Questões do ENEM: Linguagens e nível médio
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8.516 questões encontradas. Mostrando a página 243 de 426.
4E3CDB22-FD Jornais impressos são coisas palpáveis, concretas, estão materializados em papel. No papel está seu suporte físico. Do papel, assim como da tinta, podem-se examinar a idade e a autenticidade. Já em televisão, como em toda forma de mídia eletrônica, é cada vez mais difícil encontrar o suporte físico original da informação. A bem da verdade, na era digital, quando já não se tem mais sequer o negativo de uma fotografia, posto que as fotos passaram a ser produzidas em máquinas digitais, praticamente não há mais o suporte físico primeiro, original, do documento que depois será objeto de pesquisa histórica. São tamanhas as possibilidades de alteração da imagem digital que, anos depois, será difícil precisar se aquela imagem que se tem corresponde exatamente à cena que foi de fato fotografada. E não se terá um negativo original para que seja tirada a prova dos nove.Eugênio Bucci e Maria R. Kehl, Videologias: ensaios sobre televisão. São Paulo: Boitempo, 2004
Examine os seguintes comentários sobre diferentes elementos linguísticos presentes no texto:I Na oração que inicia o texto, a palavra “concretas” é um adjetivo que amplia o significado de outro adjetivo.II No trecho “do documento que depois será objeto de pesquisa histórica”, a palavra “objeto” assume sentido abstrato.III A expressão “prova dos nove” deve ser entendida, no texto, em seu sentido literal.Está correto o que se afirma em
4E39C448-FD Português
Coesão e coerênciaFGV · 2015MédioEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, leia o seguinte texto, em que a autora, colunista de gastronomia, recorda cenas de sua infância:Uma tia-avóFico abismada de ver de quanta coisa não me lembro. Aliás, não me lembro de nada.Por exemplo, as férias em que eu ia para uma cidade do interior de Minas, acho que nem cidade era, era uma rua, e passava por Belo Horizonte, onde tinha uma tia-avó.Não poderia repetir o rosto dela, sei que muito magra, vestido até o chão, fantasma em cinzentos, levemente muda, deslizando por corredores de portas muito altas.O clima da casa era de passado embrulhado em papel de seda amarfanhado, e posto no canto para que não se atrevesse a voltar à tona. Nem um riso, um barulho de copos tinindo. Quem estava ali sabia que quanto menos se mexesse menor o perigo de sofrer. Afinal o mundo era um vale de lágrimas.A casa dava para a rua, não tinha jardim, a não ser que você se aventurasse a subir uma escada de cimento, lateral, que te levava aos jardins suspensos da Babilônia.Nem precisava ser sensível para sentir a secura, a geometria esturricada dos canteiros sob o céu de anil de Minas. Nada, nem uma flor, só coisas que espetavam e buxinhos com formatos rígidos e duras palmas e os urubus rodando alto, em cima, esperando… O quê? Segredos enterrados, medo, sentia eu destrambelhando escada abaixo.Na sala, uma cristaleira antiga com um cacho enorme de uvas enroladas em papel brilhante azul.Para mim, pareciam uvas de chocolate, recheadas de bebida, mas não tinha coragem de pedir, estavam lá ano após ano, intocadas. A avó, baixinho, permitia, “Quer, pode pegar”, com voz neutra, mas eu declinava, doida de desejo.Das comidas comuns da casa, não me lembro de uma couvinha que fosse, não me lembro de empregadas, cozinheiras, sala de jantar, nada.Enfim, Belo Horizonte para mim era uma terra triste, de mulheres desesperadas e mudas enterradas no tempo, chocolates sedutores e proibidos. Só valia como passagem para a roça brilhante de sol que me esperava.Nina Horta, Folha de S. Paulo, 17/07/2013. Adaptado.
