Questões do ENEM: Linguagens e nível fácil

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Resultados

4.021 questões encontradas. Mostrando a página 19 de 202.

  • 0AB9A89D-32

    Português

    Interpretação de Textos
    UFU-MG · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto a seguir para responder à questão.


        Segunda-feira. O despertador toca. Hora de começar a semana. Qual é o primeiro pensamento que vem a sua mente? Você sente bem-estar, encaixe, alegria? Ou sente um pesar, uma vontade de não sair da cama? Esses primeiros minutos dizem muito sobre sua situação de vida. Na verdade, eles podem ser muito reveladores daquilo que você acredita ser a vida – e até mesmo de quem você acredita ser.
        A dimensão mais elevada da felicidade humana é o propósito, isto é, quando sentimos que a vida faz sentido, quando damos valor a quem realmente somos e renovamos diariamente a escolha de entregar a nossa contribuição positiva pessoal para todos ao nosso redor. Consequentemente, é quando aquela vontade de não sair da cama de manhã vai perdendo força, pois sabemos por que e para que estamos acordando.
        Em nossa sociedade atual, estamos condicionados a “correr atrás” da felicidade, a “provar” nosso valor, a tentar ser “perfeitos” para sermos aceitos. Só que o caminho é outro, trata-se de um encaixe interno, que vem de uma profunda aceitação de quem você é, da sua história e até das marcas difíceis que essa história deixou em você. Trata-se de um profundo relaxamento na sua humanidade imperfeita.
         Esse processo exige muita coragem para ser atravessado. E vejo que só é possível entrar nessa travessia quando cansamos de nos esforçar tanto, quando compreendemos que não é normal tentar ser alguém que não somos. Essa compreensão é como uma chave que abre uma porta estreita dentro de nós, por onde só aquilo que é mais verdadeiro pode passar.


    DANTAS, Thiago Maciel. A coragem de ser você. Veja São Paulo, São Paulo, Editora Abril. Dez. 2023, p. 50.
    Em relação às perguntas negritadas, apresentadas no primeiro parágrafo, é INCORRETO afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão 0ab9a89d-32
  • 0AB6B2F3-32

    Português

    Interpretação de Textos
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        Maílson da Nóbrega, em texto no qual avalia que há, no âmbito institucional, conceitos e ações equivocados que distorcem e inibem o crescimento do Brasil, afirma que


        O Brasil ainda padece de atrasos institucionais e de equívocos muito comuns nos campos fiscal e monetário, que ainda provocam expansão inadequada de gastos e redução do potencial de crescimento da economia.


    NÓBREGA, Maílson da. Ações e conceitos equivocados. Veja, São Paulo, Abril Editora, Jan. 2024. p. 49.


    Assinale a alternativa que parafraseia de maneira adequada o trecho negritado. 
    Escolha uma alternativa para a questão 0ab6b2f3-32
  • 0AB31E25-32

    Português

    Interpretação de Textos
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        Alimentada pela riqueza do petróleo, Baku, a capital do Azerbaijão, está se refazendo como uma cidade ousada e vibrante, abrandada por hábitos tradicionais.

        A cidade sempre ficou numa encruzilhada. Durante séculos, foi negligenciada sob o controle dos persas, russos ou turcos. Agora, a cidade e o país vivem um surto de progresso, embora turvado pelo governo autoritário, pelas vicissitudes da economia do petróleo e pelo desafio de integrar costumes islâmicos a secularismo ocidental. “Falamos russo, nossos nomes são islâmicos ou persas, tentamos ser turcos”, explica o cineasta azeri Teymur Hajiyev. “Temos uma cultura frankenstein”.


    SCHOENFELD, Bruce. A mística do Mar Cáspio. Seleções, fev. 2019. p. 102-104.


        Frankenstein é o título de um romance da inglesa Mary Shelley – mundialmente conhecido em função, principalmente, dos filmes baseados no romance –, que narra a história de Victor Frankenstein, um estudante de Medicina que cria em seu laboratório uma criatura com aparência quase humana, a partir de diferentes partes corporais de cadáveres humanos. A horripilante e disforme imagem da criatura leva as pessoas a repudiá-la e a se referirem a ela como o monstro de Frankenstein. Com base na leitura do trecho, é correto afirmar que o termo negritado “frankenstein” revela o uso do recurso da intertextualidade, por meio da qual se
    Escolha uma alternativa para a questão 0ab31e25-32
  • 0AA6CAA1-32

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UFU-MG · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos
        Some researchers studying Indigenous actors and filmmakers in the United States have turned their attention to the early days of cinema, particularly the 1910s and 1920s, when people like James Young Deer, Dark Cloud, Edwin Carewe, and Lillian St. Cyr (known professionally as Red Wing) were involved in one way or another with numerous films. In fact, so many films and associated records for this era have been lost that counts of those four figures’ output should be taken as bare minimums rather than totals.

