Questões do ENEM: Linguagens e nível difícil

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4.735 questões encontradas. Mostrando a página 63 de 237.

  • F771498C-A6

    Português

    Interpretação de Textos
    UEMG · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

                  A questão refere-se à obra As melhores histórias de Fernando Sabino.


                       O texto a seguir é um excerto da crônica O caso do charuto.


    E o ascensorista inflexível. Que o homem guardasse o charuto no bolso, engolisse o charuto, fizesse o que melhor lhe parecesse. Sem o quê, ele não subiria. Distraído pelos próprios argumentos, o homem, em vez de se desfazer do charuto, tirou dele uma baforada. Foi o bastante para generalizar-se a confusão. A senhora do Bronx resolveu intervir, alegando raivosamente que ela não tinha nada com aquela história e queria subir. O panamenho, como se estivesse no mundo da lua, perguntava em vão e em mau inglês em que andar era o Consulado do Panamá. O gordinho gritava que aquilo era um desaforo etc. etc. E o elevador parado. O dono do charuto levou-o novamente à boca, para ter as mãos livres e poder se explicar, provocando indignação geral. Então o gordinho, fora de si, estendeu o braço para com uma tapa derrubar o charuto, resolvendo assim a questão. Acontece, porém, que seu gesto foi mal calculado e o que ele deu foi um bofetão na cara do homem. O charuto saltou no ar largando brasa para cima do panamenho, que até então não entendia coisa nenhuma.

    SABINO, Fernando. As melhores histórias de Fernando Sabino. Rio de Janeiro: BestBolso, 2010. p. 61.  

    Leia o início da crônica Fantasmas de Minas:


    “Tão logo Scliar soube que eu pretendia passar o carnaval em Ouro Preto e não conseguira hotel, amavelmente ofereceu-me sua casa. É uma linda casa, informou com ar matreiro. Tão matreiro que dava até para desconfiar. Mas eu já ouvira falar na casa, [...]”.

    SABINO, Fernando. As melhores histórias de Fernando Sabino. Rio de Janeiro: BestBolso, 2010. p. 147.


    Tendo como base o restante dessa crônica, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.


    ( ) Ao longo da crônica, especialmente em sua última parte, há alusões a locais históricos de Minas Gerais e de seus “fantasmas”. O narrador percorre algumas cidades até chegar a Belo Horizonte, cidade na qual o fantasma é ele próprio.

    ( ) Pode-se afirmar que essa crônica, com uma linguagem permeada por traços de oralidade, consegue ir a fundo no sentimento humano. Isso se dá de maneira mais evidente na narrativa a partir de quando o narrador vai embora de Ouro Preto e passa a apresentar uma linguagem carregada de lirismo.

    ( ) O narrador em primeira pessoa corrobora para a aproximação do leitor para com a matéria narrada.

    Escolha uma alternativa para a questão f771498c-a6
  • 6A6C26B5-A5

    Português

    Interpretação de Textos
    UFU-MG · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Os dois mais murmuravam que conversavam: havia pouco iniciara-se o namoro e ambos andavam tontos, era o amor. Amor com o que vem junto: ciúme.

    – Está bem, acredito que sou a sua primeira namorada, fico feliz com isso. Mas me diga a verdade, só a verdade: você nunca beijou uma mulher antes de me beijar?

    Ele foi simples:

    – Sim, já beijei antes uma mulher.

    – Quem era ela? perguntou com dor.

    Ele tentou contar toscamente, não sabia como dizer.

    O ônibus da excursão subia lentamente a serra. Ele, um dos garotos no meio da garotada em algazarra, deixava a brisa fresca bater-lhe no rosto e entrar-lhe pelos cabelos com dedos longos, finos e sem peso como os de uma mãe. Ficar às vezes quieto, sem quase pensar, e apenas sentir – era tão bom. A concentração no sentir era difícil no meio da balbúrdia dos companheiros. [...]

    O ônibus parou, todos estavam com sede mas ele conseguiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra, antes de todos.

    De olhos fechados entreabriu os lábios e colou-os ferozmente ao orifício de onde jorrava a água. O primeiro gole fresco desceu, escorrendo pelo peito até a barriga. [...]

    Ele a havia beijado.

