Questões do ENEM: Linguagens e Universidade Regional do Cariri (URCA)
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665F4E66-C1 De volta pra casa: decolonização na paleontologia (CONT.)O que pode ser considerado o maior avanço dos últimos anos em relação à situação dos fósseis irregulares ocorreu após a descrição de um novo dinossauro procedente da bacia do Araripe, que havia recebido o nome de Ubirajara. Devido a questões éticas e legais, a revista Cretaceous Research, onde a nova espécie havia sido descrita por pesquisadores estrangeiros, retirou o trabalho de publicação, depois de uma análise criteriosa. Contribuiu para essa atitude da revista a enorme pressão de paleontólogos brasileiros e do público em geral, a partir das redes sociais (#UbirajarabelongstoBrazil), e a ação firme da Sociedade Brasileira de Paleontologia.Esse fato, até então inédito, fez com que diversas revistas científicas passassem a se preocupar com os aspectos legais dos fósseis brasileiros antes de aprovarem publicações sobre eles. O mesmo ocorreu com pesquisadores do exterior, que passaram a se preocupar com sua própria reputação.Após o caso do Ubirajara, dois novos episódios de repatriação acabaram ocorrendo, ambos com material da bacia do Araripe. O primeiro foi o da aranha Cretapalpus vittari, descrita em homenagem à cantora Pablo Vittar. Os pesquisadores envolvidos na descrição, quando alertados, não apenas devolveram o fóssil, como também 35 outros exemplares que estavam em uma instituição nos Estados Unidos. O segundo episódio envolveu um crânio do pterossauro Tupandactylus imperator, cuja descrição foi apenas aceita por uma revista após a devolução do exemplar ao Brasil. Iniciativas como essas enchem de esperança os que estão no front da luta para que peças importantes sejam devolvidas ao país.Para certos pesquisadores, os fósseis devem ser considerados bens minerais e, dessa forma, poderiam ser minerados e comercializados. Há também alguns poucos que defendem que fósseis que estejam fora do país, mesmo que ’exportados’ ilegalmente, contribuem para a divulgação de sua região de origem, podendo gerar alguma vantagem econômica, como fomento do turismo local. Há ainda aqueles que defendem a inclusão obrigatória de pesquisadores brasileiros nos estudos de fósseis do Brasil depositados no exterior. Essa, no entanto, é uma ideia para lá de controversa, pois coloca as parcerias científicas como moeda de troca para ’regularizar’ fósseis. A meu ver, tais posições são equivocadas e caminham na contramão das iniciativas para a recuperação de material importante fora do país. Felizmente, não representam a maioria dos paleontólogos brasileiros.Apesar das grandes dificuldades pelas quais passa a ciência brasileira, fato é que, ao longo de décadas, o Brasil tem investido na formação de recursos humanos para a pesquisa paleontológica, com inúmeras bolsas de pós-graduação, recursos para projetos e abertura de vagas em centros de pesquisa, particularmente nas universidades federais. Claro que ainda há muito por fazer, sobretudo em termos de obtenção de investimentos expressivos para atividades de campo, como coleta e preparação de novos exemplares. Mas a realidade é que o país reúne diversas instituições com possibilidade não apenas de abrigar exemplares, como também - e sobretudo - de desenvolver pesquisa científica relevante.Diante desse cenário, a Sociedade Brasileira de Paleontologia deveria ser mais proativa, sobretudo esclarecendo a situação ilegal dos fósseis depositados fora do país e promovendo campanhas de conscientização junto à comunidade internacional.(Texto de Alexander W. A. Kellner, disponível em https://cienciahoje.org.br/artigo/de-volta-pra-casa-decolonizacao-napaleontologia/. Adaptado.)(URCA/2022.2) Na frase "Essa, no entanto, é uma ideia PARA LÁ DE controversa, pois coloca as parcerias científicas como moeda de troca para ’regularizar’ fósseis.", a expressão destacada denota a ideia de :
665D0FEB-C1 Português
Morfologia - PronomesURCA · 2022DifícilEntre para guardar nos favoritosDe volta pra casa: decolonização na paleontologia (CONT.)O que pode ser considerado o maior avanço dos últimos anos em relação à situação dos fósseis irregulares ocorreu após a descrição de um novo dinossauro procedente da bacia do Araripe, que havia recebido o nome de Ubirajara. Devido a questões éticas e legais, a revista Cretaceous Research, onde a nova espécie havia sido descrita por pesquisadores estrangeiros, retirou o trabalho de publicação, depois de uma análise criteriosa. Contribuiu para essa atitude da revista a enorme pressão de paleontólogos brasileiros e do público em geral, a partir das redes sociais (#UbirajarabelongstoBrazil), e a ação firme da Sociedade Brasileira de Paleontologia.Esse fato, até então inédito, fez com que diversas revistas científicas passassem a se preocupar com os aspectos legais dos fósseis brasileiros antes de aprovarem publicações sobre eles. O mesmo ocorreu com pesquisadores do exterior, que passaram a se preocupar com sua própria reputação.Após o caso do Ubirajara, dois novos episódios de repatriação acabaram ocorrendo, ambos com material da bacia do Araripe. O primeiro foi o da aranha Cretapalpus vittari, descrita em homenagem à cantora Pablo Vittar. Os pesquisadores envolvidos na descrição, quando alertados, não apenas devolveram o fóssil, como também 35 outros exemplares que estavam em uma instituição nos Estados Unidos. O segundo episódio envolveu um crânio do pterossauro Tupandactylus imperator, cuja descrição foi apenas aceita por uma revista após a devolução do exemplar ao Brasil. Iniciativas como essas enchem de esperança os que estão no front da luta para que peças importantes sejam devolvidas ao país.Para certos pesquisadores, os fósseis devem ser considerados bens minerais e, dessa forma, poderiam ser minerados e comercializados. Há também alguns poucos que defendem que fósseis que estejam fora do país, mesmo que ’exportados’ ilegalmente, contribuem para a divulgação de sua região de origem, podendo gerar alguma vantagem econômica, como fomento do turismo local. Há ainda aqueles que defendem a inclusão obrigatória de pesquisadores brasileiros nos estudos de fósseis do Brasil depositados no exterior. Essa, no entanto, é uma ideia para lá de controversa, pois coloca as parcerias científicas como moeda de troca para ’regularizar’ fósseis. A meu ver, tais posições são equivocadas e caminham na contramão das iniciativas para a recuperação de material importante fora do país. Felizmente, não representam a maioria dos paleontólogos brasileiros.Apesar das grandes dificuldades pelas quais passa a ciência brasileira, fato é que, ao longo de décadas, o Brasil tem investido na formação de recursos humanos para a pesquisa paleontológica, com inúmeras bolsas de pós-graduação, recursos para projetos e abertura de vagas em centros de pesquisa, particularmente nas universidades federais. Claro que ainda há muito por fazer, sobretudo em termos de obtenção de investimentos expressivos para atividades de campo, como coleta e preparação de novos exemplares. Mas a realidade é que o país reúne diversas instituições com possibilidade não apenas de abrigar exemplares, como também - e sobretudo - de desenvolver pesquisa científica relevante.Diante desse cenário, a Sociedade Brasileira de Paleontologia deveria ser mais proativa, sobretudo esclarecendo a situação ilegal dos fósseis depositados fora do país e promovendo campanhas de conscientização junto à comunidade internacional.(Texto de Alexander W. A. Kellner, disponível em https://cienciahoje.org.br/artigo/de-volta-pra-casa-decolonizacao-napaleontologia/. Adaptado.)(URCA/2022.2) No trecho "Há também alguns poucos que defendem que fósseis que estejam fora do país, mesmo que ’exportados’ ilegalmente, contribuem para a divulgação de sua região origem, podendo gerar alguma vantagem econômica, como fomento do turismo local.", a palavra QUE é pronome relativo com função de sujeito:
665B16B1-C1 Português
Análise sintáticaURCA · 2022DifícilEntre para guardar nos favoritosDe volta pra casa: decolonização na paleontologia (CONT.)O que pode ser considerado o maior avanço dos últimos anos em relação à situação dos fósseis irregulares ocorreu após a descrição de um novo dinossauro procedente da bacia do Araripe, que havia recebido o nome de Ubirajara. Devido a questões éticas e legais, a revista Cretaceous Research, onde a nova espécie havia sido descrita por pesquisadores estrangeiros, retirou o trabalho de publicação, depois de uma análise criteriosa. Contribuiu para essa atitude da revista a enorme pressão de paleontólogos brasileiros e do público em geral, a partir das redes sociais (#UbirajarabelongstoBrazil), e a ação firme da Sociedade Brasileira de Paleontologia.Esse fato, até então inédito, fez com que diversas revistas científicas passassem a se preocupar com os aspectos legais dos fósseis brasileiros antes de aprovarem publicações sobre eles. O mesmo ocorreu com pesquisadores do exterior, que passaram a se preocupar com sua própria reputação.Após o caso do Ubirajara, dois novos episódios de repatriação acabaram ocorrendo, ambos com material da bacia do Araripe. O primeiro foi o da aranha Cretapalpus vittari, descrita em homenagem à cantora Pablo Vittar. Os pesquisadores envolvidos na descrição, quando alertados, não apenas devolveram o fóssil, como também 35 outros exemplares que estavam em uma instituição nos Estados Unidos. O segundo episódio envolveu um crânio do pterossauro Tupandactylus imperator, cuja descrição foi apenas aceita por uma revista após a devolução do exemplar ao Brasil. Iniciativas como essas enchem de esperança os que estão no front da luta para que peças importantes sejam devolvidas ao país.Para certos pesquisadores, os fósseis devem ser considerados bens minerais e, dessa forma, poderiam ser minerados e comercializados. Há também alguns poucos que defendem que fósseis que estejam fora do país, mesmo que ’exportados’ ilegalmente, contribuem para a divulgação de sua região de origem, podendo gerar alguma vantagem econômica, como fomento do turismo local. Há ainda aqueles que defendem a inclusão obrigatória de pesquisadores brasileiros nos estudos de fósseis do Brasil depositados no exterior. Essa, no entanto, é uma ideia para lá de controversa, pois coloca as parcerias científicas como moeda de troca para ’regularizar’ fósseis. A meu ver, tais posições são equivocadas e caminham na contramão das iniciativas para a recuperação de material importante fora do país. Felizmente, não representam a maioria dos paleontólogos brasileiros.Apesar das grandes dificuldades pelas quais passa a ciência brasileira, fato é que, ao longo de décadas, o Brasil tem investido na formação de recursos humanos para a pesquisa paleontológica, com inúmeras bolsas de pós-graduação, recursos para projetos e abertura de vagas em centros de pesquisa, particularmente nas universidades federais. Claro que ainda há muito por fazer, sobretudo em termos de obtenção de investimentos expressivos para atividades de campo, como coleta e preparação de novos exemplares. Mas a realidade é que o país reúne diversas instituições com possibilidade não apenas de abrigar exemplares, como também - e sobretudo - de desenvolver pesquisa científica relevante.Diante desse cenário, a Sociedade Brasileira de Paleontologia deveria ser mais proativa, sobretudo esclarecendo a situação ilegal dos fósseis depositados fora do país e promovendo campanhas de conscientização junto à comunidade internacional.(Texto de Alexander W. A. Kellner, disponível em https://cienciahoje.org.br/artigo/de-volta-pra-casa-decolonizacao-napaleontologia/. Adaptado.)(URCA/2022.2) Na sentença "O que pode ser considerado o maior avanço dos últimos anos em relação à situação dos fósseis irregulares ocorreu após a descrição de um novo dinossauro procedente da bacia do Araripe, que havia recebido o nome de Ubirajara.", é correto constatar a existência de:
