Questões do ENEM: Linguagens e Centro de Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro (CEDERJ)

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266 questões encontradas. Mostrando a página 12 de 14.

  • C63DCEBC-96

    Português

    Interpretação de Textos
    CEDERJ · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto 1

                      As gravatas de Mário Quintana (não basta saber uma língua para entendê-la)

          Como é que uma pessoa se comunica com a outra? Como fazemos para transmitir ideias?

          A resposta parece bastante óbvia: transmitimos ideias usando a língua. Assim, se vou passando na rua e vejo um avestruz (digamos que seja uma rua muito peculiar, onde o tráfego de avestruzes é intenso), digo ao meu amigo: Olha, lá vai um avestruz. Com isso, transmito determinada informação ao meu amigo; em outras palavras, passo para a mente de outra pessoa uma ideia que estava originalmente em minha mente.

          Para isso, evidentemente, é preciso que as duas pessoas em questão conheçam a mesma língua, que ambas chamem aquele animal desajeitado de avestruz; que ambas saibam utilizar os verbos olhar e ir, e assim por diante. Uma vez isso arranjado, as duas pessoas se entenderão. Para que as pessoas se entendam, é necessário – e suficiente – que falem a mesma língua.

          É isso mesmo? Veremos que não. Na verdade, para que se dê a compreensão, mesmo em nível bastante elementar, é necessário que as pessoas tenham muito mais em comum que simplesmente uma língua. Precisam ter em comum um grande número de informações, precisam pertencer a meios culturais semelhantes, precisam mesmo ter, até certo ponto, crenças comuns. Sem isso, a língua simplesmente deixa de funcionar enquanto instrumento de comunicação. Na verdade, a comunicação linguística é um processo bastante precário; depende de tantos fatores que falham com muita frequência, para desânimo de muitos que ficam gemendo Por que é que ele não me entendeu?

          O problema é que o que a língua exprime é apenas uma parte do que se quer transmitir. Geralmente, se pensa no processo de comunicação como uma rua de mão única: a informação passa do falante para o ouvinte (ou do autor para o leitor). Se fosse assim, a estrutura linguística teria de ser suficiente para veicular a mensagem, porque, afinal de contas, a única coisa que o emissor realmente produz é um conjunto de sons (ou de riscos no papel), organizados de acordo com as regras da língua. Mesmo isso, como vimos, depende de alguma coisa por parte do receptor, a saber, o conhecimento das palavras e das regras da língua; mas poderia ser só isso, e as coisas seriam muito mais simples – e, também, talvez os seres humanos se entendessem melhor. (...)

         O significado de uma frase não é simples função de seus elementos constitutivos, mas depende ainda da informação extralinguística. Ou ainda (e aqui me oponho às crenças de boa parte de meus colegas linguistas), uma frase fora de contexto não tem, a rigor, significado.

         Vamos ver o exemplo: seja o sintagma as gravatas de Mário Quintana. Que significa isso? E, em especial, que tipo de relação exprime a preposição de? Evidentemente, de exprime “posse", e o sintagma equivale a as gravatas pertencem a Mário Quintana. Pode parecer, então, que computamos o significado do sintagma simplesmente juntando o significado das palavras: as gravatas + de + Mário Quintana.

          Mas ainda aqui isso é só a primeira impressão. Digamos que o sintagma fosse as gravatas de Pierre Cardin; agora, para alguém que sabe quem é Pierre Cardin, a relação expressa pela preposição de já não precisa ser de posse. Na verdade, é mais provável que se entenda como “autoria", isto é, as gravatas criadas por Pierre Cardin.

          Ora, a preposição é a mesma nos dois casos. De onde vem essa diferença de significado? Simplesmente do que sabemos sobre Mário Quintana (um poeta) e sobre Pierre Cardin (um estilista de moda). Se dissermos os poemas de Mário Quintana, a preposição já não exprimirá posse, mas autoria – porque, já que Mário Quintana é um poeta, é plausível que se fale dos poemas de sua autoria; além do mais, em geral, não se pensa em poemas como tendo possuidor.

          Se a situação é essa, não faz sentido perguntar se o significado da preposição de é de posse ou autoria. Será posse ou autoria segundo o que soubermos dos diversos objetos ou pessoas mencionadas: se se trata de um objeto possuível, como uma gravata, ou não possuível, como um poema; e se se trata de um poeta ou de um costureiro.

