Questões do ENEM: Linguagens e nível médio

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8.516 questões encontradas. Mostrando a página 274 de 426.

  • 197F8B6A-DC

    Português

    Formação das Palavras: Composição, Derivação, Hibridismo, Onomatopeia e Abreviação
    FAME · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto 1

    Somos uma sociedade injusta e segregacionista

    O fenômeno dos centenas de rolezinhos que ocuparam shoppings centers no Rio e em São Paulo suscitaram as mais disparatadas interpretações. (...)

    Eu, por minha parte, interpreto da seguinte forma tal irrupção:

    Em primeiro lugar, são jovens pobres, das grandes periferias, sem espaços de lazer e de cultura, penalizados por serviços públicos ausentes ou muito ruins como saúde, escola, infra-estrutura sanitária, transporte, lazer e segurança. Veem televisão cujas propagandas os seduzem para um consumo que nunca vão poder realizar. E sabem manejar computadores e entrar nas redes sociais para articular encontros. Seria ridículo exigir deles que teoricamente tematizem sua insatisfação.

    Mas sentem na pele o quanto nossa sociedade é malvada porque exclui, despreza e mantém os filhos e filhas da pobreza na invisibilidade forçada. O que se esconde por trás de sua irrupção? O fato de não serem incluídos no contrato social. Não adianta termos uma "constituição cidadã" que neste aspecto é apenas retórica, pois implementou muito pouco do que prometeu em vista da inclusão social. Eles estão fora, não contam, nem sequer servem de carvão para o consumo de nossa fábrica social (Darcy Ribeiro). Estar incluído no contrato social significa ter garantidos os serviços básicos: saúde, educação, moradia, transporte, cultura, lazer e segurança. Quase nada disso funciona nas periferias. O que eles estão dizendo com suas penetrações nos bunkers do consumo? "Oia nóis na fita"; "nois não tamo parado";"nóis tamo aqui para zoar"(incomodar). Eles estão com seu comportamento rompendo as barreiras do aparheid social.(...)

    Continuamos uma Brasilíndia: uma Bélgica rica dentro de uma Índia pobre. Tudo isso os rolezinhos denunciam, por atos e menos por palavras.

    Em segundo lugar, eles denunciam a nossa maior chaga: a desigualdade social cujo verdadeiro nome é injustiça histórica e social. Releva constatar que, com as políticas sociais do governo do PT, a desigualdade diminuiu, pois, segundo o IPEA, os 10% mais pobres tiveram entre 2001-2011 um crescimento de renda acumulado de 91,2%, enquanto a parte mais rica cresceu 16,6%. Mas esta diferença não atingiu a raiz do problema, pois o que supera a desigualdade é uma infraestrutura social de saúde, escola, transporte, cultura e lazer que funcione e seja acessível a todos. Não é suficiente transferir renda; tem que criar oportunidades e oferecer serviços, coisa que não foi o foco principal no Ministério de Desenvolvimento Social.

    O "Atlas da Exclusão Social" de Márcio Poschmann (Cortez 2004) nos mostra que há cerca de 60 milhões de famílias no Brasil, das quais cinco mil famílias extensas detém 45% da riqueza nacional. Democracia sem igualdade, que é seu pressuposto, é farsa e retórica. Os rolezinhos denunciam essa contradição. Eles entram no "paraíso das mercadorias" vistas virtualmente na TV para vê-las realmente e senti-las nas mãos. Eis o sacrilégio insuportável pelos donos dos shoppings. Eles não sabem dialogar, chamam logo a polícia para bater e fecham as portas a esses bárbaros. Sim, bem o viu T.Todorov em seu livro "Os novos bárbaros": os marginalizados do mundo inteiro estão saindo da margem e indo rumo ao centro para suscitar a má consciência dos "consumidores felizes" e lhes dizer: esta ordem é ordem na desordem. Ela os faz frustrados e infelizes, tomados de medo, medo dos próprios semelhantes que somos nós.

    Por fim, os rolezinhos não querem apenas consumir. Não são animaizinhos famintos. Eles têm fome sim, mas fome de reconhecimento, de acolhida na sociedade, de lazer, de cultura e de mostrar o que sabem: cantar, dançar, criar poemas críticos, celebrar a convivência humana. E querem trabalhar para ganhar sua vida. Tudo isso lhes é negado, porque, por serem pobres, negros, mestiços sem olhos azuis e cabelos loiros, são desprezados e mantidos longe, na margem.

