Questões do ENEM: Linguagens e nível difícil
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4.735 questões encontradas. Mostrando a página 106 de 237.
227B61BE-30 A linguagem e o universo de Guimarães Rosa na obra prima que é o romance Grande sertão: veredas estão em parte caracterizados no seguinte segmento do texto:227895C8-30 Português
Interpretação de TextosPUC - Campinas · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritosA vida mundana dos cafés comparece nestes versos de um poema de Manuel Bandeira:Quando o enterro passouOs homens que se achavam no caféTiraram o chapéu maquinalmenteSaudavam o morto distraídosEstavam todos voltados para a vidaDepreende-se da leitura desses versos que o poeta Manuel BandeiraI. empenha-se em pintar com cores fortes a reação contristada de um grupo de homens diante da evidência de que alguém havia morrido.II. registra o protocolo mecânico de um gesto da saudação que os homens num café, inteiramente devotados à vida, dedicam ao enterro que passa.III. faz contrastar a fatalidade da morte com o cotidiano vivo, razão pela qual o aspecto mundano da conversa num café dá lugar a tocantes reverências.Atende ao enunciado o que está APENAS em
2275D21C-30 Português
Interpretação de TextosPUC - Campinas · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritosNo período modernista, representam-se novas criações da tecnologia humana, testemunhando o progresso e as novidades da época. Há comprovação disso no tema e no estilo dos seguintes versos:226A1393-30 Português
Interpretação de TextosPUC - Campinas · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritosHistória da pintura, história do mundo

(BATISTA, Domenico, inédito)
A afirmação correta sobre o que se encontra nos parágrafos 7 e 8 é:2261B136-30 Português
Redação - Reescritura de textoPUC - Campinas · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritosHistória da pintura, história do mundo

(BATISTA, Domenico, inédito)
... tudo vai se oferecendo a novas técnicas, como a da “câmara escura”, explorada pelo holandês Vermeer, pela qual se obtinha melhor controle da luminosidade adequada e do ângulo de visão. (linhas 54 a 57)Outra formulação para o segmento acima destacado, que seja clara, correta e que não prejudique o sentido original, é:225EDD94-30 Português
AdvérbiosPUC - Campinas · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritosHistória da pintura, história do mundo

(BATISTA, Domenico, inédito)
Em passos assim instrutivos, o livro da irmã Wendy vai nos conduzindo por um roteiro histórico da arte da pintura e dos sucessivos feitos humanos. Desde um jogo de boliche numa estalagem até figuras femininas em atividades domésticas, de um ateliê de ourives até um campo de batalha, tudo vai se oferecendo a novas técnicas, como a da “câmara escura”, explorada pelo holandês Vermeer, pela qual se obtinha melhor controle da luminosidade adequada e do ângulo de visão. Entram em cena as novas criações da tecnologia humana: os navios a vapor, os trens, as máquinas e as indústrias podem estar no centro das telas, falando do progresso.Considerado o acima transcrito, em seu contexto, é apropriado afirmar:225C0F7B-30 Português
Interpretação de TextosPUC - Campinas · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritosHistória da pintura, história do mundo

(BATISTA, Domenico, inédito)
Sobre o parágrafo 3, em seu contexto, entende-se com correção:225919AC-30 Português
Interpretação de TextosPUC - Campinas · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritosHistória da pintura, história do mundo

(BATISTA, Domenico, inédito)
A frase que mantém fidelidade ao que se tem no parágrafo 2 é:2256149A-30 Português
Interpretação de TextosPUC - Campinas · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritosHistória da pintura, história do mundo

(BATISTA, Domenico, inédito)
O autor,1A759949-30 Português
Interpretação de TextosUNESP · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia o soneto XLVI, de Cláudio Manuel da Costa (1729-1789), para responder a questão.Não vês, Lise, brincar esse meninoCom aquela avezinha? Estende o braço,Deixa-a fugir, mas apertando o laço,A condena outra vez ao seu destino.Nessa mesma figura, eu imagino,Tens minha liberdade, pois ao passoQue cuido que estou livre do embaraço,Então me prende mais meu desatino.Em um contínuo giro o pensamentoTanto a precipitar-me se encaminha,Que não vejo onde pare o meu tormento.Mas fora menos mal esta ânsia minha,Se me faltasse a mim o entendimento,Como falta a razão a esta avezinha.(Domício Proença Filho (org.). A poesia dos inconfidentes, 1996.)No soneto, o menino e a avezinha, mencionados na primeira estrofe, são comparados, respectivamente,1A72B33B-30 Português