                                 (PERINI, Mário A. Sofrendo a gramática. São Paulo: Ática, 2000, páginas 57-60.)
    A ideia central do texto está resumida no seguinte fragmento:
    Escolha uma alternativa para a questão c63dcebc-96
  • 1BBBCE08-96

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    CEDERJ · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos

                               Alice Munro’s road to Nobel literature prize was not easy

                                                       Imagem da questão de Inglês, da prova de 2014

                                             Nobel literature prize winner Alice Munro.

    Alice Munro has been awarded the 2013 Nobel Prize in literature, thus becoming its 13th female recipient. It’s a thrilling honour for a major writer: Munro has long been recognised in North America and the UK, but the Nobel will draw international attention, not only to women’s writing and Canadian writing, but to the short story, Munro’s chosen literary genre and one often neglected.

    The road to the Nobel wasn’t an easy one for Munro. She found herself referred to as “some housewife”, and was told that her subject matter, being too “domestic”, was boring. A male writer told her she wrote good stories, but he wouldn’t want to sleep with her. “Nobody invited him,” said Munro. Maybe as a consequence of this initial reaction towards her, when writers occur in Munro stories, they are pretentious, or exploitative of others; or they’re being asked by their relatives why they aren’t famous, or – worse, if female – why they aren’t better-looking.

    The chances that a literary star would emerge from her time and place would once have been zero. Munro was born in 1931, and thus experienced the Depression as a child and the Second World War as a teenager. This was in south-western Ontario, Canada, a region that also produced equally talented writers and poets such as Robertson Davies, Graeme Gibson, James Reaney, and Marian Engel. It’s this small-town setting that features most often in her stories – the snobberies, the eccentrics, and the jeering at ambitions, especially artistic ones.

    Shame is a common driving force for Munro’s characters just as perfectionism in the writing and courage in her profession have been driving forces for her.

    As in much else, Munro is essentially Canadian. Faced with the Nobel, she will be modest, she won’t get a swelled head. The rest of us, on this magnificent occasion, will just have to do that for her.

    Adapted from http://www.theguardian.com/books/2013/oct/10/alicemunro-wins-nobel-prize-in-literature

    Glossary
    thrilling: emocionante; subject matter: assunto; better-looking: mais bonitas; setting: cenário; jeering: deboche; shame: vergonha; driving force: força propulsora; get a swelled head: ficar convencida, cheia de si

    Answer the following questions:

    Besides Alice Munro's talent and courage, what other quality of this Nobel Prize winner is emphasized in the article?


    Escolha uma alternativa para a questão 1bbbce08-96
  • 1BB1257B-96

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    CEDERJ · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos

                               Alice Munro’s road to Nobel literature prize was not easy

                                                       Imagem da questão de Inglês, da prova de 2014

                                             Nobel literature prize winner Alice Munro.

    Alice Munro has been awarded the 2013 Nobel Prize in literature, thus becoming its 13th female recipient. It’s a thrilling honour for a major writer: Munro has long been recognised in North America and the UK, but the Nobel will draw international attention, not only to women’s writing and Canadian writing, but to the short story, Munro’s chosen literary genre and one often neglected.

    The road to the Nobel wasn’t an easy one for Munro. She found herself referred to as “some housewife”, and was told that her subject matter, being too “domestic”, was boring. A male writer told her she wrote good stories, but he wouldn’t want to sleep with her. “Nobody invited him,” said Munro. Maybe as a consequence of this initial reaction towards her, when writers occur in Munro stories, they are pretentious, or exploitative of others; or they’re being asked by their relatives why they aren’t famous, or – worse, if female – why they aren’t better-looking.

    The chances that a literary star would emerge from her time and place would once have been zero. Munro was born in 1931, and thus experienced the Depression as a child and the Second World War as a teenager. This was in south-western Ontario, Canada, a region that also produced equally talented writers and poets such as Robertson Davies, Graeme Gibson, James Reaney, and Marian Engel. It’s this small-town setting that features most often in her stories – the snobberies, the eccentrics, and the jeering at ambitions, especially artistic ones.

    Shame is a common driving force for Munro’s characters just as perfectionism in the writing and courage in her profession have been driving forces for her.

    As in much else, Munro is essentially Canadian. Faced with the Nobel, she will be modest, she won’t get a swelled head. The rest of us, on this magnificent occasion, will just have to do that for her.