    Esse tipo de sociedade pode ser chamada ainda de humana e civilizada? Ou é uma forma travestida de barbárie? Esta última lhe convém mais. Os rolezinhos mexeram numa pedra que começou a rolar. Só parará se houver mudanças.

    BOFF, Leonardo. Jornal Zero Hora. 28 jan. 2014. (adaptado). Disponível em: <http://goo.gl/4UeRbD>. Acesso em 05 abr. 2014
    Observe a criação do neologismo Brasilíndia neste trecho:

    “Continuamos uma Brasilíndia: uma Bélgica rica dentro de uma Índia pobre.”

    A criação do neologismo Brasilíndia ocorreu por
    Escolha uma alternativa para a questão 197f8b6a-dc
  • 6DB1875E-D9

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Faculdade Santa Marcelina · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o infográfico para responder à questão.


    Imagem da questão de Inglês, Faculdade Santa Marcelina 2014, Interpretação de texto | Reading comprehension

    (www.medicalnewstoday.com. Adaptado.)

    De acordo com o infográfico, é correto afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão 6db1875e-d9
  • 6DA879C1-D9

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Faculdade Santa Marcelina · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto para responder à questão.


    Do fat people stay warmer than thin people?

    Pack on some extra pounds for winter

    By Daniel Engber

    01.02.2014

        At the yearly Rottnest Channel Swim in Western Australia, participants often smear their bodies with animal fat for insulation against the 70-degree water. But their own body fat also helps to keep them warm, like an extra layer of clothing beneath the skin. When scientists studied aspects of the event in 2006, they found that swimmers with a greater body mass index (BMI) appear to be at much lower risk of getting hypothermia.

        The same effect has been demonstrated in hospitals where patients who’ve suffered cardiac arrest are treated with “therapeutic hypothermia” to stave off brain injury and inflammation. Studies have shown that it takes longer to induce hypothermia in obese patients than in their leaner counterparts. The extra fat seems to insulate the body’s core.

        Under certain conditions, though, overweight people might feel colder than people of average weight. That’s because the brain combines two signals — the temperature inside the body and the temperature on the surface of the skin — to determine when it’s time to constrict blood vessels (which limits heat loss through the skin) and trigger shivering (which generates heat). And since subcutaneous fat traps heat, an obese person’s core will tend to remain warm while his or her skin cools down. According to Catherine O’Brien, a research physiologist with the U.S. Army Research Institute of Environmental Medicine, it’s possible that the lower skin temperature would give fatter people the sense of being colder overall.

        But O’Brien points out that many other factors beyond subcutaneous fat help determine the rate at which we chill. Smaller people, who have more surface area compared to the total volume of their bodies, lose heat more quickly. (It’s often said that women feel colder than men; average body size may play a part.) A more muscular physique may also offer some protection against hypothermia, partly because muscle tissue generates lots of heat. “We have a joke around here that the person who’s best-suited for cold is fit and fat,” says O’Brien.

    (www.popsci.com)

    Em relação ao primeiro parágrafo, é correto afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão 6da879c1-d9
  • 6D9EF15C-D9

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade Santa Marcelina · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia um trecho do conto Uma vela para Dario, do escritor curitibano Dalton Trevisan, para responder à questão.