        The chart below represents credited film output of James Young Deer, Dark Cloud, Edwin Carewe, and Lillian St. Cyr. 


    Captura_de tela 2025-05-27 110705.png (914×108)

    Disponível em: http://satsuite.collegeboard.org. Acesso em: 10 Jan. 2024.


        Based on this text and on the data provided in the chart, it is possible to state, for example, that
    Escolha uma alternativa para a questão 0aa6caa1-32
  • 0AA3CF62-32

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UFU-MG · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos
    Captura_de tela 2025-05-27 110434.png (607×482)


    Concertgoers wear haptic suits created for the deaf by Music: Not Impossible, during an outdoor concert at Lincoln Center in New York City on July 22, 2023. Angela Weiss—AFP/Getty Images


    Feeling the Beats

    Music: Not Impossible

    By John Mihaly


        The Music: Not Impossible haptic suit—a wearable backpack that weighs a couple pounds, with wrist and ankle attachments—translates audio from a concert venue’s mixers and placed microphones into vibrations that allow people who are deaf to feel the music on their skin. From events at Lincoln Center to South x Southwest, Music: Not Impossible has been lending its not-yet-commercially available suits to deaf and hard-of-hearing visitors. “For the deaf, it’s not just about the music; it’s the social aspect,” says Daniel Belquer, the company’s co-founder and “chief vibrational officer.” “To be involved in something larger than themselves, to disappear among the crowd - hearing people take it for granted.”


    Disponível em: http://time.com/. Acesso em: 10 Jan. 2024.


    Sobre a tecnologia descrita no texto, é INCORRETO afirmar que ela 
    Escolha uma alternativa para a questão 0aa3cf62-32
  • 0A9BCD2C-32

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UFU-MG · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos
        Comic strips are art works with texts aiming to produce some effect of humor. Usually humor results from the interaction of text and image and is based on play on words, exaggerations, contradictions, or verbal metaphors.


    Captura_de tela 2025-05-27 110249.png (717×209)


    Drabble by Kevin Fagan for June 10, 2010. Disponível em: https://www.gocomics.com/. Acesso em: 10 Jan. 2024.


    Considering this comic strip above, it is correct to state that the effect of humor resulted from
    Escolha uma alternativa para a questão 0a9bcd2c-32
  • 0A9900DC-32

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UFU-MG · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos
        Large earthquakes are always followed by aftershocks – a series of smaller but still potentially damaging quakes produced as the ground readjusts. But how long does it take for the aftershocks to die out? A new study suggests some areas can experience aftershocks decades or even centuries after the original earthquake. In earthquake-prone areas it is hard to tell the difference between aftershocks and ordinary background seismicity. But recognizing aftershocks is an important part of assessing a region’s disaster risk. To understand how long aftershocks can persist, researchers turned to the stable continental interior of North America, where earthquakes are uncommon. Using statistical analysis, they assessed the timing and clustering of quakes that followed three large magnitude 6.5 to 8 historical earthquakes: one near south-east Quebec in Canada in 1663; a trio of quakes around the Missouri-Kentucky border from 1811 to 1812; and an earthquake in Charleston in South Carolina in 1886. Their results, published in Journal of Geophysical Research: Solid Earth, suggest that the Quebec quake in 1663 has likely shaken itself out, but to their surprise nearly a third of modern quakes in the Missouri-Kentucky area were most likely to be aftershocks from the 1811-12 event, and about 16% of recent quakes in the Charleston region are probably aftershocks from the 1886 quake.


    Disponível em: http://www.theguardian.com/. Acesso em: 4 Fev. 2024.


    Tome como base o texto acima e analise as asserções abaixo.


    I. Terremotos são sempre seguidos de tremores secundários de menor impacto.

    II. Cientistas acreditam que até hoje são sentidos efeitos do terremoto de Quebec de 1663.

    III. Abalos sísmicos secundários podem ocorrer até mesmo séculos depois do principal.

    IV. Em áreas sísmicas, fica difícil distinguir abalos secundários de simples tremores comuns.

    V. É pouco provável que terremotos perto de Charleston estejam relacionados com o de 1886.


    Assinale a alternativa que apresenta apenas asserções corretas.
    Escolha uma alternativa para a questão 0a9900dc-32
  • 0A964EC7-32

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UFU-MG · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos
        These graphs below represent what fourth grade students in different U.S. schools think are humanity’s biggest problems, as published by The New York Times Learning Network.


    Captura_de tela 2025-05-27 164022.png (476×342)


    Disponível em: http://www.nytimes.com. Acesso em: 17 Mar. 2024.


