Questões do ENEM: Linguagens e nível médio

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8.516 questões encontradas. Mostrando a página 303 de 426.

  • 19F155FC-AF

    Português

    Interpretação de Textos
    UECE · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO I

    O texto I desta prova é um excerto da parte 2, capítulo III, da obra Bandeirantes e pioneiros: paralelo entre duas culturas, de Vianna Moog — gaúcho de São Leopoldo (*1906 — 1988). Nesse capítulo, Moog faz um estudo comparativo entre a colonização dos EUA e a do Brasil, um paralelo entre as fundações da América inglesa e da América portuguesa. 


    Imagem da questão de Português, UECE 2013, Interpretação de Textos

    Vianna Moog. Bandeirantes e pioneiros: Paralelo entre duas culturas. Capítulo III: Conquista e colonização. p. 103-104. Texto adaptado.

    Considerando o ponto de vista do enunciador, escreva V se a afirmação for verdadeira e F, se for falsa. As afirmações podem estar explícitas, no texto, ou resultar de inferências.


    ( ) Os povoadores dos EUA tinham o propósito de ficar na nova terra, enquanto os do Brasil tinham o objetivo de enriquecer e voltar para Portugal.

    ( ) Os propósitos iniciais dos dois povos tiveram consequências decisivas na construção das duas nações.

    ( ) Os colonizadores estão para os conquistadores assim como os pioneiros estão para os bandeirantes.

    ( ) Era próprio dos conquistadores o espírito construtivo, enquanto o espírito predatório era próprio dos colonizadores.

    ( ) Os valores próprios do Calvinismo foram decisivos para o tipo de desenvolvimento das colônias norte-americanas.


    Está correta a seguinte sequência de cima para baixo:

    Escolha uma alternativa para a questão 19f155fc-af
  • 19EB7DCF-AF

    Português

    Interpretação de Textos
    UECE · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO I

    O texto I desta prova é um excerto da parte 2, capítulo III, da obra Bandeirantes e pioneiros: paralelo entre duas culturas, de Vianna Moog — gaúcho de São Leopoldo (*1906 — 1988). Nesse capítulo, Moog faz um estudo comparativo entre a colonização dos EUA e a do Brasil, um paralelo entre as fundações da América inglesa e da América portuguesa. 


    Imagem da questão de Português, UECE 2013, Interpretação de Textos

    Vianna Moog. Bandeirantes e pioneiros: Paralelo entre duas culturas. Capítulo III: Conquista e colonização. p. 103-104. Texto adaptado.

    Assinale a opção que aponta, de acordo com o excerto transcrito, o fator que, para o enunciador, é responsável por muitas das diferenças entre os EUA e o Brasil.
    Escolha uma alternativa para a questão 19eb7dcf-af
  • 925C111B-AF

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto 1


    Sobre o estupro coletivo de uma estudante de 23 anos em Nova Déli, o advogado que defende os suspeitos declarou: “Até o momento eu não vi um único exemplo de estupro de uma mulher respeitável”. Sobre esta declaração, o advogado garantiu que não tentou difamar a vítima. “Eu só disse que as mulheres são respeitadas na Índia, sejam mães, irmãs, amigas, mas diga-me que país respeita uma prostituta?!”


    (Advogado de acusados de estupro na Índia denuncia confissão forçada.

    http://noticias.uol.com.br. Adaptado.)



    Texto 2


    Na Índia, a violência contra as mulheres tomou uma nova e mais perversa forma, a partir do cruzamento de duas linhas: as estruturas patriarcais tradicionais e as estruturas capitalistas emergentes. Precisamos pensar nas relações entre a violência do sistema econômico e a violência contra as mulheres.


    (Vandana Shiva, filósofa indiana. No continuum da violência.

    O Estado de S.Paulo, 12.01.2013. Adaptado.)



    Os textos referem-se ao fato ocorrido na Índia em dezembro de 2012. Pela leitura atenta dos textos, podemos afirmar que:

    Escolha uma alternativa para a questão 925c111b-af
  • 91D4F3DA-AF

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNESP · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: Leia a tira para responder à questão.


    Imagem da questão de Inglês, UNESP 2013, Interpretação de texto | Reading comprehension

    (www.hagardunor.net)


    A expressão sick and tired no primeiro quadrinho tem sentido equivalente, em português, a
    Escolha uma alternativa para a questão 91d4f3da-af
  • 91D0785A-AF

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNESP · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: Leia a tira para responder à questão.


