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Questões do ENEM: Linguagens e nível fácil

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Resultados

4.021 questões encontradas. Mostrando a página 118 de 202.

  • CBCAD005-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade do Estado da Bahia · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade do Estado da Bahia 2017, Interpretação de Textos

    AMADO, Jorge. Tenda dos Milagres. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. p. 36, p. 39 e p. 42.


    Figura 2 de 2 da questão de Português, Universidade do Estado da Bahia 2017, Interpretação de Textos

    AMADO, Jorge. A morte e a morte de Quincas Berro Dágua. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. p. 88, p. 89 e p. 90.

    Sobre a fala das mulheres, em cada um dos textos, é correto afirmar:


    I. No texto A, diferentemente do texto B, a mulher expressa desespero e inconformidade com a morte do personagem.

    II. No texto A, a fala da mulher faz referência à liderança religiosa do personagem, o que não ocorre no texto B.

    III. Tanto no texto A como no texto B, as mulheres revelam, com a morte dos personagens principais, insegurança quanto ao futuro.

    IV. No texto A, a mulher expressa seu vínculo amoroso com o personagem principal; já no texto B, o vínculo expresso é de natureza profissional.

    V. Tanto no texto A como no texto B, as mulheres se revoltam contra as circunstâncias que causaram a morte dos personagens principais.


    A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a

    Escolha uma alternativa para a questão cbcad005-b0
  • CBC63D7F-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade do Estado da Bahia · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade do Estado da Bahia 2017, Interpretação de Textos

    AMADO, Jorge. Tenda dos Milagres. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. p. 36, p. 39 e p. 42.


    Figura 2 de 2 da questão de Português, Universidade do Estado da Bahia 2017, Interpretação de Textos

    AMADO, Jorge. A morte e a morte de Quincas Berro Dágua. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. p. 88, p. 89 e p. 90.

    Apesar de extraídos de obras diferentes os textos apresentados têm em comum
    Escolha uma alternativa para a questão cbc63d7f-b0
  • CBBC39ED-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade do Estado da Bahia · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO:


    Senhora Dona Bahia,   

       nobre e opulenta cidade,

     madrasta dos naturais,

           e dos estrangeiros madre:

    5 dizei-me por vida vossa

         em que fundais o ditame

             de exaltar os que aqui vêm

                  e abater os que aqui nascem?

    MATOS, Gregório de. Descreve como os estrangeiros arruínam a Bahia. In: MENDES, Cleise Furtado. Senhora Dona Bahia. Salvador, EDUFBA, 1996. p. 88.

    É possível estabelecer um diálogo entre o texto “A cidade invisível e a cidade dissimulada”, de Gey Espinheira, e o texto de Gregório de Matos (século XVII), considerando o seguinte trecho:
    Escolha uma alternativa para a questão cbbc39ed-b0
  • F37DCDC5-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - SP · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

    Texto I
    Desafio da nossa época é lidar com a abundância
    Leandro Narloch, Folha de S.Paulo - 25.abr.2018 às 9h06

    A abundância, quem diria, se tornou um problema. A humanidade passou milênios tentando sobreviver à fome, ao desabrigo e à escassez: hoje precisa aprender a lidar com excesso.

    Figura 1 de 2 da questão de Português, PUC - SP 2017, Interpretação de TextosTemos alimentos demais, bugigangas demais, roupas, carros, embalagens, papéis, remédios, drogas, livros, filmes, eletrônicos e diversões demais. Ainda estamos aprendendo a viver no meio de tantas coisas. É uma delícia de problema, é claro. Até o século 18, a teoria malthusiana fazia sentido. O crescimento da população levava à escassez de comida e assim à diminuição da poluição. Crises de fome ceifavam multidões todos os séculos. A Revolução Industrial nos fez escapar dessa armadilha. Produzindo mais com menos esforço, operamos um milagre: a população explodiu e a riqueza também. A fome, até então uma condição natural da humanidade, se tornou uma anomalia. 