        Dario vinha apressado, guarda-chuva no braço esquerdo e, assim que dobrou a esquina, diminuiu o passo até parar, encostando-se à parede de uma casa. Por ela escorregando, sentou-se na calçada, ainda úmida de chuva, e descansou na pedra o cachimbo.
        Dois ou três passantes rodearam-no e indagaram se não se sentia bem. Dario abriu a boca, moveu os lábios, não se ouviu resposta. O senhor gordo, de branco, sugeriu que devia sofrer de ataque.
        Ele reclinou-se mais um pouco, estendido agora na calçada, e o cachimbo tinha apagado. O rapaz de bigode pediu aos outros que se afastassem e o deixassem respirar. Abriu-lhe o paletó, o colarinho, a gravata e a cinta. Quando lhe retiraram os sapatos, Dario roncou feio e bolhas de espuma surgiram no canto da boca.
        Cada pessoa que chegava erguia-se na ponta dos pés, embora não o pudesse ver. O senhor gordo repetia que Dario sentara-se na calçada, soprando ainda a fumaça do cachimbo e encostando o guarda-chuva na parede. Mas não se via guarda-chuva ou cachimbo ao seu lado.
        A velhinha de cabeça grisalha gritou que ele estava morrendo. Um grupo o arrastou para o táxi da esquina. Já no carro a metade do corpo, protestou o motorista: quem pagaria a corrida? Concordaram chamar a ambulância. Dario conduzido de volta e recostado à parede – não tinha os sapatos nem o alfinete de pérola na gravata.
        Alguém informou da farmácia na outra rua. Não carregaram Dario além da esquina; a farmácia no fim do quarteirão e, além do mais, muito pesado. Foi largado na porta de uma peixaria.
        Ocupado o café próximo pelas pessoas que vieram apreciar o incidente e, agora, comendo e bebendo, gozavam as delícias da noite. Dario ficou torto como o deixaram, no degrau da peixaria, sem o relógio de pulso.
        Um terceiro sugeriu que lhe examinassem os papéis, retirados – com vários objetos – de seus bolsos e alinhados sobre a camisa branca. Ficaram sabendo do nome, idade, sinal de nascença. O endereço na carteira era de outra cidade.
        Registrou-se correria de mais de duzentos curiosos que, a essa hora, ocupavam toda a rua e as calçadas: era a polícia. O carro negro investiu a multidão. Várias pessoas tropeçaram no corpo de Dario. O guarda aproximou-se do cadáver e não pôde identificá-lo – os bolsos vazios.

    (Herberto Sales (org.). Antologia escolar de contos brasileiros, s/d. Adaptado.)
    Afirma-se sobre a obra de Dalton Trevisan que seus personagens vivenciam situações banais, porém carregadas de significação, pois o autor insere em seus contos a crítica ao processo de desumanização do ser humano.

    É correto concluir que o trecho do conto
    Escolha uma alternativa para a questão 6d9ef15c-d9
  • 6D90EC92-D9

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade Santa Marcelina · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos

    Considere a charge de Caco Galhardo para responder à questão.


    Imagem da questão de Português, Faculdade Santa Marcelina 2014, Interpretação de Textos

    (Folha de S.Paulo, 26.01.2014.)

    Interpretando-se a charge, é correto afirmar que o homem com o celular comporta-se
    Escolha uma alternativa para a questão 6d90ec92-d9
  • 2E2CFB96-D8

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    FGV · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Inglês, FGV 2014, Interpretação de texto | Reading comprehension
    In paragraph 5, the article most likely mentions time and space in order to
    Escolha uma alternativa para a questão 2e2cfb96-d8
  • 2E0FD729-D8

    Português

    Interpretação de Textos
    FGV · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos

    NOSSO TEMPO


    (...)
                                     V
    Escuta a hora formidável do almoço
    na cidade. Os escritórios, num passe, esvaziam-se. 
    As bocas sugam um rio de carne, legumes e tortas vitaminosas. 
    Salta depressa do mar a bandeja de peixes argênteos! 
    Os subterrâneos da fome choram caldo de sopa, 
    olhos líquidos de cão através do vidro devoram teu osso. 
    Come, braço mecânico, alimenta-te, mão de papel, é tempo de comida, 
    mais tarde será o de amor. 
    Lentamente os escritórios se recuperam, e os negócios, forma indecisa, evoluem. 


    O esplêndido negócio insinua-se no tráfego. 
    Multidões que o cruzam não veem. É sem cor e sem cheiro. 
    Está dissimulado no bonde, por trás da brisa do sul, 
    vem na areia, no telefone, na batalha de aviões, 
    toma conta de tua alma e dela extrai uma porcentagem. 
    (...) 

                                                     Carlos Drummond de Andrade, Poesia completa.

    A representação de um processo generalizado de alienação social só NÃO é realizada, no poema, pela figuração
    Escolha uma alternativa para a questão 2e0fd729-d8
  • 2E082838-D8

    Português

    Interpretação de Textos
    FGV · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Esse livro representa a fase intensa, mas breve, de uma esperança que nasceu sob a resistência do mundo livre à fúria nazifacista, mas que logo se retraiu com o advento da guerra fria.
    As indicações presentes na afirmação acima permitem concluir que o livro nela mencionado é 
    Escolha uma alternativa para a questão 2e082838-d8
  • 2E04F3FC-D8