66590B53-C1 Português
Interpretação de TextosURCA · 2022MédioEntre para guardar nos favoritosDe volta pra casa: decolonização na paleontologiaA primeira ilustração de um fóssil brasileiro foi publicada no livro Viagem pelo Brasil, dos naturalistas alemães Johann B. von Spix (1781-1826) e Carl F. P. von Martius (1794-1868). Ambos fizeram parte da comitiva da arquiduquesa austríaca Maria Leopoldina (1797-1826), quando ela veio para o país devido ao seu casamento com D. Pedro I. O material ilustrado em 1823 pode ser identificado como uma arcada de um mastodonte (parente distante extinto dos elefantes) do Pleistoceno (há aproximadamente 12 mil anos) e um peixe dos depósitos cretáceos (110 milhões de anos) da bacia do Araripe, no nordeste brasileiro.Mas o mundo mudou e, graças à ação de muitos pesquisadores, o Brasil passou a ter várias instituições para abrigar essas riquezas, que evidenciam a diversificação da vida no tempo profundo. Hoje, a comunidade de paleontólogos, apoiada por pesquisadores e pessoas de diversas partes do mundo, tem procurado despertar a atenção para que fósseis relevantes não deixem mais o país e as principais peças que já não estão mais aqui sejam trazidas de volta. Trata-se de uma espécie de decolonização da paleontologia, um movimento de repatriação de exemplares importantes que tenham sido retirados do Brasil à revelia, impedindo o enriquecimento da cultura e da pesquisa brasileiras.Não são poucos os exemplares brasileiros importantes que se encontram depositados no exterior. Dinossauros, pterossauros, insetos, peixes e plantas - a maior parte retirada de forma duvidosa do território nacional e, às vezes, com uma aparente conivência do órgão fiscalizador - foram descritos ao longo de décadas e enriquecem museus estrangeiros, principalmente na Europa e na América do Norte. Os depósitos brasileiros mais afetados são os encontrados na bacia do Araripe, curiosamente, de onde provém um daqueles dois primeiros fósseis brasileiros ilustrados. O motivo principal é a riqueza do material dessa região: numeroso, diversificado e, sobretudo, muito bem preservado, o que encanta pesquisadores e públicos em todo o mundo.No entanto, se, em determinado momento histórico, a saída de material paleontológico poderia encontrar alguma justificativa (mesmo que passível de questionamento), o mesmo não ocorre nos dias de hoje. A legislação vigente no Brasil regula o trabalho com fósseis no país e dispõe sobre sua proteção, com destaque para o Decreto-Lei n.º 4.146, publicado em 1942, durante o governo de Getúlio Vargas. De forma simplificada, como, pela Constituição Federal, os bens encontrados no subsolo pertencem à União, todos que queiram fazer extração de fósseis necessitam de uma autorização da Agência Nacional de Mineração, com exceção dos pesquisadores que estejam vinculados a uma instituição de pesquisa e ensino.(Texto de Alexander W. A. Kellner, disponível em https://cienciahoje.org.br/artigo/de-volta-pra-casa-decolonizacao-na-paleontologia/. Adaptado.)(URCA/2022.2) Considerando o trecho "No entanto, se, em determinado momento histórico, a saída de material paleontológico poderia encontrar alguma justificativa (mesmo que passível de questionamento), O MESMO NÃO ocorre nos dias de hoje.", assinale a alternativa em que a recuperação de um termo elíptico altera o sentido original:
6656ECAB-C1 Português
Interpretação de TextosURCA · 2022FácilEntre para guardar nos favoritosDe volta pra casa: decolonização na paleontologiaA primeira ilustração de um fóssil brasileiro foi publicada no livro Viagem pelo Brasil, dos naturalistas alemães Johann B. von Spix (1781-1826) e Carl F. P. von Martius (1794-1868). Ambos fizeram parte da comitiva da arquiduquesa austríaca Maria Leopoldina (1797-1826), quando ela veio para o país devido ao seu casamento com D. Pedro I. O material ilustrado em 1823 pode ser identificado como uma arcada de um mastodonte (parente distante extinto dos elefantes) do Pleistoceno (há aproximadamente 12 mil anos) e um peixe dos depósitos cretáceos (110 milhões de anos) da bacia do Araripe, no nordeste brasileiro.Mas o mundo mudou e, graças à ação de muitos pesquisadores, o Brasil passou a ter várias instituições para abrigar essas riquezas, que evidenciam a diversificação da vida no tempo profundo. Hoje, a comunidade de paleontólogos, apoiada por pesquisadores e pessoas de diversas partes do mundo, tem procurado despertar a atenção para que fósseis relevantes não deixem mais o país e as principais peças que já não estão mais aqui sejam trazidas de volta. Trata-se de uma espécie de decolonização da paleontologia, um movimento de repatriação de exemplares importantes que tenham sido retirados do Brasil à revelia, impedindo o enriquecimento da cultura e da pesquisa brasileiras.Não são poucos os exemplares brasileiros importantes que se encontram depositados no exterior. Dinossauros, pterossauros, insetos, peixes e plantas - a maior parte retirada de forma duvidosa do território nacional e, às vezes, com uma aparente conivência do órgão fiscalizador - foram descritos ao longo de décadas e enriquecem museus estrangeiros, principalmente na Europa e na América do Norte. Os depósitos brasileiros mais afetados são os encontrados na bacia do Araripe, curiosamente, de onde provém um daqueles dois primeiros fósseis brasileiros ilustrados. O motivo principal é a riqueza do material dessa região: numeroso, diversificado e, sobretudo, muito bem preservado, o que encanta pesquisadores e públicos em todo o mundo.No entanto, se, em determinado momento histórico, a saída de material paleontológico poderia encontrar alguma justificativa (mesmo que passível de questionamento), o mesmo não ocorre nos dias de hoje. A legislação vigente no Brasil regula o trabalho com fósseis no país e dispõe sobre sua proteção, com destaque para o Decreto-Lei n.º 4.146, publicado em 1942, durante o governo de Getúlio Vargas. De forma simplificada, como, pela Constituição Federal, os bens encontrados no subsolo pertencem à União, todos que queiram fazer extração de fósseis necessitam de uma autorização da Agência Nacional de Mineração, com exceção dos pesquisadores que estejam vinculados a uma instituição de pesquisa e ensino.(Texto de Alexander W. A. Kellner, disponível em https://cienciahoje.org.br/artigo/de-volta-pra-casa-decolonizacao-na-paleontologia/. Adaptado.)(URCA/2022.2) Considerando o trecho "Os depósitos brasileiros mais afetados são os encontrados na bacia do Araripe, curiosamente, de onde provém um daqueles dois primeiros fósseis brasileiros ilustrados..", é correto afirmar que a palavra que estabelece conexão interparagrafal de sentido, denotando uma atitude opinativa, de avaliação dos fatos, é:6654FBB3-C1 Português