    Luxos que antes eram reservados a reis ou milionários (chás ou janelas com vidros e cortinas, por exemplo) entraram na casa de trabalhadores comuns.

    É claro que boa parte do mundo ainda enfrenta a fome e a escassez. Mas não é por falta de conhecimento que isso acontece. Pelo contrário, o caminho da prosperidade já está mais ou menos mapeado e pavimentado.

    A abundância é um tipo de problema chique, que todo mundo gostaria de ter. Como o da grã-fina que está cansada de passar as férias em Paris. Mas ainda assim é um problema.

    Muitas más notícias que os jornais publicam hoje são produtos da abundância: o trânsito, a obesidade, a poluição, o lixo, o tempo que crianças gastam em frente a telas. Não só crianças, mas os adultos — que em média tocam 2600 vezes no celular por dia.

    As pessoas parecem meio perdidas entre tanto conforto e atrações que desviam a atenção. Se perdem em realizações imediatas de consumo, sem foco e força de vontade para perseguir grandes desejos ou objetivos mais ousados.

    Se o problema já é grave hoje, imagine no futuro. O autocontrole será cada vez mais necessário. Nossos filhos e netos terão que aprender desde cedo a se controlar diante do excesso de comida, de drogas, de opções de vida e de diversão.

    O mundo capitalista já resolveu o problema da escassez: precisa agora de uma educação para a abundância.

    Leandro Narloch - Jornalista, mestre em filosofia e autor do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, entre outros.

    Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/leandro-narloch/2018/04/desafio-da-nossa-epoca-e-lidar-com-a-abundancia.shtm> Acesso em: 25 abr. 2018.


    Figura 2 de 2 da questão de Português, PUC - SP 2017, Interpretação de Textos


    Consumo e desperdício: as duas faces das desigualdades

    Ana Tereza Caceres Cortez - Professora adjunta do Departamento de Geografia Instituto de Geociências e Ciências Exatas - IGCE/Unesp, Rio Claro

    Um dos símbolos do sucesso das economias capitalistas modernas é a abundância dos bens de consumo, continuamente produzidos pelo sistema industrial. Essa fartura passou a receber uma conotação negativa, sendo objeto de críticas que consideram o consumismo um dos principais problemas das sociedades industriais modernas.

    Consumismo é o ato de consumir produtos ou serviços, muitas vezes, sem consciência. Há várias discussões a respeito do tema, entre elas o tipo de papel que a propaganda e a publicidade exercem nas pessoas, induzindo-as ao consumo, mesmo que não necessitem de um produto comprado. Muitas vezes, as pessoeas compram produtos que não têm utilidade para elas, ou até mesmo coisas desnecessárias apenas por vontade de comprar, evidenciando até uma doença.

    Segundo o Dicionário Houaiss, consumismo é “ato, efeito, fato ou prática de consumir (‘comprar em demasia’)” e “consumo ilimitado de bens duráveis, especialmente artigos supérfluos”.

    O simples “consumo” é entendido como as aquisições racionais, controladas e seletivas baseadas em fatores sociais e ambientais e no respeito pelas gerações futuras. Já o consumismo pode ser definido como uma compulsão para consumir. Mas como fazer para não aderir ao perfil consumista? A fórmula clássica e aparentemente simples é distinguir o essencial do necessário e o necessário do supérfluo. No entanto, é muito difícil estabelecer o limite entre consumo e consumismo, pois a definição de necessidades básicas e supérfluas está intimamente ligada às características culturais da sociedade e do grupo a que pertencemos. O que é básico para uns pode ser supérfluo para outros e vice-versa. 

    Trecho de CORTEZ, Ana Tereza Caceres. Consumo e desperdício: as duas faces das desigualdades. In: CORTEZ, A.T.C.; ORTIGOZA, S.A.G. (Org.). Da produção ao consumo: impactos socioambientais no espaço urbano. São Paulo: UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2009. Disponível em: . Acesso em: 20 abr. 2018. [Adaptado]

    Em relação à linguagem empregada na construção dos textos:
    Escolha uma alternativa para a questão f37dcdc5-b0
  • F35E9EFC-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - SP · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

    Desafio da nossa época é lidar com a abundância
    Leandro Narloch, Folha de S.Paulo - 25.abr.2018 às 9h06

    A abundância, quem diria, se tornou um problema. A humanidade passou milênios tentando sobreviver à fome, ao desabrigo e à escassez: hoje precisa aprender a lidar com excesso.

