Questões do ENEM: Linguagens e nível médio

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8.516 questões encontradas. Mostrando a página 264 de 426.

  • 742B3FA2-4C

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - Campinas · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, PUC - Campinas 2015, Interpretação de Textos

    As palavras finais do conto "Teoria do medalhão", de Machado de Assis, são as seguintes: "Rumina bem o que te disse, meu filho. Guardadas as proporções, a conversa desta noite vale o Príncipe de Machiavelli. Vamos dormir." Em tais palavras pode-se identificar o seguinte recurso literário bastante explorado por Machado:
    Escolha uma alternativa para a questão 742b3fa2-4c
  • 7414522F-4C

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - Campinas · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, PUC - Campinas 2015, Interpretação de Textos

    ... somos capazes de ouvir bem essa voz supostamente instalada dentro de nós?

    A frase acima (linhas 71 e 72) retoma conceito sobre essa voz já expresso em passagem anterior do texto. Assinale o segmento que apresenta explicitamente esse conceito.

    Escolha uma alternativa para a questão 7414522f-4c
  • 73FF8227-4C

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - Campinas · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, PUC - Campinas 2015, Interpretação de Textos

    Essa voz atua com muita força, mas muitos de nós acabam por se desviar dela.

    Outra formulação para a frase acima, que seja clara e correta e que não prejudique o sentido original, é

    Escolha uma alternativa para a questão 73ff8227-4c
  • 73F4AC3A-4C

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - Campinas · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, PUC - Campinas 2015, Interpretação de Textos

    Afirma-se com correção sobre o título do texto, considerado em seu contexto:
    Escolha uma alternativa para a questão 73f4ac3a-4c
  • 2ACBBC8E-36

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    PUC - RS · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUCTION: Answer question in relation to text 1.

    Imagem da questão de Inglês, PUC - RS 2015, Interpretação de texto | Reading comprehension

    According to the first paragraph of the text, it is possible to say that
    Escolha uma alternativa para a questão 2acbbc8e-36
  • 2A6C44C0-36

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - RS · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, leia o poema “O mar", de Cruz e Sousa.


    Que nostalgia vem das tuas vagas,
    Ó velho mar, ó lutador oceano!
    Tu de saudades íntimas alagas
    O mais profundo coração humano.


    Sim! Do teu choro enorme e soberano,
    Do teu gemer nas desoladas plagas,
    Sai o quer que é, rude sultão ufano,
    Que abre nos peitos verdadeiras chagas.


    Ó mar! ó mar! embora esse eletrismo,
    Tu tens em ti o gérmen do lirismo,
    És um poeta lírico demais.


    E eu para rir com bom humor das tuas
    Nevroses colossais, bastam-me as luas
    Quando fazem luzir os seus metais.


    Com base no poema e em seu contexto, preencha os parênteses com C para certo e E para errado.

    ( ) A obsessão pelo branco, uma das características de Cruz e Sousa, aparece de forma intensa neste poema.
    ( ) O soneto, através do uso da personificação, estabelece uma relação de correspondência entre o mar e o poeta.
    ( ) O mar surge, no poema, como um elemento catalizador de memórias e de inspiração.
    ( ) O soneto expressa forte musicalidade, revelada no cuidado com a linguagem, embora seja composto de versos brancos.


    O correto preenchimento dos parênteses, de cima parabaixo, é:
    Escolha uma alternativa para a questão 2a6c44c0-36
  • 56B612B6-36

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - RS · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

                               Imagem da questão de Português, PUC - RS 2015, Interpretação de Textos

    De acordo com as ideias do segundo parágrafo, o comportamento heteronômico caracteriza-se pela
    Escolha uma alternativa para a questão 56b612b6-36
  • 56A6BA2A-36

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - RS · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

                          Imagem da questão de Português, PUC - RS 2015, Interpretação de Textos

    A relação entre o exemplo e o recurso argumentativo empregado no texto está correta em:
    Escolha uma alternativa para a questão 56a6ba2a-36
  • 569FCC49-36

    Português

    Conjunções: Relação de causa e consequência
    PUC - RS · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

                          Imagem da questão de Português, PUC - RS 2015, Conjunções: Relação de causa e consequência

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, analise a frase “Mas a sabedoria fundamental – no sentido mais substantivo desse adjetivo – da filosofia grega é incontornável” (linhas 21 a 23) e preencha os parênteses com V (verdadeiro) ou F (falso), considerando o contexto.


    ( ) O “mas” redireciona o desenvolvimento argumentativo, estabelecendo uma oposição entre o que se modificou e o que não pode ser modificado.