AdvérbiosURCA · 2022DifícilEntre para guardar nos favoritosDe volta pra casa: decolonização na paleontologiaA primeira ilustração de um fóssil brasileiro foi publicada no livro Viagem pelo Brasil, dos naturalistas alemães Johann B. von Spix (1781-1826) e Carl F. P. von Martius (1794-1868). Ambos fizeram parte da comitiva da arquiduquesa austríaca Maria Leopoldina (1797-1826), quando ela veio para o país devido ao seu casamento com D. Pedro I. O material ilustrado em 1823 pode ser identificado como uma arcada de um mastodonte (parente distante extinto dos elefantes) do Pleistoceno (há aproximadamente 12 mil anos) e um peixe dos depósitos cretáceos (110 milhões de anos) da bacia do Araripe, no nordeste brasileiro.Mas o mundo mudou e, graças à ação de muitos pesquisadores, o Brasil passou a ter várias instituições para abrigar essas riquezas, que evidenciam a diversificação da vida no tempo profundo. Hoje, a comunidade de paleontólogos, apoiada por pesquisadores e pessoas de diversas partes do mundo, tem procurado despertar a atenção para que fósseis relevantes não deixem mais o país e as principais peças que já não estão mais aqui sejam trazidas de volta. Trata-se de uma espécie de decolonização da paleontologia, um movimento de repatriação de exemplares importantes que tenham sido retirados do Brasil à revelia, impedindo o enriquecimento da cultura e da pesquisa brasileiras.Não são poucos os exemplares brasileiros importantes que se encontram depositados no exterior. Dinossauros, pterossauros, insetos, peixes e plantas - a maior parte retirada de forma duvidosa do território nacional e, às vezes, com uma aparente conivência do órgão fiscalizador - foram descritos ao longo de décadas e enriquecem museus estrangeiros, principalmente na Europa e na América do Norte. Os depósitos brasileiros mais afetados são os encontrados na bacia do Araripe, curiosamente, de onde provém um daqueles dois primeiros fósseis brasileiros ilustrados. O motivo principal é a riqueza do material dessa região: numeroso, diversificado e, sobretudo, muito bem preservado, o que encanta pesquisadores e públicos em todo o mundo.No entanto, se, em determinado momento histórico, a saída de material paleontológico poderia encontrar alguma justificativa (mesmo que passível de questionamento), o mesmo não ocorre nos dias de hoje. A legislação vigente no Brasil regula o trabalho com fósseis no país e dispõe sobre sua proteção, com destaque para o Decreto-Lei n.º 4.146, publicado em 1942, durante o governo de Getúlio Vargas. De forma simplificada, como, pela Constituição Federal, os bens encontrados no subsolo pertencem à União, todos que queiram fazer extração de fósseis necessitam de uma autorização da Agência Nacional de Mineração, com exceção dos pesquisadores que estejam vinculados a uma instituição de pesquisa e ensino.(Texto de Alexander W. A. Kellner, disponível em https://cienciahoje.org.br/artigo/de-volta-pra-casa-decolonizacao-na-paleontologia/. Adaptado.)(URCA/2022.2) Considerando-se a sentença "Trata-se de uma espécie de decolonização da paleontologia, um movimento de repatriação de exemplares importantes que tenham sido retirados do Brasil à revelia, impedindo o enriquecimento da cultura e da pesquisa brasileiras.", é incorreto afirmar que:
6653041F-C1 Português
Funções morfossintáticas da palavra QUEURCA · 2022DifícilEntre para guardar nos favoritosDe volta pra casa: decolonização na paleontologiaA primeira ilustração de um fóssil brasileiro foi publicada no livro Viagem pelo Brasil, dos naturalistas alemães Johann B. von Spix (1781-1826) e Carl F. P. von Martius (1794-1868). Ambos fizeram parte da comitiva da arquiduquesa austríaca Maria Leopoldina (1797-1826), quando ela veio para o país devido ao seu casamento com D. Pedro I. O material ilustrado em 1823 pode ser identificado como uma arcada de um mastodonte (parente distante extinto dos elefantes) do Pleistoceno (há aproximadamente 12 mil anos) e um peixe dos depósitos cretáceos (110 milhões de anos) da bacia do Araripe, no nordeste brasileiro.Mas o mundo mudou e, graças à ação de muitos pesquisadores, o Brasil passou a ter várias instituições para abrigar essas riquezas, que evidenciam a diversificação da vida no tempo profundo. Hoje, a comunidade de paleontólogos, apoiada por pesquisadores e pessoas de diversas partes do mundo, tem procurado despertar a atenção para que fósseis relevantes não deixem mais o país e as principais peças que já não estão mais aqui sejam trazidas de volta. Trata-se de uma espécie de decolonização da paleontologia, um movimento de repatriação de exemplares importantes que tenham sido retirados do Brasil à revelia, impedindo o enriquecimento da cultura e da pesquisa brasileiras.Não são poucos os exemplares brasileiros importantes que se encontram depositados no exterior. Dinossauros, pterossauros, insetos, peixes e plantas - a maior parte retirada de forma duvidosa do território nacional e, às vezes, com uma aparente conivência do órgão fiscalizador - foram descritos ao longo de décadas e enriquecem museus estrangeiros, principalmente na Europa e na América do Norte. Os depósitos brasileiros mais afetados são os encontrados na bacia do Araripe, curiosamente, de onde provém um daqueles dois primeiros fósseis brasileiros ilustrados. O motivo principal é a riqueza do material dessa região: numeroso, diversificado e, sobretudo, muito bem preservado, o que encanta pesquisadores e públicos em todo o mundo.No entanto, se, em determinado momento histórico, a saída de material paleontológico poderia encontrar alguma justificativa (mesmo que passível de questionamento), o mesmo não ocorre nos dias de hoje. A legislação vigente no Brasil regula o trabalho com fósseis no país e dispõe sobre sua proteção, com destaque para o Decreto-Lei n.