Questões do ENEM: Linguagens e nível difícil
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EA81C202-B5 TEXTO 2
A literatura nos ajuda a construir nossa identidade(1) Ainda que nasça e morra só, o indivíduo tem a sua existência marcada pela coletividade de que faz parte e que funciona segundo “leis” e “regras” preestabelecidas. Um dos primeiros desafios a serem enfrentados pelo ser humano é compreender que leis e regras são essas, decidir quais delas deve seguir e quais precisam ser questionadas de modo a permitir que sua jornada individual tenha identidade própria.(2) Nos textos literários, de certo modo, entramos em contato com a nossa história, o que nos dá a chance de compreender melhor nosso tempo, nossa trajetória. O interessante, porém, é que essa “história” coletiva é recriada por meio das histórias individuais, das inúmeras personagens presentes nos textos que lemos, ou pelos poemas que nos tocam de alguma maneira. Como leitores, interagimos com o que lemos. Somos tocados pelas experiências de leituras que, muitas vezes, evocam nossas vivências pessoais e nos ajudam a refletir sobre nossa identidade e também a construí-la.(3) Como toda manifestação artística, a literatura acompanha a trajetória humana e, por meio de palavras, constrói mundos familiares – em que pessoas semelhantes a nós vivem problemas idênticos – e mundos fantásticos, povoados por seres imaginários, cuja existência é garantida somente por meio das palavras que lhes dão vida. Também exprime, pela criação poética, reflexões e emoções que parecem ser tão nossas quanto de quem as registrou.(4) Por meio da convivência com poemas e histórias que traçam tantos e diversos destinos, a literatura acaba por nos oferecer possibilidades de resposta a indagações comuns a todos os seres humanos.(5) Além disso, em diferentes momentos da história humana, a literatura teve um papel fundamental: o de denunciar a realidade, sobretudo quando setores da sociedade tentam ocultá-la. Foi o que ocorreu, por exemplo, durante o período do regime militar no Brasil. Naquele momento, inúmeros escritores arriscaram a própria vida para denunciar, em suas obras, a violência que tornava a existência uma aventura arriscada. A leitura dessas obras, mesmo que vivamos em uma sociedade democrática e livre, nos ensina a valorizar nossos direitos individuais, nos ajuda a desenvolver uma melhor consciência política e social. Em resumo, a literatura permite também que olhemos para a nossa história e, conhecendo algumas de suas passagens, busquemos construir um futuro melhor.(Maria Luiza M. Abaurre; Marcela Pontara. Literatura Brasileira – tempos leitores e leituras. Ensino Médio. São Paulo: Moderna, 2005, pp., 10-11. Adaptado.)Analisando o trecho: “Como leitores, interagimos com o que lemos. Somos tocados pelas experiências de leituras que, muitas vezes, evocam nossas vivências pessoais e nos ajudam a refletir sobre nossa identidade e também a construí-la”, podemos perceber que o autor admite:1) um leitor ativo, que dialoga com seus objetos de leitura.2) uma articulação entre o que lemos e nossas vivências pessoais.3) a leitura como um processo de recepção e de construção.Está(ão) correta(s):EA7E633B-B5 Português
Interpretação de TextosUESPI · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritosTEXTO 2
A literatura nos ajuda a construir nossa identidade(1) Ainda que nasça e morra só, o indivíduo tem a sua existência marcada pela coletividade de que faz parte e que funciona segundo “leis” e “regras” preestabelecidas. Um dos primeiros desafios a serem enfrentados pelo ser humano é compreender que leis e regras são essas, decidir quais delas deve seguir e quais precisam ser questionadas de modo a permitir que sua jornada individual tenha identidade própria.(2) Nos textos literários, de certo modo, entramos em contato com a nossa história, o que nos dá a chance de compreender melhor nosso tempo, nossa trajetória. O interessante, porém, é que essa “história” coletiva é recriada por meio das histórias individuais, das inúmeras personagens presentes nos textos que lemos, ou pelos poemas que nos tocam de alguma maneira. Como leitores, interagimos com o que lemos. Somos tocados pelas experiências de leituras que, muitas vezes, evocam nossas vivências pessoais e nos ajudam a refletir sobre nossa identidade e também a construí-la.(3) Como toda manifestação artística, a literatura acompanha a trajetória humana e, por meio de palavras, constrói mundos familiares – em que pessoas semelhantes a nós vivem problemas idênticos – e mundos fantásticos, povoados por seres imaginários, cuja existência é garantida somente por meio das palavras que lhes dão vida. Também exprime, pela criação poética, reflexões e emoções que parecem ser tão nossas quanto de quem as registrou.(4) Por meio da convivência com poemas e histórias que traçam tantos e diversos destinos, a literatura acaba por nos oferecer possibilidades de resposta a indagações comuns a todos os seres humanos.(5) Além disso, em diferentes momentos da história humana, a literatura teve um papel fundamental: o de denunciar a realidade, sobretudo quando setores da sociedade tentam ocultá-la. Foi o que ocorreu, por exemplo, durante o período do regime militar no Brasil. Naquele momento, inúmeros escritores arriscaram a própria vida para denunciar, em suas obras, a violência que tornava a existência uma aventura arriscada. A leitura dessas obras, mesmo que vivamos em uma sociedade democrática e livre, nos ensina a valorizar nossos direitos individuais, nos ajuda a desenvolver uma melhor consciência política e social. Em resumo, a literatura permite também que olhemos para a nossa história e, conhecendo algumas de suas passagens, busquemos construir um futuro melhor.(Maria Luiza M. Abaurre; Marcela Pontara. Literatura Brasileira – tempos leitores e leituras. Ensino Médio. São Paulo: Moderna, 2005, pp., 10-11. Adaptado.)Analise o seguinte trecho: “a literatura acompanha a trajetória humana e, por meio de palavras, constrói (...) mundos fantásticos, povoados por seres imaginários, cuja existência é garantida somente por meio das palavras que lhes dão vida”. Nesse trecho, as autoras exaltam, sobretudo:EA7949E1-B5 Português