    According to the graphs, it is possible to infer that 


    I. most children believe people should not be homeless.

    II. children think money is more important than world hunger.

    III. fourth graders feel adults are not leading the world well.

    IV. climate change is a bigger issue in comparison to war.

    V. bullying is considered one of the biggest problems in schools.


    Assinale a alternativa que apresenta apenas asserções corretas.
    Escolha uma alternativa para a questão 0a964ec7-32
  • 74B8EAE2-32

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro Universitário FAESA · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos
    O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

    Gurulândia

    Em uma semana, eu garanto: sua vida vai estar diferente". Assim começa o vídeo do guru-influenciador de dentes alvos e brilhantes. Ao fundo, um rock pesadão, trilha sonora de quem vai começar uma competição de UFC. Letras fortes e chamativas, soluções milagrosas e felicidade instantânea. O moço lota grandes teatros e até ginásios. É uma igreja sem santos, sem Deus. O deus, na verdade, é ele. Que cita todos os filósofos, dos gregos aos católicos, de cor. "Como dizia Platão...", assim começa sua frase. E todos ficam boquiabertos.

    Nestes tempos de coaches, tenho pensado muito na figura dos professores e professoras. Daqueles de antigamente, os que formaram a nós, geração analógica que, de repente, foi apresentada ao mundo digital. Longe de mim querer romantizar o passado, afinal o mundo evolui, mas como eu admiro meus mestres. Mulheres e homens que, dia após dia, ano após ano, ficavam diante de nós em salas de aula modestas. Eles não tinham ternos sob medida nem PowerPoints elaborados. Seu palco era um simples quadro, seu público, uma trintena de alunos turbulentos. E, no entanto, sua influência em nossas vidas foi imensurável.

    Poderiam, mas não escreveram nenhum best-seller nem venderam seminários caros para compartilhar sua sabedoria. Não fariam sucesso, pois seu "produto" não é de fórmula fácil: a própria educação, que muitas vezes se baseia no desagrado, no não, na contrariedade. Eles não prometiam transformar nossa vida em sete dias, mas se engajavam em um processo longo e paciente de formação da nossa mente e do nosso caráter. Quando tocavam o coração de um aluno, ele não virava um seguidor, mas um discípulo. Sua influência não se media em curtidas ou compartilhamentos, mas em vidas transformadas. Muito loucos os meus professores: ao mesmo tempo que exigiam de nós comportamento, esperavam que fôssemos corações rebeldes para mudar este mundo insano.

    Eram mentores que não buscavam nos deslumbrar com citações pomposas ou teorias rebuscadas. Sua sabedoria estava ancorada no concreto, adaptada ao nosso nível de compreensão. Eles nos ensinavam a ler, contar, pensar por nós mesmos. O respeito, a curiosidade e o valor do trabalho árduo e da perseverança. Não nos ofereciam atalhos para o sucesso, mas as ferramentas para enfrentar os desafios da vida: resiliência e indignação. Ao mesmo tempo, eram cansados, impacientes — ?a grana era sempre curta — enfim, eram humanos.

    Os meus melhores professores e professoras não tentaram me fazer acreditar; eles me ensinaram a duvidar. A fazer perguntas. A rebater o inaceitável. A abraçar o estranho. A checar as fontes. Tudo isso com a mão imunda de giz, que arranhava o quadro sob aquela luz fria de necrotério. Mas quanta vida entrava em nós. O sopro da sabedoria. Tenho muito orgulho de ser filho de professores e de ter começado minha vida como um.

    Mas há de tudo nesta vida: bons gurus e maus professores; maus coaches e bons mestres; sábios no boteco e ignorantes na academia. Só que nunca vi os verdadeiros mestres se preocuparem em conquistar multidões. Pelo contrário; era uma dedicação artesanal, diária e sussurrada aos poucos espíritos que estavam ali, naqueles 50 minutos de aula. A educação não é plastificada, ela é esculpida.


    https://oglobo.globo.com/ela/bruno-astuto/coluna/2024/09/gurulandia.gh tml
    No primeiro parágrafo do texto, a tipologia textual observada, predominantemente, é:
    Escolha uma alternativa para a questão 74b8eae2-32
  • 74B650E6-32

    Português

    Funções morfossintáticas da palavra QUE
    Centro Universitário FAESA · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos
    O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

    Gurulândia

    Em uma semana, eu garanto: sua vida vai estar diferente". Assim começa o vídeo do guru-influenciador de dentes alvos e brilhantes. Ao fundo, um rock pesadão, trilha sonora de quem vai começar uma competição de UFC. Letras fortes e chamativas, soluções milagrosas e felicidade instantânea. O moço lota grandes teatros e até ginásios. É uma igreja sem santos, sem Deus. O deus, na verdade, é ele. Que cita todos os filósofos, dos gregos aos católicos, de cor. "Como dizia Platão...", assim começa sua frase. E todos ficam boquiabertos.

