Questões do ENEM: Linguagens e nível médio
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8.516 questões encontradas. Mostrando a página 202 de 426.
C5E57417-3B A veia satírica do poeta português Manuel Maria de Barbosa du Bocage (1765-1805) está bem exemplificada nos seguintes versos:C5E27650-3B Português
Funções morfossintáticas da palavra QUEUNESP · 2017MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o soneto “Alma minha gentil, que te partiste”, do poeta português Luís de Camões (1525?-1580), para responder à questão.
Alma minha gentil, que te partiste
tão cedo desta vida descontente,
repousa lá no Céu eternamente,
e viva eu cá na terra sempre triste.
Se lá no assento etéreo, onde subiste,
memória desta vida se consente,
não te esqueças daquele amor ardente
que já nos olhos meus tão puro viste.
E se vires que pode merecer-te
alguma coisa a dor que me ficou
da mágoa, sem remédio, de perder-te,
roga a Deus, que teus anos encurtou,
que tão cedo de cá me leve a ver-te,
quão cedo de meus olhos te levou.
(Sonetos, 2001.)
“Se lá no assento etéreo, onde subiste,
memória desta vida se consente,” (2ª estrofe)
Os termos destacados constituem
C5DF4CD0-3B Português
Interpretação de TextosUNESP · 2017MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o soneto “Alma minha gentil, que te partiste”, do poeta português Luís de Camões (1525?-1580), para responder à questão.
Alma minha gentil, que te partiste
tão cedo desta vida descontente,
repousa lá no Céu eternamente,
e viva eu cá na terra sempre triste.
Se lá no assento etéreo, onde subiste,
memória desta vida se consente,
não te esqueças daquele amor ardente
que já nos olhos meus tão puro viste.
E se vires que pode merecer-te
alguma coisa a dor que me ficou
da mágoa, sem remédio, de perder-te,
roga a Deus, que teus anos encurtou,
que tão cedo de cá me leve a ver-te,
quão cedo de meus olhos te levou.
(Sonetos, 2001.)
De modo indireto, o soneto camoniano acaba também por explorar o tema daC5CDA618-3B Português
Gêneros TextuaisUNESP · 2017MédioEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, leia a crônica “Seu ‘Afredo’”, de Vinicius de Moraes (1913-1980), publicada originalmente em setembro de 1953.
Seu Afredo (ele sempre subtraía o “l” do nome, ao se apresentar com uma ligeira curvatura: “Afredo Paiva, um seu criado...”) tornou-se inesquecível à minha infância porque tratava-se muito mais de um linguista que de um encerador. Como encerador, não ia muito lá das pernas. Lembro-me que, sempre depois de seu trabalho, minha mãe ficava passeando pela sala com uma flanelinha debaixo de cada pé, para melhorar o lustro. Mas, como linguista, cultor do vernáculo¹e aplicador de sutilezas gramaticais, seu Afredo estava sozinho.
Tratava-se de um mulato quarentão, ultrarrespeitador, mas em quem a preocupação linguística perturbava às vezes a colocação pronominal. Um dia, numa fila de ônibus, minha mãe ficou ligeiramente ressabiada2 quando seu Afredo, casualmente de passagem, parou junto a ela e perguntou-lhe à queima-roupa, na segunda do singular:
– Onde vais assim tão elegante?
Nós lhe dávamos uma bruta corda. Ele falava horas a fio, no ritmo do trabalho, fazendo os mais deliciosos pedantismos que já me foi dado ouvir. Uma vez, minha mãe, em meio à lide3 caseira, queixou-se do fatigante ramerrão4 do trabalho doméstico. Seu Afredo virou-se para ela e disse:
– Dona Lídia, o que a senhora precisa fazer é ir a um médico e tomar a sua quilometragem. Diz que é muito bão.
De outra feita, minha tia Graziela, recém-chegada de fora, cantarolava ao piano enquanto seu Afredo, acocorado perto dela, esfregava cera no soalho. Seu Afredo nunca tinha visto minha tia mais gorda. Pois bem: chegou-se a ela e perguntou-lhe:
– Cantas? Minha tia, meio surpresa, respondeu com um riso amarelo:
– É, canto às vezes, de brincadeira...
Mas, um tanto formalizada, foi queixar-se a minha mãe, que lhe explicou o temperamento do nosso encerador:
– Não, ele é assim mesmo. Isso não é falta de respeito, não. É excesso de... gramática.
Conta ela que seu Afredo, mal viu minha tia sair, chegou-se a ela com ar disfarçado e falou:
– Olhe aqui, dona Lídia, não leve a mal, mas essa menina, sua irmã, se ela pensa que pode cantar no rádio com essa voz, ‘tá redondamente enganada. Nem em programa de calouro!
E, a seguir, ponderou:
– Agora, piano é diferente. Pianista ela é!
E acrescentou:
– Eximinista pianista!
(Para uma menina com uma flor, 2009.)
1 vernáculo: a língua própria de um país; língua nacional.
2 ressabiado: desconfiado.
3 lide: trabalho penoso, labuta.
4 ramerrão: rotina.
Um traço característico do gênero crônica, visível no texto de Vinicius de Moraes, éC5CAC997-3B Português
Interpretação de TextosUNESP · 2017MédioEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, leia a crônica “Seu ‘Afredo’”, de Vinicius de Moraes (1913-1980), publicada originalmente em setembro de 1953.
Seu Afredo (ele sempre subtraía o “l” do nome, ao se apresentar com uma ligeira curvatura: “Afredo Paiva, um seu criado...”) tornou-se inesquecível à minha infância porque tratava-se muito mais de um linguista que de um encerador. Como encerador, não ia muito lá das pernas. Lembro-me que, sempre depois de seu trabalho, minha mãe ficava passeando pela sala com uma flanelinha debaixo de cada pé, para melhorar o lustro. Mas, como linguista, cultor do vernáculo¹e aplicador de sutilezas gramaticais, seu Afredo estava sozinho.