Interpretação de TextosUESPI · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritosTEXTO 2
A literatura nos ajuda a construir nossa identidade(1) Ainda que nasça e morra só, o indivíduo tem a sua existência marcada pela coletividade de que faz parte e que funciona segundo “leis” e “regras” preestabelecidas. Um dos primeiros desafios a serem enfrentados pelo ser humano é compreender que leis e regras são essas, decidir quais delas deve seguir e quais precisam ser questionadas de modo a permitir que sua jornada individual tenha identidade própria.(2) Nos textos literários, de certo modo, entramos em contato com a nossa história, o que nos dá a chance de compreender melhor nosso tempo, nossa trajetória. O interessante, porém, é que essa “história” coletiva é recriada por meio das histórias individuais, das inúmeras personagens presentes nos textos que lemos, ou pelos poemas que nos tocam de alguma maneira. Como leitores, interagimos com o que lemos. Somos tocados pelas experiências de leituras que, muitas vezes, evocam nossas vivências pessoais e nos ajudam a refletir sobre nossa identidade e também a construí-la.(3) Como toda manifestação artística, a literatura acompanha a trajetória humana e, por meio de palavras, constrói mundos familiares – em que pessoas semelhantes a nós vivem problemas idênticos – e mundos fantásticos, povoados por seres imaginários, cuja existência é garantida somente por meio das palavras que lhes dão vida. Também exprime, pela criação poética, reflexões e emoções que parecem ser tão nossas quanto de quem as registrou.(4) Por meio da convivência com poemas e histórias que traçam tantos e diversos destinos, a literatura acaba por nos oferecer possibilidades de resposta a indagações comuns a todos os seres humanos.(5) Além disso, em diferentes momentos da história humana, a literatura teve um papel fundamental: o de denunciar a realidade, sobretudo quando setores da sociedade tentam ocultá-la. Foi o que ocorreu, por exemplo, durante o período do regime militar no Brasil. Naquele momento, inúmeros escritores arriscaram a própria vida para denunciar, em suas obras, a violência que tornava a existência uma aventura arriscada. A leitura dessas obras, mesmo que vivamos em uma sociedade democrática e livre, nos ensina a valorizar nossos direitos individuais, nos ajuda a desenvolver uma melhor consciência política e social. Em resumo, a literatura permite também que olhemos para a nossa história e, conhecendo algumas de suas passagens, busquemos construir um futuro melhor.(Maria Luiza M. Abaurre; Marcela Pontara. Literatura Brasileira – tempos leitores e leituras. Ensino Médio. São Paulo: Moderna, 2005, pp., 10-11. Adaptado.)Pelo entendimento do Texto 2, podemos perceber que a intenção pretendida pelas autoras foi destacar:EA6B8E83-B5 Português
Análise sintáticaUESPI · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritosAlfabetização, língua escrita e norma culta(1) Vivemos numa sociedade tradicionalmente pouco letrada. Nesse sentido, bastaria lembrar que temos ainda por volta de 15% de analfabetos na população adulta e que, entre os alfabetizados, calcula-se que apenas 25% podem ser considerados alfabetizados funcionais, isto é, só esta pequena parcela é capaz de ler e compreender textos medianamente complexos. Como consequência e apesar da expansão da alfabetização no último século, é ainda apenas uma minoria que efetivamente domina a expressão escrita.(2) Não há dúvida de que, se queremos alcançar níveis avançados de desenvolvimento, temos de romper essa limitação decorrente de nossa história econômica, social e cultural – que, por séculos, mantém concentrados a riqueza material e o acesso aos bens da cultura escrita nas mãos de poucos.(3) Para isso, é indispensável diagnosticar as muitas causas dessa situação e, em consequência, encontrar formas de enfrentá-la adequada e eficazmente. Andaremos, porém, mal se nem sequer conseguirmos distinguir, com um mínimo de precisão, norma culta de expressão escrita.(4) O uso inflacionado da expressão norma culta pode ter facilitado a vida e o discurso de algumas pessoas, mas pouco ou nada tem contribuído para fazermos avançar nossa cultura linguística. Continuamos uma sociedade perdida em confusão em matéria de língua: temos dificuldades para reconhecer nossa cara linguística, para delimitar nossa(s) norma(s) culta(s) efetiva(s) e, por consequência, para dar referências consistentes e seguras aos falantes em geral e ao ensino de português em particular.(5) Parece, então, evidente que é preciso começar a desatar estes nós, buscando desenvolver uma gestão mais adequada das nossas questões linguísticas por meio, inclusive, de um debate público franco e desapaixonado.