceis:
         — Uma crônica usada, de que você não precisa mais, qualquer uma serve.     — Vou ver o que posso fazer
        — prometeu ele. Acabou me dando de volta a da sopa.
        — Logo esta? — protestei.    
        — As outras estão muito gastas.
        Sou pobre mas não sou soberbo. Ajeitei a crônica como pude, toquei-lhe uns remendos, atualizei o preço para dez cruzeiros e liquidei de vez com ela, sob o título: “Esta sopa vai acabar”.

        Eternamente deleitável ou imediatamente deletável — depende menos do tema do que das artes do autor —, a crônica pode não ser um “gênero de primeira necessidade, a não ser talvez para os escritores que a praticam”, como sustentava Luís Martins — um dos recordistas brasileiros nesse ramo de escreveção. Um subgênero, há quem desdenhe. “Literatura em mangas de camisa”, diz-se em Portugal. Mas, para o crítico Wilson Martins, trata-se de uma “espécie literária” que de jornalístico “só tem o fato todo circunstancial de aparecer em periódicos.”

    (Humberto Werneck (org.). Boa companhia: crônicas, 2005. Adaptado.)
    Uma característica presente no prefácio de Humberto Werneck e bastante recorrente no gênero crônica é:
    Escolha uma alternativa para a questão bfdcd4bf-68
  • 7E004418-04

    Português

    Gêneros Textuais
    UFGD · 2022Muito difícilEntre para guardar nos favoritos
    No que se refere à obra A borra do café, de Mario Benedetti, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 7e004418-04
  • 7DF8F368-04

    Português

    Gêneros Textuais
    UFGD · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto I

    GÊNEROS TEXTUAIS

    Autobiografia: [...] narração retrospectiva em prosa que uma pessoa real faz da sua própria existência, uma vez que põe ênfase na sua vida individual, em particular a história da sua personalidade. Ou seja, relatos escritos pelo indivíduo com referência a si próprio (o que exclui as biografias), apresentados como diretamente referenciais (o que exclui os romances) e, por isso, relativos a uma vida inteira ou ao essencial de uma vida (o que exclui ao mesmo tempo as memórias da infância [...] e os diários íntimos).

    Biografia: [...] descrição material, sistemática e histórica dos livros; arrolamento alfabético das obras de um autor ou a seu respeito, de uma época, movimento, tendência, etc. Quando acompanhada de julgamento acerca do conteúdo das obras, recebe o nome de biografia crítica. E as listas em que se enumeram as classificações sistemáticas dos livros chamam-se biografias das biografias.

    Diário: [...] relato de acontecimentos ocorridos durante as vinte e quatro horas do dia. [...] Obedece ao calendário, ao presente fugaz de cada dia, o diário pode ser de vários tipos, conforme a ênfase recaia nos acontecimentos ou nas reflexões que suscitam. Desde os episódios políticos até a pura introspecção, passando pelo registro crítico dos cenários e das peripécias que as viagens propiciam [...].

    MOISÉS, Massaud. Dicionário de termos literários. 12. ed. rev.,ampl. e atual. São Paulo: Cultrix, pp. 14, 47, 57 e 123-124, 2013.


    Texto II

    [...] A escrita, ao fim e ao cabo, é uma tentativa de compreender as circunstâncias próprias e clarificar a confusão da existência, inquietudes que não atormentam as pessoas normais, só os inconformistas crônicos, muitos dos quais acabam convertidos em escritores depois de terem fracassado em outros ofícios. Esta teoria tirou-me um peso de cima: não sou um monstro, há outros como eu. [...] A raiz do meu problema foi sempre a mesma: incapacidade de aceitar o que a outros parece natural e uma tendência irresistível para emitir opiniões que ninguém deseja ouvir [...]. Mais tarde, durante os meus anos de jornalista, a curiosidade e o atrevimento tiveram algumas vantagens [...].

    ALLENDE, Isabel. Meu país inventado. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003.