    Imagem da questão de Português, PUC - SP 2017, Interpretação de TextosTemos alimentos demais, bugigangas demais, roupas, carros, embalagens, papéis, remédios, drogas, livros, filmes, eletrônicos e diversões demais. Ainda estamos aprendendo a viver no meio de tantas coisas. É uma delícia de problema, é claro. Até o século 18, a teoria malthusiana fazia sentido. O crescimento da população levava à escassez de comida e assim à diminuição da poluição. Crises de fome ceifavam multidões todos os séculos. A Revolução Industrial nos fez escapar dessa armadilha. Produzindo mais com menos esforço, operamos um milagre: a população explodiu e a riqueza também. A fome, até então uma condição natural da humanidade, se tornou uma anomalia. 

    Luxos que antes eram reservados a reis ou milionários (chás ou janelas com vidros e cortinas, por exemplo) entraram na casa de trabalhadores comuns.

    É claro que boa parte do mundo ainda enfrenta a fome e a escassez. Mas não é por falta de conhecimento que isso acontece. Pelo contrário, o caminho da prosperidade já está mais ou menos mapeado e pavimentado.

    A abundância é um tipo de problema chique, que todo mundo gostaria de ter. Como o da grã-fina que está cansada de passar as férias em Paris. Mas ainda assim é um problema.

    Muitas más notícias que os jornais publicam hoje são produtos da abundância: o trânsito, a obesidade, a poluição, o lixo, o tempo que crianças gastam em frente a telas. Não só crianças, mas os adultos — que em média tocam 2600 vezes no celular por dia.

    As pessoas parecem meio perdidas entre tanto conforto e atrações que desviam a atenção. Se perdem em realizações imediatas de consumo, sem foco e força de vontade para perseguir grandes desejos ou objetivos mais ousados.

    Se o problema já é grave hoje, imagine no futuro. O autocontrole será cada vez mais necessário. Nossos filhos e netos terão que aprender desde cedo a se controlar diante do excesso de comida, de drogas, de opções de vida e de diversão.

    O mundo capitalista já resolveu o problema da escassez: precisa agora de uma educação para a abundância.

    Leandro Narloch - Jornalista, mestre em filosofia e autor do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, entre outros.

    Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/leandro-narloch/2018/04/desafio-da-nossa-epoca-e-lidar-com-a-abundancia.shtm> Acesso em: 25 abr. 2018.

    No terceiro parágrafo do texto 1, o autor alega que a teoria malthusiana fazia sentido até o século XVIII com base na ideia de
    Escolha uma alternativa para a questão f35e9efc-b0
  • F312C1BF-B0

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    PUC - SP · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos
    De acordo com o terceiro parágrafo, é CORRETO afirmar que, nos Estados Unidos,
    Escolha uma alternativa para a questão f312c1bf-b0
  • 805A067D-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    UNEMAT · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UNEMAT 2017, Interpretação de Textos


    Disponível em: www.humorpolitico.com.br/wp-content/uploads/2017/ 05/OLIVEIRA-220517-Face-580x373 Acesso em maio 2017.


    O chargista Oliveira utiliza a expressão popular “A vaca foi pro brejo” fazendo referência

    Escolha uma alternativa para a questão 805a067d-b0
  • 5F96BEC7-AF

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    PUC - PR · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos
    Read the text.