(6) Essas questões linguísticas não são, claro, de pequena monta. Há toda uma história a ser revista, há todo um imaginário a ser questionado, há toda uma gama de valores e discursos a ser criticada, há todo o desafio de construir uma cultura linguística positiva que faça frente à danosa cultura do erro, que ainda embaraça nossos caminhos. (...)(7) Entendemos que o debate ganhará substância se começarmos por dar precisão à expressão norma culta. Continuar a confundi-la com gramática em qualquer um de seus dois sentidos (conceitos ou preceitos), com norma-padrão ou com expressão escrita apenas continuará escamoteando os problemas que estão aí a nos desafiar, quer na compreensão da nossa realidade linguística, quer na proposição de caminhos para o ensino do português.(Carlos Alberto Faraco. Norma culta brasileira: desatando alguns nós. São Paulo: Parábola Editorial, 2008, p. 29-31. Adaptado).Analise o sentido do segmento sublinhado: “Como consequência e apesar da expansão da alfabetização no último século, é ainda apenas uma minoria que efetivamente domina a expressão escrita.” Trata-se de um segmento com sentido:EA58F24D-B5 Português
Interpretação de TextosUESPI · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritosAlfabetização, língua escrita e norma culta(1) Vivemos numa sociedade tradicionalmente pouco letrada. Nesse sentido, bastaria lembrar que temos ainda por volta de 15% de analfabetos na população adulta e que, entre os alfabetizados, calcula-se que apenas 25% podem ser considerados alfabetizados funcionais, isto é, só esta pequena parcela é capaz de ler e compreender textos medianamente complexos. Como consequência e apesar da expansão da alfabetização no último século, é ainda apenas uma minoria que efetivamente domina a expressão escrita.(2) Não há dúvida de que, se queremos alcançar níveis avançados de desenvolvimento, temos de romper essa limitação decorrente de nossa história econômica, social e cultural – que, por séculos, mantém concentrados a riqueza material e o acesso aos bens da cultura escrita nas mãos de poucos.(3) Para isso, é indispensável diagnosticar as muitas causas dessa situação e, em consequência, encontrar formas de enfrentá-la adequada e eficazmente. Andaremos, porém, mal se nem sequer conseguirmos distinguir, com um mínimo de precisão, norma culta de expressão escrita.(4) O uso inflacionado da expressão norma culta pode ter facilitado a vida e o discurso de algumas pessoas, mas pouco ou nada tem contribuído para fazermos avançar nossa cultura linguística. Continuamos uma sociedade perdida em confusão em matéria de língua: temos dificuldades para reconhecer nossa cara linguística, para delimitar nossa(s) norma(s) culta(s) efetiva(s) e, por consequência, para dar referências consistentes e seguras aos falantes em geral e ao ensino de português em particular.(5) Parece, então, evidente que é preciso começar a desatar estes nós, buscando desenvolver uma gestão mais adequada das nossas questões linguísticas por meio, inclusive, de um debate público franco e desapaixonado.(6) Essas questões linguísticas não são, claro, de pequena monta. Há toda uma história a ser revista, há todo um imaginário a ser questionado, há toda uma gama de valores e discursos a ser criticada, há todo o desafio de construir uma cultura linguística positiva que faça frente à danosa cultura do erro, que ainda embaraça nossos caminhos. (...)(7) Entendemos que o debate ganhará substância se começarmos por dar precisão à expressão norma culta. Continuar a confundi-la com gramática em qualquer um de seus dois sentidos (conceitos ou preceitos), com norma-padrão ou com expressão escrita apenas continuará escamoteando os problemas que estão aí a nos desafiar, quer na compreensão da nossa realidade linguística, quer na proposição de caminhos para o ensino do português.(Carlos Alberto Faraco. Norma culta brasileira: desatando alguns nós. São Paulo: Parábola Editorial, 2008, p. 29-31. Adaptado).As palavras que ocorrem em um texto são pistas valiosas dos sentidos que o autor pretendeu para seu texto. Analise as palavras sublinhadas nos segmentos abaixo e as explicações que são dadas entre parênteses.1) “é indispensável diagnosticar as muitas causas dessa situação”, (quer dizer reconhecer, discriminar as causas...)2) “temos dificuldades para reconhecer nossa cara linguística” (quer dizer nossa identidade, nossa identificação linguística).3) “O uso inflacionado da expressão norma culta” (quer dizer, o uso moderado, comedido, abrandado da expressão).4) “uma cultura linguística positiva que faça frente à danosa cultura do erro” (quer dizer, maléfica, perniciosa, prejudicial cultura do erro).5) “confundi-la com gramática (...) apenas continuará escamoteando os problemas” (quer dizer, amenizando, atenuando, minimizando os problemas).Estão corretas:EA549D0E-B5 Português