    Imagem da questão de Inglês, UNESP 2013, Interpretação de texto | Reading comprehension

    (www.hagardunor.net)


    A personagem de barba, Hagar,
    Escolha uma alternativa para a questão 91d0785a-af
  • 91BB1292-AF

    Português

    Coesão e coerência
    UNESP · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão toma por base uma passagem de um livro de José Ribeiro sobre o folclore nacional.



    Curupira


           Na teogonia* tupi, o anhangá, gênio andante, espírito andejo ou vagabundo, destinava-se a proteger a caça do campo. Era imaginado, segundo a tradição colhida pelo Dr. Couto de Magalhães, sob a figura de um veado branco, com olhos de fogo.
          Todo aquele que perseguisse um animal que estivesse amamentando corria o risco de ver Anhangá e a visão determinava logo a febre e, às vezes, a loucura. O caapora é o mesmo tipo mítico encontrado nas regiões central e meridional e aí representado por um homem enorme coberto de pelos negros por todo o rosto e por todo o corpo, ao qual se confiou a proteção da caça do mato. Tristonho e taciturno, anda sempre montado em um porco de grandes dimensões, dando de quando em vez um grito para impelir a vara. Quem o encontra adquire logo a certeza de ficar infeliz e de ser mal sucedido em tudo que intentar. Dele se originaram as expressões portuguesas caipora e caiporismo, como sinônimo de má sorte, infelicidade, desdita nos negócios. Bilac assim o descreve: “Companheiro do curupira, ou sua duplicata, é o Caapora, ora gigante, ora anão, montado num caititu, e cavalgando à frente de varas de porcos do mato, fumando cachimbo ou cigarro, pedindo fogo aos viajores; à frente dele voam os vaga-lumes, seus batedores, alumiando o caminho”.
         Ambos representam um só mito com diferente configuração e a mesma identidade com o curupira e o jurupari, numes que guardam a floresta. Todos convergem mais ou menos para o mesmo fim, sendo que o curupira é representado na região setentrional por um “pequeno tapuio” com os pés voltados para trás e sem os orifícios necessários para as secreções indispensáveis à vida, pelo que a gente do Pará diz que ele é músico. O Curupira ou Currupira, como é chamado no sul, aliás erroneamente, figura em uma infinidade de lendas tanto no norte como no sul do Brasil. No Pará, quando se viaja pelos rios e se ouve alguma pancada longínqua no meio dos bosques, “os romeiros dizem que é o Curupira que está batendo nas sapupemas, a ver se as árvores estão suficientemente fortes para sofrerem a ação de alguma tempestade que está próxima. A função do Curupira é proteger as florestas. Todo aquele que derriba, ou por qualquer modo estraga inutilmente as árvores, é punido por ele com a pena de errar tempos imensos pelos bosques, sem poder atinar com o caminho de casa, ou meio algum de chegar até os seus”. Como se vê, qualquer desses tipos é a manifestação de um só mito em regiões e circunstâncias diferentes.

    (O Brasil no folclore, 1970.)



    (*) Teogonia, s.f.: 1. Filos. Doutrina mística relativa ao nascimento dos deuses, e que frequentemente se relaciona com a formação do mundo. 2. Conjunto de divindades cujo culto forma o sistema religioso dum povo politeísta. (Dicionário Aurélio Eletrônico – Século XXI.)
    Todo aquele que perseguisse um animal que estivesse amamentando corria o risco de ver Anhangá [...].


    Se a frase apresentada for reescrita trocando-se perseguisse, que está no pretérito imperfeito do modo subjuntivo, por perseguir, futuro do mesmo modo, as formas estivesse e corria assumirão, por correlação de modos e tempos, as seguintes flexões:
    Escolha uma alternativa para a questão 91bb1292-af
  • 919DDC9E-AF

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: A questão toma por base um fragmento de Glória moribunda, do poeta romântico brasileiro Álvares de Azevedo (1831-1852).



    É uma visão medonha uma caveira?

    Não tremas de pavor, ergue-a do lodo.

    Foi a cabeça ardente de um poeta,

    Outrora à sombra dos cabelos loiros.

    Quando o reflexo do viver fogoso

    Ali dentro animava o pensamento,

    Esta fronte era bela. Aqui nas faces

    Formosa palidez cobria o rosto;

    Nessas órbitas — ocas, denegridas! —

    Como era puro seu olhar sombrio!