    Varicose veins: Here's what you can do about them

    Varicose veins is a term commonly used to describe visible leg veins. But true varicose veins are dilated and very prominent. Small varicose veins may not be a problem, but as varicose veins worsen they become distended and tortuous (full of twists and turns) and can cause the legs to feel heavy and ache.
    Swelling of the feet and ankles is an early sign of impaired function of the valves in our veins that keep the blood flowing, and severe varicose veins can be very painful.
    There's good evidence varicose veins have a genetic link and are also associated with a history of deep vein thrombosis (blood clots that obstruct the veins). 
    It's not possible to prevent varicose veins from forming, but simple actions can improve blood circulation in the feet and legs, and stop varicose veins from getting worse.
    Try to elevate your legs when sitting, resting and sleeping; reduce weight if you are overweight or obese; and wear lower-heeled shoes to work calf muscles.
    Treatments for varicose veins depend on the severity of symptoms, aesthetics and the risk of complications. Treatment may include compression stockings, lifestyle changes or a range of surgical options. 
    http://www.abc.net.au/news/2017-12-06/varicose-veins-heres-what-you-can-do-about-them/9232812

    Analise as assertivas que seguem.

    I. Nem toda veia visível é uma varicose.
    II. Não há cirurgias que eliminem varizes.
    III. Os cientistas têm certeza de que as varizes decorrem de herança genética.
    IV. Ações que auxiliem na circulação podem evitar que as varizes piorem.
    V. A prevenção ainda é o mais indicado quando se trata de varizes.

    De acordo com o texto, está(ão) CORRETA(S) somente:
    Escolha uma alternativa para a questão 5f96bec7-af
  • EDD0CBCD-AF

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIOESTE · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos
    DESCOLADOS E BACANAS ADOTAM VIRA-LATAS
    E PEDEM HÓSTIA 'GLUTEN FREE'

            A tipologia humana contemporânea chama a atenção pelo ridículo. Descolados e bacanas são pessoas que têm hábitos, afetos e disposições de alma mais avançados do que os "colados" e os "canas".
           Estes são gente que não consegue acompanhar os progressos sociais e se perdem diante das novas formas de economia, de sociabilidade e de direitos afetivos. Vejamos alguns exemplos dessa tipologia dos descolados e bacanas. Se você não se enquadrar, não chore. Ser um "colado" ou "cana" um dia poderá ascender à condição vintage, semelhante ao vinil ou ao filtro de barro.
             A busca de uma alimentação saudável é um traço de descolados e bacanas. Um modo rápido e preciso de identificá-los é usar a palavra "McDonald's" perto deles. Se a pessoa começar a gritar de horror ou demonstrar desprezo, você está diante de um descolado e bacana. Se você não entender o horror e o desprezo dela pelo McDonald's, você é um "colado" e um “cana”.