Tendo em vista o tom de crônica que a colunista imprime a seu artigo, ela se sente livre para utilizar elementos linguísticos que não se enquadram nas normas da língua escrita padrão.Dos elementos citados abaixo, o único que NÃO tem essa característica, isto é, o único que preserva a norma-padrão é o emprego4E34B82E-FD Português
Figuras de LinguagemFGV · 2015MédioEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, leia o seguinte texto, em que a autora, colunista de gastronomia, recorda cenas de sua infância:Uma tia-avóFico abismada de ver de quanta coisa não me lembro. Aliás, não me lembro de nada.Por exemplo, as férias em que eu ia para uma cidade do interior de Minas, acho que nem cidade era, era uma rua, e passava por Belo Horizonte, onde tinha uma tia-avó.Não poderia repetir o rosto dela, sei que muito magra, vestido até o chão, fantasma em cinzentos, levemente muda, deslizando por corredores de portas muito altas.O clima da casa era de passado embrulhado em papel de seda amarfanhado, e posto no canto para que não se atrevesse a voltar à tona. Nem um riso, um barulho de copos tinindo. Quem estava ali sabia que quanto menos se mexesse menor o perigo de sofrer. Afinal o mundo era um vale de lágrimas.A casa dava para a rua, não tinha jardim, a não ser que você se aventurasse a subir uma escada de cimento, lateral, que te levava aos jardins suspensos da Babilônia.Nem precisava ser sensível para sentir a secura, a geometria esturricada dos canteiros sob o céu de anil de Minas. Nada, nem uma flor, só coisas que espetavam e buxinhos com formatos rígidos e duras palmas e os urubus rodando alto, em cima, esperando… O quê? Segredos enterrados, medo, sentia eu destrambelhando escada abaixo.Na sala, uma cristaleira antiga com um cacho enorme de uvas enroladas em papel brilhante azul.Para mim, pareciam uvas de chocolate, recheadas de bebida, mas não tinha coragem de pedir, estavam lá ano após ano, intocadas. A avó, baixinho, permitia, “Quer, pode pegar”, com voz neutra, mas eu declinava, doida de desejo.Das comidas comuns da casa, não me lembro de uma couvinha que fosse, não me lembro de empregadas, cozinheiras, sala de jantar, nada.Enfim, Belo Horizonte para mim era uma terra triste, de mulheres desesperadas e mudas enterradas no tempo, chocolates sedutores e proibidos. Só valia como passagem para a roça brilhante de sol que me esperava.Nina Horta, Folha de S. Paulo, 17/07/2013. Adaptado.
Embora tenha sido publicado em jornal, o texto contém recursos mais comuns na linguagem literária do que na jornalística. Exemplificam tais recursos a hipérbole e a metáfora, que ocorrem, respectivamente, nos seguintes trechos:4E2F14AA-FD Português
AdjetivosFGV · 2015MédioEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, leia o seguinte texto, em que a autora, colunista de gastronomia, recorda cenas de sua infância:Uma tia-avóFico abismada de ver de quanta coisa não me lembro. Aliás, não me lembro de nada.Por exemplo, as férias em que eu ia para uma cidade do interior de Minas, acho que nem cidade era, era uma rua, e passava por Belo Horizonte, onde tinha uma tia-avó.Não poderia repetir o rosto dela, sei que muito magra, vestido até o chão, fantasma em cinzentos, levemente muda, deslizando por corredores de portas muito altas.O clima da casa era de passado embrulhado em papel de seda amarfanhado, e posto no canto para que não se atrevesse a voltar à tona. Nem um riso, um barulho de copos tinindo. Quem estava ali sabia que quanto menos se mexesse menor o perigo de sofrer. Afinal o mundo era um vale de lágrimas.A casa dava para a rua, não tinha jardim, a não ser que você se aventurasse a subir uma escada de cimento, lateral, que te levava aos jardins suspensos da Babilônia.Nem precisava ser sensível para sentir a secura, a geometria esturricada dos canteiros sob o céu de anil de Minas. Nada, nem uma flor, só coisas que espetavam e buxinhos com formatos rígidos e duras palmas e os urubus rodando alto, em cima, esperando… O quê? Segredos enterrados, medo, sentia eu destrambelhando escada abaixo.Na sala, uma cristaleira antiga com um cacho enorme de uvas enroladas em papel brilhante azul.Para mim, pareciam uvas de chocolate, recheadas de bebida, mas não tinha coragem de pedir, estavam lá ano após ano, intocadas. A avó, baixinho, permitia, “Quer, pode pegar”, com voz neutra, mas eu declinava, doida de desejo.Das comidas comuns da casa, não me lembro de uma couvinha que fosse, não me lembro de empregadas, cozinheiras, sala de jantar, nada.Enfim, Belo Horizonte para mim era uma terra triste, de mulheres desesperadas e mudas enterradas no tempo, chocolates sedutores e proibidos. Só valia como passagem para a roça brilhante de sol que me esperava.Nina Horta, Folha de S. Paulo, 17/07/2013. Adaptado.