Tratava-se de um mulato quarentão, ultrarrespeitador, mas em quem a preocupação linguística perturbava às vezes a colocação pronominal. Um dia, numa fila de ônibus, minha mãe ficou ligeiramente ressabiada2 quando seu Afredo, casualmente de passagem, parou junto a ela e perguntou-lhe à queima-roupa, na segunda do singular:
– Onde vais assim tão elegante?
Nós lhe dávamos uma bruta corda. Ele falava horas a fio, no ritmo do trabalho, fazendo os mais deliciosos pedantismos que já me foi dado ouvir. Uma vez, minha mãe, em meio à lide3 caseira, queixou-se do fatigante ramerrão4 do trabalho doméstico. Seu Afredo virou-se para ela e disse:
– Dona Lídia, o que a senhora precisa fazer é ir a um médico e tomar a sua quilometragem. Diz que é muito bão.
De outra feita, minha tia Graziela, recém-chegada de fora, cantarolava ao piano enquanto seu Afredo, acocorado perto dela, esfregava cera no soalho. Seu Afredo nunca tinha visto minha tia mais gorda. Pois bem: chegou-se a ela e perguntou-lhe:
– Cantas? Minha tia, meio surpresa, respondeu com um riso amarelo:
– É, canto às vezes, de brincadeira...
Mas, um tanto formalizada, foi queixar-se a minha mãe, que lhe explicou o temperamento do nosso encerador:
– Não, ele é assim mesmo. Isso não é falta de respeito, não. É excesso de... gramática.
Conta ela que seu Afredo, mal viu minha tia sair, chegou-se a ela com ar disfarçado e falou:
– Olhe aqui, dona Lídia, não leve a mal, mas essa menina, sua irmã, se ela pensa que pode cantar no rádio com essa voz, ‘tá redondamente enganada. Nem em programa de calouro!
E, a seguir, ponderou:
– Agora, piano é diferente. Pianista ela é!
E acrescentou:
– Eximinista pianista!
(Para uma menina com uma flor, 2009.)
1 vernáculo: a língua própria de um país; língua nacional.
2 ressabiado: desconfiado.
3 lide: trabalho penoso, labuta.
4 ramerrão: rotina.
Em “Mas, como linguista, cultor do vernáculo e aplicador de sutilezas gramaticais, seu Afredo estava sozinho.” (1° parágrafo), o cronista sugere que seu AfredoC5C82ADA-3B Português
Interpretação de TextosUNESP · 2017MédioEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, leia a crônica “Seu ‘Afredo’”, de Vinicius de Moraes (1913-1980), publicada originalmente em setembro de 1953.
Seu Afredo (ele sempre subtraía o “l” do nome, ao se apresentar com uma ligeira curvatura: “Afredo Paiva, um seu criado...”) tornou-se inesquecível à minha infância porque tratava-se muito mais de um linguista que de um encerador. Como encerador, não ia muito lá das pernas. Lembro-me que, sempre depois de seu trabalho, minha mãe ficava passeando pela sala com uma flanelinha debaixo de cada pé, para melhorar o lustro. Mas, como linguista, cultor do vernáculo¹e aplicador de sutilezas gramaticais, seu Afredo estava sozinho.
Tratava-se de um mulato quarentão, ultrarrespeitador, mas em quem a preocupação linguística perturbava às vezes a colocação pronominal. Um dia, numa fila de ônibus, minha mãe ficou ligeiramente ressabiada2 quando seu Afredo, casualmente de passagem, parou junto a ela e perguntou-lhe à queima-roupa, na segunda do singular:
– Onde vais assim tão elegante?
Nós lhe dávamos uma bruta corda. Ele falava horas a fio, no ritmo do trabalho, fazendo os mais deliciosos pedantismos que já me foi dado ouvir. Uma vez, minha mãe, em meio à lide3 caseira, queixou-se do fatigante ramerrão4 do trabalho doméstico. Seu Afredo virou-se para ela e disse:
– Dona Lídia, o que a senhora precisa fazer é ir a um médico e tomar a sua quilometragem. Diz que é muito bão.
De outra feita, minha tia Graziela, recém-chegada de fora, cantarolava ao piano enquanto seu Afredo, acocorado perto dela, esfregava cera no soalho. Seu Afredo nunca tinha visto minha tia mais gorda. Pois bem: chegou-se a ela e perguntou-lhe:
– Cantas? Minha tia, meio surpresa, respondeu com um riso amarelo:
– É, canto às vezes, de brincadeira...
Mas, um tanto formalizada, foi queixar-se a minha mãe, que lhe explicou o temperamento do nosso encerador:
– Não, ele é assim mesmo. Isso não é falta de respeito, não. É excesso de... gramática.
Conta ela que seu Afredo, mal viu minha tia sair, chegou-se a ela com ar disfarçado e falou:
– Olhe aqui, dona Lídia, não leve a mal, mas essa menina, sua irmã, se ela pensa que pode cantar no rádio com essa voz, ‘tá redondamente enganada. Nem em programa de calouro!
E, a seguir, ponderou:
– Agora, piano é diferente. Pianista ela é!
E acrescentou:
– Eximinista pianista!
(Para uma menina com uma flor, 2009.)
1 vernáculo: a língua própria de um país; língua nacional.
2 ressabiado: desconfiado.
3 lide: trabalho penoso, labuta.
4 ramerrão: rotina.
Na crônica, o personagem seu Afredo é descrito como uma pessoaBF5D3B39-07 Inglês
Adjetivos | AdjectivesUNICENTRO · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
NOGUEIRA, Salvador. Translated by Marina Della Valle. Disponível em: < www1folha.uol.com.br/internacional/em/scienceandhealth/2016/03/ 1755511-russia-will-install-telescope-in-brazil..shtml>. Acesso em: 27 set. 2016.
Considerando o uso gramatical da língua no texto, é correto afirmar:BF36F745-07 Português
Interpretação de TextosUNICENTRO · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
UNGUER, Roberto Mangabeira. Uma vida Humana. Folha de São Paulo, São Paulo, 11 setembro [2001?]. Opinião, Tendências/Debates.
Segundo o articulista,84832131-06 Português
Interpretação de TextosUFRGS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