    Agora tudo é cinza. Resta apenas

    A caveira que a alma em si guardava,

    Como a concha no mar encerra a pérola,

    Como a caçoula a mirra incandescente.



    Tu outrora talvez desses-lhe um beijo;

    Por que repugnas levantá-la agora?

    Olha-a comigo! Que espaçosa fronte!

    Quanta vida ali dentro fermentava,

    Como a seiva nos ramos do arvoredo!

    E a sede em fogo das ideias vivas

    Onde está? onde foi? Essa alma errante

    Que um dia no viver passou cantando,

    Como canta na treva um vagabundo,

    Perdeu-se acaso no sombrio vento,

    Como noturna lâmpada apagou-se?

    E a centelha da vida, o eletrismo

    Que as fibras tremulantes agitava

    Morreu para animar futuras vidas?



    Sorris? eu sou um louco. As utopias,

    Os sonhos da ciência nada valem.

    A vida é um escárnio sem sentido,

    Comédia infame que ensanguenta o lodo.

    Há talvez um segredo que ela esconde;

    Mas esse a morte o sabe e o não revela.

    Os túmulos são mudos como o vácuo.

    Desde a primeira dor sobre um cadáver,

    Quando a primeira mãe entre soluços

    Do filho morto os membros apertava

    Ao ofegante seio, o peito humano

    Caiu tremendo interrogando o túmulo...

    E a terra sepulcral não respondia.



                        (Poesias completas, 1962.)

    E a centelha da vida, o eletrismo


    No contexto em que é empregado, o termo eletrismo, que não consta dos dicionários, significa:
    Escolha uma alternativa para a questão 919ddc9e-af
  • 919A4153-AF

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: A questão toma por base um fragmento de Glória moribunda, do poeta romântico brasileiro Álvares de Azevedo (1831-1852).



    É uma visão medonha uma caveira?

    Não tremas de pavor, ergue-a do lodo.

    Foi a cabeça ardente de um poeta,

    Outrora à sombra dos cabelos loiros.

    Quando o reflexo do viver fogoso

    Ali dentro animava o pensamento,

    Esta fronte era bela. Aqui nas faces

    Formosa palidez cobria o rosto;

    Nessas órbitas — ocas, denegridas! —

    Como era puro seu olhar sombrio!



    Agora tudo é cinza. Resta apenas

    A caveira que a alma em si guardava,

    Como a concha no mar encerra a pérola,

    Como a caçoula a mirra incandescente.



    Tu outrora talvez desses-lhe um beijo;

    Por que repugnas levantá-la agora?

    Olha-a comigo! Que espaçosa fronte!

    Quanta vida ali dentro fermentava,

    Como a seiva nos ramos do arvoredo!

    E a sede em fogo das ideias vivas

    Onde está? onde foi? Essa alma errante

    Que um dia no viver passou cantando,

    Como canta na treva um vagabundo,

    Perdeu-se acaso no sombrio vento,

    Como noturna lâmpada apagou-se?

    E a centelha da vida, o eletrismo

    Que as fibras tremulantes agitava

    Morreu para animar futuras vidas?



    Sorris? eu sou um louco. As utopias,

    Os sonhos da ciência nada valem.

    A vida é um escárnio sem sentido,

    Comédia infame que ensanguenta o lodo.

    Há talvez um segredo que ela esconde;

    Mas esse a morte o sabe e o não revela.

    Os túmulos são mudos como o vácuo.

    Desde a primeira dor sobre um cadáver,

    Quando a primeira mãe entre soluços

    Do filho morto os membros apertava

    Ao ofegante seio, o peito humano

    Caiu tremendo interrogando o túmulo...

    E a terra sepulcral não respondia.



                        (Poesias completas, 1962.)

    Morreu para animar futuras vidas?


    No verso em destaque, sob forma interrogativa, o eu lírico sugere com o termo animar que
    Escolha uma alternativa para a questão 919a4153-af
  • 9196EC7F-AF

    Português

    Coesão e coerência
    UNESP · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: A questão toma por base um fragmento de Glória moribunda, do poeta romântico brasileiro Álvares de Azevedo (1831-1852).



    É uma visão medonha uma caveira?

    Não tremas de pavor, ergue-a do lodo.

    Foi a cabeça ardente de um poeta,

    Outrora à sombra dos cabelos loiros.

