Português
Interpretação de TextosUECE · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

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Disponível em: http://mensagensdeamorparacelular.com. Acesso em: 02 dez. 2013.
O enunciado do cartaz acima traz as formas verbais no
imperativo afirmativo. Como ficaria o mesmo enunciado, ao
mudar o tempo verbal para o imperativo negativo?

“Recriamos a língua na medida em que somos capazes de produzir um pensamento novo, um pensamento nosso. O idioma, afinal, o que é senão o ovo das galinhas de ouro?
Estamos, sim, amando o indomesticável, aderindo ao invisível, procurando os outros tempos deste tempo.
Precisamos, sim, de senso incomum. Pois, das leis da língua, alguém sabe as certezas delas? Ponho as minhas irreticências. Veja-se, num sumário exemplo, perguntas que se podem colocar à língua:
Se pode dizer de um careca que tenha couro cabeludo?
No caso de alguém dormir com homem de raça branca é então que se aplica a expressão: passar a noite em branco?
A diferença entre um ás no volante ou um asno volante é apenas de ordem fonética?
O mato desconhecido é que é o anonimato?
O pequeno viaduto é um abreviaduto? [...]”
(COUTO, Mia. Perguntas à língua portuguesa. Disponível em: http://ciberduvidas.sapo.pt/antologia.php?rid=118. Acesso: 7 de março de 2007).
Mia Couto é um importante escritor da literatura moçambicana. No trecho em análise, seus questionamentos à língua portuguesa
“À dolorosa luz das grandes lâmpadas eléctricas da fábrica
Tenho febre e escrevo.
Escrevo rangendo os dentes, fera para a beleza disto,
Para a beleza disto totalmente desconhecida dos antigos.
Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r-r eterno!
Forte espasmo retido dos maquinismos em fúria!”
(PESSOA, Fernando Pessoa. “Ode Triunfal” [Trecho]. Poesias de Álvaro de Campos. In: Obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2003, p. 306).
O poema de Fernando Pessoa foi publicado em Portugal na década de 1910. A referência a aspectos da vida
urbana, como fábricas, engrenagens, motores etc., indica um diálogo intertextual com a proposta estética do