Considere as seguintes propostas de reescrita de segmentos do texto, envolvendo transposição de discurso direto para indireto.I - – Filha, não fique aí no sol (l. 19):Devinne pediu à filha que não fique no sol.II - – Você vai pra praia hoje? (l. 22):A filha de Devinne lhe pergunta se ia pra praia hoje.III- – Não sei. Falou com a mãe? (l. 25):Devine respondeu à filha que não sabia e perguntou-lhe se ela tinha falado com sua mãe.
Quais estão corretas?8475A10C-06 Português
Coesão e coerênciaUFRGS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

Considere as seguintes afirmações sobre propostas de alteração de frases do texto.I - Se não entende (l. 03) fosse substituído por desconfia, seria necessário substituir o que (l. 02) por que.II - Se está (l. 04) fosse substituído por ele não localiza, nenhuma outra alteração seria necessária à frase.III- Se se agarra (l. 16) fosse substituído por ele se protege, seria necessário substituir à qual (l. 16) por com a qual.Sem considerar alterações de sentido, quais afirmações mantêm a correção da frase?84655267-06 Português
Interpretação de TextosUFRGS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
Assinale a alternativa que contém substituições adequadas para as expressões de longe (l. 19), dinamismo (l. 27), a evolução (l. 41), considerando o sentido dessas expressões no texto.8460EEB5-06 Português
PontuaçãoUFRGS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos


Considere o trecho abaixo, extraído do texto, e as três propostas de reescrita para ele.Na época, a França era de longe o país mais populoso da Europa: por volta de 1700, já contava com mais de 20 milhões de habitantes, enquanto o Reino Unido tinha pouco mais de 8 milhões de pessoas. (l. 19-23)I - Na época, a França era de longe o país mais populoso da Europa: por volta de 1700, o Reino Unido tinha pouco mais de 8 milhões de pessoas; a França, entretanto, já contava com mais de 20 milhões de habitantes.II - Na época, a França era de longe o país mais populoso da Europa. Por volta de 1700, o Reino Unido tinha pouco mais de 8 milhões de pessoas; a França, entretanto, já contava com mais de 20 milhões de habitantes.III- Na época, a França era de longe o país mais populoso da Europa: por volta de 1700, o Reino Unido tinha pouco mais de 8 milhões de pessoas. A França, entretanto, já contava com mais de 20 milhões de habitantes.Quais estão corretas e preservam o sentido do trecho original?845E1441-06 Português
Flexão de voz (ativa, passiva, reflexiva)UFRGS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
Assinale a alternativa que apresenta a correta passagem de segmento do texto da voz ativa para a voz passiva.845A4A3E-06 Português
Estrutura das Palavras: Radical, Desinência, Prefixo e SufixoUFRGS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos


Assinale a alternativa em que as três palavras possuem um radical que está relacionado com a noção de “povo”.84570174-06 Português
MorfologiaUFRGS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos


Geralmente, substantivos denotam seres ou coisas. Às vezes, no entanto, podem denotar ação ou processo.Assinale a alternativa que contém um substantivo que, no texto, denota processo.845330B8-06 Português
Interpretação de TextosUFRGS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos


Considere as afirmações abaixo.I - As transformações radicais que entraram em curso ao final do século XVIII e início do século XIX foram propelidas pelo crescimento demográfico sustentado, pelo início do êxodo rural e da Revolução Industrial.II - Toda assistência aos pobres deveria ser suspensa e a taxa de natalidade deveria ser severamente controlada, a fim de evitar que torvelinho similar ao da Revolução Francesa vitimasse o Reino Unido.III - O progresso tecnológico e o crescimento industrial tiveram importância para a evolução da distribuição da renda ao longo das décadas que se seguiram a 1810.Quais dessas afirmações devem ser atribuídas ao autor do texto, T. Piketty?D598C1E6-05 Espanhol
Acentuação e suas regras | Acentos y sus reglasUFRGS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritosInstrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.

Adaptado de: El Mercurio, 26 jul. 2014, p. A 10.
Considere las siguientes afirmaciones sobre reglas de acentuación de palabras del texto.I - La palabra él (l. 06) va acentuada por tratarse de un caso de acento diferencial.II - Las palabras empático (l. 12), sistemático (l. 14) y psicológico (l. 37) siguen la misma regla de acentuación.III- Las palabras energía (l. 17), alegría (l. 22) y diversión (l. 22) se acentúan, porque forman diptongos.Cuáles están correctas?
D59511C7-05 Espanhol
Tempos Verbais do Indicativo | Tiempos Verbales del Indicativo (Presente, Pretérito Perfecto Simple o Compuesto, Pretérito Imperfecto, Pretérito Pluscuamperfecto, Futuro Simple o Compuesto)UFRGS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritosInstrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.

Adaptado de: El Mercurio, 26 jul. 2014, p. A 10.
Si las formas verbales demuestra (l. 06) e influyen (l. 08) estuvieran en pretérito perfecto simple, sus formas correspondientes seríanD5914D74-05 Espanhol
Sinônimos | SinónimoUFRGS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritosInstrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.

Adaptado de: El Mercurio, 26 jul. 2014, p. A 10.
La palabra azarozo (l. 03) podría ser sustituida, sin alteración de sentido, porD58A8B43-05 Espanhol
Interpretação de Texto | Comprensión de LecturaUFRGS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritosInstrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.

Adaptado de: El Mercurio, 26 jul. 2014, p. A 10.
La frase El trabajo constituye un desplazamiento de la percepción que se tiene del fenómeno musical, que deja de ser concebido como una huella de lo que somos para asumírselo ahora como señal de cómo discurrimos (l. 27-32) podría ser interpretada como