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Questões do ENEM: Linguagens e nível fácil

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Resultados

4.021 questões encontradas. Mostrando a página 128 de 202.

  • 53420AA4-DC

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade de Medicina de Marília · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto de Richard Conniff para responder à questão.


        Consideremos, por exemplo, a questão da morte, que, pelo menos à primeira vista, parece ser um indicador fidedigno de que se perdeu a luta darwiniana. Os ricos também morrem, é claro – só que não tão cedo. Levam uma vida mais longa e mais sadia do que o resto de nós. Diz o velho clichê que todo dinheiro do mundo não significa nada quando não se tem saúde, mas as pessoas endinheiradas geralmente a têm. E, em média, quanto mais dinheiro têm, melhor é sua saúde. O estudo Longitudinal de 1990, no Reino Unido, constatou que os donos de casa própria que têm um automóvel tendem a morrer mais moços do que os que têm dois, e assim sucessivamente, num “gradiente contínuo” de redução de mortalidade que vai das áreas mais desprivilegiadas até as mais opulentas. (O estudo considerou a posse de automóveis meramente como uma medida conveniente da riqueza; não pretendeu implicar que ter vinte carros qualificaria Elton John para a imortalidade.)

        Outras pesquisas indicaram que as pessoas abastadas tinham vida mais longa no passado. Numa das mais estranhas pesquisas demográficas de que se tem notícia, uma equipe de epidemiologistas e psicólogos vasculhou o cemitério de Glasgow, em meados dos anos 90, munidos de varas de limpar chaminés. Usaram-nas para medir a altura de mais de oitocentos obeliscos do século XIX. As pessoas enterradas sob os obeliscos tendem a ser abastadas, e os pesquisadores presumiram que os obeliscos mais altos marcariam as sepulturas mais ricas. O estudo revelou que cada metro extra de altura do obelisco traduzia-se em quase dois anos de longevidade adicional para a pessoa sepultada sob ele.

    (História natural dos ricos, 2004. Adaptado.)

    “As pessoas enterradas sob os obeliscos tendem a ser abastadas, e os pesquisadores presumiram que os obeliscos mais altos marcariam as sepulturas mais ricas” (2o parágrafo).


    As palavras em destaque indicam que o texto trata, nessa passagem, de

    Escolha uma alternativa para a questão 53420aa4-dc
  • 533DB02E-DC

    Português

    Coesão e coerência
    Faculdade de Medicina de Marília · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto de Richard Conniff para responder à questão.


        Consideremos, por exemplo, a questão da morte, que, pelo menos à primeira vista, parece ser um indicador fidedigno de que se perdeu a luta darwiniana. Os ricos também morrem, é claro – só que não tão cedo. Levam uma vida mais longa e mais sadia do que o resto de nós. Diz o velho clichê que todo dinheiro do mundo não significa nada quando não se tem saúde, mas as pessoas endinheiradas geralmente a têm. E, em média, quanto mais dinheiro têm, melhor é sua saúde. O estudo Longitudinal de 1990, no Reino Unido, constatou que os donos de casa própria que têm um automóvel tendem a morrer mais moços do que os que têm dois, e assim sucessivamente, num “gradiente contínuo” de redução de mortalidade que vai das áreas mais desprivilegiadas até as mais opulentas. (O estudo considerou a posse de automóveis meramente como uma medida conveniente da riqueza; não pretendeu implicar que ter vinte carros qualificaria Elton John para a imortalidade.)

        Outras pesquisas indicaram que as pessoas abastadas tinham vida mais longa no passado. Numa das mais estranhas pesquisas demográficas de que se tem notícia, uma equipe de epidemiologistas e psicólogos vasculhou o cemitério de Glasgow, em meados dos anos 90, munidos de varas de limpar chaminés. Usaram-nas para medir a altura de mais de oitocentos obeliscos do século XIX. As pessoas enterradas sob os obeliscos tendem a ser abastadas, e os pesquisadores presumiram que os obeliscos mais altos marcariam as sepulturas mais ricas. O estudo revelou que cada metro extra de altura do obelisco traduzia-se em quase dois anos de longevidade adicional para a pessoa sepultada sob ele.