           Essa busca pela alimentação segura bateu na porta de Jesus, coitado. A demanda dos católicos descolados e bacanas é que o corpo de Cristo venha sem glúten. Uma hóstia "gluten free". O papa, seguramente uma pessoa desocupada, teve que se preocupar com o corpo de Cristo sem glúten. A commoditização da religião, ou seja, a transformação da religião em produto, um dia chegaria a isso: que Jesus emagreça seus fiéis.
             Um segundo tipo de descolado e bacana é aquele pai que fica lambendo o filho pra todo mundo achar que ele é um "novo homem". Esse "novo homem" é, na verdade, um mito pra cobrir a desarticulação crescente das relações entre homem e mulher. Homens cuidam de filhos há décadas, mas agora pai que cuida de filho virou homem descolado e bacana, com direito à licença-paternidade de 40 dias, dada por empresas descoladas e bacanas.
            Além de tornar o emprego ainda mais caro (coisa que a lei trabalhista faz, inviabilizando o emprego no país), a sorte dessas empresas é que as pessoas cada vez mais se separam antes de ter filhos. As que não se separam, por sua vez, ou têm um filho só ou um cachorro. Logo, fica barato posar de empresa descolada e bacana. Queria ver se a moçada fosse corajosa como os antigos e tivesse cinco filhos por casal. Com o crescimento da cultura pet, logo empresas descoladas e bacanas darão licença de uma semana quando o cachorro do casal ficar doente. E esse "direito" será uma exigência do capitalismo consciente. Aliás, descolados e bacanas adotam cachorros vira-latas para comprovar seu engajamento contra a desigualdade social animal.
           Um terceiro tipo de gente descolada e bacana é o praticante de formas solidárias de economia. Este talvez seja o tipo mais descolado e bacana dos descritos até aqui nessa tipologia de bolso que ofereço a você, a fim de que aprenda a se mover neste mundo contemporâneo tão avançado em que vivemos.
            Uma nova "proposta" (expressões como "proposta" e "projeto" são essenciais se você quer ser uma pessoa descolada e bacana) é oferecer sua casa "de graça" para pessoas morarem com você. Calma! Se o leitor for alguém minimamente inteligente, desconfiará dessa proposta. Algumas dessas propostas ainda vêm temperadas com um discurso de "empoderamento" das mulheres que colaborariam umas com as outras. Explico.
           Imagine que uma mãe single ofereça um quarto na casa dela para outra mulher em troca de ela cuidar do maravilhoso e criativo filho pequeno dessa mãe single. Entendeu? Sim, trabalho escravo empacotado pra presente.
            Gourmetizado dentro de um discurso de "solidariedade feminina" e economia colaborativa. Na prática, você trabalharia em troca de casa e comida. Essa proposta é ainda mais ridícula do que aquela em que você, jovem, recebe a "graça" de trabalhar de graça pra um marca famosa que combate a fome na África em troca de experiência e para enriquecer seu "book". Na China eles são mais solidários do que isso, você ganharia pelo menos um dólar.
           Sim, o mundo contemporâneo é ridículo de doer. Com suas modinhas e terminologias chiques. Coitada da esquerda que abraça essas pautas criativas. Saudades do Lênin?