    ( ) O trecho entre travessões apresenta um comentário de natureza metalinguística e poderia ser deslocado para o fim da frase, com os devidos ajustes na pontuação, sem alteração no sentido do texto.


    ( ) A palavra “substantivo” está empregada, no contexto, com o sentido de “essencial”, “inerente”.


    ( ) O adjetivo “incontornável” enfatiza a ideia de que nem tudo o que diz respeito à moral é flexível.


    O correto preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

    Escolha uma alternativa para a questão 569fcc49-36
  • 5690056B-36

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - RS · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

                              Imagem da questão de Português, PUC - RS 2015, Interpretação de Textos



    INSTRUÇÃO: Para responder à questão , considere as afirmativas sobre o conteúdo e a composição dos textos 1 e 2.


    I. A tendência social delineada nas pequenas narrativas que compõem o texto 1 é referida, de forma sintética, por uma passagem do texto 2.


    II. O texto 2 se constrói a partir do diálogo entre as personagens; já no texto 1, o discurso das pessoas mencionadas não aparece.


    III. O texto 2 se apresenta como uma contraposição ao ponto de vista dos moradores de Curitiba mencionados no texto 1.


    Está/Estão correta(s) a(s) afirmativa(s)

    Escolha uma alternativa para a questão 5690056b-36
  • 6F2DE6B5-34

    Português

    Interpretação de Textos
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    TEXTO 8

    CAPÍTULO XVIII

    Rubião e o cachorro, entrando em casa, sentiram, ouviram a pessoa e as vozes do finado amigo. Enquanto o cachorro farejava por toda a parte, Rubião foi sentar-se na cadeira, onde estivera quando Quincas Borba referiu a morte da avó com explicações científicas. A memória dele recompôs, ainda que de embrulho e esgarçadamente, os argumentos do filósofo. Pela primeira vez, atentou bem na alegoria das tribos famintas e compreendeu a conclusão: “Ao vencedor, as batatas!”. Ouviu distintamente a voz roufenha do finado expor a situação das tribos, a luta e a razão da luta, o extermínio de uma e a vitória da outra, e murmurou baixinho:

    — Ao vencedor, as batatas! 

         Tão simples! tão claro! Olhou para as calças de brim surrado e o rodaque cerzido, e notou que até há pouco fora, por assim dizer, um exterminado, uma bolha; mas que ora não, era um vencedor. Não havia dúvida; as batatas fizeram-se para a tribo que elimina a outra a fim de transpor a montanha e ir às batatas do outro lado. Justamente o seu caso. Ia descer de Barbacena para arrancar e comer as batatas da capital. Cumpria-lhe ser duro e implacável, era poderoso e forte. E levantando-se de golpe, alvoroçado, ergueu os braços exclamando: 

    — Ao vencedor, as batatas!

          Gostava da fórmula, achava-a engenhosa, compendiosa e eloquente, além de verdadeira e profunda. Ideou as batatas em suas várias formas, classificou-as pelo sabor, pelo aspecto, pelo poder nutritivo, fartou- -se antemão do banquete da vida. Era tempo de acabar com as raízes pobres e secas, que apenas enganavam o estômago, triste comida de longos anos; agora o farto, o sólido, o perpétuo, comer até morrer, e morrer em colchas de seda, que é melhor que trapos. E voltava à afirmação de ser duro e implacável, e à fórmula da alegoria. Chegou a compor de cabeça um sinete para seu uso, com este lema: AO VENCEDOR AS BATATAS. 

        Esqueceu o projeto do sinete; mas a fórmula viveu no espírito de Rubião, por alguns dias: — Ao vencedor as batatas! Não a compreenderia antes do testamento; ao contrário, vimos que a achou obscura e sem explicação. Tão certo é que a paisagem depende do ponto de vista, e que o melhor modo de apreciar o chicote é ter-lhe o cabo na mão.

    (ASSIS, Machado de. Quincas Borba. São Paulo: Ática, 2011. p. 38-39.)

          Machado de Assis (Texto 8) possui uma obscuridade que fascina o leitor, na medida em que o desconcerta. A magia de suas palavras e seus sentidos de mistério agem profundamente, embora a compreensão permaneça desorientada. No entanto, deve-se ressaltar que a linguagem literária não expressa tipos, conceitos ou emoções; é um leque de interpretações. O que faz a literatura ser literatura é a literariedade. Literariedade é a elevação da língua à sua função máxima, sua plurissignificação, sua polissemia, seu poder de sugestão, estranheza e sua linguagem solitária, mas solidária. Com relação à literatura de Machado de Assis, considerando o texto escolhido, analise as afirmativas a seguir:


    I-O escritor buscou, por meio de personagens, transfigurar o embate entre a essência e a aparência, o caráter relativo da moral humana, as convenções sociais e os impulsos piores, a normalidade, a loucura e a precariedade da condição humana.