    Nestes tempos de coaches, tenho pensado muito na figura dos professores e professoras. Daqueles de antigamente, os que formaram a nós, geração analógica que, de repente, foi apresentada ao mundo digital. Longe de mim querer romantizar o passado, afinal o mundo evolui, mas como eu admiro meus mestres. Mulheres e homens que, dia após dia, ano após ano, ficavam diante de nós em salas de aula modestas. Eles não tinham ternos sob medida nem PowerPoints elaborados. Seu palco era um simples quadro, seu público, uma trintena de alunos turbulentos. E, no entanto, sua influência em nossas vidas foi imensurável.

    Poderiam, mas não escreveram nenhum best-seller nem venderam seminários caros para compartilhar sua sabedoria. Não fariam sucesso, pois seu "produto" não é de fórmula fácil: a própria educação, que muitas vezes se baseia no desagrado, no não, na contrariedade. Eles não prometiam transformar nossa vida em sete dias, mas se engajavam em um processo longo e paciente de formação da nossa mente e do nosso caráter. Quando tocavam o coração de um aluno, ele não virava um seguidor, mas um discípulo. Sua influência não se media em curtidas ou compartilhamentos, mas em vidas transformadas. Muito loucos os meus professores: ao mesmo tempo que exigiam de nós comportamento, esperavam que fôssemos corações rebeldes para mudar este mundo insano.

    Eram mentores que não buscavam nos deslumbrar com citações pomposas ou teorias rebuscadas. Sua sabedoria estava ancorada no concreto, adaptada ao nosso nível de compreensão. Eles nos ensinavam a ler, contar, pensar por nós mesmos. O respeito, a curiosidade e o valor do trabalho árduo e da perseverança. Não nos ofereciam atalhos para o sucesso, mas as ferramentas para enfrentar os desafios da vida: resiliência e indignação. Ao mesmo tempo, eram cansados, impacientes — ?a grana era sempre curta — enfim, eram humanos.

    Os meus melhores professores e professoras não tentaram me fazer acreditar; eles me ensinaram a duvidar. A fazer perguntas. A rebater o inaceitável. A abraçar o estranho. A checar as fontes. Tudo isso com a mão imunda de giz, que arranhava o quadro sob aquela luz fria de necrotério. Mas quanta vida entrava em nós. O sopro da sabedoria. Tenho muito orgulho de ser filho de professores e de ter começado minha vida como um.

    Mas há de tudo nesta vida: bons gurus e maus professores; maus coaches e bons mestres; sábios no boteco e ignorantes na academia. Só que nunca vi os verdadeiros mestres se preocuparem em conquistar multidões. Pelo contrário; era uma dedicação artesanal, diária e sussurrada aos poucos espíritos que estavam ali, naqueles 50 minutos de aula. A educação não é plastificada, ela é esculpida.


    https://oglobo.globo.com/ela/bruno-astuto/coluna/2024/09/gurulandia.gh tml
    " 'Como dizia Platão...' "

    A conjunção sublinhada pode ser substituída sem prejuízo de sentido por:
    Escolha uma alternativa para a questão 74b650e6-32
  • 74B17FEF-32

    Português

    Morfologia
    Centro Universitário FAESA · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos
    O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

    Gurulândia

    Em uma semana, eu garanto: sua vida vai estar diferente". Assim começa o vídeo do guru-influenciador de dentes alvos e brilhantes. Ao fundo, um rock pesadão, trilha sonora de quem vai começar uma competição de UFC. Letras fortes e chamativas, soluções milagrosas e felicidade instantânea. O moço lota grandes teatros e até ginásios. É uma igreja sem santos, sem Deus. O deus, na verdade, é ele. Que cita todos os filósofos, dos gregos aos católicos, de cor. "Como dizia Platão...", assim começa sua frase. E todos ficam boquiabertos.

    Nestes tempos de coaches, tenho pensado muito na figura dos professores e professoras. Daqueles de antigamente, os que formaram a nós, geração analógica que, de repente, foi apresentada ao mundo digital. Longe de mim querer romantizar o passado, afinal o mundo evolui, mas como eu admiro meus mestres. Mulheres e homens que, dia após dia, ano após ano, ficavam diante de nós em salas de aula modestas. Eles não tinham ternos sob medida nem PowerPoints elaborados. Seu palco era um simples quadro, seu público, uma trintena de alunos turbulentos. E, no entanto, sua influência em nossas vidas foi imensurável.

    Poderiam, mas não escreveram nenhum best-seller nem venderam seminários caros para compartilhar sua sabedoria. Não fariam sucesso, pois seu "produto" não é de fórmula fácil: a própria educação, que muitas vezes se baseia no desagrado, no não, na contrariedade. Eles não prometiam transformar nossa vida em sete dias, mas se engajavam em um processo longo e paciente de formação da nossa mente e do nosso caráter. Quando tocavam o coração de um aluno, ele não virava um seguidor, mas um discípulo. Sua influência não se media em curtidas ou compartilhamentos, mas em vidas transformadas. Muito loucos os meus professores: ao mesmo tempo que exigiam de nós comportamento, esperavam que fôssemos corações rebeldes para mudar este mundo insano.