Interpretação de TextosUESPI · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritosAlfabetização, língua escrita e norma culta(1) Vivemos numa sociedade tradicionalmente pouco letrada. Nesse sentido, bastaria lembrar que temos ainda por volta de 15% de analfabetos na população adulta e que, entre os alfabetizados, calcula-se que apenas 25% podem ser considerados alfabetizados funcionais, isto é, só esta pequena parcela é capaz de ler e compreender textos medianamente complexos. Como consequência e apesar da expansão da alfabetização no último século, é ainda apenas uma minoria que efetivamente domina a expressão escrita.(2) Não há dúvida de que, se queremos alcançar níveis avançados de desenvolvimento, temos de romper essa limitação decorrente de nossa história econômica, social e cultural – que, por séculos, mantém concentrados a riqueza material e o acesso aos bens da cultura escrita nas mãos de poucos.(3) Para isso, é indispensável diagnosticar as muitas causas dessa situação e, em consequência, encontrar formas de enfrentá-la adequada e eficazmente. Andaremos, porém, mal se nem sequer conseguirmos distinguir, com um mínimo de precisão, norma culta de expressão escrita.(4) O uso inflacionado da expressão norma culta pode ter facilitado a vida e o discurso de algumas pessoas, mas pouco ou nada tem contribuído para fazermos avançar nossa cultura linguística. Continuamos uma sociedade perdida em confusão em matéria de língua: temos dificuldades para reconhecer nossa cara linguística, para delimitar nossa(s) norma(s) culta(s) efetiva(s) e, por consequência, para dar referências consistentes e seguras aos falantes em geral e ao ensino de português em particular.(5) Parece, então, evidente que é preciso começar a desatar estes nós, buscando desenvolver uma gestão mais adequada das nossas questões linguísticas por meio, inclusive, de um debate público franco e desapaixonado.(6) Essas questões linguísticas não são, claro, de pequena monta. Há toda uma história a ser revista, há todo um imaginário a ser questionado, há toda uma gama de valores e discursos a ser criticada, há todo o desafio de construir uma cultura linguística positiva que faça frente à danosa cultura do erro, que ainda embaraça nossos caminhos. (...)(7) Entendemos que o debate ganhará substância se começarmos por dar precisão à expressão norma culta. Continuar a confundi-la com gramática em qualquer um de seus dois sentidos (conceitos ou preceitos), com norma-padrão ou com expressão escrita apenas continuará escamoteando os problemas que estão aí a nos desafiar, quer na compreensão da nossa realidade linguística, quer na proposição de caminhos para o ensino do português.(Carlos Alberto Faraco. Norma culta brasileira: desatando alguns nós. São Paulo: Parábola Editorial, 2008, p. 29-31. Adaptado).No trecho: “O uso inflacionado da expressão norma culta pode ter facilitado a vida e o discurso de algumas pessoas, mas pouco ou nada tem contribuído para fazermos avançar nossa cultura linguística.”, o autor:1) faz uma alusão às consequências do uso muito frequente da expressão norma culta.2) opina sobre aspectos de como nossa cultura linguística tem evoluído.3) comenta a facilidade de vida e do discurso de algumas pessoas.4) responsabiliza o discurso de alguns pela pouca precisão do conceito de norma culta.Está(ão) correta(s):EA5001E2-B5 Português
Interpretação de TextosUESPI · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritosAlfabetização, língua escrita e norma culta(1) Vivemos numa sociedade tradicionalmente pouco letrada. Nesse sentido, bastaria lembrar que temos ainda por volta de 15% de analfabetos na população adulta e que, entre os alfabetizados, calcula-se que apenas 25% podem ser considerados alfabetizados funcionais, isto é, só esta pequena parcela é capaz de ler e compreender textos medianamente complexos. Como consequência e apesar da expansão da alfabetização no último século, é ainda apenas uma minoria que efetivamente domina a expressão escrita.(2) Não há dúvida de que, se queremos alcançar níveis avançados de desenvolvimento, temos de romper essa limitação decorrente de nossa história econômica, social e cultural – que, por séculos, mantém concentrados a riqueza material e o acesso aos bens da cultura escrita nas mãos de poucos.(3) Para isso, é indispensável diagnosticar as muitas causas dessa situação e, em consequência, encontrar formas de enfrentá-la adequada e eficazmente. Andaremos, porém, mal se nem sequer conseguirmos distinguir, com um mínimo de precisão, norma culta de expressão escrita.(4) O uso inflacionado da expressão norma culta pode ter facilitado a vida e o discurso de algumas pessoas, mas pouco ou nada tem contribuído para fazermos avançar nossa cultura linguística. Continuamos uma sociedade perdida em confusão em matéria de língua: temos dificuldades para reconhecer nossa cara linguística, para delimitar nossa(s) norma(s) culta(s) efetiva(s) e, por consequência, para dar referências consistentes e seguras aos falantes em geral e ao ensino de português em particular.(5) Parece, então, evidente que é preciso começar a desatar estes nós, buscando desenvolver uma gestão mais adequada das nossas questões linguísticas por meio, inclusive, de um debate público franco e desapaixonado.(6) Essas questões linguísticas não são, claro, de pequena monta. Há toda uma história a ser revista, há todo um imaginário a ser questionado, há toda uma gama de valores e discursos a ser criticada, há todo o desafio de construir uma cultura linguística positiva que faça frente à danosa cultura do erro, que ainda embaraça nossos caminhos. (...)(7) Entendemos que o debate ganhará substância se começarmos por dar precisão à expressão norma culta. Continuar a confundi-la com gramática em qualquer um de seus dois sentidos (conceitos ou preceitos), com norma-padrão ou com expressão escrita apenas continuará escamoteando os problemas que estão aí a nos desafiar, quer na compreensão da nossa realidade linguística, quer na proposição de caminhos para o ensino do português.(Carlos Alberto Faraco. Norma culta brasileira: desatando alguns nós. São Paulo: Parábola Editorial, 2008, p. 29-31. Adaptado).De acordo com o autor, a gramática de uma língua expressa dois sentidos, a saber:
1) o padrão e o culto.