    Adapted from http://www.theguardian.com/books/2013/oct/10/alicemunro-wins-nobel-prize-in-literature

    Glossary
    thrilling: emocionante; subject matter: assunto; better-looking: mais bonitas; setting: cenário; jeering: deboche; shame: vergonha; driving force: força propulsora; get a swelled head: ficar convencida, cheia de si

    O sentimento motivador mais frequente nos personagens criados por Alice Munro é
    Escolha uma alternativa para a questão 1bb1257b-96
  • 1AF74A70-96

    Português

    Coesão e coerência
    CEDERJ · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos

                       Imagem da questão de Português, da prova de 2014

    A correlação é um importante recurso coesivo. Assinale a alternativa que apresenta enunciados organizados em estruturas de correlação (ou correlativas):
    Escolha uma alternativa para a questão 1af74a70-96
  • 1AF227E7-96

    Português

    Interpretação de Textos
    CEDERJ · 2014FácilEntre para guardar nos favoritos

                       Imagem da questão de Português, da prova de 2014

    O adjetivo “convencionais” − em “Para falar com franqueza, o número de anos assim positivo e a data de São Pedro são convencionais” − sugere que:
    Escolha uma alternativa para a questão 1af227e7-96
  • 1AECEE99-96

    Português

    Pontuação
    CEDERJ · 2014FácilEntre para guardar nos favoritos

                       Imagem da questão de Português, da prova de 2014

    Leia o fragmento seguinte para responder à questão:

    “Para falar com franqueza, o número de anos assim positivo e a data de São Pedro são convencionais: adoto-os porque estão no livro de assentamentos de batizados da freguesia.” (linhas 8-11)

    O emprego de dois-pontos no fragmento acima indica:

    Escolha uma alternativa para a questão 1aecee99-96
  • 1AE4BA0E-96

    Português

    Interpretação de Textos
    CEDERJ · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos

                       Imagem da questão de Português, da prova de 2014

    O texto corresponde a uma autodescrição de Paulo Honório, protagonista de São Bernardo, romance de Graciliano Ramos. São elementos linguísticos que caracterizam uma sequência autodescritiva:
    Escolha uma alternativa para a questão 1ae4ba0e-96
  • D525E9AA-96

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    CEDERJ · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
                                 Why I took up the cello in my 60s

    Michelle Hanson

    Learning to play a musical instrument at any point in life is good for the brain. Who cares if I sound like a 'sick cow'?

                                       Imagem da questão de Inglês, da prova de 2013

    It's exciting to know that I have done something right and rewarding – taking up the cello in my 60s. A new study from St. Andrew's University proves it. Taking up a musical instrument, even late in life, is good for the brain, and “can slow, stop, or even reverse, age or illness-related decline in mental functions". Hurrah!

    My efforts have been rewarded, because starting the cello was a bit of a struggle, physically and mentally. Back then, my mother was alive, and rather critical: “You sound like a sick cow," she would cry out in a tormented way, but I persisted, joined an orchestra, and now here I am, with a bigger frontal cortex area than I might have otherwise had, and able to “adjust my behaviour more effectively in conflict-rich situations".

    The more you practise the better, suggests the research. Good. It will spur me on, sick cow or not. Because I desperately need to keep my brain in order. Don't we all, if we're going to live to over 100? Last week I went for a walk with an old friend of mine and her dog. She is 92 and browned off.

    “How are you?" I asked. “Fed up. I want to die." This was my mother's primary aim once she hit 96. “What do you want for your birthday?" we would ask. “To be dead!", she would say. No wonder. What else did life offer? At least my old friend could walk about. My mother could hardly walk, talk or eat.

    If only they had played a musical instrument. You can do it sitting down, on your own, with friends, cheer yourself up, be in control, or wildly emotional. I cannot recommend it highly enough.

    Fonte: http://www.theguardian.com/lifeandstyle/2013/sep/ 30/why-i-took-up-cello-in-60s

    Glossário

    took up: aprendi; struggle: luta/muito esforço; spur me on: encorajar/estimular; browned off: sem entusiasmo
    Entre os adjetivos abaixo, retirados do texto, marque aquele que expressa o modo com que a autora avalia sua experiência de tocar o violoncelo:
    Escolha uma alternativa para a questão d525e9aa-96
  • D51FFEF8-96

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    CEDERJ · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
                                 Why I took up the cello in my 60s

    Michelle Hanson

    Learning to play a musical instrument at any point in life is good for the brain. Who cares if I sound like a 'sick cow'?

                                       Imagem da questão de Inglês, da prova de 2013

    It's exciting to know that I have done something right and rewarding – taking up the cello in my 60s. A new study from St. Andrew's University proves it. Taking up a musical instrument, even late in life, is good for the brain, and “can slow, stop, or even reverse, age or illness-related decline in mental functions". Hurrah!