    Com uma vida marcada pelo golpe militar orquestrado por Augusto Pinochet, o posterior exílio na Venezuela e sua mudança para os Estados Unidos, Isabel Allende nunca mais voltou a viver em seu país natal, o Chile, mesmo após o restabelecimento da democracia. Sobre seu livro Meu País Inventado, é correto afirmar que se trata de
    Escolha uma alternativa para a questão 7df8f368-04
  • 7DF1A720-04

    Português

    Gêneros Textuais
    UFGD · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia um trecho de O arquivo, de Victor Giudice.


    No fim de um ano de trabalho, joão obteve uma redução de quinze por cento em seus vencimentos. joão era moço. Aquele era seu primeiro emprego.

    Não se mostrou orgulhoso, embora tenha sido um dos poucos contemplados. Afinal, esforçara-se. Não tivera uma só falta ou atraso. Limitou-se a sorrir, a agradecer ao chefe.
     
    No dia seguinte, mudou-se para um quarto mais distante do centro da cidade. Com o salário reduzido, podia pagar um aluguel menor.

    Passou a tomar duas conduções para chegar ao trabalho. No entanto, estava satisfeito. Acordava mais cedo, e isto parecia aumentar-lhe a disposição.

    Dois anos mais tarde, veio outra recompensa. [...]

    GIUDICE, Victor. O arquivo. Disponível em: http://victorgiudice.com/contos.html. Acesso em: 23 out. 2021 (fragmento).


    Com relação às características do gênero textual em análise, é correto afirmar que O arquivo apresenta
    Escolha uma alternativa para a questão 7df1a720-04
  • FAA9012F-B0

    Português

    Gêneros Textuais
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos
    Clarice Lispector nasceu em uma aldeia na Ucrânia (Antiga União Soviética). Ao chegar ao Brasil, desembarcou em Manaus, quando tinha dois meses de idade, depois se mudou para Recife. Viveu fora do Brasil, fez leituras de grandes brasileiros e de estrangeiros, trazendo inovações, produzindo um estilo que a tornou uma das grandes escritoras de Língua Portuguesa. Leia um fragmento de um dos capítulos de seu primeiro livro. 

    ALEGRIAS DE JOANA

        A liberdade que às vezes sentia. Não vinha de reflexões nítidas, mas de um estado como feito de percepções por demais orgânicas para serem formuladas em pensamentos. Às vezes, no fundo da sensação tremulava uma ideia que lhe dava leve consciência de sua espécie e de sua cor.

        O estado para onde deslizava quando murmurava: eternidade. O próprio pensamento adquiria uma qualidade de eternidade. Aprofundava-se magicamente e alargava-se, sem propriamente um conteúdo e uma forma, mas sem dimensões também. A impressão de que se conseguisse manter-se na sensação por mais uns instantes teria uma revelação — facilmente, como enxergar o resto do mundo apenas inclinando-se da terra para o espaço. Eternidade não era só o tempo, mas algo como a certeza enraizadamente profunda de não poder contê-lo no corpo por causa da morte; a impossibilidade de ultrapassar a eternidade era eternidade; e também era eterno um sentimento em pureza absoluta, quase abstrato. Sobretudo dava ideia de eternidade a impossibilidade de saber quantos seres humanos se sucederiam após seu corpo, que um dia estaria distante do presente com a velocidade de um bólido. Definia eternidade e as explicações nasciam fatais como as pancadas do coração. Delas não mudaria um termo sequer, de tal modo eram sua verdade. Porém mal brotavam, tornavam-se vazias logicamente.

        Definir a eternidade como uma quantidade maior que o tempo e maior mesmo do que o tempo que a mente humana pode suportar em ideia também não permitiria, ainda assim, alcançar sua duração. Sua qualidade era exatamente não ter quantidade, não ser mensurável e divisível porque tudo o que se podia medir e dividir tinha um princípio e um fim. Eternidade não era a quantidade infinitamente grande que se desgastava, mas eternidade era a sucessão.

    LISPECTOR, Clarice. Perto do Coração Selvagem: Rio de Janeiro: Rocco, 2019. 
    Em Alegrias de Joana, deve-se compreender que o narrador inicia o texto e o desenvolve, em estilo, no qual predomina a forma  
    Escolha uma alternativa para a questão faa9012f-b0
  • 643DC68B-B0

    Português

    Gêneros Textuais
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos

    O (não) lugar do “pardo”

         Lá no fim do século XIX e no começo do XX, o Brasil passava pelo dilema que todas as nações modernas enfrentaram (e, de certa maneira, ainda enfrentam): como criar uma identidade nacional que justifique e mantenha o Estado?