Interpretação de TextosUNESP · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia o soneto XLVI, de Cláudio Manuel da Costa (1729-1789), para responder a questão.Não vês, Lise, brincar esse meninoCom aquela avezinha? Estende o braço,Deixa-a fugir, mas apertando o laço,A condena outra vez ao seu destino.Nessa mesma figura, eu imagino,Tens minha liberdade, pois ao passoQue cuido que estou livre do embaraço,Então me prende mais meu desatino.Em um contínuo giro o pensamentoTanto a precipitar-me se encaminha,Que não vejo onde pare o meu tormento.Mas fora menos mal esta ânsia minha,Se me faltasse a mim o entendimento,Como falta a razão a esta avezinha.(Domício Proença Filho (org.). A poesia dos inconfidentes, 1996.)O tom predominante no soneto é de1A6F9EBC-30 Português
Interpretação de TextosUNESP · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritosPara responder a questão, leia o excerto de Auto da Barca do Inferno do escritor português Gil Vicente (1465?-1536?). A peça prefigura o destino das almas que chegam a um braço de mar onde se encontram duas barcas (embarcações): uma destinada ao Paraíso, comandada pelo anjo, e outra destinada ao Inferno, comandada pelo diabo.Vem um Frade com uma Moça pela mão […]; e elemesmo fazendo a baixa1 começou a dançar, dizendoFrade: Tai-rai-rai-ra-rã ta-ri-ri-rã;Tai-rai-rai-ra-rã ta-ri-ri-rã;Tã-tã-ta-ri-rim-rim-rã, huha!Diabo: Que é isso, padre? Quem vai lá?Frade: Deo gratias2 ! Sou cortesão.Diabo: Danças também o tordião3 ?Frade: Por que não? Vê como sei.Diabo: Pois entrai, eu tangerei4e faremos um serão.E essa dama, porventura?Frade: Por minha a tenho eu,e sempre a tive de meu.Diabo: Fizeste bem, que é lindura!Não vos punham lá censurano vosso convento santo?Frade: E eles fazem outro tanto!Diabo: Que preciosa clausura5!Entrai, padre reverendo!Frade: Para onde levais gente?Diabo: Para aquele fogo ardenteque não temestes vivendo.Frade: Juro a Deus que não te entendo!E este hábito6não me val7?Diabo: Gentil padre mundanal8a Belzebu vos encomendo!Frade: Corpo de Deus consagrado!Pela fé de Jesus Cristo,que eu não posso entender isto!Eu hei de ser condenado?Um padre tão namoradoe tanto dado à virtude?Assim Deus me dê saúde,que eu estou maravilhado!Diabo: Não façamos mais detença9embarcai e partiremos;tomareis um par de remos.Frade: Não ficou isso na avença10.Diabo: Pois dada está já a sentença!Frade: Por Deus! Essa seria ela?Não vai em tal caravelaminha senhora Florença?Como? Por ser namoradoe folgar c’uma mulher?Se há um frade de perder,com tanto salmo rezado?!Diabo: Ora estás bem arranjado!Frade: Mas estás tu bem servido.Diabo: Devoto padre e marido,haveis de ser cá pingado11…(Auto da Barca do Inferno, 2007.)1 baixa: dança popular no século XVI.2 Deo gratias: graças a Deus.3 tordião: outra dança popular no século XVI.4 tanger: fazer soar um instrumento.5 clausura: convento.6 hábito: traje religioso.7 val: vale.8 mundanal: mundano.9 detença: demora.10 avença: acordo.11 ser pingado: ser pingado com gotas de gordura fervendo (segundo o imaginário popular, processo de tortura que ocorreria no inferno)
Assinale a alternativa cuja máxima está em conformidade com o excerto e com a proposta do teatro de Gil Vicente.6E6F9A03-1D Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionUNICAMP · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia os versos iniciais do poema The White Man’s Burden(O fardo do homem branco).Take up the White Man’s burdenSend forth the best ye breed -Go send your sons to exileTo serve your captives' needTo wait in heavy harnessOn fluttered folk and wildYournew-caught, sullen peoples,Half devil and half child (...)(Rudyard Kipling, Rudyard Kipling’s Verse. Disponível emhttp://kiplingsociety.co.uk/poems_burden.htm. Acessado em 17/10/2016.)O poema de Rudyard Kipling foi escrito em Londres, em 1898, após a estadia do autor nos EUA. Considerando-se o contexto do imperialismo do século XIX, o poeta expressa
6E31A183-1D Português