    (Por Luiz Felipe Pondé. Folha de S. Paulo, 31 de Julho de 2017).
    Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/luizfelipeponde/2017/07/1905751-descolados-ebacanas-adotam-vira-latas-e-pedem-hostia-gluten-free.shtml
    Segundo o texto, marque a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão edd0cbcd-af
  • EDCD85E5-AF

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIOESTE · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos
    DESCOLADOS E BACANAS ADOTAM VIRA-LATAS
    E PEDEM HÓSTIA 'GLUTEN FREE'

            A tipologia humana contemporânea chama a atenção pelo ridículo. Descolados e bacanas são pessoas que têm hábitos, afetos e disposições de alma mais avançados do que os "colados" e os "canas".
           Estes são gente que não consegue acompanhar os progressos sociais e se perdem diante das novas formas de economia, de sociabilidade e de direitos afetivos. Vejamos alguns exemplos dessa tipologia dos descolados e bacanas. Se você não se enquadrar, não chore. Ser um "colado" ou "cana" um dia poderá ascender à condição vintage, semelhante ao vinil ou ao filtro de barro.
             A busca de uma alimentação saudável é um traço de descolados e bacanas. Um modo rápido e preciso de identificá-los é usar a palavra "McDonald's" perto deles. Se a pessoa começar a gritar de horror ou demonstrar desprezo, você está diante de um descolado e bacana. Se você não entender o horror e o desprezo dela pelo McDonald's, você é um "colado" e um “cana”.
           Essa busca pela alimentação segura bateu na porta de Jesus, coitado. A demanda dos católicos descolados e bacanas é que o corpo de Cristo venha sem glúten. Uma hóstia "gluten free". O papa, seguramente uma pessoa desocupada, teve que se preocupar com o corpo de Cristo sem glúten. A commoditização da religião, ou seja, a transformação da religião em produto, um dia chegaria a isso: que Jesus emagreça seus fiéis.
             Um segundo tipo de descolado e bacana é aquele pai que fica lambendo o filho pra todo mundo achar que ele é um "novo homem". Esse "novo homem" é, na verdade, um mito pra cobrir a desarticulação crescente das relações entre homem e mulher. Homens cuidam de filhos há décadas, mas agora pai que cuida de filho virou homem descolado e bacana, com direito à licença-paternidade de 40 dias, dada por empresas descoladas e bacanas.
            Além de tornar o emprego ainda mais caro (coisa que a lei trabalhista faz, inviabilizando o emprego no país), a sorte dessas empresas é que as pessoas cada vez mais se separam antes de ter filhos. As que não se separam, por sua vez, ou têm um filho só ou um cachorro. Logo, fica barato posar de empresa descolada e bacana. Queria ver se a moçada fosse corajosa como os antigos e tivesse cinco filhos por casal. Com o crescimento da cultura pet, logo empresas descoladas e bacanas darão licença de uma semana quando o cachorro do casal ficar doente. E esse "direito" será uma exigência do capitalismo consciente. Aliás, descolados e bacanas adotam cachorros vira-latas para comprovar seu engajamento contra a desigualdade social animal.
           Um terceiro tipo de gente descolada e bacana é o praticante de formas solidárias de economia. Este talvez seja o tipo mais descolado e bacana dos descritos até aqui nessa tipologia de bolso que ofereço a você, a fim de que aprenda a se mover neste mundo contemporâneo tão avançado em que vivemos.
            Uma nova "proposta" (expressões como "proposta" e "projeto" são essenciais se você quer ser uma pessoa descolada e bacana) é oferecer sua casa "de graça" para pessoas morarem com você. Calma! Se o leitor for alguém minimamente inteligente, desconfiará dessa proposta. Algumas dessas propostas ainda vêm temperadas com um discurso de "empoderamento" das mulheres que colaborariam umas com as outras. Explico.
           Imagine que uma mãe single ofereça um quarto na casa dela para outra mulher em troca de ela cuidar do maravilhoso e criativo filho pequeno dessa mãe single. Entendeu? Sim, trabalho escravo empacotado pra presente.
            Gourmetizado dentro de um discurso de "solidariedade feminina" e economia colaborativa. Na prática, você trabalharia em troca de casa e comida. Essa proposta é ainda mais ridícula do que aquela em que você, jovem, recebe a "graça" de trabalhar de graça pra um marca famosa que combate a fome na África em troca de experiência e para enriquecer seu "book". Na China eles são mais solidários do que isso, você ganharia pelo menos um dólar.
           Sim, o mundo contemporâneo é ridículo de doer. Com suas modinhas e terminologias chiques. Coitada da esquerda que abraça essas pautas criativas. Saudades do Lênin?


    (Por Luiz Felipe Pondé. Folha de S. Paulo, 31 de Julho de 2017).
    Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/luizfelipeponde/2017/07/1905751-descolados-ebacanas-adotam-vira-latas-e-pedem-hostia-gluten-free.shtml
    Para o autor, um dos motivos para compreender a sociedade como ridícula está no fato de ela
    Escolha uma alternativa para a questão edcd85e5-af
  • EDC04F84-AF

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIOESTE · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos
    DESCOLADOS E BACANAS ADOTAM VIRA-LATAS
    E PEDEM HÓSTIA 'GLUTEN FREE'