    My efforts have been rewarded, because starting the cello was a bit of a struggle, physically and mentally. Back then, my mother was alive, and rather critical: “You sound like a sick cow," she would cry out in a tormented way, but I persisted, joined an orchestra, and now here I am, with a bigger frontal cortex area than I might have otherwise had, and able to “adjust my behaviour more effectively in conflict-rich situations".

    The more you practise the better, suggests the research. Good. It will spur me on, sick cow or not. Because I desperately need to keep my brain in order. Don't we all, if we're going to live to over 100? Last week I went for a walk with an old friend of mine and her dog. She is 92 and browned off.

    “How are you?" I asked. “Fed up. I want to die." This was my mother's primary aim once she hit 96. “What do you want for your birthday?" we would ask. “To be dead!", she would say. No wonder. What else did life offer? At least my old friend could walk about. My mother could hardly walk, talk or eat.

    If only they had played a musical instrument. You can do it sitting down, on your own, with friends, cheer yourself up, be in control, or wildly emotional. I cannot recommend it highly enough.

    Fonte: http://www.theguardian.com/lifeandstyle/2013/sep/ 30/why-i-took-up-cello-in-60s

    Glossário

    took up: aprendi; struggle: luta/muito esforço; spur me on: encorajar/estimular; browned off: sem entusiasmo
    O pronome “they" em “If only they had played a musical instrument" (parágrafo 5) se refere
    Escolha uma alternativa para a questão d51ffef8-96
  • D5157BFA-96

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    CEDERJ · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
                                 Why I took up the cello in my 60s

    Michelle Hanson

    Learning to play a musical instrument at any point in life is good for the brain. Who cares if I sound like a 'sick cow'?

                                       Imagem da questão de Inglês, da prova de 2013

    It's exciting to know that I have done something right and rewarding – taking up the cello in my 60s. A new study from St. Andrew's University proves it. Taking up a musical instrument, even late in life, is good for the brain, and “can slow, stop, or even reverse, age or illness-related decline in mental functions". Hurrah!

    My efforts have been rewarded, because starting the cello was a bit of a struggle, physically and mentally. Back then, my mother was alive, and rather critical: “You sound like a sick cow," she would cry out in a tormented way, but I persisted, joined an orchestra, and now here I am, with a bigger frontal cortex area than I might have otherwise had, and able to “adjust my behaviour more effectively in conflict-rich situations".

    The more you practise the better, suggests the research. Good. It will spur me on, sick cow or not. Because I desperately need to keep my brain in order. Don't we all, if we're going to live to over 100? Last week I went for a walk with an old friend of mine and her dog. She is 92 and browned off.

    “How are you?" I asked. “Fed up. I want to die." This was my mother's primary aim once she hit 96. “What do you want for your birthday?" we would ask. “To be dead!", she would say. No wonder. What else did life offer? At least my old friend could walk about. My mother could hardly walk, talk or eat.

    If only they had played a musical instrument. You can do it sitting down, on your own, with friends, cheer yourself up, be in control, or wildly emotional. I cannot recommend it highly enough.

    Fonte: http://www.theguardian.com/lifeandstyle/2013/sep/ 30/why-i-took-up-cello-in-60s

    Glossário

    took up: aprendi; struggle: luta/muito esforço; spur me on: encorajar/estimular; browned off: sem entusiasmo
    The author's mother's attitude concerning her taking up the cello was:
    Escolha uma alternativa para a questão d5157bfa-96
  • D50FCF08-96

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    CEDERJ · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
                                 Why I took up the cello in my 60s

    Michelle Hanson

    Learning to play a musical instrument at any point in life is good for the brain. Who cares if I sound like a 'sick cow'?

                                       Imagem da questão de Inglês, da prova de 2013

    It's exciting to know that I have done something right and rewarding – taking up the cello in my 60s. A new study from St. Andrew's University proves it. Taking up a musical instrument, even late in life, is good for the brain, and “can slow, stop, or even reverse, age or illness-related decline in mental functions". Hurrah!

    My efforts have been rewarded, because starting the cello was a bit of a struggle, physically and mentally. Back then, my mother was alive, and rather critical: “You sound like a sick cow," she would cry out in a tormented way, but I persisted, joined an orchestra, and now here I am, with a bigger frontal cortex area than I might have otherwise had, and able to “adjust my behaviour more effectively in conflict-rich situations".

    The more you practise the better, suggests the research. Good. It will spur me on, sick cow or not. Because I desperately need to keep my brain in order. Don't we all, if we're going to live to over 100? Last week I went for a walk with an old friend of mine and her dog. She is 92 and browned off.