    Português

    Interpretação de Textos
    FGV · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
        Depois de uma parte de concerto, que foi como descanso reparador, seguiu-se a oferta do busto. Teve a palavra o Professor Venâncio.
    (...)
    O orador acumulou paciente todos os epítetos de engrandecimento, desde o raro metal da sinceridade até o cobre dúctil, cantante das adulações. Fundiu a mistura numa fogueira de calorosas ênfases, e sobre a massa bateu como um ciclope, longamente, até acentuar a imagem monumental do diretor.
        Aristarco depois do primeiro receio esquecia-se na delícia de uma metamorfose. Venâncio era o seu escultor.
        A estátua não era mais uma aspiração: batiam-na ali. Ele sentia metalizar-se a carne à medida que o Venâncio falava. Compreendia inversamente o prazer de transmutação da matéria bruta que a alma artística penetra e anima: congelava-lhe os membros uma frialdade de ferro; à epiderme, nas mãos, na face, via, adivinhava reflexos desconhecidos de polimento. Consolidavam-se as dobras das roupas em modelagem resistente e fixa. Sentia-se estranhamente maciço por dentro, como se houvera bebido gesso. Parava-lhe o sangue nas artérias comprimidas. Perdia a sensação da roupa; empedernia-se, mineralizava-se todo. Não era um ser humano: era um corpo inorgânico, rochedo inerte, bloco metálico, escória de fundição, forma de bronze, vivendo a vida exterior das esculturas, sem consciência, sem individualidade, morto sobre a cadeira, oh, glória! Mas feito estátua.
        “Coroemo-lo!” bradou de súbito Venâncio.

                                                   Raul Pompeia, O Ateneu
    Por perceber na mineralização (da personagem) um processo de reificação (coisificação) do ser, recusa-se expressamente a converter-se em mineral a personagem
    Escolha uma alternativa para a questão 2e04f3fc-d8
  • 2E011CE0-D8

    Português

    Interpretação de Textos
    FGV · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
        Depois de uma parte de concerto, que foi como descanso reparador, seguiu-se a oferta do busto. Teve a palavra o Professor Venâncio.
    (...)
    O orador acumulou paciente todos os epítetos de engrandecimento, desde o raro metal da sinceridade até o cobre dúctil, cantante das adulações. Fundiu a mistura numa fogueira de calorosas ênfases, e sobre a massa bateu como um ciclope, longamente, até acentuar a imagem monumental do diretor.
        Aristarco depois do primeiro receio esquecia-se na delícia de uma metamorfose. Venâncio era o seu escultor.
        A estátua não era mais uma aspiração: batiam-na ali. Ele sentia metalizar-se a carne à medida que o Venâncio falava. Compreendia inversamente o prazer de transmutação da matéria bruta que a alma artística penetra e anima: congelava-lhe os membros uma frialdade de ferro; à epiderme, nas mãos, na face, via, adivinhava reflexos desconhecidos de polimento. Consolidavam-se as dobras das roupas em modelagem resistente e fixa. Sentia-se estranhamente maciço por dentro, como se houvera bebido gesso. Parava-lhe o sangue nas artérias comprimidas. Perdia a sensação da roupa; empedernia-se, mineralizava-se todo. Não era um ser humano: era um corpo inorgânico, rochedo inerte, bloco metálico, escória de fundição, forma de bronze, vivendo a vida exterior das esculturas, sem consciência, sem individualidade, morto sobre a cadeira, oh, glória! Mas feito estátua.
        “Coroemo-lo!” bradou de súbito Venâncio.

                                                   Raul Pompeia, O Ateneu
    No excerto, diz o narrador que Aristarco “mineralizava-se todo”, via-se mudado, de ser vivo, em elemento mineral. Processos de mineralização são também centrais na caracterização da principal personagem feminina do romance
    Escolha uma alternativa para a questão 2e011ce0-d8
  • 2DFA0C2C-D8

