Questões do ENEM: Linguagens e Fonologia
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54 questões encontradas. Mostrando a página 1 de 3.
0D6BE71B-DF Texto 2ConexãoEra uma palavra mais bonitaAntes de existir o wi-fi.Zack MagieziDisponível em https://es.pinterest.com/pin/conexo-- 82472236917172490/. Acesso em: 24 set. 2024.Está correto afirmar que, no poema de Zack Magiezi, a palavraC9E7CF84-5A Português
FonologiaUFRGS · 2024FácilEntre para guardar nos favoritosInstrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.

Assinale a alternativa que apresenta somente palavras com dígrafos consonantais.
8CB107EF-0E Português
Fonemas e LetrasUFPR · 2024FácilEntre para guardar nos favoritosLeia os quadrinhos abaixo:

Disponível em: https://www.instagram.com/tirinhadearmandinho.
Assinale a alternativa que aponta o fenômeno linguístico que provoca humor nesses quadrinhos.
29526C87-7A Português
Encontros consonantais: DígrafosUFRGS · 2023Entre para guardar nos favoritosInstrução: A questão está relacionada ao texto 1.

Adaptado de: ASSIS BRASIL, L. A. O pintor de retratos. Porto Alegre: L&PM, 2002.Assinale a alternativa que contém apenas palavras com dígrafos consonantais.7267566A-7B Português
Fonemas e LetrasUFRGS · 2022Entre para guardar nos favoritosInstrução: A questão refere-se ao texto abaixo.

Sobre a relação entre letras e fonemas, associe corretamente o bloco inferior ao superior.
1. Palavras que têm mais fonemas do que letras.
2. Palavras que têm mais letras do que fonemas.
3. Palavras que têm o mesmo número de letras e fonemas.
( ) glória (l. 14).
( ) boxe (l. 21).
( ) regime (l. 22).
( ) Impossível (l. 24).
( ) exaltados (l. 36).
( ) horrorosos (l. 37).
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
99699FF4-A2 Português
Fonemas e LetrasUECE · 2022FácilEntre para guardar nos favoritosTexto 2Caso pluvioso
ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia poética. São Paulo:Companhia das Letras, 2012, p. 231-234. Excerto.Analise as afirmativas a seguir e assinale V para verdadeiro e F para falso.( ) O R nos vocábulos “lavra” e “larva” é um fonema, pois possui valor capaz de alterar o significado de uma palavra.( ) Os radicais –chuv em chuvinhenta (linha 20) e – pluvi em pluvimedonha (linha 20) têm a mesma significação.( ) O prefixo anti– em “Anti-petendam” (linha 31) possui valor de afirmação.( ) O sufixo –eira em “chuvadeira” (linha 19) possui valor de insignificância.Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:416090BE-6A Português
Fonemas e LetrasURCA · 2021DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia o trecho a seguir e assinale a alternativa que contém os números corretos de letras e fonemas das palavras destacadas:Somos todos juntos uma miscigenaçãoE não podemos fugir da nossa etniaÍndios, brancos, negros e mestiçosNada de errado em seus princípiosO seu e o meu são iguaisCorre nas veias sem parar(SCIENCE, Chico. Etnia. Disponível em <https://www.letras.mus.br/chico-science/83236/>)9A764B6B-F6 Português
Fonemas e LetrasUniversidade Federal do Ceará · 2020MédioEntre para guardar nos favoritos
Adaptado de: ARIAS, Juan. O mundo das mulheres tem que fazer a revolução da linguagem. El país.
Disponível em: . Acesso em: 06 jan. 2020. Com base no texto 02, responda à questão.
Assinale a alternativa que apresenta o mesmo fonema consonantal presente em “se” (linha 14).
2B19C670-F8 Português
Fonemas e LetrasUFRGS · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosInstrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.
Adaptado de: KENEDY, E. Curso básico de linguísticagerativa. São Paulo: Contexto, 2013. p. 79-80.