    “How are you?" I asked. “Fed up. I want to die." This was my mother's primary aim once she hit 96. “What do you want for your birthday?" we would ask. “To be dead!", she would say. No wonder. What else did life offer? At least my old friend could walk about. My mother could hardly walk, talk or eat.

    If only they had played a musical instrument. You can do it sitting down, on your own, with friends, cheer yourself up, be in control, or wildly emotional. I cannot recommend it highly enough.

    Fonte: http://www.theguardian.com/lifeandstyle/2013/sep/ 30/why-i-took-up-cello-in-60s

    Glossário

    took up: aprendi; struggle: luta/muito esforço; spur me on: encorajar/estimular; browned off: sem entusiasmo
    Research carried out at St. Andrews University has shown that learning how to play a musical instrument can:
    Escolha uma alternativa para a questão d50fcf08-96
  • D45B0AFC-96

    Português

    Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)
    CEDERJ · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
                                                        Infância

         
    Uma noite, depois do café, meu pai me mandou buscar um livro que deixara na cabeceira da cama. Novidade: meu velho nunca se dirigia a mim. E eu, engolido o café, beijava-lhe a mão, porque isto era praxe, mergulhava na rede e adormecia. Espantado, entrei no quarto, peguei com repugnância o antipático objeto e voltei à sala de jantar. Aí recebi ordem para me sentar e abrir o volume. Obedeci engulhando, com a vaga esperança de que uma visita me interrompesse. Ninguém nos visitou naquela noite extraordinária.

          Meu pai determinou que eu principiasse a leitura. Principiei. Mastigando as palavras, gaguejando, gemendo uma cantilena medonha, indiferente à pontuação, saltando linhas e repisando linhas, alcancei o fim da página, sem ouvir gritos. Parei surpreendido, virei a folha, continuei a arrastar-me na gemedeira, como um carro em estrada cheia de buracos.

          Com certeza o negociante recebera alguma dívida perdida: no meio do capítulo pôs-se a conversar comigo, perguntou-me se eu estava compreendendo o que lia. Explicou-me que se tratava de uma história, um romance, exigiu atenção e resumiu a parte já lida. Um casal com filhos andava numa floresta, em noite de inverno, perseguido por lobos, cachorros selvagens. Depois de muito correr, essas criaturas chegavam à cabana de um lenhador. Era ou não era? Traduziu-me em linguagem de cozinha diversas expressões literárias. Animei-me a parolar. Sim, realmente havia alguma coisa no livro, mas era difícil conhecer tudo.

          Alinhavei o resto do capítulo, diligenciando penetrar o sentido da prosa confusa, aventurando-me às vezes a inquirir. E uma luzinha quase imperceptível surgia longe, apagava-se, ressurgia, vacilante, nas trevas do meu espírito.

          Recolhi-me preocupado: os fugitivos, os lobos e o lenhador agitaram-me o sono. Dormi com eles, acordei com eles. As horas voaram. Alheio à escola, aos brinquedos de minhas irmãs, à tagarelice dos moleques, vivi com essas criaturas de sonho, incompletas e misteriosas.

          À noite meu pai me pediu novamente o volume, e a cena da véspera se reproduziu: leitura emperrada, mal-entendidos, explicações.

            Na terceira noite fui buscar o livro espontaneamente, mas o velho estava sombrio e silencioso. E no dia seguinte, quando me preparei para moer a narrativa, afastou-me com um gesto, carrancudo.

          Nunca experimentei decepção tão grande. Era como se tivesse descoberto uma coisa muito preciosa e de repente a maravilha se quebrasse. E o homem que a reduziu a cacos, depois de me haver ajudado a encontrá-la, não imaginou a minha desgraça. A princípio foi desespero, sensação de perda e ruína, em seguida uma longa covardia, a certeza de que as horas de encanto eram boas demais para mim e não podiam durar.


                                                     RAMOS, Graciliano. Infância. São Paulo: Record, 1995. p.187-191.

    Leia o trecho:

    Uma noite, depois do café, meu pai me mandou buscar um livro que deixara na cabeceira da cama. Novidade: meu velho nunca se dirigia a mim.

    As formas verbais assinaladas indicam, respectivamente, os seguintes aspectos do passado:
    Escolha uma alternativa para a questão d45b0afc-96
  • D4553AEF-96

    Português

    Conjunções: Relação de causa e consequência
    CEDERJ · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
                                                        Infância

         
    Uma noite, depois do café, meu pai me mandou buscar um livro que deixara na cabeceira da cama. Novidade: meu velho nunca se dirigia a mim. E eu, engolido o café, beijava-lhe a mão, porque isto era praxe, mergulhava na rede e adormecia. Espantado, entrei no quarto, peguei com repugnância o antipático objeto e voltei à sala de jantar. Aí recebi ordem para me sentar e abrir o volume. Obedeci engulhando, com a vaga esperança de que uma visita me interrompesse. Ninguém nos visitou naquela noite extraordinária.