    (História natural dos ricos, 2004. Adaptado.)

    “Diz o velho clichê que todo dinheiro do mundo não significa nada quando não se tem saúde”.


    Assinale a alternativa que estabelece a correta relação entre o texto e o clichê citado.

    Escolha uma alternativa para a questão 533db02e-dc
  • 533905E9-DC

    Português

    Flexão de voz (ativa, passiva, reflexiva)
    Faculdade de Medicina de Marília · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto de Claudia Wallin para responder à questão.


        Vossas excelências, ilustríssimos senhores e senhoras, trago notícias urgentes de um reino distante. É mister vos alertar, Vossas Excelências, que nesta estranha terra os habitantes criaram um país onde os mui digníssimos e respeitáveis representantes do povo são tratados, imaginem Vossas Senhorias, como o próprio povo. Insânia! Dirão que as histórias que aqui relato são meras alucinações de contos de fada, pois há neste rico reino, que chamam de Suécia, rei, rainha e princesas. Mas não se iludam! Os habitantes desta terra já tiraram todos os poderes do rei, em nome de uma democracia que proclama uma tal igualdade entre todos, e o que digo são coisas que tenho visto com os olhos que esta mesma terra um dia há de comer.

        Nestas longínquas comarcas, os mui distintos parlamentares, ministros e prefeitos viajam de trem ou de ônibus para o trabalho, em sua labuta para adoçar as mazelas do povo. De ônibus, Eminências! E muitos castelos há pelos quatro cantos deste próspero reino, mas aos egrégios representantes do povo é oferecido abrigo apenas em pífias habitações de um cômodo, indignas dos ilustríssimos defensores dos direitos dos cidadãos e da democracia.

        Este reino está cercado por outros ricos reinos, numa península chamada Escandinávia, onde também há príncipes e reis, e onde os representantes do povo vivem como sobrevive um súdito qualquer. E isto eu também vi, com os olhos que esta terra há de comer: em um dos povos vizinhos, conhecido como o reino dos noruegueses, os nobres representantes do povo chegam a almoçar sanduíches que trazem de casa, e que tiram dos bolsos dos paletós quando a fome aperta.

        É preciso cautela, Vossas Excelências. Deste reino, que chamam de Suécia ainda pouco se ouve falar. Mas as notícias sobre o igualitário reino dos suecos se espalham.

    Estocolmo, 6 de janeiro de 2013.

    (Um país sem excelências e mordomias, 2014. Adaptado.)

    “Os habitantes desta terra já tiraram todos os poderes do rei”.


    Assinale a alternativa que expressa, na voz passiva, o conteúdo dessa oração.

    Escolha uma alternativa para a questão 533905e9-dc
  • 5333ADED-DC

    Português

    Figuras de Linguagem
    Faculdade de Medicina de Marília · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto de Claudia Wallin para responder à questão.


        Vossas excelências, ilustríssimos senhores e senhoras, trago notícias urgentes de um reino distante. É mister vos alertar, Vossas Excelências, que nesta estranha terra os habitantes criaram um país onde os mui digníssimos e respeitáveis representantes do povo são tratados, imaginem Vossas Senhorias, como o próprio povo. Insânia! Dirão que as histórias que aqui relato são meras alucinações de contos de fada, pois há neste rico reino, que chamam de Suécia, rei, rainha e princesas. Mas não se iludam! Os habitantes desta terra já tiraram todos os poderes do rei, em nome de uma democracia que proclama uma tal igualdade entre todos, e o que digo são coisas que tenho visto com os olhos que esta mesma terra um dia há de comer.

        Nestas longínquas comarcas, os mui distintos parlamentares, ministros e prefeitos viajam de trem ou de ônibus para o trabalho, em sua labuta para adoçar as mazelas do povo. De ônibus, Eminências! E muitos castelos há pelos quatro cantos deste próspero reino, mas aos egrégios representantes do povo é oferecido abrigo apenas em pífias habitações de um cômodo, indignas dos ilustríssimos defensores dos direitos dos cidadãos e da democracia.