    Quando o reflexo do viver fogoso

    Ali dentro animava o pensamento,

    Esta fronte era bela. Aqui nas faces

    Formosa palidez cobria o rosto;

    Nessas órbitas — ocas, denegridas! —

    Como era puro seu olhar sombrio!



    Agora tudo é cinza. Resta apenas

    A caveira que a alma em si guardava,

    Como a concha no mar encerra a pérola,

    Como a caçoula a mirra incandescente.



    Tu outrora talvez desses-lhe um beijo;

    Por que repugnas levantá-la agora?

    Olha-a comigo! Que espaçosa fronte!

    Quanta vida ali dentro fermentava,

    Como a seiva nos ramos do arvoredo!

    E a sede em fogo das ideias vivas

    Onde está? onde foi? Essa alma errante

    Que um dia no viver passou cantando,

    Como canta na treva um vagabundo,

    Perdeu-se acaso no sombrio vento,

    Como noturna lâmpada apagou-se?

    E a centelha da vida, o eletrismo

    Que as fibras tremulantes agitava

    Morreu para animar futuras vidas?



    Sorris? eu sou um louco. As utopias,

    Os sonhos da ciência nada valem.

    A vida é um escárnio sem sentido,

    Comédia infame que ensanguenta o lodo.

    Há talvez um segredo que ela esconde;

    Mas esse a morte o sabe e o não revela.

    Os túmulos são mudos como o vácuo.

    Desde a primeira dor sobre um cadáver,

    Quando a primeira mãe entre soluços

    Do filho morto os membros apertava

    Ao ofegante seio, o peito humano

    Caiu tremendo interrogando o túmulo...

    E a terra sepulcral não respondia.



                        (Poesias completas, 1962.)

    Como a concha no mar encerra a pérola,
    Como a caçoula a mirra incandescente.


    Nos versos em destaque, após a palavra caçoula, está subentendida, por elipse, a forma verbal
    Escolha uma alternativa para a questão 9196ec7f-af
  • 918CCB94-AF

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão a seguir toma por base uma passagem da crônica O pai, hoje e amanhã, de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987).

          A civilização industrial, entidade abstrata, nem por isso menos poderosa, encomendou à ciência aplicada a execução de um projeto extremamente concreto: a fabricação do ser humano sem pais.
           A ciência aplicada faz o possível para aviar a encomenda a médio prazo. Já venceu a primeira etapa, com a inseminação artificial, que, de um lado, acelera a produtividade dos rebanhos (resultado econômico) e, de outro, anestesia o sentimento filial (resultado moral).
         O ser humano concebido por esse processo tanto pode considerar-se filho de dois pais como de nenhum. Em fase mais evoluída, o chamado bebê de proveta dispensará a incubação em ventre materno, desenvolvendo-se sob condições artificiais plenamente satisfatórias. Nenhum vínculo de memória, gratidão, amor, interesse, costume – direi mesmo: de ressentimento ou ódio – o ligará a qualquer pessoa responsável por seu aparecimento. O sêmen, anônimo, obtido por masturbação profissional e recolhido ao banco especializado, por sua vez cederá lugar ao gerador sintético, extraído de recursos da natureza vegetal e mineral. Estará abolida, assim, qualquer participação consciente do homem e da mulher no preparo e formação de uma unidade humana. Esta será produzida sob critérios políticos e econômicos tecnicamente estabelecidos, que excluem a inútil e mesmo perturbadora intromissão do casal. Pai? Mito do passado.
           Aparentemente, tal projeto parece coincidir com a tendência, acentuada nos últimos anos, de se contestar a figura tradicional do pai. Eliminando-se a presença incômoda, ter-se-ia realizado o ideal de inúmeros jovens que se revoltam contra ela – o pai de família e o pai social, o governo, a lei – e aspiram à vida isenta de compromissos com valores do passado.
          Julgo ilusória esta interpretação. O projeto tecnológico de eliminação do pai vai longe demais no caminho da quebra de padrões. A meu ver, a insubmissão dos filhos aos pais é fenômeno que envolve novo conceito de relações, e não ruptura de relações.

    (De notícias e não notícias faz-se a crônica, 1975.)

    Pai? Mito do passado.


    Esta pergunta e sua resposta, de acordo com o conteúdo da crônica, sintetizam um dos argumentos que, aparentemente, fundamentaram o projeto:

    Escolha uma alternativa para a questão 918ccb94-af
  • 91803D17-AF

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão a seguir toma por base uma passagem da crônica O pai, hoje e amanhã, de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987).