2) o conceitual e o prescritivo.
3) o culto e o escrito.
Está(ão) correta(s):
EA4BDDF2-B5 Português
Interpretação de TextosUESPI · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritosAlfabetização, língua escrita e norma culta(1) Vivemos numa sociedade tradicionalmente pouco letrada. Nesse sentido, bastaria lembrar que temos ainda por volta de 15% de analfabetos na população adulta e que, entre os alfabetizados, calcula-se que apenas 25% podem ser considerados alfabetizados funcionais, isto é, só esta pequena parcela é capaz de ler e compreender textos medianamente complexos. Como consequência e apesar da expansão da alfabetização no último século, é ainda apenas uma minoria que efetivamente domina a expressão escrita.(2) Não há dúvida de que, se queremos alcançar níveis avançados de desenvolvimento, temos de romper essa limitação decorrente de nossa história econômica, social e cultural – que, por séculos, mantém concentrados a riqueza material e o acesso aos bens da cultura escrita nas mãos de poucos.(3) Para isso, é indispensável diagnosticar as muitas causas dessa situação e, em consequência, encontrar formas de enfrentá-la adequada e eficazmente. Andaremos, porém, mal se nem sequer conseguirmos distinguir, com um mínimo de precisão, norma culta de expressão escrita.(4) O uso inflacionado da expressão norma culta pode ter facilitado a vida e o discurso de algumas pessoas, mas pouco ou nada tem contribuído para fazermos avançar nossa cultura linguística. Continuamos uma sociedade perdida em confusão em matéria de língua: temos dificuldades para reconhecer nossa cara linguística, para delimitar nossa(s) norma(s) culta(s) efetiva(s) e, por consequência, para dar referências consistentes e seguras aos falantes em geral e ao ensino de português em particular.(5) Parece, então, evidente que é preciso começar a desatar estes nós, buscando desenvolver uma gestão mais adequada das nossas questões linguísticas por meio, inclusive, de um debate público franco e desapaixonado.(6) Essas questões linguísticas não são, claro, de pequena monta. Há toda uma história a ser revista, há todo um imaginário a ser questionado, há toda uma gama de valores e discursos a ser criticada, há todo o desafio de construir uma cultura linguística positiva que faça frente à danosa cultura do erro, que ainda embaraça nossos caminhos. (...)(7) Entendemos que o debate ganhará substância se começarmos por dar precisão à expressão norma culta. Continuar a confundi-la com gramática em qualquer um de seus dois sentidos (conceitos ou preceitos), com norma-padrão ou com expressão escrita apenas continuará escamoteando os problemas que estão aí a nos desafiar, quer na compreensão da nossa realidade linguística, quer na proposição de caminhos para o ensino do português.(Carlos Alberto Faraco. Norma culta brasileira: desatando alguns nós. São Paulo: Parábola Editorial, 2008, p. 29-31. Adaptado).Mais especificamente, a questão principal que o autor levanta diz respeito:EA3FF9FC-B5 Português
Interpretação de TextosUESPI · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritosAlfabetização, língua escrita e norma culta(1) Vivemos numa sociedade tradicionalmente pouco letrada. Nesse sentido, bastaria lembrar que temos ainda por volta de 15% de analfabetos na população adulta e que, entre os alfabetizados, calcula-se que apenas 25% podem ser considerados alfabetizados funcionais, isto é, só esta pequena parcela é capaz de ler e compreender textos medianamente complexos. Como consequência e apesar da expansão da alfabetização no último século, é ainda apenas uma minoria que efetivamente domina a expressão escrita.(2) Não há dúvida de que, se queremos alcançar níveis avançados de desenvolvimento, temos de romper essa limitação decorrente de nossa história econômica, social e cultural – que, por séculos, mantém concentrados a riqueza material e o acesso aos bens da cultura escrita nas mãos de poucos.(3) Para isso, é indispensável diagnosticar as muitas causas dessa situação e, em consequência, encontrar formas de enfrentá-la adequada e eficazmente. Andaremos, porém, mal se nem sequer conseguirmos distinguir, com um mínimo de precisão, norma culta de expressão escrita.(4) O uso inflacionado da expressão norma culta pode ter facilitado a vida e o discurso de algumas pessoas, mas pouco ou nada tem contribuído para fazermos avançar nossa cultura linguística. Continuamos uma sociedade perdida em confusão em matéria de língua: temos dificuldades para reconhecer nossa cara linguística, para delimitar nossa(s) norma(s) culta(s) efetiva(s) e, por consequência, para dar referências consistentes e seguras aos falantes em geral e ao ensino de português em particular.(5) Parece, então, evidente que é preciso começar a desatar estes nós, buscando desenvolver uma gestão mais adequada das nossas questões linguísticas por meio, inclusive, de um debate público franco e desapaixonado.(6) Essas questões linguísticas não são, claro, de pequena monta. Há toda uma história a ser revista, há todo um imaginário a ser questionado, há toda uma gama de valores e discursos a ser criticada, há todo o desafio de construir uma cultura linguística positiva que faça frente à danosa cultura do erro, que ainda embaraça nossos caminhos. (...)