    II-Machado, em Quincas Borba, exprimiu uma visão pessimista em relação à vida e ao ser humano. Mais do que pessimista ou negativista, a postura do escritor é niilista.

    III-A “teoria do Humanitismo", elaborada no romance Quincas Borba pelo “louco filósofo" Quincas Borba, pretende demonstrar que, na luta pela vida, vence sempre o mais forte, o mais esperto.

    IV-Em Machado de Assis, a preocupação fundamental é a análise dos fatos; as personagens ficam em segundo plano e são apresentadas à medida que afloram à consciência ou à memória do narrador. Por essa razão, a narrativa não segue uma ordem cronológica, mas sim obedece a um ordenamento interior.


    Em relação às proposições analisadas, marque a única alternativa cujos itens estão todos corretos:


    Escolha uma alternativa para a questão 6f2de6b5-34
  • 6F22E29E-34

    Português

    Interpretação de Textos
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    TEXTO 8

    CAPÍTULO XVIII

    Rubião e o cachorro, entrando em casa, sentiram, ouviram a pessoa e as vozes do finado amigo. Enquanto o cachorro farejava por toda a parte, Rubião foi sentar-se na cadeira, onde estivera quando Quincas Borba referiu a morte da avó com explicações científicas. A memória dele recompôs, ainda que de embrulho e esgarçadamente, os argumentos do filósofo. Pela primeira vez, atentou bem na alegoria das tribos famintas e compreendeu a conclusão: “Ao vencedor, as batatas!”. Ouviu distintamente a voz roufenha do finado expor a situação das tribos, a luta e a razão da luta, o extermínio de uma e a vitória da outra, e murmurou baixinho:

    — Ao vencedor, as batatas! 

         Tão simples! tão claro! Olhou para as calças de brim surrado e o rodaque cerzido, e notou que até há pouco fora, por assim dizer, um exterminado, uma bolha; mas que ora não, era um vencedor. Não havia dúvida; as batatas fizeram-se para a tribo que elimina a outra a fim de transpor a montanha e ir às batatas do outro lado. Justamente o seu caso. Ia descer de Barbacena para arrancar e comer as batatas da capital. Cumpria-lhe ser duro e implacável, era poderoso e forte. E levantando-se de golpe, alvoroçado, ergueu os braços exclamando: 

    — Ao vencedor, as batatas!

          Gostava da fórmula, achava-a engenhosa, compendiosa e eloquente, além de verdadeira e profunda. Ideou as batatas em suas várias formas, classificou-as pelo sabor, pelo aspecto, pelo poder nutritivo, fartou- -se antemão do banquete da vida. Era tempo de acabar com as raízes pobres e secas, que apenas enganavam o estômago, triste comida de longos anos; agora o farto, o sólido, o perpétuo, comer até morrer, e morrer em colchas de seda, que é melhor que trapos. E voltava à afirmação de ser duro e implacável, e à fórmula da alegoria. Chegou a compor de cabeça um sinete para seu uso, com este lema: AO VENCEDOR AS BATATAS. 

        Esqueceu o projeto do sinete; mas a fórmula viveu no espírito de Rubião, por alguns dias: — Ao vencedor as batatas! Não a compreenderia antes do testamento; ao contrário, vimos que a achou obscura e sem explicação. Tão certo é que a paisagem depende do ponto de vista, e que o melhor modo de apreciar o chicote é ter-lhe o cabo na mão.

    (ASSIS, Machado de. Quincas Borba. São Paulo: Ática, 2011. p. 38-39.)

    No decorrer de todo o Texto 8, a batata deve ser interpretada como (marque a resposta correta):
    Escolha uma alternativa para a questão 6f22e29e-34
  • 6F0FA449-34

    Português

    Interpretação de Textos
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    TEXTO 7

                                          Ao mar

        Choveu dias e depois amanheceu. Joel chegou à janela e olhou o quintal: estava tudo inundado! Joel vestiu-se rapidamente, disse adeus à mãe, embarcou numa tábua e pôs-se a remar. Hasteou no mastro uma bandeira com a estrela de David... 

         O barco navegava mansamente. As noites se sucediam, estreladas. No cesto de gávea Joel vigiava e pensava em todos os esplêndidos aventureiros: Krishna, o faquir que ficou cento e dez dias comendo cascas de ovo; Mac-Dougal, o inglês que escalou o Itatiaia com uma das mãos amarradas às costas; Fred, que foi lançado num barril ao golfo do México e recolhido um ano depois na ilha da Pintada. Moma, irmão de sangue de um chefe comanche; Demócrito que dançava charleston sobre fios de alta tensão... 