          A civilização industrial, entidade abstrata, nem por isso menos poderosa, encomendou à ciência aplicada a execução de um projeto extremamente concreto: a fabricação do ser humano sem pais.
           A ciência aplicada faz o possível para aviar a encomenda a médio prazo. Já venceu a primeira etapa, com a inseminação artificial, que, de um lado, acelera a produtividade dos rebanhos (resultado econômico) e, de outro, anestesia o sentimento filial (resultado moral).
         O ser humano concebido por esse processo tanto pode considerar-se filho de dois pais como de nenhum. Em fase mais evoluída, o chamado bebê de proveta dispensará a incubação em ventre materno, desenvolvendo-se sob condições artificiais plenamente satisfatórias. Nenhum vínculo de memória, gratidão, amor, interesse, costume – direi mesmo: de ressentimento ou ódio – o ligará a qualquer pessoa responsável por seu aparecimento. O sêmen, anônimo, obtido por masturbação profissional e recolhido ao banco especializado, por sua vez cederá lugar ao gerador sintético, extraído de recursos da natureza vegetal e mineral. Estará abolida, assim, qualquer participação consciente do homem e da mulher no preparo e formação de uma unidade humana. Esta será produzida sob critérios políticos e econômicos tecnicamente estabelecidos, que excluem a inútil e mesmo perturbadora intromissão do casal. Pai? Mito do passado.
           Aparentemente, tal projeto parece coincidir com a tendência, acentuada nos últimos anos, de se contestar a figura tradicional do pai. Eliminando-se a presença incômoda, ter-se-ia realizado o ideal de inúmeros jovens que se revoltam contra ela – o pai de família e o pai social, o governo, a lei – e aspiram à vida isenta de compromissos com valores do passado.
          Julgo ilusória esta interpretação. O projeto tecnológico de eliminação do pai vai longe demais no caminho da quebra de padrões. A meu ver, a insubmissão dos filhos aos pais é fenômeno que envolve novo conceito de relações, e não ruptura de relações.

    (De notícias e não notícias faz-se a crônica, 1975.)
    Com ironia e fingida concordância, o cronista afirma que o resultado final do projeto encomendado à ciência aplicada será
    Escolha uma alternativa para a questão 91803d17-af
  • 82D756C9-AF

    Português

    Análise sintática
    UECE · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto 2


    A obra D. Guidinha do Poço conta a história de D. Margarida Reginaldo de Sousa Barros — conhecida como Guida ou Guidinha —, herdeira do Capitão-Mor Reginaldo Venceslau. Depois da morte do pai, ela se casa com o Major Joaquim Damião de Barros, o Major Quim, dezesseis anos mais velho do que ela. Embora tivessem casa na vila, fixaram residência na fazenda Poço da Moita, herdade de Margarida. Depois de alguns anos de casados, Margarida se apaixona por Secundino, jovem praciano, sobrinho do marido. Quando o Major Quim descobre a traição, pede o divórcio, que Guida não aceita. O Major deixa-a na fazenda e vai morar na casa da Vila. A mulher, então, contrata um capanga de nome Naiú para matar o marido. O caboclo faz o serviço, mas, quando é preso, revela que fora D. Margarida a mandante do homicídio.

    O capítulo que você lerá é o último da obra, quando se dá a prisão de D. Guidinha do Poço. 


    Imagem da questão de Português, UECE 2013, Análise sintática

    Manuel de Oliveira Paiva. Dona Guidinha do Poço. p. 125-126. Texto adaptado. 

    Reflita sobre o excerto transcrito: “A saia de montaria, de bretanha, arfava ao vento, produzindo uma irritação estranha aquele pano branco na alma enlutada da população. Guida olhava a turba com admiração, que ao povo parecia petulância e, por vê-la açoitar o cavalo, diziam que ela acenava com o chicote para ele...” (linhas 87-93).


    I. O período transcrito poderia ter a seguinte estrutura: A saia de montaria, de bretanha, arfava ao vento, produzindo aquele pano branco uma irritação estranha na alma enlutada da população.

    II. O verbo dizer, no plural, “diziam”, concorda ideologicamente com “povo”, isto é, concorda com a ideia de plural dessa palavra, não com a sua forma.