Considerando-se os elementos descritivos presentes no texto, é correto apontar, nele, o emprego deA8B4789E-FC Português
SintaxeUniversidade Federal do Ceará · 2015MédioEntre para guardar nos favoritosAssinale a alternativa em que o conectivo “e”, no texto 2, estabelece, além do sentido de adição, o sentido de consequência.
A8AEFE09-FC Português
AdvérbiosUniversidade Federal do Ceará · 2015MédioEntre para guardar nos favoritosAssinale a alternativa que apresenta uma locução adverbial e o seu respectivo valor semântico.
A898CB6E-FC Português
Flexão verbal de tempo (presente, pretérito, futuro)Universidade Federal do Ceará · 2015MédioEntre para guardar nos favoritosAssinale a alternativa em que o verbo sublinhado está conjugado no mesmo tempo verbal que o verbo do enunciado “Estive em Washington em abril” (texto 1, linha 01).
A88490EA-FC Português
Análise sintáticaUniversidade Federal do Ceará · 2015MédioEntre para guardar nos favoritosAssinale a alternativa que indica corretamente a função sintática do termo sublinhado em “ninguém é atropelado por ciclistas que teclam o celular!” (texto 1, linha 16).
A8533B85-FC Português
Interpretação de TextosUniversidade Federal do Ceará · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
Adaptado de QUEIROZ, Rachel de. Tangerine Girl. In: MORICONI, Italo (Org.). Os cem melhores contos brasileiros do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2000, p. 159-161.
Com base no texto 2, responda à questão.
A fascinação da menina pelo blimp levava-a a:
A84DF87B-FC Português
Interpretação de TextosUniversidade Federal do Ceará · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
Adaptado de QUEIROZ, Rachel de. Tangerine Girl. In: MORICONI, Italo (Org.). Os cem melhores contos brasileiros do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2000, p. 159-161.
Com base no texto 2, responda à questão.
Nos três primeiros parágrafos, a narrativa é contada a partir da posição espacial dos personagens, de modo que as cenas são mostradas, primeiramente, na perspectiva:
A849CAAF-FC Português
Interpretação de TextosUniversidade Federal do Ceará · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
AQUINO, Ruth de. A cultura do desrespeito. Época. Rio de Janeiro: Globo. Disponível em http://epoca.globo.com/colunas-eblogs/ruth-de-aquino/noticia/2015/05/cultura-do-desrespeito.html. Acesso em 20 jun. 2015.
Com base no texto 1, responda à questãoAssinale a alternativa em que a relação semântica entre as palavras, no texto, é do geral para o particular ou vice-versa.
A844AB5A-FC Português
Coesão e coerênciaUniversidade Federal do Ceará · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
AQUINO, Ruth de. A cultura do desrespeito. Época. Rio de Janeiro: Globo. Disponível em http://epoca.globo.com/colunas-eblogs/ruth-de-aquino/noticia/2015/05/cultura-do-desrespeito.html. Acesso em 20 jun. 2015.
Com base no texto 1, responda à questãoNo enunciado “você escuta: ‘How are you doing today?’, acompanhado de um sorriso” (linhas 04-05), o termo “você” se refere a:
A83E18AE-FC Português
Interpretação de TextosUniversidade Federal do Ceará · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
AQUINO, Ruth de. A cultura do desrespeito. Época. Rio de Janeiro: Globo. Disponível em http://epoca.globo.com/colunas-eblogs/ruth-de-aquino/noticia/2015/05/cultura-do-desrespeito.html. Acesso em 20 jun. 2015.
Com base no texto 1, responda à questãoO texto permite fazer um paralelo, embora às vezes implícito, entre a vida urbana no Brasil e em Washington. Assinale a alternativa que apresenta uma característica da vida urbana no Brasil sugerida pelo texto de forma implícita.
A83602A6-FC Português
Interpretação de TextosUniversidade Federal do Ceará · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
AQUINO, Ruth de. A cultura do desrespeito. Época. Rio de Janeiro: Globo. Disponível em http://epoca.globo.com/colunas-eblogs/ruth-de-aquino/noticia/2015/05/cultura-do-desrespeito.html. Acesso em 20 jun. 2015.