         Notem que eu ouso criar, porque é bem isso mesmo, inventar uma história que servisse aos interesses da elite dominante e homogeneizasse a população brasileira. Ora, essa população era formada, principalmente, por pretos escravos ou ex-escravos, indígenas perseguidos e uma parcela de gente branca. No centro da discussão estava: quem seria o cidadão brasileiro.

         Houve quem defendesse a educação para o trabalho: ensinar os pretos amolecidos e degenerados pela escravidão (faz me rir) a trabalhar resignado. Teve aqueles que achavam que a inferioridade dos pretos era tão grande que não adiantava educar nem nada, era melhor expulsar ou deixar morrer. O Brasil, em seus debates sobre a nação e seus cidadãos, bebeu muito das teorias racialistas que estavam em voga na Europa e sendo amplamente utilizadas para justificar a colonização na África depois de séculos e séculos de saque humano. [...]

        Daí surge o pardo como a gente conhece hoje. O pardo não é raça, não é povo, não é cidadão brasileiro. Ele é o estágio transitório entre a base da pirâmide (os negros) e o topo (os brancos). Não é branco, ainda não chegou no estágio sublime de branquitude que garante o direito à vida, oportunidades e cidadania, mas é prova viva da boa vontade e do esforço de se embranquecer tão valorizado por uma elite branca que, desde sempre, morre de medo dos pretos fazerem daqui o Haiti.

         Como fala Foucault, o poder, no estado moderno, não é negativo, ele é normatizador. Ou seja, estabelece normas de conduta, estéticas, discursivas, e beneficia aqueles que fazem o jogo. No caso do Brasil, o jogo da branquitude. Quanto mais branco você tentar ser, seja usando intervenções estéticas ou compartilhando o discurso político e social, mais “tolerável” você vai ser. Nisso, nós que somos claros, temos uma vantagem: o branqueamento estético é mais alcançável para nós. Mas nada disso garante que você vai passar de boa em uma sociedade racialmente hierarquizada, o embranquecimento é, sobretudo, uma mutilação. E pra quem ainda tem dúvidas, mutilação é sempre ruim ok? Não tem gradação de violência e mutilação. [...]


    https://medium.com/@isabelapsena/o-n%C3%A3o-lugar-do-pardo 

    Considerando o contexto de circulação de um artigo de opinião e o propósito discursivo do produtor do texto acima, os recursos argumentativos utilizados têm a função de 
    Escolha uma alternativa para a questão 643dc68b-b0
  • B5A52E4C-A9

    Português

    Gêneros Textuais
    UECE · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos
    Texto 2

    Da solidão 

    texto_8 - 12 1.png (352×353) 
    texto_8 - 12 2 .png (348×790)  

    MEIRELES, Cecília. Da solidão. In: MEIRELES, Cecília. Janela Mágica. São
    Paulo: Global, 2016, pp. 71-74. 
    O recurso que classifica o texto 2 como uma crônica é a
    Escolha uma alternativa para a questão b5a52e4c-a9
  • B5A0E08A-A9

    Português

    Gêneros Textuais
    UECE · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto 2

    Da solidão 

    texto_8 - 12 1.png (352×353) 
    texto_8 - 12 2 .png (348×790)  

    MEIRELES, Cecília. Da solidão. In: MEIRELES, Cecília. Janela Mágica. São
    Paulo: Global, 2016, pp. 71-74. 
    A partir da leitura da crônica “Da solidão”, de Cecília Meireles, nota-se a presença dos seguintes elementos que caracterizam o estilo da escritora:
    Escolha uma alternativa para a questão b5a0e08a-a9
  • 99400FCF-A2

    Português

    Gêneros Textuais
    UECE · 2022Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Texto 1
    OAB
    NOTA DE REPÚDIO

    texto_1 - 1 .png (362×86)
    texto_6 - 32 .png (362×482)
    texto_33 - 61 .png (358×518)