    III. A oração “por vê-la açoitar o cavalo” tem o valor semântico de condição.


    Está correto o que se diz somente em

    Escolha uma alternativa para a questão 82d756c9-af
  • 82CC4B7C-AF

    Português

    Interpretação de Textos
    UECE · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto 2


    A obra D. Guidinha do Poço conta a história de D. Margarida Reginaldo de Sousa Barros — conhecida como Guida ou Guidinha —, herdeira do Capitão-Mor Reginaldo Venceslau. Depois da morte do pai, ela se casa com o Major Joaquim Damião de Barros, o Major Quim, dezesseis anos mais velho do que ela. Embora tivessem casa na vila, fixaram residência na fazenda Poço da Moita, herdade de Margarida. Depois de alguns anos de casados, Margarida se apaixona por Secundino, jovem praciano, sobrinho do marido. Quando o Major Quim descobre a traição, pede o divórcio, que Guida não aceita. O Major deixa-a na fazenda e vai morar na casa da Vila. A mulher, então, contrata um capanga de nome Naiú para matar o marido. O caboclo faz o serviço, mas, quando é preso, revela que fora D. Margarida a mandante do homicídio.

    O capítulo que você lerá é o último da obra, quando se dá a prisão de D. Guidinha do Poço. 


    Imagem da questão de Português, UECE 2013, Interpretação de Textos

    Manuel de Oliveira Paiva. Dona Guidinha do Poço. p. 125-126. Texto adaptado. 

    O substantivo “diligência” (linha 73) foi empregado, no texto, com o significado de
    Escolha uma alternativa para a questão 82cc4b7c-af
  • 82C38E42-AF

    Português

    Análise sintática
    UECE · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto 1

    O texto 1 desta prova é da autoria do intelectual cearense Gustavo Barroso, que nasceu em Fortaleza, no ano de 1888 e morreu no Rio de Janeiro, em 1959. Professor, jornalista, ensaísta, romancista, foi membro da Academia Brasileira de Letras. A obra À margem da história do Ceará, em dois volumes, foi seu último trabalho. É uma reunião de setenta e seis artigos e crônicas que falam exclusivamente sobre a história do Ceará entre 1608 e 1959. O texto transcrito abaixo foi extraído do segundo volume e, como vocês poderão ver, é um artigo sobre a obra do também cearense Manuel de Oliveira Paiva, Dona Guidinha do Poço. Servindo-se de uma pesquisa feita pelo historiador Ismael Pordeus, Gustavo Barroso fala do romance de Oliveira Paiva, mais especificamente, das relações entre essa obra literária e a verdade histórica que ela transfigura. 


    Imagem da questão de Português, UECE 2013, Análise sintática

    Gustavo Barroso. À margem da história do Ceará. v. 2, 3 ed. p. 347-350. Texto adaptado.

    Pondere sobre as relações sintáticas do seguinte período: “Vivia, no entanto, tão desassossegado, receando qualquer atentado por parte da esposa, cujo caráter conhecia, que pedira garantias de vida às autoridades e andava pelas ruas sob a guarda do destacamento policial” (linhas 45-50). Escreva V para a assertiva verdadeira e F para a assertiva falsa.


    ( ) O período, como um todo, relaciona-se com o período anterior, fazendo-lhe restrição ao conteúdo, o que se destaca pelo uso da conjunção no entanto. Relaciona-se também com o período posterior, o qual lhe faz oposição explicitada pela conjunção mas, que os liga.

    ( ) A oração “Vivia, no entanto, tão desassossegado” relaciona-se com o conjunto de orações coordenadas entre si: “que pedira garantias de vida às autoridades e andava pelas ruas sob a guarda do destacamento policial”. Essas orações introduzem, em relação à primeira, a ideia de consequência.

    ( ) A oração “cujo caráter conhecia” relaciona-se unicamente com a anterior, “receando qualquer atentado por parte da esposa”, à qual se liga por meio do pronome relativo cujo. Pode, inclusive, ser retirada do enunciado, sem prejuízo de seu conteúdo. Essa retirada, entretanto, enfraquece a enunciação.

    ( ) A oração “receando qualquer atentado por parte da esposa”, liga-se, ainda, à primeira oração, “Vivia, no entanto, tão desassossegado”, e introduz uma ideia de concessão.

    ( ) A primeira oração, “Vivia, no entanto, tão desassossegado” é a oração principal das orações que com ela se relacionam e para ela funcionam como termo sintático. Por outro lado, a oração “receando qualquer atentado por parte da esposa” é oração principal para a oração “cujo caráter conhecia”, que lhe serve como termo sintático, adjunto adnominal.