          Meu pai determinou que eu principiasse a leitura. Principiei. Mastigando as palavras, gaguejando, gemendo uma cantilena medonha, indiferente à pontuação, saltando linhas e repisando linhas, alcancei o fim da página, sem ouvir gritos. Parei surpreendido, virei a folha, continuei a arrastar-me na gemedeira, como um carro em estrada cheia de buracos.

          Com certeza o negociante recebera alguma dívida perdida: no meio do capítulo pôs-se a conversar comigo, perguntou-me se eu estava compreendendo o que lia. Explicou-me que se tratava de uma história, um romance, exigiu atenção e resumiu a parte já lida. Um casal com filhos andava numa floresta, em noite de inverno, perseguido por lobos, cachorros selvagens. Depois de muito correr, essas criaturas chegavam à cabana de um lenhador. Era ou não era? Traduziu-me em linguagem de cozinha diversas expressões literárias. Animei-me a parolar. Sim, realmente havia alguma coisa no livro, mas era difícil conhecer tudo.

          Alinhavei o resto do capítulo, diligenciando penetrar o sentido da prosa confusa, aventurando-me às vezes a inquirir. E uma luzinha quase imperceptível surgia longe, apagava-se, ressurgia, vacilante, nas trevas do meu espírito.

          Recolhi-me preocupado: os fugitivos, os lobos e o lenhador agitaram-me o sono. Dormi com eles, acordei com eles. As horas voaram. Alheio à escola, aos brinquedos de minhas irmãs, à tagarelice dos moleques, vivi com essas criaturas de sonho, incompletas e misteriosas.

          À noite meu pai me pediu novamente o volume, e a cena da véspera se reproduziu: leitura emperrada, mal-entendidos, explicações.

            Na terceira noite fui buscar o livro espontaneamente, mas o velho estava sombrio e silencioso. E no dia seguinte, quando me preparei para moer a narrativa, afastou-me com um gesto, carrancudo.

          Nunca experimentei decepção tão grande. Era como se tivesse descoberto uma coisa muito preciosa e de repente a maravilha se quebrasse. E o homem que a reduziu a cacos, depois de me haver ajudado a encontrá-la, não imaginou a minha desgraça. A princípio foi desespero, sensação de perda e ruína, em seguida uma longa covardia, a certeza de que as horas de encanto eram boas demais para mim e não podiam durar.


                                                     RAMOS, Graciliano. Infância. São Paulo: Record, 1995. p.187-191.

    Pronomes e conjunções são usados como recursos de coesão textual ao estabelecer relações entre palavras e sequências do texto.

    Assinale a alternativa que indica corretamente a função dos termos em destaque no período:

    E eu, engolido o café, beijava-lhe a mão, porque isto era praxe, mergulhava na rede e adormecia.
    Escolha uma alternativa para a questão d4553aef-96
  • D44FD6E9-96

    Português

    Interpretação de Textos
    CEDERJ · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
                                                        Infância

         
    Uma noite, depois do café, meu pai me mandou buscar um livro que deixara na cabeceira da cama. Novidade: meu velho nunca se dirigia a mim. E eu, engolido o café, beijava-lhe a mão, porque isto era praxe, mergulhava na rede e adormecia. Espantado, entrei no quarto, peguei com repugnância o antipático objeto e voltei à sala de jantar. Aí recebi ordem para me sentar e abrir o volume. Obedeci engulhando, com a vaga esperança de que uma visita me interrompesse. Ninguém nos visitou naquela noite extraordinária.

          Meu pai determinou que eu principiasse a leitura. Principiei. Mastigando as palavras, gaguejando, gemendo uma cantilena medonha, indiferente à pontuação, saltando linhas e repisando linhas, alcancei o fim da página, sem ouvir gritos. Parei surpreendido, virei a folha, continuei a arrastar-me na gemedeira, como um carro em estrada cheia de buracos.