    Sofreu um tremor que não se via por fora e que se iniciou bem dentro dele e tomou-lhe o corpo todo estourando pelo rosto em brasa viva.

    Deu um passo para trás ou para frente, nem sabia mais o que fazia. Perturbado, atônito, percebeu que uma parte de seu corpo, sempre antes relaxada, estava agora com uma tensão agressiva, e isso nunca lhe tinha acontecido. [...]

    Até que, vinda da profundeza de seu ser, jorrou de uma fonte oculta nele a verdade. Que logo o encheu de susto e logo também de um orgulho antes jamais sentido: ele…

    Ele se tornara homem.

    LISPECTOR, Clarice. O primeiro beijo. In: Felicidade clandestina. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. p. 157.(Adaptado)


    O amor juvenil é tema de O primeiro beijo, de Clarice Lispector. Além disso, esse conto pode ser interpretado como um rito de passagem e dele se entende que

    Escolha uma alternativa para a questão 6a6c26b5-a5
  • 6A568BF2-A5

    Português

    Interpretação de Textos
    UFU-MG · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Levando-se em consideração a leitura dos contos de Clarice Lispector e o conceito de EPIFANIA, isto é, o instante de revelação, a súbita percepção ou a transformação na consciência, assinale a alternativa que exemplifica um desses momentos.
    Escolha uma alternativa para a questão 6a568bf2-a5
  • 6A530297-A5

    Português

    Interpretação de Textos
    UFU-MG · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Capítulo XLIV

    Não vades crer que a dor aqui foi mais verdadeira que a cólera; foram iguais em si mesmas, os efeitos é que foram diversos. A cólera deu em nada; a humilhação debulhou-se em lágrimas legítimas. E contudo não faltaram a esta senhora ímpetos de estrangular Sofia, calcá-la aos pés, arrancar-lhe o coração aos pedaços, dizendo-lhe na cara os nomes crus que atribuía ao marido... Tudo imaginações! Crede-me: há tiranos de intenção. Quem sabe? Na alma desta senhora passou agora um tênue fio de Calígula...

    ASSIS, Machado. Quincas Borba. São Paulo: Editora Globo, 1997. p. 53.


    Levando-se em consideração a leitura de Quincas Borba e o capítulo, em que há referência a D. Tonica, identifica(m)-se, nesse capítulo,

    Escolha uma alternativa para a questão 6a530297-a5
  • 6A480CBE-A5

    Português

    Interpretação de Textos
    UFU-MG · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Em sua última viagem aos Estados Unidos como primeira-ministra, Margaret Tatcher revelou a George Bush: “Antes de nomear um ministro, peço-lhe para decifrar um enigma. A Geoffrey Howe, por exemplo, perguntei: Se é filho de seu pai e não é seu irmão, quem é então? Geoffrey Howe respondeu: Sou eu. E lhe dei o cargo de chanceler”.

    Impressionado, Bush resolveu testar o método com seu vice, Don Quayle. Propôs o mesmo enigma. Quayle pediu um tempo para pensar. Depois, telefonou ansioso para Henry Kissinger, que lhe ensinou:

    – A resposta é “eu”.

    Quayle voltou a Bush com ar de triunfo:

    – A resposta é Kissinger.

    Bush bradou, contrariado:

    – Não, é Geoffrey Howe.

    POSSENTI, Sírio. Os humores da língua: análises linguísticas de piadas. Campinas, SP: Mercado de Letras, 1998.


    A piada baseia-se na solução de um enigma. Depois de ser apresentado a um político inglês, Geoffrey Howe, o enigma é apresentado aos políticos estadunidenses George Bush, Don Quayle e Henry Kissinger. Do ponto de vista linguístico, o efeito humorístico dessa piada deve-se ao fato de que a referência do pronome pessoal na resposta ao enigma é interpretada equivocadamente por

    Escolha uma alternativa para a questão 6a480cbe-a5
  • 6A2AC7C8-A5

    Português

    Interpretação de Textos
    UFU-MG · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Muitos paquistaneses acreditam que a mídia local e internacional promove a jovem ativista de forma exagerada e desnecessária. Partidos de direita afirmam que a "campanha" para promovê-la é a prova de que há um "lobby internacional" por trás de tudo isso. [...]