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo.( ) As palavras linguística (l. 07), humana (l. 07) e cognitivo (l. 23) têm mais letras do que fonemas.( ) As palavras classe (l. 10), corrompida (l. 27) e arquitetura (l. 30) têm mais letras do que fonemas.( ) As palavras geneticista (l. 10), conhecimento (l. 24) e cromossomo (l. 29) têm mais fonemas do que letras.( ) As palavras complexas (l. 19), neurotransmissores (l. 32) e sinapses (l. 61) têm mais fonemas do que letras.A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, éD938747C-02 Português
Acentuação Gráfica: Proparoxítonas, Paroxítonas, Oxítonas e HiatosInstituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia o TEXTO IV a seguir para responder à questão.


Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-49566807.
Acesso em: 13 de setembro de 2019. (Texto adaptado).
Em relação às palavras sublinhadas no TEXTO IV, assinale a alternativa CORRETA quanto à acentuação gráfica:I. Duas palavras acentuadas atendem à regra das palavras monossílabas tônicas.II. Três palavras acentuadas atendem à regra das palavras paroxítonas.III. Três palavras acentuadas atendem à regra das palavras oxítonas.IV. Duas palavras acentuadas atendem à regra das palavras proparoxítonasV. Uma palavra acentuada atende à regra das palavras com hiato.
465744CC-BA Português
Divisão SilábicaUFRGS · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
As palavras experiente (l. 16), contribuído (l. 25), pararia (l. 31) e ideia (l. 39) têm, respectivamente,F9C9F125-EB Português
Acentuação Gráfica: Proparoxítonas, Paroxítonas, Oxítonas e HiatosInstituto Federal de Alagoas · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o texto abaixo para responder à questão.Nomes de ruas dizem mais sobre o Brasil do que você pensaMurilo Roncolato, Daniel Mariani, Ariel Tonglet e Wellington FreitasVocê provavelmente não é o responsável pela escolha dos nomes do seu país, Estado, cidade ou rua, mas as motivações atreladas a todos eles, queira você ou não, fazem parte da sua identidade. O professor da USP e diretor no Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, Jorge Cintra, explica que os fatores que influenciam a denominação de ruas, avenidas e praças mudam ao longo do tempo.Homens ainda dão nome à maior parte dos viadutos (88,2%), avenidas (87,1%), parques (86,9%) e praças (85,4%). Enquanto nomes femininos têm participação um pouco melhor, sem nunca chegar a 30%, em vilas (29,6%), passagens (27,2%), escadarias (24,3%), servidões (24,3%) e vielas (24,0%). “É estranho, mas é preciso levar em conta também que na vida pública das cidades brasileiras do passado, o homem é quem poderia se destacar. A mulher ficava em casa. Assim, é claro que mais homens serão reconhecidos como pessoas notáveis. Há mulheres como Princesa Isabel e Maria Quitéria, mas são exceções”, opina o professor.Por aqui, dos 30 primeiros nomes mais populares entre homens, 14 são entidades católicas, a outra parte, liderada por Tiradentes e Santos Dumont, se distribui entre escritores, políticos e militares. Já entre os 30 logradouros de nomes femininos, apenas quatro não são de caráter religioso: são elas a citada Princesa Isabel, a francesa Joana D’Arc, além de Anita Garibaldi e Cecília Meireles. Cantoras, atrizes, escritoras e heroínas militares se destacam na lista de mulheres populares, que têm a peculiaridade de carregar nomes ‘anônimos’, como Ana Maria, Maria José, Maria Helena e Maria de Lourdes.No Rio de Janeiro, uma lei municipal (2.906/1999) criada há 16 anos tentou acelerar o processo e tornou “obrigatória a alternância de gênero, em igual proporção, de nomes de personalidades masculinas e femininas”. De acordo com a amostra utilizada pelo Nexo, mesmo com a lei em vigor, o Rio contava, até o ano passado, com só 14,9% de seus logradouros ostentando nomes femininos.Para o professor Jorge Cintra, o equilíbrio entre os gêneros deve se refletir nos logradouros com o tempo, através de um “movimento natural”. “É uma discussão, mas acredito ser preferível que as pessoas possam escolher livremente os novos nomes de ruas. Regulamentar tudo pode ser algo problemático”, opina.(https://www.nexojornal.com.br/especial/2016/02/15/Nomes-de-ruas-dizemmais-sobre-o-Brasil-do-que-voc%C3%AA-pensa. Acesso em17/9/2018. Texto adaptado)Assinale a alternativa que justifica corretamente a acentuação das palavras presentes no texto.1E800431-B5 Português
FonologiaUniversidade Federal de Viçosa · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosTexto I
Este quadro, retirado do livro "A Língua de Eulália", de Marcos Bagno, apresenta uma comparação entre termos em Latim e suas formas correspondentes no Português-padrão moderno. Utilize-o como base para responder a questão.