          Com certeza o negociante recebera alguma dívida perdida: no meio do capítulo pôs-se a conversar comigo, perguntou-me se eu estava compreendendo o que lia. Explicou-me que se tratava de uma história, um romance, exigiu atenção e resumiu a parte já lida. Um casal com filhos andava numa floresta, em noite de inverno, perseguido por lobos, cachorros selvagens. Depois de muito correr, essas criaturas chegavam à cabana de um lenhador. Era ou não era? Traduziu-me em linguagem de cozinha diversas expressões literárias. Animei-me a parolar. Sim, realmente havia alguma coisa no livro, mas era difícil conhecer tudo.

          Alinhavei o resto do capítulo, diligenciando penetrar o sentido da prosa confusa, aventurando-me às vezes a inquirir. E uma luzinha quase imperceptível surgia longe, apagava-se, ressurgia, vacilante, nas trevas do meu espírito.

          Recolhi-me preocupado: os fugitivos, os lobos e o lenhador agitaram-me o sono. Dormi com eles, acordei com eles. As horas voaram. Alheio à escola, aos brinquedos de minhas irmãs, à tagarelice dos moleques, vivi com essas criaturas de sonho, incompletas e misteriosas.

          À noite meu pai me pediu novamente o volume, e a cena da véspera se reproduziu: leitura emperrada, mal-entendidos, explicações.

            Na terceira noite fui buscar o livro espontaneamente, mas o velho estava sombrio e silencioso. E no dia seguinte, quando me preparei para moer a narrativa, afastou-me com um gesto, carrancudo.

          Nunca experimentei decepção tão grande. Era como se tivesse descoberto uma coisa muito preciosa e de repente a maravilha se quebrasse. E o homem que a reduziu a cacos, depois de me haver ajudado a encontrá-la, não imaginou a minha desgraça. A princípio foi desespero, sensação de perda e ruína, em seguida uma longa covardia, a certeza de que as horas de encanto eram boas demais para mim e não podiam durar.


                                                     RAMOS, Graciliano. Infância. São Paulo: Record, 1995. p.187-191.

    A passagem “Traduziu-me em linguagem de cozinha diversas expressões literárias" apresenta a seguinte oposição entre dois usos da linguagem:
    Escolha uma alternativa para a questão d44fd6e9-96
  • D44AB3FF-96

    Português

    Interpretação de Textos
    CEDERJ · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
                                                        Infância

         
    Uma noite, depois do café, meu pai me mandou buscar um livro que deixara na cabeceira da cama. Novidade: meu velho nunca se dirigia a mim. E eu, engolido o café, beijava-lhe a mão, porque isto era praxe, mergulhava na rede e adormecia. Espantado, entrei no quarto, peguei com repugnância o antipático objeto e voltei à sala de jantar. Aí recebi ordem para me sentar e abrir o volume. Obedeci engulhando, com a vaga esperança de que uma visita me interrompesse. Ninguém nos visitou naquela noite extraordinária.

          Meu pai determinou que eu principiasse a leitura. Principiei. Mastigando as palavras, gaguejando, gemendo uma cantilena medonha, indiferente à pontuação, saltando linhas e repisando linhas, alcancei o fim da página, sem ouvir gritos. Parei surpreendido, virei a folha, continuei a arrastar-me na gemedeira, como um carro em estrada cheia de buracos.

          Com certeza o negociante recebera alguma dívida perdida: no meio do capítulo pôs-se a conversar comigo, perguntou-me se eu estava compreendendo o que lia. Explicou-me que se tratava de uma história, um romance, exigiu atenção e resumiu a parte já lida. Um casal com filhos andava numa floresta, em noite de inverno, perseguido por lobos, cachorros selvagens. Depois de muito correr, essas criaturas chegavam à cabana de um lenhador. Era ou não era? Traduziu-me em linguagem de cozinha diversas expressões literárias. Animei-me a parolar. Sim, realmente havia alguma coisa no livro, mas era difícil conhecer tudo.

          Alinhavei o resto do capítulo, diligenciando penetrar o sentido da prosa confusa, aventurando-me às vezes a inquirir. E uma luzinha quase imperceptível surgia longe, apagava-se, ressurgia, vacilante, nas trevas do meu espírito.

          Recolhi-me preocupado: os fugitivos, os lobos e o lenhador agitaram-me o sono. Dormi com eles, acordei com eles. As horas voaram. Alheio à escola, aos brinquedos de minhas irmãs, à tagarelice dos moleques, vivi com essas criaturas de sonho, incompletas e misteriosas.

          À noite meu pai me pediu novamente o volume, e a cena da véspera se reproduziu: leitura emperrada, mal-entendidos, explicações.

            Na terceira noite fui buscar o livro espontaneamente, mas o velho estava sombrio e silencioso. E no dia seguinte, quando me preparei para moer a narrativa, afastou-me com um gesto, carrancudo.