    Português

    Interpretação de Textos
    FGV · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
        Depois de uma parte de concerto, que foi como descanso reparador, seguiu-se a oferta do busto. Teve a palavra o Professor Venâncio.
    (...)
    O orador acumulou paciente todos os epítetos de engrandecimento, desde o raro metal da sinceridade até o cobre dúctil, cantante das adulações. Fundiu a mistura numa fogueira de calorosas ênfases, e sobre a massa bateu como um ciclope, longamente, até acentuar a imagem monumental do diretor.
        Aristarco depois do primeiro receio esquecia-se na delícia de uma metamorfose. Venâncio era o seu escultor.
        A estátua não era mais uma aspiração: batiam-na ali. Ele sentia metalizar-se a carne à medida que o Venâncio falava. Compreendia inversamente o prazer de transmutação da matéria bruta que a alma artística penetra e anima: congelava-lhe os membros uma frialdade de ferro; à epiderme, nas mãos, na face, via, adivinhava reflexos desconhecidos de polimento. Consolidavam-se as dobras das roupas em modelagem resistente e fixa. Sentia-se estranhamente maciço por dentro, como se houvera bebido gesso. Parava-lhe o sangue nas artérias comprimidas. Perdia a sensação da roupa; empedernia-se, mineralizava-se todo. Não era um ser humano: era um corpo inorgânico, rochedo inerte, bloco metálico, escória de fundição, forma de bronze, vivendo a vida exterior das esculturas, sem consciência, sem individualidade, morto sobre a cadeira, oh, glória! Mas feito estátua.
        “Coroemo-lo!” bradou de súbito Venâncio.

                                                   Raul Pompeia, O Ateneu
    Considerada no contexto de O Ateneu, a cena em que Aristarco se vê, simbolicamente, convertido em estátua de metal representa o resultado ou a consumação das motivações principais da personagem, a saber, a
    Escolha uma alternativa para a questão 2dfa0c2c-d8
  • 2DF261FF-D8

    Português

    Adjetivos
    FGV · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    A exaltação do indivíduo como representante dos mais elevados valores humanos que esta sociedade produziu, combinada ao achatamento subjetivo sofrido pelos sujeitos sob os apelos monolíticos da sociedade de consumo, produz este estranho fenômeno em que as pessoas, despojadas ou empobrecidas em sua subjetividade, dedicam-se a cultuar a imagem de outras, destacadas pelos meios de comunicação como representantes de dimensões de humanidade que o homem comum já não reconhece em si mesmo. Consome-se a imagem espetacularizada de atores, cantores, esportistas e alguns (raros) políticos, em busca do que se perdeu exatamente como efeito da espetacularização da imagem: a dimensão, humana e singular, do que pode vir a ser uma pessoa, a partir do singelo ponto de vista de sua história de vida.

                    Eugênio Bucci e Maria R. Kehl, Videologias: ensaios sobre televisão. São Paulo: Boitempo, 2004.
    Depreende-se da leitura do texto que
    Escolha uma alternativa para a questão 2df261ff-d8
  • 2DDBEB1F-D8

    Português

    Denotação e Conotação
    FGV · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos

    Sem aspas na língua


        De início, o que me incomodava era o peso desproporcional que as aspas dão à palavra. Se escrevo mouse pad, por exemplo, suscito em seu pensamento apenas o quadradinho discreto que vive ao lado do teclado, objeto não mais notável na economia do cotidiano do que as dobradiças da janela ou o porta-escova de dentes. Já "mouse pad" parece grafado em neon, brilha diante de seus olhos como o luminoso de uma lanchonete americana. Desequilibra.
        Tá legal, eu aceito o argumento: não se pode exigir do leitor que saiba outra língua além do português. Se encasqueto em ornar meu texto com "dramblys" ou "haveloos" - termos em lituano e holandês para elefante e mulambento, respectivamente -, as aspas surgem para acalmar quem me lê, como se dissessem: "Queridão, os termos discriminados são coisa doutras terras e doutra gente, nada que você devesse conhecer".
        Pois é essa discriminação o que, agora sei, mais me incomoda. Vejo por trás das aspas uma pontinha de xenofobia, como se para circular entre nós a palavra estrangeira precisasse andar com o passaporte aberto, mostrando o carimbo na entrada e na saída.
        Ora, por quê? Será que "blackberries" rolando livremente por nossa terra poderiam frutificar e, como ervas daninhas, roubar os nutrientes da graviola, da mangaba e do cajá? "Samplers", sem as barrinhas duplas de proteção, acabariam poluindo o português com "beats" exógenos, condenando-o a uma versão "remix"? Caso recebêssemos "blowjobs" sem o supracitado preservativo gráfico, doenças venéreas se espalhariam por nosso exposto vernáculo?
        Bobagem, pessoal. Livremos as nossas frases desses arames farpados, desses cacos de vidro. A língua é viva: quanto mais línguas tocar, mais sabores irá provar e experiências poderá acumular.