Interpretação de TextosUNICAMP · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos“O Sinhô foi açoitarsozinho a negra Fulô.A negra tirou a saiae tirou o cabeção,de dentro dêle pulounuinha a negra Fulô.Essa negra Fulô!Essa negra Fulô!Ó Fulô! Ó Fulô!Cadê, cadê teu Sinhôque Nosso Senhor me mandou?Ah! Foi você que roubou,foi você, negra Fulô?Essa negra Fulô!”(Jorge de Lima, Poesias Completas, v.1. Rio de Janeiro/Brasília: J.Aguilar e INL,1974, p. 121.)“A Sinhá mandou arrebentar-lhe os dentes:Fute, Cafute, Pé-de-pato, Não-sei-que-diga,avança na branca e me vinga.Exu escangalha ela, amofina ela,amuxila ela que eu não tenho defesa de homem,sou só uma mulher perdida neste mundão.Neste mundão.Louvado seja Oxalá.Para sempre seja louvado.”(Idem, p.164.)Essas duas cenas de ciúmes concluem dois textos diferentes de Jorge de Lima. A primeira pertence ao conhecido poema modernista “Essa negra Fulô”; a segunda, ao poema “História”, de Poemas Negros (1947). Em relação a “Essa negra Fulô”, o poema “História”, especificamente, representa0A9D1155-0D Português
Interpretação de TextosUECE · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritosA partir dos anos 20, com os estudos desenvolvidos por Bakhtin e seu grupo, a língua passou a ser vista como um fenômeno social e os enunciados passaram a ser considerados como uma grande rede responsiva: cada enunciado responde a enunciado anterior e, ao mesmo tempo, espera resposta de um outro enunciado posterior.
Texto 2
Super-Homem
(A Canção)
I
Um dia
Vivi a ilusão de que ser homem bastaria
Que o mundo masculino tudo me daria
Do que eu quisesse ter
II
Que nada
Minha porção mulher, que até então se resguardara
É a porção melhor que trago em mim agora
É que me faz viver
III
Quem dera
Pudesse todo homem compreender, oh, mãe,
[quem dera
Ser no verão o apogeu da primavera
E só por ela ser
IV
Quem sabe
O Super-homem venha nos restituir a glória
Mudando como um deus o curso da história
Por causa da mulher
(Gilberto Gil)
(https://www.vagalume.com.br/search.php?q=super%20 homem)
A divisão do Texto 2 em partes ou apartados nos mostra uma estrutura bem delimitada com uma sequência lógica que facilita sua compreensão. A atenção aos verbos empregados no poema é indispensável para que se possa explorar o sentido do texto.
Relacione as quatro estrofes do poema aos comentários apresentados a seguir, numerando-os de I a IV, de acordo com cada uma delas.
( ) Revela esperança débil e frouxa, e expectativa. Esses dois sentimentos são linguisticamente manifestados por uma interjeição e um verbo no subjuntivo. Aparece, ainda, um gerúndio, demarcando a maneira como ocorre a ação.
( ) Expressa o tempo presente, dentro do qual se divisa um passado anterior a outro passado.
( ) Foi estruturada de modo a expressar desejo e vontade, função que se realiza com o uso da interjeição e de uma forma do subjuntivo.
( ) Inicia-se com uma expressão indicativa de tempo, mas de um tempo indeterminado. O emprego do pretérito perfeito sugere que a ação indicada pelo verbo já está concluída. Os recursos linguísticos empregados na estrofe imprimem, na mente do leitor, a inviabilização do que seria o desejo do sujeito lírico.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
0A948656-0D Português
Interpretação de TextosUECE · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritosO texto 1 desta prova consta, como prefácio, da 2ª edição do romance Janelas Fechadas, do maranhense Josué Montello, publicado pela primeira vez em 1941. Foi escrito por Tristão de Athayde (Alceu Amoroso Lima), que compõe uma crítica na qual desenvolve ideias originais, como uma aproximação entre Benzinho, protagonista do romance de Montello, e Capitu.
Um dos fenômenos típicos da sociedade moderna, segundo palavras de Athayde, é “a confusão ou o desencontro entre os sexos”. Seguindo o raciocínio apresentado no texto, é correto afirmar que0A808BFC-0D Português
Interpretação de TextosUECE · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritosO texto 1 desta prova consta, como prefácio, da 2ª edição do romance Janelas Fechadas, do maranhense Josué Montello, publicado pela primeira vez em 1941. Foi escrito por Tristão de Athayde (Alceu Amoroso Lima), que compõe uma crítica na qual desenvolve ideias originais, como uma aproximação entre Benzinho, protagonista do romance de Montello, e Capitu.