º 4.146, publicado em 1942, durante o governo de Getúlio Vargas. De forma simplificada, como, pela Constituição Federal, os bens encontrados no subsolo pertencem à União, todos que queiram fazer extração de fósseis necessitam de uma autorização da Agência Nacional de Mineração, com exceção dos pesquisadores que estejam vinculados a uma instituição de pesquisa e ensino.(Texto de Alexander W. A. Kellner, disponível em https://cienciahoje.org.br/artigo/de-volta-pra-casa-decolonizacao-na-paleontologia/. Adaptado.)(URCA/2022.2) Na sentença "Mas o mundo mudou e, graças à ação de muitos pesquisadores, o Brasil passou a ter várias instituições para abrigar essas riquezas, QUE evidenciam a diversificação da vida no tempo profundo. ", que função sintática é exercida pelo pronome QUE:
41CE392D-6A Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionURCA · 2021MédioEntre para guardar nos favoritosTexto 5
Coronavirus has swept through tribes, killing elders and inflicting irreparable damage on tribal history, culture and medicine
When Bep Karoti Xikrin fell ill with Covid-19, he refused to go to a hospital. The 64-year-old chief of a Xikrin indigenous village in Brazil’s Amazon was plagued by headaches and fatigue and struggled for breath. But, according to his daughter Bekuoi Raquel, he was afraid that if he were admitted to hospital he might never return.
Instead, he died in his village – and with him, was lost decades of knowledge and leadership. “He knew so much about things we haven’t even experienced,” said Bekuoi, 21. “Everyone admired him. He was very loved.”
As Brazil’s confirmed overall death toll from Covid-19 passes 50,000, the virus is scything through the country’s indigenous communities, killing chiefs, elders and traditional healers – and raising fears that alongside the toll of human lives, the pandemic may inflict irreparable damage on tribal knowledge of history, culture and natural medicine.
The Munduruku people alone have lost 10 sábios, or wise ones. “We always say they are living libraries,” said Alessandra Munduruku, a tribal leader. “It’s been very painful.”
The victims include prominent figures such as Paulinho Paiakan, a Kayapó leader who fought alongside rock star Sting against the Belo Monte dam.
The indigenous organisation Apib has logged at least 332 Covid-19 deaths, and 7,208 coronavirus cases across 110 communities. “We are facing extermination,” said its executive coordinator, Dinamam Tuxá.
Indigenous leaders such as Tuxá say the government of the far-right president, Jair Bolsonaro, is failing to protect the country’s 900,000 indigenous people – many of whom live in small communities, where dozens often share the same house.
Tuxá said Brazil’s Funai indigenous agency has taken too long to send emergency food kits to people isolating in their villages, forcing them to risk infection by traveling to nearby towns for emergency government payments. Funai said it had delivered 82,000 basic food kits and 43,000 hygiene kits.
Some leaders even blame government health workers for bringing the virus. Katia Silene Akrãtikatêjê, 51, a chief from the Gavião tribe in Pará state, believes she caught Covid-19 after a government health team visited their village to give flu vaccines. “Everyone got sick from there on,” she said.
From: shorturl.at/finAM. Accessed on 07/01/2020
As críticas que o líder indígena Tuxá fez estão relacionadas ao fato de o governo federal:41C83AD9-6A Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionURCA · 2021FácilEntre para guardar nos favoritosTexto 5
Coronavirus has swept through tribes, killing elders and inflicting irreparable damage on tribal history, culture and medicine
When Bep Karoti Xikrin fell ill with Covid-19, he refused to go to a hospital. The 64-year-old chief of a Xikrin indigenous village in Brazil’s Amazon was plagued by headaches and fatigue and struggled for breath. But, according to his daughter Bekuoi Raquel, he was afraid that if he were admitted to hospital he might never return.
Instead, he died in his village – and with him, was lost decades of knowledge and leadership. “He knew so much about things we haven’t even experienced,” said Bekuoi, 21. “Everyone admired him. He was very loved.”
As Brazil’s confirmed overall death toll from Covid-19 passes 50,000, the virus is scything through the country’s indigenous communities, killing chiefs, elders and traditional healers – and raising fears that alongside the toll of human lives, the pandemic may inflict irreparable damage on tribal knowledge of history, culture and natural medicine.
The Munduruku people alone have lost 10 sábios, or wise ones. “We always say they are living libraries,” said Alessandra Munduruku, a tribal leader. “It’s been very painful.”
The victims include prominent figures such as Paulinho Paiakan, a Kayapó leader who fought alongside rock star Sting against the Belo Monte dam.
The indigenous organisation Apib has logged at least 332 Covid-19 deaths, and 7,208 coronavirus cases across 110 communities. “We are facing extermination,” said its executive coordinator, Dinamam Tuxá.
Indigenous leaders such as Tuxá say the government of the far-right president, Jair Bolsonaro, is failing to protect the country’s 900,000 indigenous people – many of whom live in small communities, where dozens often share the same house.