                                Antônio Prata, Folha de S. Paulo, 22/05/2013. Adaptado

    O título do texto resulta de um trocadilho com a frase feita de origem popular “não ter papas na língua”. Comparados título e frase feita, pode-se afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 2ddbeb1f-d8
  • 6497350F-D7

    Português

    Interpretação de Textos
    FGV · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto para a questão

    Escrevo neste instante com algum prévio pudor por vos estar invadindo com tal narrativa tão exterior e explícita. De onde no entanto até sangue arfante de tão vivo de vida poderá quem sabe escorrer e logo se coagular em cubos de geleia trêmula. Será essa história um dia o meu coágulo? Que sei eu. Se há veracidade nela – e é claro que a história é verdadeira embora inventada –, que cada um a reconheça em si mesmo porque todos nós somos um e quem não tem pobreza de dinheiro tem pobreza de espírito ou saudade por lhe faltar coisa mais preciosa que ouro – existe a quem falte o delicado essencial.

    Clarice Lispector, A hora da estrela.
    No contexto da narração de A hora da estrela, é complementar ao “pudor” que confessa o narrador, no excerto, uma outra espécie de pudor, motivado, este, pela
    Escolha uma alternativa para a questão 6497350f-d7
  • ACBFE109-D6

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto 1

    Call to halve target for added sugar

    People need to more than halve their intake of added sugar to tackle the obesity crisis, according to scientific advice for the government in England.


        A report by the Scientific Advisory Committee on Nutrition (SACN) says sugar added to food or naturally present in fruit juice and honey should account for 5% of energy intake. Many fail to meet the old 10% target. The sugar industry said “demonizing one ingredient” would not “solve the obesity epidemic”
        The body reviewed 600 scientific studies on the evidence of carbohydrates – including sugar – on health to develop the new recommendations. One 330ml can of soft drink would take a typical adult up to the proposed 5% daily allowance, without factoring in sugar from any other source.
        Prof Ian MacDonald, chairman of the SACN working group on carbohydrates, said: “The evidence that we have analyzed shows quite clearly that high free sugars intake in adults is associated with increased energy intake and obesity. There is also an association between sugar-sweetened beverages and type-2 diabetes. In children there is clear demonstration that sugar-sweetened beverages are associated with obesity. By reducing it to 5% you would reduce the risk of all of those things, the challenge will be to get there.”
        The target of 5% of energy intake from free sugars amounts to 25g for women (five to six teaspoons) and 35g (seven to eight teaspoons) for men, based on the average diet.
        Public Health Minister for England, Jane Ellison, said: “We know eating too much sugar can have a significant impact on health, and this advice confirms that. We want to help people make healthier choices and get the nation into healthy habits for life. This report will inform the important debate taking place about sugar.”

    (www.bbc.com. Adaptado.)


    Texto 2

        Eating more fruits and veggies won’t make you lose weight
        We’re often told to eat more fruits and vegetables, but the chances that you’ll lose weight just by eating more of these foods are slim. New research suggests increased fruit and vegetable intake is only effective for weight loss if you make an effort to reduce your calorie intake overall.
        In other words, you need to exercise or consume fewer calories to shed those pounds.
        Don’t let that stop you from including more fruits and veggies in your diet, though. Even if they don’t directly help you lose weight, these foods still provide a number of health benefits.

    (http://thechart.blogs.cnn.com. Adaptado.)

    No trecho do primeiro parágrafo do texto 2 “the chances that you’ll lose weight just by eating more of these foods are slim.”, a palavra em destaque pode ser substituída, mantendo-se o mesmo sentido da frase, por
    Escolha uma alternativa para a questão acbfe109-d6
  • ACBAF75B-D6

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto 1

    Call to halve target for added sugar

    People need to more than halve their intake of added sugar to tackle the obesity crisis, according to scientific advice for the government in England.