Fonte: Bagno, M. A língua de Eulália: novela sociolinguística. 9. ed. São Paulo: Contexto, 2001
O fenômeno apresentado nesse quadro também pode ocorrer na relação entre variantes cultas e populares do Português do Brasil.ASSINALE a alternativa que contém apenas termos pertencentes a variantes não padrão da Língua que, de modo fonologicamente similar aos casos apresentados no quadro proposto por Bagno, sofreram redução da consoante nasal final:
1E7CFDB3-B5 Português
FonologiaUniversidade Federal de Viçosa · 2018FácilEntre para guardar nos favoritosTexto I
Este quadro, retirado do livro "A Língua de Eulália", de Marcos Bagno, apresenta uma comparação entre termos em Latim e suas formas correspondentes no Português-padrão moderno. Utilize-o como base para responder a questão.

Fonte: Bagno, M. A língua de Eulália: novela sociolinguística. 9. ed. São Paulo: Contexto, 2001
ASSINALE a alternativa correta.B72B3103-B4 Português
FonologiaUniversidade Estadual de Montes Claros - MG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosINSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir e responda a questão que a ele se referem ou que o tomam como ponto de partida.
Sem os jovens, futuro da política é sombrio
(Marcos da Costa, O Estadão)

Disponível em: <https://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/sem-os-jovens-futuro-da-politica-e-sombrio/>. Publicado em: 6 jun. 2018. Acesso em: 26 jun. 2018.
Esse texto, pelo gênero textual, sua intencionalidade e seu público-alvo, apresenta uma linguagem predominantemente padrão ou culta.Entretanto, ao ler, nesse texto, palavras como “gratuitos” (linha 32), sabemos que, muitas vezes, soma-se à escrita uma dúvida sobre a pronúncia de palavras como essa. Somos conhecedores de que a palavra gratuito assume, em muitas situações de uso dos falantes, uma pronúncia considerada inadequada, e sofrem preconceito linguístico aqueles que a pronunciam como um hiato, em muitos meios sociais.De acordo com a norma que é vigente hoje, vejamos:Pronúncia da palavra gratuitoA palavra gratuito é uma palavra trissilábica, formada pelo ditongo -ui na segunda sílaba: gra-tui-to. Esse ditongo é por vezes erradamente pronunciado separado, como um hiato. Contudo, sendo um ditongo, permanece unido na mesma sílaba, sendo a vogal -u a vogal tônica.Gratuito é também uma palavra paroxítona. Segundo as regras de acentuação da língua portuguesa, não deverá ser acentuada graficamente e deverá ser pronunciada corretamente com a tonicidade na sílaba tui: gra-TUI-to.Assim, a palavra “gratuito” deverá ser pronunciada como as palavras:• circuito;• fortuito;• intuito.Disponível em: <https://duvidas.dicio.com.br/gratuito-ou-gratuito/>. Acesso em: 20 ago. 2018.Pensando sobre os aspectos mencionados, assinale a alternativa CORRETA no que concerne à palavra “gratuito”.