        — A la mar! A la mar! – gritava Joel entoando cânticos ancestrais. Despertando pela manhã, alimentava-se de peixes exóticos; escrevia no diário de bordo e ficava a contemplar as ilhas. Os nativos viam-no passar – um ser taciturno, distante, nas águas, distante do céu. Certa vez – uma tempestade! Durou sete horas. Mas não o venceu, não o venceu! 

         E os monstros? Que dizer deles, se nunca ninguém os viu? 

         Joel remava afanosamente; às vezes, parava só para comer e escrever no diário de bordo. Um dia, disse em voz alta: "Mar, animal rumorejante!" Achou bonita esta frase; até anotou no diário. Depois, nunca mais falou. 

         À noite, Joel sonhava com barcos e mares, e ares e céus, e ventos e prantos, e rostos escuros, monstros soturnos. Que dizer destes monstros, se nunca ninguém os viu? 

         — Joel, vem almoçar! – gritava a mãe. Joel viajava ao largo; perto da África. 

    (SCLIAR, Moacyr. Melhores contos. Seleção de Regina Zilbermann. São Paulo: Global, 2003. p. 105/106.)


    O Texto 7, extraído de Melhores contos, de Moacyr Scliar, coloca frente a frente dois universos: o dos adultos, que tentam sempre estabelecer e manter a ordem, e o das crianças, recriado ludicamente pela fantasia. Marque a alternativa que melhor ilustra essa afirmação:
    Escolha uma alternativa para a questão 6f0fa449-34
  • 6EFA716E-34

    Inglês

    Análise sintática | Syntax Parsing
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    TEXTO 7

                                          Ao mar

        Choveu dias e depois amanheceu. Joel chegou à janela e olhou o quintal: estava tudo inundado! Joel vestiu-se rapidamente, disse adeus à mãe, embarcou numa tábua e pôs-se a remar. Hasteou no mastro uma bandeira com a estrela de David... 

         O barco navegava mansamente. As noites se sucediam, estreladas. No cesto de gávea Joel vigiava e pensava em todos os esplêndidos aventureiros: Krishna, o faquir que ficou cento e dez dias comendo cascas de ovo; Mac-Dougal, o inglês que escalou o Itatiaia com uma das mãos amarradas às costas; Fred, que foi lançado num barril ao golfo do México e recolhido um ano depois na ilha da Pintada. Moma, irmão de sangue de um chefe comanche; Demócrito que dançava charleston sobre fios de alta tensão... 

        — A la mar! A la mar! – gritava Joel entoando cânticos ancestrais. Despertando pela manhã, alimentava-se de peixes exóticos; escrevia no diário de bordo e ficava a contemplar as ilhas. Os nativos viam-no passar – um ser taciturno, distante, nas águas, distante do céu. Certa vez – uma tempestade! Durou sete horas. Mas não o venceu, não o venceu! 

         E os monstros? Que dizer deles, se nunca ninguém os viu? 

         Joel remava afanosamente; às vezes, parava só para comer e escrever no diário de bordo. Um dia, disse em voz alta: "Mar, animal rumorejante!" Achou bonita esta frase; até anotou no diário. Depois, nunca mais falou. 

         À noite, Joel sonhava com barcos e mares, e ares e céus, e ventos e prantos, e rostos escuros, monstros soturnos. Que dizer destes monstros, se nunca ninguém os viu? 

         — Joel, vem almoçar! – gritava a mãe. Joel viajava ao largo; perto da África. 

    (SCLIAR, Moacyr. Melhores contos. Seleção de Regina Zilbermann. São Paulo: Global, 2003. p. 105/106.)


    In Text 7 we can see a repetition of the sentence “ninguém nunca os viu.” By translating it to English mark the sentence which is grammatically correct:
    Escolha uma alternativa para a questão 6efa716e-34
  • 6EEDA0E1-34

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-GO · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO 7

                                          Ao mar

        Choveu dias e depois amanheceu. Joel chegou à janela e olhou o quintal: estava tudo inundado! Joel vestiu-se rapidamente, disse adeus à mãe, embarcou numa tábua e pôs-se a remar. Hasteou no mastro uma bandeira com a estrela de David... 

         O barco navegava mansamente. As noites se sucediam, estreladas. No cesto de gávea Joel vigiava e pensava em todos os esplêndidos aventureiros: Krishna, o faquir que ficou cento e dez dias comendo cascas de ovo; Mac-Dougal, o inglês que escalou o Itatiaia com uma das mãos amarradas às costas; Fred, que foi lançado num barril ao golfo do México e recolhido um ano depois na ilha da Pintada. Moma, irmão de sangue de um chefe comanche; Demócrito que dançava charleston sobre fios de alta tensão... 