        Este reino está cercado por outros ricos reinos, numa península chamada Escandinávia, onde também há príncipes e reis, e onde os representantes do povo vivem como sobrevive um súdito qualquer. E isto eu também vi, com os olhos que esta terra há de comer: em um dos povos vizinhos, conhecido como o reino dos noruegueses, os nobres representantes do povo chegam a almoçar sanduíches que trazem de casa, e que tiram dos bolsos dos paletós quando a fome aperta.

        É preciso cautela, Vossas Excelências. Deste reino, que chamam de Suécia ainda pouco se ouve falar. Mas as notícias sobre o igualitário reino dos suecos se espalham.

    Estocolmo, 6 de janeiro de 2013.

    (Um país sem excelências e mordomias, 2014. Adaptado.)

    Assinale a alternativa em que ocorre um pleonasmo.
    Escolha uma alternativa para a questão 5333aded-dc
  • 532DC0C0-DC

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade de Medicina de Marília · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto de Claudia Wallin para responder à questão.


        Vossas excelências, ilustríssimos senhores e senhoras, trago notícias urgentes de um reino distante. É mister vos alertar, Vossas Excelências, que nesta estranha terra os habitantes criaram um país onde os mui digníssimos e respeitáveis representantes do povo são tratados, imaginem Vossas Senhorias, como o próprio povo. Insânia! Dirão que as histórias que aqui relato são meras alucinações de contos de fada, pois há neste rico reino, que chamam de Suécia, rei, rainha e princesas. Mas não se iludam! Os habitantes desta terra já tiraram todos os poderes do rei, em nome de uma democracia que proclama uma tal igualdade entre todos, e o que digo são coisas que tenho visto com os olhos que esta mesma terra um dia há de comer.

        Nestas longínquas comarcas, os mui distintos parlamentares, ministros e prefeitos viajam de trem ou de ônibus para o trabalho, em sua labuta para adoçar as mazelas do povo. De ônibus, Eminências! E muitos castelos há pelos quatro cantos deste próspero reino, mas aos egrégios representantes do povo é oferecido abrigo apenas em pífias habitações de um cômodo, indignas dos ilustríssimos defensores dos direitos dos cidadãos e da democracia.

        Este reino está cercado por outros ricos reinos, numa península chamada Escandinávia, onde também há príncipes e reis, e onde os representantes do povo vivem como sobrevive um súdito qualquer. E isto eu também vi, com os olhos que esta terra há de comer: em um dos povos vizinhos, conhecido como o reino dos noruegueses, os nobres representantes do povo chegam a almoçar sanduíches que trazem de casa, e que tiram dos bolsos dos paletós quando a fome aperta.

        É preciso cautela, Vossas Excelências. Deste reino, que chamam de Suécia ainda pouco se ouve falar. Mas as notícias sobre o igualitário reino dos suecos se espalham.

    Estocolmo, 6 de janeiro de 2013.

    (Um país sem excelências e mordomias, 2014. Adaptado.)

    Quanto aos recursos formais e ao conteúdo, o texto
    Escolha uma alternativa para a questão 532dc0c0-dc
  • 531B38F5-DC

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade de Medicina de Marília · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o poema de Manuel Bandeira para responder à questão.



    A estrada

    Esta estrada onde moro, entre duas voltas do caminho,

    Interessa mais que uma avenida urbana.

    Nas cidades todas as pessoas se parecem.

    Todo o mundo é igual. Todo o mundo é toda a gente.

    Aqui, não: sente-se bem que cada um traz a sua alma.

    Cada criatura é única.

    Até os cães.

    Estes cães da roça parecem homens de negócios:

    Andam sempre preocupados.

    E quanta gente vem e vai!

    E tudo tem aquele caráter impressivo que faz meditar:

    Enterro a pé ou a carrocinha de leite puxada por um bodezinho manhoso.

    Nem falta o murmúrio da água, para sugerir, pela voz dos símbolos,

    Que a vida passa! que a vida passa!

    E que a mocidade vai acabar.

    (Estrela da vida inteira, 2009.)

    O poema se desenvolve em acordo com uma característica típica da poesia de Manuel Bandeira:
    Escolha uma alternativa para a questão 531b38f5-dc
  • 095E30BE-DA

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNIFESP · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto para responder à questão.