(7) Entendemos que o debate ganhará substância se começarmos por dar precisão à expressão norma culta. Continuar a confundi-la com gramática em qualquer um de seus dois sentidos (conceitos ou preceitos), com norma-padrão ou com expressão escrita apenas continuará escamoteando os problemas que estão aí a nos desafiar, quer na compreensão da nossa realidade linguística, quer na proposição de caminhos para o ensino do português.(Carlos Alberto Faraco. Norma culta brasileira: desatando alguns nós. São Paulo: Parábola Editorial, 2008, p. 29-31. Adaptado).O Texto 1, com base em seu desenvolvimento global, poderia ser reconhecido como um texto:49BF7AFB-B4 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionIF-TM · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritosPREJUDICEThere is a crippling disease that no amount of medical research can cure, no amount of fundraising can prevent – a disease most often transmitted from parent to child.If this disease isn‟t checked in its early stages, it can be fatal. The disease is called racism. Its early symptom is the belief that one‟s racial group is somehow superior to others. This can lead to a mentality of “we” versus “them”. In advanced stages, the symptoms of racism are violence, death and destruction. The causes are fear of the foreign (xenophobia), intolerance of diversity and negative attitudes toward Jews and other minorities.A cure, however, exists. It‟s a non-surgical change of heart. It takes time, effort and understanding, compassion and respect.Check what can be done for a cure of racism, except.Institute for the Healing of Racism, Utah.Adapted from English for All, Eliana/Maria Clara/Neuza, V. 2, Saraiva, São Paulo, 2010 . p. 83.49B91953-B4 Inglês
Aspectos linguísticos | Linguistic aspectsIF-TM · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritosPREJUDICEThere is a crippling disease that no amount of medical research can cure, no amount of fundraising can prevent – a disease most often transmitted from parent to child.If this disease isn‟t checked in its early stages, it can be fatal. The disease is called racism. Its early symptom is the belief that one‟s racial group is somehow superior to others. This can lead to a mentality of “we” versus “them”. In advanced stages, the symptoms of racism are violence, death and destruction. The causes are fear of the foreign (xenophobia), intolerance of diversity and negative attitudes toward Jews and other minorities.A cure, however, exists. It‟s a non-surgical change of heart. It takes time, effort and understanding, compassion and respect.Its in the sentence: “if this disease isn‟t checked in its early stages, it can be fatal”, refers to:Institute for the Healing of Racism, Utah.Adapted from English for All, Eliana/Maria Clara/Neuza, V. 2, Saraiva, São Paulo, 2010 . p. 83.49B56F24-B4 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionIF-TM · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritosFlourishing is the word that best describes the independent music industry at this moment in time. The fact that new projects require smaller budgets than before has led to the creation of countless labels and independent companies. (…)The entire nation has managed to grasp the most positive aspects of the drive towards globalization. Our country is diverse, creative, proactive and, above all, very young. In the past few years, the new generation has become increasingly involved in music production, which means that there is a growing dynamism and energy in the current music scene. (…)There are a number of obstacles, the main one being the high level of consumption of pirated goods, which accounts for more than 70% of the market. (…).Another difficulty is the limited purchasing power of a large part of the population who access content through piracy because the prices are better suited to their means. For this reason, they are not bothered about the poor quality or the illegality of the product they buy.(By Humberto Moreno, a Colombian independent music producer who helped present a Global Alliance project at the World Music Expo (WOMEX) in October 2006 in Seville, Spain).Adapted from English for All, Eliana/Maria Clara/Neuza, V. 2, Saraiva, São Paulo, 2010 . p. 116/117.De acordo com o texto, marque o que não é obstáculo para o desenvolvimento da indústria da música hoje em dia49AC26D4-B4 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionIF-TM · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritosFlourishing is the word that best describes the independent music industry at this moment in time. The fact that new projects require smaller budgets than before has led to the creation of countless labels and independent companies. (…)The entire nation has managed to grasp the most positive aspects of the drive towards globalization. Our country is diverse, creative, proactive and, above all, very young. In the past few years, the new generation has become increasingly involved in music production, which means that there is a growing dynamism and energy in the current music scene. (…)There are a number of obstacles, the main one being the high level of consumption of pirated goods, which accounts for more than 70% of the market. (…).Another difficulty is the limited purchasing power of a large part of the population who access content through piracy because the prices are better suited to their means. For this reason, they are not bothered about the poor quality or the illegality of the product they buy.(By Humberto Moreno, a Colombian independent music producer who helped present a Global Alliance project at the World Music Expo (WOMEX) in October 2006 in Seville, Spain).Adapted from English for All, Eliana/Maria Clara/Neuza, V. 2, Saraiva, São Paulo, 2010 . p. 116/117.The sentence: “Has the new generation ever increasingly involved in music production?” brings the same information correctly used in:49A6DDED-B4 Inglês