    Eram mentores que não buscavam nos deslumbrar com citações pomposas ou teorias rebuscadas. Sua sabedoria estava ancorada no concreto, adaptada ao nosso nível de compreensão. Eles nos ensinavam a ler, contar, pensar por nós mesmos. O respeito, a curiosidade e o valor do trabalho árduo e da perseverança. Não nos ofereciam atalhos para o sucesso, mas as ferramentas para enfrentar os desafios da vida: resiliência e indignação. Ao mesmo tempo, eram cansados, impacientes — ?a grana era sempre curta — enfim, eram humanos.

    Os meus melhores professores e professoras não tentaram me fazer acreditar; eles me ensinaram a duvidar. A fazer perguntas. A rebater o inaceitável. A abraçar o estranho. A checar as fontes. Tudo isso com a mão imunda de giz, que arranhava o quadro sob aquela luz fria de necrotério. Mas quanta vida entrava em nós. O sopro da sabedoria. Tenho muito orgulho de ser filho de professores e de ter começado minha vida como um.

    Mas há de tudo nesta vida: bons gurus e maus professores; maus coaches e bons mestres; sábios no boteco e ignorantes na academia. Só que nunca vi os verdadeiros mestres se preocuparem em conquistar multidões. Pelo contrário; era uma dedicação artesanal, diária e sussurrada aos poucos espíritos que estavam ali, naqueles 50 minutos de aula. A educação não é plastificada, ela é esculpida.


    https://oglobo.globo.com/ela/bruno-astuto/coluna/2024/09/gurulandia.gh tml
    "...mas as ferramentas para enfrentar os desafios da vida..." A preposição sublinhada no fragmento em destaque tem valor semântico de:
    Escolha uma alternativa para a questão 74b17fef-32
  • 1C08FDDD-31

    Português

    Interpretação de Textos
    Escola Superior de ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos

    Organizadores dos Jogos Olímpicos 2024 investiram cerca de 1,4 bilhões de euros para preparar o Rio Sena para Paris e as competições. A ministra do esporte e a prefeita da cidade chegaram a nadar em seu curso para comemorar as condições de nado. No entanto, testes diários de qualidade da água no início de junho indicaram níveis inseguros da bactéria E. coli, seguidos por melhorias recentes. Durante as Olimpíadas, o assunto foi amplamente debatido no mesmo ritmo em que treinos e provas eram adiados.


    ESMERIZ, André. Olimpíadas 2024: entenda a nova polêmica sobre a qualidade da água do rio Sena. Estadão. 03/08/2024.Disponível em: https://www.estadao.com.br/esportes/nova-polemica-qualidade-agua-rio-sena-olimpiadas-2024-npres/. Acesso em: 5 ago. 2024 (adaptado).



    Processo de alto grau de complexidade, a revitalização dos rios urbanos é uma constante em cidades europeias e tenta promover a melhoria das condições hidrológicas, ecológicas e sociais, buscando uma aproximação da população com o ambiente fluvial.



    As intervenções no Rio Sena demonstram que a revitalização de rios urbanos

    Escolha uma alternativa para a questão 1c08fddd-31
  • 1A2B9D08-31

    Inglês

    Advérbios e conjunções | Adverbs and conjunctions
    Escola Superior de ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUCTION: Read the following text to answer question.


    Brachytherapy: A Tool for Fighting Cancer


    Imagine you are camping at night, and you are sitting inside a tent. You want to read a book, but it is too dark. If someone outside the tent shines a flashlight at the book, that might help – you might be able to do some reading, especially if the person with the flashlight is not too far away. If the person with the flashlight gets very close to the tent, it will probably be easier to read your book. If you have a flashlight with you inside the tent and you hold your flashlight right up next to the pages of the book, then you are really in business! Brachytherapy is a little like this flashlight, because doctors deliver a dose of radiation right up close to tumor cells instead of treating them from farther away.


    There are several ways to treat cancer using radiation. [...] When healthcare providers use beams of radiation from outside the patient, like with the linear accelerator, that is a little like shining the flashlight from outside of the tent. This is a great option, especially if doctors can aim the beam very carefully at the target. Another way to treat cancer with radiation is by using little pieces of radioactive metal. If doctors put the radioactive source right into the tumor that they are trying to treat, the cancer cells will get a high dose of radiation. This is what is done in brachytherapy.


    Radiation Seeds and Extra Special Robots


    There are several ways healthcare providers can deliver brachytherapy treatments. The first one that we will talk about is to use lots of little capsules, called seeds. Even though they are called seeds, these are a lot different than the kind of seeds you use in your garden! These seeds are pretty small – they are each about the size of a grain of rice. A doctor can surgically implant these seeds directly inside a tumor. The seeds stay in place inside and, because they are radioactive, they release radiation right where the cancer is.