    Reducing food waste would mitigate climate change, study shows

    April 7, 2016

        Reducing food waste around the world would help curb emissions of planet-warming gases, lessening some of the impacts of climate change such as more extreme weather and rising seas, scientists said on Thursday.
        Up to 14% of emissions from agriculture in 2050 could be avoided by managing food use and distribution better, according to a new study from the Potsdam Institute for Climate Impact Research (PIK). “Agriculture is a major driver of climate change, accounting for more than 20% of overall global greenhouse gas emissions in 2010,” said co-author Prajal Pradhan. “Avoiding food loss and waste would therefore avoid unnecessary greenhouse gas emissions and help mitigate climate change.”
        Between 30 and 40% of food produced around the world is never eaten, because it is spoiled after harvest and during transportation, or thrown away by shops and consumers. The share of food wasted is expected to increase drastically if emerging economies like China and India adopt western food habits, including a shift to eating more meat, the researchers warned. Richer countries tend to consume more food than is healthy or simply waste it, they noted.
        As poorer countries develop and the world’s population grows, emissions associated with food waste could soar from 0.5 gigatonnes (GT) of carbon dioxide equivalent per year to between 1.9 and 2.5 GT annually by mid-century, showed the study published in the Environmental Science & Technology journal. It is widely argued that cutting food waste and distributing the world’s surplus food where it is needed could help tackle hunger in places that do not have enough - especially given that land to expand farming is limited.
        But Jürgen Kropp, another of the study’s co-authors and PIK’s head of climate change and development, told the Thomson Reuters Foundation the potential for food waste curbs to reduce emissions should be given more attention. “It is not a strategy of governments at the moment,” he said.

                 (www.theguardian.com. Adaptado.)

    According to the information presented in the fourth paragraph, there is an indication to
    Escolha uma alternativa para a questão 095e30be-da
  • 095A488A-DA

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNIFESP · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto para responder à questão.

    Reducing food waste would mitigate climate change, study shows

    April 7, 2016

        Reducing food waste around the world would help curb emissions of planet-warming gases, lessening some of the impacts of climate change such as more extreme weather and rising seas, scientists said on Thursday.
        Up to 14% of emissions from agriculture in 2050 could be avoided by managing food use and distribution better, according to a new study from the Potsdam Institute for Climate Impact Research (PIK). “Agriculture is a major driver of climate change, accounting for more than 20% of overall global greenhouse gas emissions in 2010,” said co-author Prajal Pradhan. “Avoiding food loss and waste would therefore avoid unnecessary greenhouse gas emissions and help mitigate climate change.”
        Between 30 and 40% of food produced around the world is never eaten, because it is spoiled after harvest and during transportation, or thrown away by shops and consumers. The share of food wasted is expected to increase drastically if emerging economies like China and India adopt western food habits, including a shift to eating more meat, the researchers warned. Richer countries tend to consume more food than is healthy or simply waste it, they noted.
        As poorer countries develop and the world’s population grows, emissions associated with food waste could soar from 0.5 gigatonnes (GT) of carbon dioxide equivalent per year to between 1.9 and 2.5 GT annually by mid-century, showed the study published in the Environmental Science & Technology journal. It is widely argued that cutting food waste and distributing the world’s surplus food where it is needed could help tackle hunger in places that do not have enough - especially given that land to expand farming is limited.
        But Jürgen Kropp, another of the study’s co-authors and PIK’s head of climate change and development, told the Thomson Reuters Foundation the potential for food waste curbs to reduce emissions should be given more attention. “It is not a strategy of governments at the moment,” he said.

                 (www.theguardian.com. Adaptado.)

    No trecho inicial do quarto parágrafo “As poorer countries develop and the world’s population grows”, o termo em destaque tem sentido equivalente, em português, a
    Escolha uma alternativa para a questão 095a488a-da
  • 094F3A57-DA

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNIFESP · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto para responder à questão.