        A report by the Scientific Advisory Committee on Nutrition (SACN) says sugar added to food or naturally present in fruit juice and honey should account for 5% of energy intake. Many fail to meet the old 10% target. The sugar industry said “demonizing one ingredient” would not “solve the obesity epidemic”
        The body reviewed 600 scientific studies on the evidence of carbohydrates – including sugar – on health to develop the new recommendations. One 330ml can of soft drink would take a typical adult up to the proposed 5% daily allowance, without factoring in sugar from any other source.
        Prof Ian MacDonald, chairman of the SACN working group on carbohydrates, said: “The evidence that we have analyzed shows quite clearly that high free sugars intake in adults is associated with increased energy intake and obesity. There is also an association between sugar-sweetened beverages and type-2 diabetes. In children there is clear demonstration that sugar-sweetened beverages are associated with obesity. By reducing it to 5% you would reduce the risk of all of those things, the challenge will be to get there.”
        The target of 5% of energy intake from free sugars amounts to 25g for women (five to six teaspoons) and 35g (seven to eight teaspoons) for men, based on the average diet.
        Public Health Minister for England, Jane Ellison, said: “We know eating too much sugar can have a significant impact on health, and this advice confirms that. We want to help people make healthier choices and get the nation into healthy habits for life. This report will inform the important debate taking place about sugar.”

    (www.bbc.com. Adaptado.)


    Texto 2

        Eating more fruits and veggies won’t make you lose weight
        We’re often told to eat more fruits and vegetables, but the chances that you’ll lose weight just by eating more of these foods are slim. New research suggests increased fruit and vegetable intake is only effective for weight loss if you make an effort to reduce your calorie intake overall.
        In other words, you need to exercise or consume fewer calories to shed those pounds.
        Don’t let that stop you from including more fruits and veggies in your diet, though. Even if they don’t directly help you lose weight, these foods still provide a number of health benefits.

    (http://thechart.blogs.cnn.com. Adaptado.)

    A última frase do texto 1 “This report will inform the important debate taking place about sugar.” indica que o relatório do SACN
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    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
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    Texto 1

    Call to halve target for added sugar

    People need to more than halve their intake of added sugar to tackle the obesity crisis, according to scientific advice for the government in England.


        A report by the Scientific Advisory Committee on Nutrition (SACN) says sugar added to food or naturally present in fruit juice and honey should account for 5% of energy intake. Many fail to meet the old 10% target. The sugar industry said “demonizing one ingredient” would not “solve the obesity epidemic”
        The body reviewed 600 scientific studies on the evidence of carbohydrates – including sugar – on health to develop the new recommendations. One 330ml can of soft drink would take a typical adult up to the proposed 5% daily allowance, without factoring in sugar from any other source.
        Prof Ian MacDonald, chairman of the SACN working group on carbohydrates, said: “The evidence that we have analyzed shows quite clearly that high free sugars intake in adults is associated with increased energy intake and obesity. There is also an association between sugar-sweetened beverages and type-2 diabetes. In children there is clear demonstration that sugar-sweetened beverages are associated with obesity. By reducing it to 5% you would reduce the risk of all of those things, the challenge will be to get there.”
        The target of 5% of energy intake from free sugars amounts to 25g for women (five to six teaspoons) and 35g (seven to eight teaspoons) for men, based on the average diet.
        Public Health Minister for England, Jane Ellison, said: “We know eating too much sugar can have a significant impact on health, and this advice confirms that. We want to help people make healthier choices and get the nation into healthy habits for life. This report will inform the important debate taking place about sugar.”

    (www.bbc.com. Adaptado.)


    Texto 2

        Eating more fruits and veggies won’t make you lose weight
        We’re often told to eat more fruits and vegetables, but the chances that you’ll lose weight just by eating more of these foods are slim. New research suggests increased fruit and vegetable intake is only effective for weight loss if you make an effort to reduce your calorie intake overall.
        In other words, you need to exercise or consume fewer calories to shed those pounds.
        Don’t let that stop you from including more fruits and veggies in your diet, though. Even if they don’t directly help you lose weight, these foods still provide a number of health benefits.

    (http://thechart.blogs.cnn.com. Adaptado.)

    The first sentence on the second paragraph of text 1 “The body reviewed 600 scientific studies on the evidence of carbohydrates – including sugar – on health to develop the new recommendations.”, implies that the Scientific Advisory Committee on Nutrition (SACN)
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    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
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    Texto 1

    Call to halve target for added sugar

    People need to more than halve their intake of added sugar to tackle the obesity crisis, according to scientific advice for the government in England.