    Os defensores da ganhadora do Nobel da Paz acusam os "odiadores de Malala" de campanha de difamação contra ela. Até que a mentalidade das pessoas mude, argumentam, a jovem não poderá viver em sua terra natal de forma permanente.

    Disponível em:<https://goo.gl/abhkYN>. Acesso em: 30 mar. 2018.


    No texto sobre o retorno de Malala Yousafzai ao Paquistão pela primeira vez desde que foi baleada pelo Talibã, o emprego das aspas em "odiadores de Malala" tem o efeito de

    Escolha uma alternativa para a questão 6a2ac7c8-a5
  • 5741CB65-A5

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UFU-MG · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Über-Adaptable Airless Tires

    By Lisa Eadicicco


    In the future, our cars will be smart, and our tires will be smarter. For starters, it’s airless, eliminating the need to worry about pounds per square inch. It’s also made from recycled materials in an effort to reduce waste. But the most impressive feature may be its 3-D--printed treads, which can be swapped in and out to accommodate various road conditions—without changing the tire itself. The challenge will be figuring out a way to do it quickly, says Terry Gettys, who helped lead the project, “because consumers are going to want their tires [ready to go] in just a few minutes.”


    Imagem da questão de Inglês, UFU-MG 2018, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Disponı́vel em: <http://time.com>. Acesso em: 25 mar. 2018.

    One of the most innovative features of this new concept tire is that it
    Escolha uma alternativa para a questão 5741cb65-a5
  • 573E8C0A-A5

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UFU-MG · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    A Shoe Engineered to Boost Performance

    By Julia Zorthian


    Imagine a shoe that lets you run faster, pivot better and jump higher. That’s the idea behind the Futurecraft 4D, a new sneaker whose midsole can be expertly tailored to the needs of its wearers—not only in size and shape, but also in flexibility, impact type, cushioning and more. The key is the 3-D printing process, which enables the company to “look at every single square millimeter of a midsole and tune it from a performance standpoint,” says Al VanNoy, who headed the project. It would take weeks to make those modifications using traditional shoemaking methods. But the Futurecraft 4D midsoles can be printed in as little as two hours, meaning they could even be produced in stores. At least that’s a possibility for the future.


    Imagem da questão de Inglês, UFU-MG 2018, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Disponı́vel em: <http://time.com>. Acesso em: 25 mar. 2018.


    Based on the text, Futurecraft 4D

    Escolha uma alternativa para a questão 573e8c0a-a5
  • DBA2D680-83

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-PE · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o TEXTO 5 para responder à questão.


    TEXTO 5


    O ANJO DE PERNAS TORTAS


    A um passe de Didi, Garrincha avança

    Colado o couro aos pés, o olhar atento

    Dribla um, dribla dois, depois descansa

    Como a medir o lance do momento.


    Vem-lhe o pressentimento; ele se lança

    Mais rápido que o próprio pensamento,

    Dribla mais um, mais dois; a bola trança

    Feliz, entre seus pés – um pé de vento!


    Num só transporte, a multidão contrita

    Em ato de morte se levanta e grita

    Seu uníssono canto de esperança.


    Garrincha, o anjo, escuta e atende: Gooooool!

    É pura imagem: um G que chuta um O

    Dentro da meta, um L. É pura dança!


    MORAES, Vinícius. O anjo de Pernas Tortas. Disponível em < http://www.jornaldepoesia.jor.br/futebol.html#vinicius>. Acesso em: 5 maio 2018.

    Vinícius de Moraes escreveu “O anjo de pernas tortas” em homenagem a Garrincha, jogador de futebol contemporâneo de Pelé. Pode-se afirmar que esse texto foi escrito na segunda fase da produção literária do poeta, pois apresenta as seguintes características:
    Escolha uma alternativa para a questão dba2d680-83
  • DB92F4C8-83

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-PE · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o TEXTO 2 para responder a questão.