Presente perfeito | Present perfectIF-TM · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritosFlourishing is the word that best describes the independent music industry at this moment in time. The fact that new projects require smaller budgets than before has led to the creation of countless labels and independent companies. (…)The entire nation has managed to grasp the most positive aspects of the drive towards globalization. Our country is diverse, creative, proactive and, above all, very young. In the past few years, the new generation has become increasingly involved in music production, which means that there is a growing dynamism and energy in the current music scene. (…)There are a number of obstacles, the main one being the high level of consumption of pirated goods, which accounts for more than 70% of the market. (…).Another difficulty is the limited purchasing power of a large part of the population who access content through piracy because the prices are better suited to their means. For this reason, they are not bothered about the poor quality or the illegality of the product they buy.(By Humberto Moreno, a Colombian independent music producer who helped present a Global Alliance project at the World Music Expo (WOMEX) in October 2006 in Seville, Spain).Adapted from English for All, Eliana/Maria Clara/Neuza, V. 2, Saraiva, São Paulo, 2010 . p. 116/117.O tempo verbal „present perfect” foi usado no texto em, pelo menos, duas sentenças, com propriedade:
'The fact … has led to the creation of…‟;
'The entire nation has managed to grasp the most…‟Escolha a sentença na qual o 'present perfect' foi usado incorretamente:49A3C02A-B4 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionIF-TM · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritosTHE IMPORTANCE OF ENGLISHEnglish is not the most widely spoken language in the world in terms of the number of native speakers – there are many more Chinese speakers than native English speakers – but Chinese is spoken little outside Chinese communities, so English is the most widespread language in the world. It is difficult to estimate exactly how many English speakers there are, but according to one estimate there are more than 350,000,000 native speakers and more than 400,000,000 speakers as a second language (a language used in everyday life, even though it is not the native language) or foreign language (a language studied but not used much in everyday life).However, even these numbers do not really indicate how important English is as a world language, because less than fifteen per cent of the world population uses English. The importance of English is not just in how many people speak I but in what it is used for. English is the major language of news and information in the world. It is the language of business and government even in some countries where it is a minority language. It is the language of maritime communication and international air traffic control. American popular culture – primarily movies and music – carries the English throughout the world. (…) (p. 6).From the passage above we can still infer that:The Internet TESl Journal, v. II, n. 4, April 1996.In English for All, Eliana/Maria Clara/Neuza, V. 1, Saraiva, São Paulo, 2010. p. 6.499F12BC-B4 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionIF-TM · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritosTHE IMPORTANCE OF ENGLISHEnglish is not the most widely spoken language in the world in terms of the number of native speakers – there are many more Chinese speakers than native English speakers – but Chinese is spoken little outside Chinese communities, so English is the most widespread language in the world. It is difficult to estimate exactly how many English speakers there are, but according to one estimate there are more than 350,000,000 native speakers and more than 400,000,000 speakers as a second language (a language used in everyday life, even though it is not the native language) or foreign language (a language studied but not used much in everyday life).However, even these numbers do not really indicate how important English is as a world language, because less than fifteen per cent of the world population uses English. The importance of English is not just in how many people speak I but in what it is used for. English is the major language of news and information in the world. It is the language of business and government even in some countries where it is a minority language. It is the language of maritime communication and international air traffic control. American popular culture – primarily movies and music – carries the English throughout the world. (…) (p. 6).De acordo com o texto apresentado, podemos dizer que:The Internet TESl Journal, v. II, n. 4, April 1996.In English for All, Eliana/Maria Clara/Neuza, V. 1, Saraiva, São Paulo, 2010. p. 6.49897892-B4 Português
Interpretação de TextosIF-TM · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritosTEXTO I

Disponível em: < http://plantiodavida.blogspot.com/2010/12/paradigma-planetario.html> Acesso em: 1 out. 2011.