Com base no texto 1, responda à questãoDa leitura do trecho “Ninguém fecha e xinga no trânsito nem ousa trafegar pelo acostamento ou acelerar no sinal amarelo” (linhas 11-12), depreende-se que:
A8326BE0-FC Português
Interpretação de TextosUniversidade Federal do Ceará · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
AQUINO, Ruth de. A cultura do desrespeito. Época. Rio de Janeiro: Globo. Disponível em http://epoca.globo.com/colunas-eblogs/ruth-de-aquino/noticia/2015/05/cultura-do-desrespeito.html. Acesso em 20 jun. 2015.
Com base no texto 1, responda à questãoNo trecho “Os grandes supermercados são limpos, imaculados!” (linha 05), os dois últimos termos:
A829FEB2-FC Português
Interpretação de TextosUniversidade Federal do Ceará · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
AQUINO, Ruth de. A cultura do desrespeito. Época. Rio de Janeiro: Globo. Disponível em http://epoca.globo.com/colunas-eblogs/ruth-de-aquino/noticia/2015/05/cultura-do-desrespeito.html. Acesso em 20 jun. 2015.
Com base no texto 1, responda à questãoEm relação às diferenças culturais entre Washington e Rio, a autora demonstra:44A5460E-FC Português
Acentuação Gráfica: acento diferencialIF-PR · 2015MédioEntre para guardar nos favoritosPARA A QUESTÃO, TOME POR BASE OS DITADOS POPULARES LISTADOS A SEGUIR.I) Antes prevenir do que remediar.II) Quando vires a barba do vizinho arder, põe a tua de molho.III) Após a tempestade, vem a bonança.IV) Uma ovelha má põe um rebanho a perder.V) Dois olhos veem mais do que um só.VI) Há males que vêm para o bem.VII) Devagar se vai ao longe.VIII) O pior cego é o que não quer ver.IX) Antes que cases, vê o que fazes.X) Se queres conhecer o vilão, põe-lhe uma vara na mão.
Analise a reescrita dos textos dos ditados populares, de acordo com a norma padrão, após feitas as modificações solicitadas entre parênteses. Assinale a alternativa correta.449B3BD7-FC Português
Coesão e coerênciaIF-PR · 2015MédioEntre para guardar nos favoritosA obra clássica, segundo o escritor italiano Ítalo Calvino, “nunca termina de dizer aquilo que ele tem para dizer”. É um grande campo de onde é possível extrair centenas de informações e multiplicidades. Entretanto, cada lugar do mundo e cada geração a lê sob diferentes prismas. O que o torna imortal são os valores implícitos nele. Um livro clássico pode ter quinhentos ou cinquenta anos. Ele independe da idade. É como se elas fossem espelhos, onde a humanidade pudesse fazer a leitura de si mesma: suas agruras, seus anseios, sua moral, seus medos, seus segredos, sua identidade. (Revista Educação, Ano 10, nº 116)O texto apresenta problemas em relação à coesão, pois emprega inadequadamente alguns pronomes (em negrito). Assinale a alternativa correta em relação ao emprego desses elementos referenciais.44913935-FC Português
Interpretação de TextosIF-PR · 2015MédioEntre para guardar nos favoritosA obra clássica, segundo o escritor italiano Ítalo Calvino, “nunca termina de dizer aquilo que ele tem para dizer”. É um grande campo de onde é possível extrair centenas de informações e multiplicidades. Entretanto, cada lugar do mundo e cada geração a lê sob diferentes prismas. O que o torna imortal são os valores implícitos nele. Um livro clássico pode ter quinhentos ou cinquenta anos. Ele independe da idade. É como se elas fossem espelhos, onde a humanidade pudesse fazer a leitura de si mesma: suas agruras, seus anseios, sua moral, seus medos, seus segredos, sua identidade. (Revista Educação, Ano 10, nº 116)Assinale a alternativa que apresenta a caracterização de uma obra clássica, de acordo com o texto.352CFE62-FC Português
Análise sintáticaUniversidade Federal do Ceará · 2015MédioEntre para guardar nos favoritosA oração destacada em: O que me interessa aqui é uma oração __________ cujo termo introdutório tem como função sintática __________.