BD24B61C-B0 Português
Análise sintáticaUDESC · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos5B589BC5-CC Português
FonologiaUFRGS · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos
O autor fala da diferença de timbre das vogais tônicas (l. 38) entre olho (em sua forma singular) e olhos (em sua forma plural). Assinale a alternativa que apresenta uma palavra cuja flexão de número acarrete essa mesma diferença de timbre vocálico mencionado pelo autor.5B1A77F9-CC Português
Encontros consonantais: DígrafosUFRGS · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos
Assinale a alternativa que apresenta apenas palavras que contêm dígrafos consonantais.11B14C09-FD Português
Encontros consonantais: DígrafosUNICENTRO · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritosO animal satisfeito dorme,Mário Sérgio CortellaO sempre surpreendente Guimarães Rosa dizia: “o animal satisfeito dorme”. Por trás dessa aparente obviedade está um dos mais fundos alertas contra o risco de cairmos na monotonia existencial, na redundância afetiva e na indigência intelectual. O que o escritor tão bem percebeu é que a condição humana perde substância e energia vital toda vez que se sente plenamente confortável com a maneira como as coisas já estão, rendendo-se à sedução do repouso e imobilizando-se na acomodação.A advertência é preciosa: não esquecer que a satisfação conclui, encerra, termina; a satisfação não deixa margem para a continuidade, para o prosseguimento, para a persistência, para o desdobramento. A satisfação acalma, limita, amortece. Por isso, quando alguém diz “fiquei muito satisfeito com você” ou “estou muito satisfeita com teu trabalho”, é assustador. O que se quer dizer com isso? Que nada mais de mim se deseja? Que o ponto atual é meu limite e, portanto, minha possibilidade? Que de mim nada mais além se pode esperar? Que está bom como está? Assim seria apavorante; passaria a ideia de que desse jeito já basta. Ora, o agradável é quando alguém diz: “teu trabalho (ou carinho, ou comida, ou aula, ou texto, ou música etc.) é bom, fiquei muito insatisfeito e, portanto, quero mais, quero continuar, quero conhecer outras coisas.Um bom filme não é exatamente aquele que, quando termina, ficamos insatisfeitos, parados, olhando, quietos, para a tela, enquanto passam os letreiros, desejando que não cesse? Um bom livro não é aquele que, quando encerramos a leitura, o deixamos um pouco apoiado no colo, absortos e distantes, pensando que não poderia terminar? Uma boa festa, um bom jogo, um bom passeio, uma boa cerimônia não é aquela que queremos que se prolongue?Com a vida de cada um e de cada uma também tem de ser assim; afinal de contas, não nascemos prontos e acabados. Ainda bem, pois estar satisfeito consigo mesmo é considerar-se terminado e constrangido ao possível da condição do momento.Quando crianças (só as crianças?), muitas vezes, diante da tensão provocada por algum desafio que exigia esforço (estudar, treinar, EMAGRECER etc.) ficávamos preocupados e irritados, sonhando e pensando: por que a gente já não nasce pronto, sabendo todas as coisas? Bela e ingênua perspectiva. É fundamental não nascermos sabendo e nem prontos; o ser que nasce sabendo não terá novidades, só reiterações. Somos seres de insatisfação e precisamos ter nisso alguma dose de ambição; todavia, ambição é diferente de ganância, dado que o ambicioso quer mais e melhor, enquanto que o ganancioso quer só para si próprio.Nascer sabendo é uma limitação porque obriga a apenas repetir e, nunca, a criar, inovar, refazer, modificar. Quanto mais se nasce pronto, mais refém do que já se sabe e, portanto, do passado; aprender sempre é o que mais impede que nos tornemos prisioneiros de situações que, por serem inéditas, não saberíamos enfrentar.Diante dessa realidade, é absurdo acreditar na ideia de que uma pessoa, quanto mais vive, mais velha fica; para que alguém quanto mais vivesse mais velho ficasse, teria de ter nascido pronto e ir se gastando…Isso não ocorre com gente, e sim com fogão, sapato, geladeira. Gente não nasce pronta e vai se gastando; gente nasce não-pronta, e vai se fazendo. Eu, no ano que estamos, sou a minha mais nova edição (revista e, às vezes, um pouco ampliada); o mais velho de mim (se é o tempo a medida) está no meu passado e não no presente.Demora um pouco para entender tudo isso; aliás, como falou o mesmo Guimarães, “não convém fazer escândalo de começo; só aos poucos é que o escuro é claro”…Excerto do livro “Não nascemos prontos! – provocações filosóficas”. De Mário Sérgio Cortella.Disponível em:<http://www.contioutra.com/o-animal-satisfeito-dorme-texto-de-mario-sergio-cortella/>
Assinale a única alternativa em que ocorrem ditongo, hiato e dígrafo, respectivamente.11AC5601-FD Português
Encontros consonantais: DígrafosUNICENTRO · 2017FácilEntre para guardar nos favoritosO animal satisfeito dorme,Mário Sérgio CortellaO sempre surpreendente Guimarães Rosa dizia: “o animal satisfeito dorme”. Por trás dessa aparente obviedade está um dos mais fundos alertas contra o risco de cairmos na monotonia existencial, na redundância afetiva e na indigência intelectual. O que o escritor tão bem percebeu é que a condição humana perde substância e energia vital toda vez que se sente plenamente confortável com a maneira como as coisas já estão, rendendo-se à sedução do repouso e imobilizando-se na acomodação.A advertência é preciosa: não esquecer que a satisfação conclui, encerra, termina; a satisfação não deixa margem para a continuidade, para o prosseguimento, para a persistência, para o desdobramento. A satisfação acalma, limita, amortece. Por isso, quando alguém diz “fiquei muito satisfeito com você” ou “estou muito satisfeita com teu trabalho”, é assustador. O que se quer dizer com isso? Que nada mais de mim se deseja? Que o ponto atual é meu limite e, portanto, minha possibilidade? Que de mim nada mais além se pode esperar? Que está bom como está? Assim seria apavorante; passaria a ideia de que desse jeito já basta. Ora, o agradável é quando alguém diz: “teu trabalho (ou carinho, ou comida, ou aula, ou texto, ou música etc.) é bom, fiquei muito insatisfeito e, portanto, quero mais, quero continuar, quero conhecer outras coisas.Um bom filme não é exatamente aquele que, quando termina, ficamos insatisfeitos, parados, olhando, quietos, para a tela, enquanto passam os letreiros, desejando que não cesse? Um bom livro não é aquele que, quando encerramos a leitura, o deixamos um pouco apoiado no colo, absortos e distantes, pensando que não poderia terminar? Uma boa festa, um bom jogo, um bom passeio, uma boa cerimônia não é aquela que queremos que se prolongue?Com a vida de cada um e de cada uma também tem de ser assim; afinal de contas, não nascemos prontos e acabados. Ainda bem, pois estar satisfeito consigo mesmo é considerar-se terminado e constrangido ao possível da condição do momento.Quando crianças (só as crianças?), muitas vezes, diante da tensão provocada por algum desafio que exigia esforço (estudar, treinar, EMAGRECER etc.) ficávamos preocupados e irritados, sonhando e pensando: por que a gente já não nasce pronto, sabendo todas as coisas? Bela e ingênua perspectiva. É fundamental não nascermos sabendo e nem prontos; o ser que nasce sabendo não terá novidades, só reiterações. Somos seres de insatisfação e precisamos ter nisso alguma dose de ambição; todavia, ambição é diferente de ganância, dado que o ambicioso quer mais e melhor, enquanto que o ganancioso quer só para si próprio.Nascer sabendo é uma limitação porque obriga a apenas repetir e, nunca, a criar, inovar, refazer, modificar. Quanto mais se nasce pronto, mais refém do que já se sabe e, portanto, do passado; aprender sempre é o que mais impede que nos tornemos prisioneiros de situações que, por serem inéditas, não saberíamos enfrentar.Diante dessa realidade, é absurdo acreditar na ideia de que uma pessoa, quanto mais vive, mais velha fica; para que alguém quanto mais vivesse mais velho ficasse, teria de ter nascido pronto e ir se gastando…Isso não ocorre com gente, e sim com fogão, sapato, geladeira. Gente não nasce pronta e vai se gastando; gente nasce não-pronta, e vai se fazendo. Eu, no ano que estamos, sou a minha mais nova edição (revista e, às vezes, um pouco ampliada); o mais velho de mim (se é o tempo a medida) está no meu passado e não no presente.Demora um pouco para entender tudo isso; aliás, como falou o mesmo Guimarães, “não convém fazer escândalo de começo; só aos poucos é que o escuro é claro”…Excerto do livro “Não nascemos prontos! – provocações filosóficas”. De Mário Sérgio Cortella.Disponível em:<http://www.contioutra.com/o-animal-satisfeito-dorme-texto-de-mario-sergio-cortella/>
Assinale a única alternativa em que ocorrem dígrafos em todas as palavras.