    Reducing food waste would mitigate climate change, study shows

    April 7, 2016

    Imagem da questão de Inglês, UNIFESP 2016, Interpretação de texto | Reading comprehension

        Reducing food waste around the world would help curb emissions of planet-warming gases, lessening some of the impacts of climate change such as more extreme weather and rising seas, scientists said on Thursday.
        Up to 14% of emissions from agriculture in 2050 could be avoided by managing food use and distribution better, according to a new study from the Potsdam Institute for Climate Impact Research (PIK). “Agriculture is a major driver of climate change, accounting for more than 20% of overall global greenhouse gas emissions in 2010,” said co-author Prajal Pradhan. “Avoiding food loss and waste would therefore avoid unnecessary greenhouse gas emissions and help mitigate climate change.”
        Between 30 and 40% of food produced around the world is never eaten, because it is spoiled after harvest and during transportation, or thrown away by shops and consumers. The share of food wasted is expected to increase drastically if emerging economies like China and India adopt western food habits, including a shift to eating more meat, the researchers warned. Richer countries tend to consume more food than is healthy or simply waste it, they noted.
        As poorer countries develop and the world’s population grows, emissions associated with food waste could soar from 0.5 gigatonnes (GT) of carbon dioxide equivalent per year to between 1.9 and 2.5 GT annually by mid-century, showed the study published in the Environmental Science & Technology journal. It is widely argued that cutting food waste and distributing the world’s surplus food where it is needed could help tackle hunger in places that do not have enough - especially given that land to expand farming is limited.
        But Jürgen Kropp, another of the study’s co-authors and PIK’s head of climate change and development, told the Thomson Reuters Foundation the potential for food waste curbs to reduce emissions should be given more attention. “It is not a strategy of governments at the moment,” he said.

                 (www.theguardian.com. Adaptado.)

    The text
    Escolha uma alternativa para a questão 094f3a57-da
  • 09303C25-DA

    Português

    Coesão e coerência
    UNIFESP · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à, leia o poema “Dissolução”, de Carlos Drummond de Andrade (1902- 1987), que integra o livro Claro enigma, publicado originalmente em 1951. 

    Escurece, e não me seduz 
    tatear sequer uma lâmpada. 
    Pois que aprouve1 ao dia findar, 
    aceito a noite.

    E com ela aceito que brote 
    uma ordem outra de seres 
    e coisas não figuradas. 
    Braços cruzados. 

    Vazio de quanto amávamos, 
    mais vasto é o céu. Povoações 
    surgem do vácuo. 
    Habito alguma?

    E nem destaco minha pele 
    da confluente escuridão. 
    Um fim unânime concentra-se 
    e pousa no ar. Hesitando.

    E aquele agressivo espírito 
    que o dia carreia2 consigo, 
    já não oprime. Assim a paz,
    destroçada.

    Vai durar mil anos, ou 
    extinguir-se na cor do galo? 
    Esta rosa é definitiva, 
    ainda que pobre.

    Imaginação, falsa demente, 
    já te desprezo. E tu, palavra. 
    No mundo, perene trânsito, 
    calamo-nos.
    E sem alma, corpo, és suave.

    (Claro enigma, 2012.)

    1 aprazer: causar ou sentir prazer; contentar(-se).
    2 carrear: carregar. 
    O pronome “te”, empregado no segundo verso da última estrofe, refere-se a
    Escolha uma alternativa para a questão 09303c25-da
  • 08E272FE-DA

    Português

    Sintaxe
    UNIFESP · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o trecho inicial de Raízes do Brasil, do historiador brasileiro Sérgio Buarque de Holanda (1902-1982), para responder à questão.