Considerando o raciocínio do autor do texto, atente ao que se diz nas seguintes afirmações:
I. A paisagem do romance “Janelas Fechadas”, de Josué Montello, está para a paisagem tipicamente nordestina dos romances de José Lins do Rego e de José Américo, assim como o caráter da jovem Benzinho está para o tipo genuíno das jovens nordestinas e, de maneira geral, dos homens dessa região.
II. A adolescente da cidade de São Luís está para a sofisticada Capitu, assim como a mesma adolescente está para qualquer das Inocências ou Moreninhas do romantismo da época.
III. As razões do coração estão para Benzinho assim como o valor da ascensão social está para a mulher nordestina.
Está correto o que se diz em
D18F09E1-E4 Inglês
Tradução | TranslationPUC-GO · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritosTEXTO 6
Arandir — Posso ir?
Comissário Barros — Pode.
Arandir (recuando, com sofrida humildade) — Então, boa tarde, boa tarde.
Cunha — Um minutinho.
Arandir (incerto) — Comigo?
Cunha — Um momento.
Barros — Já prestou declarações.
Cunha (entre divertido e ameaçador) — Sei. Agora vai conversar comigo.
Aruba (baixo e veemente para Arandir) — O delegado.
Amado — Senta.
Arandir (sentindo a pressão de novo ambiente) — Mas é que eu estou com um pouquinho de pressa. (Arandir começa a ter medo. Ele próprio não sabe de quê.)
Cunha (com o riso ofegante) — Rapaz, a polícia não tem pressa.
Amado — Mas senta. (Arandir olha em torno, como um bicho apavorado. Senta-se, finalmente.)
Arandir (sem ter de quê) — Obrigado.
Barros (baixo e reverente, para o delegado) — Ele é apenas testemunha.
Cunha — Não te mete.
(Arandir ergue-se, sôfrego.)
Arandir — Posso telefonar?
Cunha — Mais tarde.
(Amado cutuca o fotógrafo.)
Amado — Bate agora! (flash estoura. Arandir toma um choque.)
Arandir — Retrato?
Amado — Nervoso, rapaz?
(Arandir senta-se, une os joelhos.)
Arandir — Absolutamente!
Cunha (lançando a pergunta como uma chicotada)
— Você é casado, rapaz?
Arandir — Não ouvi.
Cunha (num berro) — Tira a cera dos ouvidos!
Amado (inclinando-se para o rapaz) — Casado ou solteiro?
Arandir — Casado.
Cunha — Casado. Muito bem. (vira-se para Amado, com segunda intenção) O homem é casado. (para o Comissário Barros) Casado.
Barros — Eu sabia.
Arandir (com sofrida humildade) — O senhor deixa dar um telefonema rápido para minha mulher?
Cunha (rápido e incisivo) — Gosta de sua mulher, rapaz?
(Arandir, por um momento, acompanha o movimento do fotógrafo que se prepara para bater uma nova fotografia.)
Arandir — Naturalmente!
Cunha (com agressividade policial) — E não usa nada no dedo, por quê?
Arandir (atarantado) — Um dia, no banheiro, caiu. Caiu a aliança. No ralo do banheiro.
Amado — O que é que você estava fazendo na praça da Bandeira?
Arandir — Bem. Fui lá e...
Cunha (num berro) — Não gagueja, rapaz!
Arandir (falando rápido) — Fui levar uma joia.
Cunha (alto) — Joia!
Arandir — Joia. Aliás, empenhar uma joia na Caixa Econômica. (Amado e Cunha cruzam as perguntas para confundir e levar Arandir ao desespero.)
Amado — Casado há quanto tempo?
Arandir — Eu?
Cunha — Gosta de mulher, rapaz?
ARANDIR (desesperado) — Quase um ano!
Cunha (mais forte) — Gosta de mulher?
Arandir (quase chorando) — Casado há um ano. (Cunha muda de voz, sem transição. Põe a mão no joelho do rapaz.)
Cunha (caricioso e ignóbil) — Escuta. O que significa para ti. Sim, o que significa para “você” uma mulher!?
Arandir (lento e olhando em torno) — Mas eu estou preso?
Cunha (sem ouvi-lo e sempre melífluo) — Rapaz, escuta! Uma hipótese. Se aparecesse, aqui, agora, uma mulher, uma “boa”. Nua. Completamente nua. Qual seria. É uma curiosidade. Seria a tua reação? (Arandir olha, ora o Cunha, ora o Amado. Silêncio.)
(RODRIGUES, Nelson. O beijo no asfalto. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1995. p. 23-27.)