    In another type of brachytherapy, healthcare providers can use a robot called an afterloader that controls where the radioactive source is placed in the patient. This robot can move the source through special tubes into the inside of a patient. When the treatment is over, the robot removes the source from the patient. When the radiation source is not being used for treatment, it sits inside a container inside the robot. That container is made of lead so that it blocks radiation. The afterloader can be controlled from outside the treatment room, so the doctor and other members of the healthcare team can be outside of the room while the source is outside of its special container and is being used to treat the patient. This makes delivering radiation safer for the medical team, because they are not exposed to radiation each time they treat a patient.


    Available at: https://kids.frontiersin.org/articles/10.3389/ frym.2024.1378550. Accessed on: July 27, 2024.

    The idiom even though in “Even though they are called seeds, these are a lot different than the kind of seeds you use in your garden!” is closest in meaning to
    Escolha uma alternativa para a questão 1a2b9d08-31
  • 1A063028-31

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Escola Superior de ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos

    Read the following article abstract.


    Abstract


    In this article, we explore the importance of cooperation in science. Just as various construction trades must work together to build a skyscraper, scientists from separate fields can cooperate to tackle complex scientific challenges. This is called interdisciplinary collaboration, and it is a great way to do science. By bringing together knowledge and tools from multiple fields, scientists can uncover creative solutions and make meaningful connections that they might not have reached on their own. We give an example of how collaboration between particle physics and medicine – two fields that seem very different from one another – come together to improve healthcare. Using the tools of particle physics, scientists are enhancing cancer diagnosis and treatment. Interdisciplinary collaboration is the best way to address many of the complex issues we face today, like controlling climate change or fighting cancer, and it can help scientists and doctors make a lasting impact on human lives and the health of our planet.


    Available at: https://kids.frontiersin.org/articles/10.3389/

    frym.2024.1302457. Accessed on: July 17, 2024.

    The abstract highlights
    Escolha uma alternativa para a questão 1a063028-31
  • 19EF37E1-31

    Português

    Interpretação de Textos
    Escola Superior de ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos

    IA na medicina


    DrugGPT ajuda médicos a prescrever remédios


    A ferramenta, desenvolvida pela Universidade de Oxford, poderá ser usada em consultórios: o médico digita os sintomas do paciente e o bot responde com uma lista de medicamentos recomendados, os possíveis efeitos colaterais e uma explicação sobre a escolha. Uma análise da Universidade de Manchester estimou que os médicos ingleses cometam 237 milhões de erros em receitas por ano.



    Bots podem gerar desinformação, mostra estudo


    Os algoritmos GPT-4 (do ChatGPT), PaLM 2 (do Google), Llama (da Meta) e Claude foram avaliados por cientistas australianos, que fizeram a eles perguntas sobre temas de saúde (3). Tirando o Claude (da empresa Anthropic AI), todos os robôs se saíram mal: é possível induzi-los a dizer coisas absurdas, como que vacinas causam autismo ou uma “dieta alcalina” pode curar câncer.


    Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/3-noticias

    sobre-ia-na-medicina/. Acesso em: 3 ago. 2024 (adaptado).



    O texto discute o uso da inteligência artificial (IA) na Medicina. A relação entre os dois parágrafos apresentados evidencia uma

    Escolha uma alternativa para a questão 19ef37e1-31
  • 19ECAB34-31

    Português

    Sintaxe
    Escola Superior de ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia a seguir uma manchete e sua reescrita.



    Manchete:


    Rebeca Andrade é reverenciada no pódio por Simone Biles e Jordan Chiles


    Disponível em: https://ge.globo.com/. Acesso em: 5 ago. 2024. 



    Reescrita


    Simone Biles e Jordan Chiles reverenciam Rebeca Andrade no pódio



    Considerando as vozes verbais utilizadas na elaboração da manchete e da reescrita apresentadas, conclui-se que

    Escolha uma alternativa para a questão 19ecab34-31
  • 19E183D2-31

    Português

    Morfologia
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    O mesmo processo de formação da palavra “prioritariamente” é observado na palavra
    Escolha uma alternativa para a questão 19e183d2-31
  • 19C93E68-31

    Português

    Sintaxe
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    INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.


    A importância da análise de dados na saúde


    O mercado financeiro não sobreviveria sem a análise de dados. É ela que permite a detalhada avaliação de tendências e riscos e que informa a tomada de decisão. Na saúde, a análise de dados também permite a avaliação de tendências e riscos e informa a tomada de decisão. Entretanto, o que está em jogo são vidas!


    O Brasil coleta sistematicamente dados de nascimentos, óbitos, hospitalizações, vacinação, agravos de notificação compulsória, dentre outros. Isso é feito em todo o território nacional. Os dados coletados são a fonte de muitas análises retrospectivas que revelam, por exemplo, fatores de risco, padrões de desigualdade, caraterísticas sazonais de agravos e características de grupos e áreas vulneráveis. Análises prospectivas que tenham a agilidade e rapidez das análises do mercado financeiro também são necessárias. Ressalto três aspectos.