        A tentativa de implantação da cultura europeia em extenso território, dotado de condições naturais, se não adversas, largamente estranhas à sua tradição milenar, é, nas origens da sociedade brasileira, o fato dominante e mais rico em consequências. Trazendo de países distantes nossas formas de convívio, nossas instituições, nossas ideias, e timbrando em manter tudo isso em ambiente muitas vezes desfavorável e hostil, somos ainda hoje uns desterrados em nossa terra. Podemos construir obras excelentes, enriquecer nossa humanidade de aspectos novos e imprevistos, elevar à perfeição o tipo de civilização que representamos: o certo é que todo o fruto de nosso trabalho ou de nossa preguiça parece participar de um sistema de evolução próprio de outro clima e de outra paisagem.
        Assim, antes de perguntar até que ponto poderá alcançar bom êxito a tentativa, caberia averiguar até onde temos podido representar aquelas formas de convívio, instituições e ideias de que somos herdeiros.
        É significativa, em primeiro lugar, a circunstância de termos recebido a herança através de uma nação ibérica. A Espanha e Portugal são, com a Rússia e os países balcânicos (e em certo sentido também a Inglaterra), um dos territórios- -ponte pelos quais a Europa se comunica com os outros mundos. Assim, eles constituem uma zona fronteiriça, de transição, menos carregada, em alguns casos, desse europeísmo que, não obstante, mantêm como um patrimônio necessário.
        Foi a partir da época dos grandes descobrimentos marítimos que os dois países entraram mais decididamente no coro europeu. Esse ingresso tardio deveria repercutir intensamente em seus destinos, determinando muitos aspectos peculiares de sua história e de sua formação espiritual. Surgiu, assim, um tipo de sociedade que se desenvolveria, em alguns sentidos, quase à margem das congêneres europeias, e sem delas receber qualquer incitamento que já não trouxesse em germe.
        Quais os fundamentos em que assentam de preferência as formas de vida social nessa região indecisa entre a Europa e a África, que se estende dos Pireneus a Gibraltar? Como explicar muitas daquelas formas, sem recorrer a indicações mais ou menos vagas e que jamais nos conduziriam a uma estrita objetividade?
        Precisamente a comparação entre elas e as da Europa de além-Pireneus faz ressaltar uma característica bem peculiar à gente da península Ibérica, uma característica que ela está longe de partilhar, pelo menos na mesma intensidade, com qualquer de seus vizinhos do continente. É que nenhum desses vizinhos soube desenvolver a tal extremo essa cultura da personalidade, que parece constituir o traço mais decisivo na evolução da gente hispânica, desde tempos imemoriais. Pode dizer-se, realmente, que pela importância particular que atribuem ao valor próprio da pessoa humana, à autonomia de cada um dos homens em relação aos semelhantes no tempo e no espaço, devem os espanhóis e portugueses muito de sua originalidade nacional. [...]
        É dela que resulta largamente a singular tibieza das formas de organização, de todas as associações que impliquem solidariedade e ordenação entre esses povos. Em terra onde todos são barões não é possível acordo coletivo durável, a não ser por uma força exterior respeitável e temida.

    (Raízes do Brasil, 2000.)

    Em “Assim, eles constituem uma zona fronteiriça, de transição, menos carregada, em alguns casos, desse europeísmo que, não obstante, mantêm como um patrimônio necessário.” (3o parágrafo), a expressão destacada pode ser substituída, sem prejuízo para o sentido do texto, por
    Escolha uma alternativa para a questão 08e272fe-da
  • 3CDDD43F-D9

    Português

    Advérbios
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense - Rio Grande do Sul · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Responda à questão com base no texto abaixo. 

    Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense - Rio Grande do Sul 2016, Advérbios

    CARRASCO, Walcyr. In: Revista Época, 25 ago. 2015. (adaptado)

    Considere as afirmações abaixo referentes às substituições de nexos no texto.

    I - A substituição de “mas” (l. 06) pelo advérbio “destarte” preservaria o sentido e a correção estabelecidos na frase.

    II - A substituição de “Mas” (l. 15) pela expressão “De modo que” preservaria o sentido e a correção estabelecidos na frase.

    III - A substituição de “Porque” (l. 15) pela conjunção “Pois” preservaria o sentido e a correção estabelecidos na frase.