            A tipologia humana contemporânea chama a atenção pelo ridículo. Descolados e bacanas são pessoas que têm hábitos, afetos e disposições de alma mais avançados do que os "colados" e os "canas".
           Estes são gente que não consegue acompanhar os progressos sociais e se perdem diante das novas formas de economia, de sociabilidade e de direitos afetivos. Vejamos alguns exemplos dessa tipologia dos descolados e bacanas. Se você não se enquadrar, não chore. Ser um "colado" ou "cana" um dia poderá ascender à condição vintage, semelhante ao vinil ou ao filtro de barro.
             A busca de uma alimentação saudável é um traço de descolados e bacanas. Um modo rápido e preciso de identificá-los é usar a palavra "McDonald's" perto deles. Se a pessoa começar a gritar de horror ou demonstrar desprezo, você está diante de um descolado e bacana. Se você não entender o horror e o desprezo dela pelo McDonald's, você é um "colado" e um “cana”.
           Essa busca pela alimentação segura bateu na porta de Jesus, coitado. A demanda dos católicos descolados e bacanas é que o corpo de Cristo venha sem glúten. Uma hóstia "gluten free". O papa, seguramente uma pessoa desocupada, teve que se preocupar com o corpo de Cristo sem glúten. A commoditização da religião, ou seja, a transformação da religião em produto, um dia chegaria a isso: que Jesus emagreça seus fiéis.
             Um segundo tipo de descolado e bacana é aquele pai que fica lambendo o filho pra todo mundo achar que ele é um "novo homem". Esse "novo homem" é, na verdade, um mito pra cobrir a desarticulação crescente das relações entre homem e mulher. Homens cuidam de filhos há décadas, mas agora pai que cuida de filho virou homem descolado e bacana, com direito à licença-paternidade de 40 dias, dada por empresas descoladas e bacanas.
            Além de tornar o emprego ainda mais caro (coisa que a lei trabalhista faz, inviabilizando o emprego no país), a sorte dessas empresas é que as pessoas cada vez mais se separam antes de ter filhos. As que não se separam, por sua vez, ou têm um filho só ou um cachorro. Logo, fica barato posar de empresa descolada e bacana. Queria ver se a moçada fosse corajosa como os antigos e tivesse cinco filhos por casal. Com o crescimento da cultura pet, logo empresas descoladas e bacanas darão licença de uma semana quando o cachorro do casal ficar doente. E esse "direito" será uma exigência do capitalismo consciente. Aliás, descolados e bacanas adotam cachorros vira-latas para comprovar seu engajamento contra a desigualdade social animal.
           Um terceiro tipo de gente descolada e bacana é o praticante de formas solidárias de economia. Este talvez seja o tipo mais descolado e bacana dos descritos até aqui nessa tipologia de bolso que ofereço a você, a fim de que aprenda a se mover neste mundo contemporâneo tão avançado em que vivemos.
            Uma nova "proposta" (expressões como "proposta" e "projeto" são essenciais se você quer ser uma pessoa descolada e bacana) é oferecer sua casa "de graça" para pessoas morarem com você. Calma! Se o leitor for alguém minimamente inteligente, desconfiará dessa proposta. Algumas dessas propostas ainda vêm temperadas com um discurso de "empoderamento" das mulheres que colaborariam umas com as outras. Explico.
           Imagine que uma mãe single ofereça um quarto na casa dela para outra mulher em troca de ela cuidar do maravilhoso e criativo filho pequeno dessa mãe single. Entendeu? Sim, trabalho escravo empacotado pra presente.
            Gourmetizado dentro de um discurso de "solidariedade feminina" e economia colaborativa. Na prática, você trabalharia em troca de casa e comida. Essa proposta é ainda mais ridícula do que aquela em que você, jovem, recebe a "graça" de trabalhar de graça pra um marca famosa que combate a fome na África em troca de experiência e para enriquecer seu "book". Na China eles são mais solidários do que isso, você ganharia pelo menos um dólar.
           Sim, o mundo contemporâneo é ridículo de doer. Com suas modinhas e terminologias chiques. Coitada da esquerda que abraça essas pautas criativas. Saudades do Lênin?


    (Por Luiz Felipe Pondé. Folha de S. Paulo, 31 de Julho de 2017).
    Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/luizfelipeponde/2017/07/1905751-descolados-ebacanas-adotam-vira-latas-e-pedem-hostia-gluten-free.shtml
    Marque a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão edc04f84-af
  • E896965A-AF

    Inglês

    Advérbios e conjunções | Adverbs and conjunctions
    UFRGS · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

    Figura 1 de 3 da questão de Inglês, UFRGS 2017, Advérbios e conjunções | Adverbs and conjunctions

      Figura 2 de 3 da questão de Inglês, UFRGS 2017, Advérbios e conjunções | Adverbs and conjunctions

      Figura 3 de 3 da questão de Inglês, UFRGS 2017, Advérbios e conjunções | Adverbs and conjunctions


    REMNICK, D. Leonard Cohen makes it Darker. Available

    at: www.TAGARCHIVES: Leonard Cohen – Bob Dylan

    Interface. Accessed on Nov. 9th, 2016. 