    Primeiro, em áreas de difícil acesso que não possuem conexão digital, a entrada de dados é geralmente feita com atraso. Isso compromete a rápida detecção de problemas e, portanto, prejudica a tomada de decisão. Impede, ainda, a promoção da saúde digital. Essa é a realidade de muitas comunidades ribeirinhas e indígenas na Amazônia. Aqui, a ação da segurança pública é fundamental para viabilizar o trabalho dos profissionais de saúde. Essa é uma das dificuldades na terra indígena Yanomami e em áreas controladas pelo tráfico de drogas.


    Segundo, a riqueza dos dados de saúde coletados no Brasil seria ampliada, caso as bases fossem integradas de tal forma que todas as passagens pelo sistema de saúde, bem como os agravos que uma pessoa tenha tido ao longo da vida, estivessem conectados. Ou seja, um histórico individual de agravos, atendimentos e procedimentos médicos, do nascimento à morte.


    Esse histórico individual poderia ainda conter dados das localidades dos indivíduos, tais como cobertura e uso da terra, produção econômica e clima. Além da oferta de serviços nessa localidade, uma vez que também há dados sobre estabelecimentos e profissionais de saúde. A integração das bases permitiria que o Brasil fosse pioneiro no uso de ciência de dados para a saúde, utilizando a maior e mais completa base de dados com o principal objetivo de reduzir a atual carga de doenças, prevenir cargas futuras e otimizar a oferta de serviços a fim de minimizar iniquidades.


    Terceiro, a análise ágil, integrada e efetiva dos dados da saúde é fundamental para conter surtos e salvar vidas. Uma plataforma que permita o uso dos dados coletados de forma ágil, integrada e efetiva para a tomada de decisão é uma demanda urgente. A ideia é simples, porém disruptiva.


    Em um primeiro momento, contribuiria para melhorar as ações e serviços sendo prestados. Ao longo do tempo, permitiria que as ações do Ministério da Saúde focassem na prevenção e não na reação ao problema. Tal plataforma seria a mola mestre para se ter um Ministério que seja prioritariamente um veículo de promoção de saúde e não um administrador de doenças. O Brasil pode (e deve) tornar isso uma realidade.


    Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ marcia-castro/2024/01/a-importancia-da-analise-de-dadosna-saude.shtml. Acesso em: 2 ago. 2024 (adaptado).

    Releia o trecho a seguir.


    “Primeiro, em áreas de difícil acesso que não possuem conexão digital a entrada de dados é geralmente feita com atraso.”


    A função da oração subordinada destacada no período é

    Escolha uma alternativa para a questão 19c93e68-31
  • 19BE19BD-31

    Português

    Interpretação de Textos
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    INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.


    A importância da análise de dados na saúde


    O mercado financeiro não sobreviveria sem a análise de dados. É ela que permite a detalhada avaliação de tendências e riscos e que informa a tomada de decisão. Na saúde, a análise de dados também permite a avaliação de tendências e riscos e informa a tomada de decisão. Entretanto, o que está em jogo são vidas!


    O Brasil coleta sistematicamente dados de nascimentos, óbitos, hospitalizações, vacinação, agravos de notificação compulsória, dentre outros. Isso é feito em todo o território nacional. Os dados coletados são a fonte de muitas análises retrospectivas que revelam, por exemplo, fatores de risco, padrões de desigualdade, caraterísticas sazonais de agravos e características de grupos e áreas vulneráveis. Análises prospectivas que tenham a agilidade e rapidez das análises do mercado financeiro também são necessárias. Ressalto três aspectos.


    Primeiro, em áreas de difícil acesso que não possuem conexão digital, a entrada de dados é geralmente feita com atraso. Isso compromete a rápida detecção de problemas e, portanto, prejudica a tomada de decisão. Impede, ainda, a promoção da saúde digital. Essa é a realidade de muitas comunidades ribeirinhas e indígenas na Amazônia. Aqui, a ação da segurança pública é fundamental para viabilizar o trabalho dos profissionais de saúde. Essa é uma das dificuldades na terra indígena Yanomami e em áreas controladas pelo tráfico de drogas.


    Segundo, a riqueza dos dados de saúde coletados no Brasil seria ampliada, caso as bases fossem integradas de tal forma que todas as passagens pelo sistema de saúde, bem como os agravos que uma pessoa tenha tido ao longo da vida, estivessem conectados. Ou seja, um histórico individual de agravos, atendimentos e procedimentos médicos, do nascimento à morte.