Tuxá said Brazil’s Funai indigenous agency has taken too long to send emergency food kits to people isolating in their villages, forcing them to risk infection by traveling to nearby towns for emergency government payments. Funai said it had delivered 82,000 basic food kits and 43,000 hygiene kits.
Some leaders even blame government health workers for bringing the virus. Katia Silene Akrãtikatêjê, 51, a chief from the Gavião tribe in Pará state, believes she caught Covid-19 after a government health team visited their village to give flu vaccines. “Everyone got sick from there on,” she said.
From: shorturl.at/finAM. Accessed on 07/01/2020
De acordo com o texto, a população indígena do Brasil teme que a COVID-19:41C08C55-6A Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionURCA · 2021MédioEntre para guardar nos favoritosTexto 4
Coronavirus is 10 times deadlier than swine flu: WHO
COVID-19, the disease caused by coronavirus, is officially 10 times deadlier than the H1N1 swine flu strain that ripped across much of the world in 2009, the World Health Organization (WHO) confirmed Monday.
The only way to truly halt the spread is a vaccine, WHO chief Tedros Adhanom Ghebreyesus said in a briefing from Geneva. More than 1.8 million people have been infected so far worldwide, and at least 115,000 have died.
“Evidence from several countries is giving us a clearer picture about this virus, how it behaves, how to stop it and how to treat it,” Tedros said. “We know that COVID-19 spreads fast, and we know that it is deadly – 10 times deadlier than the 2009 flu pandemic.”
While swine flu, as it was popularly known, killed 18,500 people, the true toll may have been closer to between 151,700 and 575,400, Agence France Presse (AFP) reported, citing The Lancet.
“We know that the virus can spread more easily in crowded environments like nursing homes,” Tedros continued. “We know that early case finding, testing, isolating, caring for every case, and tracing every contact is essential for stopping transmission.”
Pointing out that in some countries cases are doubling every three to four days, the disease accelerates fast but “decelerates much more slowly,” Tedros said. “In other words, the way down is much slower than the way up,” he said. “That means control measures must be lifted slowly and with control.”
Tedros cautioned that restarting the shutdown portions of the economy in the U.S. and other countries whose leaders have been anxious to loosen restrictions could prove deadly. He also exhorted everyone around the world to work together, as several development ministers from the United Kingdom, Denmark, Iceland, Finland, Germany, Norway and Sweden had done in a recent joint editorial.
From: shorturl.at/fhjPR. Accessed on 04/14/2020Para o diretor da OMS, a solução mais eficaz para parar a propagação do corona vírus é:41B9992C-6A Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionURCA · 2021FácilEntre para guardar nos favoritosTexto 4
Coronavirus is 10 times deadlier than swine flu: WHO
COVID-19, the disease caused by coronavirus, is officially 10 times deadlier than the H1N1 swine flu strain that ripped across much of the world in 2009, the World Health Organization (WHO) confirmed Monday.
The only way to truly halt the spread is a vaccine, WHO chief Tedros Adhanom Ghebreyesus said in a briefing from Geneva. More than 1.8 million people have been infected so far worldwide, and at least 115,000 have died.
“Evidence from several countries is giving us a clearer picture about this virus, how it behaves, how to stop it and how to treat it,” Tedros said. “We know that COVID-19 spreads fast, and we know that it is deadly – 10 times deadlier than the 2009 flu pandemic.”
While swine flu, as it was popularly known, killed 18,500 people, the true toll may have been closer to between 151,700 and 575,400, Agence France Presse (AFP) reported, citing The Lancet.
“We know that the virus can spread more easily in crowded environments like nursing homes,” Tedros continued. “We know that early case finding, testing, isolating, caring for every case, and tracing every contact is essential for stopping transmission.”
Pointing out that in some countries cases are doubling every three to four days, the disease accelerates fast but “decelerates much more slowly,” Tedros said. “In other words, the way down is much slower than the way up,” he said. “That means control measures must be lifted slowly and with control.”
Tedros cautioned that restarting the shutdown portions of the economy in the U.S. and other countries whose leaders have been anxious to loosen restrictions could prove deadly. He also exhorted everyone around the world to work together, as several development ministers from the United Kingdom, Denmark, Iceland, Finland, Germany, Norway and Sweden had done in a recent joint editorial.
From: shorturl.at/fhjPR. Accessed on 04/14/2020A respeito da abertura do comércio, Tedros Adhanom Ghebreyesus diz que:41B47485-6A Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionURCA · 2021FácilEntre para guardar nos favoritosTexto 4
Coronavirus is 10 times deadlier than swine flu: WHO
COVID-19, the disease caused by coronavirus, is officially 10 times deadlier than the H1N1 swine flu strain that ripped across much of the world in 2009, the World Health Organization (WHO) confirmed Monday.
The only way to truly halt the spread is a vaccine, WHO chief Tedros Adhanom Ghebreyesus said in a briefing from Geneva. More than 1.8 million people have been infected so far worldwide, and at least 115,000 have died.
“Evidence from several countries is giving us a clearer picture about this virus, how it behaves, how to stop it and how to treat it,” Tedros said. “We know that COVID-19 spreads fast, and we know that it is deadly – 10 times deadlier than the 2009 flu pandemic.”
While swine flu, as it was popularly known, killed 18,500 people, the true toll may have been closer to between 151,700 and 575,400, Agence France Presse (AFP) reported, citing The Lancet.
“We know that the virus can spread more easily in crowded environments like nursing homes,” Tedros continued. “We know that early case finding, testing, isolating, caring for every case, and tracing every contact is essential for stopping transmission.”
Pointing out that in some countries cases are doubling every three to four days, the disease accelerates fast but “decelerates much more slowly,” Tedros said. “In other words, the way down is much slower than the way up,” he said. “That means control measures must be lifted slowly and with control.”