    A sequência correta, de cima para baixo, é:

    Escolha uma alternativa para a questão 82c38e42-af
  • 82BC044E-AF

    Português

    Análise sintática
    UECE · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto 1

    O texto 1 desta prova é da autoria do intelectual cearense Gustavo Barroso, que nasceu em Fortaleza, no ano de 1888 e morreu no Rio de Janeiro, em 1959. Professor, jornalista, ensaísta, romancista, foi membro da Academia Brasileira de Letras. A obra À margem da história do Ceará, em dois volumes, foi seu último trabalho. É uma reunião de setenta e seis artigos e crônicas que falam exclusivamente sobre a história do Ceará entre 1608 e 1959. O texto transcrito abaixo foi extraído do segundo volume e, como vocês poderão ver, é um artigo sobre a obra do também cearense Manuel de Oliveira Paiva, Dona Guidinha do Poço. Servindo-se de uma pesquisa feita pelo historiador Ismael Pordeus, Gustavo Barroso fala do romance de Oliveira Paiva, mais especificamente, das relações entre essa obra literária e a verdade histórica que ela transfigura. 


    Imagem da questão de Português, UECE 2013, Análise sintática

    Gustavo Barroso. À margem da história do Ceará. v. 2, 3 ed. p. 347-350. Texto adaptado.

    Observe o que se diz sobre o período seguinte: “Na última década do século passado, entre os tipos populares da cidade de Fortaleza, capital do Ceará, minha terra natal, andava uma velha desgrenhada, farrapenta e suja, que a molecada perseguia com chufas, a que ela replicava com os piores doestos deste mundo.” (linhas 1-7).


    I. A preposição “entre”, em “entre os tipos populares de Fortaleza”, poderia ser substituída por “em meio a”.

    II. Em “capital do Ceará, minha terra natal”, há dois apostos. Podemos entender que os dois explicitam “cidade de Fortaleza”, ou que o segundo explicita “capital do Ceará”. No segundo caso, teremos um aposto dentro de outro aposto.

    III. Dentro do contexto, poderíamos substituir o artigo indefinido uma, em “uma velha desgrenhada”, pelo artigo definido a.


    Está correto o que se diz em

    Escolha uma alternativa para a questão 82bc044e-af
  • 82B8510A-AF

    Português

    Análise sintática
    UECE · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto 1

    O texto 1 desta prova é da autoria do intelectual cearense Gustavo Barroso, que nasceu em Fortaleza, no ano de 1888 e morreu no Rio de Janeiro, em 1959. Professor, jornalista, ensaísta, romancista, foi membro da Academia Brasileira de Letras. A obra À margem da história do Ceará, em dois volumes, foi seu último trabalho. É uma reunião de setenta e seis artigos e crônicas que falam exclusivamente sobre a história do Ceará entre 1608 e 1959. O texto transcrito abaixo foi extraído do segundo volume e, como vocês poderão ver, é um artigo sobre a obra do também cearense Manuel de Oliveira Paiva, Dona Guidinha do Poço. Servindo-se de uma pesquisa feita pelo historiador Ismael Pordeus, Gustavo Barroso fala do romance de Oliveira Paiva, mais especificamente, das relações entre essa obra literária e a verdade histórica que ela transfigura. 


    Imagem da questão de Português, UECE 2013, Análise sintática

    Gustavo Barroso. À margem da história do Ceará. v. 2, 3 ed. p. 347-350. Texto adaptado.

    Reflita sobre os enunciados transcritos e o que se diz sobre eles.


    I. “estava eu de supor que contemplava na mendiga semitrôpega a figura central duma tragédia real e dum romance destinado a certa celebridade literária” (linhas 18-22). A construção sintática “estava eu de supor” não é comum no português brasileiro contemporâneo. Atualmente, evitaríamos esse torneio sintático e o reduziríamos: (Eu) estava supondo ou (Eu) supunha.

    II. “O que até recentemente se não sabia sobre este livro notável é que não passa de uma história romanceada com a maior fidelidade possível aos elementos humanos, sociais e paisagísticos da realidade.” (linhas 26-30) A posição do pronome oblíquo átono em “até recentemente se não sabia sobre este livro notável” recebe o nome de apossínclise e está em desuso no português brasileiro contemporâneo. Nesse caso, se usaria a próclise: até recentemente não se sabia sobre este livro notável.