    Quais estão corretas?
    Escolha uma alternativa para a questão 3cddd43f-d9
  • 2F4D45A3-D9

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense - Rio Grande do Sul · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Inglês, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense - Rio Grande do Sul 2016, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Qual o principal tema discutido pelo autor?
    Escolha uma alternativa para a questão 2f4d45a3-d9
  • 2F42E49F-D9

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense - Rio Grande do Sul · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos
    “Sinônimos são palavras que têm sentido equivalente ou quase idênticos”. Dentre as alternativas a seguir, qual delas NÃO substitui convenientemente o vocábulo destacado em itálico?
    Escolha uma alternativa para a questão 2f42e49f-d9
  • 2F384C6A-D9

    Português

    Há-a
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense - Rio Grande do Sul · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos
    Observe: “___ dois meses não se ouve falar dela e não sabemos ___________ ela desapareceu”. Em qual das alternativas a seguir as palavras completam corretamente as lacunas, na ordem em que aparecem?
    Escolha uma alternativa para a questão 2f384c6a-d9
  • 2F2B7885-D9

    Português

    Crase
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense - Rio Grande do Sul · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos
    Em qual das alternativas abaixo o acento indicativo de crase está sendo usado de forma ERRADA?
    Escolha uma alternativa para a questão 2f2b7885-d9
  • F0C783A5-D9

    Português

    Figuras de Linguagem
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense - Rio Grande do Sul · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos
    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, considere o texto abaixo.


    Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense - Rio Grande do Sul 2016, Figuras de Linguagem
    URBIM, Carlos (coord.). Rio Grande do Sul: um século de história. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1999.
    No estudo das figuras de linguagem encontra-se a antonomásia. Embora o nome pareça complicado, trata-se apenas do recurso de substituir um nome por outro (ou expressão), que facilmente o identifique. Assinale a alternativa em que se encontra uma antonomásia, retirada do texto.
    Escolha uma alternativa para a questão f0c783a5-d9
  • F0B374A8-D9

    Português

    Sintaxe
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense - Rio Grande do Sul · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos
    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, considere o texto abaixo.



    BOTELHO, José Francisco. A odisseia da filosofia: uma breve história do pensamento ocidental. São Paulo: Abril, 2015
    Assinale a alternativa que contém um aposto.
    Escolha uma alternativa para a questão f0b374a8-d9
  • C6F3B7E8-D8

    Português

    Interpretação de Textos
    IFF · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia a charge abaixo para responder à questão. 


    Imagem da questão de Português, IFF 2016, Interpretação de Textos

    O efeito de humor da charge é causado:
    Escolha uma alternativa para a questão c6f3b7e8-d8
  • AC83820D-D8

    Português

    Morfologia
    IFF · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos
    Texto 1


    Os cinco maiores problemas ambientais do
    mundo e suas soluções


    Poluição do ar, desmatamento, extinção de espécies, degradação do solo e superpopulação representam grandes ameaças que devem ser resolvidas para que o planeta continue sendo um lar para todas as espécies.

    (…)

    Desmatamento

    O problema: florestas ricas em espécies estão sendo destruídas, especialmente nos trópicos, para muitas vezes abrir espaço para criação de gado, plantações de soja ou de óleo de palma, ou para outras monoculturas agrícolas. Cerca de 30% da área terrestre do planeta é coberta por florestas – isso é cerca de metade do que existia antes de o início da agricultura, 11 mil anos atrás. Cerca de 7,3 milhões de hectares de floresta são destruídos a cada ano, principalmente nos trópicos.
    Florestas tropicais costumavam cobrir cerca de 15% da área terrestre do planeta. Atualmente elas cobrem de 6% a 7%. Grande parte do que sobrou foi degradado pela derrubada de árvores ou pelas queimadas. As florestas naturais não atuam apenas como reservas da biodiversidade, elas também são reservatórios, que mantêm o carbono fora da atmosfera e dos oceanos.
    Soluções: conservar o que resta das florestas naturais e recuperar as áreas degradadas com o replantio de espécies arbóreas nativas. Isso exige um governo forte – só que muitos países tropicais ainda estão em desenvolvimento, têm populações crescentes, carecem de um Estado de Direito e sofrem com nepotismo generalizado e corrupção quando se trata do uso da terra.

    (...)

    Disponível em: noticias.uol.com.br/ciencia-e-saude. Acesso em: 26 out. 2016.
    Na frase O povo está nas ruas, o vocábulo povo, de acordo com as classes gramaticais da nossa língua, é classificado como um substantivo:
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