    Disponível em https:oabce.org.br. Acesso em: 6 de out.de 2022
    (adaptado).
    O gênero do texto 1 é uma nota de repúdio. Isso se marca, principalmente, pelas características manifestadas em um texto
    Escolha uma alternativa para a questão 99400fcf-a2
  • 373A5D8B-63

    Português

    Gêneros Textuais
    ENEM · 2022DifícilEntre para guardar nos favoritos

        Vanda vinha do interior de Minas Gerais e de dentro de um livro de Charles Dickens. Sem dinheiro para criá-la, sua mãe a dera, com seus sete anos, a uma conhecida. Ao recebe-la, a mulher perguntou o que a garotinha gostava de comer. Anotou tudo num papel. Mal a mãe virou as costas, no entanto a fulana amassou a lista e, como uma vilã de folhetim, decretou: "A partir de hoje, você não vai mais nem sentir cheiro dessas comidas!".

       Vanda trabalhou lá até os quinze anos, quando recebeu a carta de uma prima com uma nota de cem cruzeiros, saiu de casa com a roupa do corpo e fugiu num ônibus para São Paulo.

        Todas as vezes que eu e minha irmã a importunávamos com nossas demandas de criança mimada, ela nos contava histórias da infância de gata-borralheira, fazia-nos apertar seu nariz quebrado por uma das filhas da “patroa” com um rolo de amassar pão e nos expulsava da cozinha: “Sai pra lá, peste, e me deixa acabar essa janta”.

    PRATA, A. Nu de botas. São Paulo: Cia. das Letras, 2013 (adaptado). 


    Pela ótica do narrador, a trajetória da empregada de sua casa assume um efeito expressivo decorrente da 

    Escolha uma alternativa para a questão 373a5d8b-63
  • 3723A0B0-63

    Português

    Gêneros Textuais
    ENEM · 2022DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Ser cronista

        Sei que não sou, mas tenho meditado ligeiramente no assunto. 
        Crônica é um relato? É uma conversa?  É um resumo de um estado de espírito? Não sei, pois antes de começar a escrever para o Jornal do Brasil, eu só tinha escrito romances e contos. 
        E também sem perceber, à medida que escrevia para aqui, ia me tornando pessoal demais, correndo o risco de em breve publicar minha vida passada e presente. o que não pretendo. Outra coisa notei: basta eu saber que estou escrevendo para o jornal, isto é, para algo aberto facilmente por todo o mundo, e não para um livro, que só é aberto por quem realmente quer, para que, sem mesmo sentir, o modo de escrever se transforme. Não é que me desagrade mudar, pelo contrário. Mas queria que fossem mudanças mais profundas e interiores que não viessem a se refletir no escrever. Mas mudar só porque isso é uma coluna ou uma crônica? Ser mais leve só porque o leitor assim o quer? Divertir? Fazer passar uns minutos de leitura? E outra coisa: nos meus livros quero profundamente a comunicação profunda comigo e com o leitor. Aqui no jornal apenas falo com o leitor e agrada-me que ele fique agradado. Vou dizer a verdade: não estou contente.

    LISPECTOR, C. In: A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

    No texto, ao refletir sobre a atividade do cronista, a autora questiona característica do gênero crônica como
    Escolha uma alternativa para a questão 3723a0b0-63
  • 37057445-63

    Português

    Gêneros Textuais
    ENEM · 2022Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    O complexo de falar difícil


            O que importa realmente é que o(a) detentor(a) do notável saber jurídico saiba quando e como deve fazer uso desse português versão 2.0, até porque não tem necessidade de alguém entrar numa padaria de manhã com aquela cara de sono falando o seguinte: “Por obséquio, Vossa Senhoria teria a hipotética possibilidade de estabelecer com minha pessoa umarelação de compra e venda, mediante as imposições dos códigos Civil e do Consumidor, para que seja possível a obtenção de 10 pãezinhos em temperatura estável para que a relação pecuniária no valor de RS 5,00 seja plenamente legitima e capaz de saciarminha fome matinal?”.