    Esse histórico individual poderia ainda conter dados das localidades dos indivíduos, tais como cobertura e uso da terra, produção econômica e clima. Além da oferta de serviços nessa localidade, uma vez que também há dados sobre estabelecimentos e profissionais de saúde. A integração das bases permitiria que o Brasil fosse pioneiro no uso de ciência de dados para a saúde, utilizando a maior e mais completa base de dados com o principal objetivo de reduzir a atual carga de doenças, prevenir cargas futuras e otimizar a oferta de serviços a fim de minimizar iniquidades.


    Terceiro, a análise ágil, integrada e efetiva dos dados da saúde é fundamental para conter surtos e salvar vidas. Uma plataforma que permita o uso dos dados coletados de forma ágil, integrada e efetiva para a tomada de decisão é uma demanda urgente. A ideia é simples, porém disruptiva.


    Em um primeiro momento, contribuiria para melhorar as ações e serviços sendo prestados. Ao longo do tempo, permitiria que as ações do Ministério da Saúde focassem na prevenção e não na reação ao problema. Tal plataforma seria a mola mestre para se ter um Ministério que seja prioritariamente um veículo de promoção de saúde e não um administrador de doenças. O Brasil pode (e deve) tornar isso uma realidade.


    Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ marcia-castro/2024/01/a-importancia-da-analise-de-dadosna-saude.shtml. Acesso em: 2 ago. 2024 (adaptado).

    No encadeamento dos parágrafos do texto, o mecanismo coesivo predominante é
    Escolha uma alternativa para a questão 19be19bd-31
  • 19B32443-31

    Português

    Interpretação de Textos
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    INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.


    A importância da análise de dados na saúde


    O mercado financeiro não sobreviveria sem a análise de dados. É ela que permite a detalhada avaliação de tendências e riscos e que informa a tomada de decisão. Na saúde, a análise de dados também permite a avaliação de tendências e riscos e informa a tomada de decisão. Entretanto, o que está em jogo são vidas!


    O Brasil coleta sistematicamente dados de nascimentos, óbitos, hospitalizações, vacinação, agravos de notificação compulsória, dentre outros. Isso é feito em todo o território nacional. Os dados coletados são a fonte de muitas análises retrospectivas que revelam, por exemplo, fatores de risco, padrões de desigualdade, caraterísticas sazonais de agravos e características de grupos e áreas vulneráveis. Análises prospectivas que tenham a agilidade e rapidez das análises do mercado financeiro também são necessárias. Ressalto três aspectos.


    Primeiro, em áreas de difícil acesso que não possuem conexão digital, a entrada de dados é geralmente feita com atraso. Isso compromete a rápida detecção de problemas e, portanto, prejudica a tomada de decisão. Impede, ainda, a promoção da saúde digital. Essa é a realidade de muitas comunidades ribeirinhas e indígenas na Amazônia. Aqui, a ação da segurança pública é fundamental para viabilizar o trabalho dos profissionais de saúde. Essa é uma das dificuldades na terra indígena Yanomami e em áreas controladas pelo tráfico de drogas.


    Segundo, a riqueza dos dados de saúde coletados no Brasil seria ampliada, caso as bases fossem integradas de tal forma que todas as passagens pelo sistema de saúde, bem como os agravos que uma pessoa tenha tido ao longo da vida, estivessem conectados. Ou seja, um histórico individual de agravos, atendimentos e procedimentos médicos, do nascimento à morte.


    Esse histórico individual poderia ainda conter dados das localidades dos indivíduos, tais como cobertura e uso da terra, produção econômica e clima. Além da oferta de serviços nessa localidade, uma vez que também há dados sobre estabelecimentos e profissionais de saúde. A integração das bases permitiria que o Brasil fosse pioneiro no uso de ciência de dados para a saúde, utilizando a maior e mais completa base de dados com o principal objetivo de reduzir a atual carga de doenças, prevenir cargas futuras e otimizar a oferta de serviços a fim de minimizar iniquidades.


    Terceiro, a análise ágil, integrada e efetiva dos dados da saúde é fundamental para conter surtos e salvar vidas. Uma plataforma que permita o uso dos dados coletados de forma ágil, integrada e efetiva para a tomada de decisão é uma demanda urgente. A ideia é simples, porém disruptiva.


    Em um primeiro momento, contribuiria para melhorar as ações e serviços sendo prestados. Ao longo do tempo, permitiria que as ações do Ministério da Saúde focassem na prevenção e não na reação ao problema. Tal plataforma seria a mola mestre para se ter um Ministério que seja prioritariamente um veículo de promoção de saúde e não um administrador de doenças. O Brasil pode (e deve) tornar isso uma realidade.


    Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ marcia-castro/2024/01/a-importancia-da-analise-de-dadosna-saude.shtml. Acesso em: 2 ago. 2024 (adaptado).

    Na argumentação, o autor do artigo destaca três aspectos para discutir a utilização dos dados ligados à saúde no Brasil.


    Entre o primeiro e o segundo aspecto, há uma mudança no tempo verbal utilizado porque

    Escolha uma alternativa para a questão 19b32443-31