        A report by the Scientific Advisory Committee on Nutrition (SACN) says sugar added to food or naturally present in fruit juice and honey should account for 5% of energy intake. Many fail to meet the old 10% target. The sugar industry said “demonizing one ingredient” would not “solve the obesity epidemic”
        The body reviewed 600 scientific studies on the evidence of carbohydrates – including sugar – on health to develop the new recommendations. One 330ml can of soft drink would take a typical adult up to the proposed 5% daily allowance, without factoring in sugar from any other source.
        Prof Ian MacDonald, chairman of the SACN working group on carbohydrates, said: “The evidence that we have analyzed shows quite clearly that high free sugars intake in adults is associated with increased energy intake and obesity. There is also an association between sugar-sweetened beverages and type-2 diabetes. In children there is clear demonstration that sugar-sweetened beverages are associated with obesity. By reducing it to 5% you would reduce the risk of all of those things, the challenge will be to get there.”
        The target of 5% of energy intake from free sugars amounts to 25g for women (five to six teaspoons) and 35g (seven to eight teaspoons) for men, based on the average diet.
        Public Health Minister for England, Jane Ellison, said: “We know eating too much sugar can have a significant impact on health, and this advice confirms that. We want to help people make healthier choices and get the nation into healthy habits for life. This report will inform the important debate taking place about sugar.”

    (www.bbc.com. Adaptado.)


    Texto 2

        Eating more fruits and veggies won’t make you lose weight
        We’re often told to eat more fruits and vegetables, but the chances that you’ll lose weight just by eating more of these foods are slim. New research suggests increased fruit and vegetable intake is only effective for weight loss if you make an effort to reduce your calorie intake overall.
        In other words, you need to exercise or consume fewer calories to shed those pounds.
        Don’t let that stop you from including more fruits and veggies in your diet, though. Even if they don’t directly help you lose weight, these foods still provide a number of health benefits.

    (http://thechart.blogs.cnn.com. Adaptado.)

    As informações apresentadas permitem afirmar que
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    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos

    Considere a tirinha de Laerte.


    Imagem da questão de Português, Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto 2014, Interpretação de Textos


    Na tirinha, pode-se observar uma sequência de imagens, de um homem sobre uma corda-bamba, e uma sequência de frases. A interação entre imagens e frases

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    Português

    Análise sintática
    Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto de Oswaldo Porchat Pereira para responder às questão.


        A experiência do cotidiano nos brinda sempre com anomalias, incongruências, contradições. E, quando tentamos explicá-las, explicações à primeira vista razoáveis acabam por revelar-se insatisfatórias após exame mais acurado. A natureza das coisas e dos eventos não nos parece facilmente inteligível. As opiniões e os pontos de vista dos homens são dificilmente conciliáveis ou, mesmo, uns com os outros inconsistentes. Consensos porventura emergentes se mostram provisórios e precários. Quem sente a necessidade de pensar com um espírito mais crítico e tenta melhor compreender, essa diversidade toda o desnorteia.
       Talvez a maioria dos homens conviva bem com esse espetáculo da anomalia mundana. Uns poucos não o conseguem e essa experiência muito os perturba. Alguns destes se fazem filósofos e buscam na filosofia o fim dessa perturbação e a tranquilidade de espírito. Uma tranquilidade de espírito que esperam obter, por exemplo, graças à posse da verdade. A filosofia lhes promete explicar o mundo, dar conta da experiência cotidiana, dissipar as contradições, afastar as névoas da incompreensão. Revelando o ser, que o aparecer oculta; ou, se isso não for possível, desvendando os mistérios do conhecimento e deste delineando a natureza e os precisos limites; ou, pelo menos, esclarecendo a natureza e a função de nossa humana linguagem, na qual dizemos o mundo e formulamos os problemas da filosofia. A filosofia distingue e propõe-se ensinar-nos a distinguir entre verdade e falsidade, conhecimento e crença, ser e aparência, sujeito e objeto, representação e representado, além de muitas outras distinções.
        Mas a filosofia não nos dá o que nos prometera e buscáramos nela. Muito pelo contrário, o que ela nos descobre é uma extraordinária diversidade de posições e pontos de vista, totalmente incompatíveis uns com os outros e nunca conciliáveis. A discordância que divide o comum dos homens, nós a encontramos de novo nas filosofias, mas potencializada agora como ao infinito, de mil modos sofisticada num discurso arguto. Sobre coisa nenhuma se põem os filósofos de acordo, nem mesmo sobre o objeto, a natureza ou o método do próprio empreendimento de filosofar.

    (Rumo ao ceticismo, 2006. Adaptado.)

         

    “Sobre coisa nenhuma se põem os filósofos de acordo”


    A expressão destacada na frase tem a mesma função sintática do termo destacado em:

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