    Select the alternative in which the word take in the fragment an intriguing section devoted to Bob Dylan’s take on Cohen (l. 6-7) has the same meaning and grammatical class.
    Escolha uma alternativa para a questão e896965a-af
  • 243AD4B2-AF

    Português

    Interpretação de Textos
    UFRGS · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, UFRGS 2017, Interpretação de Textos Assinale a alternativa correta, de acordo com o sentido do texto.
    Escolha uma alternativa para a questão 243ad4b2-af
  • 2403BD66-AF

    Português

    Morfologia
    UFRGS · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UFRGS 2017, Morfologia

    Considere os seguintes pares de elementos do texto.


    I - e (l. 05) e E (l. 55).

    II - ou (l. 03) e ou (l. 29).

    III- se (l. 10) e Se (l. 24).


    Em quais pares os dois elementos pertencem à mesma classe gramatical? 

    Escolha uma alternativa para a questão 2403bd66-af
  • 6E72DD2F-1B

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    IFN-MG · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Inglês, IFN-MG 2017, Interpretação de texto | Reading comprehension

    https://www.consumerhealthdigest.com/health-awareness/national-depression-screening-day.html acessado em: 05 set. 2017.

    De acordo com o TEXTO, todos os sinais descritos a seguir são considerados um alerta às pessoas que podem sofrer de depressão, EXCETO:
    Escolha uma alternativa para a questão 6e72dd2f-1b
  • 6E56D796-1B

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    IFN-MG · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Inglês, IFN-MG 2017, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Nathalie, the swimmer who lost a leg

    Nathalie du Toit, the South African swimmer, was only seventeen when she lost her leg in a road accident. She was going to a training session at the swimming pool on her motorbike when a car hit her. Her leg had to be amputated at the knee. At the time she was one of South Africa’s most promising young swimmers. Everybody thought that she would never be able to swim competitively again.

    But Nathalie was determined to carry on. She went back into the pool only three months after the accident. And just one year later, at the Commonwalth Games in Manchester, she swam 800 meters in 9 minutes 11:38 seconds and qualified for the final – but not for disabled swimmers, for able-bodied ones! Althought she didn’t win a medal, she still made history.

    ‘I remember how thrilled I was the first time that I swam after recovering from the operation – it felt like my leg was there. It still does,’ says Nathalie. The water is the gift that gives me back my leg. I’m still the same person I was before the accident. I believe everything happens in life for a reason. You cant go back and change anything. Swimming was my life and still is. My dream is to swim faster than I did before the accident.’

    Oxeden, C; KOENIG, C. New English File. Intermediate Student’s Book. OXFORD University Press. (3c-47).

    Considerando o TEXTO, qual o vocábulo que melhor interpreta o contexto da história:
    Escolha uma alternativa para a questão 6e56d796-1b
  • 6E41E738-1B

    Português

    Coesão e coerência
    IFN-MG · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

    “Dizem que devemos nos informar melhor, mas quanto mais informamos, mais dúvidas; quanto mais abertura mais opções; quanto mais olhamos, mais se expande a tela onde se projetam nossos desejos.”

    As palavras destacadas, além de estabelecerem a coesão textual, introduzem, sequencialmente, ideias de:

    Escolha uma alternativa para a questão 6e41e738-1b
  • 6E37D1DD-1B

    Português

    Acentuação Gráfica: Proparoxítonas, Paroxítonas, Oxítonas e Hiatos
    IFN-MG · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

    “Ordens aqui e ali, alguém sopra as falas, outro desenha os gestos, vai sair tudo bem: nada depressivo nem negativo, tudo tem de parecer uma festa, noite de estreia com adrenalina a aplausos ao final.” (Linhas 48-49)


    Marque a opção cujas palavras obedecem a mesma regra de acentuação ortográfica da palavra “estreia”, de acordo com a recente reforma ortográfica da Língua Portuguesa:

    Escolha uma alternativa para a questão 6e37d1dd-1b