Tedros cautioned that restarting the shutdown portions of the economy in the U.S. and other countries whose leaders have been anxious to loosen restrictions could prove deadly. He also exhorted everyone around the world to work together, as several development ministers from the United Kingdom, Denmark, Iceland, Finland, Germany, Norway and Sweden had done in a recent joint editorial.
From: shorturl.at/fhjPR. Accessed on 04/14/2020De acordo com o texto, podemos afirmar que41AB0443-6A Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionURCA · 2021DifícilEntre para guardar nos favoritosTexto 3
The lessons Italy has learned about its COVID-19 outbreak could help the rest of the world
Only carefully conducted epidemiological studies will bring to light exactly how and why COVID-19 took off in northern Italy with such speed. But in the midst of the emergency, experts say there are already lessons to be gleaned from Italy's fatal errors — and urgent messages for other parts of the world.
"The biggest mistake we made was to admit patients infected with COVID-19 into hospitals throughout the region," said Carlo Borghetti, the vice- premier of Lombardy, an economically crucial region with a population of 10 million.
"We should have immediately set up separate structures exclusively for people sick with coronavirus. I recommend the rest of the world do this, to not send COVID patients into health-care facilities that are still uninfected."
Already, Italian cities in other regions are doing this, as well as field hospitals in Milan and Bergamo, Lombardy, which are almost complete.
However, the virus was not only spread to "clean" — i.e. infection-free — hospitals by admitting positive patients. In early March, as the number of infected was doubling every few days, authorities allowed overwhelmed hospitals to transfer those who tested positive but weren't gravely ill into assistedliving facilities for the elderly.
"It was like throwing a lit match onto a haystack," said Borghetti, who spoke out against the directive at the time. "Some facilities refused to take in the positive patients. For those that did [take them in], it was devastating."
Along with the tragic misstep of putting infected people under the same roof as clusters of the most physically vulnerable, Borghetti and others point to a deeper structural factor that accelerated the outbreak in northern Italy: a highly centralized health-care system with large hospitals as its focus.
From: shorturl.at/cMRTW. Accesses on 04/09/2020
Sobre o fato da COVID-19 ter se alastrado pelo norte da Itália, o texto afirma que:419E5ED6-6A Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionURCA · 2021FácilEntre para guardar nos favoritosTexto 3
The lessons Italy has learned about its COVID-19 outbreak could help the rest of the world
Only carefully conducted epidemiological studies will bring to light exactly how and why COVID-19 took off in northern Italy with such speed. But in the midst of the emergency, experts say there are already lessons to be gleaned from Italy's fatal errors — and urgent messages for other parts of the world.
"The biggest mistake we made was to admit patients infected with COVID-19 into hospitals throughout the region," said Carlo Borghetti, the vice- premier of Lombardy, an economically crucial region with a population of 10 million.
"We should have immediately set up separate structures exclusively for people sick with coronavirus. I recommend the rest of the world do this, to not send COVID patients into health-care facilities that are still uninfected."
Already, Italian cities in other regions are doing this, as well as field hospitals in Milan and Bergamo, Lombardy, which are almost complete.
However, the virus was not only spread to "clean" — i.e. infection-free — hospitals by admitting positive patients. In early March, as the number of infected was doubling every few days, authorities allowed overwhelmed hospitals to transfer those who tested positive but weren't gravely ill into assistedliving facilities for the elderly.
"It was like throwing a lit match onto a haystack," said Borghetti, who spoke out against the directive at the time. "Some facilities refused to take in the positive patients. For those that did [take them in], it was devastating."
Along with the tragic misstep of putting infected people under the same roof as clusters of the most physically vulnerable, Borghetti and others point to a deeper structural factor that accelerated the outbreak in northern Italy: a highly centralized health-care system with large hospitals as its focus.
From: shorturl.at/cMRTW. Accesses on 04/09/2020
Sobre a decisão de colocar pacientes que testaram positivo para o corona vírus em abrigos para idosos, o texto afirma que:4195E854-6A Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionURCA · 2021Muito fácilEntre para guardar nos favoritosTexto 3
The lessons Italy has learned about its COVID-19 outbreak could help the rest of the world
Only carefully conducted epidemiological studies will bring to light exactly how and why COVID-19 took off in northern Italy with such speed. But in the midst of the emergency, experts say there are already lessons to be gleaned from Italy's fatal errors — and urgent messages for other parts of the world.
"The biggest mistake we made was to admit patients infected with COVID-19 into hospitals throughout the region," said Carlo Borghetti, the vice- premier of Lombardy, an economically crucial region with a population of 10 million.
"We should have immediately set up separate structures exclusively for people sick with coronavirus. I recommend the rest of the world do this, to not send COVID patients into health-care facilities that are still uninfected."
Already, Italian cities in other regions are doing this, as well as field hospitals in Milan and Bergamo, Lombardy, which are almost complete.
However, the virus was not only spread to "clean" — i.e. infection-free — hospitals by admitting positive patients. In early March, as the number of infected was doubling every few days, authorities allowed overwhelmed hospitals to transfer those who tested positive but weren't gravely ill into assistedliving facilities for the elderly.
"It was like throwing a lit match onto a haystack," said Borghetti, who spoke out against the directive at the time. "Some facilities refused to take in the positive patients. For those that did [take them in], it was devastating."
Along with the tragic misstep of putting infected people under the same roof as clusters of the most physically vulnerable, Borghetti and others point to a deeper structural factor that accelerated the outbreak in northern Italy: a highly centralized health-care system with large hospitals as its focus.
From: shorturl.at/cMRTW. Accesses on 04/09/2020
Das lições que a Itália aprendeu com a COVID-19 está:418F5000-6A Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionURCA · 2021FácilEntre para guardar nos favoritosTexto 2
Boris Johnson should have taken his own medicine - The British prime minister tested positive for Covid-19 and went into isolation, but not before doing untold damage and setting a bad example.