In English there are different ways to say “Completamente nua” (Text 6). Read the sentences below and choose the one or ones which has or have the same idea:
I - Someone is completely naked.
II - Someone has nothing on.
III - Someone doesn’t have anything on.
IV - Someone ran through the yard with nothing on.
The correct choice is:
D1632B34-E4 Inglês
Vocabulário | VocabularyPUC-GO · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritosTEXTO 4
Não desejei a morte de minha filha. Ou desejei? Aí é que reside a dúvida, é onde habita o nó que nada nem ninguém no mundo tem o poder de desatar. O inconsciente, desculpe-me a vulgaridade do termo, minha filha, é uma merda. Sendo autônomo, o inconsciente age por si, sem pedir licença nem se revelar. Desejei ou não a morte de minha filha, hein? Você pode responder a essa pergunta? Alguém pode? Eu não posso. Busquei na fonte a resposta e ela não veio. Como minha filha havia feito, busquei nas águas do Cristal a cura imediata para uma dor que parecia infinda. A ferida tinha sido cavada pelas águas, então elas que tratassem de cicatrizá-la. O rio recusou meu corpo, mas não a dor. Nem o aconselhamento. Pediu tempo, apenas. Permaneci plantada no barranco, juntando ao seu caudal minhas lágrimas secas. Disseram que eu tinha enlouquecido, talvez tivesse mesmo. Em diálogo profundo, as águas me fizeram compreender verdades para as quais eu nunca havia me atinado. Todo rio tem seu leito, suas margens, seu limite, toda vez que ele avança além de seu leito original provoca estragos, descalabros. O rio de nossa vida não é diferente. Ele também está sujeito a limitações intransponíveis. Existe você e você; seu campo de visão, a capacidade de administrar o próprio caudal. Tem a hora de abrir e a hora de fechar as comportas. Felicidade ou dor, a escolha é sua, depende do grau de intensidade que você der a cada coisa. Hoje posso dizer que me conheço um pouquinho, mesmo assim, perguntas continuam sem resposta.
(BARROS, Adelice da Silveira. Mesa dos inocentes. Goiânia: Kelps, 2010. p. 23.)
In Barros’s paragraph, there is a lot of emphasis on liquidity, that is, the state of being liquid. For example, tear, water, river. Read the sentences below:
I - There are lots of water lilies on the surface of river and lakes.
II - The village is famous for its spectacular waterfalls.
III - Can you tell me where the water fountain is? I am thirsty.
IV - According to authorities, the water supply for the summer will be normal.
Choose the ones which are related to this state. The best alternative is:
D15A8A09-E4 Português
Interpretação de TextosPUC-GO · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritosTEXTO 4
Não desejei a morte de minha filha. Ou desejei? Aí é que reside a dúvida, é onde habita o nó que nada nem ninguém no mundo tem o poder de desatar. O inconsciente, desculpe-me a vulgaridade do termo, minha filha, é uma merda. Sendo autônomo, o inconsciente age por si, sem pedir licença nem se revelar. Desejei ou não a morte de minha filha, hein? Você pode responder a essa pergunta? Alguém pode? Eu não posso. Busquei na fonte a resposta e ela não veio. Como minha filha havia feito, busquei nas águas do Cristal a cura imediata para uma dor que parecia infinda. A ferida tinha sido cavada pelas águas, então elas que tratassem de cicatrizá-la. O rio recusou meu corpo, mas não a dor. Nem o aconselhamento. Pediu tempo, apenas. Permaneci plantada no barranco, juntando ao seu caudal minhas lágrimas secas. Disseram que eu tinha enlouquecido, talvez tivesse mesmo. Em diálogo profundo, as águas me fizeram compreender verdades para as quais eu nunca havia me atinado. Todo rio tem seu leito, suas margens, seu limite, toda vez que ele avança além de seu leito original provoca estragos, descalabros. O rio de nossa vida não é diferente. Ele também está sujeito a limitações intransponíveis. Existe você e você; seu campo de visão, a capacidade de administrar o próprio caudal. Tem a hora de abrir e a hora de fechar as comportas. Felicidade ou dor, a escolha é sua, depende do grau de intensidade que você der a cada coisa. Hoje posso dizer que me conheço um pouquinho, mesmo assim, perguntas continuam sem resposta.
(BARROS, Adelice da Silveira. Mesa dos inocentes. Goiânia: Kelps, 2010. p. 23.)
Em determinado momento do Texto 4, a narrativa ganha contornos argumentativos visíveis quando o enunciador (assinale a alternativa correta):