    III. “Sua figura acurvada e encanecida me impressionava” (linhas16-17); “sem bulha nem matinada, dela se afastou” (linhas 41-42). Nesses casos, o enunciador emprega a próclise. No português do Brasil, atualmente, há preferência pela ênclise, assim sendo, hoje, esses enunciados teriam a seguinte estrutura: Sua figura acurvada e encanecida impressionava-me; sem bulha nem matinada, dela afastou-se.


    Está correto o que se diz em

    Escolha uma alternativa para a questão 82b8510a-af
  • 82B3774B-AF

    Português

    Pontuação
    UECE · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto 1

    O texto 1 desta prova é da autoria do intelectual cearense Gustavo Barroso, que nasceu em Fortaleza, no ano de 1888 e morreu no Rio de Janeiro, em 1959. Professor, jornalista, ensaísta, romancista, foi membro da Academia Brasileira de Letras. A obra À margem da história do Ceará, em dois volumes, foi seu último trabalho. É uma reunião de setenta e seis artigos e crônicas que falam exclusivamente sobre a história do Ceará entre 1608 e 1959. O texto transcrito abaixo foi extraído do segundo volume e, como vocês poderão ver, é um artigo sobre a obra do também cearense Manuel de Oliveira Paiva, Dona Guidinha do Poço. Servindo-se de uma pesquisa feita pelo historiador Ismael Pordeus, Gustavo Barroso fala do romance de Oliveira Paiva, mais especificamente, das relações entre essa obra literária e a verdade histórica que ela transfigura. 


    Imagem da questão de Português, UECE 2013, Pontuação

    Gustavo Barroso. À margem da história do Ceará. v. 2, 3 ed. p. 347-350. Texto adaptado.

    Atente para as aspas que marcam os enunciados entre as linhas 64 e 72 e o que se diz sobre elas.


    I. Expressam que o direito de falar é concedido a outro enunciador que não aquele que até o momento tinha a palavra.

    II. Como não remetem a um sujeito preciso, somente asseguram que o enunciado não é mais do enunciador que antes tinha a palavra, o qual se exime das responsabilidades sobre o dito.

    III. Indicam que o que é dito pelo segundo enunciador é paradoxal, está à margem da opinião comum.


    Está correto o que se diz em

    Escolha uma alternativa para a questão 82b3774b-af
  • 82A5D6B9-AF

    Português

    Figuras de Linguagem
    UECE · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto 1

    O texto 1 desta prova é da autoria do intelectual cearense Gustavo Barroso, que nasceu em Fortaleza, no ano de 1888 e morreu no Rio de Janeiro, em 1959. Professor, jornalista, ensaísta, romancista, foi membro da Academia Brasileira de Letras. A obra À margem da história do Ceará, em dois volumes, foi seu último trabalho. É uma reunião de setenta e seis artigos e crônicas que falam exclusivamente sobre a história do Ceará entre 1608 e 1959. O texto transcrito abaixo foi extraído do segundo volume e, como vocês poderão ver, é um artigo sobre a obra do também cearense Manuel de Oliveira Paiva, Dona Guidinha do Poço. Servindo-se de uma pesquisa feita pelo historiador Ismael Pordeus, Gustavo Barroso fala do romance de Oliveira Paiva, mais especificamente, das relações entre essa obra literária e a verdade histórica que ela transfigura. 


    Imagem da questão de Português, UECE 2013, Figuras de Linguagem

    Gustavo Barroso. À margem da história do Ceará. v. 2, 3 ed. p. 347-350. Texto adaptado.

    Leia o enunciado seguinte e atente ao que é dito sobre ele: “Tinha terminado de cumprir sua pena na cadeia pública e andava assim de léu em léu, sem teto e sem destino, como um resto de naufrágio açoitado pelo mar” (linhas 13-16).


    I. As expressões “andava assim de léu em léu”, “sem teto e sem destino” e “como um resto de naufrágio açoitado pelo mar” são de certa forma redundantes, mas formam uma gradação cujo clímax dá ênfase ao estado em que se encontra Lessa.

    II. Há, no enunciado, uma metáfora que aproxima a velha Lessa dos destroços de um naufrágio.

    III. A comparação do enunciado reúne em si as duas expressões anteriores e enfatiza a situação de abandono e a falta de perspectiva em que vive a velha Lessa.


    Está correto o que se diz somente em

    Escolha uma alternativa para a questão 82a5d6b9-af