TEXTO II – Paradigma planetárioA globalização comporta um fenômeno mais profundo que o econômico-financeiro. Implica a inauguração de uma nova fase da história da Terra e da humanidade. O filósofo das ciências Thomas Kuhn e o físico quântico Fritjof Capra, para entendê-lo, introduziram no debate a questão da mudança de paradigma. Sim, estamos mudando de paradigma civilizacional. Com isso, queremos dizer: está nascendo outro tipo de percepção da realidade, com novos valores, novos sonhos, nova forma de organizar os conhecimentos, novo tipo de relação social, nova forma de dialogar com a natureza, novo modo de experimentar a Última Realidade e nova maneira de entender o ser humano no conjunto dos seres.Esse paradigma nascente nos obriga a operar progressivas travessias: importa passar da parte para o todo, do simples para o complexo, do local para o global, do nacional para o planetário, do planetário para o cósmico e do cósmico para o mistério e do mistério para Deus. A Terra não é simplesmente a adição do físico, do vital, do mental e do espiritual. Ela encerra todas essas dimensões articuladas entre si, formando um sistema complexo. Isso nos permite perceber que todos somos interdependentes. O destino comum foi globalizado. Agora ou cuidamos da humanidade e do planeta Terra ou não teremos mais futuro algum. Até hoje podíamos consumir sem nos preocupar com a exaustão dos recursos naturais; podíamos usar da água como quiséssemos, sem consciência de sua extrema escassez; podíamos ter filhos quantos desejássemos, sem temer a superpopulação; podíamos fazer guerras sem medo de uma catástrofe completa para a biosfera e para o futuro da espécie humana. Não nos é mais permitido pensar e viver como antes. Temos de mudar como condição de nossa sobrevivência na biosfera.Para a consolidação desse novo paradigma é importante superar o fundamentalismo da cultura ocidental, hoje mundializada, que pretende deter a única visão das coisas, válida para todos. A realidade, no entanto, desborda de todas as representações, pois está cheia de infindas virtualidades que podem se realizar sob outras formas, não ocidentais.O efeito final será uma Terra multicivilizacional, colorida por todo tipo de culturas, de modos de produção, de símbolos e de caminhos espirituais, todos eles acolhidos como legítima expressão do humano, com direito de cidadania na grande confederação das tribos e dos povos da Terra.As palavras iluminadas do ex-presidente da República Checa Vaclav Havel nos desafiam: “A tarefa política central nos próximos anos será a criação de um novo modelo de coexistência entre as diversas culturas, povos, etnias e religiões, formando uma só civilização interconectada”.Adaptado de Leonardo Boff – Disponível em:< http://jbonline.terra.com.br/> Acesso em: 8 out. 2011.
Com base no texto I e em seus conhecimentos sobre globalização e meio ambiente, analise as afirmativas a seguir.
I - A globalização estimulou os países a se desenvolverem sem se preocupar com as gerações futuras.
II - A figura nos mostra a falta de preparo dos países em relação ao desenvolvimento, visto que cada um só se preocupa com seu próprio crescimento, questão própria da globalização.
III - A questão agrícola não é preponderante sobre a devastação ambiental seja nos países desenvolvidos como naqueles em desenvolvimento.
IV - O homem, como ser racional, percebe na questão socioambiental a resolução dos problemas ambientais, decorrente do saber científico globalizado imposto aos países desenvolvidos.
Estão corretas apenas as afirmativas:
497B5043-B4 Português
Figuras de LinguagemIF-TM · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritosA respeito da obra “Os espiões”, de Luis Fernando Veríssimo, assinale com verdadeiro (V) ou falso (F) em cada afirmação a seguir.( ) O foco narrativo é em terceira pessoa e o narrador é um bêbado, fracassado e frustrado com sua condição de editor.( ) Pode-se considerar a obra uma paródia da história da Mitologia Grega sobre Minotauro e Ariadne.( ) A trama é repleta de metáforas formada a partir da trama de Teseu e Ariadne ao contrário.( ) Na referida obra o pai de Ariadne conheceu o pintor De Chirico, que desenvolveu o tema Ariadne baseado na leitura de Nietzsche.( ) Marcito, autor do livro “Astrologia e Amor”, foi o espião maior na obra para desvendar a história de Ariadne e salvá-la do labirinto em que se encontrava com seu Teseu.A alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo, é:
49773BFC-B4 Português
Interpretação de TextosIF-TM · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
Morte e Vida Severina – Chico Buarque
Esta cova em que estás, com palmos medida
É a conta menor que tiraste em vida
É de bom tamanho, nem largo, nem fundo
É a parte que te cabe deste latifúndio
Não é cova grande, é cova medida
É a terra que querias ver dividida
É uma cova grande pra teu pouco defunto
Mas estarás mais ancho que estavas no mundo
É uma cova grande pra teu defunto parco
Porém mais que no mundo, te sentirás largo
É uma cova grande pra tua carne pouca
Mas à terra dada não se abre a boca
É a conta menor que tiraste em vida
É a parte que te cabe deste latifúndio
(É a terra que querias ver dividida)
Estarás mais ancho que estavas no mundo
Mas à terra dada não se abre a boca
Comparando painel de Cândido Portinari e a música baseada no fragmento do livro de João Cabral de Melo Neto, pode-se concluir que:
4967D9F1-B4 Português
Interpretação de TextosIF-TM · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritosCapitães da Areia pertence à primeira fase da obra de Jorge Amado, mas o cenário escolhido é o urbano. Atente para os nomes dos personagens do livro colocados na coluna esquerda e relacione-os com os comentários da coluna à direita.1. Professor2. Volta Seca3. João Grande4. Pirulito5. Pedro Bala( ) “É um caboclo forte (mistura de branco com índio), proveniente do sertão, tem em comum com ele a ânsia de vingança, originária de uma infância sem amor.”( ) “Magro e muito alto, uma cara seca, meio amarelada, os olhos encovados e fundos, a boca rasgada e pouco risonha, é muito religioso e tem como sonho transformar-se num sacerdote.”( ) “Era muito mais ativo, sabia planejar os trabalhos, sabia tratar com os outros, trazia nos olhos e na voz a autoridade de chefe.”( ) “Aquele saber, aquela vocação para contar histórias, fizera-o respeitado entre os Capitães da areia, se bem fosse franzino, magro e triste.”
( ) “É valente, generoso, mas se diferencia de seu líder porque é mais forte e não tem o sentido da liderança.”