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Interpretação de TextosCentro Universitário Padre Albino - UNIFIPA · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos Apesar do elevado número de trabalhadoras presentes nos
primeiros estabelecimentos fabris brasileiros, não se deve supor que elas foram progressivamente substituindo os homens
e conquistando o mercado de trabalho fabril. Ao contrário, as
mulheres vão sendo progressivamente expulsas das fábricas,
na medida em que avança a industrialização e a incorporação da força de trabalho masculina. As barreiras enfrentadas
pelas mulheres para participar do mundo dos negócios eram
sempre muito grandes, independentemente da classe social a
que pertencessem. Da variação salarial à intimidação física,
da desqualificação intelectual ao assédio sexual, elas tiveram
sempre de lutar contra inúmeros obstáculos para ingressar em
um campo definido — pelos homens — como “naturalmente
masculino”. Esses obstáculos não se limitavam ao processo
de produção; começavam pela própria hostilidade com que o
trabalho feminino fora do lar era tratado no interior da família.
(Margareth Rago. “Trabalho feminino e sexualidade”.
In: Mary del Priore (org.). História das mulheres no Brasil, 2015.)
Ao abordar o trabalho feminino no Brasil entre o final do
século XIX e as primeiras décadas do XX, o excerto destaca