            O problema é que temos uma cultura de valorizar quem demonstra ser inteligente ao invés de valorizar quem é. Pela nossa lógica, todo mundo que fala dificil tende a ser mais inteligente do que quem valoriza o simples, 99,9% das pessoas que estivessem na padaria iriam ficar boquiabertas se alguém fizesse uso das palavras que eu disse acima em plenas 7 da manhã em vez de dizer: “Bom dia! O senhor poderia me vender cinco reais de pão francês?”


        Agora entramos na parte interessante: o que realmente é falar dificil? Simplesmente fazer uso de palavras que a maioria nao faz ideia do que seja é um ato de falar difícil? Eu penso que não, mas é assim que muita gente age. Falar dificil é fazer uso do simples, mas com coerência e coesão, deixar tudo amarradinho gramaticalmente falando. Falar dificil pode fazer alguém parecer inteligente, mas não por muito tempo. É claro que em alguns momentos não temos como fugir do português rebuscado, do juridiquês propriamente dito, como no caso de documentos jurídicos, entre outros.

    ARAÚJO, H. Disponível om: www.diariojurista.com Acesso em 20 nov. 2021 (adaptado)
     

    Nesso artigo de opinião, ao fazer uso de uma fala rebuscada no exemplo da compra do pão, o autor
    evidencia a importância de(a)

    Escolha uma alternativa para a questão 37057445-63
  • 3702E71B-63

    Português

    Gêneros Textuais
    ENEM · 2022DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Mas seu olhar verde, inconfundível, impressionante, iluminava com sua luz misteriosa as sombrias arcadas superciliares, que pareciam queimadas por ela, dizia logo a sua origem cruzada e decantada através das misérias e dos orgulhos de homens de aventura, contadores de histórias fantásticas, e de mulheres caladas e sofredoras, que acompanhavam os maridos e amantes através das matas intermináveis, expostas às febres, às feras, às cobras do sertão indecifrável, ameaçador e sem fim, que elas percorriam com a ambição única de um “pouso” onde pudessem viver, por alguns dias, a vida ilusória de família e de lar, sempre no encalço dos homens, enfebrados pela procura do ouro e do diamante.
    PENNA, C. Fronteira. Rio de Janeiro: Tecnoprint, s/d.

    Ao descrever os olhos de Maria Santa, o narrador estabelece correlações que refletem a
    Escolha uma alternativa para a questão 3702e71b-63
  • 36EFF7B8-63

    Português

    Gêneros Textuais
    ENEM · 2022DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Ela era linda. Gostava de dançar, fazia teatro em São Paulo e sonhava ser atriz em Hollywood. Tinha 13 anos quando ganhou uma câmera de vídeo — e uma irmã. As duas se tornaram suas companheiras de experimentações. Adolescente, Elena vivia a criar filminhos e se empenhava em dirigir a pequena Petra nas cenas que inventava. Era exigente com a irmã. E acreditava no potencial da menina para satisfazer seus arroubos de diretora precoce. Por cinco anos, integrou algumas das melhores companhias paulistanas de teatro e participou de preleções para filmes e trabalhos na TV. Nunca foi chamada. No início de 1990, Elena tinha 20 anos quando se mudou para Nova York para cursar artes cênicas e batalhar uma chance no mercado americano. Deslocada, ansiosa, frustrada após alguns testes de elenco malsucedidos, decepcionada com a ausência de reconhecimento e vitimada por uma depressão que se agravava com a falta de perspectivas, Elena pôs fim à vida no segundo semestre. Petra tinha 7 anos. Vinte anos depois, é ela, a irmã caçula, que volta a Nova York para percorrer os últimos passos da irmã, vasculhar seus arquivos e transformar suas memórias em imagem e poesia.
    Elena é um filme sobre a irmã que parte e sobre a irmã que fica. É um filme sobre a busca, a perda, a saudade, mas também sobre o encontro, o legado, a memória. Um filme sobre a Elena de Petra e sobre a Petra de Elena, sobre o que ficou de uma na outra e, essencialmente, um filme sobre a delicadeza.