    TEXTO 2 


    FUTEBOL DE RUA



    (1) Pelada é o futebol de campinho, de terreno baldio. Mas existe um tipo de futebol ainda mais rudimentar do que a pelada. É o futebol de rua. Perto do futebol de rua qualquer pelada é luxo e qualquer terreno baldio é o Maracanã em jogo noturno. Futebol de rua é tão humilde que chama pelada de senhora. Não sei se alguém, algum dia, por farra ou nostalgia, botou num papel as regras do futebol de rua. Elas seriam mais ou menos assim:
    (2) DA BOLA – A bola pode ser qualquer coisa remotamente esférica. Até uma bola de futebol serve. No desespero, usa-se qualquer coisa que role, como uma pedra, uma lata vazia ou a merendeira do seu irmão menor, que sairá correndo para se queixar em casa. No caso de se usar uma pedra, lata ou outro objeto contundente, recomenda-se jogar de sapatos. De preferência os novos, do colégio. Quem jogar descalço deve cuidar para chutar sempre com aquela unha do dedão que estava precisando ser aparada mesmo.

    (3) DA DURAÇÃO DO JOGO – Até a mãe chamar ou escurecer, o que vier primeiro. Nos jogos noturnos, até alguém da vizinhança ameaçar chamar a polícia.

    (4) DA FORMAÇÃO DOS TIMES – O número de jogadores em cada equipe varia, de um a 70 para cada lado. Algumas convenções devem ser respeitadas. Ruim vai para o gol. De óculos é meia-armador, para evitar os choques.

    (5) DO JUIZ – Não tem juiz.

    (6) DAS INTERRUPÇÕES – No futebol de rua, a partida só pode ser paralisada numa destas eventualidades:

    (7) a) Se a bola for para baixo de um carro estacionado e ninguém conseguir tirá-la, mande o seu irmão menor.

    (8) b) Se a bola entrar por uma janela. Neste caso os jogadores devem esperar não mais de 10 minutos pela devolução voluntária da bola. Se isto não ocorrer, os jogadores devem designar voluntários para bater na porta da casa ou apartamento e solicitar a devolução, primeiro com bons modos e depois com ameaças de depredação. Se o apartamento ou casa for de militar reformado com cachorro, deve-se providenciar outra bola. Se a janela atravessada pela bola estiver com o vidro fechado na ocasião, os dois times devem reunir-se rapidamente para deliberar o que fazer. A alguns quarteirões de distância.

    (9) c) Quando passarem veículos pesados pela rua. De ônibus para cima. Bicicletas e Volkswagen, por exemplo, podem ser chutados junto com a bola e se entrar é gol.

    (10) DO INTERVALO PARA DESCANSO – Você deve estar brincando!

    (11) DA TÁTICA – Joga-se o futebol de rua mais ou menos como o futebol de verdade (que é como, na rua, com reverência, chamam a pelada), mas com algumas importantes variações. O goleiro só é intocável dentro da sua casa, para onde fugiu gritando por socorro. É permitido entrar na área adversária tabelando com uma Kombi. Se a bola dobrar a esquina é córner.


    VERÍSSIMO, Luís Fernando. Futebol de rua. Disponível em: < http://contobrasileiro.com.br/futebol-de-ruacronica-de-luis-fernando-verissimo/>. Acesso em: 05 maio 2018 (adaptado).

    O efeito de humor, no TEXTO 2, decorre, principalmente,
    Escolha uma alternativa para a questão db92f4c8-83
  • DB8FCA25-83

    Português

    Crase
    IF-PE · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o TEXTO 1 para responder a questão.


    A COPA DO MUNDO NA RÚSSIA PODE SER A ÚLTIMA TENTATIVA DE UNIÃO NACIONAL


    (1) Mais do que a principal competição do maior esporte no planeta, a Copa do Mundo deve ser considerada um evento político. Futebol é política, e vice-versa. Como instituição, é parte estrutural da formação de diversos povos e sua cultura, contribuindo para a formatação de seus costumes, de suas marcas, hábitos, vocabulário. Quem ignora o papel do futebol, na formação histórica de algumas nações, pouco entende da antropologia social e cultural delas -  e nisso estamos inclusos. As seleções nacionais são representantes de seus países muito mais importantes e reconhecidas do que o melhor dos embaixadores. E a Copa, o único espaço pelo qual países frágeis na economia e geopolítica mundial podem derrotar países muito à frente nesses aspectos.

    (2) Como Diego Maradona sempre gosta de lembrar, a seleção argentina, na Copa de 1986, entrou em campo contra a Inglaterra, pelas quartas de finais, para jogar pelos mortos na Guerra das Malvinas, e não simplesmente para ganhar um jogo. Isso não era restrito apenas aos jogadores: era o sentimento nacional de todos os argentinos. E, quando questionado sobre o gol de mão que abriu o placar na partida, El Pibe não teve dúvidas sobre a sensação: “Foi como bater a carteira de um inglês”.

    (3) Na França, a vitória na Copa de 1998 ajudou a amenizar o conflito racial que pairava na nação - entre brancos, negros e árabes - e a derrota nas duas Copas seguintes o acirrou novamente. A Copa do Mundo também foi capaz de colocar no mesmo espaço de disputa o que um dos muros mais implacáveis da história separava: em 1974, Alemanha Ocidental e Alemanha Oriental se enfrentaram pela primeira fase, com vitória da ala soviética (que muitos afirmam ter sido entregue pela parte capitalista para evitar adversário mais forte na fase seguinte). Momento épico.

    (4) Copa traz integração. A última vez que a Champs-Élysées tinha enchido tanto quanto na final da Copa de 98 foi na Queda da Bastilha. Na Copa de 2014, o esboço que vimos disso não aconteceu nos estádios, elitizados, mas sim nas fan-fests, que, como o próprio nome diz, foram espaços de festa, miscelânea, diversidade. Mas é muito maior do que isso: Copa traz a união comunitária. A gente não trabalha, a gente pinta a rua de casa, a gente compra camisa do Neymar ou do Ronaldinho ou do Ronaldo ou do Romário. Na hora do gol ou da vitória, a gente abraça até quem não conhece. Muitas vezes, uma televisãozinha é o suficiente para que toda a vizinhança se amontoe e torça pela sua representante internacional naquele momento. O País se volta, inteirinho, para um momento em que 11 homens são capazes de mudar, a qualquer instante, todo o seu sistema nervoso. E quem sequer reconhece isso tem que revisar seu próprio elitismo e sair da bolha.


    PROIETE, Gabriel. A Copa do Mundo na Rússia pode ser a última tentativa de união nacional. Disponível em: < https://medium.com/@gabriel_proiete/a-copa-do-mundo-da-r%C3%BAssia-pode-ser-a- %C3%BAltima-tentativa-de-uni%C3%A3o-nacional-8aa3a939ed53 >. Acesso em: 07 maio 2018 (adaptado).

    Com relação a aspectos semânticos e sintáticos do TEXTO 1, analise o que se afirma nas assertivas a seguir.

    I. As expressões “bater a carteira” (2º parágrafo) e “sair da bolha” (4º parágrafo) têm o mesmo sentido que “roubar” e “expressar-se”, respectivamente.

    II. A recorrência da estrutura “a gente pinta”, “a gente compra” e “a gente abraça” (4º parágrafo) torna o texto cansativo e prejudica sua progressão e continuidade.

    III.Na oração “Quem ignora o papel do futebol, na formação histórica de algumas nações, [...]” (1º parágrafo), há um sujeito simples “quem”, mas, semanticamente, seu agente se mantém ignorado, pois é representado por um pronome indefinido.

    IV.As palavras “televisãozinha” e “inteirinho” (4º parágrafo) estão no diminutivo para indicar, respectivamente, tamanho e pejoro.

    V. Em “países frágeis [...] podem derrotar países muito à frente nesses aspectos” (1º parágrafo), a expressão recebe o acento grave indicativo de crase porque é uma locução adverbial feminina.

    Estão CORRETAS, apenas, as afirmações
    Escolha uma alternativa para a questão db8fca25-83
  • DB8CAE8C-83

    Português

    Coesão e coerência
    IF-PE · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o TEXTO 1 para responder a questão.


    A COPA DO MUNDO NA RÚSSIA PODE SER A ÚLTIMA TENTATIVA DE UNIÃO NACIONAL


    (1) Mais do que a principal competição do maior esporte no planeta, a Copa do Mundo deve ser considerada um evento político. Futebol é política, e vice-versa. Como instituição, é parte estrutural da formação de diversos povos e sua cultura, contribuindo para a formatação de seus costumes, de suas marcas, hábitos, vocabulário. Quem ignora o papel do futebol, na formação histórica de algumas nações, pouco entende da antropologia social e cultural delas -  e nisso estamos inclusos. As seleções nacionais são representantes de seus países muito mais importantes e reconhecidas do que o melhor dos embaixadores. E a Copa, o único espaço pelo qual países frágeis na economia e geopolítica mundial podem derrotar países muito à frente nesses aspectos.

    (2) Como Diego Maradona sempre gosta de lembrar, a seleção argentina, na Copa de 1986, entrou em campo contra a Inglaterra, pelas quartas de finais, para jogar pelos mortos na Guerra das Malvinas, e não simplesmente para ganhar um jogo. Isso não era restrito apenas aos jogadores: era o sentimento nacional de todos os argentinos. E, quando questionado sobre o gol de mão que abriu o placar na partida, El Pibe não teve dúvidas sobre a sensação: “Foi como bater a carteira de um inglês”.

    (3) Na França, a vitória na Copa de 1998 ajudou a amenizar o conflito racial que pairava na nação - entre brancos, negros e árabes - e a derrota nas duas Copas seguintes o acirrou novamente. A Copa do Mundo também foi capaz de colocar no mesmo espaço de disputa o que um dos muros mais implacáveis da história separava: em 1974, Alemanha Ocidental e Alemanha Oriental se enfrentaram pela primeira fase, com vitória da ala soviética (que muitos afirmam ter sido entregue pela parte capitalista para evitar adversário mais forte na fase seguinte). Momento épico.

    (4) Copa traz integração. A última vez que a Champs-Élysées tinha enchido tanto quanto na final da Copa de 98 foi na Queda da Bastilha. Na Copa de 2014, o esboço que vimos disso não aconteceu nos estádios, elitizados, mas sim nas fan-fests, que, como o próprio nome diz, foram espaços de festa, miscelânea, diversidade. Mas é muito maior do que isso: Copa traz a união comunitária. A gente não trabalha, a gente pinta a rua de casa, a gente compra camisa do Neymar ou do Ronaldinho ou do Ronaldo ou do Romário. Na hora do gol ou da vitória, a gente abraça até quem não conhece. Muitas vezes, uma televisãozinha é o suficiente para que toda a vizinhança se amontoe e torça pela sua representante internacional naquele momento. O País se volta, inteirinho, para um momento em que 11 homens são capazes de mudar, a qualquer instante, todo o seu sistema nervoso. E quem sequer reconhece isso tem que revisar seu próprio elitismo e sair da bolha.


    PROIETE, Gabriel. A Copa do Mundo na Rússia pode ser a última tentativa de união nacional. Disponível em: < https://medium.com/@gabriel_proiete/a-copa-do-mundo-da-r%C3%BAssia-pode-ser-a- %C3%BAltima-tentativa-de-uni%C3%A3o-nacional-8aa3a939ed53 >. Acesso em: 07 maio 2018 (adaptado).

    Através de recursos linguísticos, os textos apresentam estratégias para introduzir um assunto e mantê-lo por meio de retomadas, o que promove a progressão textual. Sabendo disso, marque a única alternativa que analisa CORRETAMENTE os elementos coesivos e a progressão do TEXTO 1.
    Escolha uma alternativa para a questão db8cae8c-83
  • 8187530C-74

    Português

    Interpretação de Textos
    CEDERJ · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Texto 2


    Campeonato de peão


    Bota parafuso no bico do peão

    Bota prego limado, bota tudo

    pra rachar o pião competidor.

    Roda, pião!

    Racha, pião!

    Se você não pode rachar este colégio

    nem o mundo nem a vida,

    racha pelo menos o pião!

    (Mas eu não sei, nunca aprendi

    rachar pião. Imobilizo-me.)

    (Carlos Drummond de Andrade. Nova reunião: 23 livros de poesia. Vol. III. Rio de Janeiro, Bestbolso, 2009. p.267) 

    Uma das principais características do texto poético é a plurissignificação de palavras e expressões, como ocorre com o emprego do verbo “rachar” em “Campeonato de pião”. Em “não pode rachar este colégio/nem o mundo nem a vida” (versos 6 e 7), “rachar” significa
    Escolha uma alternativa para a questão 8187530c-74
  • 90C4BDDC-6E

    Português

    Interpretação de Textos
    INSPER · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto.


    A entrevista com a jornalista Joyce Ribeiro, apresentadora do Jornal da Cultura, trouxe mais uma vez ao blog um tipo bem conhecido de leitor. É aquele que não suporta determinadas discussões e berra: “Chega de mimimi!” O termo, popularizado inicialmente no desenho animado adulto Fudêncio e seus Amigos, exibido pela MTV entre 2005 e 2011, se popularizou na internet de uma forma deturpada. Não é mais um protesto contra quem reclama em excesso, mas uma forma de impedir debates de temas polêmicos. O racismo, por exemplo.

    A entrevista com Joyce tratou deste tema, por motivos óbvios. A apresentadora milita contra o racismo e luta por mais oportunidades para negros em todas as áreas. Ela não reclamou de nada durante a conversa comigo. Apenas lembrou que há enorme desigualdade no país.

    “Mimimi”, apontaram vários leitores. “Mais uma vez o mimimi que o negro é discriminado”, protestou outro. “Chega de mimimi. Já cansou”, disse mais de um.

    Não há nada parecido com lamúria, choro ou ladainha na entrevista de Joyce Ribeiro. Lendo estes comentários, fica claro que eles expressam muito mais uma vontade de não querer conversar ou debater do que, de fato, um incômodo com a reclamação.


    (https://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br. Adaptado)


    De acordo com o texto, nas redes sociais, o emprego do termo “mimimi” é uma estratégia discursiva empregada para

    Escolha uma alternativa para a questão 90c4bddc-6e
  • 90C190D6-6E

    Português

    Interpretação de Textos
    INSPER · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o poema de João Cabral de Melo Neto.


             A Educação pela Pedra


    Uma educação pela pedra: por lições;

    para aprender da pedra, frequentá-la;

    captar sua voz inenfática, impessoal

    (pela dicção ela começa as aulas).

    A lição de moral, sua resistência fria

    ao que flui e a fluir, a ser maleada;

    a de poética, sua carnadura concreta;

    a de economia, seu adensar-se compacta:

    lições de pedra (de fora para dentro,

    cartilha muda), para quem soletrá-la.


    Outra educação pela pedra: no Sertão

    (de dentro para fora, e pré-didática).

    No Sertão a pedra não sabe lecionar,

    e se lecionasse, não ensinaria nada;

    lá não se aprende a pedra: lá a pedra,

    uma pedra de nascença, entranha a alma.


    (João Cabral de Melo Neto, Poesias Completas)


    Massaud Moisés, em A literatura brasileira através dos textos (2004), afirma que há na poesia de João Cabral de Melo Neto uma ideia geral de despoetização do poema. Essa afirmação se justifica com o poema lido na medida em que nele se identifica

    Escolha uma alternativa para a questão 90c190d6-6e
  • 90BE185B-6E

    Português

    Interpretação de Textos
    INSPER · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia os fragmentos de entrevista realizada com pais de crianças que participaram do trabalho da professora Eglê Franchi, relatado no livro de sua autoria A redação na escola (1984).

    “A sinhora como que bateu nas costas dela, feiz ela sortá as palavra não só da boca, mas na mão tamém.” (Mãe da Clarice)
    “Essa língua que nóis fala num é assim errada, nóis num precisa tê vergonha dela.” (Mãe da Evanil)
    “Esse jeito de ponhá grandeza na fala da criança levô ela longe.” (Mãe da Eliane)

    Analisando as falas das mães, identifica-se como marca recorrente da variedade linguística que utilizam
    Escolha uma alternativa para a questão 90be185b-6e
  • 90BA3DE7-6E

    Português

    Interpretação de Textos
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    No início da Gramática Pedagógica, seu autor, Marcos Bagno, cita alguns pressupostos que a fundamentam. Entre eles, o fato de que ela “é pedagógica, porque foi pensada para colaborar com a formação docente que, no Brasil, é reconhecidamente falha e precária. Nossos cursos de Letras (a começar pelo nome) se vinculam a um ideário cultural obsoleto, enraizado na sociedade burguesa do século XIX. Por isso, eles deixam de oferecer aos estudantes uma série de conhecimentos fundamentais enquanto, por outro lado, desperdiçam tempo com a transmissão de conteúdos irrelevantes para quem vai exercer a profissão docente. Basta perguntar a professoras e professores na ativa ou em formação se sabem, por exemplo, o que é gramaticalização ou se ao menos já ouviram falar disso.” (Marcos Bagno, Gramática Pedagógica do Português Brasileiro, 2011).