Boris Johnson, the prime minister of Britain, on Friday announced that he had tested positive for the coronavirus. In a brief video released on Twitter, he shared the basics: Having developed “mild symptoms — that’s to say, a temperature and a persistent cough” — he underwent testing and received the bad news. He will now be “selfisolating” until the illness has run its course.
Looking mostly healthy, if typically disheveled, Mr. Johnson stressed that he would continue to “lead the national fightback” from his home via teleconferencing. He urged the British public to abide by the three-week lockdown put into place on Monday.
The more effectively people stick with social distancing, the faster the nation and its National Health Service (N.H.S.) will “bounce back,” he said, before closing with the plea, “Stay at home, protect the N.H.S and save lives.” It was a responsible, no- drama message. If only the prime minister had displayed such leadership sooner, he — and who knows how many others — might have been spared this illness.
From: shorturl.at/dKV23. Accessed on 03/27/2020
Durante o anúncio pelo Twitter de que estava com a COVID-19, Boris Johnson:4189730A-6A Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionURCA · 2021MédioEntre para guardar nos favoritosTexto 2
Boris Johnson should have taken his own medicine - The British prime minister tested positive for Covid-19 and went into isolation, but not before doing untold damage and setting a bad example.

Boris Johnson, the prime minister of Britain, on Friday announced that he had tested positive for the coronavirus. In a brief video released on Twitter, he shared the basics: Having developed “mild symptoms — that’s to say, a temperature and a persistent cough” — he underwent testing and received the bad news. He will now be “selfisolating” until the illness has run its course.
Looking mostly healthy, if typically disheveled, Mr. Johnson stressed that he would continue to “lead the national fightback” from his home via teleconferencing. He urged the British public to abide by the three-week lockdown put into place on Monday.
The more effectively people stick with social distancing, the faster the nation and its National Health Service (N.H.S.) will “bounce back,” he said, before closing with the plea, “Stay at home, protect the N.H.S and save lives.” It was a responsible, no- drama message. If only the prime minister had displayed such leadership sooner, he — and who knows how many others — might have been spared this illness.
From: shorturl.at/dKV23. Accessed on 03/27/2020
Dentre as razões para o pedido do Primeiro Ministro Britânico para que os cidadãos fiquem em casa está:4183D402-6A Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionURCA · 2021MédioEntre para guardar nos favoritosTexto 2
Boris Johnson should have taken his own medicine - The British prime minister tested positive for Covid-19 and went into isolation, but not before doing untold damage and setting a bad example.

Boris Johnson, the prime minister of Britain, on Friday announced that he had tested positive for the coronavirus. In a brief video released on Twitter, he shared the basics: Having developed “mild symptoms — that’s to say, a temperature and a persistent cough” — he underwent testing and received the bad news. He will now be “selfisolating” until the illness has run its course.
Looking mostly healthy, if typically disheveled, Mr. Johnson stressed that he would continue to “lead the national fightback” from his home via teleconferencing. He urged the British public to abide by the three-week lockdown put into place on Monday.
The more effectively people stick with social distancing, the faster the nation and its National Health Service (N.H.S.) will “bounce back,” he said, before closing with the plea, “Stay at home, protect the N.H.S and save lives.” It was a responsible, no- drama message. If only the prime minister had displayed such leadership sooner, he — and who knows how many others — might have been spared this illness.
From: shorturl.at/dKV23. Accessed on 03/27/2020
Sobre o isolamento social, o texto permite inferir que:417D9D83-6A Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionURCA · 2021MédioEntre para guardar nos favoritosTexto 2
Boris Johnson should have taken his own medicine - The British prime minister tested positive for Covid-19 and went into isolation, but not before doing untold damage and setting a bad example.

Boris Johnson, the prime minister of Britain, on Friday announced that he had tested positive for the coronavirus. In a brief video released on Twitter, he shared the basics: Having developed “mild symptoms — that’s to say, a temperature and a persistent cough” — he underwent testing and received the bad news. He will now be “selfisolating” until the illness has run its course.
Looking mostly healthy, if typically disheveled, Mr. Johnson stressed that he would continue to “lead the national fightback” from his home via teleconferencing. He urged the British public to abide by the three-week lockdown put into place on Monday.
The more effectively people stick with social distancing, the faster the nation and its National Health Service (N.H.S.) will “bounce back,” he said, before closing with the plea, “Stay at home, protect the N.H.S and save lives.” It was a responsible, no- drama message. If only the prime minister had displayed such leadership sooner, he — and who knows how many others — might have been spared this illness.
From: shorturl.at/dKV23. Accessed on 03/27/2020
De acordo com o texto, é correto afirmar que Boris Johnson:41768480-6A Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionURCA · 2021MédioEntre para guardar nos favoritosTexto 1
Part of President Obama’s Speech at Rutgers Commencement 2016
Facts, evidence, reason, logic, an understanding of science — these are good things. These are qualities you want in people making policy. These are qualities you want to continue to cultivate in yourselves as citizens. That might seem obvious. That’s why we honor Bill Moyers or Dr. Burnell. We traditionally have valued those things. But if you were listening to today’s political debate, you might wonder where this strain of anti-intellectualism came from.
So, Class of 2016, let me be as clear as I can be. In politics and in life, ignorance is not a virtue. It’s not cool to not know what you’re talking about. That’s not keeping it real, or telling it like it is. That’s not challenging political correctness. That’s just not knowing what you’re talking about.
Qualities like kindness and compassion, honesty, hard work — they often matter more than technical skills or know-how. But when our leaders express a disdain for facts, when they’re not held accountable for repeating falsehoods and just making stuff up, while actual experts are dismissed as elitists, then we’ve got a problem.You know, it’s interesting that if we get sick, we actually want to make sure the doctors have gone to medical school, they know what they’re talking about. If we get on a plane, we say we really want a pilot to be able to pilot the plane. The rejection of facts, the rejection of reason and science — that is the path to decline.
From: shorturl.at/deAIX. Accessed on 04/01/2020
Depois de ler o texto, não é correto afirmar que: