Em seu discurso de posse, a Ministra Sônia Guajajara
afirma: "Eu não estou aqui sozinha, eu estou aqui com a
força da nossa ancestralidade". A ativista indígena Jamille
Anahata destaca o fato de que a Ministra lembra, com
sabedoria, que não chegou ali sozinha e não está ali
sozinha. Está ali com a força dos encantados e de todos
aqueles que vieram antes:

Constituição Federal ganha versão em nheengatu. Foto de Brenno
Carvalho. EXTRA, 17/07/2023.)
Quitéria Binga (Povo Pankararu, final de 1970), liderança na
Assembleia Constituinte de 1988.
Maninha Xukuru Kariri (Etelvina Santana da Silva), uma das
criadoras da Articulação dos Povos do Nordeste, Minas
Gerais e Espírito Santo (Apoinme).
Tuyra Kayapó, desde os anos 1980, contra a hidrelétrica de
Belo Monte e uma das lideranças da Marcha das Mulheres
Indígenas.
Sineia Wapichana, liderança do Conselho Indígena de
Roraima – pelo enfrentamento das mudanças climáticas.
Cacique Pequena (Povo Jenipapo-Kanindé, Ceará),
promoveu o reconhecimento de seu povo e a delimitação da
terra (ainda não homologada). (Adaptado de Jamille Anahata, manauara, ativista indígena, poeta, pesquisadora de Relações Raciais.
O futuro é ancestral: às que vieram antes de nós. Revista AzMina.
06/02/2023.)
Considerando o que disse Sônia Guajajara na posse,
Jamille Anahata expõe suas ideias sobre