    Com as informações apresentadas, o autor tem o propósito de
    Escolha uma alternativa para a questão 90ba3de7-6e
  • 90B6E3BA-6E

    Português

    Interpretação de Textos
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    Analise a capa da revista Época, de 13.11.2017.


    Imagem da questão de Português, INSPER 2018, Interpretação de Textos

    As informações verbais e não verbais presentes na capa permitem concluir que
    Escolha uma alternativa para a questão 90b6e3ba-6e
  • 90A7E6DC-6E

    Português

    Interpretação de Textos
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    Leia o texto para responder a questão.


        Em Santiago do Iguape, interior da Bahia, que se reconheceu quilombola há poucos anos, os jovens fazem questão de não deixar a herança dos antepassados esquecida. O grupo musical afro Bantos traz nas letras das músicas ensinamentos sobre a escravidão, a tradição oral e a importância de valorizar as origens. “A música foge da alma. Nenhum ser humano consegue viver sem a música, então essa foi a forma que nós encontramos de ligar as nossas raízes com a juventude que vem chegando agora, que tem poucos ensinamentos da nossa realidade”, conta o integrante do grupo, Givanildo Bispo.

        “Às vezes, se a gente parar para contar a história dos nossos ancestrais, das nossas raízes, as pessoas não querem nem ouvir. Mas acabam parando para ouvir uma boa música, e os jovens vão aprendendo quem foram os avós deles, os pais deles, de onde vieram, quem são”, destacou Bispo.

        Na Comunidade do Kaonge, também na Bahia, os jovens trocam muitas experiências com os mais velhos e não têm a menor vontade de deixar os hábitos e as tradições para trás. “Só em escutar as histórias dos nossos ancestrais é mais um motivo para a gente ficar na comunidade. Mas tem que ter resistência, dar continuidade, sempre vivenciar, acompanhando, participando de todos os núcleos de produções – forma de organização das comunidades da região em que todos participam de atividades produtivas como pesca, cultivo de plantas e produção de farinha –”, diz a jovem Jorlane Cabral de Jesus, de 28 anos.


    (http://www.ebc.com.br. Adaptado)

    Analisando a fala de Jorlane Cabral, entende-se que, para ela, a permanência das pessoas na comunidade exige
    Escolha uma alternativa para a questão 90a7e6dc-6e
  • 90A0B069-6E

    Português

    Interpretação de Textos
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    Leia o poema para responder a questão.

    Meninos carvoeiros

    Os meninos carvoeiros
    Passam a caminho da cidade.
    – Eh, carvoero!
    E vão tocando os animais com um relho enorme.

    Os burros são magrinhos e velhos.
    Cada um leva seis sacos de carvão de lenha.
    A aniagem é toda remendada.
    Os carvões caem. (Pela boca da noite vem uma velhinha que os recolhe,
    [dobrando-se com um gemido.)

    – Eh, carvoero!

    Só mesmo estas crianças raquíticas
    Vão bem com estes burrinhos descadeirados.
    A madrugada ingênua parece feita para eles...
    Pequenina, ingênua miséria!
    Adoráveis carvoeirinhos que trabalhais como se brincásseis! –

    Eh, carvoero!

    Quando voltam, vêm mordendo num pão encarvoado,
    Encarapitados nas alimárias
    Apostando corrida,
    Dançando, bamboleando nas cangalhas como espantalhos [desamparados!

    (Manuel Bandeira, Estrela da vida inteira, 1993)

    Vocabulário:
    Relho: chicote
    Aniagem: tecido grosseiro usado na confecção de sacos e fardos
    Encarapitados: postos no alto
    Alimárias: bestas de carga
    Nos versos em que aparece, a frase “– Eh, carvoero!” denota uso
    Escolha uma alternativa para a questão 90a0b069-6e