          Nunca experimentei decepção tão grande. Era como se tivesse descoberto uma coisa muito preciosa e de repente a maravilha se quebrasse. E o homem que a reduziu a cacos, depois de me haver ajudado a encontrá-la, não imaginou a minha desgraça. A princípio foi desespero, sensação de perda e ruína, em seguida uma longa covardia, a certeza de que as horas de encanto eram boas demais para mim e não podiam durar.


                                                     RAMOS, Graciliano. Infância. São Paulo: Record, 1995. p.187-191.

    A afirmativa em que se associa adequadamente o estilo do escritor Graciliano Ramos à temática desenvolvida no trecho lido é:
    Escolha uma alternativa para a questão d44ab3ff-96
  • D44451F2-96

    Português

    Interpretação de Textos
    CEDERJ · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
                                                        Infância

         
    Uma noite, depois do café, meu pai me mandou buscar um livro que deixara na cabeceira da cama. Novidade: meu velho nunca se dirigia a mim. E eu, engolido o café, beijava-lhe a mão, porque isto era praxe, mergulhava na rede e adormecia. Espantado, entrei no quarto, peguei com repugnância o antipático objeto e voltei à sala de jantar. Aí recebi ordem para me sentar e abrir o volume. Obedeci engulhando, com a vaga esperança de que uma visita me interrompesse. Ninguém nos visitou naquela noite extraordinária.

          Meu pai determinou que eu principiasse a leitura. Principiei. Mastigando as palavras, gaguejando, gemendo uma cantilena medonha, indiferente à pontuação, saltando linhas e repisando linhas, alcancei o fim da página, sem ouvir gritos. Parei surpreendido, virei a folha, continuei a arrastar-me na gemedeira, como um carro em estrada cheia de buracos.

          Com certeza o negociante recebera alguma dívida perdida: no meio do capítulo pôs-se a conversar comigo, perguntou-me se eu estava compreendendo o que lia. Explicou-me que se tratava de uma história, um romance, exigiu atenção e resumiu a parte já lida. Um casal com filhos andava numa floresta, em noite de inverno, perseguido por lobos, cachorros selvagens. Depois de muito correr, essas criaturas chegavam à cabana de um lenhador. Era ou não era? Traduziu-me em linguagem de cozinha diversas expressões literárias. Animei-me a parolar. Sim, realmente havia alguma coisa no livro, mas era difícil conhecer tudo.

          Alinhavei o resto do capítulo, diligenciando penetrar o sentido da prosa confusa, aventurando-me às vezes a inquirir. E uma luzinha quase imperceptível surgia longe, apagava-se, ressurgia, vacilante, nas trevas do meu espírito.

          Recolhi-me preocupado: os fugitivos, os lobos e o lenhador agitaram-me o sono. Dormi com eles, acordei com eles. As horas voaram. Alheio à escola, aos brinquedos de minhas irmãs, à tagarelice dos moleques, vivi com essas criaturas de sonho, incompletas e misteriosas.

          À noite meu pai me pediu novamente o volume, e a cena da véspera se reproduziu: leitura emperrada, mal-entendidos, explicações.

            Na terceira noite fui buscar o livro espontaneamente, mas o velho estava sombrio e silencioso. E no dia seguinte, quando me preparei para moer a narrativa, afastou-me com um gesto, carrancudo.

          Nunca experimentei decepção tão grande. Era como se tivesse descoberto uma coisa muito preciosa e de repente a maravilha se quebrasse. E o homem que a reduziu a cacos, depois de me haver ajudado a encontrá-la, não imaginou a minha desgraça. A princípio foi desespero, sensação de perda e ruína, em seguida uma longa covardia, a certeza de que as horas de encanto eram boas demais para mim e não podiam durar.


                                                     RAMOS, Graciliano. Infância. São Paulo: Record, 1995. p.187-191.

    A sequência de palavras e expressões em que se concretiza com mais propriedade a transformação da relação do menino com a leitura é:
    Escolha uma alternativa para a questão d44451f2-96
  • 7DAA56C9-17

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    CEDERJ · 2012Muito difícilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem 053.jpg





    Read the text again and answer questions 39 and 40:

    Choose the only alternative that is TRUE according to paragraph 2.

    Escolha uma alternativa para a questão 7daa56c9-17
  • 7C423807-17

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    CEDERJ · 2012DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem 053.jpg





    This thought-provoking and brilliant book, […]” (line 23) is
    Escolha uma alternativa para a questão 7c423807-17