    VANUCHI, C. Época, 19 out. 2012 (adaptado)

    O texto é exemplar de um gênero discursivo que cumpre a função social de
    Escolha uma alternativa para a questão 36eff7b8-63
  • 25C869DB-7A

    Português

    Gêneros Textuais
    ENEM · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos

    Espaço e memória


                O termo “Na minha casa...” é uma metáfora que guarda múltiplas acepções para o conjunto de pessoas, de adeptos, dos que creem nos orixás. Múltiplos deuses que a diáspora negra trouxe para o Brasil. Refere-se ao espaço onde as comunidades edificaram seus templos, referência de orgulho, aludindo ao patrimônio cultural de matriz africana, reelaborado em novo território.


                O espaço é fundamental na constituição da história de um povo. Halbwachs (1941, p. 85), ao afirmar que “não há memória coletiva que não se desenvolva em um quadro espacial”, aponta para a importância de aspecto tão significativo no desenvolvimento da vida social.


                Lugar para onde está voltada a memória, onde aqueles que viveram a condição-limite de escravo podiam pensar-se como seres humanos, exercer essa humanidade e encontrar os elementos que lhes conferiam e garantiam uma identidade religiosa diferenciada, com características próprias, que constituiu um “patrimônio simbólico do negro brasileiro (a memória cultural da África), afirmou-se aqui como território político-mítico-religioso para sua transmissão e preservação” (SODRÉ, 1988, p. 50).


    BARROS, J. F. P. Na minha casa. Rio de Janeiro: Pallas, 2003.



    Na construção desse texto acadêmico, o autor se vale de estratégia argumentativa bastante comum a esse gênero textual, a intertextualidade, cujas marcas são 

    Escolha uma alternativa para a questão 25c869db-7a
  • 25B9D464-7A

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    ENEM · 2022DifícilEntre para guardar nos favoritos

    E.C.T.


                Tava com um cara que carimba postais

                E por descuido abriu uma carta que voltou

                Tomou um susto que lhe abriu a boca

                Esse recado veio pra mim, não pro senhor


                Recebo craque colante, dinheiro parco embrulhado

                Em papel carbono e barbante e até cabelo cortado

                Retrato de 3X4

                Pra batizado distante

                Mas, isso aqui, meu senhor, é uma carta de amor


                [...]

                Mas esse cara tem a língua solta

                A minha carta ele musicou

                [...]

                Ouvi no rádio a minha carta de amor


    CARLINHOS BROWN; MARISA MONTE; NANDO REIS. Cássia Eller.

    Rio de Janeiro: Polygram, 1994 (fragmento).



    Considerando-se as características do gênero carta de amor, o conflito gerador do fato relatado na letra da canção deve-se à

    Escolha uma alternativa para a questão 25b9d464-7a
  • 25B71EF5-7A

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    ENEM · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos

    A invenção de Hugo Cabret


            O livro conta a jornada de Hugo Cabret, um menino órfão que mora em uma estação de trem parisiense, nos anos 1930. Seu trabalho é a manutenção do relógio da estação, porém a tarefa que lhe tem uma importância maior é completar a construção de um autômato — espécie de robô — deixado a ele pelo pai. Junto de sua mais nova amiga, Isabelle, sobrinha do amargo mercador de brinquedos, Hugo embarca em uma enorme aventura em busca de respostas para suas inúmeras perguntas.


            O que chama atenção antes mesmo do início da leitura é o visual do livro. Muito bonito, colorido e simbólico. Brian, além de escrever, ilustrou toda a sua obra. E são essas mesmas ilustrações que constroem o grande clímax ao redor da leitura. O autor simula a experiência do cinema em suas páginas, colocando, por exemplo, páginas pretas no início, representando a escuridão das salas de cinema. Os desenhos, que estão presentes na maioria das páginas, não são apenas ilustrações. São parte complementar da história, pois substituem as palavras em vários trechos.


            Leitura rápida, experimental e muito interessante — ainda mais se você é amante da história do cinema.


    Disponível em: www.cantodosclassicos.com. Acesso em: 1 dez. 2017 (adaptado).



    Nesse texto, os elementos constitutivos do gênero são utilizados para atender à função social de

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