        — A la mar! A la mar! – gritava Joel entoando cânticos ancestrais. Despertando pela manhã, alimentava-se de peixes exóticos; escrevia no diário de bordo e ficava a contemplar as ilhas. Os nativos viam-no passar – um ser taciturno, distante, nas águas, distante do céu. Certa vez – uma tempestade! Durou sete horas. Mas não o venceu, não o venceu! 

         E os monstros? Que dizer deles, se nunca ninguém os viu? 

         Joel remava afanosamente; às vezes, parava só para comer e escrever no diário de bordo. Um dia, disse em voz alta: "Mar, animal rumorejante!" Achou bonita esta frase; até anotou no diário. Depois, nunca mais falou. 

         À noite, Joel sonhava com barcos e mares, e ares e céus, e ventos e prantos, e rostos escuros, monstros soturnos. Que dizer destes monstros, se nunca ninguém os viu? 

         — Joel, vem almoçar! – gritava a mãe. Joel viajava ao largo; perto da África. 

    (SCLIAR, Moacyr. Melhores contos. Seleção de Regina Zilbermann. São Paulo: Global, 2003. p. 105/106.)


    Assinale a alternativa que analisa corretamente a experiência vivida pela personagem Joel (Texto 7):
    Escolha uma alternativa para a questão 6eeda0e1-34
  • 6EDE8D5A-34

    Inglês

    Verbos | Verbs
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    TEXTO 6

    [...]
    Arandir (numa alucinação) – Dália, faz o seguinte. Olha o seguinte: diz à Selminha. (violento) Diz que, em toda minha vida, a única coisa que salva é o beijo no asfalto. Pela primeira vez. Dália, escuta! Pela primeira vez, na vida! Por um momento, eu me senti bom! (furioso) Eu me senti quase, nem sei! Escuta, escuta! Quando eu te vi no banheiro, eu não fui bom, entende? Desejei você. Naquele momento, você devia ser a irmã nua. E eu desejei. Saí logo, mas desejei a cunhada. Na praça da Bandeira, não. Lá, eu fui bom. É lindo! É lindo, eles não entendem. Lindo beijar quem está morrendo! (grita) Eu não me arrependo! Eu não me arrependo!

    Dália – Selminha te odeia! (Arandir volta para a cunhada, cambaleante. Passa a mão na boca encharcada.)

    Arandir (com voz estrangulada) – Odeia. (muda de tom) Por isso é que recusou. Recusou o meu beijo. Eu quis beijar e ela negou. Negou a boca. Não quis o meu beijo.

    Dália – Eu quero!

    Arandir (atônito) – Você?Dália (sofrida) – Selminha não te beija, mas eu.

    Arandir (contido) – Você é uma criança. (Dália aperta entre as mãos o rosto de Arandir.)

    Arandir – Dália. (Dália beija-o, de leve, nos lábios.)

    Dália – Te beijei.

    Arandir (maravilhado) – Menina!

    Dália (quase sem voz) – Agora me beija. Você. Beija.

    Arandir (desprende-se com violência) – Eu amo Selminha!

    Dália (desesperada) – Eu me ofereço e. Selminha não veio e eu vim.

    Arandir – Dália, eu mato tua irmã. Amo tanto que. (muda de tom) Eu ia pedir. Pedir à Selminha para morrer comigo.

    Dália – Morrer?

    Arandir (desesperado) – Eu e Selminha! Mas ela não veio!

    Dália (agarra o cunhado. Quase boca com boca, sôfrega) – Eu morreria.

    Arandir – Comigo?

    Dália (selvagem) – Contigo! Nós dois! Contigo! Eu te amo!

    [...]

    (RODRIGUES, Nelson. O beijo no asfalto. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1995. p. 98-100.)


       The noun “kiss" (beijo) and verb “kiss" (beijar) appear numerous times in Text 6 in both the title of the work, as well as in the dialogue between the two characters. Although the verb “kiss" can be used as an intransitive verb, it is generally used, such as in the excerpt from O beijo no asfalto, as a transitive verb.

    Recalling that a transitive verb is an action verb that takes an object, which of the following sentence or sentences exemplifies the use of a transitive verb?


    I-John ran quickly.

    II- Susie kicked the ball.

    III-My uncle broke the window.

    IV-I wrote a letter to my friend.


    Choose from the following options:


    Escolha uma alternativa para a questão 6ede8d5a-34